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Política

Flavio Bolsonaro e articulações com lobista Jason Miller geram críticas sobre a soberania e políticas públicas

O senador Flávio Bolsonaro tem sido o principal articulador de contatos com o lobista e estrategista Jason Miller, ex-assessor de Donald Trump, em Washington. Miller, conhecido por defender pautas alinhadas a interesses norte-americanos e por atuar em lobby tarifário contra produtos brasileiros, tem mantido proximidade frequente com o senador.

Essas articulações colocam Flávio Bolsonaro no centro de controvérsias sobre as interferências externas em temas sensíveis da agenda nacional, como o Pix — sistema que ampliou o acesso popular ao mercado financeiro — e o Sistema Único de Saúde (SUS), referência mundial de atendimento público e principal instrumento de saúde para a população de baixa renda.

Críticos apontam que, por meio dessas conexões, o senador, seu irmão Eduardo, o comparsa Paulo Figueiredo e seu grupo político estão alinhados a interesses estrangeiros que ameaçam políticas públicas essenciais. Depois de questionamentos sobre o Pix e o mercado popular, as atenções agora se voltam para o SUS e o Mais Médicos, programas vitais para milhões de brasileiros que dependem do sistema público.

Destaque

O Governo Lula e a família Bolsonaro possuem um objetivo em comum. Acabar com os pobres. O primeiro, elevando-os. O segundo, matando-os.

Enquanto o governo federal busca fortalecer o acesso a serviços essenciais como estratégia de redução da pobreza, as ações e articulações da família Bolsonaro são vistas por opositores como um ataque a esses mesmos pilares, especialmente contra a saúde do trabalhador mais vulnerável e contra servidores públicos.

Investigações e silêncio no Rio de Janeiro

O silêncio de Flávio Bolsonaro também tem chamado atenção no âmbito doméstico. O senador não se manifestou sobre o avanço de investigações que apontam conexões entre jogo do bicho, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e contrabando, com suposto envolvimento de agentes públicos estaduais. Todos os citados até o momento orbitam o mesmo grupo político do senador.

Diante do acúmulo de provas, o silêncio é interpretado como uma dificuldade em rebater as evidências. As articulações internacionais de Flávio Bolsonaro com figuras como Jason Miller seguem alimentando o debate sobre soberania nacional, integridade institucional e o papel da oposição no cenário político brasileiro.

*Luis Celso Ferreira dos Santos, nascido na cidade do Rio de Janeiro-RJ – Formado em Ciências Contábeis pela UFRJ, Aposentado pelo INSS, tendo trabalhado como Supervisor no Banco da Amazônia e também como Diretor Regional do SESC e do SENAC nos Estados do Acre e de Rondônia.


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Brasil Mundo

Trump transforma a Casa Branca em pirâmide bilionária: A mesma fábrica de corrupção que a família Bolsonaro monta no Brasil

Enquanto Trump posa de salvador do povo americano, uma investigação devastadora da imprensa internacional e do Congresso dos EUA revela a verdade nua e crua: o homem que jurou combater as elites transformou o cargo mais poderoso do planeta em um esquema pessoal de enriquecimento que faria inveja aos clãs mais vorazes da política brasileira.

Segundo dados financeiros divulgados e reportagens da Reuters, Associated Press, The Guardian e Wall Street Journal, Trump e seus filhos embolsaram aproximadamente US$ 2,3 bilhões com negócios de criptomoedas e outros ativos durante o mandato. No mesmo período, mais de um milhão de investidores perderam quase o mesmo valor — US$ 2,3 bilhões evaporados. Trump ganhou. Os trouxas que acreditaram na promessa perderam tudo. Pirâmide pura.

A Casa Branca virou escritório de vendas. Decisões favoráveis ao mercado crypto, redução de fiscalizações, eventos oficiais patrocinados por empresas da família, lutadores do UFC pagos em token Trump nos jardins presidenciais. O aniversário de 250 anos dos EUA foi sequestrado por uma estrutura paralela controlada por operadores da campanha, vendendo acesso, fotos com o presidente e pacotes milionários para financiadores.

Governos estrangeiros — Emirados, Arábia Saudita, Catar — injetaram centenas de milhões nos negócios da família enquanto negociavam acordos bilaterais com Washington. Conflito de interesses? Isso é eufemismo para corrupção institucionalizada.

Aqui no Brasil, a família Bolsonaro opera com o mesmo manual.

