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Política

Recado de Lula a Flavio: ‘Eu quero saber o que você fez’

Presidente se referia às moradias prometidas e não entregues pelo programa Casa Verde e Amarela, criado por Bolsonaro em substituição ao Minha Casa, Minha Vida

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez críticas indiretas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante cerimônia realizada nesta sexta-feira (3), no Palácio do Planalto, para anunciar investimentos nas áreas de educação, saúde e habitação. Sem citar nominalmente seus adversários políticos, Lula insinuou que houve promessas não cumpridas durante a campanha eleitoral de 2022 e afirmou que a disputa eleitoral de 2026 será marcada pelo confronto entre fatos e discursos.

Ao comentar programas habitacionais implementados em governos anteriores, o presidente declarou que lamenta que a população não tenha recebido as moradias prometidas pelo programa Casa Verde e Amarela, criado durante a gestão de Jair Bolsonaro em substituição ao Minha Casa, Minha Vida.

“Em uma campanha política, você pode mentir, espalhar fake news e usar IA. Mas governar é a arte de fazer e de entregar ou não entregar. Não adianta, você pode falar da boca para fora, mas, no final da sua tarefa, você é medido pelo que fez e pelo que não fez”, afirmou Lula durante o evento.

O programa Minha Casa, Minha Vida
O programa Minha Casa, Minha Vida foi retomado pelo governo federal em 2023, no início do terceiro mandato do presidente petista, após a extinção do Casa Verde e Amarela.

Em outro momento do discurso, Lula também enviou um recado indireto ao senador Flávio Bolsonaro, apontado como um dos pré-candidatos da direita à Presidência da República em 2026. Sem mencionar nomes, o presidente declarou que o próximo ano eleitoral será pautado pela avaliação do histórico dos candidatos. Forum.

“2026 é o ano da verdade. Eu não quero saber o que você vai fazer, eu quero saber o que você fez”, afirmou. Em seguida, acrescentou: “A gente não vai permitir que a mentira prevaleça neste país”.

Pacote de investimentos
As declarações ocorreram durante cerimônia em que o governo federal anunciou um conjunto de ações nas áreas de educação, saúde e habitação em diversos estados brasileiros. O evento foi realizado um dia antes do início do período de restrições impostas pela legislação eleitoral, conhecido como defeso eleitoral, que passa a vigorar a partir deste sábado (4), limitando a publicidade institucional e o anúncio de novas ações governamentais.

Na área da educação, foram inaugurados dez novos campi da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica nos estados de São Paulo, Amazonas, Espírito Santo e Piauí. Segundo o governo, os investimentos somam R$ 206,6 milhões, sendo R$ 196,5 milhões provenientes do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Durante a cerimônia, Lula agradeceu aos prefeitos que colaboram com o governo federal para a expansão da rede de institutos federais.

“Tenho dito em quase todos os lugares a que vou: se o prefeito oferecer o terreno ou o prédio, todas as cidades vão ter um instituto. A razão é simples: não há outra possibilidade de o Brasil dar o salto de qualidade que todo mundo sonha se a gente não colocar a educação como prioridade do nosso governo”, declarou.

O presidente também afirmou que, em sua gestão, investimentos em educação não devem ser tratados como despesas. Segundo Lula, a palavra “gasto” é incompatível com a política educacional defendida pelo governo.

R$ 464,8 milhões para a Saúde
Na área da saúde, o governo anunciou investimentos de R$ 464,8 milhões destinados à ampliação e qualificação da rede pública em estados como Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e no Distrito Federal. Os recursos serão aplicados na aquisição de equipamentos, habilitação de serviços especializados e fortalecimento do programa Agora Tem Especialistas.

Já na área habitacional, foram entregues 1.620 unidades do programa Minha Casa, Minha Vida nos estados da Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e no Distrito Federal.

São inúmeros os programas sociais e os benefícios do governo Lula para as camadas mais pobres da população.


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Política

Lula: disputa será entre quem fez e quem destruiu

O presidente Lula transformou esta sexta-feira, último dia antes do chamado “defeso eleitoral”, que proíbe sua presença em inaugurações até o fim da campanha presidencial, em uma supercerimônia de entregas nas áreas de educação, saúde e habitação.

