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Transformar o Brasil num putei…, Digo, num Rio de Janeiro

A famosa capacidade de regeneração da extrema-direita e do Centrão: tomam banho de lama e saem cheirando a perfume. O Rio de Janeiro virou laboratório vivo do bolsonarismo: violência, milícia, corrupção e aparelhamento. Mesmo assim, parte expressiva da população ainda entrega o voto para repetir a receita em escala nacional — transformar o Brasil inteiro num grande Rio de Janeiro.

O país finge normalidade. Jair Bolsonaro foi condenado por tentativa de golpe de Estado. Flávio Bolsonaro, o “filho do caos”, circula como se nada representasse risco à democracia. A imprensa — inclusive a dita progressista — trata o clã com luvas de pelica. “Se eu sei tantos podres da família Bolsonaro, imagina o que a imprensa sabe”, desabafa quem acompanha o circo de perto. Ainda assim, há quem cogite votar no filho para presidente em 2026. É o cúmulo da amnésia coletiva.

Na extrema-direita e no Centrão, escândalo não mata ninguém. Tomam banho de lama, saem cheirando a perfume Chanel e voltam para o palco como se nada tivesse acontecido.

A grande mídia brasileira, elitista e racista até o osso, faz exatamente o que Malcolm X avisou: “Se você não for cuidadoso, a imprensa te fará odiar os oprimidos e amar os opressores.” E o pior: está funcionando para muita gente.

O Rio de Janeiro já é o laboratório do bolsonarismo: milícia, violência, corrupção e aparelhamento. E tem brasileiro querendo repetir essa receita no Brasil inteiro. Querem transformar o país num grande Rio de Janeiro… ou melhor, num grande puteiro.

Pois é, bolsonarista, a sua piscina está cheia de ratos e suas ideias não correspondem aos fatos, mas saiba que ainda estão rolando os dados porque o tempo não para. E viva Cazuza!!!!!!


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Imprensa internacional diz que campanha de Flávio Bolsonaro afunda antes de começar

Ligação do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência, com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, repercutiu em jornais estrangeiros

A imprensa internacional tem repercutido a relação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O áudio revelado pelo site Intercept Brasilabalou a pré-campanha de Flávio à presidência. Interlocutores do seu partido já especulam a possibilidade de substituição na cabeça de chapa.

A agência norte-americana de notícias Bloomberg indica que a campanha de Flávio pode ter acabado antes de começar: “Mensagens de áudio vazadas que ligam o candidato à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro, ao homem no centro de um escândalo de fraude bancária bilionária, ameaçam afundar a campanha do senador de direita antes mesmo de ela começar.”

No texto, a reportagem indica que as revelações são as “mais explosivas” dentro do amplo escândalo do Banco Master, “uma saga que abalou o setor financeiro e inflamou a fúria dos brasileiros com a má conduta da elite.”

O jornal ainda salienta que o áudio “reforça a ligação direta entre a estrutura de poder político de Bolsonaro e de Vorcaro: na semana passada, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão contra o senador Ciro Nogueira, que atuou como ministro-chefe da Casa Civil de Jair Bolsonaro, alegando que o influente parlamentar usou sua influência para ajudar o Vorcaro a expandir os negócios do banco em troca de propinas e subornos.”

O Clarín destaca na sua manchete que Flávio pediu dinheiro para o filme de seu pai ao banqueiro preso. O jornal argentino expõe aos seus leitores que o Banco Master está envolvido em um “enorme escândalo de corrupção”.

O La Nación, também da Argentina, tem dado bastante repercussão ao tema, evidenciando que o escândalo de corrupção avança sobre o senador, com uma crise de “proporções incalculáveis” que já afeta a sua pré-campanha. Segundo o jornal, a ligação entre o senador e Vorcaro ameaça reconfigurar o cenário político na véspera da eleição. Para completar, o texto ainda coloca que Flávio agora está potencialmente na mira do sistema judiciário, como também questiona seu discurso de transparência.

O espanhol El Mundo avaliou que o prejuízo à candidatura de Flávio é significativo, que a direita está em uma zona de turbulência e a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, surge como uma alternativa a ele.

A agência de notícias britânica Reuters destacou que os mercados financeiros foram abalados com a ligação do senador com um “banqueiro desonrado”. A agência ressalta que o dólar voltou a subir e a bolsa a cair com a revelação. Além disso, a reportagem passa pelo histórico fraudulento do Master e a possível derrocada de Flávio na disputa eleitoral, além de lembrar aos leitores que Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar pela condenação a 27 anos por conspirar por um golpe de Estado.

Por fim, a agência Associated Press, dos Estados Unidos, indica na manchete que Flávio é pré-candidato e que ele negou irregularidades no pedido de dinheiro a Vorcaro. No entanto, a reportagem replicada pelo The Washington Post evidencia a hipocrisia de Flávio, que, horas antes da revelação feita pelo Intercept, negou a jornalistas qualquer ligação com o banqueiro, sendo que já havia feito isso no mês de março, quando foi revelado que seu nome estaria entre os contatos do banqueiro. Vermelho.

