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Flavio Bolsonaro que deu medalha de Tiradentes ao patrão da milícia de Rio das Pedras, diz que exterminará a milícia

Flávio Bolsonaro entregou a Medalha Tiradentes ao ex-capitão do Bope, Adriano da Nóbrega, mesmo ele estando preso e acusado de homicídio, sendo depois identificado como um dos líderes de uma milícia e do “Escritório do Crime”.

A família Bolsonaro, que já havia homenageado Adriano anteriormente, visitou-o na prisão. Além disso, a mãe e a ex-esposa dele trabalharam no gabinete de Flávio, o que levou a acusações de rachadinhas e vínculos com milícias.

Ultimamente, Flávio tem bufado medidas rigorosas contra o crime, embora seus críticos apontem contradições em seu histórico de apoios a policiais acusados de ligação com milícias. Ele afirma que suas homenagens eram destinadas àqueles que lutavam contra o tráfico e nega qualquer envolvimento com milícias.

O fato é que o rompante eleitoral de Flavio, soa como anedota pelo histórico da família.

É tradição no clã, ou melhor, o clã Bolsonaro se confunde com a milícia carioca e o sujeito, aos berros, balançando os braços freneticamente, diz que vai detonar violentamente os “vagabundos” do tráfico e da milícia, o que tem credibilidade zero, até para alimentar o fanatismo dos bolsonaristas mais debilóides.

A única coisa que fica clara nessa epopeia de valentia de Flavio, é que algo se moveu na disputa eleitoral contra ele para abandonar o figurino moderado e abraçar a retórica agressiva e violenta do pai, deixando claro que o Flavio fofo não encheu os olhos do bolsonarismo como um todo, muito menos o respaldou para ser de fato o queridinho da Faria Lima.

Grosso modo, Flavio vestiu a farda da milícia, prometendo combater o tráfico e a milícia e, junto com a fala ronca e fuça, apostando na pauta da segurança a la Claudio Castro para, ao fim e ao cabo, promover chacinas de pretos e pobres nas favelas e periferias do Brasil.


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Operação cerca frango

Flavio Bolsonaro, quem diria, defensor da liberdade ampla, geral e irrestrita nas redes, contra censura, quer censurar quem publica sobre seu famigerado esquema de rachadinha (peculato e formação de quadrilha).

O foiceiro de Rio das Pedras e Muzema não quer ser enforcado com a corda que retrançou, não quer nem ouvir falar em ser picado pela víbora que alimentou, o que ele quer é uma vara de condão judicial que desapareça com seu passado, digamos, feiticeiro, que fazia com que todos que trabalhavam em seu gabinete, inclusive irmã e mãe do chefe do escritório do crime, Adriano da Nóbrega, entregassem nas mãos do famoso Fabrício Queiroz 90% da festa com dinheiro público.

Sua primeira tacada foi no fígado de quem faz post contra ele no X para que a plataforma fornecesse dados pessoais de quem o denunciasse, como (CPF, telefone, email e registro de acesso de usuários).

O problema é que muitos associam Flavio a facções criminosas, miílicas ou o chamam de ladrão, ou seja, é gente bem informada. Já Flavio vem com aquela baba de quiabo, dizendo que se trata de uma campanha caluniosa, feita por perfis anônimos.

Administradores do X refutaram o pedido de Flavio, dizendo que não fornecerão as informações em nome da liberdade de expressão, coisa que, até dias atrás, bolsonaristas como Flavio defendiam com unhas e dentes e que seria absurdo censurar as redes sociais.

Quando é no cool dos outros, é refresco.

Resumindo, sim, o liberalzinho de meia pataca que defendia aos quatro cantos liberdade de expressão para atacar, sobretudo Lula com calúnias baixas, agora, não tendo como segurar o repuxo que apenas começou com as denúncias de seu passado imundo, quer resistir na base da carteirada, exigindo que o X se transforme na Abin paralela 2.0, o que foi totalmente repudiado pelos administradores do X.

