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Crise: Caso Master expõe intervenção inédita de André Mendonça e pressiona a Polícia Federal

Mendonça encurrala PF com intervenção sem precedentes

A decisão do ministro André Mendonça de intervir de forma inédita na condução do Caso Master abriu uma nova frente de tensão entre o Supremo Tribunal Federal e a Polícia Federal. Ao determinar uma medida que, na avaliação de diversos observadores, restringe a autonomia da investigação, o magistrado não apenas alterou o rumo do inquérito, como colocou a própria PF diante de um dilema institucional: seguir adiante sob severas limitações ou correr o risco de ver seu trabalho esvaziado.

A gravidade do episódio não reside apenas no conteúdo da decisão, mas no precedente que ela estabelece. Em um Estado Democrático de Direito, investigações policiais devem transcorrer com independência, submetidas ao controle judicial previsto em lei, mas sem interferências capazes de comprometer sua eficácia. Quando um ministro do Supremo adota uma medida excepcional que modifica o curso de uma apuração de alta relevância política, a discussão deixa de ser apenas jurídica e passa a envolver a credibilidade das instituições.

O Caso Master já desperta enorme interesse público por envolver suspeitas de relações entre poder político e interesses financeiros. Nesse contexto, qualquer decisão que reduza o alcance das investigações inevitavelmente alimenta dúvidas sobre a disposição do Estado de esclarecer os fatos até as últimas consequências. A percepção de que personagens influentes recebem um tratamento diferenciado corrói a confiança da sociedade na imparcialidade do sistema de Justiça.

A Polícia Federal, por sua vez, torna-se a principal vítima desse impasse. A corporação vê sua margem de atuação drasticamente reduzida justamente em um dos casos mais sensíveis dos últimos anos. Se insistir em aprofundar as investigações, poderá ser acusada de afrontar uma decisão judicial; se recuar, ficará sob a sombra da suspeita de que uma apuração relevante foi sufocada antes de produzir todas as respostas que a sociedade espera.

O mais preocupante é que a intervenção de Mendonça desloca o foco do debate. Em vez de discutir o mérito das suspeitas envolvendo o Caso Master, o país passa a discutir os limites da atuação do próprio Judiciário sobre uma investigação em andamento. É uma inversão que beneficia a controvérsia processual e enfraquece o interesse público na descoberta da verdade.

Quando decisões excepcionais passam a interferir diretamente na dinâmica de investigações de grande repercussão, o risco institucional é evidente. A independência da Polícia Federal deixa de ser percebida como um princípio e passa a depender da vontade de quem exerce o controle judicial do caso. Esse é um precedente que merece atenção, porque seus efeitos podem ultrapassar o Caso Master e alcançar futuras investigações envolvendo figuras de grande influência política e econômica.

Mais do que encurralar a Polícia Federal, a decisão de André Mendonça coloca sob escrutínio o compromisso das instituições com a igualdade perante a lei. Afinal, a credibilidade da Justiça não depende apenas de suas decisões, mas também da percepção de que ninguém, por mais poderoso que seja, está acima do alcance das investigações.


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Política

Megaoperação impede grupo suspeito de preparar ataque terrorista durante as eleições em Brasília

A Operação Rede Interrompida aconteceu nos etados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

Uma força-tarefa da Polícia Federal e Polícia Civil deflagrou uma megaoperação para desarticular um grupo suspeito de planejar um atentado em Brasília durante o período eleitoral. A investigação aponta que os envolvidos discutiam ataques contra alvos ligados ao processo democrático, incluindo eventos e autoridades, em um plano que tinha potencial para provocar pânico, desestabilização institucional e grande repercussão nacional.

As apurações também identificaram o compartilhamento de manuais para fabricação de artefatos explosivos, informação que motivou a adoção das medidas cautelares para preservar provas e aprofundar a investigação.

Entre os conteúdos analisados, estão discussões sobre possíveis invasões de edifícios, escolha de alvos, formação tática, recrutamento de participantes em diferentes estados, além do compartilhamento de mapas, plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de prédios localizados na região central da capital federal. (Metrópoles)

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em diferentes endereços, com apreensão de equipamentos eletrônicos, documentos e outros materiais que serão periciados. Segundo os investigadores, o grupo vinha sendo monitorado por órgãos de inteligência, que identificaram indícios concretos de preparação para ações violentas. As diligências tiveram como objetivo impedir que qualquer ataque fosse executado durante a campanha eleitoral.

