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Dino manda bloquear até R$ 6 milhões de Eduardo Cunha por indicação de emendas

Ministro do STF afirma que foram identificadas pelo menos 21 emendas empenhadas e pagas

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de R$ 6 milhões do ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos-MG), por suspeita de desvio de emendas parlamentares. A decisão é de 6 de julho e tornou-se pública neste domingo (12).

O ex-presidente da Câmara é alvo da mesma investigação que bloqueou R$ 119 milhões do presidente do PL, o ex-deputado federal Valdemar Costa Neto por indicação irregular de emendas.

A indicação de emendas é uma prerrogativa de deputados e senadores em exercício. Mas a Polícia Federal identificou que Eduardo Cunha, que é ex-deputado, “dispõe dos serviços de MARIANGELA FIALEK e da liberalidade política para destinar recursos conforme seus interesses, em sintomas inequívocos do cometimento dos crimes de peculato”.

De acordo com o ICL, as medidas ocorrem após uma representação da PF que é desdobramento da chamada “Operação Transparência”, realizada em dezembro do ano passado e que teve a funcionária da Câmara Mariângela Fialek, a Tuca, como alvo.

“Como dito, se na primeira etapa da Operação Transparência já se tinha por muito delineada ausência de controle na distribuição desses valores em emendas, o aprofundamento das investigações passou a delimitar situações claras de desvio desses valores a partir da figura de TUCA. A extração e análise de dados do aparelho de MARIÂNGELA FIALEK indica a existência de um arranjo decisório paralelo para a destinação de verbas públicas, no qual EDUARDO COSENTINO DA CUNHA, desprovido de mandato, aparece como vetor relevante de definição e remanejamento de emendas”, diz trecho da decisão de Dino.

A decisão do ministro Dino afirma ainda que, “das pesquisas realizadas, foram identificadas pelo menos 21 emendas parlamentares, num total de R$ 6,15 milhões, que foram empenhadas e pagas e que, nesse cenário, foram forjadamente documentadas para escamotear o verdadeiro solicitante da indicação.”


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Política

Segundo a PF, Valdemar desviou R$ 119 mi em emendas, e Dino bloqueia bens de dirigente do PL

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o bloqueio de R$ 119 milhões em bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, depois de a PF (Polícia Federal) apontar que ele estaria atuando para direcionar emendas parlamentares, mesmo sem mandato no Congresso Nacional.

A PF afirma que as emendas “foram forjadamente encaminhadas e desviadas” e que o próprio Valdemar pode ter sido o beneficiário final. Cerca de R$ 104 milhões já haviam sido efetivamente pagos, diz a corporação. A reportagem tenta contato com o presidente do PL.

Na decisão, Dino determina a suspensão da execução de todas as despesas públicas ligadas às emendas e manda o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), apresentar em dez dias todos os documentos de tramitação interna dos valores sob suspeita.

A ordem judicial tem origem na operação Transparência, deflagrada em dezembro do ano passado e que teve como alvo Mariângela Fialek, a Tuca, assessora ligada ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL).

Ao analisar o conteúdo do celular da servidora, a PF identificou que Valdemar se utilizava dos “serviços” dela “para destinar recursos conforme seus interesses, em sintomas inequívocos do cometimento dos crimes de peculato” (desvio de dinheiro público).

“Basicamente, Valdemar Costa Neto contava com autonomia para direcionar recursos de emendas (de comissão, proeminentemente) conforme sua cota pessoal e particular, atribuída a partir de sua condição de presidente da sigla”, diz o relatório da PF encaminhado a Dino.

De acordo com a PF, havia planilhas que sistematizavam as indicações de Valdemar, com observações sobre os recursos que seriam encaminhados aos Ministérios. Para dar ares de legalidade à fraude, eram incluídos os nomes dos falsos parlamentares solicitantes.

“Fala-se de um volume considerável de emendas parlamentares indicadas por uma pessoa não detentora de mandato”, observa a corporação. Além de Tuca, outros dois servidores da Câmara são suspeitos de integrar o esquema: Nara Brum e Garigham Pinto, da liderança do PL.

