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O bolsonarismo não é só fanatismo, é um culto de zumbis fiscais que transformou a “honestidade” em piada de bar e a família em máquina de nota fria

A CHAVE DE ACESSO existe pra provar que uma nota fiscal é legítima. Serve pra qualquer cidadão comum verificar se o documento não é papel higiênico carimbado. Só que no escritório do senador Flávio Bolsonaro essa chave virou enfeite de Natal. Três notas, R$ 1,5 milhão no total, emitidas para empresas de fachada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o mesmo que está no centro da Operação Compliance Zero. Duas de R$ 500 mil pra Copenhagen Consultoria (empresa aberta com capital social de R$ 40, que movimentou R$ 58 milhões de fundos ligados ao Banco Master) foram canceladas rapidinho. A terceira, também de R$ 500 mil, foi “paga” pela Contábil Correa sob a desculpa genérica de “consultoria jurídica”. As duas empresas compartilham o mesmo contador. Coincidência? No Brasil do Bolsonaro, coincidência é o nome que se dá pra esquema.

O responsável por essas empresas já foi investigado pela Polícia Federal por uso de notas falsas. Os próprios documentos da PF e áudios mostram que Vorcaro negociava com os filhos de Jair o financiamento de um “filme” sobre a família. Flávio, em público, chegou a admitir que a Copenhagen “é supostamente usada por Vorcaro para fazer pagamentos para algumas pessoas”. “Algumas pessoas”. Que fofo.

O modus operandi é clássico e sujo:
• Empresas com capital de ficha de bar pra receber dezenas de milhões
• Notas simuladas pra justificar saída de dinheiro
• “Consultorias jurídicas” que ninguém consegue provar que existiram
• Fundos e DTVM pra distanciar o nome de Vorcaro
• Evasão, sonegação, ocultação de patrimônio e distribuição de grana pra quem interessa

Enquanto isso, a tropa digital continua no piloto automático: “Michele está sendo chantageada”, “é o sistema querendo prender o Bolsonaro de novo”, “Flávio presidente no primeiro turno”, “Lula ditador comunista censurador”. Qualquer evidência de nota fria, empresa de R$ 40 movimentando R$ 58 milhões, ou senador admitindo que a firma serve pra pagar “algumas pessoas” é automaticamente descartada como “perseguição”. A honestidade só vale quando o cheque não chega na conta deles.

A direita e a extrema direita (Por aqui atendendo com o nome de batismo de Centrão) descobriram agora que, para a familícia Bolsonaro, em 1° lugar os Bolsonaro, em 2° lugar os Bolsonaro, em 3° lugar os Bolsonaro e em 4° lugar “podemos negociar”.

O bolsonarismo não defende o Brasil. Defende a impunidade dos seus. E quanto mais as provas aparecem, mais agressivo e delirante fica o discurso. Isso já passou do suportável há muito tempo. Agora é só a decadência diária de um movimento que trocou a narrativa da luta anticorrupção pela defesa descarada de nota cancelada e empresa de fachada.


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Política

Estou me deliciando

Outro dia me perguntaram o que eu achava da situação atual da família Bolsonaro. A pergunta veio com aquele tom de quem já antecipa a resposta e espera uma indignação previsível. Respondi sem hesitar:

— Estou me deliciando.

Eles não entenderam de imediato. Mas a imagem que me veio à mente foi cristalina: Flávio Bolsonaro sem camisa, ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, apontado pela Polícia Federal como chefe de milícia privada e operador de esquemas de intimidação ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro. Os dois, em um deck de piscina do Hotel Fasano, em Ipanema. A foto foi submetida a verificações técnicas e não apresentou sinais de fraude ou manipulação por IA.

