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Os 15 dias de Trump equivalem às 72 horas de Bolsonaro

O mundo todo já sabe que não há nada de definitivo nas promessas de Trump.

Trump é um dependente compulsivo de seu cinismo mentiroso. O sujeito possui uma cara dura, tão ou mais lavada que a de Bolsonaro, “o honesto do convento”.

Mas como sabemos, no mundo, há uma legião de tolos que perfumam as merdas que as extrema direita faz para que o odor seja menos fedorento, o conhecido peraí que eu passo aqui na volta, ou vou ali comprar um cigarro, foi largamente utilizado por Bolsonaro no cômico pedido de seu fanático gado do cercadinho, para esperarem 72 horas, que aconteceria uma virada na goleada que Bolsonaro estava levando, e o gado não arredava pé, dormindo sentado ou deitado no capim, aguardando o grito de guerra do spala que nunca aconteceu.

Trump, numa tentativa de rolar sua dívida, meteu a falácia na sua explicação de derrota para o Irã, que deu aos persas 15 dias de trégua. Tá, o alto venerado pedófilo está num mato sem cachorro como uma bússola bêbada, como um cão sarnento sem dono.

Netanyahu não conta, é apenas um sicário do Vorcaro americano, um bosta que arrota o que nem 1% tem sem o guarda-chuva dos EUA.

Na verdade, Israel e Netanyahu conseguem ser mais falaciosos que o próprio Trump, com a velha cascata de que são os “escolhidos de Deus”, mesmo a realidade mostrando que Israel não está nem entre as 30 maiores economias do mundo e que não duraria um dia sequer sob fogo cerrado do Irã.

Israel é um bodega, um exército feito de encalhes de saldão de mercadoria populesca. Não fossem os dogmas religiosos, o aticismo de Israel já tinha estalado o verniz e mostrado como aquilo que chamam de Estado não passa de um expurgo norte-americano que não tem verdade humana ou política econômica nenhuma, do contrário já teriam sido varridos do mapa.

Netanyahu é um dependente compulsivo das caduquices de Trump, tanto que mandou o genocida de populações civis desarmadas como a Palestina, repousar em algum museu de guerra ou deixaria o pau cantar de forma generalizada contra o quarto de dispensa dos americanos no Oriente Médio.

Seja como for, não há como filosofar diante de uma ralidade dura de derrota, diria mais, não há como a caturra fiada de Trump e Netanyahu produzir um ambiente séptico que possa germinar qualquer lero lero vulgar para justificar o tombo que os sábios levaram dentro dos próprios laboratórios de manipulação global.

Para a imensa maior parte da comunidade internacional, o galo negro deu um tranco na coruja e a profecia logaritma dos fodões do planeta, bateu biela na própria álgebra.

Os 15 dias diz ter dado trégua ao Irã, não são um pano de fundo, mas uma peneira furada com um condão seguro com um cabo de vassoura.

Os cultores da força indestrutível dos EUA terão que baixar em outra freguesia. O rádio motor da propaganda americanófila no mundo, foi para o caráleo.


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Peidou!

Desculpem o termo, mas Trump, mais uma vez, peidou diante dos olhos do mundo, com um traque tão barulhento quanto suas ameaças.

O recuo covarde de quem prometia varrer do mapa uma civilização inteira, foi algo vexatório para os EUA e para os americanos, que viram o povo iraniano enfrentando, na melhor forma de enfrentar, de peito aberto o pedófilo genocida, protegendo suas instalações com corpo e alma, dando uma aula ao mundo de patriotismo e resistência irredutíveis.

É um dia histórico para a humanidade, ver Trump de joelhos para a nação persa, sua história e sua cultura, coisa que parece que o ocidente se esqueceu se algum dia realmente teve uma história e uma cultura que não fossem ditadas por colonizadores déspotas.

Certamente, a maioria do planeta está comemorando a dupla derrota dos EUA e de Israel, numa humilhação de igual tamanho para os dois, murchando a crista dos arrogantes neofascistas.

Há muito o que comemorar. A civilização que ele jurou dizimar, deu uma aula de força e coragem contra a barbárie, muito bem representada por Trump e Netanyahu.

A TV israelense, que fez contagem regressiva para o genocídio comandado por Trump e Netanyahu, teve que, na animalidade dos comentaristas, engolir a seco o recuo covarde dos EUA e Israel, mostrando como o sionismo é uma doença psicótica.