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O mensalão do bolsonistão

Ao contrário da farsa do mensalão, quando o tribunal da mídia condenava petistas por manchetes e o STF, acovardado, ratificava as sentenças dadas pelas redações e blogs de direita, nada ficou provado contra Zé Dirceu, Genoíno, entre outros acusados por Roberto Jefferson de pagarem propina mensalmente a mais de 260 deputados, quando jamais apareceu um único nome de deputado.

A coisa foi tão grotesca que nem a Polícia Federal foi chamada para investigar. No final da história, o ministro do STF, Joaquim Barbosa, teve que carnavalizar a “teoria do domínio do fato” por pura falta de provas.

Nesse caso do mensalão do bolsonistão, tudo se dá através de investigações sérias da Polícia Federal. Ou seja, a mesada que o senador Ciro Nogueira recebia de Vorcaro do Banco Master foi criteriosqamente investigqada pela PF para, depois, virar notícia, não o oposto.

Por isso, já de olho nos próprios fundilhos, Tarcísio de Freitas, que recebeu diretamente em sua conta, R$ 2 milhões do mesmo Vorcaro, assim como Bolsonaro, pai de Flavio, que recebeu R$ 3 milhões direto na corrente sanguínea, resolveram dar declarações que, mesmo carregadas de platitudes, não contestaram a gravidade da suspeita.

Claro que a PF não colocaria na mesa tal cartada contra Ciro Nogueira e, muito menos Valdemar da Costa Neto entregaria a rapadura de Tarcísio e Bolsonaro, se não conhecesse os caminhos nada republicanos que os presentes foram entregues pessoalmente aos beneficiados.

Dito isso, é preciso afirmar que o nome de Ciro Nogueira, Flavio e Jair Bolsonaro aparecem em diferentes níveis de envolvimento e suspeita.

Ciro Nogueira, até agora, é o nome mais comprometido. O momento, segundo a PF, é péssimo para ele, porque era o destinatário central das vantagens indevidas.

Documentos indicam que Ciro recebia pagamentos mensais do banqueiro Danial Vorcaro no valor de R$ 300 a R$ 500 mil.

Além disso, as viagens de luxo não deixam dúvidas do amor verdadeiro entre Vorcaro e Ciro Nogueira. Vorcaro teria pago ao menos três viagens internacionais para o senador, ex-todo poderoso chefe da Casa Civil do governo Bolsonaro (Paris, Nova York e Alpes franceses), além de despesas em restaurantes e hotéis de alto luxo e roupas de frio das mais caras grifes.

Como se sabe, uma mão lava a outra e a contrapartida era obrigação, em troca, Ciro Nogueira usou seu mandato para apresentar e articular projetos no Congresso nas chamadas emendas Master, regidas, adivinha por quem, pelos próprios assessores do banco Master para fortalecer o império fraudulento de Vorcaro.

Flavio, senador, é apontado como um elo políico importante, diria mais, determinante. Embora sua defesa nevgue tal envolvimento nos crimes. Difícil de acreditar, porque, segundo Flavio, o vice dos seus sonhos, Ciro Nogueira, está com a cartola do banqueiro Vorcaro atochada até o pescoço.

Agora, Ciro foi escanteado, por Flavio, da chapa de 2026, destacando que sua lealdade é feita do mesmo material mau-caráter que herdou do DNA do pai.

Genética é genética.

O pânico no entorno de Flavio que, agora, como um bom rato, busca frestas para se desvincular do escândaço carimbado na própria testa, prejudicando assim suas pretensões eleitorais, bradando de frente para as câmeras que quer a CPI do Master, mas nos bastidores, opera às avessas do que diz publicamente.


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Como a Lava Jato e as privatizações de Bolsonaro afastaram o Brasil da autossuficiência em diesel

Guerra no Irã expôs dependência externa do país, agravada por corte de investimentos e venda de refinarias

A guerra no Irã e a disparada do preço do petróleo no mercado internacional voltaram a expor uma fragilidade estrutural do setor de combustíveis no Brasil. Entre 27 de fevereiro e 31 de março, refinarias privatizadas no governo Jair Bolsonaro elevaram o preço do diesel muito acima da Petrobras. Na Bahia, a Refinaria de Mataripe passou a vender o combustível 64% acima da estatal. No Amazonas, a Refinaria da Amazônia (REAM) chegou a um valor 76% superior.

O impacto imediato no preço ao consumidor ajuda a explicar por que o diesel voltou a protagonizar o debate energético no país, com ameaças de uma nova greve de caminhoneiros, um programa de subvenção e promessas da presidenta da Petrobras, Magda Chambriard, de tornar o país autossuficiente na produção do combustível em 5 anos.

Diferentemente da gasolina e do gás de cozinha, o diesel segue sendo o principal ponto de vulnerabilidade do abastecimento nacional. Embora o Brasil tenha alcançado a autossuficiência em petróleo, ainda depende da importação de cerca de 30% do diesel que consome — proporção confirmada pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao defender a recomposição da capacidade de refino nacional.

Essa dependência não tende a desaparecer tão cedo, segundo o Plano Decenal de Expansão de Energia 2035, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Segundo o documento publicado no ano passado, portanto, antes das últimas declarações de Chambriard, mesmo com novos investimentos em refino, o Brasil seguirá sendo um importador líquido de diesel ao longo da próxima década. A projeção é que, em 2035, as importações líquidas do combustível cheguem a 52 mil metros cúbicos por dia, o equivalente a aproximadamente 25% da demanda nacional.