Esse episódio não está isolado. As investigações da Polícia Federal e do Ministério Público têm revelado, com insistência incômoda, as conexões entre aliados políticos e financiadores do clã Bolsonaro com o crime organizado. Contatos com o Comando Vermelho, repasses milionários de uma produtora do filme biográfico para empresas sob suspeita de lavagem de dinheiro do PCC, agendas compartilhadas, material de campanha…

O ex-secretário Gutemberg Fonseca, indicado político de Flávio, aparece em gravações e áudios citado em reuniões com membros da facção. O ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva (TH Joias), que dividia agendas e estrutura de campanha com Flávio, foi preso na Operação Zargun por tráfico de armas e lavagem de dinheiro para organizações criminosas. Tudo isso vem à tona agora, como contas que chegam com juros.

E ainda há o vídeo recente em que o próprio Flávio declara em termos de faccionado, com todas as letras, que se Michelle não fosse sua madrasta, ele já teria “estancado” a crise. Um deslize que expõe rachaduras familiares e o tamanho do desconforto interno.

Não pensei, naquele momento, no tarifaço imposto ao Brasil por Trump, Rubio e companhia. Nem no Pix, no SUS ou na CLT. Não foi necessário. Os fatos recentes já falavam por si.

Tudo isso me remeteu a 2018. Eu conversava com quem quisesse ouvir, compartilhava documentos, dados, alertas. Tentava mostrar quem eram os Bolsonaro. Paguei um preço alto por isso. Fui chamado de “negro imundo”, “safado”, “coitado abandonado”, “desprezado”, “sem ninguém”. Sugeriram que eu me recolhesse à minha insignificância, pois nem Lula nem Bolsonaro sabiam da minha existência. Quase fui linchado virtualmente. Faltou pouco para o linchamento físico em praça pública.

Só eu sei o que passei.

Hoje não guardo raiva nem mágoa. Guardo, sim, o direito de sentir um prazer profundo, um regozijo intenso e quase visceral com o que está acontecendo. Não é alegria com o sofrimento alheio. É o sabor amargo-doce da consequência. É ver a história, que muitos quiseram calar, finalmente cobrar sua conta — com juros e correção.

Estou me deliciando. E não peço desculpas por isso.


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Política

Flavio Bolsonaro e articulações com lobista Jason Miller geram críticas sobre a soberania e políticas públicas

O senador Flávio Bolsonaro tem sido o principal articulador de contatos com o lobista e estrategista Jason Miller, ex-assessor de Donald Trump, em Washington. Miller, conhecido por defender pautas alinhadas a interesses norte-americanos e por atuar em lobby tarifário contra produtos brasileiros, tem mantido proximidade frequente com o senador.

Essas articulações colocam Flávio Bolsonaro no centro de controvérsias sobre as interferências externas em temas sensíveis da agenda nacional, como o Pix — sistema que ampliou o acesso popular ao mercado financeiro — e o Sistema Único de Saúde (SUS), referência mundial de atendimento público e principal instrumento de saúde para a população de baixa renda.

Críticos apontam que, por meio dessas conexões, o senador, seu irmão Eduardo, o comparsa Paulo Figueiredo e seu grupo político estão alinhados a interesses estrangeiros que ameaçam políticas públicas essenciais. Depois de questionamentos sobre o Pix e o mercado popular, as atenções agora se voltam para o SUS e o Mais Médicos, programas vitais para milhões de brasileiros que dependem do sistema público.

Destaque

O Governo Lula e a família Bolsonaro possuem um objetivo em comum. Acabar com os pobres. O primeiro, elevando-os. O segundo, matando-os.

Enquanto o governo federal busca fortalecer o acesso a serviços essenciais como estratégia de redução da pobreza, as ações e articulações da família Bolsonaro são vistas por opositores como um ataque a esses mesmos pilares, especialmente contra a saúde do trabalhador mais vulnerável e contra servidores públicos.

Investigações e silêncio no Rio de Janeiro

O silêncio de Flávio Bolsonaro também tem chamado atenção no âmbito doméstico. O senador não se manifestou sobre o avanço de investigações que apontam conexões entre jogo do bicho, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e contrabando, com suposto envolvimento de agentes públicos estaduais. Todos os citados até o momento orbitam o mesmo grupo político do senador.

