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Globo tentou blindar “golpe” de Bolsonaro e Bonner cobrou de Ali Kamel: “é correto fazer de conta que não está percebendo?”

“Eu fui à sala dele e disse que nós todos sabíamos que o Jair Bolsonaro estava planejando um golpe, ele queria um golpe”, relatou Bonner em entrevista ao colega Ernesto Rodrigues, ex-editor do JN e autor de trilogia sobre a Globo.

Ex-editor-chefe do Jornal Nacional, Willian Bonner relatou em entrevista ao jornalista Ernesto Rodrigues, que trabalhou na emissora e é autor de uma trilogia sobre o grupo de comunicação da família Marinho, que a Globo tentou blindar o “golpe” de Jair Bolsonaro (PL) em 2021 em sua cobertura jornalista, diante das declarações que sinalizavam desde antes as intenções do ex-presidente no poder.

Em “A Globo Vol 3 (Metamorfose)”, terceiro livro da trilogia sobre a atuação da emissora entre 1999 e 2025, Rodrigues narra o período de forte tensão em junho de 2021 e usa declaração de Bonner, que relata que cobrou um posicionamento do então diretor de jornalismo, Ali Kamel, sobre os arroubos autoritários de Bolsonaro durante a pandemia, sinalizando o planejamento de um golpe.

“O Ali reagiu a uma provocação. Eu fui à sala dele e disse que nós todos sabíamos que o Jair Bolsonaro estava planejando um golpe, ele queria um golpe. E não é que nós fôssemos muito espertos, é porque eles estavam dizendo isso: ele já tinha anunciado no 7 de Setembro, já tinha feito a pirotecnia dele, já tinha se referido ao ‘meu Exército’”, contou Bonner ao colega, que trabalhou por 15 anos como editor de telejornais como Jornal Nacional e Jornal da Globo, a partir de 1986 – antes, ele já havia tido passagem, no início dos anos 1980, no jornal O Globo.

Em seguida, Bonner conta que cobrou posicionamento de Kamel, todo-poderoso do jornalismo da emissora e porta-voz dos irmãos Marinho.

“E aí eu disse ao Ali: Nós não fazemos campanha, está certo. Princípios editoriais. No entanto, diante de todos os sinais que o Jair Bolsonaro está dando, é correto a gente fazer de conta que não está percebendo?”, disparou o então editor do JN ao chefe, em trecho divulgado pelo também ex-Globo Guilherme Amado em seu site Amado Mundo e confirmado pela Fórum.

Dias depois da conversa, em 19 de junho de 2021, quando o Brasil registrou 500 mil mortes na pandemia da Covid-19, Bonner e Renata Vasconcelos leram um editorial com o tímido recado de que “quando o assunto é saúde e democracia, não existem dois lados”.

O livro de Ernesto Rodrigues, com a entrevista com Bonner, foi lançado no mês passado pela editora Autêntica e completa a trilogia em que o autor diz fazer “uma imersão profunda e independente nos bastidores e na história da maior emissora de televisão do Brasil”.

“O livro mostra ainda como a Globo, sem concorrentes nas grandes coberturas jornalísticas nacionais e internacionais do século 21, mergulhou fundo com a grande imprensa em uma cobertura estridente e enviesada do Mensalão e da Lava Jato, pagando um preço alto de credibilidade, atacada ora pela extrema direita de Jair Bolsonaro, ora pela esquerda, à medida que a gritaria ideológica polarizada das redes sociais e o fenômeno das fake news tomaram conta da internet”, diz a editora sobre a obra, diz a Forum.


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O que mudou

Todos sabem que Merval Pereira é um mero personagem, para ser mais exato, a voz soturna dos Marinho, para ser ainda mais claro, o boneco de ventríloquo dos imperadores das Organizações Globo.

Mas como não é Merval o  motivo dessa nossa fala, porque ele, nem com toda boa vontade do mundo, pode ser considerado alguém que tenha vírgula de influência na vida nacional, será usado aqui como ele se apresenta lá nas colunas, como hoje Miriam Leitão representou.

Sua parceira de apedrejamento do PT, Miriam Leitão, sapecou em sua chamada “Em prol da democracia, ministros do STF devem pesar suas ações”.

Alguém imagina que Miriam escreveria algo parecido com isso na istérica farsa do mensalão, combinada e sequenciada nas redações dos barões da mídia?

Quem diz sim, é tolo ou cínico.

