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Luis Nassif: A Lava Jato 2 e o Assalto ao Supremo

Nesse jogo, é preciso mapear quem ganha com um STF enfraquecido, um governo Lula na defensiva e um Congresso com poderes demais

A derrota de Lula na indicação de Jorge Messias para o STF não é episódio isolado. É o capítulo mais recente de uma operação que envolve lobbies bilionários, o poder inédito de Alcolumbre e Motta, e o mesmo padrão de desestabilização institucional da Lava Jato original.

Quando o Senado recusou Jorge Messias, o governo perdeu uma batalha. Quando o mesmo movimento colocou sob ameaça o STF, o governo e o pouco que resta de disciplina institucional brasileira — todos ao mesmo tempo —, o que estava em jogo passou a ser maior do que uma vaga no Supremo.

A manobra tem roteiro conhecido. Começou com a campanha d’O Globo em torno do caso Master — um episódio de crédito privado transformado em crise sistêmica pelo jornalismo de interesse —, avançou pela sabatina do STF transformada em tribunal político, e chegou à configuração de poder inédita que hoje existe no Congresso: David Alcolumbre no Senado, Hugo Motta na Câmara, ambos com mandato renovado e agenda própria. É a Lava Jato 2.

Para entender o jogo de interesses por trás dessa manobra, é preciso mapear quem ganha com um STF enfraquecido, um governo Lula na defensiva e um Congresso com poderes que não tinha desde os tempos do presidencialismo de coalizão clássico.

Quando começou a campanha do impeachment, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi profético: a gente sabe como começa, mas nunca sabe como acaba.

A campanha conseguiu acabar com o PSDB, como alternativa de poder, o discurso antipolítica inundou a política com o que de há mais execrável, o desmonte institucional permitiu o avanço do crime organizado por todos os poros da República.

E nem assim se aprendeu.

Os lobbies que comandam o Congresso

O Congresso brasileiro de 2026 é, acima de tudo, uma arena de interesses organizados. As bancadas temáticas não são fenômeno novo, mas sua coesão, seu poder de fogo e sua disposição para agir de forma coordenada atingiram nível sem precedente recente.

A bancada ruralista é a mais numerosa e a mais organizada. A Frente Parlamentar da Agropecuária reúne 358 congressistas — número suficiente para formar maioria sozinha em muitas votações. Por trás dos parlamentares estão Bayer, Basf, Syngenta, JBS, Cargill e Nestlé, entre outras corporações que financiam campanhas e mantêm estruturas permanentes de lobby em Brasília. Suas pautas — Código Florestal, licenciamento ambiental, demarcações indígenas, agrotóxicos — têm avançado sistematicamente, com ou sem anuência do Executivo.

A bancada evangélica reúne 222 congressistas em torno de pautas morais e religiosas: aborto, casamento homoafetivo, educação religiosa, controle de mídias. O aspecto frequentemente negligenciado é que muitos desses parlamentares são representantes políticos diretos de denominações — com mandato implícito de seus líderes religiosos —, não apenas eleitores de perfil conservador. A bancada tem aliança orgânica com os ruralistas, e juntas formam o núcleo duro do que se convencionou chamar de Centrão conservador.

A bancada da bala soma cerca de 240 congressistas na Frente Parlamentar da Segurança Pública, com um núcleo de 44 membros mais radicais. Representa interesses das forças policiais, das Forças Armadas e da indústria armamentista. Suas pautas — porte de armas, excludente de ilicitude para policiais, penas mais duras — têm avançado mesmo nos governos que deveriam ser seus adversários naturais.

Juntas, essas três bancadas compõem o que ficou conhecido como BBB — Boi, Bíblia e Bala. Muitos parlamentares participam simultaneamente das três frentes, o que amplifica o poder de articulação suprapartidária. A posição dessas bancadas em relação ao STF é conhecida e histórica: o Supremo representa, para elas, o principal obstáculo à aprovação de suas pautas. Portanto, um STF enfraquecido é funcionalmente do interesse direto das três bancadas.

