Categorias
Política

Bolsonaristas, evangélicos, traficantes, estupradores: Uni-vos!

É isso que o bolsonarismo se transformou: um grande clube de proteção mútua para criminosos.

Enquanto o Brasil inteiro sofre com a violência, Jair Bolsonaro e seus aliados no Congresso trabalham descaradamente para afrouxar as leis e abrir as portas da cadeia mais cedo. Prova concreta é o PL da Dosimetria, lei que o próprio Bolsonaro apoiou e cuja derrubada do veto foi comemorada pela sua base. O resultado? Redução de pena e progressão de regime mais rápida para condenados por tráfico pesado, estupro e feminicídio.

Bolsonaro, que sempre se vendeu como o “homem da lei e da ordem”, agora ajuda a dar atalho para estupradores e feminicidas saírem mais cedo da prisão. O que começou como uma manobra para proteger os envolvidos no 8 de janeiro virou uma farra geral para beneficiar bandidos violentos.

A bancada evangélica, fiel de carteirinha de Bolsonaro, entra de cabeça nessa vergonha. Em vez de pregar a Bíblia, muitos pastores e deputados transformaram igreja em quartel-general político. Tentam criminalizar até mulher vítima de estupro que precisa abortar, enquanto defendem leis que aliviam a pena de estupradores e feminicidas. Para eles, o que vale não é a fé, é a lealdade cega: “nós, evangélicos” contra “eles”. Crime de aliado? Vira detalhe que se resolve.

E o cinismo não para. No Senado, bolsonaristas deram o recado direto durante a sabatina de Jorge Messias: “Nós aprovamos os ministros do STF, mas também podemos tirar”. Ameaça aberta, autoritária e cara de pau.

É o pacote podre completo:
• Bolsonaro apoiando lei que beneficia estuprador e feminicida;
• Igreja usada como escudo de impunidade e rede de proteção, e
• Ameaça explícita ao Supremo para mostrar quem manda de verdade.

Enquanto mães choram filhas assassinadas, famílias enterram filhos vítimas do tráfico e o povo vive apavorado nas ruas, Bolsonaro e sua tropa priorizam proteger “os seus” em vez de proteger o Brasil. Isso não é conservadorismo. Isso é uma aliança nojenta entre política, religião e impunidade.

Chega de hipocrisia! Chega de usar a Bíblia como salvo-conduto para bandido! Chega de Bolsonaro e seus aliados afrouxando a lei para proteger estuprador, feminicida e traficante enquanto posam de salvadores da pátria.

O Brasil não suporta mais essa palhaçada. Ou não devia mais suportar!!!

Lei tem que ser dura, igual para todos. Sem “nós” e “eles”. Sem proteção especial para aliado. Sem atalho para quem comete crime grave.

Quem atentou contra a democracia, quem estuprou, matou ou traficou tem que apodrecer na cadeia. Ponto final.

*Formado em Ciências Contábeis pela UFRJ, Aposentado pelo INSS, tendo trabalhado como Supervisor no Banco da Amazônia e também como Diretor Regional do SESC e do SENAC nos Estados do Acre e de Rondônia.

Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos de coração o seu apoio

Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://cat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igs

Categorias
Política

Imprensa trata Flávio Bolsonaro como se ele não representasse risco à democracia

Ele tem os mesmos objetivos do pai, sempre apoiou todos os gestos extremos do ex-presidente, defende abertamente a intervenção do governo Trump

A imprensa brasileira sofre de uma doença que parece incurável: o “isentismo”. É a tentativa de parecer isenta mesmo diante de grupos e personagens que representam óbvia ameaça ao Estado Democrático de Direito.

Foi assim que Jair Bolsonaro e seus asseclas cresceram na campanha de 2018. Primeiro foram tratados como azarões anedóticos e depois aceitos como players comuns do jogo democrático. Estava na cara que não eram nada disso. Desde o início, o bolsonarismo mostrou as garras, cóm fake news, ofensas, ameaças aos adversários, agressões, exaltação à ditadura, desrespeito às instituições.

Bolsonaro nunca foi homem de meias palavras e em momento nenhum escondeu sua brutalidade, seu jeitão golpista. No máximo, repetia querer manter-se “dentro das quatro linhas da Constituição”, mesmo quando já estava bem longe delas.

Apesar disso, a maioria dos jornais, sites e emissoras preferiu dispensar a ele tratamento protocolar.

Até meados do mandato de Bolsonaro tinha editor que recomendava a seus jornalistas que não o classificassem como alguém de extrema direita. Apesar de todas as invencionices que o presidente despejava diariamente no cercadinho, demorou para que os veículos usassem em relação a ele o adjetivo “mentiroso”.

Deu no que deu: Bolsonaro teve espaço para liberar armas, bagunçar a educação, autorizar a devastação do meio ambiente, fazer campanha contra o processo eleitoral brasileiro, esculhambar a política externa, entupir a máquina pública de parasitas ideológicos, propiciar a morte de centenas de milhares de pessoas na pandemia e, como fecho de ouro, consumar a esperada tentativa de golpe de Estado, felizmente fracassada.