A conexão entre o bolsonarismo de hoje com o mensalão, é direta, nem precisa de Bolsonaro. O enredo dessa isteria de malucos, como chamou o próprio Bolsonaro, os débeis que o apoiam cegamente, inclusive na tentativa de golpe, é uma mera construção.

Dependendo do apito de cachorro que move essas ienas, adestradas pela grande mídia, a trilha em que o gado caminha junto é, em última análise um traçado já delineado por anos de imbecilização nacional que a Globo promove ininterruptamente desde a diatadura quando, num bem bolaqdo projeto antinacional e americanófilo, os ditadores brasileiros e os mandatários dos EUA, tranformaram a Globo em um império de comunocação através da primeira rede de Televisão do Brasil.

Os Marinho sempre andaram de braços dados com os generais da ditadura, assim como com os EUA;

O livro de Merval, ao qual Gilmar Mendes fez questão de prestigiar, é o próprio lixo reciclado por Merval, produzido pelo Globo.

O troço não tem valor normativo nenhum; Aquela cena fotografada era apenas  uma busca por fixação de uma fraude jurídica que, através do martelete da mídia, até hoje é vendida como verdade absoluta.

Nem vamos nos estender. Para ser curto e grosso na total afirmação de que aquilo foi uma ópera bufa, armada pela mídia e aceita pelo STF, que dos tais 260 deputados que supostamente recebiam de R$ 30 a R$ 40 mil mensais, sequer existiram, ao menois um míserto nome.

A coisa é tão grotesca que nenhum suspeito de receber a tal proprina, a mídia e o STF tentaram inventar.

Basta isso para dizer que aquilo foi das farsas mais grosseiras que o sistema de justiça brasileiro conheceu até a chegada da farsa maior que foi a Lava Jato.

Mas o que fez com que a mídia mudasse de humor com o STF nos dias atuais após a condenação e prisão do golpista, Bolsonaro? A resposta já vem na pergunta, Bolsonaro foi a xepa da direita que sobrou do finado tucanato, por mais fétido que ele seja, era do lado dos Marinho, ou seja, da oligarquia, dos grandes banqueiros e dos poderosos que atuam dentro do Estado brasileiro de forma direta ou indereta.

Ninguém poderia imaginar que a ferramenta utilizada para atacar o STF, primeiro em bombardeios contra Toffoli e Moraes e, agora, contra Gilmar, fosse utilizado um falso caipira que de tão falso candidato da direita como Romeu Zema, representa, segundo pesquisas das mais otimistas, 2% do eleitordo.

Mas por que a Globo, tão velhaca, mergulhou numa esparrela dessa?

Ora, simples, porque ela não tem qualquer outra perspectiva política para o que ela julga ser a única arma do momento que possa gerar instabilidade no governo e na candidatira de Lula.

Que ideia estrambótica os Marinho tiveram de colocar um sujeito como Zema, com 2% nas pesquisas para cumprir essa “meta”?


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Tribunal da mídia e o jornalismo de convicção

No Brasil, a grande mídia se acha mais que um poder da República, mas o poder supremo sobre tudo e todos.

O jornalismo de convicção opera com o único rito onde a sentença sai antes do processo, a prova atrapalha a tese e o juiz é o dono da emissora.

A hierarquia que o tribunal da mídia inventou para si produz aquele powerpoint pornográfico, feito na base da “convicção”, totalmete alheio à realidade.

Andreia Sadi pediu desculpas sem fazer qualquer correção. Estava ela lá decalcando o powerpoint de Dallagnol sem se preocupar com o ridículo e, por esse ridículo, pagará pelo resto da vida.

Na verdade, para a população, foi ela quem meteu o chamegão e levou aquele troço ao ar, a partir de uma outra convicção, a de que a Globo é intocável, e quem estiver no bonde, como maquinista, idem, tem imunidade midiática automática.

Mas a coisa não foi bem assim, algo saiu errado. Sadi foi espinafrada em questão de minutos, com uma chuva de repúdios de internautas, a ponto de fazer a moça tirar o time de campo, apagando a sua conta nas redes sociais.

Não só ela, a direção do império dos Marinho, que se acha o primeiro poder da República, sentiu o tranco.

Eles devem ter percebido que esse primeiro poder está somente na cabeça deles, mas ainda ssim, dão uma no cravo, outra, na ferradura.