Imagina os bolsonaristas no Brasil, como devem estar agora, principalmente o clã Bolsonaro, mas também Tarcísio de Freitas que, certamente achava que o Irã deveria dar uma vitória para Trump. Deu tudo errado.

A mídia brasileira, corrupta como é, tratava com a maior naturalidade a possibilidade do ataque de Trump a uma civilização inteira, revelando que a doença que dá na TV israelense, dá também na Globo.

Ou seja, a operação de Trump e Netanyahu virou um traque diante de um Irã irredutível e inabalável.

Lógico, Trump, que mente sem parar, segue tentando vender uma vexatória derrota.


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TPI rejeita recurso de Israel para anular mandado de prisão de Netanyahu

Corte descartou argumentos de suposta violação do Estatuto de Roma e manteve investigação ao genocídio contra povo palestino na Faixa de Gaza

A Câmara de Apelações pertencente ao Tribunal Penal Internacional (TPI) decidiu, nesta segunda-feira (15/12), rechaçar os argumentos com os quais Israel pedia que fossem invalidadas as investigações sobre crimes e violações aos direitos humanos cometidas por suas forças militares contra civis residentes na Faixa de Gaza a partir de 7 de outubro de 2023.

O pedido tinha também o objetivo de anular os mandados de prisão que o mesmo TPI emitiu em novembro de 2024 contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e então ministro da Defesa, Yoav Gallant. Com a decisão desta segunda, os mandados seguem vigentes.

O tribunal avaliou um dossiê apresentado pela defesa de Israel cuja alegação principal foi a suposta parcialidade do procurador-chefe do caso, o jurista britânico Karim Khan.

Um dos argumentos de Tel Aviv, segundo o Middle East Eye, é que Khan deveria ter notificado o país após o caso ter recebido o apoio formal da África do Sul e de outros seis países, e que o não cumprimento dessa norma violaria o Artigo 18 do Estatuto de Roma, – tratado fundacional do TPI –, que exige tal notificação quando uma investigação passa a ser aberta.

No entanto, o tribunal considerou que o procurador realizou o procedimento em 2021, quando o processo passou oficialmente a ser aberto – embora ainda sem apoios formais – e que, na ocasião, Israel não respondeu oficialmente à notificação e, em seguida, publicou um comunicado afirmando que a corte não tinha autoridade para investigar o tema.

O TPI também contestou o fato de que Israel só mudou sua posição em dezembro de 2024, dias após a emissão dos mandados de prisão contra Netanyahu e Gallant.

Contexto
O TPI investiga crimes de guerra e violações aos direitos humanos cometidos nos territórios palestinos desde 2021, quando foi aceita uma denúncia apresentada em 2018 pela Autoridade Nacional Palestina (ANP) junto com outras organizações palestinas.

Contudo, a partir de novembro de 2023, o processo passou a se enfocar nos crimes cometidos pelos militares israelenses na Faixa de Gaza durante a ofensiva iniciada em outubro daquele ano, que já resultaram em mais de 60 mil mortes de civis – alguns estudos sugerem inclusive que a cifra real de vítimas pode superar as centenas de milhares – e que algumas organizações defensoras dos direitos humanos qualificam como um genocídio.

Também a partir da nova fase do processo, ele passou a contar com o apoio formal de sete países: África do Sul (primeiro em aderir ao caso), Bangladesh, Bolívia, Chile, Comores, Djibuti e México.

*Victor Frninelli/Opera Mundi


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Trump acabou com o genocídio em Gaza tanto quanto o sargento Garcia prendeu o Zorro

O boquirroto Trump, com todo o seu show de “paz histórica” e planos mirabolantes para transformar Gaza na “Riviera do Oriente Médio” (incluindo ideias malucas de realocar palestinos para a Líbia ou Somália, que foram duramente rejeitadas por todo mundo), não acabou com o genocídio em Gaza.

Na verdade, ele ajudou a prolongá-lo.

Vamos aos fatos
Em fevereiro de 2025, Trump propôs que os EUA tomassem controle de Gaza e deslocassem a população palestina, o que a Human Rights Watch chamou de escalada de limpeza étnica.

Durante meses, ele forneceu armas ilimitadas a Netanyahu.
Ele mesmo admitiu isso em discursos recentes, dizendo que Bibi ligava pedindo armas que eu nem conhecia e que usaram muito bem.