Nesse momento, justiça seja feita, a grande imprensa mudou de tom e foi fundamental para a derrota do golpismo.

Passado o susto, no entanto, o “isentismo” voltou.

Vários aliados na tentativa de derrubar a democracia recuperaram espaço na mídia. Estão por toda parte, usando a imprensa para atacar o governo e dar opiniões sobre o Brasil, como se quisessem o bem dos brasileiros.

É algo como imaginar Marcola, o chefão do PCC, dar entrevista com recomendações sobre Segurança Pública.

Um desses golpistas que recuperou prestígio na mídia é Flávio Bolsonaro, o senador pré-candidato da extrema direita à Presidência da República. O filho 01 de Bolsonaro é tratado nas manchetes como postulante comum ao Planalto, sem ressalvas.

O noticiário mostra as estratégias eleitorais de Flávio, a montagem de sua equipe de campanha, as críticas que faz a Lula, o esforço para se mostrar como “moderado”, o desempenho nas pesquisas, as dancinhas constrangedoras que arrisca em cima dos palanques, Brasil afora (clara campanha antecipada, nas barbas do TSE).

O noticiário só não destaca o principal: Flávio Bolsonaro é tão golpista quanto o pai.

Tem os mesmos objetivos, sempre apoiou todos os gestos extremos do ex-presidente e dos irmãos, defende abertamente a intervenção do governo Trump no Brasil (como reiterou em recente visita aos Estados Unidos), louva ditadores, ataca as instituições.

Alguém tem dúvida disso?

A grande diferença é que não propaga seus ideais autoritários aos gritos e palavrões, como fazia o pai. Nesse sentido, é mais palatável — e por isso mais perigoso.

Pode-se argumentar que é da lógica jornalística ouvir todos os grupos políticos, até mesmo os golpistas. Isso pode ser verdadeiro, desde que imprensa não abra mão do senso crítico. E é o que está ocorrendo: o candidato bolsonarista tem se beneficiado do “isentismo” da mídia para passar-se por democrata.

Quando todos acordarem — inclusive a imprensa –, mais uma vez poderá ser tarde demais. Assim como Trump 2 tem sido mais devastador para os Estados Unidos e para o mundo, Bolsonaro 2 será bem mais perigoso para o Brasil.

Que tal usar a lógica das embalagens de cigarro, aquelas que alertam para os riscos do fumo para a saúde? A cada aparição do candidato extremista deveria ser exibida uma imagem dos vândalos do 8 de Janeiro, com a mensagem: “Cuidado, bolsonarismo faz mal à democracia brasileira”.

Na falta desse recurso, o simples exercício do senso crítico no jornalismo já seria uma boa notícia.

*Chico Alves/ICL


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos de coração o seu apoio


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos noWhatsapp https://cat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh

Categorias
Brasil Mundo

EUA perdem para o Brasil no quesito Democracia pela primeira vez

EUA deixam de ser democracia liberal, pela primeira vez em 50 anos

No principal informe publicado sobre a saúde da democracia no mundo, Brasil e EUA vão em sentidos contrários no fortalecimento do estado de direito. Se o país lidera no processo de democratização, os americanos perdem, pela primeira vez em 50 anos, seu status de democracia liberal.

Segundo o relatório sobre Democracia do Instituto V-Dem, da Universidade de Gotemburgo, o retrocesso está acontecendo agora em democracias consolidadas e a democracia nos EUA está se deteriorando a uma “velocidade sem precedentes”.

Mas, no caso do Brasil, o país segue numa tendência oposta e, hoje, está classificado como mais democrático que os EUA.

Em sua edição de 2026, o ranking apresenta o Brasil na 28ª posição no mundo. Já os EUA caíram da 20ª posição para o 51º lugar. O país que sempre exportou a democracia ainda deixou de ser classificado como uma democracia liberal e é apenas uma democracia eleitoral, hoje.

De acordo com o informe, quase um quarto das nações do mundo está passando por um retrocesso democrático, ou autocratização, em 2025, e seis dos dez novos países em processo de autocratização identificados no Relatório sobre Democracia de 2026 estão na Europa e na América do Norte.

Entre eles estão países grandes e influentes como Itália, Reino Unido e EUA. “O fato de muitos países populosos e economicamente poderosos estarem se autocratizando é especialmente preocupante. Vários desses países têm o peso econômico e político para remodelar organizações internacionais, normas e comércio, efetivamente remodelando a ordem global. Acho que já estamos vendo o efeito disso”, diz Staffan Lindberg, líder do estudo.

Uma das constatações é de que a democracia dos EUA está atualmente em um processo de deterioração muito mais rápido do que qualquer outra democracia nos tempos modernos.

“Em apenas um ano, a pontuação dos EUA no índice V-Dem de Democracia Liberal caiu 24%, enquanto sua classificação mundial caiu do 20º para o 51º lugar entre 179 nações”, disse.

Os aspectos liberais da democracia mostram o maior declínio nos EUA. O segundo mandato do presidente Donald Trump pode ser resumido como uma rápida concentração de poderes na presidência, de acordo com o relatório.

