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Política

Flavio Bolsonaro que deu medalha de Tiradentes ao patrão da milícia de Rio das Pedras, diz que exterminará a milícia

Flávio Bolsonaro entregou a Medalha Tiradentes ao ex-capitão do Bope, Adriano da Nóbrega, mesmo ele estando preso e acusado de homicídio, sendo depois identificado como um dos líderes de uma milícia e do “Escritório do Crime”.

A família Bolsonaro, que já havia homenageado Adriano anteriormente, visitou-o na prisão. Além disso, a mãe e a ex-esposa dele trabalharam no gabinete de Flávio, o que levou a acusações de rachadinhas e vínculos com milícias.

Ultimamente, Flávio tem bufado medidas rigorosas contra o crime, embora seus críticos apontem contradições em seu histórico de apoios a policiais acusados de ligação com milícias. Ele afirma que suas homenagens eram destinadas àqueles que lutavam contra o tráfico e nega qualquer envolvimento com milícias.

O fato é que o rompante eleitoral de Flavio, soa como anedota pelo histórico da família.

É tradição no clã, ou melhor, o clã Bolsonaro se confunde com a milícia carioca e o sujeito, aos berros, balançando os braços freneticamente, diz que vai detonar violentamente os “vagabundos” do tráfico e da milícia, o que tem credibilidade zero, até para alimentar o fanatismo dos bolsonaristas mais debilóides.

A única coisa que fica clara nessa epopeia de valentia de Flavio, é que algo se moveu na disputa eleitoral contra ele para abandonar o figurino moderado e abraçar a retórica agressiva e violenta do pai, deixando claro que o Flavio fofo não encheu os olhos do bolsonarismo como um todo, muito menos o respaldou para ser de fato o queridinho da Faria Lima.

Grosso modo, Flavio vestiu a farda da milícia, prometendo combater o tráfico e a milícia e, junto com a fala ronca e fuça, apostando na pauta da segurança a la Claudio Castro para, ao fim e ao cabo, promover chacinas de pretos e pobres nas favelas e periferias do Brasil.


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Política

Terrorismo bolsonarista versus Brasil

O país terá que se unir para varrer da vida nacioal a pior de todas as facções narcoterroristas que, claramente, tomou o Congresso de assalto a partir da figura de Jair Bolsonaro. Nisso, não há mais nada de político.

Hugo Motta, filhote do bolsonarismo, herdeiro de uma família de delinquentes, condenados e presos por roubo aos cofres públicos, não tem nada de fraco, bobo, ele é uma das figuras mais perigosas do mundo político.

Imaginar que uma das figuras centrais do que ocorreu nesta terça na Câmara dos Deputados, tem como maestro um corrupto contumaz, envolvido com milícias, que faz bundalelê na cara dos brasileiros, comprando mansão e expondo como troféu de corrupção, sem qualquer pudor, por confiar na impunidade, mesmo depois de uma série de escândalos, é um escárnio para o Brasil.
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O sujeito, falar em anistia com a dosimetria, num confronto com o STF, junto com sua gangue de bandidos no Congresso, é muito mais do que o banditismo comum, do CV ou do PCC, é a República sendo sequestrada por essa gente junto e misturada, que precisa de uma resposta urgente das ruas, para pôr fim no reinado terrorista de Jair Bolsonaro.

Tratar Bolsonaro como político e não como bandido terrorista, é um erro inacreditável.

A quantidade de brasileiros que esse sujeito matou por Covid, para negociar propina por dose de vacina, deveria lhe render uma prisão perpétua. Mas nada aconteceu com ele, assim como nos casos de corrupção de sua quadrilha familiar.

A tentativa terrorista de golpe de Estado e as consequências nefastas para o Brasil, produzidas por essa milicia, que se associa a qualquer facção criminosa sem ser de fato incomodada.

