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Pesquisa

PoderData: Aprovação de Lula salta 13 pontos em dois meses

O levantamento PoderData/Aya divulgado nesta sexta-feira (29) mostra que a aprovação do desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu 13 pontos percentuais em dois meses e chegou a 44%. No mesmo período, a desaprovação caiu de 61% para 49%, enquanto 7% dos entrevistados disseram não saber responder.

Os números divulgados no Poder 360 indicam uma melhora na percepção sobre o presidente em meio à corrida eleitoral de 2026. A avaliação sobre o governo em geral aparece em patamar semelhante: 44% dos entrevistados afirmam aprovar a gestão petista, enquanto 50% dizem desaprová-la. Outros 6% não souberam opinar.

Na avaliação do trabalho de Lula, 36% consideram o desempenho “ótimo” ou “bom”. Outros 16% avaliam como “regular”, e 46% classificam como “ruim” ou “péssimo”. O índice positivo reforça a recuperação registrada pelo presidente desde a última rodada da pesquisa.

O levantamento foi realizado pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. A divulgação tem parceria com o Aya Bancah, plataforma digital que reúne jornais e revistas nacionais e internacionais.

Os dados foram coletados entre 25 e 28 de maio de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Ao todo, foram realizadas 2.400 entrevistas em 651 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. DCM.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04882/2026. Segundo a metodologia do PoderData/Aya, as entrevistas são distribuídas proporcionalmente conforme sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica dos entrevistados.

Para chegar ao total de 2.400 entrevistas, o instituto afirma fazer dezenas de milhares de telefonemas. Em alguns levantamentos, o número de ligações supera 100 mil até que sejam encontrados entrevistados capazes de representar de forma fiel o conjunto da população.


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Educação Política

Lula valoriza saberes ancestrais e autoriza 1ª universidade indígena

Com a oferta inicial de dez cursos e previsão de oferecer até 48 cursos de graduação, a Unind atenderá aproximadamente 2.800 estudantes indígenas

Ao sancionar a lei que cria a primeira universidade indígena do país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva consolidou uma luta de 30 anos do movimento indígena para que seus saberes ancestrais sejam reconhecidos.

“Não podemos prescindir do conhecimento milenar que os povos indígenas acumularam ao longo de tanto tempo neste país e no mundo”, disse o presidente durante o ato de sanção da lei nesta quinta-feira (28), no Palácio do Planalto.

Lula diz que a Universidade Federal Indígena (Unind), que funcionará no campus do Distrito Federal, também é uma forma de garantir direitos a todos.

“O diploma é a garantia de que esse país está preparando a sua sociedade para ser tratada como cidadã de primeira linha. Todo mundo tem direito ao conhecimento, e esse conhecimento vai permitir que as pessoas façam coisas que antes não sabiam”, afirma o presidente.

Leia também: Lula cria as universidades federais Indígena e do Esporte

Lula ressaltou que a Unind servirá para ensinar o mundo a conviver com a diversidade e combater a segregação histórica dos povos originários.

O Ministério dos Povos indígenas considera que o ato marca um momento histórico de reparação e o nascimento de uma ponte educacional entre mundos que foram mantidos separados por mais de cinco séculos.

O ministro dos Povos Indígenas, Luiz Eloy Terena, classificou a sanção como o ápice de uma trajetória de resistência, definindo a Unind como um “grande legado deixado por Lula na história brasileira”.

Para o ministro, cuja trajetória acadêmica é fruto das políticas de ação afirmativa e bolsista do Prouni, a universidade materializa a transição da aldeia para a universidade, algo que ele mesmo percorreu há 20 anos.

Terena ressaltou que a instituição é a realização de um sonho estratégico das lideranças ancestrais que decidiram “doutorar seus filhos, ocupando as universidades, e assim travar a luta por direitos”.

