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Vídeo: Eduardo Bolsonaro quer liberdade para não vacinar a própria filha e transforma saúde infantil em arma política

Eduardo Bolsonaro conseguiu aquilo que parece considerar uma grande vitória política: no Texas, onde vive, assinou uma declaração que lhe permite assumir a responsabilidade pela dispensa de determinadas exigências de vacinação da própria filha. O procedimento teria custado apenas US$ 10. Em seguida, encontrou a oportunidade perfeita para fazer aquilo que o clã Bolsonaro sabe fazer como poucos: transformar uma questão de saúde pública em munição contra o governo Lula.

O problema é que existe uma diferença monumental entre exercer uma escolha pessoal e tentar transformar essa escolha em bandeira política. Quando o assunto é vacinação infantil, não se está discutindo apenas a preferência de um pai. Está-se falando de prevenção, saúde coletiva e proteção de crianças que não têm condições de decidir por si mesmas.

Eduardo, porém, prefere apresentar a questão como uma suposta batalha pela “liberdade individual”. Ao defender que os pais tenham o direito de recusar vacinas e sugerir que o Brasil siga o modelo adotado no Texas, ele convenientemente ignora que a legislação brasileira trata a vacinação recomendada pelas autoridades sanitárias como uma questão de proteção da criança. A vacinação infantil está prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente quando recomendada pelas autoridades competentes.

Mais curioso ainda é o método: ele utiliza uma decisão tomada para a própria filha como argumento para atacar Lula. Ou seja, a experiência particular de um integrante da família Bolsonaro passa a ser apresentada como se fosse uma espécie de prova de que a política brasileira de imunização estaria errada.

Não é.

É apenas mais uma tentativa de transformar uma pauta técnica em guerra ideológica.

Eduardo questiona quem seria responsabilizado por eventuais efeitos adversos das vacinas e levanta suspeitas sobre autoridades e fabricantes. Mas essa retórica já é velha conhecida. Durante a pandemia, Jair Bolsonaro também atacou a vacinação infantil e chegou a afirmar que sua própria filha não seria vacinada contra a Covid-19, apesar da autorização da Anvisa e das recomendações das autoridades sanitárias.

A diferença é que agora o discurso reaparece pelas mãos da geração seguinte do bolsonarismo.

É difícil não enxergar a contradição: quando interessa, Eduardo Bolsonaro invoca a autonomia individual; quando quer fazer oposição, transforma a política pública de imunização em suposto instrumento de controle estatal. No meio disso tudo, ficam as crianças — justamente aquelas que deveriam estar protegidas da disputa política.

A vacinação não pode ser tratada como torcida organizada. Não é assunto para “Lula contra Bolsonaro”, direita contra esquerda ou Brasil contra Texas. É uma questão de saúde pública baseada em evidências, recomendações técnicas e responsabilidade coletiva.

O mais preocupante é transformar a recusa de uma vacina em símbolo de resistência política. A mensagem que chega às famílias é perigosa: a de que desconfiar das autoridades sanitárias seria sinal de coragem e que seguir recomendações de imunização seria submissão ao governo.

Eduardo Bolsonaro parece querer transformar o próprio ato de não vacinar a filha em manifesto político. Mas uma criança não deveria ser instrumento de propaganda ideológica.

E saúde pública não pode ser submetida à lógica eleitoral do clã Bolsonaro.

Se Eduardo quer assumir pessoalmente as consequências de suas escolhas familiares, isso é uma questão privada. O que não pode fazer é transformar uma decisão particular em argumento para desacreditar políticas públicas de vacinação e atacar o governo Lula.

No fundo, o episódio revela algo ainda mais grave: para o bolsonarismo, aparentemente qualquer assunto pode virar palanque — até mesmo a proteção da saúde das crianças.

A vacina protege a criança, mas Eduardo prefere usar a criança para proteger uma narrativa política.


