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Brasil

Brasil se aproxima da liderança mundial do agro e ameaça hegemonia dos EUA, diz Financial Times

Brasil está a um passo de se tornar o maior exportador agrícola do mundo

Antes considerado um gigante absoluto da produção agrícola mundial, os Estados Unidos estão cada vez mais próximos de perder a liderança global para o Brasil. A avaliação é do jornal britânico Financial Times, que afirma que o agronegócio brasileiro vive uma expansão histórica e pode assumir, em breve, o posto de maior exportador agrícola do planeta.

Segundo a reportagem, a diferença entre os dois países diminuiu rapidamente nos últimos anos. Em 2025, os Estados Unidos exportaram cerca de US$ 171 bilhões em produtos agrícolas, apenas US$ 2 bilhões acima do Brasil. Em 2021, essa vantagem era de US$ 56 bilhões, o que evidencia a velocidade da ascensão brasileira.

O Financial Times atribui boa parte dessa mudança às transformações provocadas pela guerra comercial iniciada durante o governo Donald Trump. As tarifas impostas contra a China levaram Pequim a diversificar seus fornecedores e ampliar significativamente as compras de soja e outros produtos brasileiros, consolidando uma relação comercial que se manteve ao longo dos anos.

O jornal destaca que o Brasil deixou de ser apenas um grande produtor de café, açúcar e suco de laranja para se tornar líder mundial também nas exportações de soja, carne bovina, carne de frango e algodão. O avanço tecnológico no campo, a expansão das áreas cultivadas e, principalmente, a possibilidade de colher duas safras por ano em boa parte do território nacional são apontados como fatores decisivos para esse desempenho.

Enquanto isso, agricultores norte-americanos enfrentam um cenário de margens cada vez menores, queda da demanda externa e maior dependência de subsídios públicos. Em diversos estados agrícolas, produtores relatam prejuízos mesmo após colheitas recordes, reflexo dos preços internacionais deprimidos e da perda de mercados estratégicos.

O periódico ressalta que, embora o Brasil ainda enfrente desafios importantes — como gargalos logísticos, infraestrutura insuficiente e pressões ambientais relacionadas à expansão agrícola —, a trajetória do país é vista como estrutural e não apenas conjuntural. Para analistas ouvidos pela publicação, o modelo brasileiro de produção em larga escala e alta produtividade tornou o país o principal concorrente dos Estados Unidos na disputa pela liderança do comércio agrícola global.

Na avaliação do Financial Times, caso as tendências atuais sejam mantidas, o Brasil poderá assumir nos próximos anos a posição de maior potência agroexportadora do mundo, simbolizando uma das maiores mudanças no equilíbrio do comércio internacional de alimentos das últimas décadas.


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Política

Eduardo Bolsonaro antecipa derrota de Flavio a 72 dias da eleição

Uma declaração do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) acabou provocando forte repercussão política ao ser interpretada como um reconhecimento antecipado das dificuldades enfrentadas pela campanha presidencial de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ao afirmar que “não haverá eleição em 2030” caso Flávio seja derrotado em 2026, Eduardo vinculou o futuro do sistema político brasileiro diretamente ao resultado da disputa presidencial, em uma fala que chamou atenção tanto pelo tom quanto pelo momento em que foi feita.

A declaração ocorreu 72 dias antes do primeiro turno das eleições e foi publicada nas redes sociais após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida foi tomada depois que o senador leu, durante uma transmissão ao vivo, uma carta atribuída ao pai, o que, segundo o ministro, poderia representar descumprimento das restrições impostas ao ex-presidente.

Ao afirmar que apenas uma vitória de Flávio garantiria a realização de eleições futuras, Eduardo acabou alimentando interpretações de que o próprio núcleo bolsonarista reconhece o cenário eleitoral adverso. Para analistas políticos, a necessidade de apresentar uma eventual derrota como uma ameaça ao futuro institucional do país pode indicar preocupação crescente com o desempenho da candidatura e com a dificuldade de ampliar seu eleitorado para além da base mais fiel do bolsonarismo.

A fala também reforçou a estratégia adotada por integrantes da família Bolsonaro de transformar decisões judiciais e embates com o STF em elementos centrais da narrativa eleitoral. Em vez de concentrar o debate em propostas de governo, o discurso mantém o foco na polarização institucional e na mobilização do eleitorado mais alinhado ao ex-presidente.