Lula recordou o cenário de destruição em que se encontrava o país quando assumiu novamente o governo, em 2023, destacou a retomada de investimentos, especialmente naqueles três setores, e antecipou um dos eixos fortes de sua campanha: a comparação entre quem fez e quem destruiu o país.

Diante de um telão no Palácio do Planalto, Lula comandou à distância a abertura de dez novos campi de Institutos Federais, a entrega de 1.619 unidades do Minha Casa Minha Vida, a inauguração de um hospital regional em Pernambuco, de equipamentos de oncologia no Rio de Janeiro e em São Paulo e de dezenas de ambulâncias em diversas regiões do país.

Ele lembrou os cortes de orçamentos no governo passado e o abandono de programas como a Farmácia Popular e o Minha Casa Minha Vida, em contraste com sua retomada e com a criação do Pé de Meia e do Aqui Tem Especialistas, para ficar em poucos exemplos.

“Chegamos na hora da verdade”, disse Lula. “Nessa campanha cada um vai ser medido pelo que fez e pelo que deixou de fazer”.

Ficou claro que a campanha da reeleição não vai se limitar ao destaque dos feitos de Lula no governo. Vai reviver os pesadelos do desgoverno Bolsonaro, como a fila do osso, o desemprego, a destruição de programas sociais e, certamente, as 700 mil mortes na pandemia.

No discurso desta sexta, Lula afirmou que pelo menos metade dessas vidas poderiam ter sido poupadas se o governo anterior não tivesse “negado a vacina e negado a ciência”.

Apontar para o futuro é sempre necessário numa campanha eleitoral; é o que dizem os manuais da política. No caso brasileiro, recordar o pesadelo também é essencial. Para que não se repita. 247.


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Pesquisa

Flavio Bolsonaro na areia movediça

Se havia alguma dúvida sobre se a lama ética em que Flávio Bolsonaro afundou nos últimos meses chegaria às pesquisas, a nova AtlasIntel/Bloomberg de junho responde. No primeiro turno, Lula abriu quase 11 pontos de vantagem sobre o senador.

O Brasil tem 158 milhões de eleitores aptos, número consolidado pelo Tribunal Superior Eleitoral em 7 de maio deste ano. Os 10,9 pontos que separam os dois no cenário estimulado equivalem a cerca de 17 milhões de eleitores.

Lula se mantém estável, com 47,2%, algo como 74,6 milhões de votos em potencial. Flávio Bolsonaro caiu para 36,3%, o equivalente a cerca de 57,4 milhões, e segue perdendo terreno a cada rodada do instituto.

Entre os demais nomes, o único que dá algum sinal de vida é Renan Santos, e apenas o consegue justamente porque bate duramente em Flávio. Romeu Zema e Ronaldo Caiado seguem subservientes e tímidos diante do bolsonarismo, evitam qualquer crítica mais firme e, por isso, continuam fora do jogo, numa posição francamente humilhante.

O quadro não melhora quando se troca o adversário. Se a candidata fosse Michelle Bolsonaro, Lula manteria os mesmos 47,1% e ela ficaria em 19,3%, uma diferença de quase 30 pontos.

No segundo turno, o movimento é ainda mais nítido: Lula sobe e Flávio despenca. O presidente chegou a 48,8%, crescendo cerca de um ponto por mês na série da Atlas, enquanto o senador perdeu seis pontos e caiu para 42,3%.

A pesquisa também desmonta a lenda de que, sem Lula, acaba o PT e acaba a esquerda. Fernando Haddad aparece forte, com 39,7% no primeiro turno, já à frente de Flávio.

E no segundo turno tanto Haddad quanto Geraldo Alckmin derrotam o senador. É a prova de que existe no país um eleitorado progressista que não depende de um único nome: ele vota no candidato mais à esquerda que estiver na mesa.

Em todos os cenários de segundo turno, Lula vence. O dado importa porque, se houvesse um adversário capaz de desempenhar melhor que Flávio, esse nome poderia vender ao eleitorado o velho argumento de que só ele ganharia no segundo turno.

Mas 2018 já mostrou que esse raciocínio é furado. Quem não vai bem no primeiro turno não tem como bater no peito e prometer grandeza no segundo.

O que a AtlasIntel consolida, no fim, é o esvaziamento da candidatura de Flávio Bolsonaro, que ainda precisa lidar com uma crise misógina deflagrada dentro da própria campanha. Sua madrasta, Michelle Bolsonaro, veio a público dizer que foi desrespeitada e humilhada pelo enteado na queda de braço pela montagem da chapa no Ceará.

