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Caminhoneiros cruzam os braços em paralisação e apontam Alcolumbre como responsável pela crise

A greve de caminhoneiros em defesa da MP do Frete expõe mais uma crise política produzida pela incapacidade do Congresso de dar respostas a demandas que afetam diretamente milhões de trabalhadores. À medida que a paralisação ganha adesão em diferentes regiões do país, lideranças da categoria apontam um responsável pelo impasse: o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Para os caminhoneiros, a situação não surgiu por acaso. A demora na tramitação da medida e a falta de definição sobre seu futuro alimentaram a insatisfação de um setor que já convive com custos elevados, fretes pressionados e crescente insegurança econômica. Na avaliação dos manifestantes, a omissão do Senado transformou um problema político em uma crise nacional com potencial de afetar a logística e o abastecimento.

O desgaste é ainda maior porque a MP do Frete vinha sendo tratada como uma demanda prioritária para a categoria. Ao deixar a proposta em compasso de espera, o Congresso abriu espaço para o aumento da tensão e para a radicalização do movimento. Não por acaso, lideranças dos caminhoneiros afirmam que a paralisação poderia ter sido evitada caso houvesse vontade política para enfrentar o tema.

A crise também reforça a imagem de um Senado cada vez mais distante dos problemas concretos da população. Enquanto disputas de poder e negociações de bastidores ocupam o centro da agenda política, trabalhadores que dependem da estrada para sobreviver veem suas reivindicações empurradas para segundo plano.

Agora, com caminhões parados e a ameaça de prejuízos à economia, cresce a pressão sobre Alcolumbre e sobre os líderes do Congresso. O custo político da inação começa a aparecer, e a conta pode ser cobrada não apenas pelos caminhoneiros, mas por toda a cadeia produtiva afetada pela paralisação.


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Empresários usam anúncios para sustentar Alcolumbre após engavetamento da PEC 6×1

A reação do empresariado à paralisação da PEC que põe fim à escala 6×1 revela que a disputa sobre a jornada de trabalho está longe de ser apenas um debate técnico. Entidades empresariais passaram a financiar campanhas publicitárias nas redes sociais para defender o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, após as críticas recebidas por manter a proposta longe da pauta de votação.

A iniciativa expõe uma realidade conhecida da política brasileira: quando interesses econômicos relevantes se sentem ameaçados, a pressão não se limita aos corredores do Congresso. Ela se espalha pelas redes sociais, pelos anúncios patrocinados e pelas campanhas de convencimento cuidadosamente planejadas para moldar a opinião pública.

A PEC do fim da escala 6×1 ganhou apoio popular justamente por tocar numa das questões mais sensíveis da vida do trabalhador brasileiro: o direito ao descanso, à convivência familiar e a uma rotina menos sacrificante. Em vez de responder a essa demanda social com debate transparente e votação aberta, setores empresariais parecem ter optado por investir recursos na construção de uma narrativa destinada a justificar o adiamento indefinido da proposta.

Não há irregularidade em defender posições políticas ou econômicas. O problema surge quando o poder financeiro passa a exercer influência desproporcional sobre um debate que afeta milhões de trabalhadores. Enquanto empregados enfrentam jornadas exaustivas e têm pouca capacidade de pressionar o sistema político, grupos econômicos dispõem de recursos para impulsionar campanhas, contratar publicidade e amplificar suas vozes em escala nacional.

A movimentação também reforça a percepção de que o engavetamento da PEC atende mais aos interesses de determinados setores empresariais do que ao interesse público. Se a proposta é ruim, que seja derrotada pelo voto e pelo debate. Se possui falhas, que seja aperfeiçoada. O que não parece razoável é mantê-la indefinidamente na gaveta enquanto campanhas financiadas por empresários trabalham para transformar a obstrução legislativa em ato de responsabilidade.

Quando o dinheiro entra em campo para defender quem impede o avanço de uma pauta trabalhista de amplo apelo popular, a pergunta inevitável é: quem está sendo representado nesse debate — os milhões de trabalhadores afetados pela escala 6×1 ou os setores econômicos que lucram com sua manutenção?


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Alcolumbre cancela sessão e PEC do fim da escala 6×1 deve ficar para depois das eleições

A notícia do adiamento da PEC que trata do fim da escala 6×1 expõe, mais uma vez, como temas de grande impacto para milhões de trabalhadores acabam subordinados aos cálculos eleitorais de Brasília.

Com o cancelamento da sessão pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a proposta deve ficar parada até depois das eleições, empurrando para um futuro indefinido um debate que mobiliza sindicatos, trabalhadores e parte significativa da sociedade.