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Brasil Mundo

Vídeo: Lula sobe o tom contra Rubio e reage ao novo tarifaço dos EUA: “latino-americano frustrado”

A guerra comercial entre Brasil e Estados Unidos ganhou um novo capítulo — e desta vez com uma resposta particularmente dura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Diante da pressão de Washington e das novas ameaças tarifárias contra produtos brasileiros, Lula decidiu elevar o tom e classificou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, como um “latino-americano frustrado”.

A declaração veio em meio ao agravamento das tensões entre Brasília e Washington. Rubio havia afirmado que o Brasil não estaria agindo de maneira amigável aos interesses dos Estados Unidos, provocando uma reação imediata do presidente brasileiro. Lula deixou claro que o governo não pretende aceitar passivamente aquilo que considera uma tentativa de impor ao Brasil uma relação baseada em pressão e submissão.

O episódio revela uma disputa que vai muito além das tarifas. De um lado, o governo de Donald Trump utiliza o poder econômico dos Estados Unidos para pressionar parceiros comerciais. De outro, Lula tenta apresentar o Brasil como um país soberano, capaz de negociar sem abrir mão de sua autonomia e de procurar novos mercados caso Washington insista em dificultar as relações comerciais.

O presidente também resgatou o histórico das relações entre os dois países, lembrando inclusive o papel dos Estados Unidos no contexto do golpe militar de 1964. A mensagem foi direta: o Brasil conhece sua história e não pretende aceitar que interesses estrangeiros determinem os rumos da política nacional.

O tarifaço como instrumento de pressão

A questão comercial tornou-se especialmente sensível porque as medidas tarifárias atingem setores importantes da economia brasileira. Estudos e análises sobre a política comercial de Trump apontam que o aumento das tarifas contra parceiros tem sido utilizado como instrumento de pressão econômica e política. No caso brasileiro, as medidas anunciadas chegaram a representar uma tarifa de 50% sobre determinados produtos.

Para Lula, entretanto, a estratégia americana pode produzir um efeito contrário ao pretendido. Em vez de obrigar o Brasil a se curvar às exigências de Washington, a pressão pode acelerar a diversificação dos parceiros comerciais brasileiros.

O presidente já sinalizou que o Brasil pode ampliar suas relações com outros países e mercados. A lógica é simples: se os Estados Unidos querem transformar o comércio em arma de pressão, o Brasil precisa reduzir sua dependência de um único parceiro e fortalecer sua capacidade de negociação internacional.

“Quem é prejudicado é o povo”

Lula também criticou brasileiros que, segundo ele, estariam estimulando sanções contra o próprio país por razões políticas. Sem citar diretamente Flávio Bolsonaro, o presidente classificou essa postura como uma espécie de “traição da pátria”, argumentando que medidas econômicas contra o Brasil não atingem apenas o governo, mas empresas, trabalhadores e consumidores.

É justamente aí que a crise comercial deixa de ser apenas uma disputa entre governos e passa a ter uma dimensão política interna.

O confronto com Washington ocorre paralelamente à disputa eleitoral brasileira, e qualquer impacto negativo das tarifas sobre setores como indústria, agronegócio e exportações inevitavelmente será explorado politicamente. Para o governo Lula, portanto, não se trata apenas de responder a Trump ou Rubio: trata-se também de impedir que uma pressão externa seja transformada em instrumento de disputa eleitoral dentro do Brasil.

A fala de Lula, ao chamar Rubio de “latino-americano frustrado”, pode ser interpretada como uma resposta política à tentativa de Washington de estabelecer uma relação assimétrica com o Brasil. Rubio nasceu em Miami, filho de imigrantes cubanos, e construiu sua carreira política dentro do sistema americano. Ao utilizar a expressão, Lula procurou justamente explorar essa contradição: alguém de origem latino-americana ocupando uma posição de enorme poder em Washington e defendendo uma política que, na visão brasileira, desconsidera os interesses da própria América Latina.

O embate, portanto, está longe de ser apenas diplomático.

O que está em jogo é o tipo de relação que o Brasil terá com a maior potência econômica e militar do continente: uma relação baseada em negociação entre países soberanos ou uma relação em que tarifas e ameaças econômicas sejam utilizadas para impor decisões.