Flávio Bolsonaro e as rachadinhas, Queiroz, milícias, joias sauditas, Banco Master e as conexões com fraudes bilionárias, emendas parlamentares que explodem o orçamento, favorecimentos a aliados, uso da máquina pública para blindagem familiar e narrativa de perseguição. Trump monetiza a Presidência com crypto e eventos; aqui, o clã usa cargos, emendas, milícias e igrejas para manter o fluxo de poder e dinheiro.

Ambos vendem a mesma mercadoria envenenada: populismo de fachada. Prometem lutar contra o sistema, devolvem o poder ao “povo”, mas na prática constroem impérios onde o líder, os filhos, os aliados e os financiadores concentram riqueza, influência e impunidade. A bandeira vira produto. O Palácio vira vitrine. A nação vira marca registrada para enriquecimento privado.

Trump não “drenou o pântano”. Ele mergulhou nele e abriu franquias. Bolsonaro e filhos fizeram o mesmo no Brasil — e continuam tentando. O povo paga a conta: investidores quebrados, orçamento sangrado, democracia enfraquecida.

Acorda, povo!

Acorda, Brasil!

Não é patriotismo. É pirâmide com bandeira.

Não é liderança. É crime organizado com gravata e Bíblia na mão.

A extrema-direita mundial não combate elites. Ela é a elite parasita que se alimenta do povo que diz defender.



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Política

Basta de palhaçada! A direita bolsonarista não tem projeto, só ódio e rancor.

Sexta-feira, em Curitiba, Flávio Bolsonaro e Sérgio Moro mostraram mais uma vez o que realmente são: parasitas políticos que sobrevivem de ódio destilado. Três horas de transmissão, 69 menções a Lula, 35 ao PT, 17 à “esquerda” e a palavra “proposta” citada uma única vez, de forma genérica e vazia. Isso não é campanha, é terapia de grupo para quem ainda baba de raiva do ódio que cultiva há anos.

O método é claro, baixo e covarde: xingar, ofender, cuspir. Chamaram Lula de “ladrão”, “lixo” e “chorume”. Atacaram a esposa do presidente. Falaram em “exorcizar” a esquerda. Tudo isso para esconder a miséria intelectual e a ausência completa de projeto para o país. Porque quando o eleitor pergunta sobre salário, saúde, escola, comida no prato e segurança, eles não têm resposta. Só têm mais ódio.

É a mesma farsa de 2018 e 2022. Tal pai, tal filho. Prometem fim da demarcação de terras indígenas, redução da maioridade penal, anistia para os golpistas do 8 de janeiro, privatização geral das estatais, desmonte do Estado e entrega total do país ao agronegócio e à mineração. Migalhas para o povo? Nenhuma. Zero. O povo que se foda, como sempre.

Enquanto isso, o Brasil lembra: durante a pandemia, Jair Bolsonaro chamou a morte de 1.860 crianças de 0 a 12 anos (e mais de 2.500 até 17 anos) de “insignificantes”. Insignificantes! Enquanto as famílias enterravam seus filhos, o “mito” seguia fazendo lives, negando a gravidade e “passando a boiada” sobre os trabalhadores.

E agora o filho quer herdar esse legado de ressentimento, ignorância e crueldade. Quer transferir o voto, o afeto e o ódio do pai para si, como se o Brasil fosse uma monarquia de araque onde o trono passa de pai para filho mesmo que ambos só saibam destruir.

Chega.

Essa direita não governa. Ela incendeia. Não propõe. Ela ofende. Não constrói. Ela destrói e depois culpa o PT pela fumaça. São especialistas em alto ruído e baixo caráter. Em 2026 querem repetir a mesma palhaçada: transformar o Brasil num grande grupo de WhatsApp raivoso enquanto o país sangra por falta de rumos.

Não vai colar de novo. O povo não é burro. Já viu essa peça barata e sabe o final: muito grito, muito ódio, muito “Deus, pátria e família” de fachada… e zero solução para a vida real.

Flávio, Moro e toda essa corja: o Brasil não aguenta mais ser palco da mediocridade de vocês.

Você, meu Camaradinha: mantenha a sua dignidade e lute até o fim, recuse-se a ser vítima.

