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Moraes suspende visitas de Flávio e exige explicações de Bolsonaro

A decisão do ministro Alexandre de Moraes de suspender as visitas de Flávio Bolsonaro e exigir explicações do ex-presidente Jair Bolsonaro amplia a pressão judicial sobre o núcleo político e familiar do bolsonarismo. A medida sinaliza que o Supremo Tribunal Federal pretende acompanhar com rigor o cumprimento das determinações impostas aos investigados e não tolerará possíveis tentativas de contornar restrições estabelecidas pela Justiça.

Ao cobrar esclarecimentos de Bolsonaro, Moraes demonstra preocupação com eventuais condutas que possam interferir no andamento das investigações ou descumprir medidas cautelares. O episódio reforça a percepção de que o ex-presidente continua no centro das atenções das autoridades responsáveis por apurar fatos relacionados às diversas frentes de investigação que envolvem seu entorno político.

A suspensão das visitas de Flávio Bolsonaro também possui forte peso simbólico. Como um dos principais articuladores políticos da família, o senador exerce papel relevante na defesa pública do pai e na mobilização de aliados. Qualquer restrição a esse contato é vista como uma tentativa de preservar a integridade das apurações e evitar a circulação de informações que possam comprometer a eficácia das medidas determinadas pelo Judiciário.

Politicamente, o episódio ocorre em um momento de crescente desgaste para o grupo bolsonarista. Enquanto aliados tentam construir uma narrativa de perseguição política, as decisões judiciais indicam que as autoridades seguem encontrando elementos considerados suficientes para manter o monitoramento e a adoção de medidas cautelares. A cada nova determinação, torna-se mais difícil para o ex-presidente afastar-se do foco das investigações e sustentar a imagem de vítima de uma suposta ofensiva institucional.

A decisão de Moraes reforça, sobretudo, que o cumprimento das ordens judiciais não é facultativo. Em um Estado Democrático de Direito, a condição de ex-presidente, senador ou liderança partidária não confere privilégios diante da lei. O recado do Supremo é claro: qualquer indício de descumprimento ou tentativa de driblar determinações judiciais poderá resultar em novas restrições e em consequências ainda mais severas.


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Pode isso, Arnaldo?: De Bic na mão, Bolsonaro escreve cartinha Para o JN digital ler para o gado premiado

Bolsonaro escreveu, Flavio leu.

Isso é o mesmo que estar com o celular dando as cartas para a campanha do seu primogênito, de dentro de sua prisão fofa em seu spá de luxo particular, com direito à piscina, churrascada e outras coisitas mais, além da visita constante da campanha de Flavio e suas confabulações constantes com Michelle.

Qual outro condenado nesse país tem essa regalia, de ir, vir, voar e voltar?

As cartinhas que Bolsonaro anda escrevendo não são meros papéis, mas sim legendas em cadeia, lidas em horário nobre pelo irmãozão de Vorcaro, Flávio Bolsonaro.

Essa é a verdeira cadeia que Bolsonaro está, cadeia nacional. Agora, é o JN das redes com a mesma caneta de sempre e menos gravatas.

Na verdade, Bolsonaro escreve no comforto de seu pijama em papel pautado para pautar a estratégia de sua campanha via Flavio. A edição é feita em sua luxuosa mansão. E ainda tem gente que acredita que ele está preso.

Na realidade, suas cartinhas são verdadeiros twitters disfarçados de papel, no rodapé vai um “apoie o bolsonarismo”, “apoie Flavio”. Nem precisa ler a cartinha, basta fingir que leu e repassar o ramerrão em forma de artigo fascista.

Com isso, Bolsonaro acaba fazendo de sua prisão uma charge do próprio sistema de justiça. Nela, para variar, diz-se perseguido, carregando as tintas no vitimismo vigarista e fazendo os celulares vibrarem em todo o cenário bolsonarista como um aviãozinho de papel digital para acertar direto na timeline do adversário, no caso, Lula.

O fato é que a cartinha fofa tem alcance nacional, a autoria na base do, “sem querer”, é de um suposto presidiário com o velho drama, agora, com mais aerodinâmica.

Missão que deveria ter sido abortada já na saída, mas chegou ao seu destino final, mesmo que na caixa do spam. Assim, o aviãozinho pousa tranquilo para promover a campanha do pelelequeiro 01 com o carimbo oficial do genocida a partir do grupo da família.

