Michelle ignora solenemente a campanha de Flavio Bolsonaro e frustra os estrategistas que queriam usá-la para atrair o eleitorado feminino.
No bom português, deu um chocolate amargo com pimenta para o clã, deixando claro que a república da milícia não pode contar com a figuraça que, segundo Mauro Cid, tem um passado podre, dando uma visão geral que, desde já, Michelle está de costas para Flavio e, consequentemente, para o maridão, Jair Bolsonaro.
O filho mais velho de Jair não pode contar com a ex-primeira dama do genocida.
Flavio, que despenca como paraquedista sem paraquedas, direto para se esborrachar no chão, numa velocidade supersônica, não pode contar com os cabelos de Michelle para se agarrar ao eleitorado feminino, muito menos mostra sinal de resgate de um eleitorado que quer cada vez mais distância do 01.
Falando em distância, o senador Girão meteu-lhe um alinha de impedimento dando um passo largo para frente, dizendo que não há como defender o rei do chocolate, afinal, a delação que o brasileiro viu, foi exercida pelo próprio Flavio contra si no vazamento do áudio caça-níquel com Daniel Vorcaro do Banco Master.
A essa altura dos fatos, além da repercussão das tarifas de Trump contra o Brasil, a entrega do Pix do pela-saco Eduardo ao laranjão americano, a cúpula sabe que os caminhos tortuosos que trilhou junto com Claudio Castro, seu office boy, ainda dará muita lã para o novelo do histórico de crimes do rei das mansões hollywoodianas.
De nada adianta a censura que Jair Bolsonaro, através de Nunes Marques, impôs sobre a pesquisa Atlas/Intel, porque a dispersão dos “fieis”, em busca de salvar a própria pele ainda mais de uma família de traidores, é inevitável, melhor dizendo, incondicional.
Na verdade, é onde Flavio está sofrendo com seus principais carrascos fantasiados de aliados.
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Claudio Castro renuncia à disputa para o Senado por envolvimento com Vorcaro e obriga Flavio a fazer o mesmo
Apesar da pressão política, até o momento não há indicação de que Flávio Bolsonaro vá renunciar à própria candidatura ou abandonar seus planos eleitorais. O que existe é um temor interno no PL de contaminação política causada pela proximidade entre os casos.
Mas não há como negar que, nesse caso, Flavio Bolsonaro e Claudio Castro são irmãos siameses, pois têm como ponto de partida e de chegada o mesmo imbróglio do mesmo banqueiro do Master, Daniel Vorcaro.
Na verdade, os dois foram pegos em diálogo, em áudio de whatsapp com componentes absolutamente idênticos de relação de troca de favores e lavagem de dinheiro.
Agora é aguardar o resultado dessa renúncia de Claudio Castro na campanha de Flavio Bolsonaro, já que os dois guardam uma série de pontos comuns no caso do envolvimento com o dono do Banco Master.
A conferir.
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Renovação ocorreu mesmo após alertas públicos sobre riscos envolvendo o banco
O Comando do Exército prorrogou em janeiro de 2025, por mais dois anos, o contrato que permitia ao Banco Master operar empréstimos consignados para militares e pensionistas da Força. O novo prazo de vigência ia até janeiro de 2027, mas o vínculo acabou rescindido unilateralmente apenas dez meses depois, após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial da instituição financeira.
Documentos obtidos pelo ICL Notícias mostram que o termo aditivo foi assinado em 15 de janeiro de 2025 e publicado no Diário Oficial da União em março daquele ano. O texto previa a “prorrogação de vigência do contrato de credenciamento por mais 02 (dois) anos” para prestação de serviços de empréstimo consignado aos militares e pensionistas vinculados ao Comando do Exército.
A renovação ocorreu em um momento em que o Banco Master já acumulava sinais públicos de alerta no mercado financeiro.
Em outubro de 2024, uma reportagem da revista piauí já descrevia a estratégia de crescimento acelerado da instituição e classificou os negócios conduzidos pelo banco como operações de risco. Na mesma época, análises do mercado financeiro passaram a chamar atenção para os CDBs emitidos pelo Banco Master com remuneração muito acima da média praticada pelo setor bancário.