No mesmo documento, a EPE projeta que o país poderá se tornar autossuficiente em gasolina no médio prazo e superavitário em GLP, o gás de cozinha, a partir do fim desta década. O diesel, portanto, não é apenas mais um item da conta dos combustíveis, mas o elo mais frágil de uma cadeia que impacta diretamente transportes, alimentos, inflação e custo de vida.

Para pesquisadores do setor e dirigentes petroleiros ouvidos pelo Brasil de Fato, essa vulnerabilidade não é resultado apenas de oscilações geopolíticas recentes. Ela foi construída ao longo dos últimos anos, com a interrupção de projetos de expansão do refino, a adoção do Preço de Paridade de Importação (PPI), a abertura do mercado para importadores e a venda de refinarias e outros ativos estratégicos da Petrobras.

A justificativa para o atual momento de fragilidade passa por uma linha do tempo que cruza Lava Jato, mudança na política energética, decisões do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e privatizações levadas adiante nos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro.

Do projeto de autossuficiência ao aumento da dependência
Embora o Brasil tenha alcançado a autossuficiência em petróleo com a expansão da produção no pré-sal, não conseguiu converter essa posição em autossuficiência na produção de combustíveis, especialmente no diesel.

Segundo o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, o Brasil produz hoje quase 4 milhões de barris de óleo equivalente por dia e exporta cerca de 1,6 milhão de barris diários, com 80% da produção oriunda do pré-sal. Ainda assim, segue importando cerca de um quarto do diesel consumido internamente.

Essa contradição, segundo pesquisadores e dirigentes do setor, se explica pela interrupção de um projeto de expansão do refino que poderia ter reduzido de forma estrutural a dependência externa do país. No Plano de Negócios e Gestão 2014-2018, a Petrobras projetava ampliar sua capacidade de processamento, substituir importações de derivados e se tornar exportadora líquida a partir de 2016. A carteira incluía duplicar a capacidade da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), a implantação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e a construção das refinarias Premium I e II, no Maranhão e no Ceará.

“Se esse planejamento estratégico tivesse sido colocado em prática, nós teríamos hoje a autossuficiência na produção de combustíveis”, argumenta Bacelar.

Para o economista Eric Gil Dantas, do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps), se o plano tivesse sido mantido, o Brasil poderia ter transformado sua autossuficiência em petróleo em autossuficiência em combustíveis. O diesel, porém, ficou para trás justamente no momento em que a expansão do refino foi freada. “A conta está sendo paga agora. A gente poderia ser autossuficiente em combustíveis e não estaria passando por isso”, diz.

A ruptura começa a ganhar forma entre 2014 e 2016, em um contexto de queda do preço do petróleo, avanço da Lava Jato, crise política e mudança na estratégia da Petrobras. Para o diretor técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), Mahatma Ramos, foi nesse período que se interrompeu um projeto nacional ancorado na segurança e na soberania energética. “A gente tem essa dependência hoje muito pela interrupção de um projeto nacional de desenvolvimento ancorado na segurança e soberania energética”, afirma.

Lava Jato, corte de investimentos e mudança de rota
Em junho de 2015, a Petrobras reduziu em 37% os investimentos previstos para os anos seguintes e anunciou um amplo programa de venda de ativos. Na prática, isso significou frear o projeto de expansão do refino. As refinarias Premium I e II foram abandonadas, o Comperj foi redimensionado e a ampliação da Refinaria Abreu e Lima ficou para depois.

O avanço da Operação Lava Jato coincidiu com a paralisação de grandes obras da Petrobras e com o enfraquecimento de setores industriais ligados ao petróleo. Para Mahatma Ramos, a operação não atingiu apenas a estatal, mas uma cadeia produtiva inteira. “O que a gente observou com a Lava Jato foi um desmonte, por exemplo, da indústria naval no Brasil”, afirma.

Foi nesse ambiente que a Petrobras passou a deixar em segundo plano o projeto que buscava ampliar a produção nacional de combustíveis. A empresa seguia aumentando a extração de petróleo com o pré-sal, mas se afastava do objetivo de reduzir a dependência externa de diesel e outros derivados.

“A Lava Jato permitiu esse cavalo de pau de uma empresa que investia para uma empresa que apenas desinvestiu”, completa o economista Eric Gil Dantas.

PPI, Cade e a abertura do mercado
A mudança de rumo não ficou restrita ao corte de investimentos. Em 2016, já no governo Michel Temer, a Petrobras adotou o Preço de Paridade de Importação (PPI), política que passou a alinhar os preços dos combustíveis aos preços internacionais do petróleo em dólar, além de variáveis como frete e seguro. A justificativa era abrir espaço no mercado brasileiro para novos agentes no mercado e reduzir o risco de desabastecimento.

Para Eric Gil Dantas, a promessa de que a concorrência derrubaria os preços nunca fez sentido no caso do refino. “O mercado de combustíveis é muito mais complexo do que esse blá-blá-blá liberal de que, com mais agentes, os preços cairiam”, afirma. Segundo ele, refinarias são estruturas pensadas para abastecer mercados regionais e não operam em lógica de concorrência direta, como se uma pudesse simplesmente surgir ao lado da outra para disputar consumidores.