Bolsonaro está preso, cumprindo pena de 27 anos, o que é pouco pela ficha corrida do bandido. É na cadeia que ele tem que permanecer as quase três décadas, pois, do contrário, as mensagens que serão passadas para as próximas gerações, são a de que o crime mais do que compensa.

Não há nada que ponha fim nas práticas criminosas nesse país.


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Opinião

Malafaia justifica, mas não explica o envolvimento da milícia com sua igreja

Via disque denúncia, igreja de Malafaia pagava milicianos ligados ao clã dos Brazão.

A notícia foi dada no Globo por Lauro Jardim e deixou o boquirroto charlatão em polvorosa cuspindo fogo.

Claro que Malafaia usa seu principal expediente para vociferar e espinafrar Jardim com uma explicação esfarrapada, dizendo que paga o bico de policial pra trabalhar como segurança sem saber se ele é miliciano. Na sua receita, não há nada de irregular e muito menos criminoso nisso.

Na verdade, ao uivar contra Lauro Jardim, Malafaia admite que, sim, sua igreja tem uma coleção de milicianos de estimação, porque são muitas igrejas e tem bico pra todo mundo. Ou seja, mais do mesmo. Pra quem prometeu pra hoje uma resposta robusta, Malafaia só repetiu o embuste.

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Política

Delação aproxima milícia ligada a clã Bolsonaro do assassinato de Marielle Franco

Se o assassinato de Marielle Franco teve como pano de fundo os interesses imobiliários das milícias do Rio de Janeiro na Zona Oeste da cidade, a família Bolsonaro estaria indiretamente envolvida. Além da relação, de conhecimento público, do clã junto às milícias do estado, as milícias que comandavam a Zona Oeste trabalharam com a família do ex-presidente, notadamente com Flávio Bolsonaro.

Em delação à Polícia Federal, o ex-policial militar Ronnie Lessa teria informado a expansão imobiliária das milícias do Rio como uma das motivações para o assassinato da vereadora Marielle Franco.

Marielle teria entrado em choque com grupos milicianos e interessados no setor imobiliário do Rio, informa coluna de Bela Megale, no Globo, desta quinta-feira (21).

A relação com a família Bolsonaro
Reportagem de 2020 de Luis Nassif mostrava um dos pontos de ligação justamente das milícias da Zona Oeste do Rio de Janeiro com a família Bolsonaro. À época, uma Operação da Polícia Federal (Quarto Elemento) foi deflagrada contra os integrantes.

Entre os envolvidos, os milicianos gêmeos Alan e Alex Rodrigues de Oliveira atuaram como segurança de Flávio Bolsonaro. O gêmeo Alex atuou ativamente em eventos de campanha de Flávio Bolsonaro em 2018.

A irmã deles, Valdenici de Oliveira Meliga, foi tesoureira-geral do PSL no Rio, quando o diretório era presidido por Flávio, e foi lotada no ex-Gabinete de Flavio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Além disso, Nassif recuperou que os principais chefes do grupo de milicianos alvos da Operação Quarto Elemento, movida pelo Grupo de Atuação Especial ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio de Janeiro, foram homenageados por Flávio quando ele era deputado estadual.

“A estratégia econômica das milícias, além da venda de proteção e de gás, são investimentos em terraplanagem e moradias populares”, já expunha o jornalista, na reportagem.

Além dos alvos daquela operação, a milícia do Rio tinha como um dos comandantes o ex-agente do Bope Adriano da Nóbrega, com trânsito livre e amigo da família Bolsonaro.

Também é de conhecimento público que a esposa e a mãe de Adriano, por exemplo, foram contratadas pelo gabinete de Flávio Bolsonaro.

Outros das peças principais apontadas na morte de Marielle, no setor político, a família Brazão – Domingos e Chiquinho Brazão – como o GGN narrou aqui, também tinham bom trânsito junto ao clã Bolsonaro e receberam, inclusive, passaporte diplomático do governo do ex-presidente.