Meses depois, o próprio presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou publicamente que a autoridade monetária já havia identificado problemas de liquidez e dificuldades de captação no Banco Master ainda em novembro de 2024, período anterior à renovação do contrato assinada pelo Exército.
O contrato do Banco Master estava vinculado ao Edital de Credenciamento nº 001/2022 da Secretaria de Economia e Finanças do Exército, responsável por estabelecer os critérios para habilitação de instituições financeiras interessadas em operar consignados dentro da Força.
O edital previa uma análise econômico-financeira rigorosa das empresas interessadas em operar empréstimos consignados para militares e pensionistas.
Entre os documentos obrigatórios exigidos pelo Exército estavam “certidão negativa de falência, recuperação judicial ou extrajudicial”, além de “balanço patrimonial, demonstração de resultado de exercício e demais demonstrações contábeis dos 2 (dois) últimos exercícios sociais”.
As exigências faziam parte justamente da seção de “Qualificação Econômico-financeira” do edital, aplicada às instituições autorizadas a operar empréstimo, financiamento e assistência financeira dentro do sistema de consignações do Exército.
Além disso, o edital também estabelecia que o Exército poderia inabilitar empresas caso existisse “qualquer fato ou circunstância, anterior ou posterior à fase de habilitação, que desabone a qualificação técnica, habilitação jurídica ou regularidade fiscal” da instituição.
Apesar disso, o contrato do Banco Master foi renovado em janeiro de 2025 e prorrogado até 2027.
Em novembro de 2025, porém, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. O ato do BC apontou “comprometimento da situação econômico-financeira da instituição”, além de deterioração da liquidez, infringência às normas bancárias e descumprimento de determinações da própria autoridade monetária.
Seis dias depois da decisão do Banco Central, o Centro de Pagamento do Exército (CPEx) comunicou ao banco a rescisão unilateral do contrato de credenciamento.
No ofício enviado à instituição financeira, o Exército afirmou que a liquidação extrajudicial “impede a continuidade regular das operações financeiras realizadas por essa instituição e altera substancialmente sua capacidade jurídico-operacional”.
O documento também informa que o Banco Master foi bloqueado no Sistema de Consignações do Exército (EBconsig), ficando impedido de formalizar novos contratos com militares e pensionistas.
Apesar do bloqueio, os contratos antigos permaneceram ativos. Segundo o próprio Exército, os valores descontados em contracheque referentes aos empréstimos já contratados continuariam sendo repassados ao Banco Master até a quitação dos saldos devedores.
Em resposta enviada via Lei de Acesso à Informação (LAI), o Exército afirmou que o Banco Master foi credenciado “seguindo o rito padrão previsto no edital, aplicado a todas as demais organizações já habilitadas pelo Comando do Exército”.
De acordo com Cleber Lourenço, ICL, a resposta, porém, não detalha quais análises econômico-financeiras foram realizadas antes da renovação contratual assinada em janeiro de 2025, nem informa se houve alguma reavaliação específica da situação financeira do banco antes da prorrogação do vínculo até 2027.
Levantamento publicado pelo g1 mostrou que as Forças Armadas repassaram mais de R$ 137 milhões ao Banco Master entre 2020 e 2026 por meio de operações de crédito consignado. O Exército concentrou a maior parte desse volume.
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“Zema enche a boca para falar e criticar Flávio Bolsonaro pela ligação ao Daniel Vorcaro, mas ele próprio tem relações com o Banco Master”, diz deputada Bella Gonçalves, que pediu abertura de investigação sobre o caso, idêntico ao realizado por Ronaldo Caiado em Goiás.
Denúncia enviada pela deputada estadual Bella Gonçalves (PT-MG) à Superintendência da Polícia Federal (PF) em Minas Gerais revela que o ex-governador Romeu Zema alterou lei e emitiu um decreto para aumentar o endividamento de servidores público antes de firmar parceria com o Banco Master, de Daniel Vorcaro, para oferecer o CredCesta, cartão de crédito consignado da instituição, que tinha o apresentador do SBT, Carlos “Ratinho” Massa, como garoto-propaganda.