A verdade é que os detalhes não só das rachadinhas e de outros tantos esquemas de corrupção ainda nem foram colocados na mesa e o Flavio Caganeira já está com andaço.


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Quem não sabia disso?

Flavio Bolsonaro é uma mentira em cimento armado. O que circula em seu sangue é banditismo em estado puro, mas deu para cercar frango nas redes, ameaçando processar quem visita seu passado recente de ligação intestina com a milícia carioca.

Ele quer que esqueçamos que o miliciano Adriano da Nóbrega vivia em sua sala de visitas e recebendo medalha de Tiradentes do próprio Flavio. O sujeito é uma salada completa de malfeitos com azeite, sal e vinagre.

O que Flavio pretende com suas ameaças de processar quem lembra de seu topete napoleônico ao lado do baixinho careca, Fabrício Queiroz, também miliciano e comparsa do chefe do esccritório do crime.

Não demora, exigirá que ninguém lembre do trinco da porta da casa de Ronnie Lessa que assassinou Marielle, que é praticamente geminada com a casa do papai no Vivendas da Barra.

O Dr.Chocolate não amanheceu milionaríssimo com sua mansão que hoje custa uns R$ 20 milhões, vendendo balas e pirulitos da Kopenhagen, ao mesmo tempo em que queria comprar uma mega mansão com cachoeira e praia particular, em Angra dos Reis, como uma espécie de Midas Berro D’água.

Flavio Bolsonaro tem no seu sobrenome o “por fora”, isso tudo independente do seu discurso entreguista nos EUA, das terras raras como se fosse um negociante de miçangas para agradar Trump.

O sujeito acha que algum brasileiro ficará boaquiaberto com o que será revelado sobre seus barracos morais do passado?

Não existem formas exóticas possíveis de dancinhas desengonçadas ou promessa de terremotos pessoais contra quem quer que seja que lembre de sua ficha corrida. Esse estilo missionário de extrema direita não aguenta um dedo apontado para a fuça.

Todos nesse país sabem que o sujeito não veio de nenhum convento, mas sim da gula preponderante e mafiosa dos Bolsonaro, propício, em estado de alma, a seguir os passos do pai.

Está se achando um anônimo ou um artista vindo de uma legião de desconhecidos? Ao contrário, o sujeito é um operário do crime, sem qualquer independência daquilo que lhe foi ensinado pelo varão da família e sempre movido a composições políticas espúrias para assegurar verdadeias armações consoladoras que colocam esse pastiche grotesco em qualquer altar de bezerro de ouro. Até Sergio Moro, hoje aliado, disse isso em rede nacional.

Flavio é um bandeira, sem chance para ser o marco da renascença bolsonarista adaptado ao manequim que a mídia tentou vender sob a orientação da Faria Lima.

Então, meu caro, essa casca grossa dos Bolsonaro, que é insuperável, comparado às figuras mais podres desse país, é portador de um DNA que faz qualquer um enxergar que não há fábula afivelada à sua máscara que o transforme num bolsonarista estilizado.

O gramado desse jardim, é mato carregado de pulgas carrapados e percevejos.


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O clã Bolsonaro é a matriz absoluta do esgoto fétido

O ex-governador bandido, Claudio Castro, é a extensão perfeita do clã Bolsonaro. Como governador, agiu perfeitamente dentro das quatro linhas do bolsonarismo carioca, que se confunde com a própria milícia.

Sim, o clã Bolsonaro é a milícia das milícias cariocas, e certamente isso será exposto com calreza pela campanha de Lula para deixar claro, como denunciou hoje o insuspeito Estadão, dizendo que Flavio é a cópia fiel do seu pai, golpista, bandido, líder de facção criminosa e por aí vai.

A cúpula do bolsonarismo é um coquetel criminoso. Não é sem motivos que, no plano do golpe de Estado, a ação miliciana de exterminar Lula, Alckmin e Moraes era imprescindível.