O conflito, que já havia matado mais de 66 mil palestinos até setembro, continuou com ofensivas israelenses em Gaza City, fome declarada pela ONU e uma comissão da ONU concluindo em setembro que Israel cometeu genocídio intencional contra os palestinos.

Trump?

Ele financiou e incentivou isso tudo, enquanto posava de mediador.
Só em 29 de setembro de 2025, com pressão de aliados árabes e um plano de 20 pontos (que inclui desarmar o Hamas e um “governo tecnocrático” supervisionado por ele mesmo), veio um cessar-fogo parcial libertando reféns em troca de prisioneiros, com Israel recuando de partes de Gaza.

Mas isso é fase 1 de um acordo frágil, com o futuro da governança de Gaza ainda incerto, reconstrução pendente e milhares de mortos no currículo.

Acabar com o genocídio?

Se Trump quisesse de verdade parar a carnificina, teria condicionado as armas à um cessar-fogo real desde o dia 1, em vez de bancar o fã-clube de Netanyahu.

Israel não acabou com sua ocupação dos territórios palestinos. Pelo contrário, apesar de um cessar-fogo parcial em Gaza implementado como parte do plano de paz de 20 pontos de Trump (que incluiu a liberação de reféns israelenses, prisioneiros palestinos e uma retirada limitada de tropas israelenses de partes da Faixa de Gaza), o controle efetivo israelense persiste em áreas chave, como fronteiras, espaço aéreo e marítimo.

Além disso, Gaza continua sob bloqueio, e a reconstrução e governança futura permanecem sob influência israelense, com propostas de “governo tecnocrático” supervisionado por potências externas, incluindo os EUA.

Na Cisjordânia (incluindo Jerusalém Oriental), a ocupação militar israelense se intensificou em 2025, com expansão de assentamentos ilegais

43 novos em 2025, somando mais de 330 existentes, confisco de terras, cerca de 2.400 hectares declarados terra estatal israelense e operações militares que resultaram em centenas de mortes palestinas.

Em resumo, o cessar-fogo em Gaza é um passo frágil, mas não altera o status quo de ocupação, que dura desde 1967 e se agravou em 2025.
Para uma solução de dois Estados, precisaria de negociações reais, desmantelamento de assentamentos e reconhecimento mútuo, algo distante sob o atual governo Netanyahu.


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Política

Articulação com Netanyahu e foto com Trump: o que dizem as mensagens de Bolsonaro e Wajngarten

Ex-secretário de Comunicação articulou conversa entre Eduardo Bolsonaro e o primeiro-ministro de Israel

O relatório da Polícia Federal (PF), divulgado na última quinta-feira (21) revela que Fábio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação no governo de Jair Bolsonaro (PL), tentou articular um encontro entre o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

Em conversa via Whatsapp, Wajngarten diz ter entrado em contato com o ex-embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley, que ocupou o cargo até fevereiro de 2021.

“Pedi para ver se ele consegue colocar o Bibi na linha com o Eduardo”, escreveu o ex-secretário, em 9 de julho de 2025. Segundo a PF, Bibi é o apelido de infância de Benjamin Netanyahu.

A troca de mensagens começa com Wajngarten enviando a Bolsonaro um link de notícia do site Jota com a manchete “Em bombardeio de Trump e Lula, bolsonarismo se anima e Tarcísio fica com estilhaços”.

Mais tarde, o ex-secretário segue a conversa, falando sobre a articulação com o ex-embaixador Shelley e a tentativa de diálogo com Netanyahu. “Muito importante o Bibi agora sem as guerras alinhado com Trump e atualizado em Tudo (sic) que estão fazendo contra nós”, escreveu, às 8h34. Um minuto depois, Wajngarten completa: “Mandei as duas mensagens do Trump ao Embaixador Yossi para que ele esteja na mesma página e falei com o Yossi também por telefone”.

Bolsonaro responde com uma figurinha. Na imagem, ele e Trump, lado a lado, sorriem e fazendo sinal positivo com a mão.

Na quinta-feira, Wajngarten publicou em suas redes sociais um texto em defesa do ex-presidente, afirmando que Bolsonaro não cogitou sair do país.

“O Presidente Jair Bolsonaro NUNCA cogitou deixar o Brasil. Como ele mesmo sempre disse, o telefone dele, bem como do seu ajudante de ordens, sempre foram ‘aeroportos de mensagens’ e ou ‘muros de lamentações’ sem nenhuma opinião muito menos adjetivação. Essa é a verdade o resto é vazamento criminoso para dividir e constranger”, publicou o ex-secretário. A mensagem é uma reação à publicação da carta encontrada pela PF no celular de Bolsonaro, com um pedido de asilo político ao presidente argentino Javier Milei.