No mesmo momento, os escândalos ligados a Daniel Vorcaro, do Banco Master, seguem fermentando sem explicação. E, em vez de fazer autocrítica, a ala mais barulhenta do bolsonarismo escolheu culpar as próprias eleitoras, diz O Cafezinho.

Foi o que fez Paulo Figueiredo, neto do último ditador e uma das pontes da família com o trumpismo, ao dizer que as mulheres votam estatisticamente muito mal, sobretudo as solteiras, porque as casadas acompanhariam o voto do marido. A frase vai ecoar pelo resto da campanha, porque expõe a visão de mundo de quem prefere responsabilizar metade do eleitorado a rever o próprio programa e o próprio jeito de fazer política.


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Pesquisa

Atlas/Intel: Lula abre vantagem sobre Flávio Bolsonaro no 2º turno

Pesquisa Atlas/Bloomberg mostra Lula à frente de Flávio Bolsonaro e de outros nomes da direita em cenários eleitorais para 2026

O presidente Lula (PT) aparece com 48,8% das intenções de voto contra 42,3% do senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma eventual disputa de segundo turno, abrindo vantagem de 6,5 pontos percentuais, segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (1º).

De acordo com o levantamento, 8,9% dos eleitores afirmaram que votariam em branco, anulariam o voto ou ainda estão indecisos nesse cenário. A pesquisa também testou outros cinco possíveis confrontos de segundo turno envolvendo Lula e pré-candidatos da direita.

Na simulação contra o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), Lula registra 48% das intenções de voto, enquanto Caiado aparece com 39%. Nesse cenário, brancos, nulos e indecisos somam 13,1%.

Contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), o presidente marca 48,2%, ante 38,5% do adversário. O percentual de eleitores que não escolheram nenhum dos dois nomes ou permanecem indecisos chega a 13,3%.

A maior vantagem de Lula nas simulações ocorre contra Renan Santos, do Missão. Nesse confronto, o presidente alcança 49,2%, enquanto Renan aparece com 28,9%. A parcela de brancos, nulos e indecisos é a mais alta entre os cenários avaliados: 21,9%.

O levantamento também mediu o desempenho da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Em uma eventual disputa contra ela, Lula teria 48,7% das intenções de voto, contra 38,9% de Michelle. Brancos, nulos e indecisos somam 12,4%.

Em outro cenário testado, Lula aparece numericamente à frente de Jair Bolsonaro (PL) – que está preso e inelegível -, com 48,6%, contra 43,1%. Nesse caso, 8,3% dos entrevistados disseram que votariam em branco, anulariam o voto ou ainda não sabem em quem votariam.

A AtlasIntel informou que não considera o mês de maio de 2026 em sua série histórica. A legitimidade do levantamento foi questionada na Justiça pelo pré-candidato Flávio Bolsonaro. A análise do caso foi suspensa pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e o instituto aguarda decisão sobre o tema.

A pesquisa Atlas/Bloomberg ouviu 4.999 eleitores entre os dias 26 e 30 de junho. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto e registrado no TSE sob o protocolo BR-04582/2026. 247.


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Pesquisa

Lula tem aprovação de 51% entre os que não se declaram nem petistas nem bolsonaristas

Mulheres tem maior rejeição contra bolsonarismo, homens contra o petismo

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Genial/Quaest e divulgada pelo jornal O Globo neste domingo (28) questionou uma fatia específica do eleitorado sobre a aprovação do governo federal: aqueles que não são petistas nem bolsonaristas e que representam 27% da população. Nesse grupo, a aprovação do governo Lula é de 51%, contra 40% que desaprovam. Outros 9% não responderam.

Ao comentar a pesquisa, o diretor do instituto, Felipe Nunes, afirmou que essa percepção pode mudar ao longo dos meses, uma vez que se trata de um eleitorado “volátil”, que baseia suas decisões em pautas concretas, como a situação econômica.