A justificativa oficial pode ser a necessidade de mais discussão e construção de consenso, mas o efeito prático é o adiamento de uma decisão que afeta diretamente a qualidade de vida de quem enfrenta jornadas exaustivas e tem pouco tempo para descanso, lazer e convivência familiar.

Em ano eleitoral, parlamentares costumam evitar temas que possam gerar desgaste junto a setores empresariais ou provocar divisões entre suas bases de apoio.

O resultado é que milhões de brasileiros seguem aguardando uma definição sobre uma proposta que promete alterar profundamente as relações de trabalho no país.

Enquanto o calendário político avança, a discussão sobre condições dignas de trabalho permanece em segundo plano, refém das conveniências e estratégias eleitorais do Congresso Nacional.


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Alcolumbre insiste em medir forças com o Planalto ao pautar PEC de custo bilionário

Pauta-bomba: Senado vota aposentadoria especial de agentes de saúde na terça (30)

Apesar dos alertas da Fazenda, Senado vota aposentadoria especial para agentes de saúde com impacto de quase R$ 70 milhões.

Mesmo com auxiliares do Ministério da Fazenda alertando sobre o risco da aprovação da PEC 14/2021, que versa sobre a aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), pautou para terça-feira (30) a apreciação do projeto em primeiro turno no plenário do Senado. Essa também é considerada uma pauta-bomba, em mais um movimento de medição de forças do presidente do Congresso com o Palácio do Planalto.

Contrariando o governo, Alcolumbre afirmou que já solicitou estudos sobre os efeitos fiscais da medida antes de levá-la à deliberação do Plenário. Estimativas apresentadas ao Senado apontam que a PEC pode gerar um impacto de aproximadamente R$ 28 bilhões. Já a Confederação Nacional de Municípios (CNM) calcula que o custo poderá alcançar a casa dos R$ 69 bilhões aos cofres brasileiros.

A PEC estabelece regras diferenciadas de aposentadoria para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias, categorias que atuam diretamente na atenção básica do SUS e estão expostas a condições de trabalho consideradas desgastantes. Pelo texto, as mulheres poderão se aposentar aos 57 anos e os homens, aos 60, desde que comprovem 25 anos de contribuição e de efetivo exercício na função.

As novas regras valerão tanto para os regimes próprios de previdência quanto para o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) administrado pelo INSS. A proposta também prevê regras de transição para profissionais que já estão na carreira e amplia o alcance da aposentadoria especial para agentes indígenas de saúde e de saneamento.

A matéria foi aprovada pela Câmara dos Deputados e recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Agora, passa pela primeira votação em plenário, etapa necessária antes da análise em segundo turno.

Também deve ganhar espaço na agenda do Senado desta semana a mobilização pelo fim da escala 6×1. Embora a proposta de emenda à Constituição ainda aguarde despacho da Presidência da Casa, a quarta-feira (1º) será marcada por uma reunião entre Davi Alcolumbre, representantes das centrais sindicais, parlamentares e integrantes do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), que lidera a campanha pela mudança na jornada.

Outra pauta-bomba já aprovada
O Senado aprovou, no início do mês, o projeto de lei (PL) 5122/23, que autoriza o uso do Fundo Social (FS) do Pré-Sal na renegociação de dívidas de grandes empresas do agronegócio. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), incluiu o item na pauta de votações do plenário, apesar dos apelos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre os impactos da medida.

A proposta é rechaçada pela equipe econômica do governo Lula, que a considera uma pauta-bomba e calcula um impacto sobre as contas públicas da ordem de R$ 817 bilhões nos próximos 13 anos. Os benefícios serão para grandes empresas do agronegócio atingidas por eventos climáticos extremos ou prejudicadas por impactos econômicos decorrentes de conflitos internacionais.

*BdF


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O vídeo que volta a assombrar Alcolumbre: De R$ 500 mil em dinheiro com o irmão a R$ 155 milhões de Vorcaro

Acusado de esquema com o empresário Daniel Vorcaro, senador tenta negar repasses, mas imagens do irmão com maços de dinheiro vivo reativam a memória da corrupção nas redes.

Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, voltou ao centro do desgaste político envolvendo o Banco Master depois que um vídeo de 2022, com matéria jornalística sobre seu irmão, foi resgatado nas redes sociais. A reportagem mostra o caso da apreensão de quase R$ 500 mil em espécie em um carro ligado a Alberto Samuel Alcolumbre Tobelem, irmão do senador.

O vídeo voltou a circular após a revelação de que Alcolumbre teria recebido R$ 155 milhões de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, segundo a revista Veja. O senador nega a acusação e afirma que as informações são “absolutamente falsas”.