A nova política de preços criou as condições para que importadores passassem a disputar espaço com a Petrobras e pressionassem por mudanças mais profundas no setor. Foi nesse contexto que a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), criada em 2017, recorreu ao Cade para enfraquecer o poder de precificação da estatal e abrir caminho para a venda de refinarias. “O Cade foi um mecanismo utilizado pela Abicom e pelo Paulo Guedes para forçar, entre aspas, a privatização dessas refinarias”, afirma, fazendo referência aos esforços privatistas do governo de Jair Bolsonaro.

O acordo firmado entre Petrobras e o Cade em 2019, governo Bolsonaro, previa a venda de oito refinarias. À época, a estatal detinha cerca de 98% da capacidade nacional de refino, e o Cade defendia que a alienação dos ativos estimularia a concorrência regional. Na prática, porém, o que se viu foi a formação de monopólios privados em mercados já estruturados em bases territoriais.

“Quando se privatizou, você criou monopólios privados naquelas regiões”, resume Dantas. Na Bahia, a Refinaria Landulpho Alves, rebatizada de Mataripe, passou ao controle do grupo Mubadala. No Amazonas, a Reman virou REAM sob comando da Atem. Em vez de mais competição, o país passou a conviver com refinarias privadas mais expostas ao mercado internacional e menos dispostas a amortecer choques de preço.

“Essas refinarias que faziam parte da holding da Petrobras foram transformadas em empresas subsidiárias e posteriormente vendidas sem aprovação do Congresso”, afirma. Na avaliação do pesquisador, foi assim que a estatal começou a ser “desmanchada por partes”.

Esse processo também abriu espaço para a explosão das tradings importadoras de combustíveis. Segundo Deyvid Bacelar, antes do golpe de 2016, havia cerca de 70 empresas desse tipo operando no país. No governo Bolsonaro, esse número chegou a quase 600. A nova configuração consolidou um mercado mais dependente de importações, mais sensível à volatilidade externa e menos controlado pela Petrobras.

No mesmo período, a Petrobras se desfez de ativos considerados estratégicos para o abastecimento, como a BR Distribuidora, a Liquigás e parte relevante da infraestrutura de transporte de gás. Para Mahatma Ramos, o efeito combinado dessas decisões foi ampliar a vulnerabilidade do país a oscilações externas e reduzir a capacidade do Estado de coordenar a cadeia de combustíveis do poço ao consumidor.

Em vez de uma empresa integrada, o país passou a ter uma cadeia mais fragmentada, mais dependente do setor privado e mais exposta às decisões do mercado internacional. “Você cria um mercado mais dependente do exterior e mais exposto às oscilações internacionais”, resume Bacelar.

Retomada do refino tenta reduzir a dependência de diesel
Foi esse processo de desinvestimento, privatização e fragmentação da cadeia de combustíveis que aprofundou o déficit brasileiro no refino de diesel. Enquanto ampliava a produção de petróleo, o Brasil reduzia ou adiava investimentos em capacidade de processamento, vendia ativos estratégicos e abria mais espaço para importações. Segundo especialistas ouvidos pelo Brasil de Fato, o resultado foi um descompasso que ainda marca o setor: o país exporta óleo cru em grande escala, mas segue sem refinar internamente todo o diesel de que precisa.

A reação a esse quadro começou a ganhar forma no terceiro governo Lula. A Petrobras retomou investimentos no parque de refino, elevou o fator de utilização das refinarias e voltou a apostar em obras que haviam sido deixadas para trás, como a ampliação da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e o desenvolvimento do Complexo de Energias Boaventura, no Rio de Janeiro. A estatal também vem modernizando unidades já em operação para ampliar a produção de diesel de baixo teor de enxofre.

A mudança de rumo aparece também no discurso da direção da empresa. Nesta semana, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse que a companhia estuda perseguir a autossuficiência em diesel nos próximos cinco anos, justamente para reduzir a exposição do país a choques geopolíticos. Dias depois, Lula afirmou ter interesse em recomprar a Refinaria de Mataripe, na Bahia, sob o argumento de que a unidade produz menos do que poderia e precisa voltar a ter papel mais relevante no abastecimento nacional. Ele também já manifestou o mesmo em relação à Ream, no Amazonas.

Para Deyvid Bacelar, a reconstrução exigirá mais do que retomar obras pontuais. “Você desmonta um sistema ao longo de anos e não consegue reconstruir isso de uma hora para outra.”

Entre segurança energética e transição, o país disputa seu futuro
A tentativa de recuperar a capacidade de refino ocorre em meio a outra disputa estratégica: a da transição energética. Para Mahatma Ramos, o Brasil não perdeu a condição de liderança relativa nesse debate, porque já tem uma matriz elétrica mais limpa do que a maior parte do mundo e acumulou experiência em biocombustíveis e outras rotas de baixo carbono. O problema, segundo ele, é que a transição não avança em linha reta nem substitui, no curto prazo, a necessidade de garantir abastecimento e segurança energética.

