Categorias
Política

O fumacê midiático em torno do Banco Master: quem ganha quando o foco sai de Flávio?

O Banco Master, de Daniel Vorcaro, nasceu e cresceu durante o governo Jair Bolsonaro e acabou liquidado no governo Lula, depois que vieram à tona suspeitas de fraudes bilionárias envolvendo a instituição. No meio desse terremoto financeiro, surgiu uma conexão política que deveria estar no centro do debate: o caso Dark Horse, filme destinado a promover a trajetória de Jair Bolsonaro e que recebeu dezenas de milhões de reais ligados a Vorcaro.

E aqui começa a parte mais incômoda da história.

Flávio Bolsonaro não é um personagem periférico nesse episódio. Ele próprio confirmou que procurou Vorcaro para obter recursos para o filme. Mensagens e áudios divulgados pela imprensa mostraram a atuação do senador nas tratativas, enquanto as investigações passaram a examinar o destino dos recursos. Segundo a Agência Brasil, os repasses identificados chegaram a cerca de R$ 61 milhões; novas revelações elevaram ainda mais o volume associado ao projeto.

E quem ficou com a relatoria do caso no Supremo? André Mendonça, ministro indicado por Jair Bolsonaro.

Mas justamente por isso a questão que precisa ser feita é outra: até onde vai a independência dessa investigação, quais serão seus próximos passos e por que o debate público parece tão mais interessado em transformar o caso numa guerra interna do STF do que em seguir o dinheiro?

Porque, enquanto a imprensa produz diariamente uma gigantesca cortina de fumaça em torno das disputas entre ministros, existe uma pergunta muito mais objetiva: qual foi a origem dos milhões de Vorcaro, por que Flávio Bolsonaro procurou o banqueiro e qual foi o destino efetivo desse dinheiro?

Agora, diante das controvérsias envolvendo Mendonça e seu encontro não registrado oficialmente com Vorcaro, aparece Flávio Bolsonaro para defender a “inocência” do ministro.

Conveniente, não?

O político diretamente atingido pelas investigações sobre os milhões destinados ao projeto Dark Horse sai em defesa justamente do ministro que conduz uma das apurações relacionadas ao caso. Ao mesmo tempo, a discussão pública é empurrada para uma briga espetacularizada entre integrantes do Supremo.

É o fumacê perfeito.

Enquanto todos discutem quem atacou quem, quem encontrou quem e qual ministro está em guerra com qual ministro, o foco principal corre o risco de desaparecer: Vorcaro, o dinheiro, o Banco Master, os repasses milionários e suas conexões políticas.

E talvez seja justamente essa a pergunta que a velha mídia deveria fazer com muito mais insistência: por que o caso Dark Horse, que envolve diretamente Flávio Bolsonaro e dezenas de milhões de reais ligados a Vorcaro, não recebe o mesmo tratamento obsessivo reservado às disputas envolvendo Alexandre de Moraes?

Não se trata de proteger Moraes, Mendonça ou qualquer outro ministro. Trata-se de exigir o mesmo rigor para todos.

Porque, quando a imprensa transforma uma investigação sobre dinheiro e possíveis irregularidades em uma novela sobre egos, intrigas e guerras palacianas, o resultado é previsível: muita fumaça, muitos holofotes e pouca luz sobre o caminho percorrido pelo dinheiro.

E é justamente o caminho do dinheiro que deveria estar no centro de tudo.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAnthropophagista

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

André Mendonça e o modus operandi de Jair Bolsonaro

O episódio envolvendo André Mendonça e Daniel Vorcaro expõe algo que vai muito além de um simples encontro entre um ministro do Supremo e um banqueiro investigado. O que está em questão é a naturalização de um método de atuação em que relações pessoais, portas de acesso ao poder e interlocuções reservadas parecem se sobrepor à necessária distância entre autoridades públicas e interesses privados.

Mendonça admite ter recebido Vorcaro em março de 2025, antes de assumir a relatoria do caso Banco Master, e afirma que se limitou a ouvi-lo. O problema, porém, não desaparece com a explicação. Ao contrário: justamente porque Mendonça posteriormente se tornou relator do caso, o encontro ganha uma dimensão institucional que exige escrutínio público.