“A nova Universidade Federal, embora seja uma instituição de origem ocidental, será agora aldeada por nós indígenas, servindo como o espaço primordial para a defesa de direitos e o aperfeiçoamento constante das políticas públicas voltadas aos territórios”, afirma o ministro.

Unind

Com a oferta inicial de dez cursos e previsão de oferecer até 48 cursos de graduação, a Unind atenderá aproximadamente 2.800 estudantes indígenas, nos primeiros quatro anos de implantação.

De acordo com o Vermelho, os cursos de graduação e de pós-graduação a serem ofertados na universidade serão voltados às áreas de interesse dos povos indígenas.

A ênfase será em gestão ambiental e territorial, gestão de políticas públicas, sustentabilidade socioambiental, promoção das línguas indígenas, saúde, direito, agroecologia, engenharias e tecnologias, formação de professores e demais áreas consideradas estratégicas para o fortalecimento da autonomia dos povos indígenas, a atuação profissional nos territórios e a inserção profissional indígena em diferentes setores do mercado de trabalho.


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Política

Vídeo: Lula diz que clã Bolsonaro ‘não tem vergonha de trair a própria pátria’

Lula criticou integrantes da família Bolsonaro após os EUA classificarem PCC e CV como terroristas e chamou a articulação de “traição à pátria”

Em discurso durante evento da Petrobras em Sergipe nesta sexta-feira (29), o presidente Lula (PT) criticou integrantes da família Bolsonaro após os Estados Unidos anunciarem a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. O petista afirmou que aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro incentivam interferência estrangeira em assuntos internos do Brasil e classificou a articulação como “traição à pátria”.

“Nós não aceitamos ser tratados como moleques. Nós não aceitamos ser tratados como se fôssemos uma republiqueta”, afirmou Lula. O presidente também disse já ter tratado do combate ao crime organizado diretamente com Donald Trump em uma reunião anterior. “Eu tive três horas com o presidente Trump. Entreguei quatro documentos para ele. Um deles era o combate ao crime organizado”, declarou.

Lula também fez referência ao senador Flávio Bolsonaro (PL) ao afirmar que integrantes da família Bolsonaro atuam nos Estados Unidos em busca de pressão internacional sobre o Brasil. “Não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria e ir nos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil”, afirmou.

Durante o discurso, o presidente provocou aliados bolsonaristas que, segundo ele, estão se escondendo da Justiça brasileira nos Estados Unidos.

“Quer combater o crime organizado? Que entregue os nossos que estão lá nos Estados Unidos”, disse Lula, ao mencionar condenados como o ex-deputado federal do PL Alexandre Ramagem e Ricardo Magro, da Refit.

Em nota, o Palácio do Planalto reforçou o tom das críticas e classificou como “deplorável” a viagem de integrantes da família Bolsonaro aos Estados Unidos para tratar do tema.

“É deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país”, afirmou o governo.

O Planalto também alertou para possíveis impactos da medida anunciada pelos EUA no combate ao crime organizado e em setores estratégicos da economia brasileira. Segundo o governo, a classificação unilateral de facções como terroristas pode prejudicar o compartilhamento de informações entre forças de segurança e afetar o sistema financeiro nacional.

“Medidas unilaterais, não negociadas, podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que colocam em risco a vida das pessoas que nada têm a ver com o crime. Podem reduzir a capacidade de compartilhamento de informações entre as polícias. Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o Pix, que incomodam interesses estrangeiros”, diz a nota.

Os Estados Unidos vêm investigando o Pix sob alegações de possível “concorrência desleal”, em um movimento visto pelo governo brasileiro como uma pressão de interesses financeiros internacionais.

Apesar das críticas, o governo reconheceu, no comunicado, a gravidade da atuação do PCC, do CV e de outras organizações criminosas no território nacional. O Planalto afirmou que as facções “praticam o terrorismo nos territórios em que vivem milhões de famílias”, mas argumentou que há diferença entre a violência praticada pelo crime organizado para obtenção de lucro e o terrorismo internacional motivado por razões políticas, religiosas ou ideológicas.

