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Política

Mídia some com o tapete vermelho de Lula na Casa Branca

De repente, as pedras da catedral do capitalismo desapareceram do mapa da mídia, sempre tão afeita à Casa Branca.

Quem lê os jornalões hoje, nem lembra do sucesso de Lula no seu encontro com Trump em Whasington.

Nesta quinta (7), na GloboNews, Camarotti e Joel tentaram jogar jato d’água no encontro dos dois chefes de Estados, cheia de confusas intenções e subintenções na tentativa, de forma lerda, de apagar o brilho de Lula que já havia ganhado as redes sociais.

A forma humana com que foi pautada a relação dos dois estadistas a partir de Lula, propondo a Trump um sorriso mais relaxado, é um daqueles detalhes que são a cara do próprio povo brasileiro, sobretudo falando de futebol com Trump.

Na verdade, aquela caricatura sagrada, que essa gente pinta, do presidente dos EUA, é usada como arma de guerra do pensamento conservador aqui na terrinha.

Encontraram um Lula calmo, sorridente como o nosso velho amigão e ainda dando conselhos a Trump, era tudo o que o antipetismo biliático da Globo não queria.

Mas na realidade, a árvore de Lula cresceu e engalhou-se pelo mundo inundando de folhas primorosas os grandes jornais mundo afora.

Lula foi um mestre que não poupou esforços para, nos bastidores e com a alma brasileira, colocar na mesa as questões do Brasil nos acordos bilaterais.

Foi-se o tempo em que na época de Bolsonaro, o presidente se ocupava na Casa Branca de rena de trenó para puxar o saco de Trump.

Mas a dinastia midiática com seu ecletismo contorsionista, quis abrir uma campanha com o intuito de atacar o pescoço de Lula. Não conseguindo tirar o retrato de Lula da parede, achou melhor abandonar a pauta e deixar seus eleitores na mão, numa manejada técnica para tirar Lula do foco.

Não seria difernte, desde que Lula assumiu o governo pela primeira vez, em 2002, abrir um jornal vale tanto quanto abrir um porco de ceva, tal o bafio de sangue que escapa das manchetes do tribunal da mídia.

Então, como não convenceu ninguém de que, no mínimo, o encontro foi morno, os tubaões da grande mídia, resolveram arrancar do jornal a folha de política de relações exteriores dos jornalões, deixando claro que a mídia ainda pode muito, mas não pode tudo, principalmente contra Lula.


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Opinião

A China estendeu o tapete vermelho para Lula. O Brasil voltou

A visita foi um sucesso.

“Ninguém vai proibir que o Brasil aprimore sua relação com a China”, disse Lula a poucas horas do fim de sua visita àquele país. A China é o maior parceiro comercial do Brasil, a milhares de quilômetros de distância dos Estados Unidos, o segundo.

“É preciso que os Estados Unidos parem de incentivar a guerra e comecem a falar em paz”, disse Lula, acrescentando: “É preciso que a União Europeia comece a falar em paz para a gente convencer Putin e Zelensky” que a guerra só interessa a eles.

Putin é Vladimir, presidente da Rússia. Zelensky é Volodymyr, presidente da Ucrânia. O acréscimo feito por Lula não mereceu tanto destaque no noticiário quanto a frase inicial “É preciso que os Estados Unidos parem de incentivar a guerra”.

Mas, tudo bem. Deixa pra lá. Até Donald Trump, que não tem nenhuma afinidade com Lula, e toda afinidade com Bolsonaro, já disse que seu país estimula a guerra na Ucrânia; e Trump não é chinês, nem comunista, nem mesmo suspeito de ser.

Lula também não é comunista, nunca foi. Não importa, porém: seus adversários o acusam de ser – os bolsonaristas porque acreditam nisso, outros porque não gostam dele por mil razões. Em 2002, Bolsonaro votou em Lula para presidente.

O comunicado conjunto assinado por Lula e o presidente chinês Xi Jinping faz uma defesa generalista da paz na Ucrânia, poupa a Rússia de críticas e reafirma que a China é uma só, e não duas – a outra, Taiwan, uma ilha e espécie de protetorado americano.

Olhe aí outra prova de que Lula é vermelho! A Organização das Nações Unidas reconhece que China só existe uma. Em 1974, em plena ditadura militar, ao restabelecer relações diplomáticas com a China, o Brasil concordou com a premissa de uma só China.

“Penso que a compreensão que o meu governo tem da China é de que precisamos trabalhar juntos para que a relação Brasil-China não seja meramente de interesse comercial. Queremos que a relação transcenda a relação comercial”, afirmou Lula.

O governo chinês estendeu o tapete vermelho para Lula. Recebeu-o com pompa. A conversa privada de Lula com Jinping durou duas horas, muito além do previsto. Por mais duas horas, durante o banquete oferecido por Jinping, os dois conversaram.

Negócios são negócios, e foi atrás deles que, recentemente, o presidente da França visitou a China, empresários americanos têm negócios com a China, e Lula quer ampliar os negócios de mão dupla entre a China e o Brasil. Sem desprezo aos Estados Unidos.

Os Estados Unidos não parecem interessados em incrementar suas relações com a América Latina, onde cresce a influência da China, nem com a África, onde a influência da China é cada vez maior. Os Estados Unidos tratam a América Latina como quintal deles.

Em seus quatro anos de governo, Trump não pôs os pés na América Latina. Joe Biden, até aqui, também não. Como vice do presidente Barack Obama, Biden veio ao Brasil acalmar a presidente Dilma Rousseff que fora espionada por seu país.

*Blog do Noblat

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