A alteração na lei, aumentando para 50% o índice de comprometimento dos salários dos servidores “exclusivamente a cartão benefício consignado”, e o decreto que regulamente a mesma lei foram assinados por Zema em meio à disputa à reeleição de 2022, quando o partido Novo recebeu R$ 1 milhão em doação de Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, preso em 14 de maio por comandar a milícia A Turma na organização criminosa do filho, que já cumpria prisão em Brasília.
“Zema enche a boca para falar e criticar Flávio Bolsonaro pela ligação ao Daniel Vorcaro, mas ele próprio tem relações com o Banco Master, fortaleceu empreendimentos vinculados à família Vorcaro na área da mineração e favoreceu também a partir da indicação do CredCesta como crédito a ser utilizado pelos servidores do Estado de Minas Gerais. Milhões, se não bilhões de reais, devem estar comprometidos em salários de servidores hiperendividados, que estão pagando para um banco que está agora passando por um processo de liquidação relativo à corrupção”, afirmou Bella Gonçalves à Fórum.
Segundo a deputada, o esquema foi detectado após receber uma série de denúncias de servidores que estariam recebendo cobranças indevidas sobre o CredCesta após a liquidação do Banco Master, concluída pelo Banco Central uma dia após a prisão do banqueiro, em novembro de 2025.
“Nós conseguimos perceber que, de fato, Vorcaro foi beneficiado por uma lei sancionada pelo Governo Zema e um regulamento depois feito que aumentou a margem de consignável do servidor público em mais 10%, mas desde que fosse feito por cartão. E, nesse momento, casado com a apresentação do Banco Master e do CrediCesta como alternativa para crédito aos servidores. Ou seja, uma abertura direcionada para beneficiar um banco que como vimos tem vários problemas de corrupção. Não é estranho nesse sentido que o Partido Novo e o próprio Zema tenham recebido R$ 1 milhão da família Vorcaro”, diz a deputada.
As denúncias de servidores envolvendo o CredCesta em MG foram parar até na plataforma ReclameAqui, na internet. É o caso de um servidor militar do Estado, que expôs a situação com o Banco Master, que figura como “empresa suspensa” no site.
“Sou servidor publico militar em MG. Possuía um cartão consignado com empréstimo em folha na modalidade CredCesta junto ao banco Master. Na data de 10 de fevereiro de 2026 realizei a quitação do valor do empréstimo assim como o saldo devedor do cartão. Entrei em contato com com os administradores da liquidação do banco master através do portal do Banco Central do Brasil solicitando a liberação da minha margem, no entanto, até a presente data não tive a minha margem liberada sob alegaçao que havia debito a pagar referente ao cartão do credito”, diz a denúncia no ReclameAqui.
“Relação espúria e direta entre Zema e família Vorcaro” Segundo Bella Gonçalves, o caso envolvendo Romeu Zema segue o mesmo modus operandi do esquema para favorecer o Banco Master montado em Goiás pelo ex-governador e também presidenciável Ronaldo Caiado (PSD), que foi denunciado pela Fórum em reportagem no dia 12 de março de 2026 – leia aqui.
“É exatamente a mesma coisa que o Caiado fez em Goiás e que o Bolsonaro fez, alterando um decreto do INSS”, diz a deputada, sobre as medidas do governo Jair Bolsonaro que abriram as portas para as fraudes contra aposentados e pensionistas.
Na notícia-crime enviada à PF, a deputada afirma que “é possível visualizar uma relação mais direta e espúria entre ROMEU ZEMA e a família VORCARO, com possível favorecimento direto do BANCO MASTER por meio de atos do Governador em sua gestão”.
“Durante o mandato em curso do Governador que visava a reeleição, foi por ele sancionada a Lei nº 23.923, de 16/09/20214, que autorizou o Poder Executivo a ampliar as margens de consignação em folha de pagamento de servidor público ativo ou inativo e de pensionista estadual em mais 10%, com destinação exclusiva a cartão benefício consignado. A medida foi regulamentada pelo Decreto nº 48.370, de 22/02/20225 , editado pessoalmente pelo Governador ROMEU ZEMA, exatamente no ano em que se realizariam as eleições e em que, poucos meses depois, receberia a doação de R$1 milhão do pai de VORCARO, dono do BANCO MASTER”, diz a representação, que pede a abertura de inquérito pelos agentes federais.