Diante do acúmulo de provas, o silêncio é interpretado como uma dificuldade em rebater as evidências. As articulações internacionais de Flávio Bolsonaro com figuras como Jason Miller seguem alimentando o debate sobre soberania nacional, integridade institucional e o papel da oposição no cenário político brasileiro.

*Luis Celso Ferreira dos Santos, nascido na cidade do Rio de Janeiro-RJ – Formado em Ciências Contábeis pela UFRJ, Aposentado pelo INSS, tendo trabalhado como Supervisor no Banco da Amazônia e também como Diretor Regional do SESC e do SENAC nos Estados do Acre e de Rondônia.


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Brasil Mundo

Trump transforma a Casa Branca em pirâmide bilionária: A mesma fábrica de corrupção que a família Bolsonaro monta no Brasil

Enquanto Trump posa de salvador do povo americano, uma investigação devastadora da imprensa internacional e do Congresso dos EUA revela a verdade nua e crua: o homem que jurou combater as elites transformou o cargo mais poderoso do planeta em um esquema pessoal de enriquecimento que faria inveja aos clãs mais vorazes da política brasileira.

Segundo dados financeiros divulgados e reportagens da Reuters, Associated Press, The Guardian e Wall Street Journal, Trump e seus filhos embolsaram aproximadamente US$ 2,3 bilhões com negócios de criptomoedas e outros ativos durante o mandato. No mesmo período, mais de um milhão de investidores perderam quase o mesmo valor — US$ 2,3 bilhões evaporados. Trump ganhou. Os trouxas que acreditaram na promessa perderam tudo. Pirâmide pura.

A Casa Branca virou escritório de vendas. Decisões favoráveis ao mercado crypto, redução de fiscalizações, eventos oficiais patrocinados por empresas da família, lutadores do UFC pagos em token Trump nos jardins presidenciais. O aniversário de 250 anos dos EUA foi sequestrado por uma estrutura paralela controlada por operadores da campanha, vendendo acesso, fotos com o presidente e pacotes milionários para financiadores.

Governos estrangeiros — Emirados, Arábia Saudita, Catar — injetaram centenas de milhões nos negócios da família enquanto negociavam acordos bilaterais com Washington. Conflito de interesses? Isso é eufemismo para corrupção institucionalizada.

Aqui no Brasil, a família Bolsonaro opera com o mesmo manual.

Flávio Bolsonaro e as rachadinhas, Queiroz, milícias, joias sauditas, Banco Master e as conexões com fraudes bilionárias, emendas parlamentares que explodem o orçamento, favorecimentos a aliados, uso da máquina pública para blindagem familiar e narrativa de perseguição. Trump monetiza a Presidência com crypto e eventos; aqui, o clã usa cargos, emendas, milícias e igrejas para manter o fluxo de poder e dinheiro.

Ambos vendem a mesma mercadoria envenenada: populismo de fachada. Prometem lutar contra o sistema, devolvem o poder ao “povo”, mas na prática constroem impérios onde o líder, os filhos, os aliados e os financiadores concentram riqueza, influência e impunidade. A bandeira vira produto. O Palácio vira vitrine. A nação vira marca registrada para enriquecimento privado.

Trump não “drenou o pântano”. Ele mergulhou nele e abriu franquias. Bolsonaro e filhos fizeram o mesmo no Brasil — e continuam tentando. O povo paga a conta: investidores quebrados, orçamento sangrado, democracia enfraquecida.

Acorda, povo!

Acorda, Brasil!

Não é patriotismo. É pirâmide com bandeira.

Não é liderança. É crime organizado com gravata e Bíblia na mão.

A extrema-direita mundial não combate elites. Ela é a elite parasita que se alimenta do povo que diz defender.