Nos bastidores, a declaração repercutiu como mais um episódio de tensão em uma campanha que já enfrenta desafios políticos e jurídicos. Com pouco mais de dois meses até a votação, o episódio amplia o debate sobre a estratégia do PL e evidencia a aposta da campanha em manter a narrativa de confronto como principal instrumento de mobilização eleitoral.

Soma-se a isso, o fato de Flavio Bolsonaro se ver isolado dentro do próprio campo da direita, porque não está conseguindo palanque em vários estados, enquanto Lula já tem palanque em todos os estados.

Para piorar, Eduardo Bolsonaro comemora a conquista do Green Card para viver para sempre nos EUA, confirmando que não tem a menor esperança da vitória de Flavio.


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Mundo

Irã ameaça ampliar conflito e fala em “ofensiva total” contra os EUA

Irã lança forte alerta aos Estados Unidos e ameaça partir para uma “ofensiva total”

O Irã elevou o tom contra os Estados Unidos ao afirmar que poderá iniciar uma “fase ofensiva total” caso Washington mantenha os bombardeios contra alvos iranianos pelos próximos dias. A declaração foi feita pelo general Mohsen Rezai, assessor militar da liderança iraniana e ex-comandante da Guarda Revolucionária Islâmica.

Segundo Rezai, a estratégia iraniana poderá mudar de uma postura predominantemente defensiva para uma ofensiva em larga escala caso os ataques americanos continuem. A advertência ocorre em meio à intensificação da campanha militar dos EUA, que, segundo autoridades iranianas, já dura sete dias consecutivos.

Nos últimos dias, Teerã também ampliou suas ações militares, incluindo ataques contra interesses e bases ligadas aos Estados Unidos no Oriente Médio, elevando o risco de uma escalada regional. Autoridades americanas ainda não indicaram qualquer intenção de interromper as operações militares.

A escalada preocupa a comunidade internacional porque um confronto direto e prolongado entre Irã e Estados Unidos pode afetar a segurança no Oriente Médio, comprometer rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz e provocar impactos nos mercados globais de energia.


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Brasil Mundo

Governo Lula repudia tarifas dos EUA, anuncia reação com base na Lei da Reciprocidade e critica atuação da família Bolsonaro

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu com firmeza às tarifas anunciadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros. Em nota oficial, o Palácio do Planalto classificou a medida como injustificada e afirmou que utilizará os instrumentos previstos na Lei da Reciprocidade Econômica para responder às restrições impostas por Washington.

Segundo o governo, a decisão norte-americana prejudica a relação comercial entre os dois países e contraria os princípios de cooperação que historicamente marcaram o diálogo bilateral. A administração Lula também destacou que avaliará todas as alternativas diplomáticas e comerciais disponíveis para defender os interesses da indústria, do agronegócio e dos trabalhadores brasileiros.

Além da reação às tarifas, integrantes do governo aproveitaram para criticar a atuação da família Bolsonaro no episódio. Auxiliares presidenciais afirmam que parlamentares e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro têm atuado junto a setores políticos dos Estados Unidos para pressionar o Brasil e desgastar a imagem internacional do país.

Para o Planalto, a tentativa de transformar divergências políticas internas em instrumentos de pressão externa representa uma afronta à soberania nacional. O governo sustenta que eventuais disputas partidárias devem ser resolvidas dentro das instituições brasileiras, sem interferência estrangeira.

A crise comercial ocorre em meio ao aumento das tensões políticas entre o governo Lula e o grupo bolsonarista. Enquanto o Planalto busca construir uma resposta institucional às medidas adotadas pelos Estados Unidos, aliados do presidente defendem que o episódio reforça a necessidade de unidade nacional na defesa dos interesses econômicos e da autonomia do Brasil.


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Brasil Mundo

Império decadente: Rubio convida Brasil para reunião nos EUA sobre suposto “terrorismo de extrema-esquerda”

Encontro convocado pelo governo Trump pretende reunir representantes de mais de 60 países, mas objetivos da iniciativa geram dúvidas entre aliados e autoridades ocidentais

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, convidou ministros e autoridades de alto escalão de mais de 60 países, incluindo o Brasil, para uma reunião dedicada ao que o governo norte-americano chama de “ressurgimento do terrorismo transnacional de extrema-esquerda”. O encontro está previsto para ocorrer em 16 de julho, na sede do Departamento de Estado, em Washington.