O caso reforça a preocupação das autoridades com ameaças à segurança pública e à estabilidade democrática em um momento de elevada polarização política. A Polícia Federal já havia anunciado um esquema especial de proteção para candidatos à Presidência, com reforço de inteligência, equipes especializadas, monitoramento de ameaças e protocolos específicos para eventos de campanha em todo o país.

As investigações prosseguem para identificar todos os integrantes da organização, esclarecer a origem dos recursos utilizados pelo grupo e verificar se havia conexões com outras células extremistas ou financiadores. Os suspeitos poderão responder por crimes relacionados à organização criminosa, preparação de atos violentos e outras infrações que venham a ser confirmadas ao longo da apuração.


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Lula: “Não vou usar a Presidência para proteger meu filho”

Lula diz que não protegerá Lulinha e afirma que filho terá de responder às investigações

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não pretende utilizar o cargo para proteger seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, diante das investigações conduzidas pela Polícia Federal. Em declaração pública, Lula disse que, caso as suspeitas avancem, caberá ao filho demonstrar sua inocência e enfrentar o processo como qualquer outro cidadão.

A fala ocorre em meio ao avanço de apurações relacionadas ao caso das fraudes no INSS e às recentes decisões judiciais que ampliaram o alcance das investigações. Embora Lulinha tenha sido citado em desdobramentos do inquérito, sua defesa sustenta que ele não é investigado nem foi alvo de operações policiais, afirmando que não há elementos que o vinculem aos fatos apurados.

Segundo Lula, a relação familiar não pode interferir na atuação das instituições. O presidente afirmou que já conversou com o filho e deixou claro que, se houver qualquer irregularidade comprovada, ele deverá responder pelos próprios atos. Ao mesmo tempo, reiterou que ninguém pode ser tratado como culpado sem provas e que o devido processo legal deve prevalecer.

A declaração reforça uma linha adotada pelo presidente desde o surgimento das primeiras citações ao nome de Lulinha no contexto das investigações. Em ocasiões anteriores, Lula já havia afirmado que o filho “pagará o preço” caso tenha cometido alguma irregularidade, descartando qualquer interferência do Palácio do Planalto nas apurações.

O caso permanece sob acompanhamento da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal, enquanto a defesa de Lulinha afirma estar à disposição para prestar esclarecimentos e apresentar documentos que julgar necessários. Até o momento, não houve denúncia criminal contra ele decorrente dessas investigações.


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Polícia Federal faz busca e apreensão na casa de Bolsonaro por divergência em registro de arma apreendida

A Polícia Federal realizou uma operação de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro após identificar divergências relacionadas ao registro de uma arma de fogo apreendida durante investigações em andamento. A medida foi autorizada pela Justiça no âmbito de apurações que buscam esclarecer a origem, a regularidade documental e a situação cadastral do armamento.

Segundo informações da investigação, os registros encontrados apresentariam inconsistências que levantaram dúvidas sobre a documentação vinculada à arma. Os agentes federais procuraram documentos, mídias digitais e outros elementos que possam auxiliar na reconstituição dos fatos e na verificação das informações prestadas aos órgãos de controle.

A operação amplia a lista de procedimentos investigativos envolvendo Bolsonaro após o término de seu mandato. Embora a defesa do ex-presidente sustente que todas as armas sob sua posse estariam devidamente regularizadas e que não houve qualquer irregularidade, os investigadores consideram necessário confrontar dados constantes nos sistemas oficiais com os documentos apresentados.

Especialistas em direito penal observam que divergências cadastrais nem sempre configuram crime, mas podem justificar diligências quando há indícios de inconsistências relevantes ou informações contraditórias. O objetivo da apuração é determinar se houve erro administrativo, falha documental ou eventual irregularidade mais grave relacionada ao registro do armamento.

A defesa de Bolsonaro afirmou que colaborará com as autoridades e classificou a medida como parte de um processo que deverá esclarecer definitivamente os fatos. Já a Polícia Federal não divulgou detalhes adicionais sobre o conteúdo recolhido durante a operação, alegando sigilo das investigações.

