(Brasília DF, 15/08/2019) Presidente Jair Bolsonaro o deputado Eduardo Bolsonaro durante encontro com Francis X. Suarez, Prefeito de Miami/EUA. Foto: Marcos Corrêa/PR
DO informa ainda que “a ausência injustificada poderá ensejar a adoção das providências administrativas e disciplinares cabíveis”.
A Polícia Federal determinou que o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reassuma as funções de escrivão da corporação. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro perdeu o cargo de parlamentar no final de dezembro por excesso de faltas na Câmara.
O ato ordenando que Eduardo retome as atividades na delegação da Polícia Federal em Angra dos Reis (RJ) foi publicado no “Diário Oficial” da União desta sexta-feira (2), assinado pelo diretor de gestão de pessoas da PF substituto, Licinio Nunes de Moraes Netto.
A publicação informa ainda que “a ausência injustificada poderá ensejar a adoção das providências administrativas e disciplinares cabíveis”.
O filho de Bolsonaro assumiu seu primeiro mandato de deputado federal em 2015. Eduardo foi cassado por decisão da Mesa Diretora da Câmara em 18 de dezembro, no mesmo dia em que o órgão decretou a perda do mandato de Alexandre Ramagem (PL-RJ).
A Constituição estabelece em seu artigo 55 que perderá o mandato o deputado ou o senador que faltar a um terço das sessões ordinárias do ano, salvo licença ou missão oficial. Segundo o presidente da Câmara, Hugo Motta (Repubilcanos-PB), Eduardo ultrapassou essa marca.
Em setembro, Motta chegou a barrar uma manobra do PL para driblar as faltas de Eduardo. O deputado foi indicado líder da minoria, já que os líderes não precisam justificar suas ausências, mas a designação não foi aceita pelo presidente da Casa.
Eduardo viajou para os EUA em março, de onde comandou uma campanha para que o presidente americano, Donald Trump, determinasse punições a autoridades brasileiras, além de ter articulado o tarifaço contra produtos brasileiros, com o objetivo de livrar o pai da prisão.
Ele diz que viajou ao exterior por sofrer perseguição no Brasil. Por causa da sua atuação no exterior, Eduardo se tornou réu no STF sob acusação de coação.
Apesar do esforço do filho, Bolsonaro foi condenado pelo Supremo a 27 anos e 3 meses de prisão por participação na trama golpista e está preso na sede da PF em Brasília.
Além do mais, os EUA retiraram as sanções da Lei Magnitsky aplicadas contra o ministro Alexandre de Moraes, o que também enfraqueceu a posição política do deputado.
*ICL
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Indícios de enriquecimento ilícito juntados à investigação e as evidências de lavagem denotam a existência de crime. Mas de onde vem o dinheiro?
A Polícia Federal encontrou R$ 430 mil “esquecidos” no armário de um flat do deputado Sóstenes Cavalcante, líder do PL, um homem pobre de marré, a julgar pela declaração de bens que entregou à Justiça Eleitoral três anos atrás.
Os funcionários dos gabinetes, mesmo os de salário mais modesto, movimentaram uma montanha de dinheiro – R$ 28 milhões, segundo a Polícia Federal.
Há diálogos, captados não se sabe de que forma, em que o parlamentar diz que vai “pagar por fora” despesas que não são completamente descritas. Repare: “pagar por fora”.
Carlos Jordy, segundo o próprio irmão, é um homem de vida complicada, com um passado comprometedor. Entre tantas coisas pesadas, há a acusação de ter se valido da assinatura de um morto para liberar emendas no valor de quase R$ 5 milhões para uma ONG fluminense para lá de suspeita chamada Instituto Realizando o Futuro.
Tudo muito, muito suspeito mesmo – ainda mais porque o assunto diz respeito a parlamentares moralistas que usam a corrupção dos outros como arma retórica – a da esquerda –, mas fazem vistas grossas para o roubo de joias, raspadinhas e o suborno na compra de vacinas.
Quando a Polícia Federal bateu na porta da casa de ambos, buscava elementos para provar que os deputados do PL tinham negócios com uma pequena locadora de fachada, a Harue Locação de Veículos Ltda, que supostamente lavava dinheiro de corrupção emitindo notas fiscais sem prestar os serviços.
