Categorias
Política

Submissão saudável: O clã Bolsonaro engole a pílula vermelha e quer as mulheres de joelhos no século XXI

“A Bíblia fala da submissão da esposa ao marido, mas é a submissão saudável” — Michelle Bolsonaro, novembro de 2025.

Em um país que registra mais de 1,5 mil assassinatos de mulheres por questões de gênero apenas em 2025, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o clã Bolsonaro continua a defender, com orgulho e em alto e bom som, a ideologia da “pílula vermelha” — aquela que, inspirada no filme Matrix, promete “acordar” os homens para a suposta opressão feminina e restaurar o domínio masculino absoluto. Misoginia disfarçada de tradição cristã. Machismo tóxico embalado em Bíblia. E o pior: pregado não só pelos homens da família, mas pelas próprias mulheres bolsonaristas, que transformam a submissão em bandeira política.

Heloísa Bolsonaro, esposa de Eduardo, já havia deixado claro o recado em 2022, mas o veneno continua circulando: “Não há mulher insubmissa e livre”. Para ela, casamento é submissão pura e simples. “Casamento é submissão. E é por isso que escolhi com quem eu me casei”, declarou em evento político, criticando o feminismo por “desvalorizar o lar” e exigindo “homem com testosterona, um homem masculino”. A mensagem é cristalina: mulher livre é ilusão. A verdadeira liberdade, segundo o evangelho bolsonarista, é abaixar a cabeça.

Damares Alves, ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos — sim, a ironia é brutal —, repetiu a doutrina em audiência pública na Câmara: na concepção cristã, “o homem é o líder do casamento” e a mulher deve ser submissa. Não era opinião isolada. Era política de Estado.

E o retrocesso não parou. Em novembro de 2025, Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama e atual voz ativa do PL Mulher, subiu ao palco em evento em Londrina (PR) para defender abertamente a “submissão saudável” da mulher ao marido. “A Bíblia fala da submissão da esposa ao marido, mas é a submissão saudável”, disse ela, acrescentando que mulheres na política devem fazer “política colaborativa” e não competir com os homens. Colaborativa. Ou seja: auxiliar, nunca protagonista. Exatamente o que o movimento redpill prega mundo afora: o homem no topo, a mulher no suporte. Em pleno 2026.

Enquanto influenciadores da “machosfera” e canais redpill explodem nas redes, disseminando ódio contra o empoderamento feminino e associando-o ao “caos da sociedade moderna”, o clã Bolsonaro incorpora o discurso sem disfarce. O mais grave é que a grande mídia brasileira, tão rápida em pautar qualquer escândalo envolvendo a esquerda, tratou essas declarações com discrição cirúrgica — poucas manchetes de capa, pouca repercussão nacional, quase nenhum debate profundo sobre o significado real desse retrocesso misógino.

Mulheres bolsonaristas — esposas, ex-ministras, ex-primeiras-damas — vendem a submissão como virtude familiar e cristã. E o mais chocante: milhões de mulheres brasileiras continuam votando nessa corja maldita, entregando o próprio futuro a quem as quer de joelhos.

Não é conservadorismo. É regressão. Não é fé. É controle. No século XXI, com direitos conquistados a duras penas, o bolsonarismo oferece às mulheres a “pílula vermelha” da servidão voluntária — e chama isso de salvação. O Brasil que avança, o Brasil das mulheres que lutam, das mães que criam sozinhas, das trabalhadoras que sustentam lares, merece mais do que esse culto ao machismo travestido de família tradicional.

A submissão que eles vendem não é paz. É prisão. E enquanto o clã Bolsonaro a celebra, a violência contra a mulher sangra o país. Acordem — da pílula vermelha, dessa vez de verdade.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos de coração o seu apoio


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://cat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh

Categorias
Mundo

Para emprestar dinheiro a Milei, Trump impõe humilhação e submissão total da Argentina aos EUA

O narcocapitalista de araque, virou um pobre animal de abate nas mãos de Trump.

A cena foi constrangedora.

Um quadro dantesco que mostra a arrogância de Trump e a imagem de um Milei suado e abatido, parecendo ouvir tal proposta de dentro de uma toca de tatu, enquanto Trump lhe oferecia literalmente a total obediência em troca da boia salva-vidas.

A Argentina afundada no inferno econômico de Milei, teve que se submeter a morcegos e corujas pra conseguir um qualquer pra empurrar a crise econômica com a barriga.

Para azedar ainda mais a sopa, Trump diz que Milei’ é um grande líder’, mas avisa que a ajuda dos EUA à Argentina dependerá das eleições.

Se Milei perder, e vai perder, está morto.

Não sai centavo do bolso de Trump.

Se Milei não vencer, estamos fora, cravou o bufão imperialista.


Queridos leitores,
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 45013993768. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Z

Categorias
Política

Bolsonaro esvazia comandante e põe Exército de joelhos

Bernardo Mello Franco, O Globo – Jair Bolsonaro seduziu as Forças Armadas com três moedas: prestígio, poder e dinheiro. Em troca, exigiu uma só: a submissão completa ao seu projeto político.

O capitão subiu a rampa com sete ministros militares. O loteamento se espalhou pelos escalões inferiores da máquina pública. Mais de seis mil fardados se penduraram em cargos civis.

Quem não ganhou emprego embolsou vantagens no contracheque. Os integrantes das Forças foram poupados da reforma da Previdência. Além de manter privilégios, arrancaram novos penduricalhos.

No mês passado, uma canetada autorizou militares da reserva a furar o teto constitucional. Alguns generais passarão a receber supersalários acima dos R$ 60 mil por mês.

O presidente nunca escondeu a regra do jogo: para manter as benesses, é preciso se curvar a ele e a seus filhos. No início do governo, o general Santos Cruz tentou contrariar interesses do vereador Carlos Bolsonaro. Puxou a fila dos demitidos antes de completar seis meses no cargo.

Outros oficiais toparam se humilhar para continuar no poder. Foi o caso do general Luiz Eduardo Ramos, chamado de “Maria Fofoca” e “Banana de Pijama” por um colega de gabinete. Ele engoliu os desaforos e foi promovido a chefe da Casa Civil.

Quando o governo começou a dar sinais de derretimento, o capitão elevou o tom das cobranças. Passou a exigir demonstrações públicas de apoio e ameaçou usar tanques contra prefeitos e governadores.

No fim de março, ele criou uma crise militar e derrubou o general Fernando Azevedo do Ministério da Defesa. Agora esvazia o novo comandante do Exército, que assumiu há pouco mais de dois meses.

Bolsonaro montou uma armadilha para o general Paulo Sérgio Nogueira. Levou o ex-ministro Eduardo Pazuello, que é oficial da ativa, para um comício em seu favor. O comandante ficou emparedado: ou punia o subordinado, arriscando-se a ser demitido, ou fechava os olhos para a indisciplina, abrindo as portas para a anarquia militar.

O general aceitou ficar de joelhos para o capitão. Perdeu a autoridade e ainda pode vir a perder o cargo. Basta que ele contrarie a próxima vontade do chefe.

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/H61txRpTVWc7W7yyCu0frt

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Caixa Econômica: Agência 0197
Operação: 013
Poupança: 56322-0
Arlinda Celeste Alves da Silveira
CPF: 450.139.937-68

PIX: 45013993768
Agradecemos imensamente a sua contribuição