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Política

De olho em 2030, ninguém está torcendo mais do que Tarcísio para Flávio perder para Lula

Há uma contradição cada vez mais evidente na política da direita brasileira: Tarcísio de Freitas precisa apoiar Flávio Bolsonaro em 2026, mas seu projeto político pode depender justamente da derrota dele.

É a velha máxima da política: ninguém precisa desejar publicamente a queda de um aliado para, nos bastidores, saber que a queda desse aliado pode abrir o caminho para o seu próprio futuro.

Tarcísio já deixou escapar que a Presidência da República pode estar nos seus planos. Nesta semana, pela primeira vez, admitiu que “talvez” dispute o Planalto no futuro. E, enquanto isso, Flávio foi escolhido pelo pai para representar o bolsonarismo na disputa contra Lula em 2026.

O problema é simples: se Flávio vencer Lula, Tarcísio pode ter acabado de perder uma das melhores oportunidades de sua carreira política.

Flávio, eleito presidente, ocuparia o Planalto por quatro anos — e, dependendo do destino da proposta de fim da reeleição que vem defendendo, poderia transformar a sucessão presidencial em um novo campo de batalha dentro da própria direita. O próprio Flávio já fala em ser um “presidente de transição”.

Para Tarcísio, portanto, uma eventual vitória de Flávio não seria necessariamente o cenário dos sonhos.

Já uma derrota para Lula mudaria completamente o tabuleiro.

Se Flávio perder em outubro, o bolsonarismo entrará imediatamente na discussão sobre quem será o herdeiro político da direita para 2030. E Tarcísio, governador de São Paulo, com forte trânsito empresarial, estrutura política e capacidade eleitoral, estaria naturalmente entre os primeiros nomes da fila.

É por isso que a eleição de 2026 pode ser lida também como uma disputa pelo futuro da direita brasileira. Não está em jogo apenas Lula contra Flávio. Está em jogo quem estará de pé depois dessa batalha.

Tarcísio sabe disso.

E sabe também que Lula continua sendo um adversário extremamente competitivo. A pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira mostra Lula com 41% no primeiro turno contra 37% de Flávio e, no segundo turno, uma disputa praticamente empatada: 46% a 45% para Lula. Já o Datafolha divulgado na semana passada apontou Lula à frente de Flávio por 47% a 43% no segundo turno.

Ou seja: Flávio pode perfeitamente perder.

E é justamente aí que começa a fazer sentido a movimentação cuidadosa de Tarcísio.

Ele apoia Flávio, participa de agendas ao seu lado e, publicamente, fala em unidade da direita. Mas, ao mesmo tempo, já prepara seu próprio terreno. Não confirma candidatura presidencial, mas também não a descarta. Não rompe com o bolsonarismo, mas procura demonstrar autonomia. Não abandona Flávio, mas deixa claro que existe vida política depois de Bolsonaro.

É uma operação delicada.

Porque Tarcísio precisa evitar ser acusado de torcer contra Flávio sem deixar de pensar no dia seguinte à eleição.

E há ainda um detalhe revelador: pesquisas anteriores já mostraram que Tarcísio aparece como um dos nomes competitivos contra Lula e que a presença dele altera o desempenho de Flávio nos cenários eleitorais.

Por isso, a hipótese mais interessante não é imaginar Tarcísio fazendo campanha ostensivamente contra Flávio. É justamente o contrário: quanto mais disciplinado for seu apoio público, mais protegido estará o seu projeto pessoal.

Se Flávio vencer, Tarcísio terá cumprido seu papel e poderá reivindicar espaço no novo governo.

Se Flávio perder, Tarcísio poderá dizer que fez tudo o que estava ao seu alcance, preservar sua relação com o eleitorado bolsonarista e, ao mesmo tempo, apresentar-se como uma alternativa para reorganizar a direita.

É o famoso “ganha-ganha” da política.

E talvez seja por isso que o horizonte de Tarcísio não termine em 2026 — nem sequer em 2030.

Quem pensa em 2040 não precisa necessariamente vencer a eleição de 2026. Às vezes, precisa apenas garantir que os adversários certos não vençam.

Tarcísio pode estar olhando muito mais longe do que parece.

Enquanto Flávio luta para chegar ao Planalto, Tarcísio pode estar calculando quem estará ocupando o caminho quando chegar a hora de ele próprio tentar chegar lá.

Na política, apoio público e interesse privado nem sempre caminham pela mesma estrada.

E, nesse jogo, talvez ninguém esteja mais interessado do que Tarcísio em saber quem perderá — e quem sobreviverá — à eleição de 2026.