Lula escolheu responder com confronto verbal. E, ao fazê-lo, transformou o novo tarifaço em uma disputa também sobre soberania, dignidade nacional e os limites da influência dos Estados Unidos sobre o Brasil.

A mensagem do presidente foi clara: o Brasil pode negociar, mas não pretende negociar de joelhos.

https://twitter.com/i/status/2085824890960007181


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Política

Lula reforça soberania nacional e defende fabricação brasileira de drones

Lula afirmou Brasil precisa fabricar seus próprios drones e ampliar capacidade de defesa

O presidente Lula defendeu o fortalecimento da indústria nacional de defesa e afirmou que o Brasil precisa desenvolver e fabricar seus próprios drones, reduzindo a dependência tecnológica de fornecedores estrangeiros. A declaração foi feita durante visita à Avibras, em Jacareí (SP), onde o presidente voltou a sustentar que a atual conjuntura internacional exige maior capacidade de proteção da soberania nacional.

Segundo Lula, um país com as dimensões territoriais e as riquezas estratégicas do Brasil não pode depender de equipamentos importados para garantir sua segurança. O presidente destacou que o fortalecimento da base industrial de defesa deve caminhar junto com investimentos em ciência, tecnologia e inovação, permitindo ao país produzir sistemas de vigilância, armamentos e drones de fabricação nacional.

Ao justificar a necessidade de ampliar os investimentos no setor, Lula afirmou que o mundo vive um cenário de crescente instabilidade geopolítica e que o Brasil precisa estar preparado para proteger suas fronteiras, seu litoral, a Amazônia e seus recursos naturais. “Tem loucos no mundo querendo fazer guerra”, declarou o presidente, acrescentando que o objetivo não é incentivar conflitos, mas assegurar capacidade de dissuasão e autonomia estratégica.

Lula também argumentou que a produção nacional de drones representa um passo fundamental para modernizar as Forças Armadas e fortalecer a soberania tecnológica brasileira. Na avaliação do presidente, depender de fornecedores externos em momentos de crise pode comprometer a capacidade de resposta do país, razão pela qual defendeu uma política de longo prazo voltada ao desenvolvimento da indústria de defesa nacional.


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Política

Durante convenção que oficializou sua candidatura à reeleição e apontou Haddad coo possível sucessor

Durante a convenção nacional que oficializou sua candidatura à reeleição neste domingo (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um gesto político que foi interpretado como um sinal claro sobre a sucessão no campo petista. Em seu discurso, Lula projetou Fernando Haddad como um potencial herdeiro de seu legado, ao afirmar que espera entregar ao ex-ministro um país ainda mais desenvolvido quando ele estiver preparado para disputar a Presidência da República.

Ao mencionar Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, Lula afirmou que imagina vê-lo governar o estado por oito anos antes de chegar ao Palácio do Planalto. A declaração foi entendida como a indicação mais explícita até agora de que o presidente enxerga o ex-ministro da Fazenda como um dos principais nomes para liderar o partido na disputa presidencial de 2030.

Na sequência, Lula ampliou o horizonte da sucessão e citou outros quadros do partido, como o governador do Piauí, Rafael Fonteles, além de mencionar lideranças de estados como Ceará, Pernambuco e Bahia. Ainda assim, Haddad foi o primeiro nome lembrado espontaneamente pelo presidente, reforçando a percepção de que ocupa posição privilegiada na estratégia de renovação da liderança petista.

A convenção também confirmou a candidatura de Lula ao quarto mandato presidencial, novamente tendo Geraldo Alckmin como candidato a vice. Em um discurso de tom mais firme, o presidente afirmou que pretende fazer uma campanha mais combativa do que em eleições anteriores e defendeu a continuidade de seu projeto político, apresentando Haddad como um dos nomes capazes de dar sequência a esse legado no futuro.