O vizinho do assassino de Marielle, Ronnie Lessa, tem um histórico que se confunde com a própria milícia carioca e, como é sabido por todos, os filhos 01, 02, 03 e 04, do Seu Jair da casa 58, não soltam um traque sem a ordem expressa do pai.

Claro, o 01, Flavio, é o mais proeminente desse esquema por ser o primogênito e, por isso mesmo, sempre trafegou de mãos dadas com líderes da milícia, sobretudo de Rio das Pedras e Muzema, vide Adriano da Nóbrega, condecorado por Flavio, na adeia, a mando do pai.

Esse caldo de excremento, liderado por Claudio Castro, que lhe custou a cassação, surrupiou dos cofres públicos mais de R$ 600 milhões, dinheiro desviado de impostos pagos pelos cariocas para financiar e organizar cabos eleitorais em favor da campanha de reeleição de Castro. Foram quase 30 mil servidores temporários sem concurso público, sem justificativa técnica ou qualquer coisa que o valha.

O mesmo abuso de poder econômico, visto em Brasília com Bolsonaro, na tentativa de se reeleger, foi decalcado por Claudio Castro, do PL, partido de Bolsonaro, para fraudar eleições.

Por isso a sua inelegibilidade, assim como a de Bolsonaro.


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“importantes serviços prestados ao RJ”, diz Flavio ao homenagear ex-PM condenado por assassinato de Marielle

Envolvido com grilagem de terras, construção, venda e locação de imóveis na região, o major Ronald também é acusado de fazer parte do Escritório do Crime, braço armado de milícia que era comandada por Adriano da Nóbrega.

Condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 56 anos de prisão por duplo homicídio e homicídio tentado no assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, o ex-policial militar Ronald Paulo de Alves, conhecido como Major Ronald, foi homenageado por Flávio Bolsonaro (PL) em 2004 quando o agora pré-candidato à Presidência era deputado estadual no Rio de Janeiro.

Na moção de louvor apresentada pelo filho “01” de Jair Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), o ex-PM é homenageado pelos “importantes serviços prestados ao Rio de Janeiro”.

À época, o gabinete de Flávio Bolsonaro tinha como funcionário Fabrício Queiroz, pivô do esquema de corrupção das “rachadinhas”, que incluía ex-esposa e mãe do miliciano Adriano da Nóbrega, que comandava o braço de extermínio da milícia que atuava em Rio das Pedras, conhecido como Escritório do Crime, segundo Plínio Teodoro, Forum.

Em 2019, em prisão preventiva, Ronald e o subtenente reformado Mauricio Silva da Costa, o Maurição, tiveram que ser transferidos para um presídio federal de segurança máxima fora do estado.

Segundo informações do Ministério Público do Rio, os milicianos estariam ameaçando moradores da comunidade de Rio das Pedras que estão colaborando com as investigações.

Envolvido com grilagem de terras, construção, venda e locação de imóveis na região, o major Ronald também é acusado de fazer parte do Escritório do Crime, organização criminosa especializada em praticar assassinatos por encomenda.


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Janio de Freitas: São as entranhas brasileiras

Demonstrações que Bolsonaro deveria ser investigado com rigor não cessam.

​Nenhum presidente legítimo, desde o fim da ditadura de Getúlio em 1945 —e passando sem respirar sobre a ditadura militar— deu tantos motivos para ser investigado com rigor, exonerado por impeachment e processado, nem contou com tamanha proteção e tolerância a seus indícios criminais, quanto Jair Bolsonaro. Também na história entre o nascer da República e o da era getulista inexiste algo semelhante à atualidade. Não há polícia, não há Judiciário, não há Congresso, não há Ministério Público, não há lei que submeta Bolsonaro ao devido.