*GGN

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Justiça

PF diz ao STF que Mauro Cid é elo entre Bolsonaro e milicianos

Preso nesta quarta-feira (3) por integrar um esquema de falsificação de cartões de vacina que funcionaria no Palácio do Planalto, o tenente-coronel do Exército Mauro Cid é tratado pela Polícia Federal – em justificativa admitida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes – como o elo entre Jair Bolsonaro (PL) e milícias em uma conspiração política.

Na investigação sobre fraudes em atestados de vacinação, relatou a Polícia Federal ao ministro, segundo a Veja, surgiram evidências de “tratativas para execução de um golpe de estado” e “tentativa de abolição violenta” do regime democrático.

Os trechos transcritos por Moraes no mandado de prisão de Mauro Cid, por fraude em documentos do Sistema Único de Saúde, não detalham quais seriam os indícios ou provas disponíveis sobre o envolvimento dele e de Bolsonaro num plano para golpe de estado.

Indica apenas que ambos contavam com a colaboração de milícias digitais e, também, mantinham laços com uma fração do crime organizado de Duque de Caxias

(RJ), na Baixada Fluminense, “no planejamento de um golpe de Estado”.

Neste caso, Mauro Cid estaria atuando com um militar da reserva, Ailton Gonçalves Moraes Barros, “e pessoas ainda não identificadas”.

Para a polícia, “seja nas redes sociais, seja na realização de inserções de dados falsos de vacinação contra a Covid-19, ou no planejamento de um golpe de Estado, o elemento que une seus integrantes está sempre presente, qual seja, a atuação no sentido de proteger e garantir a permanência no poder”.

Acrescenta: “A milícia digital reverberou e amplificou por multicanais a ideia de que as eleições presidenciais foram fraudadas, estimulando aos seus seguidores ‘resistirem’ na frente de quartéis e instalações das Forças Armadas, no intuito de criar o ambiente propício para uma intervenção federal comandada pelas forças militares, sob o pretexto de aturarem como um Poder Moderador, com base em uma interpretação peculiar do art. 142 da Constituição Federal.”

“Os arquivos de áudio e capturas de tela de mensagens trocadas no aplicativo WhatsApp” — prossegue — “evidenciaram a arquitetura do plano criminoso pelo grupo investigado. Apesar de não terem obtido êxito na tentativa de golpe de Estado, sua atuação, possivelmente, foi um dos elementos que contribuíram para os atos criminosos ocorridos no dia 8 de janeiro de 2023.”

O relato policial foi aceito pelo juiz, que deu prazo até a segunda-feira 3 de julho para apresentação das evidências.

Ao impedir a ascensão de Mauro Cid ao comando do Primeiro Batalhão de Ações de Comando, Lula e o ministro José Múcio, no mínimo, livraram o Exército de um grande constrangimento.

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Política

Armados pelo governo Bolsonaro, CACs usam acesso a material bélico para fortalecer milícia e tráfico

Há processos em que 25 Caçadores, Atiradores e Colecionadores foram acusados ou condenados por fazerem parte de organizações criminosas que agem em nove estados, informa O Globo.

No início de 2021, a milícia invadiu a favela do Quitungo, na Zona Norte do Rio. Nos meses seguintes, comerciantes da região, inconformados com as taxas que passaram a ser cobradas, denunciaram os paramilitares, e a Polícia Civil, munida dos horários e locais das cobranças, montou uma operação. Em 15 de abril, seis homens foram presos quando recolhiam os valores. Dois deles estavam com pistolas na cintura: Marcelo Orlandini, apontado pela polícia como chefe do grupo, e Wallace César Teixeira. Na abordagem, uma surpresa: Orlandini e Teixeira afirmaram que adquiriram suas armas legalmente. Eles tinham o certificado de registro de atiradores desportivos, emitido pelo Exército, e integravam a categoria de Caçadores, Atiradores e Colecionadores, os CACs.