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Política

Lula promete 4º mandato mais combativo: “Não quero Lulinha paz e amor, quero Lulinha porreta”

Em discurso marcado por um tom de confronto político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que, caso dispute e vença as eleições de 2026, exercerá um eventual quarto mandato de forma mais incisiva. Ao recorrer à expressão que marcou sua campanha presidencial de 2002, Lula sinalizou que pretende abandonar a imagem conciliadora do “Lulinha paz e amor” para assumir uma postura mais firme diante de adversários e de temas considerados estratégicos para seu governo.

“Não quero Lulinha paz e amor, quero Lulinha porreta”, declarou o presidente, indicando que considera encerrado o ciclo de moderação que caracterizou parte de sua trajetória política. A fala foi interpretada como um recado tanto à oposição quanto aos setores que, segundo ele, têm dificultado a implementação de políticas públicas e alimentado um ambiente permanente de tensão institucional.

Nos últimos meses, Lula tem elevado o tom de seus discursos ao criticar a atuação da extrema direita, denunciar tentativas de desestabilização democrática e defender uma presença mais ativa do Estado em áreas como desenvolvimento econômico, combate às desigualdades e proteção ambiental. O presidente também tem cobrado maior compromisso de aliados e reforçado a necessidade de enfrentar aquilo que chama de “disputa permanente de narrativas”.

A declaração ocorre em um momento de crescente movimentação política visando as eleições de 2026. Lula tem dado sinais de que pretende participar diretamente da disputa e liderar o campo governista, caso confirme sua entrada na corrida eleitoral.

A expressão “Lulinha paz e amor” ficou conhecida durante a campanha de 2002, quando o então candidato buscou transmitir estabilidade e ampliar o diálogo com diferentes setores da sociedade e do mercado. Ao afirmar que deseja ser um “Lulinha porreta”, Lula indica uma mudança de estratégia, apostando em uma postura mais combativa para enfrentar adversários políticos e defender sua agenda de governo.

A fala reforça a percepção de que, se disputar um novo mandato, Lula pretende conduzir a campanha e um eventual governo com menos disposição para concessões políticas e maior ênfase no enfrentamento direto às forças que considera ameaças à democracia e ao seu projeto político, incluindo, óbvio, os programas sociais.,


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Política

Lula: “Não vou usar a Presidência para proteger meu filho”

Lula diz que não protegerá Lulinha e afirma que filho terá de responder às investigações

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não pretende utilizar o cargo para proteger seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, diante das investigações conduzidas pela Polícia Federal. Em declaração pública, Lula disse que, caso as suspeitas avancem, caberá ao filho demonstrar sua inocência e enfrentar o processo como qualquer outro cidadão.

A fala ocorre em meio ao avanço de apurações relacionadas ao caso das fraudes no INSS e às recentes decisões judiciais que ampliaram o alcance das investigações. Embora Lulinha tenha sido citado em desdobramentos do inquérito, sua defesa sustenta que ele não é investigado nem foi alvo de operações policiais, afirmando que não há elementos que o vinculem aos fatos apurados.

Segundo Lula, a relação familiar não pode interferir na atuação das instituições. O presidente afirmou que já conversou com o filho e deixou claro que, se houver qualquer irregularidade comprovada, ele deverá responder pelos próprios atos. Ao mesmo tempo, reiterou que ninguém pode ser tratado como culpado sem provas e que o devido processo legal deve prevalecer.

A declaração reforça uma linha adotada pelo presidente desde o surgimento das primeiras citações ao nome de Lulinha no contexto das investigações. Em ocasiões anteriores, Lula já havia afirmado que o filho “pagará o preço” caso tenha cometido alguma irregularidade, descartando qualquer interferência do Palácio do Planalto nas apurações.

O caso permanece sob acompanhamento da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal, enquanto a defesa de Lulinha afirma estar à disposição para prestar esclarecimentos e apresentar documentos que julgar necessários. Até o momento, não houve denúncia criminal contra ele decorrente dessas investigações.