A circulação do registro adiciona pressão política a um caso que já envolve dinheiro, poder em Brasília e a tentativa de Vorcaro de negociar uma colaboração premiada com a Polícia Federal. O vídeo de 2022 não estabelece relação direta com o caso Banco Master, mas voltou ao debate público no mesmo momento em que o presidente do Senado passou a ser citado em uma nova frente do escândalo.

Alcolumbre e o vídeo dos R$ 500 mil em dinheiro vivo
O caso envolvendo Alberto Alcolumbre foi noticiado pela Fórum em março de 2022, quando a Polícia Militar de São Paulo apreendeu quase R$ 500 mil em espécie durante abordagem a um Ford Fusion preto na avenida Olavo Fontoura, na zona norte da capital paulista.

À época, Alberto Samuel Alcolumbre foi chamado a depor após a PM encontrar o dinheiro no veículo. Segundo reportagens publicadas naquele período, o motorista apresentou uma versão sobre a origem da quantia, enquanto Alberto sustentou que o dinheiro era relacionado a honorários advocatícios.

Em reportagem publicada neste ano, a revista Piauí relembrou o episódio e registrou que o motorista teria dito à polícia que o dinheiro vinha de um grupo para financiar uma campanha política. Alcolumbre negou vínculo com o transporte dos valores ou com financiamento de campanha.

A retomada do vídeo tem força porque recupera um elemento de alto impacto público: dinheiro vivo em grande volume e a ligação do veículo ao irmão de uma das principais autoridades do Congresso. Embora o episódio seja anterior e distinto da apuração sobre o Banco Master, a volta do material às redes cria um novo constrangimento político para Alcolumbre.

Fórum mostrou avanço da crise de Vorcaro na PF
A Fórum tem acompanhado os desdobramentos do caso Master e mostrou que Vorcaro tentou levar à Polícia Federal uma proposta de delação envolvendo políticos e operadores ligados ao banco. Em uma das frentes, a defesa de Daniel Vorcaro entregou proposta de colaboração à PF e à PGR, com anexos sobre tratativas mantidas pelo ex-banqueiro.

Depois, a crise ganhou novo capítulo quando a Polícia Federal rejeitou a segunda proposta de delação premiada de Vorcaro. É nesse ambiente de disputa sobre o alcance da colaboração que a menção a Alcolumbre, feita pela Veja e negada pelo senador, passou a ter peso político maior.

Caso Vorcaro amplia pressão sobre Alcolumbre
A reaparição do vídeo ocorre em meio ao avanço das revelações sobre a relação de Daniel Vorcaro com políticos. O ex-banqueiro é personagem central do colapso do Banco Master, cuja liquidação extrajudicial foi decretada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025.

Segundo a Veja, Vorcaro teria transferido US$ 30 milhões, cerca de R$ 155 milhões, a Alcolumbre em uma conta no exterior. A revista afirmou que a operação estaria relacionada a uma demanda de interesse do Master. O senador rejeita a versão.

A Fórum tem mostrado que o caso Master não se limita ao colapso de uma instituição financeira. A investigação atingiu políticos do centrão e direita, empresários e operadores que orbitavam Vorcaro, além de expor a tentativa do ex-banqueiro de negociar delação premiada com a Polícia Federal.

O ponto central é a sobreposição política dos fatos. De um lado, Alcolumbre nega a acusação sobre o suposto repasse milionário atribuído a Vorcaro. De outro, um vídeo antigo sobre a apreensão de dinheiro vivo envolvendo seu irmão volta a circular e reacende um episódio já noticiado pela imprensa.

Não há, no material citado, prova de ligação entre a apreensão dos R$ 500 mil em 2022 e a acusação feita agora no contexto do Banco Master. O que há é uma nova pressão sobre o presidente do Senado no momento em que o escândalo Vorcaro passou a alcançar nomes centrais da política nacional.


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Alcolumbre pediu a Lula blindagem contra delação de Vorcaro e recebeu um rotundo NÃO! Dá seus pulos

O teretetê do baiacu amazônico, que se sentiu o grandão, por ter articulado a derrota de Jorge Messias no Senado, tinha como chorumela a velha baba de quiabo de que estava sendo vítima de perseguição da PF. Ou seja, o ecletismo do presidente do Senado e sua cartola enterrada até o pescoço, nos bastidores, tentou mostrar a Lula sua alma humana, quando recebeu um esférico não e um conselho, se vira, gordinho!

Isso desceu como ácido na goela do infeliz, daí sua vingança, que julgou que seria uma grande derrota para Lula barrar a indicação de Jorge Messias para o STF. Ledo engano.

