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Toffoli suspende redes, debates e verba pública da campanha de Renan Santos

Ministro suspendeu perfis, debates e recursos públicos do candidato à presidência Renan Santos (Missão)

O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), impôs no domingo (30) uma série de restrições à campanha presidencial de Renan Santos (Missão): mandou suspender perfis nas redes sociais, proibiu o candidato de participar de debates, bloqueou repasses do Fundo Eleitoral e impediu gastos com eventuais recursos públicos já recebidos pela chapa. Integrantes do TSE ouvidos pelo ICL Notícias afirmam que a decisão está entre as mais severas destas eleições e, embora não suspenda formalmente a candidatura, produz efeito próximo disso.

“É quase uma suspensão do registro da candidatura”, afirmou reservadamente um integrante da Corte. Renan continua candidato enquanto seu registro estiver sob análise, mas teve restringidos instrumentos centrais de uma campanha presidencial.

A decisão foi tomada depois de Toffoli constatar que 16 perfis de Renan foram informados à Justiça Eleitoral em 19 de agosto, 12 dias após a apresentação do pedido de registro. Pelas regras eleitorais, contas preexistentes usadas na campanha deveriam ter sido declaradas no próprio requerimento.

As restrições impostas por Toffoli
Até nova decisão, o ministro determinou:

  • suspensão dos perfis informados fora do prazo e retirada das contas dos sistemas de recomendação das plataformas;
  • suspensão da propaganda digital em endereços não informados tempestivamente, inclusive em novos perfis do candidato ou em perfis de terceiros;
  • suspensão de repasses do Fundo Eleitoral à chapa presidencial;
    proibição de gastar eventuais recursos do Fundo Eleitoral já repassados;
  • suspensão da participação em debates em rádio, televisão, podcasts ou qualquer outro meio;
  • informação, em 24 horas, de todas as outras contas, sites e grupos de mensagens utilizados pela campanha;
  • explicações sobre as irregularidades em 24 horas, sob pena de indeferimento do registro.

Toffoli chegou a analisar também a suspensão da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. A medida só não foi aplicada porque o Missão não possui esse direito.

“O partido Missão não é destinatário de tempo de propaganda em rádio e televisão, razão pela qual descabe impor a suspensão do exercício do direito”, escreveu.

Ao justificar a proibição de Renan participar de debates, o ministro os classificou como uma “prerrogativa própria à condução de campanhas regulares”, especialmente relevante numa disputa presidencial por sua “ampla visibilidade”.

Ministro fala em ‘indício de fraude à lei’
Toffoli adotou tom duro ao avaliar a apresentação tardia das redes. Para ele, o episódio não pode ser tratado como uma simples pendência burocrática do registro.

“A omissão das informações devidas não é apenas uma falha formal no registro de candidatura, mas quebra de isonomia e risco de cometimento de ilícitos ainda mais graves”, afirmou.

Na sequência, foi ainda mais incisivo: “A própria omissão de dados é indício de fraude à lei.”

A razão está no funcionamento das redes durante a eleição. As plataformas devem retirar os perfis oficiais informados ao TSE dos sistemas de recomendação algorítmica. Uma conta que fica fora da relação oficial pode continuar sendo recomendada a usuários enquanto candidatos que cumpriram a regra deixam de receber esse benefício.

Toffoli verificou pessoalmente um dos perfis de Renan no Instagram, com 2,4 milhões de seguidores, e encontrou propaganda eleitoral e recomendações cruzadas com outros candidatos.

Para o ministro, isso indica que “ao menos um perfil está em utilização irregular para difusão de conteúdo a milhões de seguidores e com favorecimento pelos algoritmos de recomendação”.

“Violou frontalmente a obrigação. Os benefícios já auferidos são irreversíveis”, escreveu Toffoli.

Plataformas terão de entregar dados
O ministro também determinou que as plataformas preservem o conteúdo publicado desde 7 de agosto e entreguem ao TSE, em 24 horas, informações sobre postagens, impulsionamentos, recomendações e anúncios, incluindo alcance e valores.

As empresas terão seis horas para suspender os perfis e retirá-los dos sistemas de recomendação. O descumprimento pode gerar multa de R$ 10 mil por hora e por perfil. A não entrega dos dados pode resultar em multa diária de R$ 50 mil.

Para a campanha, propaganda digital feita após a intimação pode gerar multa de R$ 50 mil por veiculação, inclusive em contas novas ou de terceiros. A participação em debates também está sujeita a R$ 50 mil por ato.