Então, fica a pergunta, pode isso, Arnaldo?


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Flavio e Eduardo agem contra o Brasil porque Bolsonaro está em liberdade domiciliar

A complacência das instituições com Jair Bolsonaro e seu entorno é um dos fenômenos mais difíceis de explicar na história política recente do Brasil. Enquanto milhares de brasileiros pobres enfrentam o peso implacável do sistema penal por delitos de menor gravidade, Bolsonaro continua sendo tratado como uma figura excepcional, cercada de privilégios e deferências que estariam fora do alcance da imensa maioria da população.

Qualquer análise séria sobre a atual crise política e diplomática envolvendo o bolsonarismo precisa considerar a trajetória do ex-presidente e de seu grupo político. Ignorar esse histórico é produzir uma narrativa desconectada da realidade. Não se trata apenas de discutir episódios recentes, mas de observar um longo percurso marcado por controvérsias, investigações, acusações e ataques constantes às instituições democráticas.

O que se vê hoje é um movimento permanente para preservar poder, influência e impunidade. A retórica de perseguição política serve como instrumento para mobilizar apoiadores, pressionar autoridades e tentar transformar investigados em vítimas. Enquanto isso, o debate público é desviado das questões centrais: os fatos, as responsabilidades e os interesses que movem esse projeto político.

A desigualdade de tratamento é evidente. Brasileiros negros e pobres dificilmente recebem benefícios ou considerações especiais do sistema de Justiça. Já Bolsonaro segue ocupando uma posição singular, capaz de desafiar instituições, confrontar decisões judiciais e manter uma estrutura política ativa mesmo diante de sucessivas investigações. Essa realidade transmite uma mensagem perigosa: a de que determinados grupos estariam acima das regras aplicadas ao restante da sociedade.

Também chama atenção a contradição entre o discurso de combate ao crime e as recorrentes polêmicas envolvendo figuras próximas ao bolsonarismo. Ao longo dos anos, vieram à tona denúncias, investigações e relações políticas que levantaram questionamentos profundos sobre a coerência moral daqueles que se apresentam como defensores da lei e da ordem.

O resultado dessa combinação de privilégios, tolerância institucional e poder político é a sensação de impunidade. Quanto mais o sistema de justiça hesita em impor limites claros, mais se fortalece a percepção de que determinadas lideranças podem agir sem consequências proporcionais aos seus atos. Esse é um risco que ultrapassa indivíduos e partidos: trata-se de uma ameaça à própria credibilidade das instituições democráticas.

O Brasil não precisa de cidadãos acima da lei. Precisa de um sistema de Justiça capaz de agir com a mesma firmeza diante de qualquer pessoa, independentemente de sobrenome, patrimônio, influência política ou capital eleitoral. Enquanto essa igualdade não existir na prática, continuará a impressão de que há dois países convivendo sob as mesmas leis: um para os poderosos e outro para o restante da população.


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PGR pede que Moraes mantenha Bolsonaro em prisão domiciliar

A Procuradoria-Geral da República defendeu que Jair Bolsonaro seja mantido em prisão domiciliar no caso da pistola Glock 9mm apreendida em uma blitz no Distrito Federal. O parecer, assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet, acompanha a conclusão da Polícia Civil do DF, que não indiciou o ex-presidente no episódio.

Segundo a manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal, a apuração policial tem “bom suporte” ao afastar, no caso de Jair Bolsonaro, a configuração de falta grave. Para Gonet, o episódio da arma não deve levar à revogação da prisão domiciliar.

“Não há imputar ao sentenciado falta disciplinar que impacte negativamente sobre o atual regime em que cumpre pena”, afirmou o procurador-geral no documento. A decisão final caberá ao ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal no STF.

Apesar de defender a manutenção da domiciliar, a PGR pediu que a pistola apreendida não seja devolvida a Bolsonaro. “A manifestação é, assim, pelo regular prosseguimento da execução no regime em que se encontra, mantendo-se a pistola apreendida”, escreveu Gonet.

A Glock 9mm estava no carro de Estácio Leite da Silva Filho, militar do Exército que atua na segurança do ex-presidente. Ele foi indiciado pela Polícia Civil por porte ilegal de arma de fogo, com agravante por ser sargento do Exército. A corporação concluiu que o porte funcional não autorizava o transporte de arma registrada em nome de terceiro.

