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Pesquisa

Pequisa Atlas: Lula amplia vantagem após escândalo de Flavio com Vorcaro

Governo cresce enquanto Flávio e Michelle Bolsonaro recuam nos cenários eleitorais

No principal cenário de primeiro turno testado pela pesquisa:

Lula: 47% (+1,5)
Flávio Bolsonaro: 34,3% (-1,8)
Renan Santos: 6,9% (+0,4)
Romeu Zema: 5,2% (-0,3)
Ronaldo Caiado: 2,7% (-0,2)
Augusto Cury: 0,4% (estável)
Aldo Rebelo: 0,2% (estável)
Branco/nulo: 1,4% (-0,1)
Não sabem: 1,9% (+0,2)

O dado mais relevante desse cenário é a consolidação de Flávio Bolsonaro como único nome efetivamente competitivo do bolsonarismo. O senador aparece muito à frente de Zema e Caiado, reforçando a dependência da direita em relação à família Bolsonaro.

Ao mesmo tempo, a pesquisa indica que o desgaste provocado pelo caso Daniel Vorcaro não ficou restrito ao noticiário político e já apresenta reflexos eleitorais. Enquanto Lula avançou no levantamento, Flávio Bolsonaro registrou queda.

A pesquisa também testou um cenário sem Flávio Bolsonaro e com Michelle Bolsonaro representando o campo bolsonarista.

Nesse quadro:

Lula: 47,8% (+1,3)
Michelle Bolsonaro: 30,4% (-2,4)
Renan Santos: 7,5% (+0,6)
Romeu Zema: 5,9% (-0,1)
Ronaldo Caiado: 3,1% (+0,2)
Branco/nulo: 2,4% (+0,1)
Não sabem: 2,9% (+0,3)

O levantamento sugere que, apesar da força da marca Bolsonaro, a transferência de capital político dentro da própria família encontra limites.

O cenário reforça uma preocupação crescente dentro da direita: trocar Flávio por Michelle ou outro nome pode significar risco real de perder competitividade e até de ficar fora do segundo turno.

Segundo turno
No segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente também aparece na frente.

O cenário mostra:

Lula: 50,6% (+1,7)
Flávio Bolsonaro: 45,1% (-1,5)
Branco/nulo: 2,2% (-0,1)
Não sabem: 2,1% (-0,2)

Os números indicam que Lula preserva uma frente eleitoral mais ampla fora do núcleo petista, enquanto Flávio ainda encontra dificuldades para ultrapassar o teto do eleitorado bolsonarista mais fiel.

Os cruzamentos demográficos da pesquisa mostram que Lula segue especialmente forte entre os mais pobres, no Nordeste e entre eleitores que votaram nele em 2022. Já a direita continua mais forte entre evangélicos, eleitores de renda mais alta e nas regiões Sul e Centro-Oeste.

Outro dado importante é o enfraquecimento dos nomes alternativos da direita. Romeu Zema e Ronaldo Caiado aparecem fragmentando o eleitorado conservador, mas sem demonstrar capacidade real de liderar o campo oposicionista.

Na prática, a pesquisa sugere que o bolsonarismo entrou em um ponto de dependência da própria família Bolsonaro. Sem Jair Bolsonaro elegível, Flávio aparece como herdeiro natural do espólio político do ex-presidente, enquanto outros nomes seguem incapazes de ocupar plenamente esse espaço.

O levantamento ouviu 5.032 pessoas entre os dias 13 e 18 de maio, com margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%.

*Com informações do ICL


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Economia Política

Lula vai anunciar investimentos de R$ 37 bilhões da Petrobras até 2030

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai anunciar nesta segunda-feira (18), em São Paulo, investimentos da ordem de R$ 37 bilhões da Petrobras até 2030. A expectativa é a geração de 38 mil empregos diretos e indiretos.

Os recursos serão voltados ao fortalecimento do refino e biorrefino, logística, exploração e produção, descarbonização e geração de energia sustentável.

Lula visitará a Refinaria de Paulínia (Replan) onde parte dos recursos anunciados (R$ 6 bilhões) serão investidos.

O local é responsável pelo abastecimento de mais de 30% do território brasileiro.

Pelo faturamento anual, a refinaria representa aproximadamente 1% do PIB do Brasil.

Nesta semana, o presidente visitou a fábrica de fertilizantes nitrogenados na Bahia (Fafen-BA), que também pertence a Petrobras.