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Brasil Mundo

Pressão de Lula funcionou: EUA procuram Brasil para reabrir negociação comercial

Após telefonema, EUA procuram Brasil para retomar negociações comerciais

O telefonema entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump começa a produzir um resultado concreto — e bastante significativo — na disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos. Depois de uma conversa de cerca de 1 hora e 20 minutos, em tom considerado cordial, o governo norte-americano procurou oficialmente Brasília para reabrir as negociações sobre as tarifas impostas aos produtos brasileiros.

O movimento é importante porque desmonta a ideia de que o Brasil estaria isolado ou sem capacidade de reação diante do chamado tarifaço. Ao contrário: depois de Lula defender diretamente a retomada do diálogo e afirmar a Trump que as justificativas utilizadas pelos Estados Unidos para impor as tarifas eram infundadas, Washington sinalizou disposição para voltar à mesa de negociação.

A iniciativa americana veio rapidamente. O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, entrou em contato com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e abriu caminho para uma reunião com autoridades brasileiras. A expectativa é que representantes do MDIC, do Itamaraty e do Escritório do Representante Comercial dos EUA retomem as conversas na próxima semana.

É um resultado diplomático que merece ser observado com atenção. Lula não precisou aceitar as justificativas apresentadas por Washington, tampouco abrir mão dos interesses brasileiros. A estratégia foi outra: contestar as medidas, mostrar que elas prejudicam os dois lados e insistir na negociação como instrumento para resolver o conflito.

E há uma questão central: negociar não significa capitular. O Brasil mantém seus mecanismos de defesa comercial e continua contestando as tarifas, enquanto tenta construir uma solução que preserve empregos, empresas e exportações brasileiras. O governo já havia iniciado procedimentos para eventual aplicação da Lei da Reciprocidade, mas mantém aberta a porta para uma solução negociada.

A reabertura do diálogo também evidencia a importância de uma política externa baseada em soberania e pragmatismo. O Brasil pode divergir de Washington sem transformar divergência em rompimento. Pode defender seus interesses sem submissão e, ao mesmo tempo, preservar uma relação comercial estratégica.

Mais do que uma simples reunião entre ministros, portanto, a movimentação representa uma mudança de temperatura na relação entre os dois países. Depois de semanas de tensão, ameaças tarifárias e confrontos diplomáticos, os Estados Unidos voltam a procurar o Brasil para conversar.

E esse talvez seja o dado político mais relevante: quando a diplomacia brasileira insiste no diálogo sem abrir mão de seus interesses, a negociação volta a ser possível. Agora, cabe ao Brasil entrar nessa nova rodada com firmeza, exigir reciprocidade e deixar claro que qualquer acordo precisa proteger a economia brasileira — e não servir como instrumento de pressão política.

O telefonema de Lula não resolveu o conflito, mas abriu uma porta. E, poucas horas depois, foi Washington.


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Brasil Mundo

Lula enfrenta Trump e cobra negociação para pôr fim ao tarifaço contra o Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu tratar diretamente com Donald Trump uma das maiores tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Em telefonema de 1 hora e 20 minutos, realizado nesta sexta-feira (21), Lula foi direto ao ponto: afirmou que as justificativas utilizadas pelo governo norte-americano para impor as tarifas contra produtos brasileiros são “infundadas” e defendeu a retomada imediata das negociações.

A conversa, segundo o governo brasileiro, ocorreu em tom amistoso e cordial, mas isso não significou que Lula tenha aberto mão da defesa dos interesses do Brasil. Ao contrário. O presidente deixou claro que o tarifaço prejudica não apenas a economia brasileira, mas também os próprios Estados Unidos, e sustentou que o caminho mais inteligente é a negociação, não a imposição unilateral de barreiras comerciais.

O recado de Lula é politicamente importante: o Brasil não está disposto a aceitar acusações consideradas sem fundamento como justificativa para medidas que atingem empresas, trabalhadores e consumidores dos dois países. Em vez de transformar o conflito comercial em uma escalada de retaliações, o presidente brasileiro colocou a diplomacia novamente no centro da discussão.

E houve um resultado concreto. Trump concordou sobre a importância de preservar relações comerciais fortes entre Brasil e Estados Unidos e propôs que as equipes dos dois governos voltem a se reunir o mais rapidamente possível.

Isso significa que o canal de diálogo foi reaberto. E, diante de uma crise que poderia produzir prejuízos econômicos ainda maiores, a retomada das conversas representa uma vitória da diplomacia sobre a lógica do confronto.