As informações foram publicadas originalmente pela Sputnik Brasil, com base em reportagem do jornal norte-americano The Washington Post, documentos oficiais e relatos de autoridades ocidentais. A participação brasileira no grupo de países convidados também foi confirmada pelo portal g1 junto ao Ministério das Relações Exteriores e ao Departamento de Estado dos Estados Unidos.

A reunião foi convocada pela administração do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que considera organizações e movimentos classificados como de extrema-esquerda uma ameaça relevante à segurança nacional e internacional. A maior parte dos países europeus, importantes nações da América Latina e governos asiáticos, como Índia, Indonésia e Cingapura, teriam recebido o convite.

Segundo o chamado “documento conceitual” preparado para orientar o encontro, a reunião ministerial discutirá o “ressurgimento do terrorismo político” e formas de ampliar a cooperação internacional nas áreas de inteligência, segurança pública e aplicação da lei.

O documento, citado pelo The Washington Post, afirma que a atenção estará concentrada principalmente em “terroristas de extrema-esquerda” que estariam “cada vez mais recorrendo à violência organizada e letal para promover seus objetivos políticos”.

Brasil está entre os países convidados
De acordo com o g1, o Brasil figura entre os países sul-americanos convidados para a reunião. A informação teria sido confirmada tanto pelo Itamaraty quanto pelo governo norte-americano.

O texto fornecido não informa se o governo brasileiro aceitou o convite nem qual autoridade poderia representar o país no encontro. O prazo solicitado pelos Estados Unidos para que os governos respondessem ao chamado terminou na sexta-feira, 10 de julho.

O convite foi enviado com poucos dias de antecedência, circunstância que provocou críticas e dúvidas entre representantes estrangeiros. Algumas autoridades afirmaram que seria improvável a presença de ministros das Relações Exteriores ou do Interior, devido à agenda diplomática já programada para o período.

Outros governos teriam questionado os motivos da convocação e a prioridade atribuída pelo governo Trump ao chamado terrorismo de esquerda, uma vez que não consideram essa ameaça central em suas próprias políticas de segurança.

Iniciativa desperta preocupação entre aliados
A proposta norte-americana gerou preocupação entre alguns aliados europeus e analistas independentes, que não compartilham necessariamente da avaliação de que exista um avanço coordenado do terrorismo transnacional de extrema-esquerda.

Representantes de países estrangeiros ouvidos pelo The Washington Post descreveram os objetivos do convite como pouco claros. Também houve questionamentos sobre a definição dos grupos que poderiam ser enquadrados como terroristas ou extremistas.

Dentro do próprio governo dos Estados Unidos, algumas autoridades demonstraram receio de que a iniciativa possa fazer parte de um esforço mais amplo para empregar instrumentos antiterrorismo contra ativistas e movimentos políticos domésticos considerados de esquerda.

Uma autoridade da administração Trump afirmou ao jornal norte-americano que alguns funcionários dos Estados Unidos decidiram não comparecer ao encontro. A identidade e os cargos desses servidores não foram informados.

A principal preocupação mencionada é que conceitos associados ao combate ao terrorismo possam ser aplicados de maneira abrangente, atingindo movimentos sociais, organizações políticas ou manifestantes que não estejam envolvidos em atividades violentas.

Governo Trump concentra discurso no Antifa
A reunião deverá abordar especialmente o movimento Antifa, expressão usada para identificar grupos e militantes antifascistas que atuam de maneira descentralizada em diferentes países.

O governo Trump tem associado o Antifa à violência política e ao extremismo de esquerda. Entretanto, autoridades e especialistas divergem sobre a possibilidade de tratar o movimento como uma organização transnacional estruturada, com comando centralizado e atuação coordenada.

A iniciativa do Departamento de Estado ocorre em meio à tentativa do governo norte-americano de construir uma agenda internacional voltada ao combate de grupos classificados pela Casa Branca como extremistas de esquerda.

A convocação de mais de 60 países demonstra que Washington pretende conferir caráter multilateral a essa política, estimulando o intercâmbio de dados de inteligência e a cooperação entre órgãos policiais.

Ao mesmo tempo, as dúvidas manifestadas por governos convidados revelam que não existe consenso internacional sobre a dimensão da ameaça descrita pela administração Trump nem sobre os critérios que serão utilizados para identificar pessoas ou organizações suspeitas.