Nas comunicações interceptadas pela PF, Nara cita emendas “do Valdemar” e destaca que ele “não aceitaria mudanças nos destinos” dos valores. A servidora, diz, ainda, que ele estaria amparado em promessas da Mesa Diretora da Câmara.

Segundo a PF, isso indica “articulação em nível superior das estruturas formais da Casa”. A reportagem ainda não a localizou.

De acordo com o ICL, já Garigham atuaria como “interlocutor mais direto” de Valdemar e “verdadeiro emissário” do presidente do PL, participando ativamente da negociação dos recursos e dando orientações para a formalização das indicações. Procurado pela reportagem, ele disse que atua de forma técnica e não tem o que comentar.

“Os três servidores da Câmara têm plena consciência da clandestinidade dessa atuação, que extrapola a função burocrática e adentra em um espaço de cogestão irregular, no qual eles não apenas cumprem instruções, mas orientam, cobram, organizam e adaptam destinações conforme diretrizes informais atribuídas a Valdemar”, diz a PF.


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Política

Flávio Dino cobra explicações de Tarcísio sobre suposto acordo de emendas em SP

Ministro do STF quer que governo paulista esclareça possível permuta política envolvendo orçamento estadual

O ministro Flávio Dino ampliou nesta terça-feira (12) o cerco do STF sobre a execução de emendas parlamentares e determinou que o governo de Tarcísio de Freitas apresente explicações formais sobre um suposto acordo político envolvendo a bancada federal paulista e o orçamento do Estado de São Paulo.

A decisão foi assinada no âmbito da ADPF 854, ação que acompanha o cumprimento das medidas de transparência, rastreabilidade e controle das emendas parlamentares após as decisões do Supremo sobre o chamado orçamento secreto.

No despacho, Dino determina que a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo esclareça “se houve o citado ‘acordo político’ envolvendo permuta de emendas; em que termos teria sido celebrado; se houve alguma formalização jurídica e como está sendo assegurada a transparência na destinação dos recursos públicos”.

A cobrança surgiu após manifestação apresentada pela Transparência Brasil, Transparência Internacional Brasil e Associação Contas Abertas, entidades admitidas no processo como amici curiae, de acordo com Cleber Lourenço,ICL.

Segundo a petição enviada ao STF, parlamentares da bancada federal paulista teriam destinado R$ 316 milhões em emendas de bancada para programas escolhidos pelo governo estadual. Em contrapartida, cada parlamentar teria recebido a possibilidade de indicar cerca de R$ 10 milhões dentro do orçamento paulista.

O despacho reproduz trecho da manifestação das entidades:

“De acordo com matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo, de autoria de Daniel Weterman e Pedro Augusto Figueiredo, a bancada de parlamentares paulistas destinou R$ 316 milhões em emendas de bancada para programas escolhidos pelo governador e recebeu, em troca, a possibilidade de que cada parlamentar indicasse R$ 10 milhões no orçamento de São Paulo”.

As entidades sustentam que o modelo pode configurar uma tentativa de driblar as regras previstas na Lei Complementar 210/2024, aprovada justamente para limitar a fragmentação política das emendas de bancada.

O próprio despacho destaca o que determina a legislação:

“as emendas de bancada estadual de que trata o § 12 do art. 166 da Constituição Federal somente poderão destinar recursos a projetos e ações estruturantes para a unidade da Federação representada pela bancada, vedada a individualização de ações e de projetos para atender a demandas ou a indicações de cada membro da bancada”.

Segundo as entidades, o mecanismo utilizado em São Paulo teria transformado uma emenda coletiva em uma espécie de distribuição informal de cotas parlamentares.

O documento reproduz outro trecho da petição afirmando que:

“as indicações dos parlamentares paulistas se orientam a projetos e ações específicas, de modo que o acordo celebrado constitui uma tentativa de burla à vedação ao rateio e à individualização das emendas de bancada”.

As entidades também apontam falhas relacionadas à transparência e rastreabilidade dessas verbas.

Segundo o documento apresentado ao STF, o painel de acompanhamento atualmente disponível em São Paulo:

“traz baixa qualidade e não padroniza o descritivo do objeto”.

