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Em um país em que os reacionários não admitem que os negros usem elevador social, ver triplicar o número de negros nas universidades, é uma revolução

Não resta dúvida de que o racismo foi o grande motor das chamadas jornadas de junho de 2013.

A indignação contra negros cotistas é uma doença incurável no Brasil. Não é sem motivos que, em plena Hebraica, Bolsonaro, em campanha, tratou os negros como animais e foi aplaudido às gargalhadas e, neste caso, ironicamente, a sua frase nazista foi acompanhada de outra, ao dizer que, como descendente na terceira geração de italianos, que não demarcaria um metro sequer de terras indígenas.

Basta o arroto desse sujeito louvado pelo lixo mais tóxico desse país, sequer recebeu uma contundente espinafrada da mídia e muito menos do sistema de sistema de justiça.

No Brasil, das cadeiras explica a parcimônia da justiça com Bolsonaro que não difere em nada das redações da grande mídia que, até hoje, foge de um debate sério sobre essa questão, pois seria obrigada a discutir, ponto a ponto, como se chegou a isso.

Assim, temos muito o que comemorar os novos números que mostram que, nos últimos 15 anos, triplicou a quantidade de negros nas universidades federais.

Com isso, devemos nos preparar para enfrentar o ódio dos fascistas que, mesmo sem confessar, virá.

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Olavo de Carvalho não influenciou ninguém, passou a vida surfando na baba de ódio dos reacionários

Olavo de Carvalho passou a vida pregando para convertidos.

Que fique claro aqui que não guardamos qualquer sentimento que tripudie sobre a morte de um negacionista de ocasião, Olavo de Carvalho.

A morte de Olavo de Carvalho não muda nada para os que o inventaram. Talvez seu lugar seja ocupado por Roberto Jefferson, Zé Trovão, Augusto Nunes, Guilherme Fiuza ou qualquer outro estrambótico personagem desse troço que chamamos de bolsonarismo.

Na verdade, na verdade, o bolsonarismo nunca foi ideológico, muito menos Olavo de Carvalho foi guru dessa gente, o máximo que se pode afirmar é que ele viu nesse nicho de dementes um mercado, um potencial ganha pão para vender suas frases de lugar comum tão medíocres quanto seu “público”.

Por isso, sua morte causada pela covid, não muda absolutamente nada. Seus supostos súditos seguirão fazendo o que fizeram a vida inteira, bebendo veneno para que os outros morram. Isso precede Olavo de Carvalho.

Pode-se dizer tudo de Olavo de Carvalho, que era um sujeito medíocre, charlatão, falso professor, falso filósofo ou sociólogo que passou a vida frustrado por ser desprezado por quem tinha ao menos três neurônios.

Culpar o provinciano Olavo por mais de 623 mil mortes por covid no Brasil, é tudo o que Bolsonaro quer, porque este sim, operou como chefe de Estado um genocídio, incluindo entre suas vítimas as crianças brasileiras, como faz agora.

Culpar o suposto guru do clã Bolsonaro, é o mesmo que os neoliberais querem fazer, jogar a culpa exclusivamente em Bolsonaro pela falência da economia e o inferno que isso está provocando na vida de milhões de brasileiros e, assim, aliviar a culpa de Paulo Guedes de jogar o Brasil nessa situação por seguir rigorosamente a cartilha de FHC e os asseclas da mídia, lacaios do sistema financeiro.

Então, muita calma nessa hora. Tudo o que Bolsonaro sonha neste momento, é fazer de Olavo de Carvalho um mero boi de piranha para tirar do seu lombo toda a sordidez que praticou utilizando o Ministério da Saúde, o qual a CPI provou ter um gigantesco esquema de corrupção na compra de vacinas e medicamentos.

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Vídeo: Contra o ódio bolsonarista, O Brasil vai de Drauzio Varella

A televisão, de forma geral, há muito perdeu sua capacidade de cumprir uma programação que abarque o sentimento nacional. Com isso, o programa de Drauzio Varella, no Fantástico do último domingo, com a rotina de 700 mulheres trans presas em presídios masculinos, tocou profundamente as pessoas e as redes sociais refletiram isso.

A atitude humana de uma figura como Drauzio Varella, tratando com tanto afeto e respeito humano as entrevistadas, mostrando seus dramas sem apelos emocionais, trouxe dois dados fundamentais, a sociedade brasileira como um todo é muito maior do que o julgamento que fazem dela.

Mas algo nesse programa, que tanto emocionou as pessoas, diz muito mais.

A adesão ao discurso do ódio homofóbico disseminado por Bolsonaro e seus acéfalos profissionais não encontra verdadeiramente eco na sociedade.

E é nesse ponto que precisamos focar a nossa atenção e não confundir barulho preconceituoso com um sentimento coletivo.

A produção do discurso de ódio de Bolsonaro é uma coisa, passou a vida como um subpolítico que viveu de restos do baixo clero, adulando policiais, militares e milicianos, em muitos casos, como sabemos, isso acaba se confundindo pela própria relação estreita que sempre tiveram. No entanto, o Bolsonaro candidato e, agora, presidente, não atua mais como aquele idiota psicopata, movido por um caldo de rancor, complexo de inferioridade e muita frustração pessoal e não perguntem por que, mas isso está explícito na personalidade do ogro.

O Bolsonaro de agora nada tem a ver com aquele. Seu personagem atual é profissional, lógico, dentro do limite intelectual do sujeito que, como sabemos, tem a elasticidade de um concreto.

Mas ele segue à risca uma cartilha só que diz ser conservadora, mas de conservadora nada tem. É uma cartilha de oportunistas eleitorais que trabalha com o senso comum de uma parcela restrita e muito bem definida da sociedade, onde se misturam religiosos, homofóbicos, reacionários, misóginos e etc. Mas são pessoas que, normalmente, no cotidiano são malvistas, por serem incapacitadas de viver em civilização, pouco importando a sua condição social.

O ódio dessa gente é uma entidade psicológica, pois ela vive viu nesse discurso a oportunidade de por pra fora o orgulho de ser o que é, sobretudo quando se une ao bando ou ao gado, como queiram. Aí a histeria coletiva fala mais alto e ganha um diapasão para dar a impressão de grandeza.

Mas como se observa hoje nas redes sociais, os milhares de elogios que o programa do Fantástico com Drauzio Varella recebeu, percebemos que, no conjunto da obra, o Brasil, na verdade, defende-se do ódio bolsonarista com o coração de Drauzio Varella.