“Aprovamos recentemente uma lei de combate às facções e milícias com penas que chegam a até 80 anos de prisão – a maior prevista em toda a legislação brasileira. O Governo do Brasil conduz o programa ‘Brasil contra o Crime Organizado’, que combate as facções e milícias desde o seu braço armado nas esquinas até o seu andar de cima”, concluiu o governo.

*ICL

Veja:


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Política

Vídeo: Em coletiva nos EUA, Flavio Bolsonaro, na companhia de mais dois patetas, visivelmente nervoso, comete gafe

O mequetrefe esteve na Casa Branca para tirar foto com Donald Trump e acabou protagonizando constrangimento diante da imprensa

Osenador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), esteve nesta terça-feira (26) na Casa Branca, onde conseguiu um encaixe para tirar uma foto com o presidente dos EUA, Donald Trump.

De acordo com relatos, o encontro de Flávio Bolsonaro com Donald Trump não durou mais do que dois minutos: Flávio, seu irmão Eduardo e o youtuber Paulo Figueiredo entraram, entregaram documentos, tiraram a foto e saíram. Forum.

Após o encontro, Flávio Bolsonaro organizou uma coletiva com alguns poucos jornalistas e cometeu uma gafe que se tornou um vexame internacional: ao ser questionado se era uma agenda oficial ou paralela, Flávio disparou:

“Foi um convite oficial a pedido do presidente Lula.”

A gafe de Flávio Bolsonaro logo viralizou e virou chacota nas redes.


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Pesquisa

Nexus/BTG: Nova pesquisa confirma que Lula se distancia de Flavio e vence todos os adversários

Resultado provavelmente tem influência dos áudios divulgados pelo site Intercept

Pesquisa Nexus/BTG, realizada entre os dias 22 e 24 de maio, mostra que o presidente Lula abriu vantagem sobre o principal adversário nas eleições presidenciais deste ano, Flávio Bolsonaro. O petista venceria tanto o primeiro turno quanto o segundo turno, se a votação fosse hoje.

No cenário mais provável de primeiro turno, Lula aparece com 40% das intenções de voto, aumentando em 2 pontos percentuais a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), que tem 35%. Esse resultado provavelmente tem influência dos áudios divulgados pelo site Intercept, com diálogos entre Flávio e Daniel Vorcaro.

Ronaldo Caiado (PSD) tem 5%, Romeu Zema (Novo), 4%, e Renan Santos (Missão), 3%. Joaquim Barbosa, 2%, enquanto Augusto Cury e Cabo Daciolo têm 1% cada.

No segundo turno, Lula venceria todos os oponentes. Num cenário mais plausível, o presidente teria 47% e Flávio Bolsonaro 43%, o que representa um aumento de 3 pontos percentuais da vantagem a favor do petista.

Lula teria 49% a 38% de Romeu Zema (aumento de 7 pp na distância entre os dois) e 46% contra 40 de Ronaldo Caiado (aumento de 2 pp entre os dois).

Na pesquisa espontânea, Lula tem 36% das intenções de voto, dez pontos à frente de Flávio Bolsonaro, que soma 26%.

O restante dos candidatos está muito distante: Renan Santos, Romeu Zema e Ronaldo Caiado têm 2% cada. Jair Bolsonaro aparece com 1%, apesar de estar inelegível. Joaquim Barbosa, Augusto Cury e Cabo Daciolo não pontuaram.

A pesquisa ouviu 2.045 pessoas entre os dias 22 e 24 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-04193/2026. ICL.


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Política

Lembrem a Luciano Huck que, até a chegada de Lula ao poder em 2002, morriam por dia 300 crianças em decorrência da fome

Em decorrência da avalanche de críticas que vem sofrendo por uma fala ultraconservadora, que está na boca de todos os candidatos de direita à Presidência da República, contra o Bolsa Família, ou seja, um simples prato de comida na mesa dos brasileiros, Luciano Huck usa a velha tática ridícula do “tiraram a minha fala de contexto”.