A manifestação também afirma que o sistema:

“não disponibiliza o CNPJ do beneficiário”;

“não apresenta interoperabilidade com outros sistemas, como URL que remeta à íntegra do convênio, do plano de trabalho e da prestação de contas”;

e ainda “não disponibiliza o número do convênio firmado com recursos da emenda”.

Entre os problemas apontados pelas entidades estão:

ausência de padronização dos objetos financiados;
dificuldade de rastrear beneficiários finais;
falta de integração entre sistemas;
ausência de transparência sobre convênios e prestação de contas;
e obstáculos para acompanhamento público da execução das verbas.
Embora não faça juízo definitivo sobre eventual irregularidade, Dino transforma o caso paulista em um dos principais focos da nova etapa de monitoramento das emendas parlamentares.


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Política

Dino manda presidente da CPI do INSS explicar envio de R$ 3,6 milhões à Lagoinha

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o presidente da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), preste esclarecimentos sobre o envio de emendas parlamentares para entidades ligadas à Igreja Lagoinha, do bolsonarista André Valadão. A cobrança ocorre em meio ao aumento da tensão entre o colegiado e a Corte, que tem anulado decisões aprovadas pela comissão.

A solicitação foi feita no âmbito de uma ação que trata do cumprimento da decisão do Supremo que, em dezembro de 2022, determinou maior transparência e rastreabilidade na destinação de emendas parlamentares. O objetivo é verificar se os repasses seguiram as regras estabelecidas pela Corte.

O questionamento envolve o envio de R$ 3,6 milhões para a Fundação Oasis, entidade ligada à igreja frequentada pelo senador. Parlamentares afirmaram ao Supremo que o repasse pode violar princípios constitucionais.

Segundo a petição, a destinação dos recursos “viola frontalmente princípios de impessoalidade e transparência”. O documento também argumenta que o uso da presidência da CPI para interferir em apurações relacionadas às entidades beneficiadas seria irregular.

“O uso da presidência de comissão parlamentar para bloquear investigações sobre entidades beneficiárias de emendas próprias configura instrumentalização de posição institucional para fins privados”, afirmaram os deputados Henrique Vieira (PSOL-RJ) e Rogério Correia (PT-MG).

Os parlamentares ainda apontaram possível desvio de finalidade na aplicação das verbas. Para eles, o padrão de encaminhamento das emendas indicaria favorecimento político. “A emenda não serve ao interesse público, mas ao interesse de manutenção do vínculo político-financeiro entre o parlamentar e as entidades investigadas”, afirmaram.

Durante sessão da CPI nesta semana, Viana respondeu às acusações e negou irregularidades. “Todas as verbas que eu enviei para a fundação ligada à igreja que eu frequento foram enviadas para as prefeituras e fiscalizadas pelo Ministério Público. Doei para uma fundação que recupera pessoas e continuarei doando”, declarou.

O episódio ocorre no momento em que a CPI do INSS enfrenta sucessivas decisões do STF que invalidaram requerimentos aprovados pela comissão. Integrantes do colegiado alegam que as decisões têm dificultado o andamento das investigações e reduzido o prazo para conclusão dos trabalhos.

A comissão chegou a recorrer ao Supremo para tentar obrigar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a prorrogar o funcionamento da CPI. O pedido foi encaminhado ao ministro André Mendonça, que será responsável por analisar a solicitação., segundo o DCM.


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Política

Dino proíbe criação de novos “penduricalhos”

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a manutenção de medidas contra os chamados “penduricalhos” no serviço público e proibiu a criação de novas leis ou atos que instituam benefícios acima do teto constitucional, hoje fixado em R$ 46,3 mil. A decisão vale para todos os Poderes e órgãos autônomos.

A nova determinação reforça liminar concedida em 5 de fevereiro, que obriga União, estados e municípios a publicarem, em até 60 dias, a lista detalhada de todas as parcelas pagas acima do teto, com indicação expressa da base legal. Apenas verbas previstas em lei formal, aprovada pelo respectivo parlamento, poderão ser mantidas.