*BdF


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Mundo

Ex-premiês israelenses repudiam plano de Netanyahu: ‘novo campo de concentração’

Ehud Olmert e Yair Lapid comentaram planos do ministro da Defesa, Israel Katz, de instalar palestinos em área confinada.

Os ex-premiês de Israel Ehud Olmert e Yair Lapid criticaram enfaticamente, neste domingo (13/07), o projeto israelense de criar o que chamam de “cidade humanitária” sobre as ruínas de Rafah, no sul da Faixa de Gaza.

Em longa entrevista ao The Guardian, o ex-primeiro-ministro Ehud Olmert afirmou que a proposta seria, na prática, construir um campo de concentração. Segundo ele, forçar os palestinos a viverem nesse local configuraria uma tentativa de limpeza étnica.

“É um campo de concentração. Me desculpe”, declarou Olmert, ao comentar os planos do ministro da Defesa, Israel Katz, de instalar centenas de milhares de palestinos em uma área fechada, sem direito de sair, exceto para outros países.

A iniciativa representa uma escalada no que ele qualificou de “crimes de guerra” cometidos por Israel em Gaza e na Cisjordânia. “Se eles [os palestinos] forem deportados para essa nova ‘cidade humanitária’, então pode-se dizer que isso faz parte de uma limpeza étnica. Ainda não aconteceu, mas essa seria a interpretação inevitável de qualquer tentativa de criar um campo para centenas de milhares de pessoas”, frisou.

A proposta
Segundo o governo israelense, a “cidade humanitária” abrigaria inicialmente 600 mil palestinos deslocados, atualmente vivendo em condições precárias na região de al-Mawasi, próximo à costa sul de Gaza. No entanto, o objetivo final seria transferir toda a população de Gaza, mais de dois milhões de pessoas, para a área confinada em Rafah.

Olmert disse que a justificativa humanitária dada pelo governo israelense não é crível, principalmente após meses de retórica violenta e declarações de ministros sobre a necessidade de “limpar” Gaza.

“Quando eles constroem um campo onde planejam ‘limpar’ mais da metade de Gaza, o entendimento inevitável dessa estratégia não é salvar os palestinos. É deportá-los, empurrá-los, jogá-los fora. Não tenho outra compreensão possível”.

Crimes de guerra
Olmert também criticou a conivência das autoridades israelenses com os chamados “jovens dos topos das colinas”, responsáveis por atos sistemáticos de violência contra palestinos.

“Não há como operarem de maneira tão consistente, massiva e ampla sem um arcabouço de apoio e proteção provido pelas autoridades israelenses nos territórios ocupados”, afirmou. A entrevista aconteceu no mesmo dia do enterro de dois palestinos, entre eles um cidadão norte-americano, mortos por colonos israelenses.

O ex-primeiro ministro israelense denunciou a atuação de ministros extremistas que, segundo ele, representam uma ameaça maior à segurança de Israel do que qualquer inimigo externo. “Esses caras são o inimigo interno”, afirmou.

Ele segue defendendo a solução negociada de dois Estados e acredita que uma paz duradoura poderia ser alcançada com o apoio internacional. Olmert também lamentou que Netanyahu, acusado de crimes de guerra pelo Tribunal Penal Internacional, tenha preferido indicar Donald Trump ao Prêmio Nobel da Paz. “É por isso que não posso me abster de acusar este governo de ser responsável por crimes de guerra cometidos”, afirmou.

*Opera Mundi


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Em um mês, 516 palestinos famintos são mortos enquanto buscam alimentos em Gaza

A situação descrita refere-se a uma grave crise humanitária na Faixa de Gaza, onde, segundo fontes como a Agência Brasil, Opera Mundi, entre outras, 516 palestinos foram mortos em um mês enquanto tentavam acessar ajuda alimentar em pontos de distribuição controlados por Israel, operados pela Fundação Humanitária de Gaza (GHF), instalada por Israel e pelos Estados Unidos.

Esses ataques, que incluem um massacre na manhã de 24 de junho de 2025, com cerca de 50 mortes, são descritos como parte de uma série de eventos violentos em torno desses centros de ajuda.