A peça ainda ressalta que “a questão se torna mais grave quando se verifica que, em concreto, é o BANCO MASTER que opera as consignações em folha de pagamento no Estado de Minas Gerais, exatamente no modalidade do cartão benefício consignado, ao qual é reservada a margem de 10% que foi ampliada pela medida. A operação da instituição financeira se dá por meio do produto CREDCESTA, um cartão de crédito consignado para os servidores públicos, aposentados e pensionistas, cujas parcelas da fatura são descontadas automaticamente do salário ou benefício, oferecendo a possibilidade de compras e saques”.
A Lei foi regulamentada em decreto de Zema publicado no Diário Oficial de 22 de fevereiro de 2022, quando o governador já previa a candidatura à reeleição.
O decreto estipula que “a soma mensal das consignações facultativas previstas nos incisos I e II não poderá exceder ao percentual de cinquenta por cento da remuneração mensal líquida do consignado, observados os limites exclusivos destinados para uso de cartão de crédito e uso de cartão benefício consignado”.
*Forum
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Há uma semana, Flávio Bolsonaro divulgou nota cobrando “ampla apuração” do caso de corrupção envolvendo o Banco Master. Ciro Nogueira, um dos maiores aliados da sua candidatura, tinha sido pego recebendo um mensalão de Vorcaro. Mas Flávio se fez de louco e manteve o personagem indignado. Como se não tivesse nada a ver com isso, o senador passou a desfilar com uma camisa estampada com os dizeres: “O Pix é do Bolsonaro. O Master é do Lula.” O cinismo e a desfaçatez foram ousados, o que faria o tombo ser ainda maior.
Eis que o jornalismo trouxe à tona os fatos que o senador tentou esconder. Horas antes da #VazaFlavio ser publicada, o repórter do Intercept Thalys Alcântara perguntou para Flávio pessoalmente se ele negociou com Vorcaro pagamentos para a produção do filme sobre o seu pai. Flávio ficou desnorteado com a pergunta. Em um intervalo de 20 segundos, ele negou os pagamentos, gargalhou forçadamente, chamou o jornalista de “militante”, virou-se de costas e resmungou: “é dinheiro privado! é dinheiro privado”.
O senador começou a resposta negando os pagamentos, quase teve uma síncope e terminou admitindo. Foi uma cena tão constrangedora que quase fiquei com pena do senador (mentira).
Pouco tempo depois, o Intercept completou o drible da vaca e publicou conversas em que Flávio e Vorcaro se tratavam como grandes amigos. “Estou e estarei contigo sempre”, prometeu o senador para o maior ladrão do Brasil um dia antes dele parar na cadeia.
De lá pra cá, o senador não só omitiu essa intimidade com o banqueiro como negou de forma veemente qualquer relação com ele. Pior que isso: Flávio se apresentou como um dos maiores indignados com a lama do Banco Master. É um grau de cinismo alto demais até mesmo para os padrões de quem foi criado por Jair Bolsonaro.
O senador ficou nu em praça pública enquanto era coberto por uma pororoca de mentiras. Segundo a agência de checagem Aos Fatos, ele contou ao menos 12 mentiras sobre o caso antes da publicação da reportagem. Ninguém pode se dizer surpreso, já que Flávio é reconhecidamente um mentiroso contumaz desde os tempos em que desviava dinheiro do seu gabinete para financiar prédios das milícias no Rio de Janeiro.
Na última quinta-feira, uma nova reportagem do Intercept revelou que a proximidade dos Bolsonaros com o mafioso era ainda maior do que se imaginava. Conversas privadas mostraram que Vorcaro topou receber Jair Bolsonaro em sua mansão em Brasília para “assistirem juntos” a um documentário, possivelmente “A colisão dos destinos” sobre a trajetória do ex-presidente. A reunião tinha como objetivo pedir o apoio de Vorcaro para financiar a produção do longa “Dark Horse”. Não se sabe se a reunião aconteceu, mas se sabe que o Pix para o filme caiu.
Explicar o inexplicável A #VazaFlávio foi trágica para o bolsonarismo. Enquanto algumas figuras expoentes da fauna bolsonarista largaram a mão de Flávio, outros entraram em desespero na tentativa de encontrar uma narrativa que explique o inexplicável.