Pagamentos criados por atos administrativos sem respaldo legal devem ser suspensos. Com a decisão mais recente, Dino também vedou a aprovação de novas normas que ampliem benefícios remuneratórios fora do limite constitucional.

O ministro afirmou que, caso o Congresso Nacional não edite regra clara para disciplinar verbas indenizatórias, poderá caber ao STF definir um regime transitório sobre o tema. A decisão do dia 5 será analisada pelo plenário em 25 de fevereiro, por iniciativa do presidente da Corte, Edson Fachin.

A medida foi proferida no julgamento de embargos de declaração apresentados por associação de procuradores municipais de São Paulo. Dino ampliou os efeitos da decisão ao apontar descumprimento “massivo e generalizado” da jurisprudência do Supremo sobre o teto salarial.

Segundo o ministro, houve nos últimos anos uma “multiplicação anômala” de verbas classificadas como indenizatórias para contornar o limite constitucional. De acordo com o DCM, para ele, o uso dessas parcelas distorce o regime remuneratório do serviço público.

Associações de magistrados, promotores e membros de tribunais de contas pediram ingresso no processo como “amigos da Corte”, alegando que parte dos pagamentos questionados decorre de normas internas. O Tribunal de Justiça de São Paulo também recorreu, argumentando que a suspensão ampla pode gerar insegurança jurídica e afetar a administração da Justiça.


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Cadê os pela-sacos do neoliberalismo para, na tribuna do Congresso e na mídia, exaltar o grande feito de Flavio Dino?

A turma do Estado mínimo está muda, mais que isso, os que mais gritam pelo Estado mínimo, piraram com a chinelada que Flavio Dino botou na mesa para um grande debate nacional.

Na verdade, Dino fez barba, cabelo e bigode, cortou na própria carne e, de voleio, deu um tirambaço nos hipócritas do Congresso, que funcionam como cachorrinhos de madame, berrando por um Estadinho, e a gloriosa mídia, com os seus XPs da vida, adora reclamar do tamanho das despesas do Estado, jogando sempre jogar a culpa nos pobres por conta dos fundamentais programas sociais do governo Lula.

Como todos sabemos, jamais veremos a direita, qualquer que seja ela nesse país, seja na tribuna do Congresso, no judiciário, mas sobretudo na mídia, conclamar a sociedade para debater a agiotagem nacional com um dos juros reais mais altos do mundo, mas também os sonegadores de impostos, ladrões da pátria, principalmente a falange da Faria Lima/fintechs/PCC.

Particularmente, gostaria de ver a mídia, bancada por grandes instituições financeiras, assim como deputados e senadores pela-sacos dos seus patrocinadores, que defendem a ferro e fogo os interesses dos seus mecenas.

Mas claro que, dentro do trem fantasma do Congresso, com ênfase naqueles que acabaram de votsr contra o programa do governo Lula, Gás do Povo, e entre os vigaristas, os que mais se destacam, Kim Kataguiri e Nikolas Ferreira, que fazem parte da malta dos que mais odeiam o povo com o velho truque de reduzir o tamanho do Estado, gostaria de vê-los se pronunciarem na tribuna exaltando Flavio Dino pelo corte horizontal e vertical dos penduricalhos, das regalias do oba oba com os cofres públicos, mantidos com o suor do povo, que é quem paga a conta.

É hora do Sr. Armínio Fraga e o bonde de tecnocratas que o admiram, escreverem nos jornalões um pedido público para que seja erguido um busto em bronze de Flavio Dino, porque, sinceramente, o ministro do STF, com um só braço, deu um mata-leão nos piores sanguessugas do país.


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STF marca para 25 de fevereiro julgamento sobre penduricalhos

Flávio Dino mandou suspender pagamentos ilegais nos Três Poderes

O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para o dia 25 de fevereiro o julgamento definitivo da decisão do ministro Flávio Dino que suspendeu o pagamento dos penduricalhos ilegais no Três Poderes.

Mais cedo, Dino concedeu liminar para determinar que as verbas indenizatórias sem base legal devem ser suspensas no prazo de 60 dias. A votação dos demais ministros da Corte ocorrerá durante sessão presencial.