“O atual governo dos EUA tem minado os mecanismos institucionais de controle e equilíbrio, politizado o funcionalismo público e os órgãos de fiscalização, e intimidado o judiciário, além de atacar a imprensa, a academia, as liberdades civis e as vozes dissidentes”, afirmou Lindberg.

“As eleições de meio de mandato americanas de 2026 serão um teste crucial para a qualidade das eleições e da democracia nos Estados Unidos. Se os indicadores eleitorais também piorarem, os EUA irão piorar ainda mais”, diz Lindberg.

Brasil é destaque positivo: reverteu autocratização
Se Trump conduz os EUA para uma situação alarmante, o Brasil lidera o grupo que atravessa um processo de democratização.

“Entre os países em processo de democratização, o Brasil é de longe o maior em termos de população, seguido pela Tailândia e Polônia. Os três representam uma reviravolta, ou seja, estão se recuperando da autocratização da última década e restaurando seus níveis iniciais de democracia”, destaca.

Na avaliação dos especialistas, a autocratização no Brasil “foi revertida antes de um colapso democrático”.

“A autocratização do Brasil começou com o impeachment da presidente Dilma Rousseff e acelerou após a eleição do populista de direita Jair Bolsonaro em 2018. Ataques à mídia, tentativas de minar as eleições, o legislativo e o judiciário se seguiram. A reviravolta ocorreu quando Luís Inácio Lula da Silva, apoiado por uma coalizão de nove partidos, venceu as eleições de 2022”, destacou.

No entanto, a sociedade brasileira permanece profundamente polarizada, e as eleições de 2026 serão decisivas para o futuro. Bolsonaro, porém, está impedido de exercer o cargo após ser condenado por abuso de poder e tentativa de golpe.

Raio-X da democracia no mundo

  • A democracia retornou aos níveis de 1978 para o cidadão médio global. Os ganhos da “terceira onda de democratização”, iniciada em 1974 em Portugal, foram quase erradicados.
  • O nível de democracia para o cidadão médio na Europa Ocidental e na América do Norte está no seu nível mais baixo em mais de 50 anos, principalmente devido à autocratização em curso nos EUA.
  • Os EUA perdem seu status de democracia liberal de longa data — pela primeira vez em mais de 50 anos.
  • O mundo tem 92 autocracias e 87 democracias no final de 2025.
    74% da população mundial (6 bilhões) agora vive em autocracias.
    Apenas 7% da população mundial (600 milhões) vive em democracias liberais.

Eis os países que lideram o ranking da democracia global

  • Dinamarca
  • Suécia
  • Noruega
  • Suíça
  • Estônia
  • Irlanda
  • Costa Ric
  • Finlândia
  • França
  • Bélgica
  • República Tcheca
  • Austrália
  • Uruguai
  • Nova Zelândia
  • Alemanha
  • Chile
  • Luxemburgo
  • Países Baixos
  • Áustria
  • Letônia

Jamil Chade/ICL


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos de coração o seu apoio


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh

Categorias
Mundo

Sumiço de provas contra Trump nos arquivos Epstein é ‘assustador para democracia’

Ligações do republicano com criminoso sexual têm sido ocultadas, enquanto outros nomes aparecem, aponta o professor

Nesta quinta-feira (26) aconteceu o depoimento de Hillary Clinton no caso Jeffrey Epstein, no qual a ex-secretária de Estado afirmou não se lembrar de ter conhecido o financista e sugeriu que os senadores deveriam questionar o próprio Trump sobre suas ligações com a rede criminosa. “O que é preocupante é que as ligações óbvias com Trump têm sido disfarçadas e deixadas de lado. É isso que precisaria ser investigado. Inclusive, quando Hillary faz essa relação, ela sabe muito bem para onde está levando a conversa”, aponta Paulo Borba Casella, professor de direito internacional público da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).

Ao Conexão BdF, ele destaca a gravidade do envolvimento de tantas personalidades com a rede criminosa de Jeffrey Epstein. “É um número enorme de pessoas. Até o Noam Chomsky aparece. É assustador ver os tentáculos da rede Epstein e o estrago que já fizeram”.

O professor revela um fato ainda mais alarmante: “A gente teve a informação recente de que parte dos arquivos que relacionam Trump a possíveis agressões sexuais contra mulheres não estão mais disponíveis nos relatórios das investigações”.

Sobre as implicações legais para o presidente, Casella é enfático. “Ele não é um réu primário. Já foi acusado de outros delitos sexuais e já pagou grandes quantias em casos anteriores para se livrar de processos por mulheres que tinham sido assediadas e mesmo atacadas por ele.”

Para o professor, o desaparecimento das provas é um escândalo democrático. “O que é assustador para um regime democrático, como se diziam até agora, é que essas informações relativas ao atual dirigente sumam dos arquivos. Isso é escandaloso e nunca poderia ser aceito.”

A pressão sobre o Irã
Sobre a escalada contra o Irã, Casella contextualiza a posição estadunidense que agem por procuração para supostamente proteger seu aliado na região, que é Israel. “Mas tem também uma coisa altamente destrutiva por parte dos Estados Unidos em quererem atacar o Irã. Querem fazer do Irã o que fizeram há algumas décadas com o Iraque, que foi arrasado pelos Estados Unidos.”