Um levantamento feito pelo GLOBO em Tribunais de Justiça de todo o país identificou CACs que integram milícias e grupos de extermínio, são armeiros de facções do tráfico e atuam como fornecedores de armas e munição para assaltos a bancos e sequestros. Há processos em que 25 CACs foram acusados ou condenados por fazerem parte de organizações criminosas que agem em nove estados — 60% deles foram presos ou denunciados à Justiça depois do início do governo Bolsonaro, que facilitou a obtenção de registros e possibilitou o acesso a maiores quantidades de armas e munição pela categoria.

No caso do Quitungo, os dois presos tentaram se livrar da acusação argumentando que estavam indo para um clube de tiro e, por serem atiradores, poderiam portar armas. Um decreto de Bolsonaro de fevereiro de 2021 liberou aos CACs o porte de uma arma municiada em “qualquer itinerário” para o local da prática do tiro. Mas a explicação não convenceu: em janeiro, os dois foram condenados a sete anos de prisão por porte ilegal de arma e constituição de milícia privada.

O caso mais recente de prisão de um CAC por ligação com o crime aconteceu há três semanas. O colecionador Vitor Furtado Rebollal Lopez, o Bala 40, foi preso em Goiânia transportando 11 mil balas de fuzil. Em sua casa, na Zona Norte do Rio, policiais apreenderam 54 armas, sendo 26 fuzis. Ligações interceptadas pela polícia revelaram que Furtado usava seu certificado para comprar material bélico de forma lícita, em lojas legalizadas, e depois revender para a maior facção do tráfico do Rio.

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Política

ONU pressionará Bolsonaro por crimes da milícia, Ditadura e polícia

Jamil Chade – O governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vai ser colocado sob pressão nesta segunda-feira, quando o Comitê da ONU sobre Desaparecimentos Forçados iniciar a primeira avaliação feita sobre a situação no Brasil. O exame cobrará respostas do governo sobre a violência policial, sobre as milícias e a atitude do estado em relação aos desaparecidos durante a ditadura militar (1964-1985), dois aspectos que Bolsonaro abriu polêmicas por defender posturas que violam o direito internacional.

A reunião contará com representantes sociedade civil brasileira e com autoridades do Itamaraty e do Ministério dos Direitos Humanos, Família e Mulher.

Do lado da ONU, porém, a cobrança será feita ainda sobre o desmonte dos mecanismos de monitoramento e prevenção da tortura e sobre o que o país tem feito para investigar os autores dos crimes cometidos durante a Ditadura Militar. O organismo ainda quer esclarecimentos sobre as investigações que tenham sido realizadas no país sobre milícias.

Os temas são alguns dos mais delicados envolvendo o comportamento do Palácio do Planalto. Por fazer parte dos mecanismos da ONU, o Brasil será obrigado a dar respostas.

Nos últimos meses, por conta da preparação à sabatina, o governo Bolsonaro submeteu um informe sobre o tema para a ONU. Mas o Comitê deixou claro que não ficou satisfeito com as explicações.

No informe, o governo de Jair Bolsonaro omitiu qualquer referência à existência de um regime militar no país entre 1964 e 1985. Tampouco houve uma avaliação ampla sobre o papel das milícias e a atuação do estado para contê-las.

A ONU contestou e, numa comunicação, fez perguntas claras sobre o que o estado está investigando sobre milícias e grupos paramilitares. A entidade quer números de quantos casos existem e quantos foram condenados.

Outro ponto destacado pelo comitê se refere à independência dos processos de investigação. A entidade quer saber o que tem sido feito para evitar que pessoas não influenciem investigações, além de garantias de que forças de ordem implicadas em um caso não participem justamente do inquérito.

O Comitê ainda cita o caso de Amarildo Dias de Souza, além de conflitos de terras e ameaças contra indígenas.

De acordo com o documento, o Comitê deixa claro que o Brasil não apresentou informações sobre quantas pessoas estariam desaparecidas no país e pede que o governo esclareça se existe a suspeita do envolvimento de algum ator do estado nesses casos.