O caso segue sob análise das autoridades competentes e poderá resultar em novos desdobramentos à medida que os materiais apreendidos forem examinados pelos peritos e confrontados com os registros oficiais.

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Calúnia contra Lula: PGR pede para Flávio Bolsonaro ser ouvido pela PF

Segundo Paulo Gonet, senador deve ser ouvido antes da manifestação final da PGR sobre investigação por calúnia contra Lula

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu ao ministro Alexandre de Moraes que devolva à Polícia Federal (PF) o inquérito que investiga o senador Flávio Bolsonaro (PL) por suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O objetivo é que o parlamentar seja ouvido antes da conclusão da investigação.

Gonet avalia que a necessidade de a PF realizar a oitiva com Flávio se dá “sobretudo em razão da possibilidade de retratação, capaz de isentá-lo de pena”.

A manifestação foi apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) na tarde desta segunda-feira (6/7). Segundo Gonet, a defesa de Flávio solicitou uma série de diligências à PF e pediu que o senador fosse ouvido apenas após o cumprimento dessas medidas. Os requerimentos, no entanto, foram indeferidos pela corporação.

O procurador-geral acrescentou que, embora a PF já tenha concluído o relatório final da investigação, ainda é necessário ouvir Flávio Bolsonaro, especialmente diante da possibilidade de retratação prevista no Código Penal para o crime de calúnia, hipótese que pode isentar o investigado de pena, segundo Pablo Giovanni, Metrópoles.

“A manifestação é, assim, pelo retorno dos autos à Polícia Federal a fim de que seja realizada a oitiva do investigado. Após, requer nova concessão de vistas para manifestação sobre o relatório conclusivo das investigações”, explicou Gonet.

A manifestação foi encaminhada a Moraes, que ainda não decidiu sobre o pedido.

Inquérito
Em relatório encaminhado ao STF em 26 de junho, a Polícia Federal concluiu que Flávio cometeu o crime de calúnia contra o presidente Lula.

Segundo os investigadores, o senador atribuiu ao presidente os crimes de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.


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Nome de Ramagem aparece em lista de políticos na cabeceira do contraventor Adilsinho

Lista encontrada pela PF reúne contabilidade vinculada à lavagem de dinheiro e nomes de agentes políticos do Rio de Janeiro

A Polícia Federal (PF) encontrou uma lista com nomes de pelo menos 25 políticos em um dos endereços do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o “Adilsinho”, apontado como chefe da máfia do cigarro no Rio. O nome do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL) constava na lista apreendida durante a 5ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada na última quinta-feira (02).

Os documentos foram encontrados em uma mala na cabeceira da cama do contraventor, durante buscas em operações passadas nos imóvel ligados a ele. A lista reúne supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de dinheiro e nomes de agentes políticos do Rio. As investigações iniciais indicam que os políticos listados recebiam uma espécie de “mesada” de Adilsinho — alvo de um mandado de prisão na operação, ainda que já esteja preso.

Apesar da citação nos materiais apreendidos, o ex-deputado não foi alvo da ação realizada pela PF, mas é investigado, junto com outros nomes que aparecem na lista.

Políticos com nome na lista de Adilsinho recebiam uma espécie de ‘mesada’
De acordo com as primeiras informações da PF, no arquivo nomeador como “planilha 2” aparecem quatro depósitos para o “cliente” identificado na lista pelo nome “DEP RAMAGEM” e “DEP ALEXANDRE RAMAGEM”.

Nas planilhas não há menção ao ano dos depósitos, mas há o registro de mês e dia dos pagamentos, além dos valores:

  • 02/09: DEP RAMAGEM – R$ 39.708,00
  • 06/09: DEP RAMAGEM – R$ 30.000,00
  • 21/09: DEP ALEXANDRE RAGEM – R$ 18.100,00
  • 29/09: DEP ALEXANDRE RAMAGEM – R$ 22.080,00

O ex-deputado foi diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo de Jair Bolsonaro (PL) e depois foi eleito deputado federal pelo Rio, mas perdeu o mandato e foi demitido do posto de delegado da PF após ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

Ele fugiu para os EUA no mês em que foi condenado e é alvo de um pedido de extradição encaminhado pelo governo brasileiro. Ele entrou com pedido de asilo político, que está sendo analisado pelo governo norte-americano.