Os dados da relação entre Sóstenes, Jordy e a Harue são públicos e podem ser facilmente perscrutados nas páginas de transparência da Câmara Federal. E foi a partir dessa relação comercial que a operação Galho Fraco foi deflagrada.
Ocorre que, observados com lupa, os números registrados na contabilidade da Câmara não amparam nem minimamente as suspeitas que levaram o ministro Flávio Dino a autorizar a busca e apreensão – muito menos a pretendida prisão de Sóstenes Cavalcante, que foi negada pelo ministro.
Com o auxílio de alguns scripts python (uma linguagem de computador), levantei todos os dados das duas locações. Meu objetivo era entender como os espertalhões bolsonaristas enganaram os mecanismos de fiscalização da Câmara para se locupletar com verba de representação tomada de volta de falsos fornecedores.
Mas o que os números nas planilhas mostraram é que, pelo menos no que toca à regularidade das diversas transações visando a locação de veículos de representação, não parece haver absolutamente nada de anormal, salvo uma formalidade fiscal ou outra.
Foi o que disseram os dois deputados – e ninguém acreditou. Nem mesmo eu, que tratei de logo fazer um post irado reproduzindo o clamor e a indignação que tomaram conta do País.
O que dizem os números Embora a Polícia Federal considere apenas o período entre 2020 e 2024, minha prospecção abrangeu um período muito maior – os últimos dez anos. Sóstenes Cavalcante alugou carros da empresa entre dezembro de 2017 e abril de 2023. Nesse período, a Câmara pagou à locadora um total de R$ 337.613,00, valor maior do que o apontado pela PF em seu relatório por causa da extensão da análise no tempo.
Foram realizados 87 pagamentos, sendo o menor de R$ 2.213,00 e o maior, de R$ 4 mil. A média mensal foi de R$ 3.975,73. São valores compatíveis com o mercado de locação ou assinatura de veículos.
Carlos Jordy foi cliente da empresa entre março de 2019 e abril de 2023. Nesse período a Harue recebeu da Câmara R$ 281,4 mil em 68 pagamentos mensais. O valor médio foi de R$ 4,2 mil por mês – nada exorbitante se comparado com o que o mercado cobra de empresas e particulares para o mesmo tipo de serviço.
Isso me faz questionar: valeria mesmo a pena e o risco de reunir uma dúzia de cúmplices para dividir um bereré de quatro mil reais por mês?
A soma dos pagamentos reembolsados aos dois deputados alcança R$ 619.013,00. Anote esse número.
O que a PF disse a Flávio Dino A Polícia Federal investigou a movimentação financeira dos funcionários dos dois parlamentares. Ao pedir autorização para a busca e apreensão da sexta-feira 19/12, informou que localizou um tráfico de dinheiro sem origem que chegava à casa de dezenas de milhões. E “mandou a brava” para Flávio Dino com os seguintes argumentos:
O assessor do PL Adailton Oliveira dos Santos teria, segundo o levantamento da PF, recebido em suas contas bancárias R$ 11.491.410,77 em créditos, dinheiro sem origem nem destinatários claros.
Uma parte desse dinheiro, R$ 2.789.526,93, foi remetida a “beneficiários não identificados, sob a rubrica “NOME NÃO IDENTIFICADO””.
Na conta de Florenice Santana entraram R$ 3.932.991,67. Uma parte desse dinheiro, R$ 599.379,90, foi transferida para “beneficiários não identificados, sob a rubrica “NOME NÃO IDENTIFICADO””.
Itamar de Souza Santana, assessor de Carlos Jordy, recebeu em sua conta-corrente R$ 5.907.578,17. Alguém que não foi identificado recebeu uma parte dessa bolada – R$ 640.020,00.
Segundo a Polícia Federal, “o volume e a natureza das transações revelam incompatibilidade com a capacidade econômica ostensiva de ITAMAR DE SOUZA SANTANA, impondo aprofundamento da análise”.
O sobrenome Santana aparece repetidas vezes na peça, o que fez com que as autoridades policiais passassem a suspeitar que essa família também tem as feições de uma organização criminosa.
Ressalte-se aqui que muitos nomes aparecem na investigação sem que seus papéis e funções no esquema sejam minimamente descritos. Ao final da leitura da peça, fica a sensação de que os nomes foram sendo jogados no balaio de imprecisões para impressionar – e impressionam mesmo.