No caso de Jair Bolsonaro, a Polícia Civil entendeu que não havia crime porque a arma tinha registro válido em nome dele. Em depoimento, o ex-presidente admitiu que a pistola era sua e disse que ela estava em sua residência durante o período de prisão domiciliar. Ao delegado, afirmou que “tinha três mulheres em casa” e que “não podia ficar desarmado”.

Moraes havia pedido manifestação da PGR depois de levantar a possibilidade de o caso configurar falta grave na execução penal. O ministro citou trecho da Lei de Execução Penal que trata da posse indevida, por condenado, de instrumento capaz de ofender a integridade física de outra pessoa.

Com o parecer, a defesa de Jair Bolsonaro terá 48 horas para se manifestar. Depois disso, Moraes decidirá se mantém a prisão domiciliar ou se adota outra medida contra o ex-presidente, condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma organização criminosa que tentou dar um golpe de Estado após a derrota eleitoral de 2022. DCM.


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É só apontar para a Papudinha: Bolsonaro tem piora na saúde em meio à guerra entre Flávio e Michelle

É muito descaramento!

Ex-presidente corre o risco de voltar ao sistema penitenciário após a descoberta de uma arma sua em poder de um de seus seguranças

Oex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que segue em prisão domiciliar, teve uma piora no quadro de saúde, de acordo com documento protocolado no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (26).

No documento assinado pelo cardiologista Brasil Ramos Caiado, o ex-presidente tem apresentado quadro de “picos hipertensivos” e precisou receber doses extras de medicação. A informação consta no relatório semanal de Jair Bolsonaro enviado ao STF.

“Do ponto de vista cardiológico, o paciente apresentou, no decorrer da semana, picos hipertensivos moderados, sendo prontamente controlados com doses extras da medicação em uso. Ausculta cardíaca normal, ausculta pulmonar com alteração residual na base do pulmão esquerdo”, diz o relatório médico do ex-presidente.

A piora no quadro de saúde de Jair Bolsonaro ocorre em meio à guerra de seu filho Flávio Bolsonaro com Michelle. A ex-primeira-dama publicou um vídeo em que acusa Flávio de ataques machistas. A publicação caiu feito uma bomba na pré-campanha presidencial do senador.

Bolsonaro vive neste momento o risco de voltar à prisão após um de seus seguranças ser pego numa blitz com uma arma sua. O ministro Alexandre de Moraes pediu manifestação à Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o caso, se mantém o ex-presidente em prisão domiciliar ou se o manda de volta para o sistema penitenciário.

Antes de mandar Bolsonaro de volta à prisão, Moraes pede manifestação da PGR
A apreensão de uma pistola registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro levou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a pedir, nesta quarta-feira (24), uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). O objetivo é avaliar se o episódio pode ter impacto nas condições da prisão domiciliar do ex-mandatário.

Na decisão, Moraes citou a Lei de Execuções Penais. O trecho mencionado prevê que comete falta grave o condenado que possui, de forma indevida, instrumento capaz de colocar em risco a integridade física de terceiros. Com isso, o ministro quer saber se a presença da arma durante o cumprimento da medida cautelar pode gerar consequências para Bolsonaro.

A apreensão da pistola
O caso ganhou repercussão após a apreensão de uma pistola Glock calibre 9 mm durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal, realizada na última segunda-feira (15). A arma, registrada em nome do ex-presidente, estava no carro de um militar responsável por sua segurança. Ela foi recolhida por não estar acompanhada do certificado de registro.

Em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal, Bolsonaro reconheceu ser o proprietário da pistola. Segundo documento enviado ao STF, ele afirmou que a arma permanecia em sua residência enquanto cumpre prisão domiciliar. Também teria dito que não poderia ficar desarmado porque havia “três mulheres em casa”.

Depoimento sob sigilo
A oitiva foi conduzida pelo delegado Thiago Boeing, da 17ª Delegacia de Polícia. O policial permaneceu por cerca de 40 minutos no condomínio onde Bolsonaro mora. Em nota, a Polícia Civil informou que o ex-presidente respondeu a todas as perguntas, mas destacou que o conteúdo do depoimento está sob sigilo.