O lobby financeiro e a conta com o Supremo

O setor financeiro opera de forma mais discreta, mas com eficácia que poucos outros conseguem igualar. Rodrigo Maia, ex-presidente da Câmara com décadas de redes construídas em Brasília, assumiu em 2023 a presidência da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (FIN). Com trânsito livre no Congresso e memória institucional incomparável, Maia representa hoje o que o sistema financeiro precisa: acesso sem mediação ao processo legislativo.

Há tempos correm rumores nos corredores de Brasília sobre grandes banqueiros alimentando o tiroteio contra o STF. Para entender por que, basta examinar o que o Supremo fez ao setor financeiro nos últimos anos.

Em fevereiro de 2023, o STF estabeleceu que a quebra da coisa julgada tributária é automática. Isso significa que se uma empresa conquistou na Justiça o direito definitivo de não pagar um imposto, terá que pagá-lo retroativamente se o STF posteriormente decidir que a cobrança é constitucional. O caso concreto envolvia a CSLL — Contribuição Social sobre o Lucro Líquido —, cujas alíquotas chegam a 21% no caso de instituições financeiras, contra 9% para as demais empresas..

Na mesma linha, o STF consolidou a constitucionalidade da CSLL diferenciada para o setor financeiro — contribuição adicional de 2,5% sobre a folha de salários e Cofins elevada de 3% para 4% sobre o faturamento dos bancos. Em três teses tributárias distintas, as derrotas acumuladas do setor representaram impacto de R$ 35,823 bilhões para os cofres da União. Por fim, o STF avançou na tributação de lucros de controladas no exterior, apertando o cerco sobre estruturas de planejamento tributário internacional que beneficiavam diretamente Itaú, Bradesco e BTG, entre outros.

O padrão é claro: o STF tem sido, sistematicamente, um obstáculo tributário ao setor financeiro. Um Supremo enfraquecido — com ministros mais próximos das bancadas conservadoras do Congresso, ou simplesmente mais temerosos de conflito com o Legislativo — seria um Supremo mais favorável aos interesses dos grandes bancos.

O laboratório das bets

Para entender o poder que o Congresso acumulou, o caso das bets é o teste mais preciso. Em 2024, quando o governo tentou aumentar a tributação do setor de apostas online, o lobby das bets montou uma operação que causou espanto até a veteranos da política brasileira.

Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso, disse publicamente: “Eu nunca vi um lobby tão poderoso no Congresso Nacional quanto vi nessas duas semanas. Um lobby que contou, inclusive, com a luxuosa participação de governadores de estado.” O setor conseguiu derrubar temporariamente a medida — uma vitória direta do lobby privado sobre o Executivo, reconhecida pelo próprio governo.

Quando o governo reagiu e aprovou medidas restritivas — licenciamento obrigatório, proibição de cartão de crédito, eliminação de bônus de boas-vindas, bloqueio de beneficiários do Bolsa Família, taxa de outorga de R$ 30 milhões por licença —, as bets responderam com o mesmo instrumento: pressão sobre parlamentares, financiamento implícito de coalizões, e a ameaça permanente de mobilizar o Congresso contra qualquer regulação adicional.

O episódio demonstra a dinâmica central do poder legislativo atual: o Executivo propõe, o Congresso dispõe, e os lobbies organizados são o verdadeiro árbitro entre os dois. Nesse ambiente, o STF era o único poder capaz de funcionar como contrapeso — o único que não depende de votos, financiamento ou alianças com o Centrão para agir.

O que está em disputa

A sabatina de Jorge Messias não foi apenas uma disputa sobre um nome para o STF. Foi um teste de força sobre quem manda no Brasil em 2026.

Do lado do Congresso: Alcolumbre no Senado e Motta na Câmara têm poder institucional inédito. Com as eleições de 2026 no horizonte, ambos precisam demonstrar independência do Executivo e capacidade de mobilizar apoio. Barrar uma indicação presidencial ao Supremo é o gesto político mais legível possível nesse sentido.

Do lado dos lobbies: a BBB quer um STF menos ativo na proteção de direitos ambientais, indígenas e sociais. O setor financeiro quer um STF menos agressivo na tributação diferenciada dos bancos e na cobrança retroativa de tributos. O setor de apostas quer um árbitro menos hostil às suas operações.