Valdir Cesar Torres, por exemplo, teria sido o autor de ao menos duas transferências vultosas para os Santana, no valor de R$ 130 mil. A Polícia não sabe, ou ao menos não descreve, quem vem a ser e o que fazia Valdir no contexto da organização criminosa. E isso se repete com vários outros nomes que aparecem na petição ao STF.
Andrea de Figueiredo Desiderati, que também surge sem categorização, recebeu R$ 6.602.061,14 em créditos e debitou R$ 6.690.329,17 “com identificação de recursos oriundos da Câmara dos Deputados”. Mas a investigação não explica quem é nem o que fazia essa pessoa no contexto das transações suspeitas.
A petição encaminhada a Flávio Dino enumera três motivos para desconfiar dessa gente: “incompatibilidade dos valores movimentados com os rendimentos lícitos dos envolvidos; fracionamento de saques e depósitos em quantias não superiores ao valor de R$ 9.999,00; e identificação dos principais remetentes e destinatários dos recursos como sendo servidores comissionados da Câmara dos Deputados, vinculados aos gabinetes dos parlamentares federais SÓSTENES CAVALCANTE e CARLOS JORDY”.
Foi um achado grave e importante, provavelmente feito a partir de registros do COAF. O problema é que não existe um elo claro entre a dinheirama que irrigou as contas dos funcionários de Sóstenes e Jordy e os negócios da locadora Harue.
Contra a locadora, a PF argumenta que ela tentou dissimular os indícios de uma suposta atividade criminosa mudando seu nome de fantasia três vezes: passou de MOBILE RENT CAR para Alfa Auto Car Locação de Veículos Ltda, e posteriormente para Harue.
O relatório da PF não declara, mas o CNPJ da empresa permaneceu o mesmo – daí a possibilidade de rastrear com facilidade todas as transações entre ela e a Câmara Federal.
Outro argumento dos investigadores para apontar a empresa como uma espelunca de fachada foi a descoberta de que ela não funciona mais no local que aparece em seus registros cartoriais: “em diligência in loco, a equipe policial constatou que a empresa não funciona mais em seu domicílio, o que permite concluir a dissolução irregular da empresa (SIC)”, afirma a petição.
Ministro Flávio Dino. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
Mas qual o link entre essa locadora e a lavagem de dinheiro? Na petição ao Ministro Flávio Dino, a PF afirma, mas sem estabelecer uma conexão imediata, que “dissolvida irregularmente, a referida sociedade empresária continua a receber pagamentos feitos pelos parlamentares Deputado Federal CARLOS JORDY (licenciado) e Deputado Federal SÓSTENES CAVALCANTE (em exercício), os quais são reembolsados como despesas pagas com cota parlamentar, relativa a locação ou fretamento”
Ocorre que há uma disparidade enorme entre os valores efetivamente pagos à Locadora Harue e o volume de dinheiro que circulou pelas contas dos assessores dos dois parlamentares.
O valor total pago pela Câmara, como vimos anteriormente, foi de pouco mais de R$ 619 mil (aquele número que eu pedi pra você lembrar), contra uma movimentação suspeita de R$ 28 milhões – quase 45 vezes maior. Nem mesmo contando em dobro entradas e saídas a contabilidade mágica da Harue consegue explicar a dinheirama que circulou pelos gabinetes – tampouco autoriza a suposição de que o esquema criminoso se baseava nessa relação.
Por outro lado, os indícios de enriquecimento ilícito juntados à investigação e as evidências de lavagem de dinheiro denotam a existência de fatos criminosos – ou avalizam a suspeita de que algo muito estranho está transformando modestos servidores em prósperos aristocratas.
De onde vem o dinheiro? Eis aí uma pergunta que permanece sem resposta. Na cobertura feita pela imprensa, todos os caminhos levaram à suposição de que a locadora é a porta de entrada da lavanderia de Jordy e Sóstenes. Mas olhando com atenção os números, eles não nos dizem nada disso.
Alguns dos argumentos alinhavados pela PF não passam de ilações Por exemplo, a versão propalada de que o tamanho da empresa, pequeno diante da grandiosidade dos concorrentes, é mais um indício de que ela é parte de uma perigosa organização criminosa.