Cada um falou uma coisa diferente. Flávio admitiu que recebeu o dinheiro de Vorcaro para o filme, mas a própria produtora — endossada por Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo — negou ter recebido qualquer centavo.
*João Filho/Intercept Brasil
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Os áudios de Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro desmoronam a fantasia de cruzada moral, ao revelar vínculos do clã Bolsonaro com o banqueiro mais tóxico do Brasil
Em seus textos, o filósofo francês Clément Rosset costumava ressaltar o aspecto particularmente cruel da realidade. Cabe ao leitor e leitora ter em mente que Rosset fazia isso mirando não o sentido sádico ou moral da palavra “cruel”, mas o aspecto bruto e incontornável que a própria ideia de realidade carrega consigo.
Imagine algo que simplesmente “é”; algo que, independentemente da nossa vontade, jamais poderá ser outra coisa que si mesmo, sem sentido oculto, sem justiça superior ou qualquer possibilidade de compensação mística.
Essa é a realidade em seu aspecto mais cru – cruel. É aterrorizante pensar nisso, especialmente porque a realidade vive à espreita, sempre em busca de uma oportunidade para se fazer presente em nossas vidas, ameaçando nossas fantasias reconfortantes, nossos mitos apaziguadores. Ameaçando as casinhas imaginárias que criamos para nos proteger, justamente, dos fatos que insistem em continuamente desabar sobre nossas cabeças.
E por isso mesmo, quanto mais duros são os fatos, quanto maior a sua “crueldade”, maiores serão os esforços imaginativos e fabulatórios necessários para contê-los, para lhes emprestar algum sentido ou até mesmo para, no limite, negá-los.
Tarefa hercúlea para impedir que a verdade atinja o eleitorado E é exatamente isso que observamos após a divulgação dos áudios que mostram que, a despeito do que dizia Flávio Bolsonaro, ele e o banqueiro Daniel Vorcaro não apenas se conheciam, como compartilhavam intimidades, com direito a declarações de lealdade, e – digamos assim para evitar processos – “interesses de investimento”.
Desde a divulgação dos áudios, a direita e a extrema direita se lançaram numa tarefa hercúlea para criar um verdadeiro castelo fantasmagórico que, imaginam desesperadamente, seja capaz de impedir que a crua (cruel) verdade caia sobre o eleitorado.
E, até o momento, um castelo de areia literal seria mais eficaz nessa tarefa.
*Orlando Calheiros;Intercept Brasil
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Quer dizer que o senador Flavio Malandragem, naquela troca de mensagens com Daniel Vorcaro, cobrando dívida por favores feitos pelo governo do pai para a criação do banco mais pilantra da história do Brasil, para irrigar a própria conta, não é dinheiro público, mesmo que tenha roubado de vários estados e municípios Brasil afora.
Mesmo com a rodagem que já estou, que não é pouca coisa, tive que aprender mais essa que, definitivamente, há uma marcação entre o público e privado que eu desconhecia.
Se alguém roubar o dinheiro dos cofres públicos e investir num banco privado, ele não tem mais nada a ver com a coisa pública, portanto, segundo Flavio, é dinheiro privado.
Ou seja, Flavio Bolsonaro, conhecido como Flavio Peleleca, é um lavador moderno, e esse termo de lavagem de dinheiro tem uma equação própria para a prosperidade do ladrão. Possui um grau tão descarado de cinismo. que não há palavra que defina tal lapidação linguística, sobretudo se essa grana roubada dos cofres públicos for parar nas mãos de um vigarista que resolveu investir no cinema nacional pelo título da obra prima, “O Azarão”.
E tem gente quem acha que a direita não liga para a arte, principalmente as famílias, Vorcaro, Bolsonaro.
Sim, essa gente tem visão de futuro e, pensando no Brasil, acha que aumentar, de forma nunca vista, um investimento privado com roubo de grana pública, é um rendimento que traz um futuro brilhante para o país, se esse for a sétima arte.
Nota-se o entusiasmo da cobrança de Flavio a Vorcaro, ou seja, nada melhor do que o tempo para transformar merda em brilhante depois de lapidado nas entranhas da malandragem nacional.