Reunião anterior ocorreu em Haia
No final de maio, o Departamento de Estado já havia organizado uma reunião sobre o Antifa e o chamado terrorismo de esquerda em Haia, nos Países Baixos.

Segundo duas pessoas familiarizadas com o encontro ouvidas pelo The Washington Post, a reunião reuniu autoridades de segurança pública e de combate ao terrorismo, principalmente de países europeus.

Uma das fontes afirmou que o governo holandês se recusou a coorganizar o evento. Diante da negativa, a reunião foi realizada na Embaixada dos Estados Unidos em Haia.

O episódio reforçou as diferenças de avaliação entre o governo norte-americano e alguns de seus parceiros europeus. Para parte dos aliados, outras formas de extremismo e terrorismo representam ameaças mais imediatas à segurança de seus países.

Cooperação de inteligência está na pauta
Apesar das controvérsias, o documento de preparação do encontro prevê discussões sobre compartilhamento de informações de inteligência, cooperação policial e coordenação entre governos.

O governo norte-americano deverá defender a criação ou o fortalecimento de mecanismos internacionais capazes de rastrear atividades consideradas violentas, identificar redes de financiamento e acompanhar a movimentação de pessoas classificadas como extremistas.

Não está claro, no entanto, se os países convidados serão chamados a assinar algum documento conjunto ou a assumir compromissos formais ao final da reunião.

Também não há informações sobre como o governo dos Estados Unidos pretende distinguir manifestações políticas legítimas, ações de movimentos sociais e crimes enquadrados como terrorismo, segundo o 247.

A reunião convocada por Marco Rubio deverá, portanto, expor não apenas a política do governo Trump contra grupos identificados como de extrema-esquerda, mas também as divergências entre Washington e seus aliados sobre os limites das medidas antiterrorismo e os riscos de sua utilização contra adversários políticos.


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Política

Governo acusa Flávio Bolsonaro de legitimar argumentos dos EUA contra Brasil em audiência

Planalto liga senador ao tarifaço e ao caso Master em nota oficial sobre audiência nos EUA

O Palácio do Planalto elevou o tom contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após sua participação, nesta terça-feira (7), em uma audiência pública promovida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para discutir as tarifas impostas ao Brasil. Em nota oficial, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República acusou o parlamentar de legitimar as alegações norte-americanas contra o país, voltou a associá-lo ao caso Master e afirmou que sua atuação contraria os interesses nacionais.

Logo no início da manifestação, o governo afirma que “repudia” a participação de Flávio na audiência e destaca que, entre os 78 inscritos para falar sobre o tarifaço, 63 se posicionaram contra as medidas e apenas 15 foram favoráveis. Segundo a nota, dos 34 brasileiros inscritos, Flávio Bolsonaro foi o único que não se colocou contra as tarifas, limitando-se a defender o adiamento de sua aplicação.

A nota também afirma que o senador deixou de contestar as justificativas apresentadas pelo governo norte-americano para impor as sanções comerciais ao Brasil e, em vez disso, “optou por legitimar os resultados de uma investigação injusta contra empresários e trabalhadores do nosso país”. De acordo com Cleber Lourenço, ICL, o  governo ainda sustenta que Flávio não negou que a campanha promovida por sua família e aliados esteve na origem do tarifaço nem reconheceu ter agido contra os interesses do país.

A nota dedica um trecho ao caso Master, investigação que envolve o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo o Planalto, ao mencionar o episódio durante sua manifestação nos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro omitiu que o caso teria origem no governo Jair Bolsonaro e também deixou de mencionar seus próprios vínculos com Vorcaro.

O governo cita, de forma expressa, o pedido de mais de R$ 130 milhões feito por Flávio a Daniel Vorcaro para financiar a produção do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, tema que também é alvo de apurações relacionadas ao caso Dark Horse.

Na sequência, nota também rebate as críticas feitas pelo senador às políticas brasileiras para plataformas digitais. Segundo a nota, Flávio defendeu a revogação de decretos que buscam impedir a circulação de conteúdos criminosos e combater a violência contra mulheres no ambiente digital, medida que, para o governo, “só interessa a dois grupos: quem lucra com o caos e quem precisa dele para cometer crimes”.