O relatório da PF afirma que, pelo tamanho da frota, “verifica-se uma discrepância, haja vista a Harue ter somente 5 veículos em sua frota,[quando] por outro lado, as empresas no Rio de Janeiro RJ têm sempre frota superior a 20 veículos”.
Ser pequeno, no entanto, não implica ser criminoso.
Os recibos dos pagamentos reembolsados pela Câmara demonstram que de fato essa locadora teve poucos clientes no período analisado – supostamente em função da frota diminuta. Ao contrário de empresas como a Pantanal Veículos Ltda, que aluga ou alugou carros para 277 deputados nos dez anos analisados por mim, a Harue atendeu apenas 10 parlamentares de sete partidos diferentes, do PL ao PT, com preços na mesma faixa.
Já foram clientes dela Danilo Forte, Dr Flávio, Marco Tebaldi, Max Beltrão, Omar Bertoldi, Vermelho, Waldenor Pereira e Wolney Queiroz. A PF não buscou elementos para incriminar nenhum deles por lavagem de dinheiro.
Outros indícios A busca e apreensão autorizada pelo ministro Flávio Dino conseguiu recolher elementos que podem ajudar a entender de onde vem o dinheiro dos funcionários dos dois parlamentares.
Um dos mais importantes foi a descoberta de quase R$ 500 mil no armário do flat de Sóstenes Cavalcante. O achado trouxe imediatamente à memória a Operação Lunus, que em 2002 matou a candidatura de Roseana Sarney à presidência da República, e a Tesouro Perdido, que em 2017 botou na cadeia o então superpoderoso Geddel Vieira Lima, encerrando sua carreira política.
Sóstenes disse que vendeu um apartamento e esqueceu de depositar o dinheiro, como se fosse normal alguém ficar com essa quantidade de cédulas em casa sem se lembrar delas. Ainda mais um sujeito que deve ter alguma dificuldade para pagar os boletos, visto que na última eleição declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de menos de R$ 5 mil.
Diante da alegação, a pergunta é inevitável: como alguém que não tinha nada há 3 anos pode ter comprado um apartamento que revendeu agora por um valor quase 80 vezes maior?
Políticos gostam de dinheiro e costumam dar desculpas esfarrapadas para explicar o inexplicável quando são pegos com a boca na botija. Foi o caso de Sóstenes Cavalcante, que, ou mentiu ao declarar à Justiça Eleitoral que era pobre de marré, ou mente agora para dizer que não é tão rico quanto parece.
Encaminhei o texto desta matéria aos implicados e pedi para ouví-los e contestarem o que quiserem. Assim que eu tiver as respostas, o texto será editado para contemplá-las.
As planilhas podem ser consultadas na íntegra no nosso site. Para acessá-las, basta clicar aqui.
*Fabio Pannunzio/ICL
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A Polícia Federal (PF) investiga um esquema de desvio de recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), conhecida como cota parlamentar, envolvendo os deputados federais Sóstenes Cavalcante (líder do PL na Câmara) e Carlos Jordy (ambos do PL-RJ).
A operação mais recente, chamada Galho Fraco, deflagrada em 19 de dezembro de 2025, é um desdobramento da Operação Rent a Car (de dezembro de 2024), que inicialmente mirou assessores.
Como funciona o esquema, segundo a PF Os deputados contratavam serviços de locação de veículos (como da empresa Harue Locação de Veículos, considerada de fachada, com frota mínima e dissolvida irregularmente, mas que continuou recebendo pagamentos).
Esses contratos eram pagos com a cota parlamentar (verba pública reembolsada pela Câmara para despesas do mandato, como aluguel de carros).
Os serviços seriam simulados ou inexistentes, permitindo o desvio de recursos para benefício próprio dos envolvidos.
Assessores comissionados (como Adailton Oliveira dos Santos e Itamar de Souza Santana) atuavam como intermediários, dando aparência de legalidade e facilitando a devolução ou redirecionamento do dinheiro.
Para ocultar o dinheiro desviado, usavam a técnica de “smurfing” (saques e depósitos fracionados abaixo de R$ 10 mil para evitar alertas do sistema financeiro) e lavagem via empresas de fachada.
Os crimes apurados incluem peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com atuação coordenada entre parlamentares, servidores e particulares.
Principais provas apontadas pela PF
Mensagens de celulares apreendidos na Operação Rent a Car, indicando conluio entre assessores e possível envolvimento direto dos deputados.