É a velha história, o hábito faz o monge.

Herdeiro de família rica, jamais viveu algo perto da penúria, da fome e da miséria absoluta, Luciano Huck é a figura de uma casta de herdeiros que assumiram um protagonismo na direita brasilira em defesa dos “costumes”.

Sua justificativa tosca limita-se ao mesmo ramerrão reacionário de que R$ 600 de ajuda de custo de um programa social do governo, como o Bolsa Família, produz indolentes.

Se pegar ao pé da letra, foi exatamente isso que, em pleno Clube da Hebraica, na campanha de 2018, Bolsonaro disse o mesmo dos negros quilombolas e dos índios sobre indolência, mesmo um sujeito que nunca trabalhou na vida e que sempre viveu das tetas do Estado, assim como educou os filhos para o mesmo fim, pois também nunca trabalharam na vida e já nasceram com a boca nas tetas do Estado onde permanecem até hoje.

Na verdade, o ato falho do bilionário, Luciano Huck, que não vê problema em fazer propaganda para as Bets, apenas reforçou o disurso dos candidatos de direita à Presidência da República.

Imaginar que, até a chegada de Lula ao governo em 2002, 300 crianças morriam por dia de inúmeras doenças em decorrência da fome, ou seja, 9 mil crinças ao mês, num país que se orgulha de ser um celeiro alimentar do mndo, em pleno 2026, um sujeito que sempre viveu deitado em berço esplêndido, passa e muito de qualqurr conceito de sarcasmo.

Essa lógica cultural que as classes economicamente dominantes carregam na alma, tatuada como símbolo escravagista, segue os mesmos passos da nata oligárquica do século XIX.

Um sujeito que, certamente, encara a abolição dos negros escravizados no Brasil com o mesmo olhar da aristocracia cafeeira, deixa claro que não é um prato de comida que faz qualquer mal ao país e aos brasileiros pobres, mas a mesquinhez chucra, sem qualquer polimento. sem qualquer carapaça midiática, como a que sua língua de trapo lhe traiu, sim, é que é a grande chaga moral, social, econômica e humanitária desse país, que sempre produziu a miséria e a fome como forma de domínio institucional e poder sobre a imensa maior parte do povo brasileiro.


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Pesquisa

Lula lidera com vantagem sobre Flávio entre eleitores de Centro, mostra DataFolha

Tentativa de Flávio de se colocar como candidato “moderado” cai por terra após revelação de áudios com Daniel Vorcaro para produção de filme sobre Bolsonaro; senador tem 20% dos votos de Centro

De acordo com a pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (22), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) leva vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL) entre os eleitores de centro. O levantamento aponta que há dificuldades para outros nomes da chamada “terceira via” conquistarem os votos do segmento.

Na faixa dos entrevistados que se posicionam no centro, representado pelo nível 4, entre 1 (extrema esquerda) e 7 (extrema direita), Lula alcança 29% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 20%.

O resultado mostra pela primeira vez a dificuldade do senador em consolidar a imagem de “candidato moderado”, estratégia eleitoral que vinha sendo adotada pela extrema direita após a condenação de Jair Bolsonaro (PL) e militares do seu governo por tentativa de golpe de Estado. Indicado pelo próprio pai para representar o bolsonarismo na corrida eleitoral de 2026, Flávio aposta tudo na confiança de que poderá derrotar Lula nas urnas, embora todas as pesquisas e especialistas digam o contrário.