E o padrão segue. A tal “fonte próxima”, acusa. Mas a fonte não tem nome, não tem prova, não tem rosto, não tem nada e, lógico, produz um rio seco.

O passo seguinte, é a manchete, “Escândalo abala governo”, quando, na verdade, só abala a redação dos mancheteiros de plantão, mesmo que o comentarista contratado solte o clichê “isso é gravíssimo”, não sabe explicar por que é gravíssimo. Então, apela-se para a convocção do lavajatismo midiático.

Mas o limite bate palmas e acorda os desavisados.

O fato é que esse primeiro poder caiu de podre com a prisão de Bolsonaro. Os sintomas de sua falência são justamente o ataque coordenado ao Supremo, sobretudo a Moraes.

O raciocínio é simples, Bolsonaro é golpísta, genocida, corrupto, do pai aos filhos, mas é nosso, porque a Faria Lima (agiotas, fintechs e PCC), acha que mil Lulas não valem um Bolsonaro. Os motivos? Não tem graça comentar.

Chamar o STF de ditadura da toga, não cola. Ditadura que deixa golpista na TV, como Paulo Figueiredo, correspondente da GloboNews, nos RUA, não é só burrice, é escassez de solução para algo que não tem remédio, então, cria-se o “STF em crise”, em garrafais.

Lula abraça o fim da jornada 6 x 1 e a manchete, ignorada pelos trabalhadores e pela imensa maior massa do povo braileiro, é a de sempre, mercado não gostou.

A solução concreta é dizer a verdade como “Lula acerta na economia”, mas o cachimbo já entortou a boca dos barões da mídia, e a boca já nem fecha, mesmo diante de assinantes, eleitores que cansaram de convicção. Essa gente quer informação real e não fantasia.


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Imprensa trata Flávio Bolsonaro como se ele não representasse risco à democracia

Ele tem os mesmos objetivos do pai, sempre apoiou todos os gestos extremos do ex-presidente, defende abertamente a intervenção do governo Trump

A imprensa brasileira sofre de uma doença que parece incurável: o “isentismo”. É a tentativa de parecer isenta mesmo diante de grupos e personagens que representam óbvia ameaça ao Estado Democrático de Direito.

Foi assim que Jair Bolsonaro e seus asseclas cresceram na campanha de 2018. Primeiro foram tratados como azarões anedóticos e depois aceitos como players comuns do jogo democrático. Estava na cara que não eram nada disso. Desde o início, o bolsonarismo mostrou as garras, cóm fake news, ofensas, ameaças aos adversários, agressões, exaltação à ditadura, desrespeito às instituições.

Bolsonaro nunca foi homem de meias palavras e em momento nenhum escondeu sua brutalidade, seu jeitão golpista. No máximo, repetia querer manter-se “dentro das quatro linhas da Constituição”, mesmo quando já estava bem longe delas.

Apesar disso, a maioria dos jornais, sites e emissoras preferiu dispensar a ele tratamento protocolar.

Até meados do mandato de Bolsonaro tinha editor que recomendava a seus jornalistas que não o classificassem como alguém de extrema direita. Apesar de todas as invencionices que o presidente despejava diariamente no cercadinho, demorou para que os veículos usassem em relação a ele o adjetivo “mentiroso”.

Deu no que deu: Bolsonaro teve espaço para liberar armas, bagunçar a educação, autorizar a devastação do meio ambiente, fazer campanha contra o processo eleitoral brasileiro, esculhambar a política externa, entupir a máquina pública de parasitas ideológicos, propiciar a morte de centenas de milhares de pessoas na pandemia e, como fecho de ouro, consumar a esperada tentativa de golpe de Estado, felizmente fracassada.

Nesse momento, justiça seja feita, a grande imprensa mudou de tom e foi fundamental para a derrota do golpismo.

Passado o susto, no entanto, o “isentismo” voltou.

Vários aliados na tentativa de derrubar a democracia recuperaram espaço na mídia. Estão por toda parte, usando a imprensa para atacar o governo e dar opiniões sobre o Brasil, como se quisessem o bem dos brasileiros.

É algo como imaginar Marcola, o chefão do PCC, dar entrevista com recomendações sobre Segurança Pública.

Um desses golpistas que recuperou prestígio na mídia é Flávio Bolsonaro, o senador pré-candidato da extrema direita à Presidência da República. O filho 01 de Bolsonaro é tratado nas manchetes como postulante comum ao Planalto, sem ressalvas.