Depoimentos de assessores e quebras de sigilo bancário/telemático, revelando transações suspeitas.
Movimentações financeiras incompatíveis: assessores e ligados movimentaram cerca de R$ 28,6 milhões (em alguns relatos até R$ 27-28 mi) em poucos anos, sem justificativa com suas rendas declaradas.
Pagamentos contínuos a empresas de fachada (ex.: Harue recebeu R$ 214 mil de Jordy e R$ 192 mil de Sóstenes entre 2020-2024 via cota).
Apreensão de R$ 430 mil em dinheiro vivo no apartamento de Sóstenes Cavalcante em Brasília (escondido em saco de lixo), durante buscas da Operação Galho Fraco.
Indícios de despesas “inexistentes ou irregulares” custeadas com a cota, confirmados por análise de documentos e fluxos financeiros.
Os deputados negam irregularidades: Sóstenes alega que o dinheiro apreendido vem de venda de imóvel e classifica a investigação como perseguição política; Jordy diz que os contratos eram legítimos para aluguel de veículos e que não fiscaliza frotas internas de empresas. A investigação continua, autorizada pelo STF (ministro Flávio Dino), com quebras de sigilo e compartilhamento de dados com a Receita Federal.
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Mandados de busca e apreensão atingem parlamentaresa do PL e assessores
A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (19) uma nova fase de uma investigação que apura o suposto desvio de recursos públicos provenientes de cotas parlamentares. A operação tem como foco parlamentares e assessores suspeitos de envolvimento em um esquema de uso irregular dessas verbas, além de possíveis práticas de lavagem de dinheiro e atuação em organização criminosa.
De acordo com informações do G1, a ação cumpre mandados de busca e apreensão contra os deputados federais Sóstenes Cavalcante (PL), líder do PL na Câmara, e Carlos Jordy (PL). As diligências fazem parte de um desdobramento de uma operação iniciada em dezembro de 2024, que já havia identificado indícios de irregularidades na gestão de recursos públicos vinculados à atividade parlamentar.
A Polícia Federal investiga crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O objetivo desta nova etapa é reunir provas adicionais, aprofundar o rastreamento do fluxo financeiro e esclarecer o papel de cada um dos investigados no suposto esquema.
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Macário Judice Neto, desembargador que relata o caso TH Joias no TRF-2, foi preso na manhã desta terça (16/12) durante operação da PF no Rio
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (16/12), no Rio de Janeiro, a Operação Unha e Carne 2, que investiga o vazamento de informações sigilosas que favorecem o Comando Vermelho. Desta vez, um dos alvos é o desembargador Macário Ramos Judice Neto (foto em destaque), que relata o caso de Thiago Raimundo dos Santos, o TH Joias, no TRF-2. Judice Neto foi preso.
O deputado estadual licenciado Rodrigo Bacellar (União Brasil), ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), é novamente alvo de buscas nesta terça. Preso na primeira fase da Unha e Carne, ele foi solto pelo plenário da Alerj e ficou livre da cadeia, mediante uso de tornozeleira eletrônica.
Segundo a PF, Judice Neto vazou informações sobre a operação contra o ex-deputado TH Joias em setembro, de acordo com mensagens que estariam no aparelho celular de Bacellar, apreendido durante sua prisão.
A Unha e Carne investiga a atuação de agentes públicos no vazamento de informações sigilosas que provocou a obstrução de outra apuração, realizada no âmbito da Operação Zargun, deflagrada em setembro.
Os policiais cumpriram um mandado de prisão e 10 de busca e apreensão, expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Também há buscas no Espírito Santo.
TH Joias está preso por ligação com a facção Comando Vermelho.
Atuação polêmica Em 2023, Macário Ramos Judice Neto voltou à magistratura e foi promovido a desembargador depois de estar afastado por 17 anos devido à sua atuação polêmica como juiz federal no Espírito Santo. O afastamento por quase duas décadas deu-se com base em denúncias do MPF.
O primeiro afastamento foi determinado pelo TRF-2 em 2005, em ação penal que apurava a suposta participação de Macário em esquema de venda de sentenças. Agora, o desembargador está preso na sede da PF do Rio de Janeiro.
Flávia Judice, mulher de Macário Judice Neto, atuava no gabinete da diretoria-geral da Alerj até o início do mês passado, quando a investigação que mira o ex-deputado estadual já estava em curso.