A revelação de áudios de conversas entre o senador e Daniel Vorcaro, investigado em um dos maiores escândalos financeiros do país, abalou a sua pré-candidatura, e fez vários bolsonaristas pularem do barco. Em meio à repercussão do caso e às revelações de que também teria visitado o banqueiro durante sua prisão domiciliar, o senador entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar censurar a pesquisa Atlas Bloomberg divulgada na terça-feira (19), que apontava queda em sua pré-candidatura à Presidência em razão da associação com o caso Banco Master.

Na semana passada, deu mais um passo na radicalização do discurso.“Todos vocês, cada uma dessas famílias, a gente vai honrar vocês. Vocês vão junto com o presidente Bolsonaro subir aquela rampa do Palácio do Planalto em 2027 junto com a gente”, disse durante evento realizado neste sábado (17) em Sorocaba, no interior do estado de São Paulo. A ocasião foi o lançamento da pré-candidatura de Guilherme Derrite ao Senado Federal.

Ronaldo Caiado, filiado ao PSD, bolsonarista que procura se posicionar como força de centro, aparece com apenas 6% entre os eleitores centristas. Pelo Avante, o escritor Augusto Cury é quem mais explicitamente busca ocupar o espaço do centro político. A estratégia apresenta algum resultado no levantamento do Datafolha: ele registra 6% nesse segmento, embora tenha apenas 2% das intenções de voto no eleitorado geral.

Já outros pré-candidatos apresentam desempenho discreto entre os eleitores moderados. Renan Santos (Missão) soma 5%, enquanto Romeu Zema (Novo) aparece com 4%.

Avaliação positiva de Lula
A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou nova melhora gradual, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (23). Embora a gestão ainda registre mais avaliações negativas do que positivas, a diferença entre os dois índices vem diminuindo de forma consistente nas últimas semanas.

De acordo com o levantamento, 38% dos brasileiros consideram o governo ruim ou péssimo, enquanto 32% avaliam a administração como ótima ou boa. Outros 28% classificam a gestão como regular.

Os números representam uma continuidade na recuperação da imagem do governo. Em abril, a distância entre avaliações negativas e positivas era de 11 pontos percentuais, 40% contra 29%. Na semana passada, caiu para 9 pontos, 39% a 30%. Agora, chegou a 6 pontos, 38% a 32%.

Além disso, aprovação e desaprovação do presidente aparecem tecnicamente empatadas pela primeira vez em meses. Segundo o Datafolha, 48% aprovam o trabalho de Lula, enquanto outros 48% desaprovam. No levantamento anterior, o cenário era mais desfavorável ao petista: 45% aprovavam e 51% desaprovavam.

O instituto ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 139 municípios do país entre quarta-feira (20) e quinta-feira (21). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Forum.


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Pesquisa

Datafolha: Lula tem 9% de vantagem sobre Flávio após crise com Vorcaro

A nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta (22), mostra que o presidente Lula ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a repercussão do caso envolvendo Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. No cenário de primeiro turno, o petista aparece com 40% das intenções de voto, enquanto o rival registra 31%.

No levantamento anterior, divulgado uma semana antes, a diferença era de três pontos, com 38% para o petista e 35% para o senador. A mudança também foi registrada na simulação de segundo turno.

Segundo turno

O empate de 45% verificado na pesquisa passada deu lugar a uma vantagem de quatro pontos para Lula, que agora soma 47% contra 43% de Flávio. O levantamento foi realizado após mais de uma semana de repercussão do caso.

Segundo o levantamento, 64% dos entrevistados afirmaram ter tomado conhecimento do caso. Entre aqueles que ouviram falar do episódio, o mesmo percentual considera que Flávio agiu de forma inadequada. O senador inicialmente classificou a informação como falsa, mas depois admitiu ter solicitado recursos para a produção do longa-metragem sobre a campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018.

Apesar do recuo, Flávio segue isolado na segunda posição da disputa presidencial. Atrás dele aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 4%; Romeu Zema (Novo), com 3%; Renan Santos (Missão), com 3%, e Samara Martins (UP), também com 3%. Os demais nomes testados aparecem com índices entre 1% e 2% das intenções de voto.