O Comitê ainda recebeu documentações e informações do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania, Comissão D. Paulo Evaristo Arns de Defesa dos Direitos Humanos – Comissão Arns e da Conectas Direitos Humanos alertando para declarações do presidente Bolsonaro em apoio às operações policiais e suas atitudes.

As entidades ainda entregaram para a ONU uma lista de casos de desaparecimentos ainda não esclarecidos, como o de Anderson Henrique da Silva Rodrigues, que desapareceu depois de ter sido parado pela polícia militar do Ceará em 2019, Carlos Eduardo dos Santos Nascimento, Alex Júlio Roque, Rita de Cássia Castro da Silva, Weverton Marinho e Lucas Eduardo Martins dos Santos.

Para Gabriel Sampaio, coordenador do Programa de Enfrentamento à Violência Institucional da Conectas, a mensagem que as entidades querem passar durante a sabatina é de que o governo tem sido “negligente com a violência institucional em curso” no país e que, nos últimos anos, houve um desmonte deliberado das estruturas de controle.

Omissão sobre Ditadura

Ciente da postura de Bolsonaro de elogiar os generais da Ditadura Militar e sua apologia a autores de crimes, o Comitê da ONU ainda cobrou o governo de forma ampla sobre o que o estado tem feito sobre tal período da história do país e sobre o combate à tortura.

O organismo, por exemplo, quer explicações oficiais por parte do governo sobre quais seriam os limites da Lei de Anistia e se a lei nacional criminaliza o desaparecimento forçado como um crime contra humanidade.

A ONU ainda quer esclarecimentos sobre “os esforços que tem sido feitos” para investigar desaparecimentos entre 1964 e 1985, se os responsáveis por esses atos foram levados à Justiça e se as vítimas foram alvo de reparação. Bolsonaro nega a existência de um golpe de estado em 1964 e insiste em receber torturadores.

Um dos principais documentos submetidos para a entidade veio do Instituto Vladimir Herzog, que alertou a ONU sobre o caráter “extremamente grave e problemática” de apresentar a questão da tipificação do crime de desaparecimento limitada à Lei de Anistia.

“É uma interpretação extremamente equivocada que está em absoluto desacordo com os regulamentos e tratados internacionais, dos quais o Brasil é signatário, que postulam que as leis de anistia não podem e não devem ser aplicadas em casos de crimes como tortura e desaparecimento forçado”, alertou a entidade, em suas informações prestadas às Nações Unidas.

“Como já apresentado pela Comissão Nacional da Verdade em sua recomendação, o Estado brasileiro deve proceder com a determinação da responsabilidade criminal, civil e/ou administrativa dos agentes públicos que praticaram graves violações de direitos humanos”, destacou.

O documento da sociedade civil também revela como o governo interveio na Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, “causando uma perda da representação da sociedade civil na comissão e um desvio e desmantelamento de suas funções como comissão estatal – ela deve ser orientada para os diferentes interesses da sociedade civil e não para os interesses ideológicos do atual governo”.

O Instituto Vladimir Herzog também quer saber o que o governo insinua quando diz que “investigações e pesquisas de dados” foram realizadas para que “a verdade seja efetivamente alcançada na sua extensão exata” em relação ao trabalho realizado pelo Grupo de Trabalho Perus. “É também importante esclarecer a que se refere o documento quando menciona “distorções ideológicas” no mesmo parágrafo”, diz.

“É urgente que o governo esclareça a sua posição, os seus compromissos e as políticas que pretende promover para enfrentar o desaparecimento forçado nos próximos anos”, pediu a entidade.

“O Estado brasileiro deve continuar a agir de acordo com suas responsabilidades, e o atual governo – promovendo comemorações e defendendo a revisão do golpe de Estado de 1964, tendo um líder que faz apologia pela tortura e homenagens a torturadores, e ao desmantelar as comissões e mecanismos que trabalham pela Memória, Verdade e Justiça – mostra que não cumprirá e respeitará suas responsabilidades perante a Convenção Internacional para a Proteção de Todas as Pessoas contra o Desaparecimento Forçado”, completou.