Se o Banco Master operava com fraudes (captação irregular de clientes, possível envolvimento de recursos de estados/municípios via esquemas ou depósitos de vítimas), então o dinheiro que saiu dali carrega suspeita de lavagem ou ocultação de bens de origem ilícita. Transferir para um filme “privado” não limpa magicamente a fonte. Isso é exatamente o que investigações de lavagem examinam: camadas de transações para dar aparência de legalidade.
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Ligação do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência, com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, repercutiu em jornais estrangeiros
A imprensa internacional tem repercutido a relação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O áudio revelado pelo site Intercept Brasilabalou a pré-campanha de Flávio à presidência. Interlocutores do seu partido já especulam a possibilidade de substituição na cabeça de chapa.
A agência norte-americana de notícias Bloomberg indica que a campanha de Flávio pode ter acabado antes de começar: “Mensagens de áudio vazadas que ligam o candidato à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro, ao homem no centro de um escândalo de fraude bancária bilionária, ameaçam afundar a campanha do senador de direita antes mesmo de ela começar.”
No texto, a reportagem indica que as revelações são as “mais explosivas” dentro do amplo escândalo do Banco Master, “uma saga que abalou o setor financeiro e inflamou a fúria dos brasileiros com a má conduta da elite.”
O jornal ainda salienta que o áudio “reforça a ligação direta entre a estrutura de poder político de Bolsonaro e de Vorcaro: na semana passada, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão contra o senador Ciro Nogueira, que atuou como ministro-chefe da Casa Civil de Jair Bolsonaro, alegando que o influente parlamentar usou sua influência para ajudar o Vorcaro a expandir os negócios do banco em troca de propinas e subornos.”
O Clarín destaca na sua manchete que Flávio pediu dinheiro para o filme de seu pai ao banqueiro preso. O jornal argentino expõe aos seus leitores que o Banco Master está envolvido em um “enorme escândalo de corrupção”.
O La Nación, também da Argentina, tem dado bastante repercussão ao tema, evidenciando que o escândalo de corrupção avança sobre o senador, com uma crise de “proporções incalculáveis” que já afeta a sua pré-campanha. Segundo o jornal, a ligação entre o senador e Vorcaro ameaça reconfigurar o cenário político na véspera da eleição. Para completar, o texto ainda coloca que Flávio agora está potencialmente na mira do sistema judiciário, como também questiona seu discurso de transparência.
O espanhol El Mundo avaliou que o prejuízo à candidatura de Flávio é significativo, que a direita está em uma zona de turbulência e a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, surge como uma alternativa a ele.
A agência de notícias britânica Reuters destacou que os mercados financeiros foram abalados com a ligação do senador com um “banqueiro desonrado”. A agência ressalta que o dólar voltou a subir e a bolsa a cair com a revelação. Além disso, a reportagem passa pelo histórico fraudulento do Master e a possível derrocada de Flávio na disputa eleitoral, além de lembrar aos leitores que Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar pela condenação a 27 anos por conspirar por um golpe de Estado.
Por fim, a agência Associated Press, dos Estados Unidos, indica na manchete que Flávio é pré-candidato e que ele negou irregularidades no pedido de dinheiro a Vorcaro. No entanto, a reportagem replicada pelo The Washington Post evidencia a hipocrisia de Flávio, que, horas antes da revelação feita pelo Intercept, negou a jornalistas qualquer ligação com o banqueiro, sendo que já havia feito isso no mês de março, quando foi revelado que seu nome estaria entre os contatos do banqueiro. Vermelho.
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Esquema de Vorcaro “A Turma” – Com base em investigações da PF (Operação Compliance Zero, fase 6 – maio/2026)
Polícia Federal investiga o grupo ligado a Daniel Vorcaro (ex-controlador do Banco Master) e seu pai Henrique Moura Vorcaro como uma organização criminosa com dois núcleos principais
Núcleo central é Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro e operadores financeiros.
Braço operacional “A Turma”: Grupo de intimidação, vigilância e ameaças (chamado de “milícia privada” pela PF).
Braço digital “Os Meninos”: Ataques cibernéticos, hackers, monitoramento ilegal de autoridades, PF, MPF, FBI, Interpol etc.