O noticiário mostra as estratégias eleitorais de Flávio, a montagem de sua equipe de campanha, as críticas que faz a Lula, o esforço para se mostrar como “moderado”, o desempenho nas pesquisas, as dancinhas constrangedoras que arrisca em cima dos palanques, Brasil afora (clara campanha antecipada, nas barbas do TSE).

O noticiário só não destaca o principal: Flávio Bolsonaro é tão golpista quanto o pai.

Tem os mesmos objetivos, sempre apoiou todos os gestos extremos do ex-presidente e dos irmãos, defende abertamente a intervenção do governo Trump no Brasil (como reiterou em recente visita aos Estados Unidos), louva ditadores, ataca as instituições.

Alguém tem dúvida disso?

A grande diferença é que não propaga seus ideais autoritários aos gritos e palavrões, como fazia o pai. Nesse sentido, é mais palatável — e por isso mais perigoso.

Pode-se argumentar que é da lógica jornalística ouvir todos os grupos políticos, até mesmo os golpistas. Isso pode ser verdadeiro, desde que imprensa não abra mão do senso crítico. E é o que está ocorrendo: o candidato bolsonarista tem se beneficiado do “isentismo” da mídia para passar-se por democrata.

Quando todos acordarem — inclusive a imprensa –, mais uma vez poderá ser tarde demais. Assim como Trump 2 tem sido mais devastador para os Estados Unidos e para o mundo, Bolsonaro 2 será bem mais perigoso para o Brasil.

Que tal usar a lógica das embalagens de cigarro, aquelas que alertam para os riscos do fumo para a saúde? A cada aparição do candidato extremista deveria ser exibida uma imagem dos vândalos do 8 de Janeiro, com a mensagem: “Cuidado, bolsonarismo faz mal à democracia brasileira”.

Na falta desse recurso, o simples exercício do senso crítico no jornalismo já seria uma boa notícia.

*Chico Alves/ICL


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Vídeo: Lula responde à Globo e mídia corporativa: “Vai fazer PowerPoint?”

Presidente fez clara alusão ao episódio da GloboNews, que forçosa e falsamente o colocou no escândalo do Banco Master com uma “arte”, para depois pedir desculpas pelo erro

presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante um ato oficial de inauguração de obras e escolas conectadas, nesta segunda-feira (30), em Brasília, debochou abertamente das ações da mídia corporativa que sempre objetivam prejudicá-lo politicamente, usando como referência desta vez o episódio do farsesco e infame PowerPoint da GloboNews que o colocou como envolvido central no escândalo do Banco Master, há uma semana, gerando tanta turbulência que a emissora sentiu-se obrigada a confessar o “erro” e a pedir desculpas ao estadista.

“A Globo, o SBT, a Band, a Record, não vão fazer um PowerPoint mostrando isso aqui… Seria maravilhoso se fizessem um PowerPoint mostrando cada coisa que nós fizemos… Seria extraordinário, mas não vão fazer… Eu nem sei se eles captaram todas as informações que foram passadas aqui… Nem sei… Porque hoje, o fuxico, tem mais incidência que a verdade… O que foi dito aqui, se vocês acompanham a internet, vai ter mais gente destruindo o que foi falado aqui do que gente construindo o que foi falado aqui… E o que eu quero dizer com isso? Eu quero dizer com isso que, se nós não tivermos capacidade de sair daqui com as informações que nós recebemos e fazermos o debate, que precisa fazer, a gente poderá permitir que os mentirosos de sempre indulzam a sociedade a uma mentira”, disparou o presidente. Com Forum.


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Vídeo: Comediante constrange Huck ao vivo na Globo com piadas sobre Vorcaro e PowerPoint

Neste domingo (29), durante a premiação Melhores do Ano transmitida no Domingão com Huck, o humorista Paulo Vieira não deixou passar a oportunidade de debochar ao vivo do PowerPoint picareta exibido pela GloboNews, envolvendo o caso do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A arte, que tentou associar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT ao empresário, gerou enorme repercussão negativa nas redes sociais e demissões na emissora.

Ao iniciar o momento de piadas, Luciano Huck convidou o comediante para soltar suas alfinetadas. “Esse ano eu prometi que não ia falar nada polêmico. Não vou mexer com gente grande. Um humor tranquilo. Mas e o [Daniel] Vorcaro? Que maravilha, né?”, iniciou.