“O Brasil é um país agrícola e o segundo maior produtor de alimentos, em alguns momentos chega a ser o terceiro, e precisa de fertilizantes. O país não pode importar 90% dos fertilizantes de que a nossa agricultura necessita. Ele precisa ser autossuficiente e produzir fertilizantes”, disse Lula.

A Fafen retomou a produção em janeiro deste ano depois do investimento de R$ 100 milhões. De acordo co m o Vermelho capacidade de produção é de 1.300 toneladas diárias de ureia, o que representa aproximadamente 5% da demanda nacional.

A retomada integra a carteira de fertilizantes do Novo PAC, cujo valor consolidado é de cerca de R$ 5,9 bilhões.


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Política

Zarattini: “Lula virou o jogo e vai crescer nas próximas pesquisas”

Deputado do PT afirma que operação contra Ciro Nogueira e agenda internacional de Lula alteraram o cenário político

O deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP) afirmou que o cenário político mudou após a operação da Polícia Federal envolvendo o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Washington. Segundo ele, a conjuntura que até poucos dias atrás era marcada por avaliações negativas sobre o governo federal passou a apresentar sinais de recuperação política do presidente.

“Até alguns dias atrás o clima era de derrota do governo. Falavam que o Flávio Bolsonaro estava crescendo nas pesquisas, que o Lula tinha virado um ‘pato manco’. Mas bastaram alguns dias para a situação mudar completamente”, declarou.

Para Zarattini, a busca e apreensão realizada pela Polícia Federal contra Ciro Nogueira e a agenda internacional de Lula alteraram o ambiente político nacional. “Hoje, o pato manco já não está mais manco. A situação é outra. Já começaram a aparecer pesquisas mostrando redução dos votos do Flávio Bolsonaro”, afirmou.

O parlamentar também relacionou a mudança de cenário ao desempenho do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), apontando crescimento da desaprovação ao governo paulista. Segundo ele, isso pode impactar diretamente o campo bolsonarista na disputa presidencial.

“Em São Paulo já existem pesquisas mostrando aumento da desaprovação do Tarcísio. Isso é muito importante porque a votação paulista é decisiva. Se a votação do Haddad cresce e a do Tarcísio diminui, isso repercute nacionalmente”, disse.

Zarattini avaliou que a gestão estadual enfrenta desgaste em temas como a privatização da Sabesp e o sistema de pedágio eletrônico free flow. “Existe uma revolta muito grande da população com a privatização da Sabesp. Há pesquisas indicando que mais de 60% defendem a reestatização. O free flow também está amplamente rejeitado”, afirmou.

Na avaliação do deputado, a mudança no ambiente político pode produzir novos resultados eleitorais já nas próximas semanas. “O cenário está mudando rapidamente. Pode ser que em poucos dias a gente veja pesquisas apontando outra realidade”, declarou.

O parlamentar também comentou os reflexos desse quadro sobre a estratégia eleitoral do campo governista para 2026. Segundo ele, a prioridade do PT será ampliar alianças nos estados e aumentar as bancadas no Congresso Nacional.

“Nós queremos ampliar a bancada na Câmara e reduzir a presença da extrema direita no Senado. Vamos fazer alianças para construir uma base mais sólida”, afirmou Zarattini ao 247.

Zarattini disse ainda que o governo precisará manter articulação política para aprovar projetos considerados prioritários, como a redução da jornada de trabalho e medidas econômicas ligadas ao controle da inflação. Mesmo diante de derrotas recentes no Congresso, ele afirmou que o governo não deve agir de forma imediatista.

“A gente tem que levar em conta aquele velho lema: vingança é um prato que se come frio. Vai chegar o momento em que será possível dar a virada”, declarou.


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Pesquisa

Atlas: Lula abre 7 pontos sobre Flávio Bolsonaro no 2º turno

Levantamento Atlas aponta mudança no cenário após vazamento de áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro

Trackings diários realizados pelo Instituto Atlas indicam uma mudança no cenário eleitoral para a disputa presidencial. Após o vazamento de áudios em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) menciona o banqueiro Daniel Vorcaro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a liderar a simulação de segundo turno com vantagem de sete pontos percentuais.

Os dados, obtidos pela CNN Brasil e atualizados às 11h desta sexta-feira, mostram Lula com 49,1% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 42,6%. O resultado representa uma reversão em relação ao cenário anterior, marcado por empate técnico entre os dois adversários.