“Esse duplo padrão é inaceitável. Israel tem um programa nuclear que não deixa ninguém fiscalizar, ao arrepio dos acordos internacionais de monitoramento e de visitas periódicas pela Agência Internacional de Energia Atômica. Esse jogo de pressão com parâmetros totalmente desiguais em relação a situações parecidas é absolutamente injustificável”, aponta.

O professor lembra que já havia um acordo firmado com o Irã durante a gestão Obama. “Quem jogou fora esse acordo foi o próprio Trump, com aquela arrogância e falta de cuidado. Disse que o acordo não era bom e que ele ia negociar um muito melhor. Estamos vendo esse ‘muito melhor’ agora.”

Ele conclui que a postura estadunindense é inaceitável sob qualquer ponto de vista. “Nenhum país pode se sentir confortável e aceitar publicamente esse tipo de pressão. ‘Olha, eu boto todo o meu poder militar e se você não negociar, vai ficar muito ruim para você.’ A inércia da comunidade internacional em torno de mais essa agressão americana é assustador e preocupante.”

Sobre a capacidade militar dos EUA, Casella pondera. “Análises dizem que toda essa mobilização cenográfica de porta-aviões e aviões teria poder de fogo por alguns dias, mas não seria o suficiente para um conflito prolongado.”

“De cara, dispara o preço do petróleo, dispara o preço do ouro e da prata. Cria-se uma enorme apreensão com relação aos 20% do comércio de petróleo e gás que passam pelo Estreito de Hormuz. O regime iraniano já disse que, se atacado, poderia restringir ou fechar a passagem, pelo menos temporariamente”, contextualiza.

Para Casella, os efeitos seriam globais: “Se esse ataque abusivo, descabido e provavelmente ineficaz acontecer, pode apostar que tem confusão que repercute para o mundo inteiro, principalmente na região, mas com reflexos para todo o planeta.”

*BdF


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-os no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-os no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk10

Categorias
Política

Ironizando Bolsonaro após ida para a Papudinha, Lula alerta “se não formos espertos, a mentira vencerá a verdade”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um alerta direto sobre o ambiente político e informacional do país às vésperas do próximo ciclo eleitoral. Ao discursar nesta sexta-feira (16), Lula destacou os riscos da disseminação de notícias falsas e afirmou que a desinformação pode comprometer o debate público e o julgamento da sociedade sobre os rumos do Brasil.

Durante sua fala, o presidente enfatizou que o país se aproxima de um momento decisivo e que será necessário atenção redobrada para separar fatos de mentiras. O discurso foi feito em evento oficial do governo federal, e o alerta veio acompanhado de um balanço dos indicadores econômicos e sociais do atual mandato, segundo informações divulgadas a partir da íntegra da fala presidencial.

“É preciso lembrar que vai ter uma eleição. E é importante se lembrar que se a gente não for esperto, a mentira vencerá a verdade. Fique esperto”, afirmou Lula. O presidente ressaltou que a desconstrução de narrativas é um processo simples, enquanto a reconstrução exige esforço e responsabilidade, especialmente diante do cenário herdado no início de 2023.

Lula citou resultados que, segundo ele, demonstram a recuperação do país nos últimos anos. “Eu sei como pegamos esse país em 2023. Nós terminamos o terceiro ano do mandato com a menor inflação acumulada em quatro anos da história do Brasil, com o maior aumento da massa salarial, com o maior número de trabalhadores com carteira assinada, com o menor desemprego da história do Brasil e com a maior exportação da história do Brasil. Com apenas três anos”, declarou.

Na sequência, o presidente defendeu que a população faça comparações objetivas entre diferentes períodos e projetos políticos. “E vamos fazer um comparativo. Quem é melhor? Estamos chegando à hora da verdade”, disse. Para Lula, a decisão eleitoral deve ser baseada em dados concretos e não em conteúdos distorcidos que circulam nas redes sociais e em aplicativos de mensagens.

O presidente também fez um apelo para que os cidadãos verifiquem a origem das informações que recebem, especialmente por meio do WhatsApp. “Quando vocês receberem uma notícia do WhatsApp, se certifique se o canalha que passou para vocês não está reproduzindo uma coisa que outro canalha fez”, afirmou, ao criticar a cadeia de desinformação que se retroalimenta nesses meios.

“Ninguém que ensina algo sério tem milhões de seguidores… o Bolsonaro tinha 30 milhões”.

Além do tema eleitoral, Lula abordou o crescimento das apostas digitais no Brasil, relacionando o fenômeno a preocupações sociais e econômicas. Ele lembrou posições históricas de setores religiosos contrários a jogos de azar e afirmou que, na prática, o problema se agravou com a popularização das plataformas digitais. “O cassino entrou na casa da gente, para criança de dez anos pegar o telefone do pai e jogar, com essa quantidade de bets que foram criadas, que está tomando conta do futebol, da publicidade e da corrupção”, disse.