Lula também aproveitou o telefonema para reafirmar a disposição brasileira de cooperar com os Estados Unidos no combate ao crime organizado. O presidente, porém, fez uma distinção fundamental: organizações criminosas brasileiras são extremamente violentas e precisam ser enfrentadas com firmeza, mas isso não significa que devam ser automaticamente classificadas como organizações terroristas.

O presidente brasileiro ainda levou para a conversa outros temas internacionais, entre eles a guerra na Ucrânia e a necessidade de soluções negociadas para conflitos globais.

O telefonema acontece depois de o governo brasileiro ter aberto formalmente o processo para avaliar medidas de reciprocidade contra as tarifas norte-americanas. Ou seja, Lula negocia, mas negocia respaldado pela disposição de defender os interesses nacionais caso o diálogo não produza resultados.

A estratégia é clara: não aceitar imposições, não abrir mão da soberania e, ao mesmo tempo, manter aberta a porta da negociação.

Mais do que uma conversa protocolar entre dois presidentes, o telefonema mostra que Lula decidiu assumir pessoalmente a condução política da crise. O Brasil sinaliza que quer preservar sua relação estratégica com os Estados Unidos, mas não pretende fazê-lo de joelhos.

A mensagem de Lula a Trump foi, portanto, simples e contundente: se há problemas comerciais, que sejam discutidos à mesa; se há divergências, que sejam negociadas; e se há acusações contra o Brasil, que sejam apresentadas com fatos, não usadas como pretexto para um tarifaço.

Agora, cabe às equipes dos dois países transformar a reabertura do diálogo em resultados concretos. A negociação voltou ao centro da agenda — e o Brasil chega a ela deixando claro que amizade entre países não significa submissão.


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Política

Lançamento da campanha de Lula: foi bonita aquela festa, pá

Foi bonita aquela festa, pá. E não apenas pela força das imagens, pela energia da militância ou pelo entusiasmo de quem compareceu ao lançamento da campanha de Lula. Foi bonita porque revelou, mais uma vez, a diferença entre um projeto político que pretende governar o Brasil e uma oposição que parece cada vez mais prisioneira de seus próprios fantasmas.

O lançamento da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva teve o simbolismo de quem entra em uma disputa eleitoral carregando não apenas uma candidatura, mas uma trajetória política. Lula chega ao palco com o peso de uma história conhecida pelos brasileiros, com realizações de seus governos e com a disposição de transformar a eleição em um debate sobre o futuro do país.

E há algo especialmente significativo nessa festa: a política voltou a ocupar o lugar da política. Em vez de transformar a eleição em um desfile de ressentimentos, ameaças, teorias conspiratórias e ataques permanentes às instituições, Lula aposta no discurso, na mobilização e na ideia de que governar exige apresentar caminhos concretos para o Brasil.

A diferença não poderia ser mais evidente.

De um lado, uma candidatura que procura falar de emprego, renda, desenvolvimento, soberania, democracia e melhoria das condições de vida da população. Do outro, uma direita que continua orbitando em torno do bolsonarismo, tentando transformar a eleição presidencial em uma espécie de plebiscito permanente sobre Jair Bolsonaro, Donald Trump, STF, guerra cultural e inimigos imaginários.

A festa de Lula incomoda justamente porque demonstra que existe vida política além do bolsonarismo.

E talvez seja esse o ponto que mais assuste seus adversários. O campo progressista não precisa importar um salvador estrangeiro, não precisa pedir autorização a Washington para defender seus interesses e não precisa transformar a política brasileira em uma guerra de símbolos. Precisa falar com o povo brasileiro.

O lançamento também deixa uma mensagem importante: eleição se ganha com voto, mas antes disso se ganha com capacidade de dialogar com a sociedade. Não basta produzir vídeos para redes sociais, fabricar inimigos ou repetir palavras de ordem. É preciso convencer milhões de brasileiros de que existe um projeto capaz de melhorar suas vidas.

Por isso, foi bonita aquela festa, pá.

Bonita porque havia gente celebrando a democracia. Bonita porque havia esperança. Bonita porque havia política sem precisar recorrer ao ódio como combustível. E bonita, sobretudo, porque mostrou que, quando o debate eleitoral começa de verdade, o Brasil pode escolher entre projetos — e não simplesmente entre gritos, ameaças e submissões.

A campanha apenas começou. Mas a festa já deixou um recado aos adversários: Lula entrou na disputa para disputar o Brasil, não para pedir licença a ninguém.


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Pesquisa

BTG/Nexus: Lula beira 50% dos válidos na espontânea e vence em todos os cenários

Lula tem vantagem de 14 pontos sobre Flávio Bolsonaro entre as mulheres. Pesquisa BTG/Nexus traz alerta sobre os que se classificam como “não polarizados”.

Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (17), um dia após o início oficial da campanha, mostra que Lula com metade dos votos válidos na pesquisa espontânea, quando não são revelados os nomes dos candidatos. O presidente vence também todas as simulações de segundo turno contra os candidatos da direita e Flávio Bolsonaro (PL), seu principal oponente na ultradireita.

Na pesquisa espontânea, Lula é citado por 38%, 9 pontos a mais que Flávio Bolsonaro, lembrado por 29%. Renan Santos (Missão) tem 3%; Ronaldo Caiado (Missão) 2%; e Romeu Zema 1%. Todos os outros somados têm 3%.

Excluindo os 6% que declaram voto nulo ou branco e 17% que não sabem ou não responderam à pesquisa, Lula chega a 49,35% dos votos válidos.

No segundo turno, Lula segue vencendo todos os adversários: 47% a 44% contra Flávio Bolsonaro; 45% a 42% contra Caiado; 46% a 41% contra Zema; e 47% a 36% contra Renan Santos.

Mulheres e não polarizados
Na pesquisa estimulada, quando são mostrados os nomes dos candidatos, Lula têm 41% das intenções de votos e Flávio 36%. Em seguida aparecem: Ronaldo Caiado (PSD) com 5% e Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) com 4% cada. Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP) marcam 1%. Os demais não chegam a 1%. Brancos e nulos são 5% e 2% não responderam.

O detalhamento mostra o presidente 14 pontos à frente do filho “01” de Jair Bolsonaro (PL), com Lula com 46% das intenções de votos femininos e Flávio com 32%. Entre os homens, o senador lidera por 41% a 36% no primeiro turno.

No recorte religioso, Lula segue com 12 pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro, liderando por 46% a 34%. Flávio está à frente entre os evangélicos, superando o presidente por 49% a 34%.

A BTG/Nexus, no entanto, traz um alerta para a campanha petista entre os eleitores que se classificam como “não polarizados”, que dizem não se alinhar a Lula ou ao bolsonarismo.

Nesse nicho eleitoral há uma situação de empate técnico, com Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula por 32% a 31%. O dado reflete, em parte, a tentativa de Flávio Bolsonaro se desvincular das crises, como o envolvimento com Daniel Vorcaro no escândalo do Master, e o adesão da mídia liberal, que tem promovido ataques contra o presidente.

A Nexus ouviu 2.003 eleitores por telefone entre os dias 14 e 16 de agosto de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

Leia a íntegra da pesquisa BTG/Nexus de 17 de agosto de 2026

*Forum


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Política

Kassab desafia Flávio Bolsonaro: Diz que Centrão está com Lula e que Flavio “Vai desabar” quando a campanha começar

A campanha eleitoral ainda nem começou oficialmente, mas Gilberto Kassab já colocou em xeque a viabilidade da candidatura de Flávio Bolsonaro. Presidente nacional do PSD e candidato a vice na chapa de Ronaldo Caiado, Kassab foi direto ao afirmar que considera “zero” a chance de Flávio vencer a eleição e que o senador está sendo, neste momento, politicamente “preservado” pelos adversários. Para ele, essa proteção vai desaparecer assim que a disputa começar de fato — e o candidato do PL deverá “desabar” nas pesquisas.

A declaração é especialmente significativa porque parte de um dirigente que conhece profundamente a lógica do Centrão: partidos desse campo raramente se movem por fidelidade ideológica; calculam riscos, espaços de poder, tempo de televisão, palanques regionais e, sobretudo, quem demonstra maior possibilidade de vitória. Nesse sentido, a leitura de Kassab é que Flávio Bolsonaro ainda não conseguiu convencer essas forças de que possui musculatura para chegar ao Palácio do Planalto.

Mais do que uma simples provocação eleitoral, a fala revela um problema central da candidatura bolsonarista: o sobrenome Bolsonaro pode garantir uma base fiel, mas não necessariamente é suficiente para ampliar a votação para além dela. A campanha oficial, que começa neste domingo (16), tende a colocar Flávio sob um escrutínio muito maior, transformando seu histórico político, seus aliados e suas propostas em alvos permanentes dos adversários.

Kassab também fez uma afirmação politicamente explosiva: segundo ele, embora partidos do Centrão tenham adotado formalmente uma posição de neutralidade, na prática o grupo está com Lula. União Brasil, PP e Republicanos, por exemplo, não fecharam uma aliança nacional com Flávio e mantêm espaço para movimentos pragmáticos nos estados. Essa ausência de apoio formal pode representar um problema considerável para uma candidatura que precisa de palanques regionais, estrutura partidária e tempo de propaganda para alcançar eleitores fora de seu núcleo mais fiel.