A pesquisa também traz um recorte de gênero em relação à polarização. Entre as mulheres, o bolsonarismo registra maior rejeição: 35%. Já a rejeição a Lula é de 25%, percentual inferior ao registrado entre aquelas que não são nem petistas nem bolsonaristas (27%). Entre os homens, 32% são antipetistas, 29% são antibolsonaristas e 26% não são nem um nem outro. Cerca de 10% tanto dos homens quanto das mulheres são, ao mesmo tempo, antipetistas e antibolsonaristas, e 3% não responderam. A pesquisa foi realizada entre os dias 5 e 8 de junho.

Eleitorado feminino
E, se já estava difícil para os bolsonaristas conquistarem o voto das mulheres, o vídeo divulgado por Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama e presidente do PL Mulher, pode tornar essa missão ainda mais difícil.

Em uma postagem de 15 minutos nas redes sociais, Michelle afirma que viu uma operação coordenada contra sua imagem nas redes sociais após se manifestar contra a aliança dos filhos do marido com Ciro Gomes (PSD), no Ceará.

Após entrar em contato com o enteado para questionar posicionamentos, Flávio Bolsonaro disse que ela não deveria participar das decisões do partido e questionou seu conhecimento sobre política.”Eles me tratam como se eu fosse idiota, como se eu fosse alguém que chegou ontem, mas eu não sou. Eu sei mais do que eles pensam”, disse.

*BdF


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Política

PF conclui que Flávio Bolsonaro cometeu calúnia contra Lula nas redes

A Polícia Federal (PF) concluiu nesta sexta-feira (26) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cometeu o crime de calúnia contra o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em postagem nas redes sociais.

A conclusão da PF consta no relatório final do inquérito aberto pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para apurar o caso.

A ação se trata da postagem feita por Flávio na rede social X, no dia 3 de janeiro deste ano, quando o ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro foi capturado pelos Estados Unidos.

Na publicação, o senador declarou: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”.

Na avaliação da PF, o senador imputou falsamente ao presidente os crimes citados.

“Fica claro, portanto, que o senador Flavio Bolsonaro, através de sua postagem, imputou falsamente ao presidente Lula o cometimento dos crimes de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de arma e lavagem de dinheiro, crimes estes expressamente tipificados em nosso ordenamento jurídico”, disse a PF.

Após encerrar a investigação, a PF enviou o caso para providências do Supremo. O próximo passo será a remessa para a Procuradoria-Geral da República (PGR).

A Agência Brasil entrou em contato com a assessoria de Flávio Bolsonaro e aguarda retorno. O espaço está aberto para manifestação.

*Agência Brasil

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Política

Lula retoma obra de fábrica de fertilizantes paralisada há 12 anos

Com investimento de R$ 5 bilhões, UFN-3 em Três Lagoas (MS) deve entrar em operação até 2029 e elevar a produção nacional de ureia, reduzindo a dependência de importações

O presidente Lula esteve nesta quinta-feira (25) na cerimônia de retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados 3 (UFN-3), em Três Lagoas (MS). O empreendimento da Petrobras é estratégico para ampliar a produção nacional de fertilizantes, o que permite fortalecer a segurança alimentar do país, com a redução da necessidade de importação de produtos cruciais para a agricultura.

São cerca de R$ 5 bilhões em investimentos para a unidade, paralisada desde 2015, entrar em produção como parte da retomada de investimentos da Petrobras até 2030. O investimento conta com recursos do Novo PAC (Plano de Aceleração do Crescimento).

Em seu discurso, Lula disse que não abre mão de debater estrategicamente o papel da Petrobras para o país.

“Eu estou orgulhoso porque eu ainda sonho que a gente vai ter, não sei quando, mas a gente vai ter acima de setenta por cento de todo fertilizante que nós precisamos nesse país. Porque um país jamais será soberano se ele não for dono de sua produção”, afirmou.

Leia mais: Brasil busca suprir 35% do mercado interno de fertilizantes

O presidente ainda criticou os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, que adotaram uma agenda privatista e entreguista para as principais empresas nacionais.

“Não tem explicação porque uma empresa desta magnitude, que ia produzir fertilizante para ajudar no barateamento e na qualidade dos alimentos produzidos nesse país, ficou parada doze anos. Uma coisa é não começar. Não se começa por várias razões: porque não quer fazer, porque não tem projeto, porque não tem dinheiro. Outra coisa é começar, ter dinheiro, projeto e necessidade, mas quando chega a quase 85% da estrutura, de repente as obras param e ficam doze anos paradas. E o Brasil pagando preços absurdos de fertilizante que poderiam ser produzidos”, criticou Lula.