*Luis Celso Ferreira dos Santos, nascido na cidade do Rio de Janeiro-RJ

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Política

Transformar o Brasil num putei…, Digo, num Rio de Janeiro

A famosa capacidade de regeneração da extrema-direita e do Centrão: tomam banho de lama e saem cheirando a perfume. O Rio de Janeiro virou laboratório vivo do bolsonarismo: violência, milícia, corrupção e aparelhamento. Mesmo assim, parte expressiva da população ainda entrega o voto para repetir a receita em escala nacional — transformar o Brasil inteiro num grande Rio de Janeiro.

O país finge normalidade. Jair Bolsonaro foi condenado por tentativa de golpe de Estado. Flávio Bolsonaro, o “filho do caos”, circula como se nada representasse risco à democracia. A imprensa — inclusive a dita progressista — trata o clã com luvas de pelica. “Se eu sei tantos podres da família Bolsonaro, imagina o que a imprensa sabe”, desabafa quem acompanha o circo de perto. Ainda assim, há quem cogite votar no filho para presidente em 2026. É o cúmulo da amnésia coletiva.

Na extrema-direita e no Centrão, escândalo não mata ninguém. Tomam banho de lama, saem cheirando a perfume Chanel e voltam para o palco como se nada tivesse acontecido.

A grande mídia brasileira, elitista e racista até o osso, faz exatamente o que Malcolm X avisou: “Se você não for cuidadoso, a imprensa te fará odiar os oprimidos e amar os opressores.” E o pior: está funcionando para muita gente.

O Rio de Janeiro já é o laboratório do bolsonarismo: milícia, violência, corrupção e aparelhamento. E tem brasileiro querendo repetir essa receita no Brasil inteiro. Querem transformar o país num grande Rio de Janeiro… ou melhor, num grande puteiro.

Pois é, bolsonarista, a sua piscina está cheia de ratos e suas ideias não correspondem aos fatos, mas saiba que ainda estão rolando os dados porque o tempo não para. E viva Cazuza!!!!!!


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Política

A farsa por trás da briga contra a escala 5 x 2

Por trás dos discursos inflamados contra a escala 5×2 esconde-se uma motivação muito mais clara: o ódio ao governo Lula e o temor de uma nova vitória de Luiz Inácio Lula da Silva. Não se trata de defesa do trabalhador, mas de cálculo eleitoral puro.

Flávio Bolsonaro, o “Bolsonarinho”, repete o manual da família. Usa os mesmos métodos que levaram o pai à prisão, sabe que a Justiça Eleitoral dificilmente tornará alguém inelegível em ano de eleição e, ao mesmo tempo, posa de vítima perseguida pela “ditadura do STF”. Curiosamente, evita falar STE — afinal, tem aliados no tribunal. Se for eleito, a expectativa é que os processos esfriem novamente.

O cinismo fica ainda mais evidente quando se lembra do que aconteceu com o horário de verão. Durante a vigência da medida, as tardes alongadas transformavam as cidades: a partir das 16h ou 17h, ruas cheias, comércio aquecido, bares lotados, praias movimentadas mesmo nos estados que não mudavam o relógio. O efeito positivo se espalhava. Entidades do comércio chegaram a defender que o horário de verão virasse permanente.

Era o povo nas ruas, aproveitando a luz do dia, consumindo, vivendo. Mas isso incomodava. Em 25 de abril de 2019, Jair Bolsonaro assinou o Decreto nº 9.772 e extinguiu de vez o horário de verão no Brasil. Sul, Sudeste e Centro-Oeste perderam a folga extra de luz natural. O homem que não suportava ver o povo sorrindo nas ruas simplesmente apagou a medida com um traço de caneta.

Agora, quando se discute dar mais tempo livre aos trabalhadores — sábados e domingos inteiros —, o mesmo grupo reaparece com o discurso de sempre. A lição é clara: o que está em jogo não é o calendário de trabalho. É impedir que o povo ganhe mais vida, mais luz e mais liberdade. O resto é teatro, narrativas.


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Política

“Criança trabalhando é normal”, diz Zema – e o Brasil inteiro se revolta

Seu Bené — um homem que viveu o que Zema só fala da boca

No podcast “Inteligência Limitada”, Romeu Zema abriu a boca e jogou gasolina no fogo. O ex-governador mineiro, formado pela FGV, defendeu sem rodeios o trabalho infantil: “Infelizmente, no Brasil, se criou essa ideia de que jovem não pode trabalhar. Toda criança pode estar ajudando com questões simples”.