É aí que aparece a inquietante semelhança com o modus operandi que marcou o bolsonarismo: a transformação das relações de poder em uma espécie de rede informal de acesso, favores, interlocuções privilegiadas e proximidades que deveriam causar desconforto em qualquer democracia madura.

No universo de Jair Bolsonaro, sempre foi recorrente a ideia de que o poder público poderia funcionar como uma extensão das relações pessoais e políticas do grupo. A fronteira entre o interesse público e os interesses dos aliados frequentemente parecia desaparecer. No caso Master, as investigações da Polícia Federal já revelaram uma rede de contatos e supostas tentativas de influência envolvendo diferentes setores do poder.

Por isso, a questão não pode ser reduzida a “Mendonça encontrou Vorcaro, mas diz que apenas o ouviu”. Um ministro do STF não ocupa uma posição qualquer. Sua agenda, seus encontros e suas relações têm peso institucional. E quando o interlocutor é um banqueiro que posteriormente se torna personagem central de uma investigação sob responsabilidade do próprio Supremo, qualquer proximidade anterior precisa ser examinada com rigor.

O mais preocupante é a possibilidade de que o país esteja assistindo à reprodução, em ambientes institucionais, da velha lógica segundo a qual quem possui dinheiro, influência ou bons contatos consegue chegar diretamente a quem decide. É exatamente esse tipo de promiscuidade entre poder econômico, poder político e poder institucional que corrói a confiança pública.

Não se trata de afirmar, sem provas, que Mendonça tenha praticado qualquer ilegalidade ou favorecido Vorcaro. A própria manifestação do ministro sustenta que sua atuação jurisdicional foi contrária aos interesses defendidos pelo banqueiro. Mas isso não encerra o debate ético e institucional.

A pergunta é outra: por que um ministro do STF deveria estar recebendo, em ambiente privado, um empresário que buscava tratar de uma questão submetida ao Supremo?

É justamente aí que o modus operandi importa. Democracias não são corroídas apenas por decisões abertamente ilegais. Elas também se desgastam quando autoridades passam a considerar normais relações que, pela posição que ocupam, deveriam ser cercadas de transparência, impessoalidade e distância.

O Brasil já conhece muito bem o preço de transformar instituições públicas em territórios de relações pessoais. O bolsonarismo levou essa lógica ao limite. O que não se pode admitir é que ela encontre novos hospedeiros justamente dentro das instituições que deveriam funcionar como antídoto a esse tipo de prática.

O Supremo não pode ser um balcão de interlocuções privilegiadas. Ministro de Corte constitucional não pode se comportar como operador de relações de bastidores. E poder econômico não pode comprar proximidade com quem tem nas mãos decisões capazes de afetar seus interesses.

Se a democracia pretende ser levada a sério, a régua precisa ser uma só: nenhum poder, nenhum dinheiro e nenhuma amizade podem estar acima da impessoalidade institucional.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAnthropophagista

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

Flávio Bolsonaro discursa para o vazio: além do pai, quem ainda se empolga?

Flávio Bolsonaro pode até ter herdado do pai o sobrenome, o discurso de confronto e a retórica contra o Supremo Tribunal Federal, mas ainda não conseguiu herdar aquilo que mais importa na política: capacidade própria de mobilização. Seu discurso parece falar para um público cada vez mais restrito, no qual a empolgação genuína dá lugar à repetição de velhos slogans e à nostalgia do bolsonarismo original.

O lançamento da campanha em Copacabana foi emblemático. Justamente no território onde Jair Bolsonaro construiu alguns de seus maiores atos políticos, Flávio precisou recorrer à voz e à imagem do próprio pai para dar peso ao palanque. Jair, ausente fisicamente, acabou sendo o personagem central do evento.