Nome do ex-governador Cláudio Castro constava na lista
Na lista de Adilsinho, com nomes de pelo menos 25 políticos, também constava o do ex-governador Cláudio Castro (PL).

A PF ainda apura a relação entre os políticos e a máfia dos cigarros. A instituição não identificou oficialmente os nomes encontrados; o nome de Castro foi confirmado pelo portal “G1”, mas ele não foi alvo de mandados na operação da última quinta.

Além de um novo mandado de prisão contra Adilsinho — que já está preso desde fevereiro —, a ação mirou o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, também preso, e o empresário do ramo do tabaco, pastor Márcio Poncio, pai da deputada Sarah Poncio (SDD). Ele foi detido num apart-hotel da Barra da Tijuca sob suspeita de ligação com o grupo criminoso.

*Com informações de Octavio Guedes, colunista do portal “G1”/ICL


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Flavio Bolsonaro e o celular bomba de Claudio Castro que a PF destravou

A triangulação entre Vorcaro, do Banco Master, Claudio Castro e Flavio Bolsonaro é uma coisa só, disso todos sabem.

O desbloqueio do celular de Claudio Castro pela Polícia Federal acendeu um alerta mais que vermelho na sua campanha pré-eleitoral para a presidência, sobretudo no seu grupo político. A conexão entre essas três cabeças que estão como personagens centrais desse emaranhado de corrupção, é um aparelho de alta tensão para os planos eleitorais do 01 do clã Bolsonaro.

Por isso o avanço das investigações da PF gerou forte desespero por três fatores principais: seu elo com Daniel Vorcaro e o Banco Master, a desestruturação de sua prinncipal base eleitoral, Rio de Janeiro, e o principal, o risco de mensagens e agendas diretas que colocam Flavio no centro de uma bomba atômica.

O nome disso é efeito tóxico, melhor dizendo, radioativo de todo o seu entorno, de todos os candidatos à Câmara e ao Senado que orbitam em torno de Flavio.

Trocando em miúdos, muita gente pagará um custo como criminoso sim, mas outro tanto, que não é pequeno, pagará o custo por osmose, por ser parte de uma estrutura sabidamente miliciana que envolve um número incontável de gente que está na disputa e que será atingida  no peito. Mais que isso, qualquer associação a Flavio a essa altura dos fatos, em todo o terrirório nacional, sofrerá um tranco, já que ele é a figura mais importante em atividade na direita hoje no Brasil.

Ou seja, como se diz na linguagem mega popular, “o bagulho é doido”.

Soma-se a sso a própria figura de Claudio Castro, que está muito além de ser um mero subserviente do clã Bolsonaro no Rio de Janeiro, Claudio Castro tem sua própria demanda de crimes contra os cofres públicos em toda a estrutura de altarquias de todo o estado. E isso se transforma num carrapicho no paletó já todo cagado de Flavio Bolsonaro.

Ninguém pode afirmar que um impacto como esse nas pretensões do PL será grande, não, ele será devastador, provocando um esvaziamento político na legenda, tanto que Cladio Castro abdicou, ou melhor, desistiu de concorrer ao Senado que já, de antemão, desarticulou a principal chapa do PL fluminense.

Os riscos de mensagens e agendas cotidianas diretas do celular de Claudio Castro são nitroglicerina pura, porque ali contém o histórico completo de agendas privadas e registros de jantares, inclusive, com Vorcaro no exterior, além de outras com figuras investigadas.

Os investigadores buscam mensagens em aplicativos que possam comprovar o que já sabem, principalmente sobre a refinaria Refit, que contaram com interferência direta de Flavio Bolsonaro.

A avaliação dentro do PL carioca, portanto, é a de que estão diante de um verdadeiro desastre político para os planos do clã Bolsonaro e todas as suas ramificações no estado mais bolsonarista do Brasil, do ponto de vista institucional.