“Para quem não entendeu ainda o Vorcaro, eu fiz até um PPT [PowerPoint]. Brincadeira, não fiz! Eu não sei fazer PPT, eu trabalho na Globo, imagina!”.

Mensagens da Polícia Federal indicam que Vorcaro citou um jantar com Luciano Huck em 2024. O apresentador, por sua vez, já manteve vínculos comerciais com o grupo, incluindo seu papel como garoto-propaganda do Will Bank.

Em maio de 2024, Vorcaro também foi destaque no Summit Valor Econômico Brazil-USA, evento do Grupo Globo realizado no Hotel Plaza, um dos mais caros de Nova York.

Ele era o principal patrocinador e orador, abrindo os trabalhos e recebendo a chancela de credibilidade do maior site de economia e negócios do país.

A festa celebrava os 25 anos do Valor Econômico e reuniu os figurões do mercado financeiro do Brasil e alguns dos Estados Unidos. A partir daí, sua vida foi facilitada no mercado financeiro para cometer os crimes em série. Ele tinha a chancela do Valor e da Globo. DCM.


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Editores demitidos ameaçam denunciar que ordem do PowerPoint veio da direção da Globo

Demissões na Globo expõem crise interna, ameaça de denúncias e dúvidas sobre responsabilidade editorial e ética jornalística no caso do PowerPoint

Demorou um pouco, mas afinal foram demitidos os dois editores escolhidos para pagar o pato pelo PowerPoint exibido na Globonews. A demora se deu também porque havia uma ameaça de que os que tiveram as cabeças iriam denunciar que o PowerPoint foi o resultado de uma encomenda da direção. O presidente da Globo é Paulo Marinho.

O aviso dos editores, ao lado das restrições ao PowerPoint levantadas por raros jornalistas da redação, causaram a vacilação no cumprimento da ordem de demissão dos bodes expiatórios. O sentimento de injustiça cresceu com as alegações de que a arte que foi levada ao ar foi aprovada previamente pela direção, que agora tira o corpo fora e aponta para os que apenas a confeccionaram e levaram ao ar da maneira como foram orientados.

Todos sabem que o PowerPoint expressa com sinceridade o sentido e a letra do jornalismo da Globo: na dúvida, tudo contra Lula, PT e o STF. Houve reuniões tensas, exibiram-se mensagens comprovadoras da linha de hierarquia que levou ao suposto erro, mensagens devidamente desconsideradas.

De lá pra cá, a Globo tenta abafar o caso, ganhar tempo antes de voltar ao viés original.

O comunicado a respeito do erro é intencionalmente genérico e dissimulado. Não se apontam quais foram as incorreções cometidas no PowerPoint nem que pessoas tiveram suas imagens enxovalhadas sem razão nem provas.

Uma correção sincera deveria buscar reparar por inteiro os danos causados à imagem dos que foram criminosamente acusados naquela imagem. Uma ação honesta deveria explicitar sem ambiguidade a inocência dos que foram erroneamente apontados e reafirmar a responsabilidade dos que seguem sendo os verdadeiros culpados.

Em vez disso, a mensagem de Sadi é intencionalmente genérica. Uma suposta correção que não corrige nada e na verdade reafirma dessa maneira o vício original. Segundo Mario Vitor Santos, 247, faltou coragem para assumir os erros, faltou respeito à seriedade do fazer jornalístico e transparência na descrição do que ocorreu.

Um ofício exercido com seriedade deveria se preocupar antes de tudo com a imagem dos inocentes afetados em lugar de ocultar-se, como forma de se evadir e salvar a própria face. Esperar, porém, uma correção honesta, que implicasse, dizer que Lula e outros foram injustiçados pela Globo, é uma ilusão. A este ponto, só mesmo com uma decisão da Justiça, outra inimiga da mídia, no modelo celebrizado por Leonel Brizola.

É notável ainda o silêncio cúmplice de quase todos os outros veículos e jornalistas a respeito do caso, bem como de quase todas as entidades profissionais, reafirmando a justa dúvida, neste episódio lapidar, sobre afinal quais são os valores que comandam de fato o exercício do jornalismo dito profissional.


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A mesma Globo, que pressionou o judiciário para prender Lula, agora dá a Bolsonaro a anistia disfarçada de domiciliar

A anistia concedida pelo STF a Bolsonaro, na figura de Alexandre de Moraes, foi desingripada pela Globo, mais precisamente por Malu Gaspar, que lubrificou as chaves da Papuda para Bolsonaro voltar para o seu hotel cinco estrelas e, de lá, ganhar voo próprio para curtir a vida.