O esquema custava cerca de R$ 1 milhão por mês em “mão de obra”.Braço Carioca (“A Turma” no RJ) – Ligação com Jogo do Bicho e MilíciasLíder local: Manoel Mendes Rodrigues (descrito como operador do jogo do bicho / bicheiro).
Composição do grupo: Operadores do jogo do bicho. Milicianos (paramilitares). Policiais (ativos e aposentados/cooptados).
Essa estrutura atuava como “força privada” ou “mão de obra intimidatória” a serviço dos Vorcaro. fazia ameaças presenciais. intimidações físicas, levantamentos de informações e presença ostensiva para coagir desafetos (ex.: credores, ex-funcionários, críticos do banco).
Exemplo Concreto (citado na decisão do STF), Em junho/2024, em Angra dos Reis (RJ):Grupo se deslocou para a Marina Bracuhy e um hotel.
Ameaçaram o comandante de uma embarcação e um ex-chefe de cozinha ligados a Daniel Vorcaro.
Manoel se identificou como “amigo de Daniel” e “que mexia com jogo do bicho”.
Hierarquia Simplificada
Núcleo Central (Vorcaro pai e filho) ↓ Coordenação (ex.: Felipe Mourão) ↓ Braço RJ “A Turma” (Manoel – bicheiro) ├── Operadores Jogo do Bicho ├── Milicianos └── Policiais (corruptos/cooptados)
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Banco Central, na gestão Roberto Campos Neto, indicado por Bolsonaro, aprovou a transferência definitiva do controle para Vorcaro.
O nome “Banco Master” foi criado e adotado durante o governo Bolsonaro, como parte da transformação liderada por Vorcaro. Sem essa aprovação do BC em 2019 e a expansão que veio em seguida, o banco não teria sido rebatizado e crescido com essa identidade.
Tirando esse monte de plha de milho espalhada pelo chão, na gtentativa de encobrir a nascente desse crime durante o governo Bolsonaro e a gestão de Campos Neto no Banco Centtral, daremos de cara com o que interessa, o princípio de tudo.
Vale abrir um parêntese para lembrar que não existiria o governo Bolsonaro sem a parceria café com leite entre Sergio Moro e Jair Bolsonaro, que transformou o Banco Master na central da picaretagem nacional.
O tráfego da grana toda que Vorcaro centrifugou com um plano pré-estabelecido, foi cem por cento desenvolvido e assinalado como tal, durante tal governo.
Dito isso, o verdadeiro significado do termo “irmão” , tantas vezes falado por Flavio a Vorcaro, está referendado por um sistema que nasce e se fortalece como filhos do mesmo pai, Jair Bolsonaro.
Não fosse isso, o Master não teria qualquer valor, pois a terra valiosa que virou o Banco Master, tem todas as nascentes fincadas durante o governo Bolsonaro para que uma caudalosa montanha de dinheiro circulasse no que, antes, era apenas uma campo de várzea.
Sem o aceite de Campos Neto, tal hegemonia jamais teria acontecido. Então, tudo teve começo na era Bolsonaro.
Isso explica, com todas as letras, por que Flavio estava cobrando o restante do dinheiro, já que Vorcaro teria pago R$ 61 milhões dos R$ 134 milhões combinados, mais os R$ 5 milhões doados às campanhas de Bolsonaro e Tarcísio diretamente em suas contas.
Na verdade, a montanha de recursos para o filme sobre Bolsonaro e para sua campanha, não passou de lavagem de dinheiro.
Não dá para esquecer que, nessa conta, também entra a mesada de R$ 300 a R$ 500 mil ao todo poderoso chefe da Casa Civil de Bolsonaro, Ciro Nogueira.
Trocando em miúdos, quando Flavio fala em cobranca e não em patrocínio do filme, é claro que ele está se referindo ao que foi acordado com Bolsonaro e filhos para conseguir a liberação do Banco Central para o Bnaco Master. Isso está pra lá de escancarado e não comentado pela grande mídia.
Repetindo, o papo do filme é somente para justificar a lavagem de dinheiro, assim como a loja de chocolate, assim como o dinheiro da compra da mansão.
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