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Política

Basta de palhaçada! A direita bolsonarista não tem projeto, só ódio e rancor.

Sexta-feira, em Curitiba, Flávio Bolsonaro e Sérgio Moro mostraram mais uma vez o que realmente são: parasitas políticos que sobrevivem de ódio destilado. Três horas de transmissão, 69 menções a Lula, 35 ao PT, 17 à “esquerda” e a palavra “proposta” citada uma única vez, de forma genérica e vazia. Isso não é campanha, é terapia de grupo para quem ainda baba de raiva do ódio que cultiva há anos.

O método é claro, baixo e covarde: xingar, ofender, cuspir. Chamaram Lula de “ladrão”, “lixo” e “chorume”. Atacaram a esposa do presidente. Falaram em “exorcizar” a esquerda. Tudo isso para esconder a miséria intelectual e a ausência completa de projeto para o país. Porque quando o eleitor pergunta sobre salário, saúde, escola, comida no prato e segurança, eles não têm resposta. Só têm mais ódio.

É a mesma farsa de 2018 e 2022. Tal pai, tal filho. Prometem fim da demarcação de terras indígenas, redução da maioridade penal, anistia para os golpistas do 8 de janeiro, privatização geral das estatais, desmonte do Estado e entrega total do país ao agronegócio e à mineração. Migalhas para o povo? Nenhuma. Zero. O povo que se foda, como sempre.

Enquanto isso, o Brasil lembra: durante a pandemia, Jair Bolsonaro chamou a morte de 1.860 crianças de 0 a 12 anos (e mais de 2.500 até 17 anos) de “insignificantes”. Insignificantes! Enquanto as famílias enterravam seus filhos, o “mito” seguia fazendo lives, negando a gravidade e “passando a boiada” sobre os trabalhadores.

E agora o filho quer herdar esse legado de ressentimento, ignorância e crueldade. Quer transferir o voto, o afeto e o ódio do pai para si, como se o Brasil fosse uma monarquia de araque onde o trono passa de pai para filho mesmo que ambos só saibam destruir.

Chega.

Essa direita não governa. Ela incendeia. Não propõe. Ela ofende. Não constrói. Ela destrói e depois culpa o PT pela fumaça. São especialistas em alto ruído e baixo caráter. Em 2026 querem repetir a mesma palhaçada: transformar o Brasil num grande grupo de WhatsApp raivoso enquanto o país sangra por falta de rumos.

Não vai colar de novo. O povo não é burro. Já viu essa peça barata e sabe o final: muito grito, muito ódio, muito “Deus, pátria e família” de fachada… e zero solução para a vida real.

Flávio, Moro e toda essa corja: o Brasil não aguenta mais ser palco da mediocridade de vocês.

Você, meu Camaradinha: mantenha a sua dignidade e lute até o fim, recuse-se a ser vítima.

*Luis Celso Ferreira dos Santos, nascido na cidade do Rio de Janeiro-RJ

Formado em Ciências Contábeis pela UFRJ, Aposentado pelo INSS, tendo trabalhado como Supervisor no Banco da Amazônia e também como Diretor Regional do SESC e do SENAC nos Estados do Acre e de Rondônia.


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Transformar o Brasil num putei…, Digo, num Rio de Janeiro

A famosa capacidade de regeneração da extrema-direita e do Centrão: tomam banho de lama e saem cheirando a perfume. O Rio de Janeiro virou laboratório vivo do bolsonarismo: violência, milícia, corrupção e aparelhamento. Mesmo assim, parte expressiva da população ainda entrega o voto para repetir a receita em escala nacional — transformar o Brasil inteiro num grande Rio de Janeiro.

O país finge normalidade. Jair Bolsonaro foi condenado por tentativa de golpe de Estado. Flávio Bolsonaro, o “filho do caos”, circula como se nada representasse risco à democracia. A imprensa — inclusive a dita progressista — trata o clã com luvas de pelica. “Se eu sei tantos podres da família Bolsonaro, imagina o que a imprensa sabe”, desabafa quem acompanha o circo de perto. Ainda assim, há quem cogite votar no filho para presidente em 2026. É o cúmulo da amnésia coletiva.