O presidente citou ainda a atuação do Banco Central diante do setor. “Vocês estão vendo o trabalho do Banco Central tentando fazer com que essa gente pague pelo menos imposto nesse país”, afirmou, ao associar o avanço das apostas online a desafios regulatórios e fiscais.

Ao longo do discurso, Lula reforçou a necessidade de vigilância democrática, responsabilidade no consumo de informação e atenção aos impactos sociais de novos fenômenos econômicos, em um cenário que, segundo ele, exigirá escolhas conscientes da sociedade brasileira.


Queridos leitores,

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.

Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-no no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1O

Categorias
Política

7 de setembro: atos defenderão a soberania e a democracia no Brasil

Neste 7 de Setembro, movimentos sociais, partidos políticos, centrais sindicais e organizações populares vão às ruas para resgatar o verdadeiro sentido da independência: o Brasil é do povo brasileiro, e é o povo quem deve decidir os rumos do país. Confira o atos em dezenas de cidades em TVT News.

Mobilizações do 7 de setembro
As mobilizações são convocadas pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, pelo Fórum das Centrais Sindicais e pelo tradicional Grito dos Excluídos e das Excluídas. A Central de Movimentos Populares (CMP), que liderou os protestos pelo Fora Bolsonaro em 2021, é uma das principais articuladoras dos atos neste 7 de Setembro.

Em 7 de setembro, estão previstos protestos em 32 cidades de todas as regiões do país. O maior será em São Paulo, às 9h, na Praça da República. As principais bandeiras incluem: justiça tributária com taxação dos super-ricos; isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês; redução da jornada semanal de trabalho sem corte de salários; fim da escala 6×1; defesa do meio ambiente; e nenhuma anistia para os golpistas.

7-de-setembro-atos-soberania-e-democracia-no-brasil-projecoes-no-museu-nacional-da-republica-em-alusao-as-comemoracoes-da-independencia-do-brasil-celebrada-em-7-de-setembro-foto-ricardo-stuckert-pr-tvt-news
Na semana em que se inicia o julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), os movimentos populares reforçam nas ruas a defesa da democracia e reafirmam a necessidade de punição e prisão para Bolsonaro e seus aliados golpistas.

“Há 31 anos construímos o Grito dos Excluídos no Brasil. Mas, neste ano, diante dos ataques à nossa soberania e democracia, precisamos transformar o 7 de setembro em um dia histórico. É hora de afirmar que quem manda no Brasil é o povo brasileiro”, afirma Raimundo Bonfim, coordenador nacional da CMP.

Grito dos Excluídos (@grito.dos.excluidos) • Instagram photos and videos

Os movimentos denunciam que setores da extrema-direita e grupos ligados ao ex-presidente Bolsonaro estão tentando sequestrar o sentido do 7 de setembro. Em vez de defender o Brasil, apoiam medidas como o tarifaço de 50% imposto por Donald Trump, que ameaça destruir milhares de empregos ao atingir exportações brasileiras. Também atacam instituições democráticas, espalham fake news e tentam, mais uma vez, insuflar o autoritarismo no país. “Não aceitamos ingerências nem golpes contra a democracia. O Brasil não é quintal dos EUA. É preciso defender nossas riquezas, nossa autonomia e nossos direitos sociais”, reforça Bonfim.

Além disso, os atos do 7 de setembro serão uma demonstração de resistência ao avanço do fascismo e de afirmação de um projeto de país baseado na democracia, na justiça social e na participação popular. “Este 7 de Setembro não é de comemoração, é de denúncia. Vamos às ruas para dizer que a independência só é verdadeira com soberania popular e justiça social”, conclui Bonfim.