Outro ponto explorado pelo Planalto é o PIX. A nota afirma que, após criticar o sistema ao longo do último ano, Flávio Bolsonaro agora tenta apresentar-se como seu defensor, mas “propõe subordinar o PIX aos interesses norte-americanos”.

O governo também informa que, enquanto o senador participava da audiência pública nos Estados Unidos, representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, do Itamaraty, do Ministério da Justiça e do Palácio do Planalto mantinham reuniões com técnicos do USTR na tentativa de reverter as tarifas impostas ao Brasil. Segundo a nota, as negociações entre os dois países ocorrem de forma ininterrupta desde julho de 2025.

A manifestação termina com o trecho mais contundente do documento. “Divergir do governo é legítimo. Convocar uma potência estrangeira a pressionar o próprio país é traição à Pátria. Há uma diferença essencial entre fazer oposição ao governo e fazer oposição ao país e ao povo brasileiro”, afirma a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.


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Política

Vem aí mais um vídeo das pelelequices de Flávio Bolsonaro que está deixando seus aliados de cabelo em pé

Aliados o procuraram mais uma vez para saber se existia a possibilidade de surgirem imagens dele em uma suposta festa promovida por Vorcaro com a presença de mulheres

Enquanto o cínico, vigarista tenta, nos EUA, rifar o Brasil para depois das eleições, aqui na terrinha, O Globo, através de Merval Pereira e Bela Megale, anuncia duas bombas em sua campanha.

Merval afirma que boa parte da direita está tirando o apoio a Flavio de forma incondicional. Já Bela Megale afirma que aliados próximos de Flavio estão aterrorizados com a possibilidade da divulgação de um vídeo em que Flavio participa de uma festa nada ortodoxa, ao estilo das suas outras pelelequices, como as que Vorcaro patrocinou com modelos internacionais nuas, usando somente um capacete e, outra festa que, depois de um acordo, foi “desmentida” pela trans de direita que havia reafirmado que Flavio, num bacanal, quis ficar com ela, que se negou, e ele ficou com sua amiga, também trans.

O fato é que esse tal vídeo de Flavio já está sendo tratado como urgência das urgências com uma versão qualquer que alivie o pelelequeiro compulsivo do clã Bolsonaro.

A coisa viralizou pela web em miniutos, transformando Flavio numa figura ainda mais tóxica para a direita.


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Política

Flavio reafirma que quer as sanções dos EUA contra o Brasil

O fardo de Flavio Bolsonaro só aumenta.

Em reunião com o baixo clero da Casa Branca, Flavio reafirma, com todas as letras, que quer que os EUA sancionem o Brasil através das empresas brasileiras e que sejam tarifadas pelo trumpismo medieval.

Na verdade, Flavio deixa bem claro que celebra qualquer maldade contra o Brasil e os brasileiros num antinacionalismo nunca antes visto na história do Brasil. Mas quer que tal maldade seja feita após as eleições.

O traidor da pátria revelou não só aos aliados como a essa espécie de subcorte americana, que quer a pior e mais dura punição contra o Brasil, mas dentro de uma data específica, que seria logo após as eleições, não importando quem ganhe.

Na realidade, o aliado dos EUA contra o Brasil não se importa com as tarifas, o que para ele é importante é que elas não aconteçam agora para que o vigarista primogênito de Bolsonaro não seja sancionado nas urnas pelos eleitores brasileiros.

Por isso Paulo Figueiredo foi escanteado por Flavio e anunciou, como se dele fosse, a decisão de não participar nos EUA desse arranjo macabro contra o Brasil para não queimar ainda mais o filme de Flavio, como fez em seu ataque às mulheres brasileiras.

É um cena grosseira a tentativa de transformar Figueiredo em ex-aliado, propondo que, na seleção de calhordas que estão em oferta pública na campanha de Flavio, Paulo Figueiredo foi o primeiro a ser eliminado.

Tudo não passa de uma farsa, até porque Flavio foi hostilizado em Belo Horizonte e chamado de americano justamente pelo mesmo motivo, o de operar nas costas do próprio país em nome de uma tentativa desesperada de ter o apoio de Trump em uma ação qualquer que possa lhe servir de arma contra Lula.

Seja como for, a musculatura política de flavio, que já vem sofrendo uma grave sarcopenia, enfrenta agora um novo e potente contragolpe e o fim do sonho de ser presidente para libertar o pai e ficar trilionário pelo poder, fica cada vez mais distante, mostrando que sua campanha está completamente perdida e não há nada que possa reverter essa realidade contra si.