Na extrema-direita e no Centrão, escândalo não mata ninguém. Tomam banho de lama, saem cheirando a perfume Chanel e voltam para o palco como se nada tivesse acontecido.

A grande mídia brasileira, elitista e racista até o osso, faz exatamente o que Malcolm X avisou: “Se você não for cuidadoso, a imprensa te fará odiar os oprimidos e amar os opressores.” E o pior: está funcionando para muita gente.

O Rio de Janeiro já é o laboratório do bolsonarismo: milícia, violência, corrupção e aparelhamento. E tem brasileiro querendo repetir essa receita no Brasil inteiro. Querem transformar o país num grande Rio de Janeiro… ou melhor, num grande puteiro.

Pois é, bolsonarista, a sua piscina está cheia de ratos e suas ideias não correspondem aos fatos, mas saiba que ainda estão rolando os dados porque o tempo não para. E viva Cazuza!!!!!!


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Política

A farsa por trás da briga contra a escala 5 x 2

Por trás dos discursos inflamados contra a escala 5×2 esconde-se uma motivação muito mais clara: o ódio ao governo Lula e o temor de uma nova vitória de Luiz Inácio Lula da Silva. Não se trata de defesa do trabalhador, mas de cálculo eleitoral puro.

Flávio Bolsonaro, o “Bolsonarinho”, repete o manual da família. Usa os mesmos métodos que levaram o pai à prisão, sabe que a Justiça Eleitoral dificilmente tornará alguém inelegível em ano de eleição e, ao mesmo tempo, posa de vítima perseguida pela “ditadura do STF”. Curiosamente, evita falar STE — afinal, tem aliados no tribunal. Se for eleito, a expectativa é que os processos esfriem novamente.

O cinismo fica ainda mais evidente quando se lembra do que aconteceu com o horário de verão. Durante a vigência da medida, as tardes alongadas transformavam as cidades: a partir das 16h ou 17h, ruas cheias, comércio aquecido, bares lotados, praias movimentadas mesmo nos estados que não mudavam o relógio. O efeito positivo se espalhava. Entidades do comércio chegaram a defender que o horário de verão virasse permanente.

Era o povo nas ruas, aproveitando a luz do dia, consumindo, vivendo. Mas isso incomodava. Em 25 de abril de 2019, Jair Bolsonaro assinou o Decreto nº 9.772 e extinguiu de vez o horário de verão no Brasil. Sul, Sudeste e Centro-Oeste perderam a folga extra de luz natural. O homem que não suportava ver o povo sorrindo nas ruas simplesmente apagou a medida com um traço de caneta.

Agora, quando se discute dar mais tempo livre aos trabalhadores — sábados e domingos inteiros —, o mesmo grupo reaparece com o discurso de sempre. A lição é clara: o que está em jogo não é o calendário de trabalho. É impedir que o povo ganhe mais vida, mais luz e mais liberdade. O resto é teatro, narrativas.


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“Criança trabalhando é normal”, diz Zema – e o Brasil inteiro se revolta

Seu Bené — um homem que viveu o que Zema só fala da boca

No podcast “Inteligência Limitada”, Romeu Zema abriu a boca e jogou gasolina no fogo. O ex-governador mineiro, formado pela FGV, defendeu sem rodeios o trabalho infantil: “Infelizmente, no Brasil, se criou essa ideia de que jovem não pode trabalhar. Toda criança pode estar ajudando com questões simples”.

E foi além: atacou as leis brasileiras que protegem as crianças, dizendo que elas “estão escravizando a criança”. Para arrematar, citou os Estados Unidos como exemplo, onde “criança trabalha entregando jornal”.