Os chamados penduricalhos são benefícios concedidos a servidores públicos e que não cumprem o teto remuneratório constitucional, de R$ 46,3 mil, valor equivalente ao salário dos ministros do STF.

Na decisão, Flávio Dino afirmou que há um “fenômeno da multiplicação anômala” de verbas indenizatórias incompatíveis com a Constituição. O ministro citou o pagamento de “auxílio-peru” e “auxílio-panetone” (benefícios extras de fim de ano) como exemplos de ilegalidade.

A suspensão deve ser cumprida em todo o país e vale para o Judiciário, Executivo e Legislativo federais, estaduais e municipais.


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Como funciona e as principais provas do esquema de desvio de cota de parlamentares do PL, segundo a PF

A Polícia Federal (PF) investiga um esquema de desvio de recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), conhecida como cota parlamentar, envolvendo os deputados federais Sóstenes Cavalcante (líder do PL na Câmara) e Carlos Jordy (ambos do PL-RJ).

A operação mais recente, chamada Galho Fraco, deflagrada em 19 de dezembro de 2025, é um desdobramento da Operação Rent a Car (de dezembro de 2024), que inicialmente mirou assessores.

Como funciona o esquema, segundo a PF
Os deputados contratavam serviços de locação de veículos (como da empresa Harue Locação de Veículos, considerada de fachada, com frota mínima e dissolvida irregularmente, mas que continuou recebendo pagamentos).

Esses contratos eram pagos com a cota parlamentar (verba pública reembolsada pela Câmara para despesas do mandato, como aluguel de carros).

Os serviços seriam simulados ou inexistentes, permitindo o desvio de recursos para benefício próprio dos envolvidos.

Assessores comissionados (como Adailton Oliveira dos Santos e Itamar de Souza Santana) atuavam como intermediários, dando aparência de legalidade e facilitando a devolução ou redirecionamento do dinheiro.

Para ocultar o dinheiro desviado, usavam a técnica de “smurfing” (saques e depósitos fracionados abaixo de R$ 10 mil para evitar alertas do sistema financeiro) e lavagem via empresas de fachada.

Os crimes apurados incluem peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com atuação coordenada entre parlamentares, servidores e particulares.

Principais provas apontadas pela PF

  • Mensagens de celulares apreendidos na Operação Rent a Car, indicando conluio entre assessores e possível envolvimento direto dos deputados.
  • Depoimentos de assessores e quebras de sigilo bancário/telemático, revelando transações suspeitas.
  • Movimentações financeiras incompatíveis: assessores e ligados movimentaram cerca de R$ 28,6 milhões (em alguns relatos até R$ 27-28 mi) em poucos anos, sem justificativa com suas rendas declaradas.
  • Pagamentos contínuos a empresas de fachada (ex.: Harue recebeu R$ 214 mil de Jordy e R$ 192 mil de Sóstenes entre 2020-2024 via cota).
  • Apreensão de R$ 430 mil em dinheiro vivo no apartamento de Sóstenes Cavalcante em Brasília (escondido em saco de lixo), durante buscas da Operação Galho Fraco.
  • Indícios de despesas “inexistentes ou irregulares” custeadas com a cota, confirmados por análise de documentos e fluxos financeiros.

Os deputados negam irregularidades: Sóstenes alega que o dinheiro apreendido vem de venda de imóvel e classifica a investigação como perseguição política; Jordy diz que os contratos eram legítimos para aluguel de veículos e que não fiscaliza frotas internas de empresas. A investigação continua, autorizada pelo STF (ministro Flávio Dino), com quebras de sigilo e compartilhamento de dados com a Receita Federal.


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Dino põe a faca na nuca de Arthur Lira: PF faz busca e apreensão contra secretária de Lira quando presidente da Câmara

Mariângela Fialek, advogada, é apontada pela PF como peça-chave na operacionalização do orçamento secreto e no direcionamento de emendas parlamentares.

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (12) uma operação para apurar suspeitas de irregularidades na destinação de emendas parlamentares e teve como principal alvo a advogada Mariângela Fialek, conhecida nos corredores do Congresso pelo apelido de Tuca. Servidora comissionada da Câmara, ela é apontada pela PF como a principal responsável pela operacionalização do chamado orçamento secreto durante a gestão de Arthur Lira (PP-AL) na Presidência da Casa.