O advogado Paulo Cunha Bueno acompanhou a oitiva. Segundo ele, Bolsonaro repetiu a versão já apresentada ao Supremo. A defesa sustenta que o ex-presidente apenas pediu a um militar da equipe de segurança que verificasse o funcionamento da arma, após suspeitar de uma falha. Também nega que tenha determinado a retirada da pistola para conserto.

Paulo Bueno afirmou ainda que as medidas impostas a Bolsonaro não incluíam a entrega das armas registradas em seu nome. Por isso, considera improvável que o episódio influencie uma eventual decisão de Moraes sobre a manutenção da prisão domiciliar.

Pistola com militar da GSI
A pistola apreendida estava em poder de um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), atualmente vinculado à Casa Civil. O órgão é responsável pela segurança dos ex-presidentes da República. O caso é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal e acompanhado pelo STF.

Especialistas apontam que o episódio pode resultar em sanções administrativas. De acordo com a Forum, também avaliam a possibilidade de questionamentos com base no Estatuto do Desarmamento, a depender das conclusões das investigações.


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O desmoronamento do mito de barro

Muita gente está dando à Michelle o status de protagonista de uma crise fatal para o bolsonarismo, quando, na realidade, a coisa se dá de forma oposta. Ela está apenas reagindo como qualquer rato que foge quando a canoa começa a afundar, tentando salvar a própria pele.

Afinal, Michelle investiu, e não foi pouco, numa trajetória política que pudesse lhe dar autonomia, inclusive em relação a Bolsonaro. Essa é a cartada dela.

Dito isso, o fetiche, inclusive ou sobretudo da mídia, de que Bolsonaro era um idiota, mas também um mito político, cai de vez por terra.

Bolsonaro nunca sequer foi mito de alguma coisa dentro do ambiente político que sobreviveu em 28 anos de baixo clero.

Ou seja, o sujeito é um medíocre convicto, que recebeu de braços abertos tudo o que não presta nesse país, quando esteve quatro anos com o poder nas mãos, operando como sempre operou, sem jamais trabalhar, vivendo das tetas do Estado.

Como militar, praticava, de forma recorrente, garimpo ilegal e, depois, o episódio que lhe custou a expulsão do Exército, por ameaça com  bombas dentro dos quartéis e na barragem da estação de água do Guandu.

Isso é o Bolsonaro. É tão simples entender como um animal desse chegou à Presidência da República, é só observar o mau-caratismo de Sergio Moro, hoje, candidato ao governo do Paraná. O que ele disse do clã Bolsonaro quando levou um pé no traseiro, quando esteve à frente da pasta da jsutiça e como, ainda como juiz, ele chegou a um acordo com Bolsonaro para alcançar aquilo que sempre foi seu objetivo na Lava Jato.

Temos que Lembrar que, em 2018, as pesquisas apontavam que Lula venceria a eleição no primeiro turno. Lula teve que ser condenado e preso sem qualquer prova de crime para o “mito” chegar ao poder e usar, como nunca antes na história do Brasil, a cadeira e a caneta da presidência para produzir as mais expúrias alianças com os mais expúrios oportunistas, muitos que nem se imaginava existir.

Ainda sim, com o poder nas mãos, perdeu para Lula em 2022, mesmo comprando milhões e milhões de votos. É só lembrar quantos votos Claudio Castro comprou para si e para Bolsonaro no estado do Rio de Janeiro., para se ter a dimensão do crime eleitoral no Brasil como um todo.

Trocando em miúdos e graúdos, qualquer um que, de an passan, observasse aquele quadro trágico da vida nacional durante o governo Bolsonaro, daria a sentença de morte política de Bolsonaro quando perdesse o poder.

É exatamente isso que ocorreu.

Se detalhar a teia de interesses que Bolsonaro e os filhos armaram, de maneira criteriosa, se concluirá que o mito jamais passou de um traque, vivendo apenas e tão somente de embustes trágicos, que produziram a  morte de mais de 700 mil brasileiros, a devolução de mais de 33 milhões de brasileiros à mais absoluta miséria, um estelionato fiscal antes nunca visto, sob a batura de Paulo Guedes, tão canhalha quanto Bolsonaro, para entender que o embuste nem um mito de pé de barro foi, mas uma escultura mal-ajambradada dos pés à cabeça, de uma lama fétida extraída do submundo do esgoto, que sempre existiu dez degraus abaixo do inferno.

Só isso.