E essa talvez seja a maior fragilidade da candidatura: Flávio tenta apresentar-se como sucessor, mas ainda não demonstra ter se tornado liderança por conta própria. Em vez de construir uma identidade política capaz de mobilizar além do núcleo mais fiel do bolsonarismo, continua orbitando a figura paterna, como se sua candidatura dependesse permanentemente da autorização simbólica de Jair Bolsonaro.

O problema é que discurso não se transforma automaticamente em liderança. Repetir ataques a Lula, ao STF e ao chamado “sistema” pode manter a chama acesa entre os já convertidos, mas não necessariamente conquista quem está fora da bolha. O próprio ato de lançamento foi descrito como mais esvaziado do que grandes mobilizações realizadas anteriormente por Jair Bolsonaro.

Flávio também aposta fortemente no enfrentamento ao Supremo. Mas, quando a principal bandeira de uma candidatura presidencial passa a ser o ataque permanente às instituições, surge uma pergunta inevitável: qual é o projeto de país que sobra quando se retiram o pai, o STF e o antipetismo?

Até aqui, a resposta parece pouco convincente.

Há, evidentemente, uma parcela do eleitorado que permanece mobilizada. Mas transformar essa parcela em maioria nacional exige muito mais do que reproduzir o repertório político que Bolsonaro pai construiu durante anos. Exige capacidade de dialogar com quem não vive de guerra política permanente, com quem está preocupado com emprego, renda, saúde, educação, segurança e custo de vida.

É justamente aí que o discurso de Flávio parece encontrar seu limite.

Ele fala alto, mas não necessariamente fala para muitos. E uma eleição presidencial não se vence apenas com a militância mais fiel, muito menos com a aprovação do próprio pai ou com a simpatia de setores do campo conservador e de integrantes do mundo institucional. É preciso conquistar o eleitor que não tem compromisso com sobrenomes políticos.

A campanha ainda está no começo, é verdade. Mas os primeiros sinais já deixam uma questão incômoda para o bolsonarismo: Flávio Bolsonaro conseguirá ser candidato de si mesmo ou continuará sendo apenas a extensão eleitoral de Jair Bolsonaro?

Porque, se para empolgar uma multidão é necessário evocar constantemente o pai, talvez a candidatura ainda não tenha encontrado sua própria voz.

E, por enquanto, parece que os entusiasmados com o discurso de Flávio cabem numa lista bastante curta: seu pai, seus aliados mais fiéis e, pelo menos no imaginário bolsonarista, algum ministro do STF transformado em antagonista de ocasião.

O eleitorado brasileiro, porém, é muito maior do que essa plateia.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAnthropophagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofgista?

Categorias
Política

O maior cabo eleitoral de Flávio Bolsonaro depois do pai é o ministro “terrivelmente evangélico”

Se Jair Bolsonaro continua sendo o principal fiador político de Flávio Bolsonaro, há um personagem que, pelo peso institucional de suas decisões e pela visibilidade que ganhou no cenário eleitoral, passou a ocupar um espaço cada vez mais incômodo nessa equação: o ministro André Mendonça, o magistrado que chegou ao Supremo indicado por Bolsonaro sob a célebre promessa de ser “terrivelmente evangélico”.

A relação entre Mendonça e o universo bolsonarista não é uma invenção retórica. Ele foi indicado ao STF por Jair Bolsonaro em 2021 e mantém proximidade conhecida com Michelle Bolsonaro. Ao mesmo tempo, tornou-se relator de investigações envolvendo o caso Master e fatos relacionados a Flávio Bolsonaro. A própria imprensa tem destacado o peso político que suas decisões podem adquirir durante a campanha eleitoral.

É justamente aí que está o ponto central da questão: quando um ministro do Supremo passa a ocupar uma posição capaz de produzir decisões com impacto direto sobre a disputa eleitoral, cada despacho ganha uma dimensão que ultrapassa os autos.

Não se trata de afirmar que Mendonça esteja agindo para beneficiar Flávio. O próprio ministro afirma que suas decisões serão baseadas nas evidências apresentadas pela Polícia Federal e que não permitirá que preferências políticas interfiram em sua atuação.

Mas política também é percepção. E, numa eleição tão polarizada, a percepção de independência é tão importante quanto a independência propriamente dita.

