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Política

Bolsonaristas, evangélicos, traficantes, estupradores: Uni-vos!

É isso que o bolsonarismo se transformou: um grande clube de proteção mútua para criminosos.

Enquanto o Brasil inteiro sofre com a violência, Jair Bolsonaro e seus aliados no Congresso trabalham descaradamente para afrouxar as leis e abrir as portas da cadeia mais cedo. Prova concreta é o PL da Dosimetria, lei que o próprio Bolsonaro apoiou e cuja derrubada do veto foi comemorada pela sua base. O resultado? Redução de pena e progressão de regime mais rápida para condenados por tráfico pesado, estupro e feminicídio.

Bolsonaro, que sempre se vendeu como o “homem da lei e da ordem”, agora ajuda a dar atalho para estupradores e feminicidas saírem mais cedo da prisão. O que começou como uma manobra para proteger os envolvidos no 8 de janeiro virou uma farra geral para beneficiar bandidos violentos.

A bancada evangélica, fiel de carteirinha de Bolsonaro, entra de cabeça nessa vergonha. Em vez de pregar a Bíblia, muitos pastores e deputados transformaram igreja em quartel-general político. Tentam criminalizar até mulher vítima de estupro que precisa abortar, enquanto defendem leis que aliviam a pena de estupradores e feminicidas. Para eles, o que vale não é a fé, é a lealdade cega: “nós, evangélicos” contra “eles”. Crime de aliado? Vira detalhe que se resolve.

E o cinismo não para. No Senado, bolsonaristas deram o recado direto durante a sabatina de Jorge Messias: “Nós aprovamos os ministros do STF, mas também podemos tirar”. Ameaça aberta, autoritária e cara de pau.

É o pacote podre completo:
• Bolsonaro apoiando lei que beneficia estuprador e feminicida;
• Igreja usada como escudo de impunidade e rede de proteção, e
• Ameaça explícita ao Supremo para mostrar quem manda de verdade.

Enquanto mães choram filhas assassinadas, famílias enterram filhos vítimas do tráfico e o povo vive apavorado nas ruas, Bolsonaro e sua tropa priorizam proteger “os seus” em vez de proteger o Brasil. Isso não é conservadorismo. Isso é uma aliança nojenta entre política, religião e impunidade.

Chega de hipocrisia! Chega de usar a Bíblia como salvo-conduto para bandido! Chega de Bolsonaro e seus aliados afrouxando a lei para proteger estuprador, feminicida e traficante enquanto posam de salvadores da pátria.

O Brasil não suporta mais essa palhaçada. Ou não devia mais suportar!!!

Lei tem que ser dura, igual para todos. Sem “nós” e “eles”. Sem proteção especial para aliado. Sem atalho para quem comete crime grave.

Quem atentou contra a democracia, quem estuprou, matou ou traficou tem que apodrecer na cadeia. Ponto final.

*Formado em Ciências Contábeis pela UFRJ, Aposentado pelo INSS, tendo trabalhado como Supervisor no Banco da Amazônia e também como Diretor Regional do SESC e do SENAC nos Estados do Acre e de Rondônia.

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Opinião

Feliciano defende pastores pedófilos e estupradores: quem nunca errou?

Neste último domingo, já havia ficado assombrado com a produção e variedade de picaretagens envolvendo o dito pastor Valdemiro. Claro, achei que aquilo era o coroamento do absurdo.

O sacripanta, numa espécie de regime religioso autoritário, disse aos fieis, a doação de vocês tem que ser além dos 10%, porque esses 10 % não são de vocês, são de Deus, vocês não podem sequer tocar nesse dinheiro. A oferta tem que ser além desses 10%, aí sim, é dinheiro de vocês.

Isso dá a dimensão da catástrofe humana que esse tipo de vigarista causa a uma sociedade, sem ser incomodado pela justiça, porque utiliza a liberdade religiosa para cometer crime contra a economia popular quando, na verdade, o sujeito se comporta como qualquer contraventor, utilizando a fé das pessoas, que se transformam em vítimas dessa escumalha de pastores charlatães.

Ledo engano de minha parte. Mais tarde, assisto a um vídeo, no link abaixo, do deputado, o pastor Marcos Feliciano defendendo a “honra” de pastores pedófilos e estupradores, dizendo ao entrevistador que ele não era Deus e nem pastor para julgar os pastores criminosos.

Ou seja, Feliciano, com uma fala mansa, dá um tom que ultrapassa o sarcasmo, fugiu, inclusive das políticas ideológicas da extrema direita para tratar de “aspectos” da alma humana, que é, vejam só que coisa tocante, errante por natureza, no famoso, quem nunca?

Feliciano disse isso como quem declama um poema, de tanta docilidade com que tratou os pastores estupradores, apresentando-se às pessoas como um monumento à canalhice.

No final das contas, o pilantra vendia a imagem de um desses pastores, que deveria estar na cadeia, como alguém de trajetória sofria e que, por isso, não deveria ser julgado.

Lógico, novamente, nos vem o inquieto questionamento, aonde estávamos e estamos como civilização para aceitar que esse cara se criasse, virasse deputado federal, sem que a justiça o alcançasse?

Obs. o que ficou nítido é que na defesa obsessiva de Marcos Feliciano, estava a aflição de quem tem muitos pastores para serem defendidos desses mesmos crimes, praticados contra crianças e mulheres.

https://x.com/GugaNoblat/status/1804999104843636900

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Opinião

Em meio à epidemia de pastores estupradores, Malafaia quer criminalizar as vítimas

Não, meus caros, não foi um lapso de Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), “autor” do PL do estupro. Todos sabem que ele é um preposto de Malafaia, daí a explicação de que, em meio a uma verdadeira epidemia de estupros, praticados por pastores evangélicos, Malafaia queira criminalizar as vítimas, não importando se adultas ou crianças. O que ele precisa é transformar o estuprador em vítima e a vítima em criminosa.

Na verdade, todo santo dia tem fato na mídia de pastor estuprador dentro do universo evangélico.

Quando Sóstenes Cavalcante, a mando de Malafaia, trata o estupro como uma espécie de café com leite ou água e sal, ele sataniza crianças estupradas, que são a maioria das vítimas dos estupradores que, nitidamente, essa gente quer proteger.

Em certa medida, o PL do estupro acabou por cumprir um papel relevante para revelar que a direita brasileira, sobretudo a ligada a Bolsonaro, trata a vítima à pedrada e o estuprador a caviar.

Agora, não adianta Sóstenes Cavalcante roncar que vai dobrar, triplicar a pena do estuprador. É inaceitável que o sujeito queira mexer na constituição sem trazer qualquer punição mais ampla ao criminoso e, em contrapartida, pegar uma criança de 10 anos, estuprada, que tenha feito aborto, condenar a uma pena de 20 anos.

Qualquer ser humano, com um único neurônio, entendeu que esse PL é para livrar a cara dos pastores estupradores e culpar as suas vítimas e, assim, não detonar a já detonada imagem dos templos evangélicos.

Como bem disse Rita Lee, registrado em uma entrevista, ninguém é a favor de aborto. Por isso, uma questão tão complexa como essa, tem que ser tratada no âmbito da saúde pública, jamais a partir de conceitos religiosos, seja de que religião for.