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Moraes cobra PGR e defesa sobre prisão domiciliar de Bolsonaro após identificação de porte de arma

STF deu 48 horas à PGR e à defesa após episódio envolvendo arma do ex-presidente

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a defesa de Jair Bolsonaro (PL) se manifestem, no prazo de 48 horas, sobre a possibilidade de prisão domiciliar temporária do ex-presidente.

A medida ocorre em meio ao acompanhamento do cumprimento das cautelares impostas a Bolsonaro e leva em conta novos elementos relacionados ao caso. No despacho, Moraes cita o episódio da pistola registrada em nome do ex-presidente e encontrada no carro de um militar que integrava sua segurança, caso que amplia a pressão judicial sobre o dirigente da extrema direita.

O ministro também ressalta que o regime de cumprimento de pena pode ser endurecido caso haja descumprimento das medidas cautelares, inclusive com retorno ao regime fechado. A sinalização reforça o cerco judicial sobre Bolsonaro, que acumula investigações e se vê cada vez mais acuado diante do avanço das apurações.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses por participar da tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023 e obteve o direito de cumprir a pena em casa devido às suas condições de saúde.

Ao prestar depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal no inquérito aberto para apurar o caso da arma de fogo apreendida com um de seus seguranças, Bolsonaro disse que em momento algum houve intenção de descumprir a lei.

Segundo o advogado Paulo Cunha Bueno, que acompanhou o depoimento realizado na residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar, Bolsonaro confirmou que pediu ao militar ajuda para consertar a arma, após constatar que ela não funcionava.

*BdF


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O Brasil já entendeu que a briga entre Michelle e Flavio é pelo espólio eleitoral de Bolsonaro

O Brasil já entendeu que a briga entre Michelle e Flavio é pelo espólio eleitoral de Bolsonaro, que é carta fora do baralho.

Isso seria uma sátira se não fosse uma tragédia para a campanha de Flavio, mas também para a própria Michelle e, consequentemente, para Bolsonaro.

Para quem, como Flavio, andou dizendo que Lula dividiu o país, essa implosão, que transformou o bolsonarismo em canibalismo familiar, mostra que sua apunhalada na madrasta, promoverá uma divisão que implodirá aos cacos sua campanha.

No caso de Michelle, o comando do PL diz que a quer fora da presidência do PL Mulher, mas, na verdade, quer vê-la pelas costas bem longe do partido.

O fato é que nada é pior para a imagem de Flavio do que ser acusado por gente da família, mais precisamente pela mulher do seu pai, de “punhalada pelas costas”. Ou seja, uma dupla covardia.

Em 25 minutos de vídeo, Michelle provocou uma hecatombe na já hecatõmbica campanha de Flavio pós-áudio, revelado pelo Intercep, dele com o irmãozão Vorcaro do Master.

Michelle sapateou nas costas do enlameado Flavio, acausando-o de maltratrá-la, desrespeitá-la de forma ríspida e grosseira, justamente no mesmo dia em que Flavio lançou uma campanha “em favor das mulheres”, para o público feminimo, prometendo total respeito e duro combate aos homens.

O fato é que Michelle é tão perigosa quanto Jair Bolsonaro e, certamente, dividirá opiniões e posições  o curral da milícia, o que pode provocar uma autofagia já em curso ainda maior, o que seria ainda mais trágica para Jair que esperamos que, de fato, volte para a cadeia.


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Moraes pede manifestação da PGR, antes de mandar Bolsonaro de volta à prisão

O caso é sobre a arma registrada em nome do ex-presidente estava no carro de um militar responsável por sua segurança

Na decisão, Moraes citou a Lei de Execuções Penais. O trecho mencionado prevê que comete falta grave o condenado que possui, de forma indevida, instrumento capaz de colocar em risco a integridade física de terceiros. Com isso, o ministro quer saber se a presença da arma durante o cumprimento da medida cautelar pode gerar consequências para Bolsonaro.

A apreensão da pistola
O caso ganhou repercussão após a apreensão de uma pistola Glock calibre 9 mm durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal, realizada na última segunda-feira (15). A arma, registrada em nome do ex-presidente, estava no carro de um militar responsável por sua segurança. Ela foi recolhida por não estar acompanhada do certificado de registro.