Do lado do governo: Lula precisa de um STF que funcione como parceiro institucional — não por cumplicidade, mas porque sem o Supremo como contrapeso, a capacidade do Executivo de governar contra a vontade do Centrão é ainda mais limitada do que já é.

O que a derrota de Messias sinalizou é que esse equilíbrio está se desfazendo. O Congresso descobriu que pode barrar o STF. Os lobbies descobriram que o Congresso pode barrar o Executivo. E o governo descobriu que a Operação Lava Jato 2 não precisa de procuradores, grampos ou acordos de delação para funcionar. Basta um calendário de sabatinas e parlamentares com contas a cobrar.

*Luis Nassif/GGN


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Master: Renan Calheiros diz que Motta e Lira pressionaram TCU contra liquidação

Senador não detalhou como teria sido atuação; Arthur Lira afirmou que Renan Calheiros ataca “sem provas seus adversários”

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou, nesta segunda-feira (19/1), que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o ex-presidente da Casa Arthur Lira (PP-AL) pressionaram membros do Tribunal de Contas da União (TCU) a fim de reverter uma decisão do Banco Central que liquidou o Banco Master.

Renan confirmou ao Metrópoles ter recebido informações de que Motta e Lira teriam atuado para influenciar os rumos de um processo da Corte de Contas que analisa a atuação do BC no caso Master. O ex-presidente do Senado não detalhou como teria ocorrido a pressão.

O Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, teve a liquidação extrajudicial anunciada pelo Banco Central em novembro passado. Segundo o Metrópoles, a autoridade monetária argumentou que a medida foi motivada pela grave crise de liquidez e pelo comprometimento da sua situação econômico-financeira da instituição

À época, o BC também afirmou que o Master violou normas que regem a atividade das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional.

O caso chegou ao Tribunal de Contas da União depois de o Ministério Público junto ao TCU afirmar que existem suspeitas de que o BC falhou na supervisão da instituição financeira. A relatoria do processo ficou com o ministro Jhonatan de Jesus, ex-deputado pelo Republicanos e indicado ao posto pela Câmara.

Renan Calheiros, que é adversário de Lira em Alagoas, indicou que o ex-presidente da Casa e o sucessor teriam pressionado membros do TCU a reverter a liquidação decretada pelo BC no âmbito do processo relatado por Jhonatan de Jesus e em outros casos.

Em um dos despachos feitos dentro do processo apresentado pelo MP, Jhonatan de Jesus chegou a sugerir que a decisão do BC poderia ser reavaliada pela Corte de Contas. “Não se descarta que venha a ser apreciada, em momento oportuno, providência cautelar voltada à preservação do valor da massa liquidada e da utilidade do controle externo”, disse.


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Do que Alcolumbre está com tanto medo para se unir a Motta e a Bolsonaro contra os brasileiros?

Não me venham dizer que o enredo do samba de Alcolumbre tem algo a ver com o Messias, indicado por Lula ao STF.

Alcolumbre não é amador, mais do que isso, sabe que, junto com Motta, será trucidado, num expurgo nacional poucas vezes visto antes na história do Brasil.

Ele queria atropelar o CCJ para acelerar o PL da Dosimenria, e disse isso na mesa da presidência do Senado, quando imediatamente recebeu uma reprimenda do senador Otto Alencar, do CCJ, que afirmou que Alcolumbre não pode cometer um desatino desse, deixando, com isso, um clima pesado e o evidente constrangimento estampado na sua cara.

Otto Alencar deu um passa-moleque na bola em Alcolumbre, sem perder a ternura, mas também sem ceder para a patifaria.

Na verdade, Alcolumbre, por vias tortas, está confessando que há algo muito podre por trás dessa sua tomada de posição pró-Bolsonaro. Pior, ele viu que a sociedade, em defesa de Glauber, mobilizou-se rapidamente, fazendo muitos bolsonaristas amarelarem e Glauber ficar, com a instantânea mobilização da sociedade brasileira.

No próximo domingo, o Brasil inteiro se manifestará contra o golpe da dosimetria para livrar a cara de Bolsonaro a qualquer preço.