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Brasil Mundo

CV e PCC terroristas: Itamaraty admite risco de ação militar dos EUA no Brasil

Em documento, Itamaraty diz que classificação de CV e PCC como terroristas pode resultar em ação militar dos EUA em território brasileiro

Em um documento assinado pelo próprio chanceler Mauro Vieira, o Itamaraty admitiu o temor de os Estados Unidos utilizarem a força militar no Brasil por causa da classificação do Comando Vermelho (CV) e do PCC como organizações terroristas.

A informação consta em uma resposta do Itamaraty a um pedido de informação feito pela Câmara. No documento, o chanceler admite que a decisão dos EUA de classificar as duas facções como terroristas pode resultar em uma ação militar em território brasileiro.

“A referida classificação unilateral poderia ser invocada como justificativa para ações extraterritoriais sobre instituições brasileiras, em particular no âmbito financeiro, migratório e penal. Há, ademais, o risco de uso da força militar dos EUA contra o território nacional“, diz Vieira.

De acordo com Igor Gadelha, Metrópoles, o chanceler ressalta que não houve comunicação formal do governo americano sobre a decisão. Segundo ele, a medida foi um “ato unilateral” dos EUA, o que desobriga o Brasil a se manifestar formalmente sobre o assunto.

“O processo estadunidense de designação de facções criminosas como organizações terroristas é ato unilateral que, portanto, não requer manifestação formal do governo brasileiro. Ainda assim, o governo brasileiro tem externado sua oposição a essa medida”, afirma.

Riscos ao Brasil
Além de uma eventual ação militar em território brasileiro, o chanceler lista outros problemas que a decisão pode acarretar. Segundo ele, a classificação pode ter “impactos relevantes tanto no plano econômico quanto no da soberania nacional”.

“A designação pode servir para que autoridades estadunidenses apliquem medidas administrativas e judiciais de caráter unilateral e extraterritorial contra pessoas, empresas ou organizações brasileiras, inclusive contra aquelas sem vínculos diretos com os EUA ou cuja ligação com os grupos designados seja indireta ou meramente involuntária. Adicionalmente, tal aplicação pode ocorrer com amplo grau de discricionariedade, dada a amplitude dos termos adotados na legislação de contraterrorismo daquele país, com sérias possibilidades de implicações para cidadãos brasileiros nos planos financeiro, migratório e penal”, explica o chanceler.


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Mundo

250 anos de um império forjado

Os Estados Unidos tornaram-se independentes há 250 anos e, numa imagem estrategicamente forjada ao longo do século XX, constituíram um modelo de democracia para o mundo ocidental. Seria injusto não lhes reconhecer certos atributos democráticos, todos relativos, mas as ressalvas são tormentosas. O preconceito racial em terras americanas, a despeito dos avanços formais na direção de igualdade, é notável. Os imigrantes, que no passado ajudaram a construir seu desenvolvimento econômico, hoje são tratados como invasores e perturbadores da ordem por um presidente xenófobo. Da porteira para fora, a autobatizada América é uma nação antes de tudo imperialista, e a mais belicista de que se tem registro na História moderna.

O fato de os EUA terem estado no lado certo da História ao menos uma vez, quando, juntos com a União Soviética e os Aliados, derrotaram Hitler e a Alemanha nazista, não os autoriza a semear conflitos mundo afora e a se intrometer em questões internas de outras nações.

Nenhum país promoveu mais intervenções militares internacionais ou ingressou belicosamente em outros territórios do que os Estados Unidos na era moderna. De acordo com o Projeto de Intervenção Militar (MIP) da Universidade Tufts e registros históricos, os EUA realizaram quase 500 intervenções militares desde sua fundação, sendo que mais de 50% delas ocorreram após 1950 e mais de 25% após o fim da Guerra Fria. O país operou ações militares, bombardeios ou incursões secretas em mais de 50 países no século passado.

Ao longo dos seus 250 anos de história, os Estados Unidos participaram de mais de 100 conflitos militares, tendo declarado guerra, formalmente, 11 vezes. Sob a ótica de guerras promovidas por iniciativa própria – guerras de agressão, invasões ou intervenções unilaterais – os historiadores apontam para um núcleo de aproximadamente 12 grandes conflitos estruturais, além de centenas de operações e intervenções de menor escala.