O problema se torna ainda mais delicado porque Flávio enfrenta questionamentos relacionados à sua relação com Daniel Vorcaro e aos R$ 61 milhões destinados à produção do filme “Dark Horse”. Flávio nega irregularidades e afirma que sua relação com Vorcaro esteve ligada à busca de recursos para o projeto cinematográfico.

Nesse ambiente, qualquer decisão judicial envolvendo o candidato pode repercutir como um terremoto político.

Por isso, a cobrança precisa ser objetiva: Mendonça não tem que provar que é contra Flávio Bolsonaro. Tem que provar, a cada decisão, que não é a favor dele.

E essa diferença é fundamental.

A Justiça não pode ser percebida como instrumento de proteção de aliados, tampouco como arma contra adversários. Um ministro do STF não é cabo eleitoral de candidato algum. Sua única obrigação é com a Constituição, com as provas e com a imparcialidade.

Se Flávio Bolsonaro pretende disputar a Presidência apresentando-se como herdeiro político do pai, precisa responder politicamente pelos próprios atos. E se André Mendonça ocupa a cadeira que Bolsonaro lhe entregou, precisa demonstrar institucionalmente que a toga não veio acompanhada de compromisso político com a família que o indicou.

No fim das contas, a questão é simples e contundente: quanto maior o poder de uma decisão judicial sobre uma candidatura, maior precisa ser a transparência sobre os critérios que a fundamentam.

Porque, numa democracia, nenhum candidato pode ter como cabo eleitoral o poder da caneta de um ministro do Supremo.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAnthropophagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofgista?

Categorias
Política

Flávio Bolsonaro não tem programa de governo, não se interessa em ter e tem raiva de quem tem

Além dos escândalos de corrupção envolvendo Flavio Bolsonaro e sua família, no caso do Banco Master, chama a atenção o desrespeito que Flavio tem com a sociedade nas entrevistas que se propõe a dar, onde não responde qualquer pergunta relativa a um mísero programa de governo.

O sujeito vive o tempo todo na sombra do pai para driblar qualquer pergunta sobre qualquer assunto, em qualquer sabatina, mesmo que vaga, sobre um programa de governo. Nessa hora, ele faz um solene silêncio sobre o que foi  indagado.

Além dos escândalos de corrupção que envolvem Flávio Bolsonaro e integrantes de sua família, incluindo as controvérsias relacionadas ao caso do Banco Master, chama a atenção outra característica recorrente de sua atuação pública: o desrespeito com o eleitor ao participar de entrevistas e sabatinas sem demonstrar disposição para discutir um programa de governo.

Sempre que é questionado sobre propostas concretas para o país, Flávio parece optar pela fuga. Em vez de apresentar prioridades, metas ou soluções para problemas como saúde, educação, segurança, emprego ou desenvolvimento econômico, prefere recorrer a discursos genéricos, slogans políticos ou deslocar o foco para temas que alimentam a polarização.

Em muitos momentos, sua estratégia é permanecer na sombra política do pai. A figura de Jair Bolsonaro funciona como um escudo que lhe permite evitar responder perguntas incômodas sobre sua própria capacidade de governar, sobre suas ideias e sobre o projeto que pretende oferecer ao país. A identidade da candidatura acaba sendo construída muito mais pela herança política do sobrenome do que pela apresentação de um plano para o futuro.

O resultado é um contraste evidente: enquanto candidatos costumam aproveitar entrevistas para expor propostas e convencer o eleitor de sua capacidade administrativa, Flávio frequentemente transforma esses espaços em exercícios de evasão. Diante de perguntas, ainda que amplas, sobre um eventual programa de governo, o silêncio costuma falar mais alto do que qualquer resposta.

Esse comportamento transmite a impressão de que governar é uma questão secundária diante da disputa política permanente. Afinal, quem pretende ocupar um dos cargos mais importantes da República tem o dever de explicar à sociedade não apenas por que deseja o poder, mas, principalmente, o que pretende fazer com ele.