ADPF das Favelas A ação desta terça se insere no contexto da decisão do STF no âmbito do julgamento da ADPF nº 635/RJ (ADPF das Favelas), que, dentre outras providências, determinou que a Polícia Federal conduzisse investigações sobre a atuação dos principais grupos criminosos violentos em atividade no estado e as suas conexões com agentes públicos.
Da Alerj à cadeia As investigações que levaram TH Joias à cadeia apontaram que ele utilizava seu cargo na Alerj para favorecer as ações criminosas da facção Comando Vermelho (CV).
TH teria viabilizado a compra e a venda de drogas, além de fuzis e armas antidrones. Os equipamentos teriam sido destinados ao Complexo do Alemão.
À época, a ação policial foi deflagrada pela Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Rio (MPRJ) e a Polícia Civil, por meio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco-RJ).
A ação policial cumpriu 18 mandados de prisão e 22 de busca, além do sequestro de R$ 40 milhões em bens.
Veja outros investigados:
Gabriel Dias de Oliveira, o Índio do Lixão, tesoureiro do CV, responsável por movimentar R$ 120 milhões em cinco anos; Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, liderança da facção; Alessandro Pitombeira Carracena, ex-subsecretário estadual, suspeito de interferir em ações policiais a pedido de criminosos;
De acordo com Laura Braga, Metrópoles, policiais militares e um delegado federal investigados por fornecer proteção e informações privilegiadas ao grupo.
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Mariângela Fialek, advogada, é apontada pela PF como peça-chave na operacionalização do orçamento secreto e no direcionamento de emendas parlamentares.
A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (12) uma operação para apurar suspeitas de irregularidades na destinação de emendas parlamentares e teve como principal alvo a advogada Mariângela Fialek, conhecida nos corredores do Congresso pelo apelido de Tuca. Servidora comissionada da Câmara, ela é apontada pela PF como a principal responsável pela operacionalização do chamado orçamento secreto durante a gestão de Arthur Lira (PP-AL) na Presidência da Casa.
Veja a decisão de Dino.
Na decisão, Dino afirma que há fortes indícios de que Mariângela Fialek integrava uma estrutura organizada voltada ao direcionamento indevido de emendas parlamentares, atuando supostamente sob ordens diretas da então Presidência da Câmara dos Deputados, exercida por Arthur Lira. O despacho registra que a investigada teria assumido e mantido esse papel por determinação da Presidência da Casa, inclusive sem a anuência de presidentes de comissões temáticas, e que sua atuação extrapolava funções administrativas formais, concentrando o controle de planilhas, listas de beneficiários e fluxos de liberação de recursos.
O ministro ressalta que essa vinculação direta com Arthur Lira ainda está em apuração e que, até o momento, não há imputação criminal formal contra o ex-presidente da Câmara. Segundo a PF, são investigados indícios dos crimes de peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso e corrupção. A corporação não detalhou valores nem o período exato sob suspeita. Arthur Lira, até o momento, não figura como investigado no inquérito.
É claro que a operação busca a criação do estilo Arthur Lira de lidar com o orçaento secreto e, certamente, os resultados já são conhecidos por Flavio Dino via investigação da Polícia Federal.
Assim, Dino vai inquirir Arthur Lira, sua secretária para confrontar uma teia om outra.
Quem é Mariângela Fialek
Formada em Direito pela PUC-RS e mestre em Direito do Estado pela USP, Mariângela Fialek construiu carreira ocupando cargos estratégicos em diferentes governos e estruturas do Estado. Atuou na Secretaria de Governo da Presidência da República durante o governo Michel Temer e, sob Jair Bolsonaro, foi assessora especial de Relações Institucionais do Ministério do Desenvolvimento Regional, pasta responsável pela execução de obras financiadas com recursos de emendas parlamentares.
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O Brasil já sabe de cor a relação de Claudio Castro com TH Joias, assim como Rodrigo Bacellar, formando uma espécie de trisal entre crime organizado, presidência da Alerj e o governo do estado do Rio.
É o submundo do crime no controle institucional das maiores esferas de poder do estado fluminense. Mas não são só eles os emparedados com o futuro que será decidido pela justiça brasileira.