Isso revela que Lula não tenta manejar a PF por nada ou por ninguém, uma demonstração cabal de que o presidente, perseguido e condenado pela cloaca lavajatista, não interfere nas instituições e muito menos tem pena de vigarista.

Não é sem motivos que Alcolumbre é defenestrado por 81% dos brasileiros, perdendo apenas para os divinos fundilhos de seu parceiro de picaretagem no Congreso, Hugo Motta, com 87%.

As cortinas da história vão se abrindo e os papas, os reis e os bonachões dos parlamentos vão se decompondo.

A mídia, que tratou Alcolumbre como o deus dos deuses, fez questão de não dizer quem o sujeito é na prática, preferiu colocar paninhos em seu histórico e lhe meter duas asas de ganso.


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Governo sinaliza que Lula não vai promulgar PL que alivia pena de golpistas

Veto do presidente à anistia velada de Bolsonaro e demais golpistas foi derrubado após manobra de Alcolumbre

O prazo para a promulgação do Projeto de Lei da Dosimetria pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva termina na noite desta quarta-feira (6). A tendência, no entanto, é que fique para o presidente do Congresso Nacional, o senador Davi Alcolumbre (União-AP), a tarefa de tornar lei a vergonhosa medida que alivia a pena de quem atentou contra a democracia.

Documento da Mesa Diretora do Congresso oficializando a derrubada do veto presidencial foi encaminhado à Casa Civil na noite de segunda-feira (5).

Conforme estabelece a Constituição, a partir desse comunicado oficial, passa a ser contado o prazo de 48 horas para que o presidente promulgue a nova lei. Caso não o faça, o presidente do Congresso tem o mesmo prazo para fazê-lo.

O PL da Dosimetria reduz penas dos condenados pela tentativa de golpe — entre os quais o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e militares de alta patente — e de participantes dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Segundo especialistas, o texto ainda abria brechas para a diminuição de penas para condenados por crimes comuns, mas também graves, como os violentos, hediondos (incluindo estupro e feminicídio) e de organização criminosa.

Saiba mais: PCdoB vai ao STF por inconstitucionalidade do PL da Dosimetria, diz líder

Por tudo isso, o presidente Lula vetou integralmente o projeto no dia que marcou os três anos dos ataques de 8 de janeiro. Na semana passada, no entanto, a partir de uma manobra que, entre outros nomes, envolveu diretamente o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, o veto foi fatiado e derrubado apenas na parte que interessava à direita, ou seja, a anistia velada aos golpistas.

Tal manobra é vista como parte das negociações — que envolveram, ainda, a rejeição ao nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF) — visando evitar uma CPI para investigar o Banco Master, que atinge quase que exclusivamente nomes da direita e da extrema direita, inclusive aliados de Alcolumbre.

O processo que levou à derrubada do veto, no entanto, pode ser considerada inconstitucional. De acordo com o Vermelho, isso aconteceu porque o senador resolveu fatiar o veto e votar apenas a parte que dizia respeito aos golpistas, mantendo a proibição da mudança nas penas para os demais crimes.

Conforme parlamentares experientes e membros do governo, o desmembramento não possui precedentes legais ou regimentais no Congresso.

Na avaliação da líder do PCdoB na Câmara, deputada Jandira Feghali (RJ), a sessão envolvendo a votação foi “totalmente inconstitucional”. Por isso, o partido decidiu, segundo a parlamentar, ingressar com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) assim que o texto for promulgado.


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Caso Alexandre de Moraes: a arte da mídia mentir, contando meia verdade, por Luís Nassif

Com base em duas informações – e no vício da repetição de notícias sem confirmação – formou-se o consenso.

O Ministro Alexandre de Moraes conspirou para que Jorge Messias não fosse aprovado pelo Congresso. Quem informou isso? Malu Gaspar, com base em 6 fontes. Aliás, a cada notícia nova, Gaspar aumenta o número de fontes. Mas, com base em 12 fontes, digo que a informação é incorreta (para ser elegante). Quem são minhas 12 fontes? Só digo quando a Malu revelar as suas, porque sigilo de fonte é sagrado.

Outros colunistas enveredaram pelo mesmo caminho, dentro do espírito de pool que contamina o colunismo de palpites. Bastam 2 repetições para o rumor tomar forma de verdade.

Os pontos que ajudaram a formar a convicção:

* Moraes encontrou-se com Davi Alcolumbre na noite anterior à votação.

* Moraes comentou que Messias seria derrotado por 8 votos. Como poderia saber? Só se estivesse articulado com Alcolumbre.