O eleitor pode tolerar divergências ideológicas, mas dificilmente deveria aceitar uma candidatura que evita sistematicamente o debate sobre propostas. Em uma democracia, pedir um programa de governo não é exigir um favor do candidato; é cobrar a obrigação mais elementar de quem se apresenta para governar o país.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAnthropophagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

Quem tem Damares como aliada, não precisa de Michelle

Sejamos francos, o cardápio do clã Bolsonaro é um bate-entope ao molho de escândalos, chamado Flavio Bolsonaro.

Quando Damares fala que ainda está com o pré-candidato Flavio Bolsonaro, sinaliza, melhor dizendo, escancara que só está egolindo essa massaroca por honrar seu pai, o indigesto, Jair Bolsonaro.

Na verdade, ela deixa claro que engole sapo, mas o bicho deixa o gosto amargo na boca.

Há um claro sinal trocado de Damares em relação a Flavio, e não me venham dizer que uma família que briga em público, é forma de carinho. O clã ainda é um fardo pesado de carregar não só para Damares.

O discurso oficial “estamos juntos”, na prática, mostra que cada um está em lives diferentes, ou melhor, cada um aponta para uma direção diferente, para onde o nariz manda.

É uma espécie de manual de instrução faltando páginas, Não há roteiro, o que há, cada vez mais, é especulação, se o candidato será mesmo Flavio ou Michelle, e é aí que Damares estaciona o seu apoio a Flavio de forma protocolar, “ainda estou com o pré-candidato Flavio Bolsonaro”, deixando claro que está a dois passos de tirar o pé de um barco e seguir com o outro pé na canoa de Michelle para, depois, ver quem traiu quem.

Sim, é uma briga tão doméstica que nem precisa de adversário, mesmo Bolsonaro dizendo que o 01 do clã é seu herdeiro oficial. Mas pelo visto, nas palavras de Damares, não existe cadeira cativa. Na verdade, é uma cadeira que pode mudar, de estalão, se alguém da família, como Michelle, discordar.

Dizem as más línguas que a política do clã anda assim, amor em público e, no bastidor, faca nas costas.

Por isso Damares foi clara ao afirmar, com outras palavras, que está unida a Flavio até a página 2. mas deixou claro que tirou o tapete vermelho do irmãozão de Vorcaro, e que, na sequência, estendeu para Michelle.

Todavia, cinicamente, sapeca o ramerrão, “meu candidato ainda é Flavio Bolsonaro”. Mesmo detonando a campanha dele sem rodeios.

Ou seja, nessa eleição ainda não tem nada definido, sobretudo a candidatura verdadeiramente oficial do bolsonarismo.

Fora das manchetes, quem compara os processos, acha que Michelle é a favorita, mesmo em silêncio. Esse é o nome do atalho, por mais que a base chore junto com Flavio. Mas ele não tem torque, e o pior, tem muita lama que será despejada contra ele no momento certo, dizem  muitos que estão mais próximos ao sujeito, mesmo que na oposição.

O fato é que Damares não dá ponto sem nó e revela que o que ela pensa hoje sobre o candidato de Bolsonaro não tem prazo de validade, pode mudar amanhã.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAnthropophagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

Vídeo – Malafaia escracha Flavio: “Não passo a mão na cabeça de corrupto de direita”

Pastor carioca criticou a candidatura presidencial do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro

iante dos escândalos em torno do nome de Flávio Bolsonaro (PL), o pastor Silas Malafaia tem recalculado sua rota eleitoral e buscado se afastar da pré-candidatura presidencial do senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ao ser questionado durante uma entrevista sobre a escolha do nome de Flávio Bolsonaro, Malafaia lavou as mãos e disse que “não passa a mão na cabeça de corrupto de direita” e que nunca foi “próximo” do senador.

“Não teve conversa, não teve conversa partidária, não teve conversa com ninguém. O Flávio foi e disse: ‘Meu pai disse que eu sou o candidato’. Então, o corrupto da direita a gente passa a mão na cabeça e o corrupto da esquerda a gente arrebenta. Que princípio de caráter é o nosso? […] Eu sempre fui muito chegado a Bolsonaro e Michelle; aos filhos, não. Nunca tive relacionamento chegado nem com Carlos, nem com Eduardo, nem com Flávio. Eu nunca tive relacionamento com eles, para ser bem honesto.”