E foi além: atacou as leis brasileiras que protegem as crianças, dizendo que elas “estão escravizando a criança”. Para arrematar, citou os Estados Unidos como exemplo, onde “criança trabalha entregando jornal”.

A declaração caiu como uma bomba. Guilherme Boulos chamou Zema de “psicopata”. Nas redes, militantes de esquerda já repetem a palavra sem dó. E não é para menos.

Enquanto isso, a realidade sangra

Esse tipo de discurso me faz lembrar do verdadeiro rosto da pobreza no Brasil: a história de Benedito Ferreira dos Santos.

Abandonado pelos pais ainda criança, virou menino de rua, cresceu analfabeto nas calçadas, sem lar, sem escola, sem infância. Um dia aprendeu a ler e escrever com a namorada, Geralda. Virou motorista de caminhão, pegava carga de dia e à noite virava garçom ou cozinheiro. Mal via os filhos durante a semana.

Mesmo assim, Seu Bené foi pai com todas as letras. Aos domingos à noite, corria para casa. Levava o filho no caminhão quando dava, com marmita esquentando no motor. Aniversários eram sagrados. Dezembro era praia. Maio, passeio cultural. Ele olhava para os filhos e repetia: “Não quero que vocês passem o que eu passei”.

A filha só trabalhou depois da faculdade. O filho, no final do segundo grau, pediu para trabalhar porque estudava à noite.

No dia 3 de abril, Seu Bené completaria 107 anos.

Obrigado, Papai. O senhor nos salvou.

De um lado, político de elite defendendo que criança trabalhar é “normal”. Do outro, um pai analfabeto que quebrou a própria vida para que os filhos não precisassem trabalhar cedo.

Isso não é debate. É o abismo entre quem fala da vida dos outros e quem viveu o inferno na pele.

Zema pode ter diploma da FGV. Mas Seu Bené teve diploma da dureza. E esse, ninguém tira.

Xapuri-AC, 03 de maio de 2026

Luis Celso Ferreira dos Santos

PS: No dia 18 de maio completarei 78 anos devido à minha infância saudável.


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Política

Bolsonaristas, evangélicos, traficantes, estupradores: Uni-vos!

É isso que o bolsonarismo se transformou: um grande clube de proteção mútua para criminosos.

Enquanto o Brasil inteiro sofre com a violência, Jair Bolsonaro e seus aliados no Congresso trabalham descaradamente para afrouxar as leis e abrir as portas da cadeia mais cedo. Prova concreta é o PL da Dosimetria, lei que o próprio Bolsonaro apoiou e cuja derrubada do veto foi comemorada pela sua base. O resultado? Redução de pena e progressão de regime mais rápida para condenados por tráfico pesado, estupro e feminicídio.

Bolsonaro, que sempre se vendeu como o “homem da lei e da ordem”, agora ajuda a dar atalho para estupradores e feminicidas saírem mais cedo da prisão. O que começou como uma manobra para proteger os envolvidos no 8 de janeiro virou uma farra geral para beneficiar bandidos violentos.

A bancada evangélica, fiel de carteirinha de Bolsonaro, entra de cabeça nessa vergonha. Em vez de pregar a Bíblia, muitos pastores e deputados transformaram igreja em quartel-general político. Tentam criminalizar até mulher vítima de estupro que precisa abortar, enquanto defendem leis que aliviam a pena de estupradores e feminicidas. Para eles, o que vale não é a fé, é a lealdade cega: “nós, evangélicos” contra “eles”. Crime de aliado? Vira detalhe que se resolve.

E o cinismo não para. No Senado, bolsonaristas deram o recado direto durante a sabatina de Jorge Messias: “Nós aprovamos os ministros do STF, mas também podemos tirar”. Ameaça aberta, autoritária e cara de pau.

É o pacote podre completo:
• Bolsonaro apoiando lei que beneficia estuprador e feminicida;
• Igreja usada como escudo de impunidade e rede de proteção, e
• Ameaça explícita ao Supremo para mostrar quem manda de verdade.

Enquanto mães choram filhas assassinadas, famílias enterram filhos vítimas do tráfico e o povo vive apavorado nas ruas, Bolsonaro e sua tropa priorizam proteger “os seus” em vez de proteger o Brasil. Isso não é conservadorismo. Isso é uma aliança nojenta entre política, religião e impunidade.

Chega de hipocrisia! Chega de usar a Bíblia como salvo-conduto para bandido! Chega de Bolsonaro e seus aliados afrouxando a lei para proteger estuprador, feminicida e traficante enquanto posam de salvadores da pátria.