Com base em 2 informações – e no vício da repetição de notícias sem confirmação – formou-se o consenso.

Hoje, Mônica Bérgamo descreve o jantar oferecido por Moraes em sua casa.

O título é para não fugir do espírito de pool da mídia: “Moraes faz jantar com Alcolumbre na véspera de derrota de Messias e Lula desconfia”.

Mas o que diz a matéria: “Convidados afirmam que encontro, na verdade, homenageou Mário Sarrubbo, amigo de longa data do ministro, tinha apoiadores de Lula entre os presentes e que conversas giraram em torno de amenidades”.

Quem compareceu: “Além de promotores e procuradores, o magistrado convidou para o encontro pessoas que, amigas dele e de Sarrubo, são também próximas de Lula. Estiveram na casa dele o ministro do STF Cristiano Zanin, o superintendente da PF (Polícia Federal) Andrei Rodrigues e o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski”.

Portanto, a mídia não mentiu quando disse que Moraes encontrou-se com Alcolumbre e soube que Messias seria derrotado por 8 votos. Não mentiu, mas não contou a verdade, Porque meia verdade é uma das formas de mentira.

*Luis Nassif/GGN


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O baiacu murchou

Vendido pela grande mídia como o glorioso/vitorioso numa guerra santa contra Lula, por conta da PEC da Bandidagem 2.0, em que se misturou todo tipo de interesse envolvendo o presidente do Senado e o principal candidato de direita à presidência, Flavio Bolsonaro, Alcolumbre simplesamente foi varrido da mídia da noite para o dia, assim de estalão. Compreensível.

Depois de inflar o ego do gabola, a pesquisa Atlas mostrou que o figurino do camarada está totalmente elameado perante a opinião pública. Com 81% de rejeição, o nome de Alcolumbre, o “grandão”, foi ao chão, não dse sustentou em 24 horas nem para figuração.

A pesquisa soou como uma denúncia que se impõe a todo aquele alarido “vitorioso” que a mídia havia berrado para inflar o ego do baiacu.

Hoje, no \brasil, Alcolumbre só perde para o seu parceiro de lambança, Hugo Motta que está com 87% de absoluta reprovação. Aliás, od dois são seguidos de perto pelo pai de Flavio, Bolsonaro está com 79% de rejeição.

Assim fica difícil, diz o chefe da redação, não há técnica/reeita que desentorte uma coisa dessa, o melhor a fazer é ficar bem longe do leproso, que ontem a midia chamou de seu.

Parafraseando Moreira da Silva, no final da operação, a calça de Alcolumbre virou calção.


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PL da Dosimetria, posta em votação por Alcolumbre, pode livrar Bolsonaro da prisão até as eleições de 2030; entenda

A derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Projeto de Lei (PL) da Dosimetria, pelo Congresso, pode antecipar a saída do ex-presidente Jair Bolsonaro da prisão para o regime semiaberto, com possibilidade de liberdade em pouco mais de dois anos, antes das eleições presidenciais de 2030. De acordo com o DCM, a proposta, que foi restabelecida no dia 30 de abril, reduz as penas de todos os envolvidos na tentativa de golpe de estado, abrangendo tanto os organizadores quanto os executores da trama. As informações são da VEJA.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de abolição violenta do estado democrático de direito, golpe de estado, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração do patrimônio público, delitos igualmente atribuídos aos outros envolvidos no movimento golpista. Com a aprovação do PL da Dosimetria, as penas para esses crimes podem ser reduzidas, e a progressão de regime pode acontecer mais rapidamente.

O PL da Dosimetria introduz mudanças significativas no sistema penal. A principal alteração é a unificação das penas de golpe de estado e abolição violenta do estado democrático de direito, que atualmente são somadas, passando a ser computadas como uma só. Além disso, a proposta estabelece novas regras para a progressão de regime, permitindo que, em certos casos, o condenado cumpra apenas 20% de sua pena antes de poder passar para o regime semiaberto. Nesse novo cenário, o ex-presidente teria que cumprir, no mínimo, três anos e cinco meses em regime fechado antes de avançar de regime.

Esse pacote de medidas foi aprovado com o objetivo de facilitar a reintegração de pessoas condenadas por crimes considerados de alta gravidade, como os que envolvem a tentativa de golpe de estado. Para os especialistas, isso representa uma mudança no tratamento das penas e pode beneficiar outros condenados que se enquadram nesse tipo de delito. No caso de Bolsonaro, isso abre a possibilidade de sua saída do sistema fechado mais rapidamente, o que foi motivo de debate político em Brasília.


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