Alcolumbre, segundo a PF, foi alimentado com canetas de mounjaro por Beto Louco. De acordo com relatos, tanto Beto Louco quanto TH Joias fazem parte do crime organizado, mais precisamente do CV.
O conteúdo dos três celulares de Rodrigo Bacellar, pegos pela PF no dia 3, junto com uma mochila com mais de R$ 90 mil, como quem carrega troco de bala, será decisivo para o seu destino e de muitos outros aliados, sobretudo do PL de Bolsonaro.
O que os três celulares revelarão, só Deus sabe, pois foi através do celular de TH Joias que a polícia descobriu uma ligação dele para o presidente da Alerj, que o instruiu a sumir com todas as provas que tinha em casa, se sofresse uma devassa dos agentes da PF.
Ou seja, o caso é sério e, para piorar para Claudio Castro, a PF descobriu que o governador do Rio, às pressas, assinou um ato que obrigou o Diário Oficial do estado a publicar uma edição extraordinária.
O caso de ALcolumbre é tão ou mais complicado, pois foi confirmada pelo seu motorista a entrega de Beto Louco para o presidente do Senado.
Claro, esses assuntos explodiram, ná mídia, nas redes e nas ruas.
Daí o plano bolsonarista de dominar o Senado e fazer o impeachment de ministros do STF, que Gilmar Mendes impediu, deixando Alcolumbre foribundo.
A sala subterrânea do presidente da Alerj, do governador do Rio e da presidência do Senado devem seguir sendo investigadas pela PF para saber como funciona e quais são as palavras-chave e as pessoas mais importantes nessa escala de poder, envolvidas até o talo com o crrime organizado, enquanto os titulares das principais cadeiras posam para os holofotes da mídia como vestais da Segurança Pública brasileira.
Uma coisa é certa, o chão para Claudio Castro, alcolubre e Bacellar, está mole. Se ficarem parados, afundam, se deram um passo, afundam também.
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PF faz operação contra ataques hackers a deputados favoráveis a projeto que equipara aborto a homicídio
Mandados foram cumpridos em SP e Curitiba; grupo é suspeito de derrubar sites de parlamentares que apoiam o texto.
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (2), uma operação contra uma organização criminosa acusada de realizar ataques virtuais direcionados a deputados federais que manifestaram apoio ao projeto de lei que equipara o aborto, a partir de 22 semanas de gestação, ao crime de homicídio. A ofensiva cumpre dois mandados de busca e apreensão em São Paulo (SP) e Curitiba (PR), com apoio de autoridades internacionais por meio de cooperação jurídica.
Segundo as investigações, os ataques derrubaram ou deixaram instáveis sites institucionais dos parlamentares Bia Kicis (PL-DF), Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Paulo Bilynskyj (PL-SP), prejudicando a comunicação pública e a atuação legislativa dos três. Os suspeitos não tiveram os nomes divulgados.
O projeto, que gerou forte reação popular no ano passado, prevê penas de 6 a 20 anos para quem realizar ou consentir aborto após a 22ª semana, inclusive em casos de estupro. A aprovação de urgência em plenário ocorreu em apenas 23 segundos, mas o então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), recuou diante da repercussão e determinou que o tema fosse estudado por uma comissão específica. O debate, no entanto, não avançou na atual gestão da Casa.
Pela legislação atual, o aborto é permitido no país em três situações: gravidez resultante de estupro, risco à vida da gestante e casos de anencefalia. Nenhuma dessas hipóteses estabelece limite de semanas para a interrupção.
*MundoBA
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Mas Alcolumbre tem bambu para aguentar essa guerra?
A força de Davi Alcolumbre é uma das incógnitas da política brasileira. O presidente do Senado assumiu que é o mais poderoso homem da República, depois de Lula.
E que fará o que for preciso para corresponder às demandas da sua facção no União Brasil e das demais facções da direita e do fascismo do Congresso, e não só do Senado.
Ficamos sabendo, porque o Globo deu e todos os jornais reproduziram, que sua mais nova chantagem, envolvendo a indicação de Jorge Messias para o Supremo, é uma faca afiada no pescoço de Lula.
Alcolumbre quer o Banco do Brasil para a sua turma. Pediu, não levou e decidiu jogar pesado para que o nome de Messias não passe nem na Comissão de Constituição e Justiça.