*Jamil Chade/Uol

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Em proposta de delação, viúva de Adriano aponta quem mandou matar Marielle

Na negociação para a delação premiada de Julia Mello Lotufo com o MP-RJ, a viúva do miliciano Adriano da Nóbrega revelou quem foi o mandante da execução de Marielle Franco, detalhou a participação do ex-marido em uma dezena de homicídios encomendados e listou agentes públicos que receberam propina para acobertar crimes.

Finalmente os mandantes do assassinato de Marielle Franco poderão ter seus nomes revelados. Na negociação para a delação premiada de Julia Mello Lotufo, viúva de Adriano da Nóbrega, que foi chefe da milícia Escritório do Crime, ela revelou quem foi o mandante da execução da ex-vereadora do Psol e seu motorista Anderson Gomes, detalhou a participação do ex-marido em uma dezena de homicídios encomendados e listou agentes públicos que receberam propina para acobertar crimes. Segundo a viúva, o assassinato da ex-parlamentar foi realizado pela milícia que atua na comunidade Gardênia Azul. Um dos chefes da milícia é o ex-vereador Cristiano Girão (ex-PMN). Não se sabe ainda quem ela indicou aos promotores como o mandante do crime. Adriano da Nóbrega e Julia Lotufo foram funcionários do gabinete de Flávio Bolsonaro quando o atual senador ocupava uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio.

Segundo o jornalista Daniel Pereira, em reportagem na revista Veja, “de acordo com o relato de Julia, integrantes da milícia que atua na comunidade Gardênia Azul procuraram o ex-capitão para discutir a possibilidade de ele preparar um plano para assassinar Marielle. Ao fazer a sondagem, alegaram que a atuação da vereadora estaria colocando em risco os negócios da milícia não só em Gardênia Azul, mas em Rio das Pedras. Segundo a viúva contou às promotoras, Adriano teria considerado a ideia absurda e arriscada demais, especialmente por envolver uma parlamentar. Tempos depois, ele foi surpreendido com a notícia do crime”.

“Ao cobrar satisfações de comparsas de Rio das Pedras, teria ouvido que a ordem partiu do alto-comando da Gardênia Azul. Nenhuma das fontes consultadas pela reportagem quis informar o nome da pessoa que, conforme o relato de Julia, ordenou a execução de Marielle e Anderson. Um dos chefes da milícia de Gardênia Azul é o ex-vereador Cristiano Girão”, destaca a reportagem.

“Em setembro do ano passado, a Polícia Civil e o MP realizaram busca e apreensão em endereços de Girão e de pessoas ligadas ao PM reformado Ronnie Lessa, preso por participar do assassinato de Marielle. Os dois são suspeitos de envolvimento na morte de um casal em 2014, num crime com ‘características muito peculiares e que se assemelham muito com o que vitimou a vereadora Marielle Franco e seu motorista’ segundo o delegado Antônio Ricardo Nunes, na época chefe do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa”, continua.

Em regime de prisão domiciliar, Julia foi obrigada a usar tornozeleira eletrônica. Ela propôs a colaboração premiada para conseguir a revogação das medidas restritivas determinadas pela Justiça. O MP ainda não respondeu se aceita a delação.

Marielle era ativista de direitos humanos e vivia denunciando a violência cometida por policiais nas favelas, bem como a atuação de milícias. Os atiradores perseguiram o carro dela por cerca de três, quatro quilômetros, e efetuaram os disparos em um lugar sem câmeras na região central do Rio.

*As informações são da Veja/247

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A oligarquia colocou uma milícia no poder e, agora, não sabe o que fazer com ela

Se a moda americana de cidadãos processarem o Estado por liberar o uso de cloroquina, estimulado por Trump, chegar ao Brasil, todas as reservas internacionais de quase R$ 2 trilhões deixadas por Lula e Dilma, serão pouco, tal a quantidade de reparos do Estado brasileiro para com as famílias que perderam seus entes queridos ou para pessoas com sequelas graves da covid por conta do uso do kit da morte.