A declaração caiu como uma bomba. Guilherme Boulos chamou Zema de “psicopata”. Nas redes, militantes de esquerda já repetem a palavra sem dó. E não é para menos.

Enquanto isso, a realidade sangra

Esse tipo de discurso me faz lembrar do verdadeiro rosto da pobreza no Brasil: a história de Benedito Ferreira dos Santos.

Abandonado pelos pais ainda criança, virou menino de rua, cresceu analfabeto nas calçadas, sem lar, sem escola, sem infância. Um dia aprendeu a ler e escrever com a namorada, Geralda. Virou motorista de caminhão, pegava carga de dia e à noite virava garçom ou cozinheiro. Mal via os filhos durante a semana.

Mesmo assim, Seu Bené foi pai com todas as letras. Aos domingos à noite, corria para casa. Levava o filho no caminhão quando dava, com marmita esquentando no motor. Aniversários eram sagrados. Dezembro era praia. Maio, passeio cultural. Ele olhava para os filhos e repetia: “Não quero que vocês passem o que eu passei”.

A filha só trabalhou depois da faculdade. O filho, no final do segundo grau, pediu para trabalhar porque estudava à noite.

No dia 3 de abril, Seu Bené completaria 107 anos.

Obrigado, Papai. O senhor nos salvou.

De um lado, político de elite defendendo que criança trabalhar é “normal”. Do outro, um pai analfabeto que quebrou a própria vida para que os filhos não precisassem trabalhar cedo.

Isso não é debate. É o abismo entre quem fala da vida dos outros e quem viveu o inferno na pele.

Zema pode ter diploma da FGV. Mas Seu Bené teve diploma da dureza. E esse, ninguém tira.

Xapuri-AC, 03 de maio de 2026

Luis Celso Ferreira dos Santos

PS: No dia 18 de maio completarei 78 anos devido à minha infância saudável.


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Política

Bolsonaristas, evangélicos, traficantes, estupradores: Uni-vos!

É isso que o bolsonarismo se transformou: um grande clube de proteção mútua para criminosos.

Enquanto o Brasil inteiro sofre com a violência, Jair Bolsonaro e seus aliados no Congresso trabalham descaradamente para afrouxar as leis e abrir as portas da cadeia mais cedo. Prova concreta é o PL da Dosimetria, lei que o próprio Bolsonaro apoiou e cuja derrubada do veto foi comemorada pela sua base. O resultado? Redução de pena e progressão de regime mais rápida para condenados por tráfico pesado, estupro e feminicídio.

Bolsonaro, que sempre se vendeu como o “homem da lei e da ordem”, agora ajuda a dar atalho para estupradores e feminicidas saírem mais cedo da prisão. O que começou como uma manobra para proteger os envolvidos no 8 de janeiro virou uma farra geral para beneficiar bandidos violentos.

A bancada evangélica, fiel de carteirinha de Bolsonaro, entra de cabeça nessa vergonha. Em vez de pregar a Bíblia, muitos pastores e deputados transformaram igreja em quartel-general político. Tentam criminalizar até mulher vítima de estupro que precisa abortar, enquanto defendem leis que aliviam a pena de estupradores e feminicidas. Para eles, o que vale não é a fé, é a lealdade cega: “nós, evangélicos” contra “eles”. Crime de aliado? Vira detalhe que se resolve.

E o cinismo não para. No Senado, bolsonaristas deram o recado direto durante a sabatina de Jorge Messias: “Nós aprovamos os ministros do STF, mas também podemos tirar”. Ameaça aberta, autoritária e cara de pau.

É o pacote podre completo:
• Bolsonaro apoiando lei que beneficia estuprador e feminicida;
• Igreja usada como escudo de impunidade e rede de proteção, e
• Ameaça explícita ao Supremo para mostrar quem manda de verdade.

Enquanto mães choram filhas assassinadas, famílias enterram filhos vítimas do tráfico e o povo vive apavorado nas ruas, Bolsonaro e sua tropa priorizam proteger “os seus” em vez de proteger o Brasil. Isso não é conservadorismo. Isso é uma aliança nojenta entre política, religião e impunidade.