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“Dark Horse”: PF pede quebra de sigilo de produtora responsável por filme sobre Bolsonaro

Polícia Federal investiga suspeitas de superfaturamento e desvio de recursos públicos em contrato firmado com a Prefeitura de São Paulo

Polícia Civil de São Paulo pediu à Justiça acesso a dados financeiros sigilosos de Karina Ferreira da Gama, responsável pela produtora do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro. O pedido também atinge o Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina. As informações são da Folha de S. Paulo.

A solicitação faz parte de uma investigação sobre suspeitas de superfaturamento e desvio de recursos públicos em um contrato de R$ 108 milhões firmado entre o Instituto Conhecer Brasil e a Prefeitura de São Paulo para fornecimento de internet wi-fi na capital paulista.

Polícia mira dados financeiros
O delegado Antonio Carlos Manuera Silveira requisitou à Justiça relatórios de inteligência financeira produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). De acordo com a Forum, o objetivo é identificar eventuais “movimentações atípicas e comunicações de operações suspeitas” relacionadas ao CPF de Karina e ao CNPJ do Instituto Conhecer Brasil.

O pedido também inclui a decretação de sigilo sobre essa fase da apuração. A investigação busca rastrear o caminho do dinheiro público repassado ao instituto no âmbito do programa WiFi Livre SP, da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

Suspeita de desvio para financiar “Dark Horse”
De acordo com o ofício encaminhado à Justiça, os investigadores suspeitam que recursos públicos do programa WiFi Livre SP tenham sido desviados para custear a produção de “Dark Horse”.

No documento, a Polícia Civil aponta “consistentes suspeitas de confusão patrimonial” entre o Instituto Conhecer Brasil e a produtora cinematográfica responsável pelo longa sobre Bolsonaro.

“Há consistentes suspeitas de confusão patrimonial [entre o instituto e a produtora] e de que os recursos públicos do programa ‘WiFi Livre SP’ tenham sido desviados para custear as atividades de produção do referido filme”, afirma o delegado no pedido enviado ao Tribunal de Justiça de São Paulo.

Contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura
A apuração envolve um contrato de R$ 108 milhões firmado pelo Instituto Conhecer Brasil com a Prefeitura de São Paulo para a prestação de serviços de internet wi-fi em pontos da capital.

Segundo os investigadores, empresas subcontratadas e organizações sociais administradas por Karina teriam sido usadas para movimentar parte dos recursos. A Polícia Civil também afirma haver “indícios materiais contundentes” de irregularidades na execução do contrato.

Outro ponto apontado no pedido é a suposta falta de capacidade técnica do Instituto Conhecer Brasil para operar o serviço contratado pela prefeitura. O delegado afirma que o valor cobrado pelo instituto, de R$ 1.800 por ponto de conexão, estaria acima do praticado no mercado.

Pagamento antecipado de R$ 26 milhões
A investigação também considera suspeito o pagamento antecipado de R$ 26 milhões por serviços que ainda não haviam sido executados. Para a Polícia Civil, a antecipação “pode evidenciar o desvio de finalidade na aplicação do dinheiro público municipal”.

Diante dessas suspeitas, os investigadores defendem que a quebra de sigilo financeiro é necessária para rastrear a destinação final dos recursos recebidos pelo Instituto Conhecer Brasil.

“Diante disso, o rastreamento do fluxo financeiro é o único meio capaz de descortinar a destinação final das verbas recebidas pelo Instituto Conhecer Brasil e repassadas de forma suspeita a empresas subcontratadas e às contas pessoais da investigada Karina Ferreira da Gama”, diz outro trecho do documento policial.


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O bolsonarista, Cláudio Castro, é alvo da PF por aportes de R$ 3 bilhões do Rioprevidência no Master

Estão sendo cumpridos 10 mandados de busca e apreensão no RJ e no DF por ordem de André Mendonça (STF)

A Polícia Federal realizou nesta terça-feira (26) uma operação que tem como alvo o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, no âmbito de uma investigação sobre investimentos bilionários do estado em fundos ligados ao Banco Master. A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, e inclui o cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal.

Segundo a PF, durante a gestão de Castro, cerca de R$ 3 bilhões teriam sido direcionados ao conglomerado financeiro controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Os recursos saíram principalmente do Rioprevidência — fundo responsável pelos pagamentos de aposentados e pensionistas do estado — e da Cedae, companhia estadual de abastecimento de água.