Não se coloca impunemente no poder uma facção perigosa com acúmulos de malfeitos. Não será esse ajuntamento de animais convocados por berrantes, que já foi bem mais abundante, que manterá o bando no poder.

O que vai dentro da cabeça do presidente é buscar a todo custo a impunidade de seus filhos e de si próprio. Assim, quanto mais comoção e reprovação a sociedade manifestar contra os malfeitos praticados por essa gente, mais ensandecida será a tentativa de reação para não terminar no xilindró.

Agora, a oligarquia que colocou essa gente no poder mostra que está com repulsa dela tal a gravidade do momento quando é perceptível que as instituições do Estado, se não foram destruídas por essa gente, estão de pernas para o ar. Pior, não se sabe aonde vai dar esse anseio por domínio que habita seus pensamentos para que a prisão dos membros do clã não se realize.

O problema é que, para o Estado existir, diga-se, Estado organizado e dominado pela oligarquia, não pode funcionar a gosto dos donos da terra na base da balbúrdia.

Esse é o drama que o país vive. Todos sabem qual é o objetivo desses insanos que assaltaram o poder por uma fraude eleitoral, o que ninguém sabe é a extensão do estrago que estão dispostos a produzir para se manterem no poder em segurança para que a justiça não lhes alcance.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Inspirado em Bolsonaro e Moro, cresce muito o envolvimento de milícias na política do Rio e São Paulo

Se existe uma coisa da qual a Lava Jato pode se orgulhar é a destruição da disputa política minimamente civilizada no Brasil. A Lava Jato mergulhou o país nessa selvageria bolsonarista em que vive.

Na verdade, se Bolsonaro é o autor de uma política genocida contra a Covid-19, que já matou quase 165 mil brasileiros, esse feito tem que ser dividido com a Lava Jato que, por sua vez, produziu o monstro que preside o Brasil.

Neste sábado, a Folha, em uma matéria, mostra que nos dois maiores estados do país, Rio e São Paulo, houve um aumento exponencial do envolvimento das milícias com a política, mas nada diz sobre o herói da mídia e sua decisiva participação no governo de um presidente entusiasta da milícia, vide Fabrício Queiroz e Adriano da Nóbrega, mas também com a absoluta leniência de Moro com a mesma, por motivos óbvios, quando esteve à frente da pasta da Justiça e Segurança Pública.

Se parar para pensar no que está acontecendo no país, onde um PM carioca como Gabriel Monteiro transformou-se num youtuber, através da participação no MBL, e agora é candidato a vereador no Rio de Janeiro, escoltado 24 horas por dia por PMs sem farda, como relatou o jornal o Dia nesta sexta-feira (13), observa-se que Moro fez escola com o uso da grande mídia e, em seguida, seu primeiro passo na vida política, chegou chegando, assumindo o super ministério no governo Bolsonaro, depois de fazer um toma lá dá cá em que a cabeça de Lula era toma lá e o dá cá a pasta que lhe daria o primeiro degrau em sua trajetória política que ruma agora para a disputa presidencial em 2022.

Dito isso, não há como negar que esse foi o grande legado da Lava Jato, destruir muitos partidos, inclusive o PSDB, empresas de ponta e, junto, a economia brasileira, e colocar em seu lugar o lixo da política brasileira, o baixo clero, não só  do Congresso, mas da vida política do país, desembocando no assustador crescimento da milícia e a consequente violência e assassinatos a que se assiste na política brasileira.

Não há a menor dúvida, essa mídia que não faz autocrítica por ter transformado Moro num herói nacional, mesmo sendo ele tão ou mais tóxico que Bolsonaro, o apoiará em sua ambiciosa e desmedida trajetória em busca da cadeira presidencial.

Tudo para que a mídia não veja o PT, mas sobretudo Lula, voltar a ocupar o Palácio do Planalto.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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