Acho que vai dar ruim para Bolsonaro, para Hugo Motta e para Alcolumbre. O clima é de extrema apreensão


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Motta põe “anistia” na pauta e Centrão pode vingar candidatura de Flávio Bolsonaro

Surpreendidos – e irritados – com o anúncio às pressas da candidatura, deputados do Centrão podem aprovar dosimetria, que não tira Bolsonaro da cadeia, e começar a isolar Flávio e o clã do ex-presidente.

Após quase três meses de negociações após alçar o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) como relator do projeto, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que colocará em votação nesta terça-feira (9) o PL da Anistia, que foi transformado em PL da Dosimetria, após encontro do parlamentar paulista com Michel Temer (MDB) e Aécio Neves (PSDB-MG).

Motta confirmou que “sim, vota hoje” o projeto em meio ao desconforto com a pré-candidatura à Presidência anunciada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Nos bastidores, partidos do Centrão contrários à candidatura do senador articulam usar o projeto para se vingar das tratativas que colocavam o nome do governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), como principal aposta para ser o anti-Lula na terceira via.

Flávio já adiantou que só deixará de disputar o Planalto se o pai, Jair Bolsonaro (PL), for anistiado e reaver a elegibilidade para ser candidato em 2026. Caso contrário, diz que será ele o nome do clã Bolsonaro na disputa.

O senador, no entanto, não conseguiu sequer o apoio do senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro e presidente do PP. Articulador da terceira via, o piauiense insiste que Tarcísio é o nome “mais forte” para enfrentar Lula.

Relator da proposta, Paulinho da Força divulgou vídeo afirmando que seu texto não abordará a “anistia zero” a Bolsonaro, colocando-se na linha de frente contra Flávio.

“O pessoal do PL voltou a falar nessa história de anistia. Desde o início, eu estou dizendo, não tem nenhuma possibilidade de ter anistia no meu relatório. No meu relatório não consta anistia e não vai constar. O que tem no meu relatório é uma redução de penas. E essa redução de penas solta todas aquelas pessoas que foram presas do dia 8 de janeiro. E os que foram considerados mandantes dos crimes têm uma pena reduzida proporcional e portanto também serão beneficiados. E por isso eu deixo muito claro para para todos que no meu relatório não tem anistia, anistia zero. O que tem é revisão de penas”, diz o deputado, que já havia prometido que Bolsonaro deixaria a cadeia em dois anos.

A estratégia que será colocada pelo Centrão passa pelo esfacelamento da candidatura de Flávio Bolsonaro que, segundo parlamentares aliados, deve derreter em pouco tempo, diz a Forum.

O primeiro passo seria oferecer uma redução de pena a Bolsonaro e tirar os golpistas do 8 de Janeiro da prisão. A partir daí deve iniciar-se uma debandada de políticos do Centrão do barco bolsonarista.

O objetivo é isolar Flávio na disputa eleitoral e o clã Bolsonaro da relação com a direita mais fisiológica, que deve insistir em uma candidatura da Terceira Via. Caso Tarcísio prefira ser leal ao ex-presidente, o nome do governador do Paraná, Ratinho Jr, do PSD de Gilberto Kassab, deve começar a ser trabalhado, juntamente com o do governador goiano, Ronaldo Caiado (União), que já afirmou que se manterá na disputa.

Interlocutores de Tarcísio, no entanto, dizem que ele não entrará em campo dessa vez. O governador paulista já trabalhou intensamente por anistiar Bolsonaro, mas entende que o tema já está esgotado e que não há consenso para que passe no Congresso.


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O Congresso Nacional precisa passar por uma grande desratização em 2026

Alcolumbre ou Motta, qual roedor é pior para o Brasil e os brasileiros?

Essas duas ratazanas operam para si, não contra o governo Lula, mas contra o Brasil e os brsileiros tanto de agora quanto de muitas gerações que enfrentaram um país mais quente com possibilidades de tragédias ambientais incalculáveis.

Alcolumbre, por vingança e barganha, comandou a derrubada dos vetos de Lula ao licenciamento ambiental criminoso. .