Malafaia descarta filhos de Bolsonaro e aponta novo líder da direita
O pastor Silas Malafaia afirmou, durante entrevista a um podcast, que o legado político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não será levado adiante por nenhum de seus filhos, mas por outra pessoa.

Quando questionado sobre quem seria, então, esse novo líder da direita brasileira, Malafaia respondeu sem titubear: Nikolas Ferreira.

A declaração de Silas Malafaia expõe um profundo racha no núcleo duro do bolsonarismo, que se estabeleceu desde o anúncio da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. O pastor, o deputado Nikolas Ferreira e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro são acusados de não dar suporte ao nome do filho 01 na disputa pelo Palácio do Planalto.

“Nikolas é o futuro. Na minha visão, Nikolas é o futuro. Ele está amadurecendo, está crescendo… já fiz críticas a ele, críticas pessoais […] estou falando da minha concepção. Para mim, não vai ser um filho do Bolsonaro que vai ser herdeiro de Bolsonaro […] o herdeiro [de Jair Bolsonaro] chama-se Nikolas.” Forum.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos em X: https://x.comAnthropophagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

Michelle dá um perdido em Flavio Bolsonaro: ‘No momento certo, eu o apoiarei’

Michelle ignora solenemente a campanha de Flavio Bolsonaro e frustra os estrategistas que queriam usá-la para atrair o eleitorado feminino.

No bom português, deu um chocolate amargo com pimenta para o clã, deixando claro que a república da milícia não pode contar com a figuraça que, segundo Mauro Cid, tem um passado podre, dando uma visão geral que, desde já, Michelle está de costas para Flavio e, consequentemente, para o maridão, Jair Bolsonaro.

O filho mais velho de Jair não pode contar com a ex-primeira dama do genocida.

Flavio, que despenca como paraquedista sem paraquedas, direto para se esborrachar no chão, numa velocidade supersônica, não pode contar com os cabelos de Michelle para se agarrar ao eleitorado feminino, muito menos mostra sinal de resgate de um eleitorado que quer cada vez mais distância do 01.

Falando em distância, o senador Girão meteu-lhe um alinha de impedimento dando um passo largo para frente, dizendo que não há como defender o rei do chocolate, afinal, a delação que o brasileiro viu, foi exercida pelo próprio Flavio contra si no vazamento do áudio caça-níquel com Daniel Vorcaro do Banco Master.

A essa altura dos fatos, além da repercussão das tarifas de Trump contra o Brasil, a entrega do Pix do pela-saco Eduardo ao laranjão americano, a cúpula sabe que os caminhos tortuosos que trilhou junto com Claudio Castro, seu office boy, ainda dará muita lã para o novelo do histórico de crimes do rei das mansões hollywoodianas.

De nada adianta a censura que Jair Bolsonaro, através de Nunes Marques, impôs sobre a pesquisa Atlas/Intel, porque a dispersão dos “fieis”, em busca de salvar a própria pele ainda mais de uma família de traidores, é inevitável, melhor dizendo, incondicional.

Na verdade, é onde Flavio está sofrendo com seus principais carrascos fantasiados de aliados.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos em X: https://x.comAnthropophagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igs

Categorias
Política

O filhote da Ditadura

A biografia do “jornalista” Paulo Figueiredo é uma só, é netinho do último ditador brasileiro, João Figueiredo.

Isso basta para entender por que partiipou ativamente do ataque à democracia brasileira, par e passo com o clã Bolsonaro.

Esse mesmo filhote da ditadura, que está nos EUA como fugitivo, operando contra o Brasil, contra a indústria nacional, contra o povo brasileiro, junto a um canalha que prometeu aos americanos a volta dos tempos de bonança do império que em tudo mandava.