Na projeção dos votos válidos, de acordo com fontes ligadas ao instituto, Lula alcança 54%, contra 46% do senador fluminense.

Ainda segundo o levantamento, outros nomes cotados no campo da direita, como Ronaldo Caiado (União Brasil), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), não apresentaram alterações relevantes no cenário eleitoral. Os três registraram leve crescimento nas intenções de voto no primeiro turno, mas tiveram recuo nas simulações de segundo turno.


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Brasil Mundo

Lula é destaque em Nova York, Flavio é ignorado, No Brasil, bolsonaristas tomam porre de detergente Ypê

Durante a Brazilian Week (semana de eventos com bancos, empresas e organizações brasileiras), em uma conferência fechada para investidores na sede da BlackRock em Nova York, o analista Aitor Jauregui — responsável pela América Latina da maior gestora de ativos do mundo — avaliou que o presidente Lula (PT) deve se reeleger em 2026.

Razões citadas: Otimismo com os dados econômicos do Brasil. Jauregui destacou que a economia ainda pesa na decisão do voto e que é “difícil tirar a vitória” do atual presidente.

Flávio Bolsonaro: Não foi mencionado nem por Jauregui, nem pelos outros participantes (incluindo Chis Garman, da consultoria Eurasia, que também traçou cenário positivo para Lula, inclusive na relação com Donald Trump).

A BlackRock administra trilhões de dólares em ativos e suas visões influenciam o mercado global, mas trata-se de uma análise interna em evento fechado, baseada em indicadores econômicos atuais — não de uma previsão infalível.

Isso reflete a visão de parte do mercado financeiro internacional: estabilidade macro, números recentes da economia e o encontro recente Lula-Trump ajudam a percepção do incumbente.


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Bolsonaro deveria responder por crime contra a humanidade na pandemia, diz Lula

O presidente sancionou a lei que institui o 12 de março como Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19; a data faz referência ao registro da primeira morte no Brasil, em 2020

Ao sancionar nesta segunda-feira (11), no Palácio do Planalto, a lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que os responsáveis pelas mortes no Brasil durante a pandemia da Covid-19 não podem ser esquecidos.

A data escolhida simbolicamente é o dia 12 de março, referência ao registro da primeira morte no Brasil, em 2020.

Lula afirma que o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus ex-ministros da Saúde deveriam ser denunciados por crime contra a humanidade, pois, se tivessem agido conforme as orientações médicas e científicas, poderiam ter evitado, no mínimo, 400 mil das 700 mil vidas perdidas em decorrência do coronavírus no país.

Leia também: STF prorroga investigação de Bolsonaro com base na CPI da Covid-19

“Muitas vezes a fala dele na televisão era a demonstração de uma ignorância absoluta sobre o assunto, pelo menos teria de ouvir quem sabe. E o que reivindicava-se naquela época? Que ele montasse um comitê de especialistas, que ouvisse os principais cientistas brasileiros para que o Estado pudesse ter uma orientação no trato com a sociedade brasileira”, lembra o presidente, referindo-se a Bolsonaro.

Ele questionou por que as entidades médicas não abriram processos contra o presidente, os ministros e os médicos que foram para a imprensa defender o uso do medicamento cloroquina contra a doença.

Também resgatou fala do ex-presidente no dia 9 de dezembro de 2020: “A pandemia está chegando ao fim e um pequeno repique pode acontecer, mas a vacina não se justifica, você vai inocular algo em você”.

“Essa frase foi publicada no canal do seu filho, aquele fujão que está nos EUA tentando pregar um golpe no Brasil”, diz Lula.

Segundo ele, a iniciativa da lei reforça a importância da memória coletiva. “Reafirma o compromisso do Estado brasileiro com a defesa da vida, da ciência e do fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Ressalta a necessidade da escuta atenta aos especialistas. Uma escuta que, se fosse adotada naquele período, poderia ter evitado milhares de mortes”, afirma.

Por isso, diz o presidente, o governo valoriza e incentiva a vacinação. “Ampliamos o acesso à imunização. Intensificamos o combate à desinformação, com impacto direto na recuperação da confiança nas vacinas no país. Como resultado, nos últimos três anos, revertemos a queda nas coberturas vacinais. Em 2025, o Brasil registrou aumento no número de crianças vacinadas e interrompeu a sequência de quedas observada até 2022”, explica. Vermelho.