Em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal, Bolsonaro reconheceu ser o proprietário da pistola. Segundo documento enviado ao STF, ele afirmou que a arma permanecia em sua residência enquanto cumpre prisão domiciliar. Também teria dito que não poderia ficar desarmado porque havia “três mulheres em casa”.

Depoimento sob sigilo
A oitiva foi conduzida pelo delegado Thiago Boeing, da 17ª Delegacia de Polícia. O policial permaneceu por cerca de 40 minutos no condomínio onde Bolsonaro mora. Em nota, a Polícia Civil informou que o ex-presidente respondeu a todas as perguntas, mas destacou que o conteúdo do depoimento está sob sigilo.

O advogado Paulo Cunha Bueno acompanhou a oitiva. Segundo ele, Bolsonaro repetiu a versão já apresentada ao Supremo. A defesa sustenta que o ex-presidente apenas pediu a um militar da equipe de segurança que verificasse o funcionamento da arma, após suspeitar de uma falha. Também nega que tenha determinado a retirada da pistola para conserto.

Paulo Bueno afirmou ainda que as medidas impostas a Bolsonaro não incluíam a entrega das armas registradas em seu nome. Por isso, considera improvável que o episódio influencie uma eventual decisão de Moraes sobre a manutenção da prisão domiciliar.

Pistola com militar da GSI
A pistola apreendida estava em poder de um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), atualmente vinculado à Casa Civil. O órgão é responsável pela segurança dos ex-presidentes da República. O caso é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal e acompanhado pelo STF.

Especialistas apontam que o episódio pode resultar em sanções administrativas. Também avaliam a possibilidade de questionamentos com base no Estatuto do Desarmamento, a depender das conclusões das investigações.


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Bolsonaro de volta à Papudinha? STF decidirá sobre golpista

O prazo da prisão domiciliar humanitária concedida ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) termina na quinta-feira (25/6), e o Supremo Tribunal Federal (STF) terá de decidir se mantém a medida ou determina o retorno dele ao sistema prisional.

O ministro Alexandre de Moraes autorizou a domiciliar por 90 dias após Bolsonaro receber alta hospitalar, em março, quando deixou o Hospital DF Star, em Brasília, onde tratou um quadro de broncopneumonia.

Na decisão que liberou a transferência para casa, Moraes citou a recuperação do ex-presidente e escreveu: “O ambiente domiciliar é o mais indicado para preservação de sua saúde, uma vez que, conforme literatura médica, devido às condições mais frágeis do sistema imunológico de idosos, o processo de recuperação total de pneumonia nos dois pulmões, com retorno da força, fôlego e disposição, pode durar entre 45 (quarenta e cinco) e 90 (noventa) dias”.

Com o fim do período fixado, o STF poderá analisar novas informações médicas sobre Bolsonaro. A Corte também poderá determinar perícia, se considerar necessário avaliar o estado de saúde do ex-presidente antes de decidir sobre a continuidade da prisão domiciliar.

Ex-presidente estava na Papudinha antes da transferência
Bolsonaro passou a cumprir a prisão domiciliar em 27 de março. Antes disso, ele cumpria pena em uma sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, no Complexo Penitenciário da Papuda, conhecido como Papudinha.

O ex-presidente recebeu condenação de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele estava preso desde novembro do ano passado, depois que a Justiça decretou prisão preventiva por descumprimento de medidas cautelares, diz o DCM.

Nos dias que antecedem o fim do prazo da domiciliar, a Polícia Civil do Distrito Federal também apura o caso de uma pistola registrada em nome de Bolsonaro. Policiais encontraram a arma com o soldado do Exército Brasileiro e agente do Gabinete de Segurança Institucional Estácio Leite da Silva Filho durante uma blitz em Taguatinga, no Distrito Federal.

Em depoimento, o policial militar que fez a abordagem relatou que o integrante do GSI disse trabalhar para Bolsonaro e afirmou que a arma pertencia ao ex-presidente. Segundo o agente, ele recebeu o armamento para verificar uma suposta falha mecânica no percussor e devolveria a pistola no dia seguinte.

A PCDF pediu autorização a Alexandre de Moraes para ouvir Bolsonaro por videoconferência nesse procedimento. A defesa afirma que a pistola estava sem condições de uso porque integrantes da equipe de segurança teriam retirado o percussor sem conhecimento do ex-presidente, por receio dos efeitos de medicamentos psiquiátricos usados por ele.


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