A presidenta da Petrobras, Magda Chambriard, destacou que o país e a estatal saíram de uma produção que não existia para produzir 25% da demanda nacional por fertilizantes em menos de um ano e que chegará a 35% com a UFN-3.

“A Petrobras segue crescendo. Nesse primeiro trimestre, só para vocês terem uma ideia, a Petrobras investiu no Brasil R$ 26,8 bilhões. A gente cresce porque nós estamos investindo. É 25,6% a mais do que investimos no mesmo período do ano passado”, disse Chambriard, que destacou que a estatal produz cerca de 31% de toda a energia primária consumida no país.

Leia mais: Petrobras investe R$ 72,5 bilhões em Sergipe e gera 28 mil empregos

Na ocasião, a ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, que já foi prefeita de Três Lagoas, confirmou que será pré-candidata ao Senado pelo estado de São Paulo, por indicação do presidente Lula. Também estiveram presentes no ato o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e a ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli.

De acordo com a Petrobras, as obras na Unidade de Fertilizantes Nitrogenados 3 irão gerar cerca de 8 mil postos de trabalho diretos e indiretos. Quando a planta entrar em operação, em 2029 [Magda acredita que poderá ser um ano antes, em 2028], serão produzidas 3.600 toneladas diárias de ureia granulada e 2.200 toneladas diárias de amônia. Em um ano, serão produzidos 1,3 milhão de toneladas de ureia, o que equivale a 16% da demanda brasileira.

A retomada da UFN-3 faz parte da estratégia da Petrobras e do governo Lula, que compreende outras três unidades: Fafen-BA, Fafen-SE e ANSA. Com todas as quatro fábricas em operação, o país produzirá cerca de 35% da ureia que consome, antes da retomada dessas unidades, o país dependia totalmente de importações

Com a guerra entre Ucrânia e Rússia, o preço do insumo disparou nos últimos anos e expôs países dependentes de importação. Para reverter esse cenário e fortalecer a soberania nacional, o presidente Lula adotou a iniciativa para fazer o setor de fertilizantes voltar a produzir no país, contrariando a lógica entreguista que paralisou obras e vendeu patrimônios nacionais adotada nos governos Temer-Bolsonaro.


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Política

PCdoB apresenta propostas para o Brasil seguir avançando com Lula

Partido lança contribuição ao programa presidencial em que defende medidas para que o país se desenvolva de maneira soberana, sustentável e com resultados concretos na vida do povo

Aliado de Luiz Inácio Lula da Silva desde 1989, o PCdoB já sinalizou seu apoio ao presidente na busca pelo quarto mandato. E, como forma de colaborar para a construção de uma plataforma transformadora, apresentou, nesta semana, o documento “Rumos Soberanos para uma Nova Arrancada do Desenvolvimento”.

Assinada pela Comissão Política Nacional do partido, a contribuição aborda os avanços obtidos no atual mandato e a necessidade do próximo governo de Lula aprofundá-los, a fim de garantir um desenvolvimento ainda mais sustentável, inclusivo, igualitário, soberano e democrático.

As propostas se inserem no processo de construção participativa do programa de governo que está em andamento e que envolve as fundações ligadas aos partidos da aliança, entre as quais a Maurício Grabois, do PCdoB.

“O PCdoB está apresentando uma contribuição própria ao programa do presidente Lula, na qual a questão da soberania nacional é um ponto central. Em torno dele, produzimos uma proposta de desenvolvimento acelerado do País com sustentabilidade ambiental, tendo como centro a reindustrialização; o desenvolvimento da ciência, da tecnologia e da inovação; a valorização do trabalho e a elevação da qualidade de vida do povo”, explica Nádia Campeão, presidenta em exercício do PCdoB.

Leia também: Lula apresenta balanço do governo e programa para 2027-2030

Ao analisar o contexto político atual, no qual a proposta foi desenvolvida e apresentada, Nádia avalia que a disputa eleitoral se dará em condições favoráveis ao governo, abrindo caminhos para uma fase de maior aprofundamento das mudanças necessárias ao país nos quatro anos seguintes.

“O governo vem fazendo o seu trabalho de forma muito positiva, seja por todo o processo de reconstrução nacional pós-Bolsonaro, seja no enfrentamento dos problemas da atualidade”, destaca.

