Com uma extensa folha corrida dos mais variados crimes, como rachadinha, mansões, condecoração do miliciano na cadeia, Adriano da Nóbrega, chefe do escritório do crime, fraude de loja de chocolate e sua relação pessoal com o mundo do crime comum, tanto com as milícias quanto com as organizações criminosas ligadas ao tráfico, parece que dão a Flavio a certeza de que, se com essa enciclopédia de banditismo, nada foi feito contra ele, não será sua relação com Vorcaro do Banco Master, por mais espúria que se revele, que lhe custaré um preço em forma de punição.
Esse é o tom do seu cnismo diante da sociedade. No bom português, isso é um bundalelê na cara do sistema de justiça no Brasil. Está longe de ser uma questão de opinião.
A postura que Flavio adotou com seu cinismo sarcástico, é uma clara afronta às instituições brasileiras, e não deixa de ser uma forma de enfrentamento à constituição, às leis, como se elas fossem feitas apenas para os mortais, sobretudo os pés rapados.
É nítido que, com esse comportamente, Flavio aposta cem por cento na impunidade. Tanto isso é verdade que, quando mentiu para o repórter do Intercept sobre a “doação de Vorcaro” para o filme do seu pai, sendo obrigado a, logo depois, desdizer o que disse. Flavio declarou isso simplesmente na porta do STF, antes de uma reução com o ministro Fachin, presidente da Corte, como se não estivesse mentindo diante do prédio da Suprema Corte brasileira.
Assim, Flavio segue nesse deboche depravado de forte teor imoral, querendo jogar o seu destino para o debate político e não para a justiça. O desrespeitona qualquer lei do país passou a ser sua conduta, numa afronta ética à integridade das instituições brasileiras, em via pública, sobre seus critérios morais, sobre uma argumentação de que tinha apenas que dar satisfação a uma espécie de tribunal eleitoral de seus apoiadores, anulando completamente qualquer reserva diante da legislação brasileira, como se o que faz não fosse quebra de decoro parlamentar.
É como se Flavio ainda tivesse o grande poder político de quando seu era presidente, hoje, condenado e preso.
Essa é a percepção de que o sistema de justiça funciona de maneira desigual, do contrário, Flavio não tentaria anular a importância da justiça, mesmo diante de uma sensação de impunidade que demonstra em sua fala, e isso é um dos principais combustíveis que ele quer produzir numa desconfiança nas instituições públicas brasileiras.
Flavio, antes de qualquer coisa, precisa sentir o peso da mão da justiça, diferente disso, fará proselitismo de sua impunidade, gargalhando na cara do Supremo como se não houvesse amanhã, o que é um grande estímulo à prática de crimes no Brasil.
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