Confira os locais de ato em 7 de setembro na sua cidade

  • AL – Maceió | Praça da Faculdade, às 08h
  • AM – Manaus | Av. Eduardo Ribeiro com Avenida 7 de setembro (até a Praça da Polícia) de 8h à 09h
  • AP- Macapá | Concentração: ‘Hospital do Amor’ – R. Carlos Daniel, 456 – Infraero II, às 7h
  • BA – Salvador | Campo Grande, às 9h
  • BA – Souto Soares | Concentração na Praça Raul Soares, às 09h
  • CE – Fortaleza | Praia do Futuro, às 8h
  • DF – Brasília | Praça Zumbi dos Palmares (CONIC), às 10h
  • ES – Espírito Santo | concentração na Praça Portal do Príncipe, às 8h30
  • GO – Goiânia | Praça do Trabalhador, às 8h30
  • MG – Belo Horizonte | Praça Raul Soares, às 9h
  • MS – Campo Grande | Cruzamento da Rua 13 de maio com Dom Aquino, às 8h
  • MT – Cuiabá | Praça Cultural do Bairro Jardim Vitória, 7h30
  • MT – Cáceres | Salão da Matriz São Sebastião, Rua Rodrigues Alves, 201, Cidade Nova, às 07h
  • PA – Belém | Concentração na avenida. Mal. Hermes, 3 – Campina (Escadinha do cais do Porto), às 9h
  • PE – Recife | Parque 13 de maio, às 9h
  • PE – Recife | Pedal Grito dos Excluídos – saída às 09h do Prq. da Jaqueira, rumo ao Prq. 13 de Maio
  • PI – Teresina | Concentração na Ponte da Avenida Frei Serafim (JK), 7h
  • PR – Apucarana | Concentração Avenida Curitiba (próximo Supermercado Amigão), 08h30
  • PR – Cascavel l | Calçadão (na Avenida Brasil, esquina com Padre Champagnat), 08h30
  • ]PR – Curitiba | Rua Desembargador Oscar Carvalho e Silva, Vila Pantanal, às 09h
  • PR – Curitiba | Praça Tiradentes, 10h
  • PR – Maringá | Praça Raposo Tavares, 08h30
  • PR – Umuarama | Praça Paulo VI (Praça da Catedral), 9h
  • PR – Ponta Grossa | Em frente ao Cemitério Municipal – Av. Balduino Taques, 09h30
  • RS – Porto Alegre | Ponte de Pedra, Largo do Açorianos, 14h
  • RJ – Rio de Janeiro | Rua Uruguaiana com avenida Presidente Vargas (metrô), Centro, às 9h
  • RN – Mossoró | Ginásio Pedro Ciarlini, 07h
  • RN – Natal | Praça da Flores, Petrópolis, às 9h
  • RR – Boa Vista | Palco Aderval da Rocha, em frente à Praça Germano Sampaio, no bairro Pintolândia, às 15h30
  • SC – Blumenau| Rua Presidente John Kennedy (ao lado do Teatro Carlos Gomes), às 8h
  • SC – Chapecó | Praça Central (ao lado da Catedral Santo Antônio), às 14h
  • SC – Florianópolis | Parque da Luz, às 08h30
  • SE – Aracajú | Praça da Catedral Metropolitana de Aracajú, em meio ao desfile das escolas, às 09h
  • SP – Aparecida | concentração no porto e segue em caminhada até a basílica, a partir das 7h – (organização: Pastoral da igreja de Aparecida)
  • SP – Campinas | Concentração na Praça do Largo do Pará, às 9h
  • ]SP – Mauá/ABCDMRR | Início com Santa Missa – Santuário Imaculada Conceição: Praça Mons. Alexandre V. Arminas 01, Bairro Matriz, 08h30
  • SP – Santana do Parnaíba | Largo da Matriz, s/n, Centro, às 14h
  • SP – São Paulo | Praça da Sé, a partir das 7h00, com café da manhã para as pessoas em situação de rua – ato às 9h e 10h30 caminhada para o centro.
  • SP – São Paulo | Praça da República, às 9h
  • SP – São Sebastião | Rua da praia – São Sebastião – 9h

*TVTNews


Apoie com qualquer valor
PIX: 45013993768
Agradecemos aos nossos leitores

Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/K8Zc6XOHkN258pOahSE1L1?mode=ems_copy_c

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Z

Categorias
Política

Bolsonaro comandou outra tentativa de golpe no Congresso e tentará outros até ser condenado e preso

Bolsonaro comandou tentativas de golpe de Estado dia 8 de janeiro de 2023 e, agora, está incluindo em sua folha corrida outra tentativa relacionada ao Congresso.

Isso é algo extremamente grave, sério e amplamente discutido no Brasil.

As informações disponíveis até o momento, mantendo a objetividade e evitando especulações, é que Bolsonaro conquistaria a vitória se promovesse uma guerra contra o congresso a favor de sua absurda anistia.

Ou seja, ele foi mais uma vez o comandante de uma nova tentativa de golpe mirando dois poderes da República, Congresso e STF, com a ridícula ameaça de impeachment de Moraes e sabe-se lá mais quem.
Plano “Punhal Verde e Amarelo 2.0

Partidos da base aliada do governo Lula cansaram de esperar uma reação de Hugo Motta, e protocolaram um pedido para que a Mesa Diretora da Casa suspenda, por seis meses, os mandatos deputados golpistas que estavam no comando da balbúrdia.

Esses pulhas seguiram as ordens de Bolsonaro, mesmo em prisão domiciliar, porque o que não faltou foi pombo correio na nova investida golpista de Bolsonaro contra a democracia brasileira.

O fato é que, enquanto não for julgado, condenado e preso, o rato vai tentar outros golpes.


Apoie o Antropofagista com qualquer valor
PIX: 45013993768
Agradecemos imensamente

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/EDwMnaR2cC27mPiXJEH24i?mode=ac_t

Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg

Categorias
Política

Peso morto

A direita é uma doença da política.

Por sua vontade, nem democracia deveria existir. Tudo deveria ser tocado pela lei do mais forte, do mais rico, do mais violento, do mais fora da lei, do que mais lucra com mais roubo.

Tudo o que ela é.

Bolsonaro nunca foi mito de nada. Ele é apenas a imagem do crime dos crimes.

Sua gestão foi a do deixa arder contra a população, o país, a ciência, o social, o meio ambiente, num jogo de engrenagens que possibilitasse que os fora da lei não reconhecessem as leis, a partir de seus próprios julgamentos e interesses.

Bolsonaro é a bandalha, a materialização concreta da direita que se mete no mundo político para produzir um ambiente anti-político. em busca de uma sensação total da sociedade contra a política em si.