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Política

Lula a um palmo da vitória no primeiro turno

Ainda não é efeito do tapete vermelho que Trump estendeu para Lula na Casa Branca, o efeito, como mostram as redes sociais, com uma acachapante virada de Lula, depois do enconto com Trump em que Lula sugere ao presidente dos EUA que, sorrir, alivia o tranco que ele está tomando internamente, pelo fraco desempenho da economia e, principalmente, a guerra com  o Irã, em que, nitidamente, os EUA perderam.

O que se tem aqui é a comunhão e a média das pesquisas que mostram Lula avançando e, Flavio, estacionado ou caindo na mesma proporção, que, em números, representa 0,6% para Lula cruzar a linha de chegada no primeiro turno e colocar a mão na taça.

Possivelmente, numa nova rodada de pesquisas, por conta de uma série de eventos positivos da atuação de Lula nos EUA e os efeitos da economia com recordes de superavit, aumento significativo de investimentos estrangeiros no país, entre outros avanços, Lula já apareça acima dos 50% mais 1 voto para vencer as eleições no primeiro turno.

Lula desarmou a narrativa da direita quando Trump o elogiou, falou em parceria, estendeu tapete vemelho de grande chefe de Estado e, se não virou um cabo eleitoral de Lula, Trump o recebeu com elogios e fortaleceu a sua imagem de estadista, o que contribui significativamente para a reeleição.

Nas redes, o jogo virou. Lula, antes do encontro com Trump, só apanhava, depois, o resultao foi diametralmente oposto.

Por isso sua vitória no primeiro turno, aproxima-se da realidade.

Ainda não saíram pesquisas pós-encontro e Lula já está a um dedinho para vencer no primeiro turno.

A próxima pesquisa a ser divulgada, é a do BTG/Nexus, que deve mostrar o avanço de Lula, pois sua aprovação já havia subido de 45 para 46. Com a viagem para Washington, os números devem acelerar seu crescimento.

Resumo em votos válidos, Lula 49,4 e Flavio com 43,4% no primeiro turno.


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Política

Mídia some com o tapete vermelho de Lula na Casa Branca

De repente, as pedras da catedral do capitalismo desapareceram do mapa da mídia, sempre tão afeita à Casa Branca.

Quem lê os jornalões hoje, nem lembra do sucesso de Lula no seu encontro com Trump em Whasington.

Nesta quinta (7), na GloboNews, Camarotti e Joel tentaram jogar jato d’água no encontro dos dois chefes de Estados, cheia de confusas intenções e subintenções na tentativa, de forma lerda, de apagar o brilho de Lula que já havia ganhado as redes sociais.

A forma humana com que foi pautada a relação dos dois estadistas a partir de Lula, propondo a Trump um sorriso mais relaxado, é um daqueles detalhes que são a cara do próprio povo brasileiro, sobretudo falando de futebol com Trump.

Na verdade, aquela caricatura sagrada, que essa gente pinta, do presidente dos EUA, é usada como arma de guerra do pensamento conservador aqui na terrinha.

Encontraram um Lula calmo, sorridente como o nosso velho amigão e ainda dando conselhos a Trump, era tudo o que o antipetismo biliático da Globo não queria.

Mas na realidade, a árvore de Lula cresceu e engalhou-se pelo mundo inundando de folhas primorosas os grandes jornais mundo afora.

Lula foi um mestre que não poupou esforços para, nos bastidores e com a alma brasileira, colocar na mesa as questões do Brasil nos acordos bilaterais.

Foi-se o tempo em que na época de Bolsonaro, o presidente se ocupava na Casa Branca de rena de trenó para puxar o saco de Trump.

Mas a dinastia midiática com seu ecletismo contorsionista, quis abrir uma campanha com o intuito de atacar o pescoço de Lula. Não conseguindo tirar o retrato de Lula da parede, achou melhor abandonar a pauta e deixar seus eleitores na mão, numa manejada técnica para tirar Lula do foco.

Não seria difernte, desde que Lula assumiu o governo pela primeira vez, em 2002, abrir um jornal vale tanto quanto abrir um porco de ceva, tal o bafio de sangue que escapa das manchetes do tribunal da mídia.

Então, como não convenceu ninguém de que, no mínimo, o encontro foi morno, os tubaões da grande mídia, resolveram arrancar do jornal a folha de política de relações exteriores dos jornalões, deixando claro que a mídia ainda pode muito, mas não pode tudo, principalmente contra Lula.