O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, e organizações não governamentais, além de agências da ONU, confirmaram as mortes, relatando cenas de multidões famintas sendo alvos de disparos. A ONU classificou Gaza como o “lugar mais famoso do mundo” e alertou que impedir o acesso a alimentos pode configurar crime de guerra.

Israel alega que os ataques ocorreram devido à aproximação de “suspeitos” de suas forças, enquanto o Hamas e outros acusam as forças israelenses de atacar puramente civis em busca de comida, descrevendo a matança como “emboscadas”.

A UNRWA, agência da ONU para refugiados palestinos, considera a ajuda distribuída pela GHF insuficiente, com cerca de 2 milhões de pessoas de enfrentamento fome e mais de 5 mil crianças tratadas por desnutrição aguda somente em maio de 2025. A infraestrutura de Gaza foi amplamente destruída, e a ONU relata que 6 mil caminhões de ajuda humanitária estão bloqueados na fronteira, com Israel justificando a restrição para evitar que a ajuda seja desviada para o Hamas, em violação ao direito humanitário internacional.

O conflito, intensificado desde outubro de 2023 após um ataque do Hamas quando morreram 1,2 mil pessoas e fez 220 reféns, levou a uma intervenção israelense que deslocou 90% da população de Gaza e destruiu toda a infraestrutura local, sendo considerada por alguns países e organizações como genocídio.

O governo de Benjamin Netanyahu defende uma ocupação permanente de Gaza, com o pretexto de resgatar reféns e eliminar o Hamas, o que Israel de fato pretende é tomar o território, para tabto, promove a emigração de palestinos.

A crise humanitária é agravada pela fome generalizada, com relatos de crianças morrendo de desnutrição e famílias recorrendo a medidas extremas para sobreviver.


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Trump obedece às ordens de Netanyahu

O economista Jeffrey Sachs acusou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de seguir ordens do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em uma entrevista ao programa “Judging Freedom” conduzido por Andrew Napolitano. Sachs afirmou que a decisão de Trump de bombardear instalações nucleares iranianas foi tomada para atender às exigências de Netanyahu, ignorando a análise técnica das agências de inteligência americanas.
Principais pontos da entrevista:

Subordinação dos EUA a interesses israelenses: Sachs criticou a subordinação dos Estados Unidos a interesses israelenses, afirmando que isso se tornou evidente e perigoso.

Inteligência ignorada: A diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, declarou que o Irã não possui nem está desenvolvendo armas nucleares desde 2002, mas Trump ignorou essa análise.
Papel do presidente: Sachs defendeu que o papel de um presidente dos EUA deveria ser conter o impulso bélico da máquina de guerra americana.

ONU silenciada: A aliança entre EUA e Israel silencia a ONU, que reflete a opinião da maioria dos países do mundo, mas é vetada sistematicamente pelo Conselho de Segurança.

Risco de guerra nuclear: Sachs advertiu que a atual política externa dos EUA está empurrando o planeta para um risco concreto de guerra nuclear.

Acordos de não proliferação: Ele defendeu a retomada dos acordos de não proliferação, lembrando que o Irã firmou um acordo com os EUA e outras potências em 2015, abandonado por Trump sob pressão do lobby pró-Israel.

Essa não é a primeira vez que Sachs critica a influência de Netanyahu na política externa dos EUA. Em janeiro de 2025, Trump compartilhou um vídeo de Sachs criticando Netanyahu e a política externa dos EUA no Oriente Médio.

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Crise em Israel: chefe de espionagem acusa Netanyahu de exigir ‘lealdade pessoal’

Roner Bar afirmou que premiê pediu ajuda para atrasar seu depoimento em julgamento de corrupção e rejeitou alegações de que Shin Bet não havia alertado sobre o 7 de outubro.

O chefe dos serviços de Segurança Interna de Israel, Shin Bet, demitido pelo governo, acusou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de exigir dele “lealdade pessoal”, em uma declaração juramentada à Suprema Corte israelense. O gabinete de Netanyahu afirmou que a declaração, que também se refere ao ataque do Hamas de 7 de outubro, era “falsa”.

Em seu depoimento na segunda-feira (21/04), Ronen Bar acusa Benjamin Netanyahu de ter pedido lealdade pessoal a ele. “Estava claro” que, no caso de uma crise constitucional, ele teria que obedecer ao primeiro-ministro e não à Suprema Corte, escreveu no documento, divulgado pelo gabinete do procurador-geral.