Há, portanto, uma contradição importante no discurso bolsonarista: enquanto Flávio tenta se apresentar como o candidato capaz de unir a direita e derrotar o PT, uma parcela relevante das forças políticas que poderiam sustentar essa candidatura prefere manter distância. No mundo real da política, isso significa que o entusiasmo das redes sociais não necessariamente se converte em alianças, votos e estruturas eleitorais.

As pesquisas ajudam a explicar por que o cenário ainda está longe de estar decidido. A Quaest divulgada nesta sexta-feira mostra Lula com 38% e Flávio com 31% no primeiro turno. Num eventual segundo turno entre os dois, Lula aparece com 43% e Flávio com 40%, em empate técnico dentro da margem de erro. Ao mesmo tempo, a rejeição a Flávio chega a 54%, enquanto a de Lula está em 52%.

Ou seja: Kassab pode estar fazendo uma aposta eleitoral, e não anunciando um resultado antecipado. Dizer que Flávio “vai desabar” é uma previsão política, não um fato consumado. Mas o alerta tem peso porque toca justamente no ponto mais vulnerável da candidatura: sua capacidade de crescer para além do eleitorado bolsonarista tradicional.

E é aí que o início da campanha pode mudar o jogo. Com a propaganda eleitoral, os debates, os ataques dos adversários e a exposição ampliada dos candidatos, a imagem cuidadosamente construída durante a pré-campanha será submetida ao teste das urnas. Se Flávio não conseguir transformar a força do bolsonarismo em uma candidatura capaz de atrair eleitores independentes e setores do centro, a previsão de Kassab poderá ganhar contornos mais concretos.

No fundo, a declaração do presidente do PSD revela uma disputa que vai muito além de Lula contra Flávio. É também uma batalha pelo Centrão e pelo eleitor que rejeita tanto o petismo quanto o bolsonarismo. Kassab e Caiado tentam ocupar justamente esse espaço. E, ao afirmar que Flávio está sendo “preservado” e que irá “desabar” quando for efetivamente confrontado, Kassab não apenas critica o adversário: ele tenta convencer o eleitorado de que a candidatura de Flávio é mais frágil do que aparenta.


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Política

Lula, o FMI, a economia e as tragédias econômicas da direita

A direita pariu Bolsonaro e o bolsonarismo. Esse mérito ninguém pode negar.

Comecemos pelo começo. Quando a catátrofe do golpe de 1964 se abateu sobre o Brasil, a ditadura organizadora, que recebeu de Jango, de esquerda, um país com uma dívida externa de R$ 3 bilhões, foi nas mãos dos militares à estratosfera, com o impagável endividamente, aomente ao FMI, mais de R$ 100 bilhões, junto, uma hiperinflação nunca vista na história e, entregaram o país aos civis, 21 anos depois, com a economia absolutamente colapsada.

O Brasil estava rigorosamente falido, sem condição de sair da completa estagnação e sem qualquer nota dos ditadores sobre o caos econômico que produziram no país.

Somando os 21 anos dos militares rigorosamente de extema direita que, mais tarde, pariu Bolsonaro e seus filhos pilantras, o Brasil teve 5 anos de José Sarney que correspondeu úbica e exclusivamente a um mesmo dilema, o de governar a partir da régua do FMI, assim como foi Fernando Collor e Itamar Franco, todos herdeiros da hiperinflação cavada pelos militares e com um aparato informativo com todas as loas para os gênios da economia que pioraram, e muito, a vida nacional, com planos econômicos mirabolantes, sequestro da poupança dos brasileiros eprovatizações de todas as estatais para onde o n ariz apontava.

Depois dessa tragédia, vem Fernando Herique Cardoso, que acabou enfiando um lambçao dentro do outro, desde os  ilitares até Itamar, ainda se endividou mais com o FMI, já que nenhum dos seus antecessores pagou lhufas a um fundo que mandava e desmandava no Brasil, porque, segunto todos acredityavam, a dívida com o FMI era impagável.

Então, vem Lula, aquele que a direita sempre chamou de analfabeto e gastador, e coloca ordem na cqasa, liquida a dívida do Brasil com o FMI, além de emprestar R$ 15 bilhões paa o Fundo e, pela primeira vez, acumulou reservas internacionais no valor de R$ 350 bilhõesw.

Depois veio Dilma, ampliou o empréatimo do Brasil para o FMI e aumentou as reservas in ternacionais para R$ 374 bilhões.

Soma-se a isso, o fim da miséria e o Brasil fora do mapa da fome, depois de Lula e Dilma tirarem dessa condição humana degradante 36 milhões de brasileiros, zerando a mortalidade infantil que custava mais de 300 vidas de crianças diariamente em decorrência da fome.