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Política

O encontro de Lula e Trump foi tão exitoso que o bolsonarismo ressuscitou o gabinete do ódio

Lula, hoje, está no Olimpo mundial, enquanto o bolsonarismo está com as orelhas murchas, sobretudo Flavio, Carluxo e Eduardo Bolsonaro com seus farisaísmos de mil caras, representados pelos próprios ou por um exército de robôs nas redes, antecipando a tática que a direita utilizará na campanha eleitoral com a reedição das práticas do gabinete do ódio.

A coisa foi automática, de estalão. Os robôs de Carluxo estão saracoteando na web, tentando ressuscitar o esqueleto político de Bolsonaro.

O problema é que, além do sucesso de Lula no encontro com Trump, comentado pelos maiores jornais do mundo, piorou ainda mais para a direita com a revelação de que o vice de Flavio Bolsonaro, Ciro Nogueira, está até o talo no imbróglio do Banco Master de Vorcaro, principalmente pelo contrato de mesada com Ciro, que chega a R$ 500 mil.

As cortinas da história se abriram inteiramente contra o bolsonarismo, contra a direita como um todo.

O fato é que o sucesso de Lula no encontro com Trump mostra a diferença abissal entre um sabujo pangaré, como Bolsonaro e filhos, com a imagem internacional de Lula como um grande estadista.


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Brasil Mundo

Das tarifas às terras raras, Lula reposiciona o Brasil após encontro com Trump

Reunião de três horas, na Casa Branca, terminou com os presidentes destacando avanços concretos. A relação saiu do limbo e voltou à mesa.

A quinta visita de Luiz Inácio Lula da Silva a Washington tinha tudo para ser uma agenda de alto risco – um teste de pressão – para um presidente que enfrenta uma eleição no horizonte. O cenário era agravado não apenas pela persistência parcial do “tarifaço” imposto em 2025. Ao lado disso, o Brasil e o mundo convivem com o “modo Donald Trump” – tensão comercial permanente, ameaças tarifárias e um ambiente internacional atravessado por guerras, disputas tecnológicas e reorganização das cadeias produtivas.

Mas a reunião de três horas entre Lula e Trump, nesta quinta-feira (7), na Casa Branca, terminou com os presidentes destacando avanços concretos. A relação saiu do limbo e voltou à mesa. Os dois lados concordaram que novas reuniões serão agendadas nos próximos meses, conforme necessário – e a ameaça de escalada de atritos foi contida. Lula volta ao Brasil com canal político aberto, reconhecimento de interlocução e disposição para continuidade das negociações.

A agenda da visita previa uma declaração conjunta à imprensa no Salão Oval, que não ocorreu. Mas Trump – que raramente distribui elogios gratuitos a líderes estrangeiros – foi à sua rede social, a Truth Social, e voltou a classificar o presidente brasileiro como “muito dinâmico”. Lula retribuiu elogios e, antes da coletiva do presidente na embaixada do Brasil em Washington, ministros já falavam em uma reunião “extraordinária”, “muito positiva” e “altiva”.

Tarifas, minerais críticos, segurança e cooperação econômica estiveram no centro das negociações. O tom adotado por Trump após o encontro sugere que Washington passou a enxergar Brasília menos como problema e mais como parceiro necessário. A Casa Branca não subestima o peso estratégico do Brasil em temas decisivos para a próxima década, como transição energética, terras raras, segurança alimentar e estabilidade regional.

Enfrentando o “tarifaço”

Quando Trump anunciou, em 2025, novas tarifas e mecanismos de proteção comercial para setores estratégicos da economia norte-americana, muita gente apostou que países periféricos acabariam entrando numa fila de concessões. Além de lançar um tarifaço de 50% sobre uma ampla gama de produtos do Brasil, Trump abriu investigação comercial contra o País e sancionou autoridades brasileiras no contexto das tensões políticas bilaterais.

Mas não houve capitulação. Em vez da submissão diplomática, Lula apostou numa combinação de firmeza política e pragmatismo econômico. Houve diversificação comercial e reforço do Mercosul, sem transformar o embate em guerra ideológica. Em compensação, Lula criticou o tarifaço publicamente, elevou o tom e manteve a linha de que o Brasil “não negocia de joelhos”, nem aceitaria medidas unilaterais que prejudicassem exportações nacionais.