Jamais se pode esquecer que o Grupo Globo é bilionário, ou seja, é parte da oligarquia brasileira e, através de uma campanha de degradação de imagem, pode transformar qualquer um num monstro que ele desenhar em seus bastidores.

É só ler o recadinho da bolsomorista, Malu Gaspar, em matéria no Globo de hoje, deixando claro que a pizza de marmelada, preparada por ela e os Marinho, só estará concluída depois que a anistia ampla, geral e irrestrita de Bolsonaro for completada, inclusive com a permissão da volta de Eduardo Bolsonaro ao Brasil, sem que ninguém lhe enconste um dedo. Está lá na capa do Globo para quem quise  er:

“Moraes busca saída honrosa e tenta blindar STF ao conceder prisão domiciliar para Bolsonaro”

Além de colocar a cabeça de Moraes à venda, Malu deixa claro que a vedação que fará com que a mídia pare de perseguir Moraes só acontecerá de fato quando rentregar o serviço completo, com anistia, com tudo que, convenhamos, é uma barbada para um grupo que, em defesa dos seus interesses, trata o pescoço da mãe como canela.

Sim, esse é o estágio do neoliberalismo que carrega com ele o fascismo em estado puro, essa é a verdadeira cara da extrema direita brasileira. Afinal, falamos do Grupo Globo que tem um século de prática golpista no Brasil, geração após geração.

Lógico que, depois disso, Moraes seguirá como um pato manco rumo à porta dos fundos do STF.

O que de fato há por trás disso, por ora, dá para imaginar, mas não afirmar.

Mas não será Bolsonaro o único a se lambuzar dessa gigantesca pizza de marmelada. A Globo e os demais jornalões ainda não desistiram da terceira via e, certamente, tentarão lubrificar cada vez mais a imagem de Tarcísio para transformar seu nome e imagem em algo mais palatável.

Flavio Rachadinha já mostrou que tem um teto baixo e de vidro e, com certeza, é o mais cagado dos candidatos de direita disponíveis na praça.

O risco de perder a eleição e o guarda-chuva do foro privilegiado é grande e muito arriscado para quem tem a folha corrida que ele tem.

Não se espantem ou se afobem, sendo Tarcísio o candidato oficial da Faria Lima/PCC, Globo/Master, fintechs e big techs, o evangelhistão bolsonarista, por ordem do demôbuo mor, trabalhará em peso para tirar a fórceps o quarto mandato de Lula para colocar o vigarista, escolhido pelos donos da terra, para cumprir o papel sujo a ele designado.

Não se esqueçam que foi assim que Temer e Bolsonaro viraram presidentes após golpe em Dilma e a prisão de Lula, forjada nas redações da Globo e congêneres.

O que dá esperança de derrotar toda essa escumalha é a reação nas redes que colocou a Globo de joelhos e a obrigou a pedir desculpas pela manipulação grosseira do powerpoint.


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Palavra cruzada: PowerPoint da Globo/anistia domiciliar cinco estrelas

A advogada argentina tem risco de pegar 15 anos de prisão por injúria racial, no Brasil, mas Bolsonaro, durante sua pré-candidatura à Presidência da República, comparou negros quilombolas a animais em pleno Clube Hebraico, quando disse que deveriam ser pesados em arroba,

Sofreu alguma punição? Não. Foi aplaudido às gargalhadas e saiu sem ser incomodado pela justiça, pela polícia, mesmo com toda a repercussão do caso que escandalizou o país. Bolsonaro pôde ser candidato sem qualquer problema no TSE, venceu a eleição com a maior fraude eleitoral da história, em coluio com Sergio Moro, em troca da prisão de Lula sem qualquer prova de crime, virou presidente e se transformou no maior lobista da indústria armamentista e, certamente, foi bem recompensado. Matou 700 mil brasileiros por covid-19, porque estava negociando proprina de US$ 1 na compra da Covaxin, como denunciado pela CPMI do Genocídio, que culminou no cancelamento da compra da vacina.

Qualquer camarada com esse histórico, estaria no fundo do poço, mas estamos falando de Bolsonaro, que determina que tipo de justiça serve ou não para ele.