Renan e o Missão terão ainda de informar quando cada perfil foi criado, quando começou a ser usado eleitoralmente e se existem outras contas ou canais de campanha.

Ao final dessa determinação, Toffoli deixa aberta a consequência mais grave: as explicações deverão ser apresentadas “sob pena de indeferimento do registro”. A candidatura não foi formalmente suspensa, mas seu futuro passou a depender também da apuração sobre o uso das redes e das respostas que candidato, partido e plataformas apresentarão ao TSE.

*Cleber Lourenço/ICL


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A direita “moderada” de Zema, Caiado e Renan Santos é apenas uma sopa rala de bolsonarismo

Desde que Jair Bolsonaro deixou a Presidência, uma parcela da direita brasileira tenta vender ao eleitor a ideia de que existe uma alternativa “moderada” ao bolsonarismo. O discurso é de renovação, responsabilidade institucional e compromisso democrático. Na prática, porém, o que se apresenta é uma versão diluída do mesmo projeto político.

Figuras como Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos procuram ocupar esse espaço. Distanciam-se dos excessos retóricos mais explosivos do bolsonarismo, mas preservam sua essência: o combate sistemático à esquerda, a adoção de uma agenda ultraliberal, o discurso permanente contra o Estado e a exploração da polarização como estratégia eleitoral.

A diferença está mais na embalagem do que no conteúdo. Se Bolsonaro representava um caldo concentrado, seus pretendidos sucessores oferecem uma sopa rala: menos estridente, mais palatável para determinados setores do mercado e da imprensa, mas preparada com os mesmos ingredientes.

Essa direita “moderada” evita ataques frontais às instituições quando o custo político é elevado, porém raramente rompe com a narrativa construída pelo bolsonarismo ao longo dos últimos anos. Em vez de enfrentar o legado de radicalização, prefere administrá-lo, preservando sua base eleitoral e adaptando o discurso às conveniências do momento.

O resultado é uma tentativa de rebranding político. Trocam-se os personagens, suaviza-se o tom e substituem-se os gritos por discursos tecnocráticos. Entretanto, permanecem vivas as mesmas bandeiras que alimentaram o ambiente de confronto permanente na política brasileira.

No fundo, a autoproclamada direita moderada não representa uma ruptura, mas uma continuidade. É um bolsonarismo de gravata, de planilha ou de linguagem mais polida. Uma versão menos ruidosa, porém comprometida com a mesma lógica de antagonismo e de rejeição ao campo progressista.

Quem procura uma direita efetivamente democrática, disposta a reconhecer o resultado das urnas, fortalecer as instituições e construir consensos republicanos, dificilmente encontrará esse projeto nesse grupo. O que se vê é uma adaptação tática de um movimento que ainda gravita em torno da órbita política e ideológica inaugurada por Bolsonaro.

Em política, mudar o rótulo não basta. Quando os ingredientes continuam praticamente os mesmos, o produto final pode até parecer diferente — mas continua tendo o mesmo sabor.


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O mata-mata no campo reacionário

Sentindo cheiro de carniça na candidatura de Flavio, por motivos óbvios, a autofagia reacionária dos abutres neoliberais, seria fatal.

É bom que se diga que os dois touros sentados, Zema e Caiado, estão atolados em seus próprios redutos barrentos sem qualquer sinal de benefício com o escândalo dos irmãozões, Flavio e Vorcaro.

Flavio derrete, mas o espólio reacionário dos bolsonaristas não deu um grão de feijão para os dois mais velhacos da direita brasileira. A campanha dos dois, como mostram pesquisas, estão impávidas, empacadas, sem discurso, sem projeto, apenas da lenga lenga neoliberal do Estado mínimo contra qualquer benefício criado pelo governo Lula para a massa do povo.

Isso os três cavaleiros do apocalipse financeirista, incluindo, aí Renan Santos, atendem ao mesmo toque do diapasão da Faria Lima, que soa como apito de cachorro para atender os seus adestradores milionários.

Além de Renan Santo, que teve crescimento modesto nas pesquisas, Zema e Caiado passaram a atacar Flavio, porque virou galinha morta.

Os ditos conservadores estão vivendo essa panaceia autofágica que não produz exatamente uma oposição de ideias capaz de oferecer um projeto alternati o ao do governo Lula, além de uma velha retórica privatista que, para nós brasileiros, que conhecemos bem essa cantilena, sabemos que é o caminho do fracasso do país.