A derrubada de 52 vetos de Lula à Lei Geral do Licenciamento Ambiental, logo após a COP30, em Belém, é um soco no estômago para quem luta por um Brasil menos destruído e mais respirável.

É como se o Legislativo tivesse escolhido o lucro rápido do agro e da mineração ao invés da saúde das florestas, dos rios e das comunidades que pagarão a conta com enchentes, secas e um clima infernal para as próximas gerações.

Qual dos dois é o “pior rato” para o Brasil?

Placar: Câmara (295 a 167 pela derrubada), Senado (50 a 18). Bancada ruralista e Centrão mandaram ver, ignorando apelos do governo e de ONGs como WWF e Greenpeace, que alertam para “efeitos irreversíveis” na Amazônia e no Cerrado.

É um escancarado sinal que o Congresso prioriza barganhas setoriais sobre compromissos globais

Isso vai arreganhar portas para mais grilagem, desmatamento e tragédias como as de 2024 no Rio Grande do Sul ou as queimadas anuais na Amazônia, deixando um legado de CO2 e pobreza para 2050.

Alcolumbre e Motta são peças do centrão. Eles operam por autopreservação: barganhas com o agro para verbas e apoio eleitoral, não ideologia pura.

Mas vamos aos fatos para comparar o “dano” ambiental e ao Brasil.

Alcolumbre não só comandou a derrubada por “vingança” (contra Lula pela vaga no STF), mas injetou a LAE como uma granada ambiental, beneficiando diretamente interesses do Norte (seu quintal).

Motta é o facilitador, o “gerente” que aprova sem sujar tanto as mãos, mas ambos são sintomas de um Congresso capturado pelo lobby rural (que doa 40% das campanhas).

O Brasil não aguenta mais essas ratazanas no poder.


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Vampirismo legislativo: A fruta que Alcolumbre e Motta querem, qualquer um come até o caroço

Alcolumbre e Motta estão no centro de uma crise fabricada por eles contra o Governo Lula.

Até o mundo mineral sabe os motivos dessa chantagem, não contra Lula ou o governo, mas contra o Brasil e os brasileiros, que sempre pagam a fatura da mesma teia de interesses patrimonialistas.

No Brasil, isso não tem fim.

A choldra sempre viveu disso.

Alcolumbre e Motta estão jogando esse jogo de choldra pura,  barganhando emendas, boicotando eventos (como a sanção do IR hoje, 26/11/2025) e usando pautas como o PL Antifacção pra extorquir concessões do Planalto.

Eles “querem o que qualquer um come até o caroço” porque é o centrão na veia: priorizam o poder pessoal e as verbas pros seus aliados, deixando o povo com as migalhas.

É choldra porque não é só ambição; é uma rede de favores que paralisa o país, com custo bilionário para os cofres públicos (ex.: as “pautas-bomba” que eles aprovam pra forçar negociações).

Isso casa perfeitamente com o que Sérgio Buarque de Holanda diagnostica em Raízes do Brasil (1936), especialmente no capítulo mais famoso: “O Homem Cordial”

“A contribuição brasileira para a civilização será de cordialidade — daremos ao mundo o ‘homem cordial’. A lhaneza no trato, a hospitalidade, a generosidade, virtudes tão gabadas por estrangeiros que nos visitam, representam, com efeito, um traço definido do caráter brasileiro (…) A inimizade bem pode ser tão cordial como a amizade, pois que uma e outra nascem do coração.”

“O brasileiro distingue mal a sua vida privada da vida pública (…) Aqui, a política é uma forma de vida privada ampliada, onde os laços de família, de amizade ou de compadrio prevalecem sobre o interesse geral. (…) Tudo se resolve em relações pessoais, em favores, em troca de gentilezas, em compromissos que se contraem de coração.”
“A polidez brasileira é, essa lhaneza excessiva, esconde muitas vezes a mais completa ausência de escrúpulos no trato das coisas públicas.”

Impressiona como esse Brasil das classes economicamente dominantes, não muda uma virgula do que escreveu Sergio Buarque de Holanda.

Por que Isso é tão nojento?

No Brasil, isso se chama corrupção mesquinha descarada, como desviar verbas ou trocar votos por cargos.