A dirigente comunista salienta que o governo vem procurando interferir e oferecer soluções para questões-chave para a população, entre as quais o endividamento das famílias, os problemas relativos à segurança pública — inclusive a violência contra a mulher — e a alta dos combustíveis em função da guerra no Oriente Médio.

Ao mesmo tempo, diz, o governo tem obtido realizações importantes como a isenção do Imposto de Renda e a luta travada pelo fim da escala 6×1. “Portanto, é um governo muito proativo na cena nacional, inclusive na defesa da democracia e contra a tentativa de golpe”, reforça.

Além disso, lembra Nádia, o governo “vem defendendo, de forma muito corajosa, a nossa soberania, enfrentando todas as ameaças, chantagens e tarifas aplicadas pelo governo de Donald Trump. Em meio a tudo isso, Lula se consolida como uma liderança internacionalmente reconhecida, uma voz em defesa da paz e da autonomia dos povos”.

Considerando esses e outros elementos, o PCdoB acredita que o Brasil não apenas precisa como tem condições dar passos mais largos e firmes para avançar como nação e, ao mesmo tempo, barrar a volta da extrema direita.

“O que propomos, essencialmente, é uma disputa política maior na sociedade para aprofundar os rumos do atual governo e falar de futuro, de novas esperanças, de outro patamar de conquistas, de soberania nacional, democracia e direitos”, explica Walter Sorrentino, presidente da Fundação Maurício Grabois, um dos responsáveis pela redação do documento elaborado pelos comunistas.

As propostas do partido, acrescenta Sorrentino, “buscam contribuir para a construção de uma rota para um novo mandato de referência, para abrir um novo ciclo histórico de desenvolvimento nacional”.

Vértices para o País avançar

O documento formulado pelo PCdoB procura desenvolver questões centrais para o avanço do Brasil. Por isso, defende o papel estratégico do Estado como “agente de investimento, indução, planejamento e coordenação do desenvolvimento econômico, articulado com o aprofundamento democrático e a valorização do trabalho como motores do progresso”.

Para dar conta desses desafios, os comunistas apontam três vértices. O primeiro é a elaboração de um plano nacional de desenvolvimento a ser formulado nos primeiros meses do novo governo. O segundo diz respeito a uma política sistêmica de reconfiguração produtiva e tecnológica.

O terceiro vértice é o da ciência, tecnologia e inovação, sublinhado como “principal fator de transformação produtiva nas economias contemporâneas”. Nessa área, o PCdoB vem contribuindo diretamente, por meio do Ministério e CT&I, liderado desde 2023 pela presidenta licenciada do partido, Luciana Santos.

Para levar a cabo as transformações de fundo no País, os comunistas defendem, ainda, medidas nos âmbitos financeiro e monetário (entre as quais a queda acentuada da taxa de juros), bem como o aumento e a melhor aplicação dos recursos públicos em áreas de alto impacto social, nas quais o investimento do Estado é imprescindível, como o complexo industrial e de serviços em saúde, mobilidade urbana e adaptação das cidades às mudanças do clima.

Os comunistas também defendem o aprimoramento da alocação do orçamento público. Para isso, destacam que “a medida mais importante é o retorno do valor destinado às emendas parlamentares aos patamares históricos anteriores ao golpe de 2016 e a revogação do caráter impositivo de parte delas”.

O documento propõe, ainda, a elevação da receita pública “por meio da tributação progressiva e proporcional à renda e ao patrimônio dos detentores de grande riqueza”.

Ao mesmo tempo, o partido chama atenção para a necessidade de ações que fortaleçam a defesa do país e de medidas na área da segurança pública para combater o crime organizado e a violência, além de reformas no sistema eleitoral que garantam maior diversidade e mais democracia, e a ampliação de direitos da classe trabalhadora para além da escala 5×2.

Por fim, o PCdoB salienta que o momento atual exige um “novo ciclo histórico de desenvolvimento nacional” e que “com um novo governo Lula, essa possibilidade está posta. “Convertê-la em realidade dependerá de intensas lutas políticas e de ideias que galvanizem a luta unitária de amplas forças sociais e políticas. É uma necessidade que precisamos tornar possível”, enfatiza.

Para ler a íntegra do documento, clique aqui.