Por isso foi bom Lula, em entrevista no Inteligência Ltda:


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Política

O carro de R$ 9 mil por mês e o moralismo seletivo de Rosângela Moro

Valor pago pelo aluguel de um veículo usado pelo gabinete da parlamentar é duas vezes e meia superior ao de um carro médio. No entanto, a deputada diz que Lula é que gasta mal o dinheiro do contribuinte

A deputada federal Rosângela Moro (PL-PR) tem sido uma crítica frequente das despesas do governo Lula e, particularmente, dos gastos relacionados às viagens internacionais do presidente e da primeira-dama, Janja da Silva.

Em uma publicação nas redes sociais, ao comentar a viagem de Lula e Janja a Paris, Rosângela foi especialmente contundente:

“Só com aluguel de carros de luxo, o governo torrou R$974 mil.”

Na mesma publicação, acrescentou: “Tudo isso pago com o dinheiro do contribuinte.”

E encerrou com uma frase que dá a dimensão do tom de sua crítica: “O Brasil não aguenta mais bancar a ostentação do presidente.”

O problema é que o mesmo princípio utilizado pela deputada para cobrar o governo federal precisa valer também para os gastos realizados por ela própria com dinheiro público.

E, nesse caso, os números chamam atenção.

Segundo os registros da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar, a deputada destinou aproximadamente R$ 306 mil ao aluguel de veículos entre 2023 e maio de 2026.

A distribuição informada é a seguinte:

2023: aproximadamente R$ 75 mil;
2024: aproximadamente R$ 84,5 mil;
2025: aproximadamente R$ 104,5 mil;
janeiro a maio de 2026: aproximadamente R$ 42 mil.
No total, são cerca de R$ 306 mil.

Considerando os 41 meses do período, a média é de aproximadamente R$ 7,46 mil por mês.

Mas o dado mais significativo está na evolução recente. Em 2025, a média ficou em aproximadamente R$ 8,7 mil mensais. Nos primeiros cinco meses de 2026, chegou a aproximadamente R$ 8,4 mil por mês.

Ou seja, o padrão recente de despesa está próximo de R$ 8,5 mil mensais para manter o veículo alugado.

É justamente aí que surge a pergunta que a própria Rosângela costuma fazer ao governo: isso é razoável para o contribuinte?

Não há, por si só, irregularidade em uma deputada utilizar a Cota Parlamentar para locação de veículo quando a despesa atende às regras da Câmara.

Da mesma forma, também não é correto afirmar que todo gasto elevado com uma viagem presidencial seja automaticamente desperdício. Eu entendo que não. Viagens internacionais de um chefe de Estado envolvem reuniões diplomáticas, negociações comerciais, encontros multilaterais e atividades destinadas a ampliar a presença e os interesses do Brasil no exterior.

Quando se trata de Lula, Rosângela parece adotar uma régua bastante severa.

Quando se trata de sua própria despesa parlamentar, entretanto, a pergunta sobre a razoabilidade dos valores também precisa ser feita.

E ela não é uma pergunta abstrata.

Uma despesa na faixa de R$ 8 mil a R$ 9 mil todos os meses não é pequena.

Ao longo de um mandato, esse valor se transforma rapidamente em centenas de milhares de reais. No caso de Rosângela Moro, a soma já alcança aproximadamente R$ 306 mil desde 2023.

Além disso, há referências no próprio setor público que permitem questionar se os preços praticados são competitivos.

Em 2025, por exemplo, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) contratou um veículo executivo tipo sedan, sem motorista e sem combustível, por R$ 141.839 pelo período de 36 meses. Isso corresponde a aproximadamente R$ 3.940 por mês.

A comparação não é suficiente para afirmar que a deputada tenha pago preço indevido. Os contratos podem ter características diferentes: modelo do veículo, idade, seguro, manutenção, franquia, quilometragem, disponibilidade, serviços incluídos e outras condições podem alterar o preço.

Mas ela é suficiente para levantar uma questão legítima: o que exatamente justifica uma despesa mensal de quase R$ 9 mil?

Se existem serviços adicionais, é preciso identificá-los. Se o veículo possui características especiais, elas devem ser conhecidas. Se o contrato oferece condições diferenciadas, elas podem ser apresentadas.

Transparência funciona assim.

É justamente por causa do discurso da deputada que seus gastos merecem ser analisados com a mesma severidade que ela aplica às despesas do governo.

Rosângela não se limitou a perguntar quanto Lula gastou.

Ela utilizou expressões como “carros de luxo”, afirmou que o governo “torrou” quase R$ 1 milhão e classificou os gastos como “ostentação do presidente”.