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Eles batem continência para o cartel do crime organizado da Faria Lima

A rota do pó passa passa por São Paulo.

Mais precisamente pela Faria Lima.

Faria Lima é a rua do beija-mão da direita bolsonarista. Toda a cúpula da direita bolsonarista tem na Faria Lima um banco 24 horas para chamar de seu.

Daí a explicação da PEC da bandidagem 2.0, operada por Tarcisio de Freitas, Derrite e Hugo Motta.

Sim, há uma articulação clara para limitar o poder da Polícia Federal (PF) em investigações contra o crime organizado, e isso vem logo após operações que expuseram ligações perigosas entre facções como o PCC e o coração financeiro do país, a Avenida Faria Lima.

É isso o que as reportagens e debates no Congresso mostram sem biombos.

O que é essa PEC da Bandidagem 2.0?

Originalmente, refere-se à PEC 3/2021 (ou “PEC da Blindagem”), uma proposta de emenda constitucional que visava restringir investigações e prisões de parlamentares, dando mais poder aos governadores sobre forças policiais.

Ela foi barrada pelo Congresso em setembro de 2025, após protestos nas ruas, mas críticos a chamavam de PEC da Bandidagem, por proteger, de forma descarada, corruptos e criminosos influentes.

Agora, a “versão 2.0” é o substitutivo apresentado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP) ao PL 5.582/2025, o “PL Antifacção”.
Um projeto original do governo Lula para endurecer o combate à facções criminosas.

Derrite, que é secretário licenciado de Segurança Pública de São Paulo no governo Tarcísio de Freitas, alterou todo o texto para limitar a PF:
Investigação de crimes interestaduais ou transnacionais (como lavagem de dinheiro pelo PCC) passaria a depender de autorização dos governadores e ficaria sob responsabilidade das Polícias Civis e Justiça Estadual. Isso contraria o artigo 144 da Constituição, que dá autonomia à PF.

Equiparar facções a terroristas:
Penas de até 40 anos, bloqueio de bens e intervenção em empresas ligadas ao crime – soa duro, mas na prática enfraquece a coordenação federal, protegendo redes de lavagem em centros financeiros.
Hugo Motta indicou Derrite como relator na sexta (7/11/2025) e liberou o texto para pauta urgente, ignorando apelos do Planalto para adiar até após a COP30.

Motta, depois mediou uma reunião com o diretor da PF, Andrei Rodrigues, prometendo ajustes, mas o estrago já foi feito:
o texto é uma escancarada manobra inconstitucional para blindar investigações sensíveis.

Ou seja, dos endinheirados da Faria Lima e congêneres. Patrocinadores de Tarcísio e Cia bolsonarista.

A Rota do Pó na Faria Lima.

Por que isso fede a proteção?
A Faria Lima, epicentro do mercado financeiro brasileiro (bancos, fundos de investimento, escritórios de advocacia), é o oráculo da elite bolsonarista.

Grandes doadores de Tarcísio (como fundos que apoiam sua pré-candidatura à Presidência em 2026) estão lá, e é de lá que vem o apoio a pautas anti-PF.

Trocando em miúdos, é pra lá de óbvio que Tarcísio mandou Derrite blindar os peixes grandes que a PF está pegando.

A Santíssima Trindade da malandragem, Tarcísio, Derrite, Motta:
Tarcísio de Freitas, Governador de SP, herdeiro bolsonarista, com laços apertados à Faria Lima, recebeu R$ 500 mil de doadores ligados a esquemas suspeitos.

Seu governo é acusado de falhar no controle do PCC – que cresceu em SP, inclusive com infiltração financeira.

Derrite é seu homem de confiança: ex-policial, licenciado para relatar o PL, mas com histórico putrefato, foi afastado da Rota por “excesso de letalidade”.

Guilherme Derrite, “carniceiro paulista relator que transformou um PL antifacções em escudo para o crime dos podres de chique da Faria Lima, ignora a expertise federal e prioriza estados, conveniente para governadores como Tarcísio, que poderiam barrar operações incômodas.

Hugo Motta: Presidente da Câmara, traíra compulsivo, deu carta branca a Derrite.