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Atlas/Intel: Lula amplia vantagem e chega mais forte ao segundo turno contra Flávio Bolsonaro

A mais recente pesquisa AtlasIntel/Bloomberg reforça uma tendência que vem se consolidando ao longo da corrida presidencial: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém uma vantagem consistente sobre o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. Segundo o levantamento divulgado nesta terça-feira, Lula aparece com 49,2% das intenções de voto, contra 42,9% de Flávio Bolsonaro, ampliando ligeiramente a diferença em relação à pesquisa anterior.

Os números mostram que, apesar da forte polarização da disputa, Flávio ainda encontra dificuldades para romper o teto eleitoral e conquistar segmentos decisivos do eleitorado. A vantagem de Lula permanece acima da margem de erro do levantamento, indicando um cenário favorável ao atual presidente neste momento da campanha.

O resultado também sugere que a estratégia de nacionalizar a campanha em torno do legado do bolsonarismo ainda não foi suficiente para reduzir a distância. Nas últimas semanas, Flávio buscou reforçar sua candidatura com apoios internacionais e intensificou o discurso voltado ao eleitorado conservador. Ainda assim, a pesquisa indica que esse movimento não se traduziu em crescimento capaz de ameaçar a liderança de Lula.

Em comparação com levantamentos anteriores da própria AtlasIntel, observa-se estabilidade na intenção de voto de Lula e um crescimento insuficiente de Flávio para alterar o quadro geral. O cenário confirma uma tendência observada desde julho: o presidente preserva uma vantagem confortável na simulação de segundo turno.

Embora a campanha ainda tenha espaço para mudanças, especialmente diante da intensificação da propaganda eleitoral e dos debates, o levantamento reforça que Lula inicia a fase decisiva da disputa em posição mais favorável. Para Flávio Bolsonaro, o desafio passa a ser ampliar seu alcance para além do eleitorado já identificado com o bolsonarismo e reduzir sua rejeição entre os eleitores moderados, condição considerada fundamental para tornar a disputa mais competitiva.

  • Lula (PT): 49,2%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 42,9%
  • Voto nulo/branco/não sei: 7,9%

De acordo com a sondagem, o petista tem vantagem de 6,3 pontos percentuais sobre Flávio. Na pesquisa anterior, realizada no fim de junho, o presidente brasileiro tinha 48,8%, enquanto Flávio pontuava 42,3% — a diferença era de 6,5 pontos percentuais.

O levantamento foi feito entre os dias 22 e 27 de julho, com 5 mil entrevistados. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08602/2026.


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Pesquisa

Lula lidera em 12 estados e Flávio em 7

Cinco estados seguem indefinidos

Levantamentos estaduais mostram maior alcance territorial do presidente, enquanto o Datafolha aponta vantagem de dez pontos para Lula entre as mulheres em eventual segundo turno. Entre os homens, os dois aparecem empatados dentro da margem de erro.

A corrida pela Presidência da República entra em uma fase decisiva com um cenário marcado pela divisão regional e por diferenças importantes entre os segmentos do eleitorado. Levantamento realizado pelo Poder360 a partir das pesquisas mais recentes de cada Unidade da Federação mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, à frente em 12 estados. O senador Flávio Bolsonaro, do PL, lidera em sete.

Os estados em que Lula aparece na primeira posição concentram aproximadamente 67,13 milhões de eleitores, o equivalente a 42,29% do eleitorado brasileiro. Já as unidades lideradas por Flávio Bolsonaro reúnem 29,42 milhões de votantes, correspondentes a 18,53% do total nacional.

Lula lidera no Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. O resultado evidencia a força do presidente no Nordeste, onde aparece à frente em oito dos nove estados, além de sua vantagem em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, lidera em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rondônia e Acre. O desempenho mostra maior presença do candidato do PL no Sul, no Centro-Oeste e em parte da Região Norte.

Ronaldo Caiado, do PSD, aparece na liderança apenas em Goiás. O estado reúne cerca de 5,08 milhões de eleitores e representa 3,2% do eleitorado nacional. É a única Unidade da Federação em que um nome fora da polarização entre PT e PL ocupa isoladamente a primeira posição nas pesquisas analisadas.