A alta recente do petróleo ajuda a explicar esse impasse. De um lado, encarece combustíveis, pressiona a economia e reforça a urgência de alternativas menos dependentes dos fósseis. De outro, aumenta a rentabilidade do próprio setor petrolífero e estimula novos investimentos em exploração, produção e refino. “O que a gente vai observar nas próximas décadas é um avanço paralelo dessas duas geopolíticas”, diz Ramos, referindo-se à permanência do petróleo como ativo estratégico e ao crescimento das energias renováveis.

*BdF


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Flavio Bolsonaro e a extrema direita fofa

Que tal um azeite extra virgem na ficha corrida de um dos maiores corruptos e bandido do Brasil?

Flavio e seus marketeiros começam a sentir que a panela de pressão já está no fogo. Isso significa que vem chumbo grosso para cima desse Zé Caganeira.

A plataforma nenhuma de Flavio, dita de boca própria pelo produtor de laranjas e fantasmas, de rachas e rachadinhas, peculato e formação de quadrilha, será pesada.

Flavio diz que será um mímico do próprio pai, ou seja, que não tem qualquer projeto para o país e que reproduzira à risca a proposta nenhuma que o papai mostrou quando sentou na cadeira da Presidência da República, a de se beneficiar em tudo.

Enquanto isso, o sujeito viverá de diversionismo, como mostrado num vídeo em que ele aparee dançando como o BolsoDória para uma plateia armada pelo bolsonarismo que ainda resta, no momento em que corria a notícia, martelada, inclusive por ele, de que Jair Bolsonaro estava na UTI.

Nada demais para quem vive de desconexão compulsória, provocada por uma gama de mentiras que acabam se trombando em praça pública.

Seja como for, Flavio já disse a que veio, dizer banalidades confusas para serem confusamente compreendidas pelo pasto do clã.

Em síntese, é preciso dizer com todas as letras que, no Brasil, o bolsonarismo não representa a extrema direita. Na prática, o que o clã representa é um bonde de oportunistas, vigaristas rastaqueras que emburacaram na política na carona desses comprovados inúteis e caros para o Estado, chamados clã Bolsonaro. Eles sempre tiveram um único objetivo, enriquecer o máximo possível no cargo público, enquanto jocosamente fazem discursos anticorrupção e diminuição do tamanho do Estado.

Esses pilantras, que nunca trabalharam na vida, têm que ser mostrados pela esquerda quem de fato são. Os cinco punguistas, que vivem de roubar o país enquanto gritam, pega ladrão!


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Política

A trama que une o Master, Campos Neto, a Faria Lima e a Globo

Do Banco Central ao Nubank, gestão do ex-presidente do BC abriu alas para o Master, propiciou doações milionárias ao bolsonarismo e agora conta com a blindagem da imprensa corporativa

O cenário político-financeiro brasileiro assiste, atônito, ao desenrolar de um dos enredos mais complexos de nossa história recente: o Caso Banco Master. No entanto, para além das cifras bilionárias, o que emerge é uma cronologia de proximidades perigosas, doações vultuosas e uma engenharia de proteção mediática que tenta, a todo custo, inverter a lógica dos fatos. Para compreender o escândalo, é preciso conectar os pontos de uma trajetória que começa nos gabinetes de Brasília e termina nas cadeiras de luxo de bancos digitais e grandes conglomerados de mídia.

A gênese: O Banco Central de Campos Neto
De acordo com Henrique Rodrigues, Forum, tudo começa com a nomeação de Roberto Campos Neto por Jair Bolsonaro (PL) para a presidência do Banco Central. Sob sua gestão, o BC adotou uma política de abertura acelerada para novas instituições financeiras. Foi nesse vácuo de “flexibilização” que o Banco Master (antigo Banco Máxima), sob o comando de Daniel Vorcaro, encontrou terreno fértil para sua expansão meteórica. Os registros oficiais são implacáveis: Daniel Vorcaro visitou o Banco Central presidido por Campos Neto pelo menos 24 vezes durante o período em que o Master se consolidava e recebia autorizações cruciais da autarquia. Essa frequência de reuniões entre um regulador e um ente regulado, em meio a um processo de formalização institucional, levanta questões éticas profundas sobre a impessoalidade da administração pública.

Dinheiro no tabuleiro eleitoral
Enquanto o Master ganhava musculatura sob a vigilância, ou benevolência, do BC, o braço político do grupo operava a todo vapor. Fabiano Zettel, o operador, sócio e cunhado de Vorcaro, não economizou no apoio aos aliados de Campos Neto. Nas eleições de 2022, Zettel injetou R$ 5 milhões nas campanhas de Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), sendo R$ 3 milhões para o primeiro e R$ 2 milhões para o segundo. O investimento foi preciso. O Banco Master, que operava à margem do sistema mainstream, tornava-se um gigante em tempo recorde, enquanto seus principais entusiastas buscavam a manutenção do poder central.

A “porta giratória” e o Nubank
Com o fim do governo Bolsonaro, a trajetória de Campos Neto seguiu um caminho meticulosamente pavimentado. Ele assumiu o cargo de vice-chairman e chefe global de políticas públicas do Nubank. É aqui que a teia se expande. O Nubank recebeu autorização para operar como financeira nos momentos finais da gestão de Ilan Goldfajn no BC (antecessor de Campos Neto), consolidando-se como a “queridinha” do mercado. Coincidentemente, a Globo, através da Globo Ventures, tornou-se sócia minoritária do Nubank. O círculo se fecha: o ex-regulador agora é alto executivo de uma empresa que tem como sócio o maior conglomerado de comunicação do país.