Motta é pré-candidato ao Senado e usa o cargo para vitrine bolsonarista. Simples assim.

Juntos, formam o “trio da tramoia”, como escreveu Reinaldo Azevedo na UOL: “Nem a PEC da Blindagem chegou tão longe.” A PF chamou o relatório de inaceitável e inconcebível”

Lula e Gleisi pressionam por veto. PT, PSOL e até a PF pedem mudanças radicais.

Afinal, é o maior ataque da história à PF.

Derrite deve apresentar versão ajustada hoje (11/11), mas o debate na Câmara é tenso e reativo por parte da esquerda.

Se passar sem freios, pode travar investigações nacionais.

O Planalto vê como “golpe político” em plena COP30.
Em resumo: é uma jogada para proteger os “cartéis” da elite financeira e política da direita, usando o PL como cavalo de Troia.

A Faria Lima não é só “rua do beija-mão” é o balde da lavagem, e essa PEC 2.0 fede a desespero pós-Carbono Oculto.

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Liberação do PL Antifacção acirra tensão entre Planalto e Câmara

A liberação do parecer sobre o Projeto de Lei (PL) Antifacção, ocorrida em 10 de novembro de 2025, intensificou as tensões entre o Palácio do Planalto e a Câmara dos Deputados. O PL 5.582/2025, enviado pelo governo Lula em 31 de outubro como resposta ao crime organizado (após operações no Rio de Janeiro), cria o tipo penal de “organização criminosa qualificada” (facção criminosa), com penas de 8 a 15 anos (podendo chegar a 30 em casos de homicídio), infiltração de agentes, banco nacional de perfis genéticos e medidas para descapitalizar facções.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), nomeou o deputado Guilherme Derrite (PP-SP)** — ex-secretário de Segurança de São Paulo e aliado de Tarcísio de Freitas — como relator. Derrite se licenciou do cargo estadual para assumir a relatoria.

Derrite apresentou um substitutivo que renomeou o PL para “Marco Legal do Combate ao Crime Organizado”, incorporando elementos de propostas da oposição (como equiparação por lesividade a atos terroristas, sem classificar facções diretamente como terroristas) e alterando pontos do texto original do governo.

Principais mudanças criticadas

Condiciona atuações conjuntas da Polícia Federal (PF) com polícias estaduais a pedido formal do governador, o que o governo vê como enfraquecimento da PF e “presente às facções”.
– Pode paralisar investigações interestaduais ou transnacionais e favorecer interferência política, segundo PF e especialistas.

Reação do Planalto
Lula ligou pessoalmente para Motta reclamando que a liberação “soaria como desrespeito ao governo”.

Gleisi Hoffmann (ministra das Relações Institucionais) chamou de “desrespeito” e “presente para facções”, afirmando que o texto limita a PF e contamina o debate.

Líderes governistas como Lindbergh Farias (PT-RJ) veem como “maior ataque à história da PF” e articulam adiamento ou alterações.

O governo teme perda de controle sobre a pauta de segurança para 2026 e estuda reações, como atrasar emendas parlamentares.

Posição da Câmara e oposição
Motta defendeu como “pauta suprapartidária” e incluiu na pauta do plenário para 11 de novembro (semana esvaziada pela COP30, com sessões remotas).

Derrite promete texto técnico, ouvindo todos os lados, e nega brechas para intervenção externa.

Oposição (bolsonaristas) comemora, vendo como esvaziamento de pauta governista e vitrine eleitoral.

O episódio expõe disputa pelo protagonismo na segurança pública, com o governo acusando Motta de autonomia excessiva e entrega à direita, enquanto a Câmara busca equilíbrio (mas acena à oposição). A votação em regime de urgência pode ocorrer já nesta terça (11), mas o Planalto pressiona por mudanças ou adiamento. No X, o tema gera debates polarizados, com críticas a Motta.


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Política

Vídeo: Em evento público no Rio, Lula detona a banda podre do Congresso

Lula critica duramente o Congresso Nacional em evento no Rio de Janeiro

Sim, o que descrevo aconteceu hoje (15 de outubro de 2025) durante um evento público no Rio de Janeiro em comemoração ao Dia dos Professores, organizado pelo Ministério da Educação.