Nos cenários de segundo turno, Lula mantém vantagem sobre os demais adversários avaliados. Contra Caiado, o presidente alcança 48%, enquanto o ex-governador goiano registra 39%. No confronto com Zema, Lula também marca 48%, diante de 39% do mineiro. DCM.

A pesquisa voltou a testar o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro após cinco meses. Em uma eventual disputa de segundo turno contra Lula, ela aparece com 43%, enquanto o presidente tem 48%.

Já no primeiro turno, Michelle registra 22%, abaixo dos 31% obtidos por Flávio, embora permaneça à frente dos demais concorrentes.


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Política

Lula escracha Flávio Bolsonaro por ligação com Daniel Vorcaro

Presidente rompeu o silêncio sobre o escândalo em evento cultural no Espírito Santo e ironizou a contradição entre o discurso da família Bolsonaro e o recebimento de R$ 61 milhões de um ex-banqueiro investigado pela PF para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro.

presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou publicamente, pela primeira vez de forma direta, o escândalo envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado pela Polícia Federal. Durante evento para anunciar ações para o setor cultural, realizado nesta quinta-feira em Aracruz, no Espírito Santo, Lula afirmou que as revelações sobre o financiamento do filme “Dark Horse” são “apenas o que a gente sabe agora” e advertiu que “ainda vai aparecer muito mais coisa”, em referência ao aporte de pelo menos R$ 61 milhões que o senador admitiu ter recebido de Vorcaro para a produção da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A fala do presidente
Uma semana atrás, quando o caso veio à tona, Lula havia desviado da questão com uma frase curta: “É um caso de polícia, não meu.” Nesta quinta-feira, em Aracruz, o tom mudou. O presidente escolheu um evento do setor cultural para fazer o que evitara até então: nomear o episódio, confrontar a contradição e antecipar novos capítulos. “A verdade tarda mas não falha”, disse, antes de disparar a comparação que resume o argumento político do governo.

“Vocês, que são da área cultural desse país, sabem quantas ofensas artistas receberam porque iam buscar um dinheirinho na Lei Rouanet. Mas nós nunca fomos atrás da Lei Daniel Vorcaro para financiar nenhum artista brasileiro”, afirmou Lula. A ironia é direta: durante anos, a família Bolsonaro transformou a Lei Rouanet em alvo preferencial de sua retórica anticultural, acusando artistas de viver às custas do Estado. Agora, o filho mais velho do ex-presidente admite ter captado dezenas de milhões de dólares de um investigado por crimes financeiros para financiar uma produção sobre o pai.

O presidente foi além da ironia. Referindo-se ao senador sem citá-lo pelo nome, afirmou: “Quem imaginava que aquele menino, que parecia ser a pessoa mais santa da família Bolsonaro, estivesse pegando milhões de dólares para fazer um filme do pai? Ninguém imaginava. E isso é apenas o que a gente sabe agora.” A frase “ainda vai aparecer muito mais coisa” foi o sinal mais claro de que Lula passou a tratar o caso como munição política, e não apenas como matéria de polícia.

O caso Flávio Bolsonaro e Vorcaro
O escândalo ganhou contornos concretos após o site The Intercept Brasil revelar áudios trocados entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Até então, o senador afirmava publicamente nunca ter falado com o ex-dono do Banco Master. Diante das gravações, a versão desmoronou. Flávio admitiu que negociou e recebeu pelo menos R$ 61 milhões de Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, descrito como uma versão romanceada da trajetória de Jair Bolsonaro.