Chega de hipocrisia! Chega de usar a Bíblia como salvo-conduto para bandido! Chega de Bolsonaro e seus aliados afrouxando a lei para proteger estuprador, feminicida e traficante enquanto posam de salvadores da pátria.

O Brasil não suporta mais essa palhaçada. Ou não devia mais suportar!!!

Lei tem que ser dura, igual para todos. Sem “nós” e “eles”. Sem proteção especial para aliado. Sem atalho para quem comete crime grave.

Quem atentou contra a democracia, quem estuprou, matou ou traficou tem que apodrecer na cadeia. Ponto final.

*Formado em Ciências Contábeis pela UFRJ, Aposentado pelo INSS, tendo trabalhado como Supervisor no Banco da Amazônia e também como Diretor Regional do SESC e do SENAC nos Estados do Acre e de Rondônia.

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Política

Trabalhador continua torcendo contra si mesmo

É o retrato mais cruel do Brasil de 2026: o assalariado que mal consegue pagar uma consulta no posto de saúde agora torce contra o SUS, faz campanha pelo patrão, vota no candidato do patrão e, quando o chefe vira deputado ou senador, aplaude a bancada que precariza seus direitos e o transforma em mão de obra descartável.

Enquanto isso, o mesmo trabalhador é empurrado para o abismo das apostas online. As bets explodiram no vácuo deixado pelo governo Bolsonaro e hoje são blindadas por uma poderosa “bancada das bets” no Congresso. O resultado está à vista: famílias inteiras endividadas, lares destruídos, depressão e suicídios provocados pelo vício que cabe no bolso de qualquer celular.

E o escárnio não para por aí.

Enquanto o povo quebra as contas com o “jogo do tigrinho”, a cúpula do Congresso viaja de jatinho privado com um dos maiores empresários do setor de apostas. O presidente da Câmara, Hugo Motta, e o senador Ciro Nogueira foram flagrados em um voo vindo de São Martinho, paraíso fiscal no Caribe, propriedade do gigante “Fernandin OIG”. Cinco malas desembarcaram sem raio-X, sem inspeção, por ordem direta de um auditor fiscal — exatamente no período em que o Congresso discutia a regulamentação das bets.

Suspeita de contrabando, descaminho e favorecimento escandaloso? O caso foi parar nas mãos de Alexandre de Moraes por conta do foro privilegiado.

Ao mesmo tempo, o senador Flávio Bolsonaro, nome que ainda seduz parcelas da classe trabalhadora, acumula denúncias de rachadinhas, relações com milícias e atua como ponte para a liberação de cassinos e bingos. Pior: é relator da PEC das Praias, texto que pode entregar terrenos de marinha à iniciativa privada — abrindo caminho para resorts e grandes cassinos à beira-mar. Privatiza-se a praia pública, instala-se o cassino físico ao lado do digital que já rouba o salário do povo.

É o ciclo perfeito da exploração: primeiro endividam o trabalhador com bets, depois tiram seus direitos trabalhistas, depois destroem o SUS que ele tanto precisa e, por fim, transformam até a praia — último espaço de lazer gratuito — em playground de especuladores e da máfia dos jogos.

Como alertou Marilena Chauí, democracia exige igualdade, liberdade e participação consciente. O que vivemos hoje é a versão perversa dessa equação: o trabalhador, sem igualdade e sem consciência plena, torce contra si mesmo. Torce contra o SUS que um dia pode salvar sua vida. Torce contra direitos que um dia impediram sua exploração total. E entrega seu salário suado para o mesmo sistema que o humilha e o descarta.

O povo precisa acordar urgente. Antes que o último direito vire aposta perdida e a praia que era de todos vire muro de resort com cassino ao fundo — enquanto o trabalhador segue torcendo contra ele próprio.


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