“Naquela noite, nada foi escondido do aparato de segurança ou do primeiro-ministro”, afirma sobre os ataques de 7 de outubro, que desencadearam o massacre de Israel na Faixa de Gaza.

Ronen Bar rejeita veementemente as acusações de Benjamin Netanyahu e membros de seu governo de que o Shin Bet não alertou a tempo o primeiro-ministro e outros serviços de segurança sobre o ataque do Hamas.

Naquele dia, por volta das 3 da manhã, todas as agências de segurança receberam um alerta sobre “preparativos anormais e a possibilidade de intenções ofensivas por parte do Hamas”, segundo o Shin Bet.

Em sua declaração, Ronen Bar explicou que foi à sede do Shin Bet às 4h30, duas horas antes do ataque do Hamas ao território israelense, e deu instruções para que o conselheiro militar do primeiro-ministro fosse informado dos eventos. “Naquela noite, nada foi escondido do aparato de segurança ou do primeiro-ministro”, acrescenta.

“Declarações falsas”
O gabinete de Benjamin Netanyahu rejeitou as declarações do chefe do Shin Bet.

“Ronen Bar fez alegações falsas em sua declaração à Suprema Corte, que serão refutadas detalhadamente em breve”, disse em um comunicado. O primeiro-ministro afirmou que o chefe da Segurança Interna “falhou vergonhosamente” em 7 de outubro.

*Opera Mundi

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Reservistas da Aeronáutica de Israel denunciam Netanyahu: ‘guerra em Gaza com fins políticos’

Cerca de mil soldados assinaram carta pressionando governo por acordo de cessar-fogo e libertação de reféns; texto foi publicado como anúncio em jornais do país.

Um grupo de cerca de mil veteranos da Força Aérea Israelense (IAF, na sigla em inglês), em sua grande maioria aposentados, publicou nesta quinta-feira (10/04) uma carta exigindo que o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu alcance um acordo de cessar-fogo com o Hamas e garanta o retorno dos reféns, mesmo que isso signifique o fim da guerra em Gaza.

“Continuar a guerra resultará na morte de soldados das Forças de Defesa de Israel (IDF) e de civis inocentes”, diz um trecho do texto que, segundo o jornal The Times of Israel, foi divulgado como anúncio em vários periódicos do país.

Além disso, os signatários sustentam que os ataques contínuos em Gaza servem a “interesses políticos e pessoais” do governo israelense, em vez da segurança nacional.

Segundo a agência AFP, as autoridades do Estado-Maior e do Ministério da Defesa de Israel decidiram demitir todos os reservistas ativos que assinaram o documento, afirmando que eles não podem se apropriar da “marca da Força Aérea Israelense” para protestar contra questões políticas.

O Times of Israel informou que apenas 60 dos signatários eram reservistas ativos, sendo que nesse número incluíam “pilotos competentes”, além de soldados em funções de quartel-general. O jornal revelou que cerca de 40 soldados da ativa que inicialmente estavam na carta removeram suas assinaturas antes da publicação.

Ainda segundo o veículo, no documento, constavam o nome do ex-chefe do Estado-Maior das IDF e comandante da IAF, Dan Halutz, e do ex-chefe da Diretoria de Planejamento das IDF, Nimrod Sheffer. O chefe da IAF, major-general Tomer Bar, tentou impedir a divulgação da carta, que a princípio estava programada para ser publicada na terça-feira (08/04).

Netanyahu critica ação de reservistas: ‘imperdoável’
Em comunicado, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, expressou apoio à decisão tomada pelas autoridades ministeriais de demitir os reservistas que assinaram o documento.

“A recusa em servir é a recusa em servir, mesmo que seja apenas insinuada em linguagem caiada. Declarações que enfraquecem as IDF e fortalecem nossos inimigos em tempos de guerra são imperdoáveis”, disse o premiê, embora a carta não faça um apelo a uma recusa geral de servir o Exército.

Netanyahu também chamou os signatários de “um grupo de extremistas marginais que estão tentando mais uma vez quebrar a sociedade israelense por dentro”.

Já o ministro da Defesa, Israel Katz, criticou os membros da aeronáutica, classificando o posicionamento como uma “tentativa de minar a legitimidade da guerra justa que as IDF lideram em Gaza”.

“Confio no julgamento do chefe do Estado-Maior e do comandante da Força Aérea, e estou convencido de que eles vão lidar com esse fenômeno inaceitável da maneira mais apropriada”,

*Opera Mundi