O Brasil não suporta mais essa palhaçada. Ou não devia mais suportar!!!

Lei tem que ser dura, igual para todos. Sem “nós” e “eles”. Sem proteção especial para aliado. Sem atalho para quem comete crime grave.

Quem atentou contra a democracia, quem estuprou, matou ou traficou tem que apodrecer na cadeia. Ponto final.

*Formado em Ciências Contábeis pela UFRJ, Aposentado pelo INSS, tendo trabalhado como Supervisor no Banco da Amazônia e também como Diretor Regional do SESC e do SENAC nos Estados do Acre e de Rondônia.

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Política

Trabalhador continua torcendo contra si mesmo

É o retrato mais cruel do Brasil de 2026: o assalariado que mal consegue pagar uma consulta no posto de saúde agora torce contra o SUS, faz campanha pelo patrão, vota no candidato do patrão e, quando o chefe vira deputado ou senador, aplaude a bancada que precariza seus direitos e o transforma em mão de obra descartável.

Enquanto isso, o mesmo trabalhador é empurrado para o abismo das apostas online. As bets explodiram no vácuo deixado pelo governo Bolsonaro e hoje são blindadas por uma poderosa “bancada das bets” no Congresso. O resultado está à vista: famílias inteiras endividadas, lares destruídos, depressão e suicídios provocados pelo vício que cabe no bolso de qualquer celular.

E o escárnio não para por aí.

Enquanto o povo quebra as contas com o “jogo do tigrinho”, a cúpula do Congresso viaja de jatinho privado com um dos maiores empresários do setor de apostas. O presidente da Câmara, Hugo Motta, e o senador Ciro Nogueira foram flagrados em um voo vindo de São Martinho, paraíso fiscal no Caribe, propriedade do gigante “Fernandin OIG”. Cinco malas desembarcaram sem raio-X, sem inspeção, por ordem direta de um auditor fiscal — exatamente no período em que o Congresso discutia a regulamentação das bets.

Suspeita de contrabando, descaminho e favorecimento escandaloso? O caso foi parar nas mãos de Alexandre de Moraes por conta do foro privilegiado.

Ao mesmo tempo, o senador Flávio Bolsonaro, nome que ainda seduz parcelas da classe trabalhadora, acumula denúncias de rachadinhas, relações com milícias e atua como ponte para a liberação de cassinos e bingos. Pior: é relator da PEC das Praias, texto que pode entregar terrenos de marinha à iniciativa privada — abrindo caminho para resorts e grandes cassinos à beira-mar. Privatiza-se a praia pública, instala-se o cassino físico ao lado do digital que já rouba o salário do povo.

É o ciclo perfeito da exploração: primeiro endividam o trabalhador com bets, depois tiram seus direitos trabalhistas, depois destroem o SUS que ele tanto precisa e, por fim, transformam até a praia — último espaço de lazer gratuito — em playground de especuladores e da máfia dos jogos.

Como alertou Marilena Chauí, democracia exige igualdade, liberdade e participação consciente. O que vivemos hoje é a versão perversa dessa equação: o trabalhador, sem igualdade e sem consciência plena, torce contra si mesmo. Torce contra o SUS que um dia pode salvar sua vida. Torce contra direitos que um dia impediram sua exploração total. E entrega seu salário suado para o mesmo sistema que o humilha e o descarta.

O povo precisa acordar urgente. Antes que o último direito vire aposta perdida e a praia que era de todos vire muro de resort com cassino ao fundo — enquanto o trabalhador segue torcendo contra ele próprio.


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Política

Submissão saudável: O clã Bolsonaro engole a pílula vermelha e quer as mulheres de joelhos no século XXI

“A Bíblia fala da submissão da esposa ao marido, mas é a submissão saudável” — Michelle Bolsonaro, novembro de 2025.

Em um país que registra mais de 1,5 mil assassinatos de mulheres por questões de gênero apenas em 2025, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o clã Bolsonaro continua a defender, com orgulho e em alto e bom som, a ideologia da “pílula vermelha” — aquela que, inspirada no filme Matrix, promete “acordar” os homens para a suposta opressão feminina e restaurar o domínio masculino absoluto. Misoginia disfarçada de tradição cristã. Machismo tóxico embalado em Bíblia. E o pior: pregado não só pelos homens da família, mas pelas próprias mulheres bolsonaristas, que transformam a submissão em bandeira política.