Bomba de Hiroshima, detonada pelos EUA em 1945. Reprodução

A coisa toda está na internet para quem quiser ver, não são necessárias horas de pesquisa ou cursos de geopolítica para se chegar a conclusões assustadoras. Quem não se informa não se indigna, o que talvez explique a idolatria que tanta gente nutre pelo Império do Norte, com perdão pelo chavão um tanto esquerdista, mas que traduz a realidade.

As próprias Forças Armadas e agências de inteligência americanas dividem as iniciativas bélicas dos EUA em fases históricas claras. A primeira contém ações de expansão territorial ou apenas de agressão por motivações políticas, quais sejam (só as principais):

• Guerra Mexicano-Americana (1846–1848): Um clássico conflito de iniciativa própria orientado pela doutrina do “Destino Manifesto”. Os EUA invadiram o México após disputas na fronteira do Texas, resultando na anexação de mais de 50% do território mexicano (atuais estados da Califórnia, Novo México, Arizona, Nevada e Utah).

• Guerras Indígenas (Constantes até 1890): Centenas de campanhas militares promovidas pelo governo federal para submeter, remover à força e confiscar as terras das nações nativas americanas.

• Guerra Hispano-Americana e Guerra Filipino-Americana (1898–1902): Os EUA intervieram na guerra de independência de Cuba contra a Espanha. Após vencerem, iniciaram uma guerra de ocupação por iniciativa própria nas Filipinas para transformar o arquipélago em colônia, além de anexarem Porto Rico e Guam.

Num segundo período, ocorrem as chamadas “Guerras das Bananas” e intervenções na América Latina. Foram ocupações e invasões navais promovidas diretamente pelos EUA para defender interesses comerciais e políticos na região do Caribe e América Central. Incluem-se as invasões e as longas ocupações de nações soberanas como o Haiti (1915–1934), República Dominicana (1916–1924), Nicarágua (1912–1933) e Honduras (múltiplas intervenções).

Já a terceira fase contempla os conflitos típicos da Guerra Fria (1947–1991):

• Guerra do Vietnã (1965–1975): Iniciada com o envio gradual de conselheiros e massificada por iniciativa própria após o contestado Incidente do Golfo de Tonquim. Os EUA despejaram mais bombas no Sudeste Asiático do que em toda a Segunda Guerra Mundial.

Crianças fugindo de bombardeios de napalm promovidos pelos EUA no Vietnã. Reprodução

Invasão de Granada (1983) e Invasão do Panamá (1989): Duas ações militares unilaterais e rápidas na América Latina. A primeira derrubou um governo de orientação marxista e a segunda destituiu e capturou o ditador panamenho Manuel Noriega.

O quarto momento histórico-belicoso dos Estados Unidos inicia-se com a deflagração da “Guerra ao Terror” (1991) e se alastra até a ingerência trumpiana no Irã:

• Guerra do Iraque (2003–2011): Ação militar de iniciativa própria mais explícita do século XXI. Os EUA lideraram uma coalizão para invadir o país sem o aval do Conselho de Segurança da ONU, sob a falsa alegação de que Saddam Hussein possuía armas de destruição em massa.

• Intervenção na Líbia (2011): Os EUA, junto à Otan, iniciaram bombardeios aéreos que resultaram na queda e execução do líder Muammar Kadafi.

• Campanhas de Drones e Operações de Contra-Terrorismo: Campanhas contínuas e unilaterais que violaram o espaço aéreo de países como Iêmen, Paquistão e Somália para a eliminação de alvos estratégicos.

Além do uso ostensivo das Forças Armadas, a política externa norte-americana promoveu dezenas de “guerras secretas” por intermédio da CIA. Essas intervenções derrubaram governos eleitos democraticamente ou financiaram grupos paramilitares rebeldes, como no Irã (1953) e na Guatemala (1954), atos aos quais se somam o fiasco da Baía dos Porcos em Cuba (1961) e o apoio a golpes militares no Brasil (1964) e no Chile (1973).

Os Estados Unidos não merecem celebrações pela passagem dos seus 250 anos, tanto menos quando seu atual presidente encarna todas as idiossincrasias comuns aos tiranos imperiais.

*Paulo Henrique Arantes/DCM


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