Esse vocabulário é importante porque estabelece uma régua moral para avaliar despesas públicas.

Quando alguém afirma que o governo está promovendo “ostentação” porque utiliza recursos públicos para determinadas despesas, é legítimo perguntar se essa mesma pessoa considera razoável gastar, individualmente, centenas de milhares de reais em aluguel de veículo executivo utilizando recursos da Cota Parlamentar.

A pergunta não é partidária.

É simplesmente uma questão de coerência.

É nesse ponto que aparece o que pode ser chamado de moralismo seletivo.

Não é necessário defender todas as despesas do governo Lula para questionar a postura da deputada. Tampouco é necessário considerar automaticamente justificável o gasto de R$ 306 mil com veículos.

É possível, ao mesmo tempo, defender a fiscalização dos gastos presidenciais e exigir fiscalização dos gastos parlamentares.

O problema começa quando uma autoridade pública trata como escandalosa uma determinada despesa do adversário político, mas não demonstra o mesmo rigor ao explicar despesas próprias de natureza semelhante.

Se R$ 974 mil em aluguel de carros durante uma viagem oficial são apresentados como prova de “ostentação”, o eleitor também pode perguntar por que aproximadamente R$ 306 mil em aluguel de veículos para um único mandato parlamentar não deveriam ser submetidos à mesma análise.

A comparação não significa que as duas despesas sejam idênticas. Não são.

Uma refere-se a uma viagem internacional de uma comitiva presidencial; a outra, a despesas de uma parlamentar.

Mas o dinheiro, nos dois casos, é público.

E é exatamente esse o princípio invocado pela deputada quando critica Lula: “Tudo isso pago com o dinheiro do contribuinte.”

O mesmo contribuinte paga a Cota Parlamentar.

.x.x.x.x.

Para garantir o direito de resposta e permitir que a parlamentar apresentasse sua versão sobre os gastos, procurei o gabinete da deputada Rosângela Moro e expliquei à assessoria de imprensa qual era o objeto da matéria e quais questões seriam abordadas.

A assessoria informou que encaminharia a demanda à deputada.

Até o fechamento desta matéria, porém, não havia sido recebido retorno.

Caso a deputada ou sua assessoria encaminhe esclarecimentos posteriormente, as informações poderão ser incorporadas à reportagem.

É nesse ponto que aparece o que pode ser chamado de moralismo seletivo.

*Joaquim de Carvalho/247


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CNT/DMA: Lula está a menos de 1%, de vencer no primeiro turno

Nova pesquisa CNT/MDA mostra o presidente à beira de uma marca histórica e inédita nas urnas

Lula está a menos de 1% para ganhar a eleição presidencial logo no primeiro turno. A afirmação pode soar surpreendente à primeira vista, mas é exatamente o que aponta o mais recente levantamento da CNT/MDA, um dos institutos com maior tradição em pesquisas eleitorais no país.

Os números da pesquisa mostram Lula com 42% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 29%. Todos os outros candidatos somam juntos 14,7%, enquanto os brancos e nulos registram 6,8% e os indecisos somam 7,2%.

Quando excluímos os brancos, nulos e indecisos para calcular os votos válidos, o cenário se estreita de forma impressionante. Lula chega a 49,4%. Faltam apenas 0,6% para atingir a marca de 50% mais um voto, o índice necessário para liquidar a fatura logo na primeira etapa do pleito.

Se isso se confirmar, será uma vitória inédita na trajetória política do atual presidente. Nas três ocasiões em que venceu a corrida presidencial ao longo de sua história, Lula precisou disputar o segundo turno — assim como ocorreu na eleição que elegeu sua sucessora, Dilma Rousseff.

O levantamento da MDA também testou um eventual segundo turno, apontando uma vitória relativamente tranquila de Lula, com nove pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro. Embora haja variações entre institutos — com algumas pesquisas projetando margens menores —, a tendência central parece evidente.

O fator decisivo para essa consolidação no primeiro turno será o desempenho de candidaturas como as de Romeu Zema, Ronaldo Caiado e outros nomes que tentam se viabilizar. Se esses palanques não vingarem e os votos se polarizarem ainda mais, o caminho de Lula rumo a uma vitória histórica no primeiro turno deixa de ser apenas uma hipótese de laboratório e passa a ser uma realidade política palpável. Forum.


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Milei pode fazer por Lula o que nenhum cabo eleitoral conseguiria: tirar votos de Flávio Bolsonaro

O apoio de Javier Milei à candidatura de Flávio Bolsonaro pode estar produzindo um efeito político bastante diferente daquele imaginado pelo bolsonarismo. Em vez de fortalecer o filho de Jair Bolsonaro, a associação com o presidente argentino pode estar empurrando parte do eleitorado brasileiro justamente na direção de Luiz Inácio Lula da Silva.