Escândalo e a estratégia da distração
Quando o escândalo do Banco Master explode, envolvendo investigações sobre fraudes, venda de carteiras de crédito sem lastro, movimentações atípicas e o uso de fundos de pensão, a reação da imprensa corporativa foi, no mínimo, curiosa. Em vez de focar na relação promíscua entre o Master e a cúpula do BC da era Bolsonaro, ou no papel de Campos Neto enquanto facilitador institucional, assistimos a um fenômeno de “alucinose jornalística”. Veículos ligados à Globo e seus “co-irmãos” iniciam uma manobra de contorcionismo retórico aflitivo para tentar vincular o escândalo à esquerda e ao atual governo do presidente Lula (PT).

A verdade dos fatos, porém, é translúcida e derruba qualquer narrativa fantasiosa. As nomeações cruciais para o funcionamento do esquema foram feitas pela direita, assim como as doações milionárias foram direcionadas exclusivamente a candidatos desse espectro político e profundamente arraigados ao bolsonarismo-raiz. Houve reuniões constantes e documentadas entre o comando do Banco Central de Bolsonaro e os donos do Master, culminando na ocupação de cargos de alto escalão em bancos como o Nubank, que possui a própria Globo como sócia. Todos os nomes na agenda do celular de Vorcaro, apreendido e periciado, são de políticos da direita, assim como a totalidade das mensagens comprometedoras que vieram à tona até agora.

Não existe sequer um nome do atual governo ou de partidos progressistas envolvido formalmente no cerne das irregularidades investigadas. A tentativa de “esconder” Roberto Campos Neto e seu papel no fortalecimento desse ecossistema financeiro é uma nítida estratégia de proteção de ativos.

Ao culpar a esquerda por um esquema nascido, criado e totalmente operado nos gabinetes da gestão anterior, a imprensa corporativa não faz jornalismo; faz advocacia administrativa para seus próprios sócios. O Caso do Banco Master não é um mistério: é um retrato fiel de como o poder financeiro e o poder midiático se abraçam para proteger seus expoentes, enquanto tentam vender ao público uma versão distorcida da realidade.


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Com caso parado no MP desde 2024, Carlos pode disputar Senado sem responder por lavagem

Caso tramita no MP-RJ desde 2019 e estava parado desde 2024; veja provas contra Carlos

O vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC), filho “02” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), se prepara para disputar o oitavo mandato parlamentar sem a conclusão da investigação sobre peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa que tramita no Ministério Público do Rio de Janeiro desde julho de 2019. O movimento mais recente do caso ocorreu em fevereiro deste ano quando a Procuradoria-Geral de Justiça do Rio decidiu enviar os autos que estavam com a cúpula do MP desde setembro de 2024 para a 4ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada do Núcleo Rio de Janeiro para a “realização de diligências complementares”.

Isso ocorreu porque, em setembro de 2024, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro mandou devolver ao MP a denúncia feita pelo promotor Alexandre Murilo Graça, titular da 3ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada da Capital, do MP-RJ , que acusou apenas sete servidores e ex-funcionários de Carlos Bolsonaro (PL-RJ), mas excluiu o vereador do caso. No entanto, desde que o TJ determinou o reexame dos autos o caso, que tramita há quase sete anos, não teve maiores desdobramentos.

A coluna agora relembra uma série de revelações feitas pelo ICL Notícias ao longo de 2024 sobre o caso que demonstram provas do envolvimento de Carlos ignoradas pela promotoria na primeira denúncia.

Carlos era investigado como líder de uma organização criminosa que funcionou dentro do gabinete dele e que obrigava os servidores, que não trabalhavam, a devolver a maior parte de seus salários. A investigação foi instaurada em 2019 após uma reportagem da revista Época, feita por esta colunista e pela jornalista Juliana Castro, revelar até áudios de confissões de ex-servidores de Carlos sobre o esquema. Desde 2019, o caso tramitou por diversas instâncias dentro do MP do Rio, o promotor Alexandre Murilo Graça atua no caso desde 2021.

Conheça as provas contra Carlos Bolsonaro

Idas ao cofre no Banco do Brasil

Em julho de 2024, a coluna revelou que o Banco do Brasil informou ao MP do Rio a existência de um cofre que Carlos mantinha junto com Flávio Bolsonaro. O vereador acessou o cofre nos dias em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), pai do “02”, registrou as compras de duas casas no condomínio Vivendas da Barra, na Barra da Tijuca. Carlos também esteve no cofre no dia em que seu irmão Eduardo Bolsonaro (PL-SP), hoje deputado federal, comprou um apartamento em Copacabana. Neste caso, Eduardo declarou em cartório ter pago R$ 160 mil no imóvel, dos quais R$ 50 mil em dinheiro vivo.

Na análise bancária do vereador e de seus funcionários foi verificado que o chefe de gabinete de Carlos, Jorge Luiz Fernandes, pagou sistematicamente boletos de suas despesas, como faturas de cartão de crédito, plano de saúde, impostos e multas de trânsito.