Heloísa Bolsonaro, esposa de Eduardo, já havia deixado claro o recado em 2022, mas o veneno continua circulando: “Não há mulher insubmissa e livre”. Para ela, casamento é submissão pura e simples. “Casamento é submissão. E é por isso que escolhi com quem eu me casei”, declarou em evento político, criticando o feminismo por “desvalorizar o lar” e exigindo “homem com testosterona, um homem masculino”. A mensagem é cristalina: mulher livre é ilusão. A verdadeira liberdade, segundo o evangelho bolsonarista, é abaixar a cabeça.

Damares Alves, ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos — sim, a ironia é brutal —, repetiu a doutrina em audiência pública na Câmara: na concepção cristã, “o homem é o líder do casamento” e a mulher deve ser submissa. Não era opinião isolada. Era política de Estado.

E o retrocesso não parou. Em novembro de 2025, Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama e atual voz ativa do PL Mulher, subiu ao palco em evento em Londrina (PR) para defender abertamente a “submissão saudável” da mulher ao marido. “A Bíblia fala da submissão da esposa ao marido, mas é a submissão saudável”, disse ela, acrescentando que mulheres na política devem fazer “política colaborativa” e não competir com os homens. Colaborativa. Ou seja: auxiliar, nunca protagonista. Exatamente o que o movimento redpill prega mundo afora: o homem no topo, a mulher no suporte. Em pleno 2026.

Enquanto influenciadores da “machosfera” e canais redpill explodem nas redes, disseminando ódio contra o empoderamento feminino e associando-o ao “caos da sociedade moderna”, o clã Bolsonaro incorpora o discurso sem disfarce. O mais grave é que a grande mídia brasileira, tão rápida em pautar qualquer escândalo envolvendo a esquerda, tratou essas declarações com discrição cirúrgica — poucas manchetes de capa, pouca repercussão nacional, quase nenhum debate profundo sobre o significado real desse retrocesso misógino.

Mulheres bolsonaristas — esposas, ex-ministras, ex-primeiras-damas — vendem a submissão como virtude familiar e cristã. E o mais chocante: milhões de mulheres brasileiras continuam votando nessa corja maldita, entregando o próprio futuro a quem as quer de joelhos.

Não é conservadorismo. É regressão. Não é fé. É controle. No século XXI, com direitos conquistados a duras penas, o bolsonarismo oferece às mulheres a “pílula vermelha” da servidão voluntária — e chama isso de salvação. O Brasil que avança, o Brasil das mulheres que lutam, das mães que criam sozinhas, das trabalhadoras que sustentam lares, merece mais do que esse culto ao machismo travestido de família tradicional.

A submissão que eles vendem não é paz. É prisão. E enquanto o clã Bolsonaro a celebra, a violência contra a mulher sangra o país. Acordem — da pílula vermelha, dessa vez de verdade.


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Política

Da Papudinha ao vácuo de Trump: Como a obsessão golpista de Bolsonaro continua a custar caro para o Brasil

Enquanto Jair Bolsonaro cumpria 27 anos e três meses de prisão na ala especial da Papudinha — cela improvisada no Batalhão da PM dentro do Complexo da Papuda, em Brasília —, a obsessão por poder não arrefeceu. Condenado pelo STF como líder de uma organização criminosa que tramou golpe de Estado e a abolição violenta do Estado Democrático de Direito, o ex-presidente transformou a prisão em um bunker político, coordenando de dentro da cela as articulações para 2026.

Do outro lado do mundo, Donald Trump, sob forte influência de Benjamin Netanyahu, mergulhava de cabeça na escalada militar contra o Irã. Ameaças explosivas de “retornar o Irã à Idade da Pedra” ecoavam na Casa Branca, respondidas por promessas iranianas de humilhação americana. O conflito monopolizava a agenda presidencial, criando um perigoso vácuo de poder.

Nesse vácuo, assessores e intermediários se apossaram do nome Trump para tocar agendas pessoais e ideológicas. Um caso emblemático foi o de Darren Beattie, assessor do Departamento de Estado para o Brasil. Em março de 2026, o Itamaraty revogou seu visto após descobrir que a viagem “oficial” sobre terras raras escondia, na verdade, um encontro secreto com Bolsonaro na Papudinha — visita que Alexandre de Moraes vetou por completo. Beattie, já polêmico, reapareceu meses depois no Caso Ramagem.

Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin e ex-deputado, condenado a 16 anos pelos mesmos crimes de organização criminosa, golpe e tentativa de abolição do Estado Democrático, havia fugido para os EUA. Preso pelo ICE em Orlando em 13 de abril de 2026 por visto expirado, ele foi solto dois dias depois, sem fiança, graças a um pedido de asilo em tramitação. Eduardo Bolsonaro — cassado por excesso de faltas e operando do exterior — e o jornalista Paulo Figueiredo articularam diretamente com Beattie, que interveio para viabilizar a liberação. O episódio detonou uma crise diplomática: os EUA exigiram a saída de um delegado da PF envolvido na cooperação; o Brasil retaliou com expulsão de credenciais americanas e ameaças de reciprocidade por ingerência explícita.

Outro assessor próximo de Trump, o italiano Paolo Zampolli, propôs à FIFA, em nome da administração americana, substituir a seleção do Irã pela eliminada Itália na Copa do Mundo de 2026. A ideia, motivada por preferência futebolística e pelo desejo de aproximar Trump da premiê Giorgia Meloni em plena crise iraniana, foi revelada pelo Financial Times e expôs o uso leviano — quase surreal — da influência da Casa Branca para caprichos pessoais.

No mesmo turbilhão, Flávio Bolsonaro viajou aos EUA ao lado de Eduardo para discursar na CPAC e em eventos conservadores. Acusado de “lesa-pátria”, ele ofereceu terras raras brasileiras como alternativa à China, pediu monitoramento internacional das eleições de 2026 e pressão diplomática contra o Judiciário brasileiro. A família e seus aliados operam freneticamente para pavimentar o caminho de Flávio à Presidência, embora sem qualquer acesso real aos “muros da Casa Branca”. Encontro direto de Lula com Trump? “Nem pensar”, como repetem Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo.

O padrão é alarmante: ao mesmo tempo que Bolsonaro, preso, se agarrava à sobrevivência política e Trump se perdia na fúria contra o Irã, uma rede de filhos, assessores e operadores paralelos agia em nome alheio, gerando atritos diplomáticos, retaliações e constrangimentos internacionais. Beattie, Ramagem, Zampolli e as articulações dinásticas ilustram como interesses pessoais e ideológicos se sobrepuseram ao Brasil — e, em parte, ao próprio governo Trump.

Enquanto o país enfrentava desafios reais, a família Bolsonaro priorizava preservar influência, construir uma sucessão dinástica via Flávio e transformar a condenação por golpe em narrativa de “perseguição” e combustível eleitoral. A Papudinha virou o epicentro sombrio de uma articulação condenada como crime, mas que segue ativa, disfarçada de “resistência”.

GRAVE! Vazou na Folha de São Paulo o plano de Flávio Bolsonaro de congelar o valor da aposentadoria, do BPC para idosos, autistas e PCDs e também o orçamento do SUS. Podem tentar pintar com todos os tons de “moderação”, mas esse é o projeto do bolsonarismo: sacrificar o povo em nome dos privilegiados. Nunca as diferenças foram tão evidentes!

As primeiras sinalizações da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) para a área econômica já demonstram que a população mais vulnerável terá que pagar a conta para que a Faria Lima fique satisfeita. Embora ainda não haja um plano formal apresentado, declarações de aliados e integrantes da equipe indicam que o caminho pretendido pode envolver cortes relevantes em gastos sociais e mudanças estruturais que afetam diretamente aposentados, trabalhadores e serviços públicos.

O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou recentemente que o modelo atual “está estourando” e defendeu a necessidade de revisitar tanto a Previdência quanto a legislação trabalhista. A fala, no entanto, deixa clara a intenção da retomada de reformas que podem reduzir direitos, especialmente em um contexto de alta vulnerabilidade social.

O resultado é devastador: um ex-presidente condenado por tentar destruir a democracia para se eternizar no poder continua, mesmo atrás das grades, usando o que resta de sua rede para preparar o retorno — custe o que custar ao Brasil. O país, mais uma vez, paga a conta de uma obsessão golpista que a sentença não conseguiu extinguir.

Como advertia Darcy Ribeiro: “Não há lugar melhor para se fazer um país como este, mas tem uma classe dominante ruim, ranzinza, azeda, medíocre, cobiçosa, que não deixa o país ir pra frente”.


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