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Flavio Bolsonaro e articulações com lobista Jason Miller geram críticas sobre a soberania e políticas públicas

O senador Flávio Bolsonaro tem sido o principal articulador de contatos com o lobista e estrategista Jason Miller, ex-assessor de Donald Trump, em Washington. Miller, conhecido por defender pautas alinhadas a interesses norte-americanos e por atuar em lobby tarifário contra produtos brasileiros, tem mantido proximidade frequente com o senador.

Essas articulações colocam Flávio Bolsonaro no centro de controvérsias sobre as interferências externas em temas sensíveis da agenda nacional, como o Pix — sistema que ampliou o acesso popular ao mercado financeiro — e o Sistema Único de Saúde (SUS), referência mundial de atendimento público e principal instrumento de saúde para a população de baixa renda.

Críticos apontam que, por meio dessas conexões, o senador, seu irmão Eduardo, o comparsa Paulo Figueiredo e seu grupo político estão alinhados a interesses estrangeiros que ameaçam políticas públicas essenciais. Depois de questionamentos sobre o Pix e o mercado popular, as atenções agora se voltam para o SUS e o Mais Médicos, programas vitais para milhões de brasileiros que dependem do sistema público.

Destaque

O Governo Lula e a família Bolsonaro possuem um objetivo em comum. Acabar com os pobres. O primeiro, elevando-os. O segundo, matando-os.

Enquanto o governo federal busca fortalecer o acesso a serviços essenciais como estratégia de redução da pobreza, as ações e articulações da família Bolsonaro são vistas por opositores como um ataque a esses mesmos pilares, especialmente contra a saúde do trabalhador mais vulnerável e contra servidores públicos.

Investigações e silêncio no Rio de Janeiro

O silêncio de Flávio Bolsonaro também tem chamado atenção no âmbito doméstico. O senador não se manifestou sobre o avanço de investigações que apontam conexões entre jogo do bicho, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e contrabando, com suposto envolvimento de agentes públicos estaduais. Todos os citados até o momento orbitam o mesmo grupo político do senador.

Diante do acúmulo de provas, o silêncio é interpretado como uma dificuldade em rebater as evidências. As articulações internacionais de Flávio Bolsonaro com figuras como Jason Miller seguem alimentando o debate sobre soberania nacional, integridade institucional e o papel da oposição no cenário político brasileiro.

*Luis Celso Ferreira dos Santos, nascido na cidade do Rio de Janeiro-RJ – Formado em Ciências Contábeis pela UFRJ, Aposentado pelo INSS, tendo trabalhado como Supervisor no Banco da Amazônia e também como Diretor Regional do SESC e do SENAC nos Estados do Acre e de Rondônia.


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Ex-braço direito de Trump é detido pela PF no aeroporto de Brasília

Preso no aeroporto em Brasília, conselheiro de Donald Trump, Jason Miller depôs na Polícia Federal na manhã de hoje, 7 de setembro.

Miller foi detido no Aeroporto Internacional de Brasília onde embarcaria para os EUA em um jato particular. O nome usado por ele nas redes sociais de direita é Jason Millere, que é ligado a Steve Bannon.

A decisão de sua prisão partiu do ministro Alexandre de Moraes, STF, que apura a organização de atos antidemocráticos no Brasil.

Jason Miller veio ao Brasil para participar da Conferência da Ação Política Conservadora ocorrida em Brasília na semana passada. No domingo passado ele foi recebido no Palácio do Planalto por Bolsonaro.

O empresário, fundador do Gettr, que foi criado para erguer Donald Trump nas redes sociais, após Trump ter sido banido das grandes plataformas por violação dos termos de uso. O Gttr conta com 2 milhões de seguidos em que 13,5% destes são brasileiros.

Miller visitou também o deputado Eduardo Bolsonaro, Ernesto Araújo e o ex-assessor da Presidência, Felipe Martins, aquele que fez sinal nazista. A suspeita que recai sobre Miller é a de que o software da invasão do Capitólio, em Whashington estaria sendo aplicado no Brasil.

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