São duas notícias que é preciso dar em torno desse duende de jardim. Uma é essa breve apresentação do vigarista golpista. A outra, é que as táticas de ataque ou contra-ataque do clã Bolsonaro estão cada vez mais pífias diante do escândao de corrupção envolvendo o Master de Vorcaro e o clã, comandado por Jair Bolsonaro e que, vendo-se diante dos últimos horizontes, busca cartucho de balas usadas.

Mas isso não importa para uma parcela de cínicos no Brasil, que sempre contemplou ditadores e políticos escroques de direita.

É uma realidade que estava fora da agenda de Bolsonaro, até porque sua liderança hoje é contestada por vários personagens da politica que, antes, lhe rendiam uma subserciência papal.

Não, não foi Bolsonaro quem destruiu a direita, foi ela com seu neoliberalismo tecnocrata nos anos de ouro de Collor, Itamar e FHC que se auto destruiu com a destruição da economia brasileira, na famosa privataria e uma série de planos que sempre recaiu a fatura  no lombo do povo brasileiro.

É disso, desse campo de terra arrasada que surge o rato Bolsonao, que viveu do resto da ditadura de Figueiredo, passando pelo governo Sarney, chegando ao governo FHC, para liquidar, de maneira irreversível qualquer tentativa de ressuscitar o poder dos neoliberais.

Foi preciso ter dois golpes de Estado, em Dilma e em Lula, para Temer e Bolsoaro, dois ratos do lixo da direita, chegarem ao poder e, depois, serem novamente derrotados por Lula. Daí bucaram, como saída, um novo golpe de Estado aos moldes de 1964 para manter Bolsonaro no poder.

Uma coisa é certa, essa gente não desistirá e fará isso para se  proteger como aqueles ratos que vivem em frestas esperando o anoitecer para agir.

O que aqui se quer dizer é que Jair Bolsonaro continua orquestrando as ações do seu clã e afins como Paulo Figueiredo, justamente por ter nascido como militat durante a ditadura, de onde surgiu seu louvor ao torturador, pedófilo, Brilhante Ustra.

Então, eles buscarão um alinhamento cada vez maior com Trump, por uma solução que prejudique o Brasil e breque, de alguma forma, o que está sendo descortinado sobre Vorcaro e Banco Master, que teve início justamente no governo absolutamente corrupto de Bolsonaro, que rendeu dinheiro que passa e muito da casa dos bilhões à gleba de vigaristas do mais baixo  nível e periculosidade para tentar voltar ao poder na base do custe o que custar e, ao mesmo tempo, enriquecer-se ainda mais.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igs

Categorias
Política

Carlos Bolsonaro deixa escapar crise na campanha de Flávio

Carlos Bolsonaro atacou publicamente a nova equipe de comunicação da campanha de Flávio Bolsonaro para o Senado por Santa Catarina. Ele compartilhou um vídeo que critica a estratégia mais profissional e moderada adotada por Flávio, acusando-a de afastar os apoiadores mais radicais (“tias do zap e tios do churrasco”) em favor de uma comunicação mais palatável e corporativa.

Conflito familiar: Carlos, responsável histórico pela comunicação digital da família, interpretou a contratação da nova agência como uma tentativa de afastá-lo do controle da narrativa.

Estratégia em disputa: Flávio busca uma imagem mais moderada para conquistar eleitores em Santa Catarina; Carlos defende a manutenção do tom radical e da mobilização das bases mais extremistas.

Dificuldades no estado: A candidatura de Carlos Bolsonaro enfrenta resistências locais, questionamentos sobre domicílio eleitoral e a tradição catarinense de votar em nomes regionais.

Riscos para 2026: O racha expõe a dificuldade do PL em unificar discurso e evitar vaidades entre os herdeiros de Jair Bolsonaro, aumentando o risco de fragmentação do bolsonarismo.

Silêncio e consequências: Flávio não se manifestou. Eduardo Bolsonaro também manteve silêncio público. O episódio foi visto como mais um caso de autossabotagem familiar.

Esses episódios evidenciam as divisões internas graves que enfraquecem a coesão bolsonarista às vésperas das eleições de 2026.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igs