As demonstrações não cessam. Dão a medida da degradação que as instituições, o sistema operativo do país e a sociedade em geral, sem jamais terem chegado a padrões aceitáveis, sofrem nos últimos anos. E aceitam, apesar de muitos momentos dessa queda serem vergonhosos para tudo e todos no país.

Nessa devastação, Bolsonaro infiltrou dois guarda-costas no Supremo Tribunal Federal. Um deles, André Mendonça, que se passa por cristão, na pressa de sua tarefa não respeita nem a vida. Ainda ao início do julgamento, no STF, do pacotaço relativo aos indígenas, Mendonça já iniciou seu empenho em salvá-lo da necessária derrubada.

São projetos destinados a trazer a etapa definitiva ao histórico extermínio dos indígenas. O pedido de vista com que Mendonça interrompeu o julgamento inicial, “para estudar melhor” a questão, é a primeira parte da técnica que impede a decisão do tribunal. Como o STF deixou de exigir prazo para os seus alegados estudiosos, daí resultando paralisações de dezenas de anos, isso tem significado especial no caso anti-indígena: o governo argumentará, para as situações de exploração criminosa de terras indígenas, que a questão está sub judice. E milicianos do garimpo, desmatadores, contrabandistas e fazendeiros invasores continuarão a exterminar os povos originários desta terra.

Muito pouco se fala desse julgamento. Tanto faz, no país sem vitalidade e sem moral para defender-se, exangue e comatoso. Em outro exemplo de indecência vergonhosa, nada aconteceu à Advocacia-Geral da União por sua defesa a uma das mais comprometedoras omissões de Bolsonaro. Aquela em que, avisado por um deputado federal e um servidor público de canalhices financeiras com vacinas no Ministério da Saúde, nem ao menos avisou a polícia. “Denunciar atos ilegais à Polícia Federal não faz parte dos deveres do presidente da República”, é a defesa.

A folha corrida da AGU é imprópria para leitura. Mas, com toda certeza, não contém algo mais descarado e idiota do que a defesa da preservação criminosa de Bolsonaro a saqueadores dos cofres públicos. Era provável que a denúncia nada produzisse, sendo o bando integrado pela máfia de pastores, ex-PMs da milícia e outros marginais, todos do bolsonarismo. Nem por isso o descaso geral com esse assunto se justifica. Como também fora esquecido, não à toa, o fuzilamento de Adriano da Nóbrega, o capitão miliciano ligado a Bolsonaro e família, a Fabrício Queiroz, às “rachadinhas” e funcionários fantasmas de Flávio, de Carlos e do próprio Bolsonaro. E ligado a informações, inclusive, sobre a morte de Marielle Franco.

Silêncio até que o repórter Italo Nogueira trouxesse agora, na Folha, duas revelações: a irmã de Adriano disse, em telefonema gravado, que ele soube de uma conversa no Planalto para assassiná-lo. Trecho que a Polícia Civil do Rio escondeu do relatório de suas, vá lá, investigações. O Ministério Público e o Judiciário estaduais e o Superior Tribunal de Justiça não ficam em melhor posição, nesse caso, do que a polícia. São partes, no episódio de implicações gravíssimas, de uma cumplicidade que mereceria, ela mesma, inquérito e processo criminais. O STJ determinou até a anulação das provas no inquérito das “rachadinhas”, que, entre outros indícios, incluía Adriano da Nóbrega.

Desdobrados nas suas entranhas, os casos aí citados revelariam mais sobre o Brasil nestes tempos militares de Bolsonaro do que tudo o mais já dito a respeito. Mas não se vislumbra quem ou que instituição os estriparia.

*Com Folha

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ÁUDIO: “O que está fod* o Adriano é o Bolsonaro”, diz viúva de miliciano

Em conversa telefônica interceptada pela Polícia Civil do Rio, Júlia Lotufo ainda confirma que ex-esposa de miliciano ganhava R$ 10 mil como funcionária fantasma no gabinete de Flávio Bolsonaro.