As admissões vieram em etapas, cada uma precedida por uma negação que as reportagens subsequentes desfizeram. A mais recente foi a confirmação de que o senador visitou Vorcaro na residência do ex-banqueiro, em São Paulo, enquanto ele cumpria prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. Segundo Flávio, o encontro serviu para “botar um ponto final” na história e cobrar pagamentos atrasados relacionados ao filme. O senador alega que buscou os recursos sem oferecer qualquer vantagem em troca. A produtora Karina Ferreira Gama, dona da Goup Entertainment, confirmou que Vorcaro foi responsável por cerca de 90% dos recursos do projeto, estimado em US$ 13 milhões no total.

Contexto das investigações
A situação jurídica de Daniel Vorcaro é o elemento que transforma o episódio de constrangimento político em caso de potencial gravidade institucional. O ex-banqueiro foi preso preventivamente em novembro do ano passado ao tentar embarcar para Dubai em um jatinho particular. Meses depois, em março deste ano, teve nova prisão decretada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, por suspeita de obstrução de Justiça. É nesse contexto que Flávio Bolsonaro visitou Vorcaro em sua residência, durante o cumprimento da prisão domiciliar e usando tornozeleira eletrônica.

O próprio senador forneceu, involuntariamente, a medida do problema. Ao justificar a visita, afirmou que, se soubesse antes da gravidade das investigações envolvendo Vorcaro, teria buscado outros investidores para o projeto. De acordo com a Forum, a declaração confirma que o vínculo financeiro existia enquanto as investigações avançavam, e que a decisão de mantê-lo foi consciente, ainda que o senador negue qualquer irregularidade. Lula resumiu a dimensão do que ainda pode vir: “Isso é apenas o que a gente sabe agora.”

Combate ao crime organizado
O evento no Espírito Santo serviu também como plataforma para Lula reforçar sua agenda de segurança pública e cooperação internacional. O presidente relatou ter entregado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o endereço e o nome do empresário Ricardo Magro, investigado por fraudes e foragido em Miami. Lula reforçou a disposição da Polícia Federal para atuar em casos de grande repercussão.

A menção a Magro não foi casual. Ao colocar lado a lado a entrega de informações a Trump sobre um foragido e o escândalo envolvendo Flávio Bolsonaro, Lula construiu um contraste político deliberado: de um lado, um governo que coopera com investigações internacionais e entrega suspeitos; de outro, um senador que visitou um investigado em prisão domiciliar para tratar de negócios. A narrativa de “combate à corrupção”, bandeira histórica da família Bolsonaro, aparece, no discurso presidencial, como mais uma contradição a ser cobrada nas urnas.


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Pesquisa Vox Brasil: Lula dispara e deixa o azarão para trás

Pesquisa mostra queda de 5,7% nas intenções de voto em Flávio Bolsonaro após escândalo com Daniel Vorcaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno das eleições presidenciais de 2026, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira (20) pela Vox Brasil.

De acordo com os dados, Lula soma 46,8% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 38,1%. A pesquisa foi realizada após a divulgação do caso envolvendo um áudio em que o senador negocia recursos com o empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.

O episódio veio a público em 13 de maio, em reportagem do Intercept Brasil. Na conversa, datada do início de 2025, Flávio Bolsonaro trata do pagamento de US$ 24 milhões para financiar o filme “Dark Horse”, produção sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo a Vox Brasil, a diferença entre os dois candidatos aumentou após a repercussão do caso. O levantamento indica que Flávio perdeu 5,7 pontos percentuais desde a revelação do áudio, enquanto Lula avançou 6,6 pontos no mesmo período.

A pesquisa da Vox é a segunda de alcance nacional a apontar impacto negativo do episódio sobre a pré-candidatura do senador. Na terça-feira (19), levantamento da AtlasIntel também mostrou desgaste da imagem de Flávio Bolsonaro entre os eleitores.

A pesquisa ouviu 2.100 pessoas em todo o país entre os dias 17 e 19 de maio de 2026. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02416/2026 e, segundo a Vox Brasil, foi financiado com recursos próprios ao custo de R$ 50 mil.

Lula tem 46,6% e Flávio Bolsonaro 38,1% no 2º turno

Veja:


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