A estratégia construiu uma posição, e o resultado apareceu nesta visita: Lula apresentou números e fatos que mostram como o protecionismo norte-americano fere os dois lados, especialmente em setores como aço, alumínio e etanol. Trump confirmou publicamente que o tema esteve na mesa e concordou em criar um grupo de trabalho bilateral para revisar tarifas setoriais nos próximos 90 dias.

A mudança é importante porque, até pouco tempo atrás, a política comercial dos EUA vinha operando sob um eixo quase exclusivamente defensivo: proteger a indústria doméstica a qualquer custo, mesmo em confrontos com parceiros históricos. Hoje, o encontro ajudou a desarmar a lógica de escalada tarifária.

Terras raras

Há dez anos, uma reunião Brasil-EUA giraria principalmente em torno de petróleo, etanol ou commodities agrícolas. Agora, o centro gravitacional mudou e deu ao Brasil uma vantagem estrutural. Os minerais críticos estiveram entre os assuntos prioritários da agenda – o que ajuda a entender por que Washington tratou a visita com tanta atenção.

O Brasil possui reservas importantes de terras raras – que são insumos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, carros elétricos e indústria militar. Quem controla essas cadeias controla parte relevante da economia do futuro. O desafio brasileiro é garantir a expansão produtiva do setor, abandonando a tradição de exportações primárias sem valor agregado.

Ao mesmo tempo, os EUA sabem que dependência excessiva da China nesse setor virou um problema estratégico. Lula percebeu essa janela. Ao inserir o Brasil como parceiro confiável na reorganização dessas cadeias globais, o governo tenta transformar riqueza mineral em instrumento de soberania, segundo o Vermelho.

“Nós não temos preferência”, afirmou Lula à imprensa. “Quem quiser participar conosco para ajudar a gente a fazer a mineração, a separação, e para produzir a riqueza que essas terras raras nos oferecem está sendo convidado para ir ao Brasil.”

Os dois países avançaram num memorando de entendimento para investimentos norte-americanos em refino e processamento local, com transferência de tecnologia. O Brasil sinalizou abertura à parceria, com a condição de que o valor agregado fique em território nacional. Segundo Lula, o Brasil – que já foi a “grande fazenda do mundo”, uma colônia extrativista – quer usar as terras raras para se transformar numa plataforma industrial verde.

Segurança e estabilidade regional

Um dos capítulos menos comentados da reunião, mas potencialmente dos mais duradouros, foi o de segurança. O governo Lula tentou ampliar acordos de inteligência e compartilhamento de dados com autoridades norte-americanas. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, os países já trabalham conjuntamente na troca de informações sobre cargas e contêineres suspeitos de transportar armas e drogas.

Na conversa entre os presidentes, a proposta brasileira foi de maior cooperação em segurança, o que envolve combate ao crime organizado transnacional (incluindo garimpo ilegal, tráfico de drogas e armas), estabilidade regional e coordenação em temas hemisféricos. A oferta foi aceita: os EUA terão acesso a informações e apoio logístico, mas sob coordenação brasileira.

A discussão ganhou força após o Departamento de Estado dos EUA classificar o PCC e o Comando Vermelho como ameaças significativas à segurança regional. O governo norte-americano avaliou enquadrá-las como organizações terroristas. Lula escolheu transformar o tema em agenda propositiva, expondo o que seu governo já faz e o que pretende fazer.

Nesse ponto, o Brasil voltou a ocupar posição de articulador regional. Durante anos – sob os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro –, o País abdicou voluntariamente desse papel. Agora, tenta retomá-lo. Lula compreende que liderança regional se exerce com capacidade de diálogo simultâneo com Washington, Pequim, Europa e Sul Global.

O encontro com Trump reforça exatamente essa política de autonomia sem isolamento. Lula foi aos EUA sem abandonar críticas ao protecionismo norte-americano – mas também sem transformar a reunião num espetáculo de confronto para consumo interno.

“Demos um passo importante na consolidação da relação democrática e histórica que o Brasil tem com os EUA. As duas maiores democracias do continente podem servir de exemplo para o mundo”, resumiu Lula. “Saio muito, muito satisfeito.”

Ao final, se Trump elogiava Lula, Lula exaltava o diálogo e ministros falavam em avanços objetivos, o Brasil saía reposicionado numa mesa que concentra parte das decisões mais importantes da economia mundial. Lula não resolveu tudo, mas saiu de Washington tendo feito o que mais importava: mostrou que o Brasil tem peso, oferta e paciência para negociar sem se humilhar.


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