Como o PT, e não necessariamente o governo, mandou espalhar que o sujeito estava querendo o cofre do Banco do Brasil, Alcolumbre reagiu e pediu, em nota, respeito a ele e ao Senado.
Defendeu o prazo imposto para a sabatina do indicado de Lula, marcada para o dia 10 de dezembro, reclamou que o governo não enviou ainda a mensagem com a indicação e disse que não chantageia.
“É nítida a tentativa de setores do Executivo de criar a falsa impressão, perante a sociedade, de que divergências entre os Poderes são resolvidas por ajuste de interesse fisiológico, com cargos e emendas. Isso é ofensivo não apenas ao Presidente do Congresso Nacional, mas a todo o Poder Legislativo”, disse o acusado de ser chantagista.
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, respondeu logo depois e afirmou que o Planalto nunca iria “rebaixar a relação institucional com o presidente do Senado a qualquer espécie de fisiologismo”.
Alcolumbre achou que poderia escalar Rodrigo Pacheco para o STF, como se ele, pelo poder de sabotar o governo, tivesse a prerrogativa da indicação. Não conseguiu e partiu para a campanha contra Messias.
Já podemos começar a perguntar: Alcolumbre, que faz o jogo da hegemonia do Congresso, apresentando o Senado como a instituição que terá sempre a palavra final nas relações com o Executivo, inclusive quanto à indicação de ministros do Supremo, tem bambu para levar adiante essa guerra com Lula?
Pode Alcolumbre ser um Eduardo Cunha amanhã, se passar dos limites? Alcolumbre, que já foi poupado pelo próprio Supremo, tem o corpo fechado, sabendo-se que gente do seu entorno já sofreu o cerco da Polícia Federal?
O jornalista Josias de Souza escreveu em sua coluna no UOL:
“Nos subúrbios do Planalto, consolida-se a impressão de que há menos Messias do que Master por trás do azedume de Alcolumbre. Além da fraude de R$ 12,2 bilhões no Banco de Brasília, a Polícia Federal investiga os negócios do banqueiro Daniel Vorcaro (dono do Master), preso nesta semana, em 18 fundos de previdência de estados e municípios. Entre as caixas registradoras sob suspeição está a da Amprev, Previdência dos servidores do Amapá. Dirige a entidade Jocildo Lemos, um apadrinhado de Alcolumbre. Viriam daí os chiliques do senador.”
Josias tem uma boa definição dos poderes que Alcolumbre mantém dentro do governo, desde Bolsonaro: “A terceirização da escolha de ministros do Supremo e dos inquéritos da PF a Alcolumbre exigiria o reconhecimento oficial de que o Brasil é mesmo um imenso Amapá”.
*Moisés Mendes/DCM
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Maníaco, doido, teórico conspiracionista, paranoico, xarope. Essas são algumas classificações que Jair Bolsonaro (PL) colecionou ao longa da vida dadas por gente que já conviveu de forma íntima com ele. Agora, nessa nova fase de condenado, preso em caráter preventivo desde sábado (22) na sede da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, após tentar destruir com um ferro de solda a tornozeleira eletrônica de monitoramente que usava, o ex-presidente golpista já tem uma maluquice recém-criada para seu acervo.
Fontes que mantêm contato com sua família, assim como outras com acesso ao prédio do órgão de segurança onde o criminoso se encontra detido, revelaram à Fórum que Bolsonaro não aceita de forma alguma comer as refeições oferecidas pela Polícia Federal.
É, ele não toca em nada do que é disponibilizado para seu consumo, como o pão com manteiga e o ovo, dados com um café com leite, pela manhã, assim como o feijão com arroz, bife e salada ofertados no almoço ou no jantar.
A fontes ouvidas afirmam que, não se sabe se por ‘maluquice’, ou para reforçar o discurso de perseguido que sua matilha radical tanto adora, ele diz que pode ser envenenado. Pois é, na ‘Terra Plana’ do bolsonarismo, se o “mito” mandar para dentro um bifão com arroz e feijão, ele pode cair durinho, morto.
Então, o golpista está se alimentando exclusivamente do que sua família e advogados trazem para a PF. Ainda assim, ele não deixa que o material saia do alcance dos olhos dos visitantes, nem dos seus, e checa tudo direitinho para ver se não envenenaram sua bolacha ou seu achocolatado. Sim, um papo de maluco.
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