Cinco estados permanecem sem favorito definido
Espírito Santo, Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins apresentam empate técnico entre os dois candidatos numericamente mais bem colocados. A indefinição em São Paulo e no Rio de Janeiro ganha especial importância devido ao peso eleitoral desses estados e à necessidade de os candidatos ampliarem suas votações fora de seus redutos tradicionais.

Alagoas e Roraima ficaram fora do levantamento porque não havia pesquisas recentes com íntegra e metodologia disponíveis para consulta no banco de dados da Justiça Eleitoral.

Em dez estados, o candidato que ocupa a liderança aparece com mais de 50% dos votos válidos no cenário local. O dado, porém, não significa que a eleição esteja definida. A escolha do presidente é feita pela soma nacional dos votos válidos, e não pela quantidade de estados conquistados. Para vencer no primeiro turno, uma candidatura precisa alcançar mais da metade dos votos válidos em todo o país.

Datafolha aponta vantagem nacional de Lula
No levantamento nacional mais recente do Datafolha, Lula aparece com 48% das intenções de voto em uma eventual disputa de segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que registra 43%. Outros 9% afirmaram que votariam em branco, anulariam ou não escolheriam nenhum dos dois, enquanto 1% não soube responder.

No cenário de primeiro turno, Lula tem 40% e Flávio aparece com 32%. Quando são considerados apenas os votos válidos, excluindo brancos e nulos, os percentuais ficam em 45% para o presidente e 36% para o senador. Os demais candidatos aparecem com 4% ou menos.

Os números mostram que Lula mantém vantagem nacional, mas ainda abaixo do patamar necessário para encerrar a disputa no primeiro turno. A existência de cinco estados em empate técnico também indica que a distribuição regional dos votos poderá sofrer alterações durante a campanha.

Eleitorado feminino amplia diferença
O principal desequilíbrio entre Lula e Flávio aparece no recorte por gênero. Em um eventual segundo turno, 50% das mulheres dizem que votariam em Lula, enquanto 40% escolheriam Flávio Bolsonaro. A diferença é de dez pontos percentuais.

Entre os homens, o cenário é diferente. Flávio aparece com 46%, enquanto Lula registra 45%. Como a margem de erro desse recorte é de três pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados no eleitorado masculino.

A resistência também aparece nos índices de rejeição. Metade das mulheres entrevistadas afirmou que não votaria em Flávio de maneira alguma no primeiro turno. A rejeição feminina a Lula é de 44%. No conjunto do eleitorado, Flávio tem rejeição de 48% e Lula, de 46%, diferença que representa empate técnico.

Apesar da desvantagem, Flávio reduziu parte da distância nesse segmento. Em junho, Lula tinha uma vantagem de 15 pontos entre as mulheres no cenário de segundo turno. No levantamento de julho, a diferença caiu para dez pontos. A distância na rejeição feminina também diminuiu de 13 para seis pontos.

Campanhas disputam aproximação com as mulheres
Diante dos números, a campanha de Flávio Bolsonaro passou a priorizar a possibilidade de escolher uma mulher como candidata a vice-presidente. O senador também apresentou o programa Brasil por Elas, com propostas voltadas a creches, conectividade e empreendedorismo feminino, além de ampliar a presença de sua mulher, Fernanda Bolsonaro, em eventos públicos.

Lula também intensificou ações destinadas ao eleitorado feminino, com discursos sobre o combate ao feminicídio, aumento de punições e medidas de proteção às vítimas. Ronaldo Caiado adotou estratégia semelhante ao apresentar propostas direcionadas às mulheres durante a convenção do PSD.

O movimento das campanhas mostra que o voto feminino deverá ocupar uma posição central na disputa. Como as diferenças nacionais permanecem relativamente estreitas, alterações de poucos pontos nesse segmento podem provocar impacto relevante no resultado final.

Pesquisas exigem leitura cuidadosa
O levantamento estadual do Poder360 não é uma única pesquisa nacional. Trata-se de uma compilação dos estudos mais recentes disponíveis em cada estado, realizados por institutos diferentes, em períodos distintos e com metodologias próprias. Por esse motivo, o mapa deve ser interpretado como um retrato da distribuição geográfica das forças políticas, e não como uma projeção direta do resultado nacional.