Apoie o Antropofagista com qualquer valor
PIX: 45013993768
Agradecemos imensamente

A filosofia dessa gente doente é a de que a vida só tem sentido pela evolução dos lucros. Viver é lucrar! Dane-se se é de forma desonesta, canalha e criminosa.

O lucro ignora a ética, o país, as pessoas, as crianças, os idosos e doentes. O único foco é o lucro. A vida não tem sentido se não for um constante e crescente meio de lucrar. O efeito final visa o enriquecimento como o grande momento de luz.

A unidade harmônica nas confrarias dos “bem nascidos” é singular.
Nada de debate, nada de teorias, nada de nada que não seja lucrar, lucrar e lucrar sobre o lucro de ontem.

É louco isso? É, é uma doença da parcela mais abastada da sociedade resultante da materialização da estupidez humana

Por isso o bispo Dom Waldir dizia sempre que “rico, ou era ladrão ou filho de ladrão”.

Bolsonaro, nesse momento que não manda mais em nada, foi reduzido a peso morto. Não tem como reagir e será escanteado pela escória do dinheiro grosso e, junto a isso, será jogado no sebo da política, mesmo a política suja que os porcos da direita comandam contra a política em si.

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/HlpAeWDAUrD8Qq1AjWiCK5

Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg==

Categorias
Política

A democracia brasileira saberá se defender de ‘inimigos nacionais ou internacionais’, diz Moraes

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes afirmou nesta terça-feira (3), em Brasília (DF), que representantes das instituições democráticas brasileiras saberão se defender das ameaças aos interesses nacionais. Relator do inquérito da trama golpista, que tem Jair Bolsonaro (PL) entre os 31 réus, o magistrado é alvo de ataques da extrema-direita norte-americana e do bolsonarismo. Nos Estados Unidos, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) tenta conseguir apoio do governo Donald Trump para aplicar possíveis sanções contra o juiz do STF.

Em discurso no TSE, o magistrado não mencionou os EUA ao comentar sobre ameaças ao Supremo, mas disse que “pouco importam as agressões”, “quais são ou quais serão os inimigos da democracia, sejam nacionais ou internacionais”. “Um país soberano como o Brasil sempre saberá defender sua democracia”, disse Moraes em discurso no Tribunal Superior Eleitoral.

De acordo com o ministro, o TSE “deu provas, em sucessivas gestões, de que tem uma missão fundamental: realizar eleições no prazo constitucional, com absoluta lisura e segurança”. “Até que novas eleições venham, como estabelece a Constituição, esse é um princípio que não se negocia.”

O juiz do Supremo citou uma frase de Abraham Lincoln (1809-1865), que teve um papel crucial na abolição da escravidão nos EUA. “Há uma frase de Abraham Lincoln que diz que os princípios mais importantes podem — e devem — ser inflexíveis. O Tribunal Superior Eleitoral, a Justiça Eleitoral, o Poder Judiciário brasileiro: todos nós somos absolutamente inflexíveis na defesa da democracia.”

Entenda
A Procuradoria-Geral da República e o STF apuram as articulações feitas pelo deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos EUA. O parlamentar chegou a dizer que, entre os membros do Partido Republicano, propostas em defesa de sanções contra Moraes estão “indo adiante”.

Mas o governo Trump encontra dificuldades. Em fevereiro, a Justiça norte-americana rejeitou um pedido de liminar apresentado pela plataforma de vídeos Rumble e pela Trump Media & Technology Group contra Moraes. As empresas queriam ficar isentas de cumprir determinações do magistrado brasileiro, que incluíam a remoção de contas de um apoiador de Jair Bolsonaro.

Autoridades diplomáticas brasileiras já deixaram claro que sanções contra Moraes e o STF seria um desastre para as relações entre os dois países. Conforme o governo, os ataques ao ministro estariam alinhados a interesses de plataformas digitais contrárias à proposta de regulação defendidas por ministros da Corte brasileira.

Nas investigações do plano golpista, o STF, a PGR e a Polícia Federal apontaram que os participantes do esquema chegaram a discutir os assassinatos de Moraes, do presidente Lula (PT) e do vice Geraldo Alckmin (PSB).

A extrema-direita dos EUA e o bolsonarismo têm algo em comum, que é a defesa de um golpe. Em janeiro de 2021, quando Trump perdeu a eleição, vários apoiadores invadiram o Legislativo e acusaram o sistema eleitoral de ser fraudulento, uma tentativa de ruptura institucional.

No Brasil, o golpe começou a ser elaborado em 2022. Em janeiro de 2023, apoiadores de Bolsonaro também fizeram atos golpistas, em Brasília (DF), resultando em mais de 500 réus condenados pelo STF.

Também no ano de 2023, o TSE condenou Bolsonaro à inelegibilidade por declarações golpistas feitas durante um encontro com embaixadores, em Brasília, no ano anterior. Na ocasião, o político da extrema-direita brasileira afirmou que o sistema eleitoral brasileiro não tinha segurança contra fraudes.