Veja a decisão de Dino.

Na decisão, Dino afirma que há fortes indícios de que Mariângela Fialek integrava uma estrutura organizada voltada ao direcionamento indevido de emendas parlamentares, atuando supostamente sob ordens diretas da então Presidência da Câmara dos Deputados, exercida por Arthur Lira. O despacho registra que a investigada teria assumido e mantido esse papel por determinação da Presidência da Casa, inclusive sem a anuência de presidentes de comissões temáticas, e que sua atuação extrapolava funções administrativas formais, concentrando o controle de planilhas, listas de beneficiários e fluxos de liberação de recursos.

O ministro ressalta que essa vinculação direta com Arthur Lira ainda está em apuração e que, até o momento, não há imputação criminal formal contra o ex-presidente da Câmara. Segundo a PF, são investigados indícios dos crimes de peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso e corrupção. A corporação não detalhou valores nem o período exato sob suspeita. Arthur Lira, até o momento, não figura como investigado no inquérito.

É claro que a operação busca a criação do estilo Arthur Lira de lidar com o orçaento secreto e, certamente, os resultados já são conhecidos por Flavio Dino via investigação da Polícia Federal.

Assim, Dino vai inquirir Arthur Lira, sua secretária para confrontar uma teia om outra.

Quem é Mariângela Fialek

Formada em Direito pela PUC-RS e mestre em Direito do Estado pela USP, Mariângela Fialek construiu carreira ocupando cargos estratégicos em diferentes governos e estruturas do Estado. Atuou na Secretaria de Governo da Presidência da República durante o governo Michel Temer e, sob Jair Bolsonaro, foi assessora especial de Relações Institucionais do Ministério do Desenvolvimento Regional, pasta responsável pela execução de obras financiadas com recursos de emendas parlamentares.


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Política

Por condenar golpistas, STF sofre onda de ataques

Flávio Dino alerta para ‘explosão’ de ameaças

O clima de tensão em torno do Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a crescer após a decisão da Primeira Turma de condenar integrantes do núcleo central da trama golpista, como Jair Bolsonaro (PL). Segundo Daniela Lima, do UOL, o ministro Flávio Dino fez um balanço da situação: “obviamente, o número de ataques ao Supremo explodiu”.

Dino acionou a Polícia Federal para abrir investigações sobre as novas ameaças que chegaram aos gabinetes dos ministros. Algumas mensagens usaram como referência a crise política no Nepal, que recentemente deixou dezenas de mortos em confrontos de rua.

Pressão crescente contra a Corte
Desde 2020, o Supremo se tornou alvo frequente de ataques em meio à radicalização do debate político. Nesse período, a instituição estruturou uma secretaria voltada exclusivamente para segurança, diante do fluxo constante de intimidações. Monitoramentos internos indicam que as mensagens se intensificaram ao longo dos anos, atingindo não apenas magistrados, mas também ex-presidentes e suas famílias.

Autoridades afirmam que parte da ofensiva digital teve origem no exterior, especialmente nos Estados Unidos, e que a diversidade de meios de comunicação usados para ameaçar — redes sociais, e-mails, cartas e até pacotes enviados — reforça a gravidade da situação.

Estrutura de vigilância interna
No interior do STF, funciona atualmente uma sala equipada para acompanhamento em tempo real das movimentações contra os ministros. Sob coordenação de agentes de segurança, o espaço permite rastrear mensagens e avaliar riscos de forma imediata.

Especialistas ouvidos pela Corte destacam que, nos últimos anos, as intimidações se tornaram mais ousadas: além de insultos virtuais, houve registros de tentativas de envio de munições e frascos com substâncias suspeitas. Os episódios levaram à criação de protocolos rigorosos de resposta rápida, de acordo com Guilherme Levorato, 247.

A percepção dentro do tribunal é de que a escalada da violência política impõe um desafio institucional. Para ministros e policiais, a atuação conjunta entre o Judiciário e a Polícia Federal é vista como essencial para evitar que as ameaças comprometam a estabilidade democrática.


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