Na verdade, essa divisão dentro do campo reacionário não tem rigorosamente nada a ver com pontos de vista diferentes sobre o mesmo tema.

A coisa virou um vale-tudo pela disputa de uma bola murcha em que, cada um, a seu modo e gosto, chuta para onde o nariz aponta, sonhando com  os votos transferidos de Flavio, mas, com carisma zero, Zema e Caiado não veem qualquer sinal de  engajamento orgânico, seguem no mais do mesmo, andando em círculos e mordendo o próprio rabo.

Renan Santos se alimenta de farelo de porco e consegue um quilinhos a mais, mas não tem tutano para aproveitar o estado moribundo de Flavio, que deixa cada vez mais oco o destino dessa massaroca de oportunistas orbitar em torno da mesma carniça, enquanto Lula segue crescendo, reduzindo sua desaprovação e, consequentemente, aumentando a aprovação.


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As propostas de Zema que escandalizaram o Brasil são as mesmas de Flavio Bolsonaro e toda a direita

O problema de Zema é que seu programa imbecil oitocentista, batizado de Brasil sem intocáveis é, na verdade, um ode aos herdeiros dos exploradores escravocratas, dos ladrões e dos milicianos. Sim, porque Zema fala por toda a direita.

O que vale para Zema, vale para Caiado, para Flavio, para Renan, para pulgas e baratas neoliberais, tanto que, de antemão, há um pacto de estarem todos juntos contra Lula num eventual segundo turno.

Não há qualquer projeto de desenvolvimento, de industrialização, de investimento pesado na ciência, na educação, na saúde, na tecnologia de ponta, o que há é a exploração escrava, sobretudo de crianças, como deixou bem claro Zema, milionário e explorador de mão de obra.

Tudo isso está nessa proposta chupada do fracassado plano anarcocapitalista de Milei, que amarga mais de 60% de rejeição na Argentina.

O que mais assustou nas declarações de Zema foi dzer textualmente que pretende mudar a legislação brasileira para permitir que crianças possam trabalhar, ou seja, abandonar a escola e pegar no pesado, como cortadores de cana, quebradores de pedras e tantas outras formas de escravidão infantil que o Brasil conheceu no passado.

Privatizar tudo, inclusive a infância, os idosos, trabalhadores, estatais, saúde e educação, tudo o que a direita julga” gasto” tem que ter fim. Direitos, esquece, melhor divisão de riqueza no país, nem pensar, investimento em educação, cortar pela metade. O mesmo na saúde pública e decapitar os programas sociais de A a Z, com foco primeiro naquilo que eles mais odeiam, o Bolsa Família.

É esse o recado. Não adianta o recuo de Zema diante da repercussão negativa de suas decalrações estúpidas. Ele foi enfático em cada uma de suas falas contra os trabalhadores, contra as crianças, contra os idosos, contra tudo o que não aumete o lucro e dividendo dos Faria Limers.

Isso precisa ficar bem claro para a população, as propostas de Zema são as mesmas de Flavio, de Caiado, de Renan Santos.


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Direita unifica discurso contra pobres, trabalhadores, aposentados e crianças

Entraram em campo os mercenários dos discursos de direita. Ou seja, essa gente está sendo paga para defender pauta única de direita que nunca foi tão descaradamente contra a população brasileira, Flavio Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos, quatro candidatos, um só pensamento.

Que essa gente estará unida contra Lula num eventual segundo turno, todos nós sabemos de boca própria desses candidatos, mas nunca imaginar um discurso tão odioso contra a infância, em prol do trabalho escravo, contra a escola, contra um princípio civilizatório dessa monta e, junto, o ataque aos aposentados, tratados como vagabundos que não devem ter direito a qualquer forma de reajuste. Aos trabalhadores, o ataque cirúrgico é contra o fim da escala 6 x 1, campanha encampada por Lula. Contra os pobres, contra qualquer programa social criado ou retomado pelo governo Lula, sobretudo o Bolsa Família.

O principal cabo eleitoral do evangelhistão da extrema direita unificada, entrou em campo nesta segunda (04) e tem uma carranca pra lá de manjada no Brasil, que é o charlatão Silas Malafaia, em campanha antecipada, ilegal, na sua igreja, ao lado de Flavio Bolsonaro, atacou os católicos para puxar o dízimo para sua brasa e bombardear os trabalhadores, os aposentados, os pobres e as crianças.