Além de ser relator do inquérito da trama golpista, Moraes, atacado por políticos bolsonaristas e trumpistas, teve atuação, nos últimos anos, em investigações contra a propagação de fake news por milícias digitais, e na apuração sobre venda e compra ilegal de joias, que, por lei, devem pertencer ao Estado brasileiro, não podendo ser incorporadas a patrimônio pessoal. A PF já indiciou Bolsonaro nessas outras duas investigações.

*Leonardo Lucena/247

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/HlpAeWDAUrD8Qq1AjWiCK5

Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg==


Apoie o Antropofagista com qualquer valor
PIX: 45013993768
Agradecemos imensamente

 

Categorias
Política

Deputados bolsonaristas tentam a todo custo revogar crimes de golpe e ataque à democracia

Três projetos de lei apresentados por deputados da base bolsonarista na Câmara, nos últimos dias, propõem a revogação dos artigos 359-L e 359-M do Código Penal, que tipificam os crimes de tentativa de golpe de Estado e de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

A ofensiva legislativa ocorre em meio à intensificação das investigações do Supremo Tribunal Federal (STF), que tornou réus, pelos mesmos crimes, o ex-presidente Jair Bolsonaro, ex-ministros e militares envolvidos na articulação de uma trama golpista.

As propostas foram apresentadas pelos deputados Gustavo Gayer (PL-GO), Sargento Gonçalves (PL-RN) e Alberto Fraga (PL-DF), e ainda aguardam despacho da Mesa Diretora da Câmara para começarem a tramitar nas comissões.

Os dois dispositivos questionados pelos bolsonaristas foram introduzidos em 2021 com a revogação da antiga Lei de Segurança Nacional um resquício do regime militar, historicamente usado para reprimir opositores políticos. Com a Lei nº 14.197/2021, os novos artigos passaram a proteger o regime democrático com base em princípios constitucionais:

Art. 359-L: criminaliza tentativas, com violência ou grave ameaça, de abolir o Estado Democrático de Direito. Pena: 4 a 8 anos de reclusão.
Art. 359-M: pune tentativas de depor, com violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído. Pena: 4 a 12 anos de reclusão.
Ambos os dispositivos são os fundamentos jurídicos usados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para denunciar Bolsonaro e outros 20 aliados por arquitetarem um golpe de Estado. Os três projetos de lei seguem a mesma linha geral: a revogação imediata dos artigos 359-L e 359-M.

PL 2231/25

O deputado Sargento Gonçalves argumenta que a existência desses crimes ameaça garantias como a liberdade de expressão e o direito de reunião. Em sua justificativa, sustenta que os artigos são vagos, abrem brechas para interpretações abusivas e colocam em risco manifestações políticas legítimas. Gonçalves cita ainda tratados internacionais, como o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, e a jurisprudência da Corte Interamericana para defender que a legislação penal não deve ser usada para restringir a dissidência. (Veja a íntegra do projeto)

PL 2235/25

Já Alberto Fraga classifica os tipos penais como ferramentas de “perseguição política” e defende sua revogação como uma solução provisória até que se elabore uma legislação mais clara. O deputado alega que os dispositivos vêm sendo usados de forma cumulativa para prender manifestantes e opositores, especialmente após os atos antidemocráticos de janeiro de 2023. (Veja a íntegra do projeto)

PL 2265/25

A proposta mais robusta é a de Gustavo Gayer (PL-GO), que conta com o apoio de outros 46 parlamentares entre eles, o deputado Delegado Alexandre Ramagem (PL-RJ), um dos réus no processo sobre a trama golpista. O texto acusa o STF de “hipertrofia institucional” e afirma que os artigos em vigor permitem interpretações subjetivas, desrespeitando o princípio da taxatividade penal.

Para Gayer, os crimes vêm sendo aplicados sem provas materiais de que houve atos concretos que configurassem uma tentativa real de golpe, baseando-se apenas em discursos ou ilações políticas, segundo o Congresso em Foco.

STF, PGR e os réus do golpismo

A iniciativa parlamentar ocorre dias após o STF aceitar a denúncia da PGR contra Bolsonaro e seus aliados. O ex-presidente é acusado de tentar desacreditar o sistema eleitoral e promover uma intervenção militar para impedir a posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva. O plano envolvia ministros, comandantes militares e parlamentares.

Segundo o Supremo, as ações ultrapassaram os limites da liberdade de expressão e configuraram uma articulação concreta contra o Estado Democrático de Direito.

Embate entre poderes

A tentativa de revogação dos artigos marca um novo capítulo na disputa entre Legislativo e Judiciário. Deputados bolsonaristas têm acusado o STF de atuar como censor ideológico e de perseguir adversários políticos sob o pretexto de proteger a democracia. A tensão se agravou com o avanço dos inquéritos sobre os atos de 8 de janeiro, as denúncias contra Bolsonaro e a atuação firme da Corte na responsabilização dos envolvidos.

Além de enfrentar forte resistência política especialmente das bancadas de centro e esquerda , os projetos também esbarram em barreiras jurídicas: a revogação dos artigos pode ser contestada no próprio STF por representar uma ameaça ao princípio da separação dos poderes e à ordem constitucional estabelecida pela Constituição de 1988.