O advogado Carlo Luchione, responsável pela defesa de Cláudio Castro, informou que acompanharia as buscas realizadas na residência do ex-governador, na Barra da Tijuca.

O caso também repercute na Assembleia Legislativa do Rio. Neste mês, o deputado estadual Flávio Serafini, do PSOL, anunciou ter conseguido assinaturas para instalar uma CPI na Alerj com o objetivo de investigar os investimentos do estado no Banco Master. A comissão, porém, ainda não foi oficialmente instalada.

Dados apresentados pelos parlamentares apontam que o Rioprevidência aplicou aproximadamente R$ 1 bilhão diretamente no banco, além de cerca de R$ 1,6 bilhão em fundos administrados pela instituição. Parte desses aportes, segundo os deputados, ocorreu mesmo após alertas do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, que havia recomendado a suspensão de novos investimentos no banco.

A Cedae também realizou aplicações financeiras no Banco Master, em valores que somam aproximadamente R$ 200 milhões.

*ICL


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Política

Por que Nikolas Ferreira não deu pio em defesa de Flavio Bolsonaro gravando videozinho com fundo preto?

Acabou o amor?

Nem de algumas migalhas, há notícias. Porque não há condenscendênia do silêncio de Nikolas sobre o peso demolidor que Flavio está sentindo nas costas.

A propósito, peso esse que, a cada dia, está imobilizando sua campanha. Na verdade, esse silêncio de Nikolas sobre o chão que se abriu nos pés de Flavio Bolsonaro em plena campanha pré-eleitoral para a Presidência da República, é um grito que diz muito mais do que se imagina, ativa ou passivamente, não importa.

Escrúpulo nunca foi o forte do camarada. Pode-se descrever isso, e com razão, se disser que Nikolas também está até o talo envovlido nas tramoias de Vorcaro. Aliás, os dois são irmãos de fé desde a igreja da Lagoinha, de André Valadão, assim como o cunhado Vorcaro, Zetel, todos vêm do mesmo ninho de ratos que utilizam a religião como forma nada sublime de mentir em nome de Deus, como é aquele porre insuportável, quando o vigaristinha, Nikolas Ferreira, usa desse expediente para abarcar e até criar dependência emocional em muitos de seus seguidores.

A questão é mesmo complexa, porque, mesmo que Flavio perca a eleição e, claro, Lula vença, Bolsonaro ganha mantendo-se como a principal liderança da direita, que está nitidamente esvaziada, e o desempenho dos candidatos de direita, como Zema, Caiado, mostra que Bolsonaro joga com as peças certas no seu próprio campo para manter a hegemonia do clã no universo da direita.

Nikolas tem olho grande nesse universo e, lógico, sempre usou Bolsonaro como referência. Primeiro, como parlamentar que nunca aprovou nenhum projeto em 28 anos, e Nikolas, no primeiro mandato, segue essa pegada, zero casamento com as necessidades do povo brasileiro, zero projeto aprovado. Vive de emendas Pix, um tipo de fisiologismo eleitoreiro de quinta categoria.

No caso específico de Flavio, é nítido que ele se transformou numa figura tóxica dentro do seu próprio círculo e ninguém, com um mínimo de juízo, quer se associar à sua imagem.

No caso de Nikolas, com suas viagens em jatinho de Vorcaro, a coisa acrescenta algo um tanto mais dramático, assim como o seu nome no celular do banqueiro e sabe-se lá o que pode ainda estar a caminho das apurações da PF em outros celulares do mega bandido.

O que mais parece é que o furdunço entre Eduardo Bolsonaro e Nikolas por este não se empenhar na campanha de Flavio, é um motivo realmente forte, somando a todos os outros contratempos que, independemente, aparece Nikolas beijando o próprio “patrocinador” do filme do chefe da gangue.

Seja como for, Nikolas não quer se queimar mais do que está queimado, mostrando que, mesmo no universo da direita, não há político mais desgastado, torrado, pronto par avirar carvão, do que Flavio. E ninguém quer ser tragado por esse alto-forno, menos ainda o vigaristinha Nikolas Ferreira.

Afinal, são dois cagados que, agora, veem-se como patos de Vorcaro, com possibilidade do troço piorar ainda mais com novas revelações da Polícia Federal.


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