O apoio do presidente argentino Javier Milei à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) eleva para 34% a parcela de brasileiros que diz ter maior chance de votar no presidente Lula (PT), aponta um recorte da pesquisa Genial/Quaest divulgado na semana passada.

Outros 27% dos entrevistados afirmaram que o endosso de Milei aumenta a possibilidade de voto em Flávio Bolsonaro. Para 17%, a manifestação do argentino amplia a chance de escolher um terceiro candidato, fora Lula e o senador do PL.

A informação de que 34% dos brasileiros estariam inclinados a votar em Lula em razão do apoio de Milei a Flávio Bolsonaro, caso confirmada pela pesquisa original, seria um dado politicamente relevante — e revelador. Não porque o eleitor brasileiro esteja necessariamente transformando Lula em uma espécie de candidato “anti-Milei”, mas porque a presença do argentino na disputa pode funcionar como um poderoso fator de rejeição.

Milei não é uma figura neutra no imaginário político brasileiro. Seu governo se tornou símbolo de uma experiência econômica e social que divide opiniões e provoca forte reação fora da Argentina. Ao transformar seu apoio a Flávio Bolsonaro em ativo eleitoral, o candidato do PL corre o risco de importar para a campanha brasileira não apenas o prestígio que Milei conserva entre setores da direita, mas também toda a rejeição que seu nome provoca entre os demais eleitores.

E aí está a contradição.

Flávio Bolsonaro tenta apresentar o apoio de Milei como demonstração de força internacional. Mas, eleitoralmente, apoio estrangeiro não se converte automaticamente em voto. Pelo contrário: dependendo de quem oferece o apoio, pode produzir exatamente o efeito inverso.

As pesquisas eleitorais recentes mostram que a disputa entre Lula e Flávio permanece competitiva, mas com vantagem do atual presidente em diferentes levantamentos. No cenário de primeiro turno da BTG/Nexus, por exemplo, Lula apareceu com 42%, contra 33% de Flávio Bolsonaro; em um eventual segundo turno, o petista marcou 47%, ante 43% do senador.

O dado mais importante, portanto, não é simplesmente saber se Milei apoia Flávio. É saber o que esse apoio produz entre os eleitores que não são bolsonaristas.

Porque o problema de Flávio continua sendo justamente esse: sua dificuldade de ampliar a candidatura para além do núcleo mais fiel ao sobrenome Bolsonaro.

Na convenção nacional do PL, Flávio chegou a afirmar que poderia ser “mais calmo e moderado” que o pai, mas fez questão de reafirmar que carregava o “sangue de Bolsonaro”. A declaração expõe uma contradição central de sua candidatura: ao mesmo tempo em que tenta se apresentar como uma alternativa eleitoralmente mais palatável, continua dependendo da identidade política construída pelo pai.

Agora, ao receber o apoio de Milei, Flávio acrescenta outra camada à sua imagem: a de candidato identificado com uma direita internacional mais radicalizada.

Isso pode agradar a uma parcela do eleitorado. Mas também pode assustar outra parcela.

E é justamente aí que Lula pode se beneficiar.

Se o apoio de Milei efetivamente estiver levando eleitores a declarar voto em Lula, o fenômeno merece ser analisado com atenção. Não seria necessariamente uma adesão entusiasmada ao lulismo, mas uma reação à alternativa apresentada pelo outro lado.

Em eleições polarizadas, isso pode ser decisivo.

O eleitor nem sempre escolhe apenas aquele de quem mais gosta. Muitas vezes, escolhe aquele que considera capaz de impedir a vitória de quem rejeita.

E, nesse cenário, Milei pode estar prestando a Lula um serviço eleitoral involuntário: transformando a candidatura de Flávio Bolsonaro em algo ainda mais associado a um modelo político que parte significativa do eleitorado brasileiro não quer importar.

A ironia é evidente.

O bolsonarismo buscou em Milei uma espécie de selo internacional de legitimidade para Flávio. Mas, se os números realmente confirmarem que esse apoio está levando eleitores para Lula, o argentino poderá acabar funcionando como um dos mais eficientes cabos eleitorais involuntários do adversário.

Em política, símbolos importam.

E talvez o maior erro de Flávio seja imaginar que todo símbolo que fortalece sua base também amplia seu eleitorado.

Não necessariamente. Às vezes, o símbolo que entusiasma os já convertidos é exatamente o que assusta quem ainda precisa ser convencido.


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