Júlia Lotufo, ex-mulher de Adriano da Nóbrega, afirma em uma conversa telefônica divulgada nesta sexta-feira (8) pela Folha de S.Paulo que o que está “fodendo” a vida do miliciano é “o presidente”, em referência clara a Jair Bolsonaro (PL).

Na conversa, gravada há três anos pela Polícia Civil durante a Operação Gárgula, que investigou Adriano, Júlia diz a uma amiga sobre o que estaria vivendo à época.

“A verdade é a seguinte: o que hoje está fodendo o Adriano é o presidente, mais nada”, diz. A amiga emenda: “Só o Bolsonaro” e Júlia responde. “É. Porque se não fosse ele [Bolsonaro] ninguém mais falaria dele [Adriano]”.

No telefonema, Julia fala ainda que a ex-esposa de Adriano ganhava R$ 10 mil como funcionária fantasma no Gabinete de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), então deputado estadual, no esquema de corrupção comandado por Fabrício Queiroz.

“Ela foi nomeada por 11 anos. Onze anos levando dinheiro, R$ 10 mil por mês para o bolso dela. E agora ela não quer que ninguém fale no nome dela? […] Bateram na casa dela porque a funcionária fantasma era ela, não era eu”.

Julia ainda diz que Danielle “sabia muito bem qual era o esquema”. Ex-capitão do Bope que comandava o Esquadrão da Morte, braço armado da milícia de Rio das Pedras, Adriano da Nóbrega foi homenageado por Flávio e Jair Bolsonaro e teve a mãe e a ex-esposa empregadas no esquema de rachadinhas no gabinete do senador.

Ouça o áudio

https://tv.uol/19VMV

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Política

‘Que motivo que eu teria para matar Marielle’, diz Bolsonaro sobre caso Adriano da Nóbrega (vídeo)

Durante sua live semanal, Jair Bolsonaro falou sobre o áudio da irmã de Adriano, que acusou o Palácio do Planalto de oferecer cargos comissionados em troca da morte do miliciano.

Jair Bolsonaro negou nesta quinta-feira (7) que tenha qualquer relação com a morte do ex-PM do Rio de Janeiro e miliciano Adriano da Nóbrega, que morreu durante uma operação da Polícia Militar na Bahia em 9 de fevereiro de 2020.

Segundo escuta telefônica da Polícia Civil do Rio de Janeiro de dois anos atrás, Daniela Magalhães da Nóbrega – irmã de Adriano da Nóbrega – diz que o Palácio do Planalto ofereceu cargos comissionados como pagamento pela morte de seu irmão.

Ao se defender de áudio, Bolsonaro acabou mencionando a vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), assassinada em março de 2018. “Alguém me aponte um motivo que eu poderia ter para matar Marielle Franco. Motivo nenhum, zero, não dá nem para discutir mais. Os áudios dela, pelo que tomei conhecimento, ela se equivocou: em vez de falar Palácio das Laranjeiras, falou Palácio do Planalto”, afirmou Bolsonaro na live. “Nunca conversei com ela, pelo que eu lembre”, disse ele, ao responder a um tweet do deputado Orlando Silva (PCdoB-SP).

Investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apontam que Adriano da Nóbrega era dono de pontos de máquinas caça-níquel na cidade e ele era ligado a “assassinatos, agiotagem e negócios junto à milícia de Rio das Pedras e da Muzema, na Zona Oeste do Rio”, segundo o G1.

Sobre Adriano, ex-capitão do Bope, também pesava a suspeita de envolvimento no esquema da “rachadinha” no gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) quando ele era deputado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Na gravação, Daniela diz a uma tia que Adriano ficou sabendo de uma reunião no Palácio do Planalto em que seu nome teria sido associado à ideia de um “arquivo morto”. “Ele já sabia da ordem que saiu para que ele fosse um arquivo morto. Ele já era um arquivo morto. Já tinham dado cargos comissionados no Planalto pela vida dele, já. Fizeram uma reunião com o nome do Adriano no Planalto. Entendeu, tia? Ele já sabia disso, já. Foi um complô mesmo”, disse Daniela à tia na gravação.