Foram encontrados 23 contas do vereador e de pessoas ligadas a ele pagas por Fernandes entre 2012 e 2019, que somam um total R$ 27.929,66. Ao mesmo tempo, só foi identificado uma transferência online de R$ 8 mil de Carlos para Jorge em dezembro de 2011.

O Laboratório de Combate à Lavagem de Dinheiro e Corrupção do MP-RJ analisou por amostragem esse tipo de movimentação financeira — sorteando aleatoriamente um número de documentos. Isso significa que o número pode ser ainda superior. O chefe de gabinete foi denunciado por receber cerca de R$ 2 milhões em sua conta de seis outros nomeados por Carlos Bolsonaro na Câmara.

Carlos Bolsonaro não pagou plano de saúde com a própria conta por 9 anos

Um relatório do Laboratório de Combate à Lavagem de Dinheiro e Corrupção do MP-RJ, obtido pela coluna com exclusividade, constatou que o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) só pagou um boleto de plano de saúde com sua conta bancária em nove anos de contratação desse tipo de serviço. Existe suspeita de que os pagamentos possam ter sido feitos em espécie com dinheiro oriundo de rachadinha.

Chefe de gabinete de Carlos também pagou contas de Bolsonaro e Michelle

Perícia realizada pelo MP-RJ em dados bancários de Carlos constatou que o chefe de gabinete do vereador, Jorge Luiz Fernandes, também pagou despesas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), de sua esposa Michelle Bolsonaro (PL-DF) e de Rogéria Bolsonaro, mãe de Carlos. No documento, não foi registrado que Jair Bolsonaro, Michelle ou Rogéria tenham feito depósitos ou transferências de valores semelhantes em datas próximas a esses pagamentos efetuados com dinheiro da conta-corrente do chefe de gabinete de Carlos Bolsonaro.

Carlos Bolsonaro comprou carro com 52 mil em dinheiro vivo

O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) adquiriu um carro utilizando R$ 52 mil, em dinheiro vivo, em 2010, e um apartamento no centro do Rio de Janeiro, em 2012, pelo valor de R$ 180 mil. Nesses dois anos, porém, a análise do patrimônio dele feita pelo Laboratório de Combate à Lavagem de Dinheiro e Corrupção do MP-RJ (Ministério Público do Rio) indica que ele não tinha lastro para as operações na renda em que recebeu nos dois respectivos anos.

Carlos diz que doou R$ 130 mil a Flávio; maior parte nunca entrou na conta

O vereador Carlos Bolsonaro informou à Receita Federal que fez duas doações que somam R$ 130 mil para o irmão Flávio Bolsonaro (PL-RJ), hoje senador. Contudo, em ao menos um dos casos um total de R$ 70 mil não passou pelas contas bancárias de Flávio, nem foi declarado por ele no Imposto de Renda.

Carlos sacava todo o salário

O chefe de gabinete de Carlos, Jorge Fernandes, afirmou em depoimento ao MP-RJ que toda a família Bolsonaro “sempre sacava” os salários de suas contas bancárias integralmente. Uma cópia das declarações foi obtida pela coluna com exclusividade.

*Juliana Dal Piva/ICL


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Política

Matou a família e foi ao cinema

Michelle sempre mostrou não ter talento político para viver como embalagem econômica de Bolsonaro. Todas as vezes em que teve oportunidade de protagonizar ou até dividir locução pública, ela se mostrou extremamente ensaiada bem ao estilo político de laboratório.

Jamais Michelle se colocou abaixo do marido, que fará dos filhos. Ao contrário, ela é bastante objetiva e ambiciosa, muitas vezes até em certames menores. Foi assim que ela, em busca de moedas no fundo do espelho d’água, mandou esvaziá-lo matando todos os peixes para recolher as moedas.

Ou seja, para a moça, não existe jogo amistoso, se necessário, provoca divididas, da mesma forma, agiu politicamente dando o drible da vaca no clã Bolsonaro, tendo a delicada preocupação de desqualificar, sobretudo, Jair Bolsonaro que, na verdade, é o proprietário dos mandatos dos filhos em qualquer instância e circunstância.

Bolsonaro fez filhos para virar políticos e aumetar a renda familiar, sendo o próprio líder máximo do seu clã.

Assim como a candidatura de Flavio é tida pelo próprio como extensão do pai, bem antes disso, Bolsonaro mandou Carluxo deslocar sua candidatura para Santa Catarina para disputar uma cadeira no Senado.

Falando objetivamente, pode-se afirmar que, quando Michelle nega apoio a Carluxo na disputa para o Senado e, numa posição ativa e altiva. anuncia seu apoio à Carol de Toni, aquela com sérios problemas cognitivos, ela provocou o embate com todo o clã, pisando na cabeça da serpente do próprio marido, proprietário do esquema e dos cargos dos filhos.

Mas como o cinismo é uma das características mais marcantes da toda pura, ela, sabendo do barulho que provocou dentro do próprio ninho, fez uma declaração de amor à ratazana, quem ela acabou de envenenar com chumbinho altamente letal aos roedores, sabendo que sua ação é extremamente tóxica e prolongada.