Lula fez um discurso veemente, detonando o Congresso Nacional como uma banda podre de baixa qualidade, atribuindo isso à eleição de uma extrema-direita do que há de pior em 2022.

Ele chamou a atual legislatura de o pior Congresso da história, com um nível nunca visto antes de incompetência e retrocessos, e apelou por um voto consciente nas eleições de 2026 para evitar que “a raposa cuide do galinheiro”.

O ato ocorreu na capital fluminense, com plateia formada majoritariamente por professores da rede municipal e de universidades.

Lula elogiou o Rio pelo protesto recente contra a PEC da Blindagem (uma proposta vista como proteção a parlamentares corruptos) e destacou avanços na educação sob seu governo.

Presença de Hugo Motta
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), discursou antes de Lula e foi vaiado pela plateia, com gritos de sem anistia (referência a projetos de anistia a envolvidos em atos golpistas).

Lula se levantou e ficou ao lado de Motta para tentar acalmar os ânimos.

Principais Trechos do Discurso de Lula
“Nunca a qualidade do Congresso foi de tão baixo nível. […] É o resultado da consciência política que vocês tiveram no dia das eleições. Depois não adianta reclamar.”

Crítica à Extrema-Direita
“A extrema-direita eleita em 2022 é o que existe de pior. […] Eles negaram a pandemia, a vacina, e venderam remédios falsos.”

“Se a gente quer fazer guerra contra um país, não manda um soldado que fica do lado do inimigo. […] O tipo de Brasil vai ser decidido por vocês, não por mim.”

Outras Alfinetadas

Lula chamou o ex-governador Wilson Witzel (aliado de Bolsonaro) de “juiz picareta” envolvido em corrupção, criticou o ex-ministro da Saúde da era Bolsonaro (“não entendia porra nenhuma de saúde”) e ironizou sanções internacionais articuladas por Eduardo Bolsonaro nos EUA.

Foi um discurso histórico de Lula!


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Política

Força de Lula no Nordeste atrapalha planos de Ciro Nogueira, Motta e Lira para 2026

O cerne da questão é como a popularidade consolidada do presidente Lula (PT) na região Nordeste — onde ele historicamente tem aprovação acima de 60%, segundo pesquisas. Portanto, está complicando as ambições eleitorais de líderes do Centrão.

Esses políticos, que ocupam cargos chave no Congresso, buscam se reposicionar para disputas locais, como vagas no Senado ou nacionais, mas esbarram em alianças do PT com forças regionais.

Os planos individuais desses três e por que o “puxão de orelha” do Nordeste de Lula é um obstáculo real. Usei fontes recentes para embasar, priorizando visões equilibradas de mídia tradicional e discussões no X (antigo Twitter).

Lula e o Nordeste como “Muro Intransponível”

Popularidade de Lula: No Nordeste, Lula recuperou força em 2025, com aprovação subindo de 53% para 60% (Quaest, agosto de 2025). Isso se deve a programas sociais, investimentos em infraestrutura e defesa da soberania (como na briga tarifária com os EUA). O PT usa isso para fechar acordos estaduais, priorizando aliados fiéis e isolando opositores.

Eleições de 2026

Serão renovadas 2/3 do Senado (duas vagas por estado), além de governos estaduais e Câmara. O Nordeste, com 9 estados, é decisivo: em 2022, Lula venceu lá com folga (69% dos votos). O Centrão quer “sangrar” o governo Lula até lá, flertando com nomes como Tarcísio de Freitas (SP) para uma candidatura de centro-direita unificada, mas, pelo andar da carruagem, ela capotará.

Lula e Gleisi Hoffmann (presidenta do PT) negociam com MDB, PSD e outros para chaves no Nordeste, deixando pouco espaço para dissidentes do Centrão.

Os Planos Individuais e os Atrativos
Aqui vai um resumo comparativo dos três, baseado em reportagens e posts recentes:

Em resumo, sim, a força de Lula no Nordeste é um entrave concreto: transforma redutos eleitorais em “armadilhas” para esses líderes, que precisam escolher entre lealdade ao Centrão antiLula ou pragmatismo local.


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