A gravação é uma das escutas da polícia na operação Gárgula, deflagrada nem 22 de março de 2021, para investigar os suspeitos de lavar o dinheiro e movimentar os recursos de Adriano da Nóbrega. O jornal diz que, por mais de um ano, a polícia ouviu conversas de familiares e pessoas próximas de Adriano. Daniela não é acusada de envolvimento nos crimes do irmão, diz a reportagem, segundo a qual o Palácio do Planalto e a defesa de Daniela foram procurados, mas não se posicionaram sobre as escutas.

“Ele falou que não ia se entregar”

O diálogo que menciona o Planalto é de conversa com alguém que Daniela chama de tia – não identificada – dois dias depois da morte de Adriano. A família sempre suspeitou de queima de arquivo. “Ele falou para mim que não ia se entregar porque iam matar ele lá dentro. Iam matar ele lá dentro. Ele já estava pensando em se entregar. Quando pegaram ele, tia, ele desistiu da vida”, disse.

*Com 247

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Cotidiano

Áudio: A morte de Adriano da Nóbrega volta a assombrar os Bolsonaro

No mesmo dia em que vemos um deputado vigarista do Paraná ameaçando a vida de Lula no plenário, a Folha revela que o Planalto ofereceu cargos pela morte de ex-PM Adriano da Nóbrega, ligado aos Bolsonaro.

Eduardo Bolsonaro não disse até hoje o que estava fazendo na Bahia no dia que ocorreu a queima de arquivo com a morte de Adriano, pela PM baiana.

O miliciano, Adriano da Nóbrega, tinha mulher e mãe lotadas no gabinete do Flávio até 2018. Ele foi homenageado pelo Flávio enquanto cumpria pena por assassinato em Bangu.

Não é que querem, ele está umbilicalmente ligado aos Bolsonaro.
Coincidências? Não.

Um fio condutor assombroso, pra não dizer macabro.

Trocando em miúdos, o pensamento da turma do seu Jair da casa 58 no Vivendas da Barra:

“Arquivo bom é arquivo morto”.

https://twitter.com/AgendaDoJair/status/1511737084184305679?s=20&t=VUd-f3K186fG1-7QKYR3tQ

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Ronnie Lessa, assassino de Marielle complica Bolsonaro

Se a história contada por Bolsonaro sobre sua relação com o vizinho, Ronnie Lessa, que morava na mesma rua, a 50 metros de sua casa, já era imbricada como um labirinto, as declarações de Lessa em entrevista na Veja traz dados que, aos invés de entender ou acreditar na versão do atual presidente da República, amplia a quantidade de questões não respondidas até aqui pelo mesmo.

Ronnie Lessa acusa o ex-policial do Bope, Adriano da Nóbrega de ter executado Marielle Franco.

Aí chama atenção o fato de um segundo suspeito ter relação ainda mais íntima com Bolsonaro, afinal, foi a seu mando que Flávio Bolsonaro medalhonou, dentro da cadeia, com a mais alta condecoração da Alerj, o chefe do escritório do crime chamado de “patrãozão” em Rio das Pedras, sem falar que a família inteira está envolvida em lavagem de dinheiro e peculato, carinhosamente chamado de rachadinha.

A coisa toma mais dramaticidade quando Ronnie Lessa confirmou que recebeu ajuda do presidente Jair Bolsonaro no fim de 2009 — embora afirme que mal o conhece. Depois de perder parte da perna esquerda na explosão de uma bomba em seu carro, ele conta que o presidente, então deputado federal, intercedeu para que seu atendimento fosse priorizado na Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR), no Rio de Janeiro. “Bolsonaro era patrono da ABBR. Quando soube o que aconteceu, interferiu.

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