E diga-se de passagem, muito antes de se tornar político, o mesmo Bolsonaro, por vingança contra o comando do Exército, por não aumentar o soldo que ele tentou negociar, partiu para o terrorismo. Foi expulso das Forças Armadas, mas como é Bolsonaro, as leis afrouxaram para ele e, mesmo exonerado e proibido de frequentar os quartéis, seguiu recebendo seus vencimentos como se nada tivesse acontecido.

Bolsonaro é uma espécie de Macgyver da justiça brasileira, o homem que sempre fez a justiça recuar, mesmo quando ameaçou agredir, com um tapa, o rosto de uma deputada, agredindo-a com palavras, e cuspir na estátua de Rubens Paiva, deputado morto pela ditadura e homenageado pela Câmara, nada aconteceu com o sujeito.

Agora, sai a notícia de que Moraes determinou prisão domiciliar a Bolsonaro tão logo tenha alta do hospital.

A princípio, o condenado a 27 anos de prisão por tentativa golpe de Estado, seguido de plano de assassinato do presidente da República, Lula, vice-presidente, Alckmin e o ministro do STF, Alexandre de Moraes, ficam claras duas coisas, existem dois Brasis dentro do Brasil, com dois sistemas de justiça distintos, o que pune pés de chinelo, cidadãos comuns, entre outros, quando cometem qualquer ilícito, e a justiça quer julgar Bolsonaro com uma constituição paralela, particular, exclusiva, vip.

Esse é o mesmo Bolsonaro, que sempre evocou a morte alheia com a frase”bandido bom é bandido morto”.

Qual a explicação para uma coisa como essa?

É simples, está no velho ditado: quem tem padrinho, não morre pagão.

Em todos os eventos criminosos de Bolsonaro, ele rastejou sem qualquer pudor para alcançar seus intentos e, agora, com o ataque sem trégua da mídia a Moraes, dois dias após o cabuloso e criminoso powerpoint da Globo, Moraes concedeu essa forma de anistia malandra ao maior malandro, vigarista, vagabundo, criminoso, genocida, corrupto da história do Brasil.

Isso não é pouca coisa.

Claro, tem um preço, pois foi negociado com a cúpula da Globo para que Bolsonaro e seus filhos saiam de tudo isso bilionários e impunes, vivendo felizes para sempre com o produto de seus crimes.

Nem imagino como, no futuro, a história contará toda essa podridão em que o maior bandido passou a vida fazendo bundalelê na cara do Brasil.


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Política

Vídeo: Andreia Sadi e a emenda emporcalhada da Globo em que o soneto virou um borralho ainda pior

Num “pedido de desculpas” falsificador, inóquo, que está repercutindo de forma pior do que o powerpoint para a Globo, Andreia Sadi não teve como esconder que a Globo sentiu o amargo do refluxo venenoso.

Mais do que isso, mostrou que a sociedade não vai mais aturar farsas jurídicas, midiáticas, comandadas pelas grandes redações, como ocorreu com as farsas grotescas, do mensalão e da Lava Jato.

A Globo, agora, já deve ter entendido que não dá mais para cutucar a onça com vara curta, porque terá troco em dobro ou triplo em intensidade e força.

O que a Globo fez é de uma sujeira infinita. Para piorar, tentou limpar a merda que produziu e espalhou ainda mais excremento e cheiro fétido.

Em última análise, tentou limpar uma gigantesca cagada com espanador e está apanhando mais do que apanhou quando exibiu aquele borralho decalcado de Deltan Dallagnol, que lhe custou um processo de Lula em que foi obrigado a pagar uma indenização ao presidente.

A maneira com que Andreia Sai “explica” esse chorume golpista, numa picaretagem contínua, ficou, como em outras obras primas da lambança nacional, ainda mais mal-ajambrada, pois ao fim e ao cabo, acaba dizendo que o império dos Marinho é uma zorra. Isso, para não dizer a verdade de que jamais haverá democracia no Brasil enquanto existir a Rede Globo, tocada pelos piores pachecões, que andam cada vez mais atravessados na goela do povo.

A estrelinha da GloboNews piscou mais que vagalume, num clima de penumbra cambaleante, pior, a patativa dos Marinho, que trouxe uma versão oca dos fatos, teve como limite guinchos sem dar nome aos bois que foram colocados naquele powerpoint de maneira estúpida e de quem foi escamoteado.

Ou seja, tocou uma harpa sem cordas, surrada, pobre de palavras e longe, muito longe do sentido íntimo que a revista televisiva, explicitamente, tentou carimbar.


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