Já o Datafolha entrevistou 2.004 eleitores com 16 anos ou mais em 139 municípios, nos dias 22 e 23 de julho. A margem de erro geral é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Nos recortes entre homens e mulheres, a margem sobe para três pontos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01166/2026. Diário de SP.


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Política

Curtiu: Flávio Bolsonaro repostou vídeo de visita do presidente da Coreia do Sul a Lula

Os dois faziam o sinal das mãos, unindo as pontas do polegar com o dedo indicador, formando um coração, o gesto chamado “finger heart”

O candidato a presidente pelo PL, Flávio Bolsonaro, repostou em sua conta no Instagram um vídeo do presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, no Palácio da Alvorada, posando com o presidente Lula (PT).

Os dois faziam uniam as pontas do polegar com o dedo indicador, formando um coração, no gesto chamado “finger heart”, que viralizou no mundo devido à influência do k-pop, gênero musical vindo da Coréia do Sul.

A coluna viu a repostagem do vídeo postado pelo presidente sul-coreano no perfil oficial de Flávio . No entanto, alguns minutos depois, o vídeo desapareceu de sua lista.

O presidente da Coreia do Sul fez uma visita de Estado voltada ao aprofundamento das relações bilaterais entre os dois países. A programação começou às 10h, com cerimônia oficial de chegada e assinatura de atos, seguida de reunião bilateral e declaração conjunta à imprensa a partir das 13h20. À tarde, os chefes de Estado se encontram novamente em recepção no Palácio do Itamaraty.

Lula chegou a mencionar doramas e o filme “Guerreiras do K-Pop” durante a declaração ao lado de Lee Jae-myung. Os doramas são séries de TV do leste asiático. Já a animação “Guerreiras do K-Pop” explora a cultura pop e o folclore da Coreia do Sul. No Brasil, ambas as produções conquistaram um amplo público.

*Juliana Dal Pica/ICL


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Pesquisa

O estado que humilha Flávio Bolsonaro e Lula vence de lavada

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com ampla vantagem a disputa presidencial em Pernambuco, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira (28). Lula aparece com 55% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registra 21%. A diferença entre os dois chega a 34 pontos percentuais no estado natal do presidente.

Na sequência aparecem Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), ambos com 2%. Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) têm 1% cada. Outros candidatos não pontuaram. Os indecisos representam 8% dos entrevistados, enquanto 10% afirmam que pretendem votar em branco, anular ou não comparecer.

A vantagem de Lula aumenta nas simulações de segundo turno. Contra Flávio Bolsonaro, o petista marca 58%, ante 24% do senador. Em um confronto com Ronaldo Caiado, Lula também aparece com 58%, enquanto o governador de Goiás fica com 16%. Contra Romeu Zema, o presidente alcança 60% e o mineiro, 15%. Já diante de Renan Santos, o placar é de 59% a 15%.

O levantamento mostra ainda que o voto presidencial está bastante consolidado no estado. Para 69% dos pernambucanos entrevistados, a escolha para presidente já é definitiva. Outros 30% afirmam que ainda podem mudar de candidato. Em abril, 44% diziam admitir uma mudança de voto.

A rejeição também evidencia a dificuldade enfrentada por Flávio Bolsonaro em Pernambuco. Segundo a Quaest, 67% dos entrevistados afirmam conhecer o senador e não votar nele, ante 63% na pesquisa anterior. Lula tem rejeição de 37%. Ao mesmo tempo, 61% dos eleitores pernambucanos aprovam o governo federal, enquanto 34% desaprovam.

O cenário presidencial ocorre em meio a uma disputa estadual acirrada. Raquel Lyra (PSD) aparece com 43% das intenções de voto para o governo de Pernambuco e João Campos (PSB), com 37%. Embora o PSD tenha Ronaldo Caiado como candidato ao Planalto, Raquel mantém uma relação próxima com o governo federal e procura destacar parcerias administrativas com Lula. DCM.


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