Um sujeito que, em 2013, já ostentava uma fortunade R$ 130 milhões, segundo a revista Forbes, com seu charlatanismo compulsivo, Malafaia acaba se apresentando como cabo eleitoral do inferno, pastor das trevas, gerente do umbral na sua luta do mal contra o bem. Mas lógico, nada do que fala é sem ensaio para a direita construir sua obra indispensável contra a população brasileira.

Pior é constatar que tem gente que, mesmo sabendo que será massacrada pela escória da direita, não só vota, como faz discurso contra si, numa panaceia de hospício.

É louco isso, mas essa gente trabalha para os bilionários e a exploração humana da infância à velhice, tem que ser máxima e sem qualquer limite ético ou moral, muito menos humanitário.

Na verdade, é a pauta global da extrema direita. O fato é que subestimamos o nível de crueldade, de covardia que esse discurso revela como ferramenta de segregação que está embutida na candidatura dessa direita vigarista.

A régua é uma só, a regra também, todas esritas em caixa alta, absolutamente transparente, sem açúcar e sem afeto. O cartaz é uma tesoura que culpa os pobres, os trabalhadores, os aposentados e as crianças de impedirem que os ricos fiquem mais ricos.

Sim, em última análise, é isso. É o cordel da tesoura que cortará no bolso do povo para encher as burras da goma fina desse país.

E a coisa está tão descarada que isso está sendo dito em um megafone, cuspindo ódio contra a população e o governo Lula, que traz cotidianamente melhorias de vida para o povo.

O cerne do discurso é, o povo brasileiro custa caro. O projeto é, cortar o máximo de benefícios e avanços sociais na grita, na marra, mesmo que para isso tenha que usar bomba, porrada e bala.

É o fascismo na íntegra, na fonte, é o discurso da faca e do facão, que coloca crianças de volta à lavoura de cana de açúcar para ampliar osl ucros do latifúndio e, lógico, reprovar todo e qualquer direito à infância, pois, os donos da terra acham que, proibir o uso de crianças para trabalho escravo, qualqauer trabalho, é um desperdício, assim como qualquer serviço público que beneficie diretamente a grande massa do povo.

Essa é a regra fiscal única e absoluta da direita, com o corte no talo de qualquer benefício, subsídio ou transferência. O discurso é o do cobertor curto, na prática, é o cidadão sem cobertor. e cada vez mais tributado no consumo.

Isso não é um discurso político, é um veredito, é uma bandeira fria, curta e grossa, unificada contra o governo Lula e os brasileiros.


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Líder do MBL assume irrelevância: nós somos inúteis

Assumindo o esvaziamento quase total do “movimento”, o líder do MBL, Renan Santos, em entrevista na Folha, soltou algumas pérolas para justificar o fracasso de um grupo de espertos que pegou carona em 2013, utilizando quase que a mesma sigla MPL (Movimento Passe Livre) para oferecer uma pauta fascista a empresários e banqueiros que queriam a derrubada de Dilma.

A tal relevância que ele diz que o MBL teve foi essa, tratar questões políticas como negócios no livre exercício de um balcão.

Quando perderam os grandes patrocinadores, assim como o Vem pra Rua, outro grupo artificial saído da escória golpista, viraram pó. Estiveram no auge quando conseguiram juntar os  frustrados eleitores de Aécio que não aceitaram a derrota.

Mas o MBL sempre se manteve afastado de qualquer ideia de valores, a não ser financeiros. Os eiros e vezeiros de fake news, assim como Carluxo, os prodígios do MBL se somaram a Bolsonaro nas últimas eleições, quando foi decretada a morte da política e, com isso, conseguiram eleger figuras como Fernando Hollyday, Kim Kataguiri, Arthur do Val e o ex-PM Gabriel Monteiro, todos cidadãos de bem, que queriam “reconstruir a nação”.

O tempo passou, e rápido, para essas centrais de mercenários e os atos para consumo eleitoral que substituíam o debate político, caíram em desgraça.

Hoje vivem de um passado inventado em que não conseguem espaço em nenhum partido político, já que, depois das declarações de Kataguiri e Mamãe Falei, os maiores queima filme do país, sem falar de Gabriel Monteiro, que está a dois passos da cadeia.

O que se vê na entrevista de Renan Santos, na Folha, é o aguçamento das contradições de um suposto movimento, hoje isolado, que, a pretexto de tratar as questões políticas por dislexo, o que se verifica é que o discurso de Renan é de um sujeito falido como, aliás, tem um enorme know how de empresas que estão no prego dos cadastros da bacia das almas.

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