Mas sabe como é, teatro é teatro e cinema é cinema. Ela atua sem embaraços e pudores quando entra em ação para mover as pedras do jogo a seu modo e gosto pelo bem dos seus próprios interesses.

Portanto, não seriam decalarações fugazes, como a última que fez, dizendo que Bolsonaro salvou o Brsail, mesmo matando 700 mil brasileiros, que mudarão o estrago que ela fez na campanha de Carluxo para atingir a cabeça de Jair num estado francamente bolsonarista.

Seja como for, sua declaração negando apoio a Carluxo em favor da sua concorrente, convenhamos, Michelle deixa Bolsonaro em seu próprio campo com a brocha na mão.


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Superior Tribunal Militar acata pedido de perda de patente de Bolsonaro

O STM recebeu a representação protocolada pela deputada federal Natália Bonavides (PT-RN). Relator apontou “interesse público relevante”

O Superior Tribunal Militar (STM) recebeu a representação para julgar a declaração de indignidade e consequente perda do oficialato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros cinco militares. Em decisão divulgada na quinta-feira (18/12), o ministro relator do caso, José Barroso Filho, admitiu o pedido e determinou que a Procuradoria-Geral de Justiça Militar (MPM) seja oficiada e se manifeste sobre o assunto.

A representação foi protocolada pela deputada federal Natália Bonavides (PT-RN). No pedido, a parlamentar cita que Bolsonaro, Almir Garnier, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Souza Braga Netto foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.

Ela pede que seja aberta a Declaração de Indignidade na Corte e, consequentemente, julgada a perda do oficialato. Para iniciar o processo, é necessário aguardar a manifestação do MPM.

Ao analisar o pedido, o ministro do STM destacou que, geralmente, a representação é feita pela Procuradoria-Geral Militar, porém, entendeu que “o tema em questão se insere em matéria de interesse público relevante, motivo pelo qual constata-se a legitimidade da deputada federal em provocar as instâncias responsáveis, para dar início ao procedimento”.

“Ressalte-se que a natureza do julgamento não se destina a revisar a condenação penal que já transitou em julgado, mas tem por finalidade específica avaliar as consequências éticas e morais da conduta que determinou a condenação do oficial, à luz dos preceitos éticos e morais descritos no Estatuto dos Militares. O escopo é determinar se a natureza do crime cometido conduz ao reconhecimento da indignidade ou da incompatibilidade para com o Oficialato”, completou o ministro José Barroso.

STM recebe representação que pede perda de patente de Bolsonaro – destaque galeria

Em nota, o STM afirmou que cabe somente ao Ministério Público Militar (MPM) apresentar ao STM representação de indignidade contra oficiais militares condenados à pena privativa de liberdade superior a dois anos, diz o Metrópoles.

“Esta Corte recebeu no dia 9 de dezembro uma Representação Criminal/Notícia crime apresentada pela deputada federal Natália Bonavides (PT-RN) contendo informações sobre as citadas condenações e solicitando providências. Esta representação não deve ser confundida com Representação de Indignidade, pois constitui um mero pedido de encaminhamento. O ministro José Barroso Filho, sorteado relator do pedido da deputada, deferiu nesta quinta-feira (18) o encaminhamento dos autos ao MPM”, destacou.


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Política

A madrasta mostra as suas unhas

Sabe lá Deus de que passado sujo tem Michelle que Mauro Cid disse com tanto realismo, típico de quem sabe de coisas que nós não sabemos.

Por exemplo, para muitos de nós, a relação dos filhos de Bolsonaro com Michelle tinham rusgas, mas nada que tivesse que ser lavagm de roupa suja em praça pública. Tudo ficava no interior e de forma hermética.

Agora, o que parece é que, aliviada com a prisão de Bolsonaeo, Michelle não colocou as manguinhas de fora, mas as unhas, as garras para os filhos de Bolsonaro e para o resto da falange do PL para que todos se sentissem ofendidos e revoltados com ela.

Não há motivos para surpresas, Michelle sempre trabalhou em operação de bastidores ou na relação direta com eleitores para onstrur a sua imagem não a de Bolsonaro.

É fato é que ela tem traquejo para falar em público, mas é escancarado que isso não ocorreu de forma natural, tem método, tem técnica para Michelle aparecer tão desenvolta, sem atropelar palavras e produzindo, através de técnica emocional, um discurso e um tom de voz apropriado para cada situação.

A não ser que a ex-primeira dama tenha uma marcada guardada na manga, ela parece não ter combinado sua estratégia com os russos, porque o PL e, em bloco, os filhos de Bolsonaro deram um calor na moça, típico de quem se surpreendeu com sua ousadia, mas nem por isso saiu barato esse relevo qua a moça de passado duvidoso resolveu jogar.

Afinal de contas, o defunto político, Jair Bolsonaro,  fez a passagem.

Michelle não esperou sequer o corpo esfriar, jogou o seu traje de luto no lixo e foi à luta.

Agora é aguardar o que a turma do deixa disso, que é praticamente agulha no palheiro no univeso de intolerância bolsonarista, altamente misógino, vai aprontar para escanteá-la sem fazer alarde.

Michelle, assim como Tarcísio, tem conteúdo zero para apresentar.


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