*Vermelho


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Lula se irrita com Jaques Wagner no caso Master

Presidente se irrita com suposto envolvimento de Wagner no Caso Master e com explicações dadas pelo senador

O presidente Lula (PT) ficou contrariado com o suposto envolvimento do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), no caso Master, após a Polícia Federal apontar indícios de benefícios relacionados ao Banco Master e ao grupo de Daniel Vorcaro. A crise ganhou força também depois de uma entrevista do senador à BandNews, na qual ele comentou um telefonema recebido do presidente após ser alvo da operação, informa Bela Megale, de O Globo.

Auxiliares de Lula afirmam que dois pontos pesaram de forma especial para ampliar a irritação do presidente. O primeiro foi o fato de Wagner ter garantido a Lula que não havia nada que pudesse comprometê-lo em relação ao grupo de Vorcaro. A investigação da PF, porém, apresentou elementos em sentido oposto, segundo o relato publicado.

O segundo foco de desgaste foi a entrevista concedida por Jaques Wagner à BandNews. De acordo com a apuração, o senador falou sem autorização prévia sobre a ligação que recebeu de Lula após a ação da Polícia Federal. Segundo o 247, na mesma entrevista, Wagner afirmou que não deixaria a liderança do governo no Senado, salvo se o presidente determinasse sua saída, o que gerou constrangimento político ao Palácio do Planalto.

Nos bastidores, a avaliação é que o clima para a permanência de Wagner na liderança ficou deteriorado. Integrantes do PT e de uma ala do governo consideram frágeis as explicações apresentadas pelo senador para rebater as acusações presentes no inquérito policial.


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Após copiar defesa do Pix e do Bolsa Família, Flávio Bolsonaro rouba até slogan de Lula: “A esperança vai vencer o medo”

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a copiar as bandeiras de Lula e do PT em evento neste sábado (20), em Guarulhos, na Grande São Paulo. Durante o lançamento da pré-candidatura de André do Prado (PL) ao Senado por São Paulo, o pré-candidato à Presidência disse que aceitou a disputa porque a “missão foi dada” por Jair Bolsonaro e encerrou o discurso usando uma frase-símbolo do atual presidente: “a esperança vai vencer o medo este ano”.

A fala repetiu o mote consagrado por Lula em 2002 e retomado pelo PT em diferentes momentos da disputa contra o bolsonarismo. No mesmo discurso, Flávio prometeu ser “radical” para cumprir o que chamou de “pacto contra a fome”, outra bandeira diretamente ligada à trajetória política de Lula, que lançou o Fome Zero no primeiro ano de governo e transformou o combate à insegurança alimentar em marca de sua chegada ao Planalto.

A guinada não apareceu isolada. Na segunda-feira (15), em evento da revista Veja, Flávio já havia defendido o Bolsa Família, principal programa social criado nos governos petistas. O senador afirmou que o benefício virou “direito adquirido” do povo brasileiro e que “ninguém tem o direito de tocar ou acabar” com o programa. Também propôs ampliar o período de proteção para beneficiários que consigam emprego formal ou abram uma empresa.

A tentativa de se aproximar da agenda social de Lula contrasta com o histórico do governo Jair Bolsonaro, que extinguiu o Bolsa Família em 2021 e o substituiu pelo Auxílio Brasil. O programa voltou a se chamar Bolsa Família no terceiro governo Lula, em 2023, com valor mínimo de R$ 600 e adicionais para crianças, gestantes e adolescentes.

Flávio também passou a defender outras pautas caras ao governo Lula, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. A proposta foi uma promessa de campanha de Lula e virou uma das vitrines econômicas do Planalto. Em entrevistas recentes, o senador ainda disse rejeitar nova reforma da Previdência e prometeu manter a valorização do salário mínimo, outro eixo tradicional da política social petista.

O movimento revela uma mudança de cálculo na pré-campanha bolsonarista. Depois de apostar em uma plataforma de segurança pública com encarceramento em massa, endurecimento penal, castração química de estupradores e combate ao PCC e ao Comando Vermelho, Flávio tenta ocupar também o terreno da proteção social. O problema é que, nesse campo, suas novas promessas soam como tentativa de se apropriar justamente das bandeiras que o bolsonarismo combateu, desmontou ou tentou rebatizar quando esteve no poder.


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