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Quatro candidatos de direita, quatro discursos e nenhum projeto consistente para o Brasil

Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos querem ocupar o espaço da direita na disputa presidencial. Cada um tenta se apresentar como alternativa ao governo Lula e, sobretudo, como representante de um eleitorado que procura uma opção conservadora para 2026. O problema é que, até aqui, sobra discurso político e falta aquilo que deveria ser o centro de qualquer candidatura à Presidência da República: um projeto de governo sério, detalhado e capaz de responder aos problemas concretos do país.

E não estamos falando de slogans, frases de efeito ou da repetição exaustiva de “combater o PT”, “defender a liberdade”, “reduzir impostos” ou “endurecer contra o crime”. Isso é propaganda eleitoral. Projeto de governo é outra coisa.

Projeto de governo significa explicar como o país será administrado, de onde virão os recursos, quais serão as prioridades, quais políticas públicas serão mantidas ou modificadas, como enfrentar a desigualdade, melhorar a educação e a saúde, ampliar o emprego, recuperar a infraestrutura, combater o crime organizado, preservar o meio ambiente, equilibrar as contas públicas e, principalmente, como transformar promessas em resultados. Este sim, é o programa de governo do presidente Lula.

É justamente aí que a direita candidata à Presidência tropeça e cai.

Flávio Bolsonaro carrega uma candidatura fortemente ancorada no sobrenome. Em vez de apresentar ao eleitor um plano capaz de demonstrar que possui condições de governar o Brasil, sua pré-campanha continua excessivamente dependente da herança política do pai e da guerra permanente contra seus adversários. A candidatura parece pedir ao eleitor uma coisa bastante simples, que vote no sobrenome Bolsonaro. Mas governar um país de 215 milhões de habitantes exige muito mais do que hereditariedade política e fidelidade ao bolsonarismo.

Caiado é só mais um. O eleitor precisa saber qual Brasil ele pretende construir para além das fronteiras de Goiás e para além do discurso de segurança, conservadorismo e oposição ao governo federal. Uma candidatura presidencial não pode se resumir à apresentação do currículo do candidato.

Zema, por sua vez, tenta transformar sua experiência como governador de Minas Gerais, onde dobrou a dívida com a União, em credencial nacional e aposta no discurso liberal de eficiência administrativa, responsabilidade fiscal e redução do tamanho do Estado.

Uma eleição presidencial exige respostas muito mais amplas, como lidar com as enormes desigualdades regionais? O que fazer com a saúde pública? Como enfrentar o déficit habitacional? Qual política industrial o país terá? Como financiar educação, ciência e tecnologia? Como enfrentar a crise climática? Como o Brasil pretende se posicionar diante das grandes disputas econômicas internacionais?

E há Renan Santos, que chega à disputa como expressão de uma nova direita ligada ao MBL e ao partido Missão. Sua candidatura procura vender a imagem de ruptura com a política tradicional e de uma direita mais radicalizada em determinadas pautas. Mas ser “outsider” não é projeto de país. Ser contra o sistema também não responde à pergunta fundamental: o que será colocado no lugar dele?

A situação chega a ser curiosa. Há quatro candidatos disputando o mesmo território político e todos parecem muito mais preocupados em demonstrar quem é mais autenticamente de direita do que em explicar, com seriedade, como pretendem governar o Brasil.

Enquanto isso, problemas concretos continuam esperando respostas.

O país precisa saber como esses candidatos pretendem enfrentar a concentração de renda. Precisa saber o que farão com o SUS. Precisa conhecer suas propostas para educação básica e ensino superior. Quer saber como pretendem combater o crime organizado sem transformar segurança pública em espetáculo. Precisa saber qual será a política econômica, qual a estratégia para o crescimento, como pretendem reduzir juros, aumentar produtividade e gerar empregos de qualidade.

Precisa, sobretudo, saber quanto custará cada promessa e quem pagará a conta.

Porque é muito fácil prometer Estado menor, impostos menores, mais segurança, mais crescimento e mais liberdade. Difícil é colocar números sobre a mesa, estabelecer prioridades e explicar quais despesas serão cortadas, quais receitas serão preservadas e quais políticas públicas terão financiamento.

É justamente nessa hora que a retórica costuma desaparecer.

A direita brasileira parece ter aprendido a disputar a internet, mas ainda demonstra enorme dificuldade para disputar o debate sobre o futuro do país. Transformou a política em uma sucessão de guerras culturais, provocações, ataques ao adversário e disputas pela hegemonia dentro do próprio campo ideológico.

Mas o Brasil não é uma postagem nas redes sociais.

Não se governa uma economia de trilhões de reais com memes. Não se combate a violência com bravatas. Não se reduz a desigualdade com frases prontas. Não se reforma o Estado com bordões. E não se administra uma democracia complexa alimentando permanentemente a polarização.

O mais preocupante é que esses candidatos de direita pretendem ocupar a Presidência sem apresentar, até aqui, uma visão nacional suficientemente detalhada para que o eleitor possa comparar alternativas de maneira responsável. Analistas também apontam que Caiado, Zema e Renan enfrentam dificuldades para transformar suas trajetórias e discursos em uma candidatura nacional competitiva.

No fundo, o que se vê é uma disputa para saber quem será o dono do eleitorado de direita, quando a pergunta que realmente interessa deveria ser outra:

quem tem condições de apresentar ao Brasil um projeto de governo?

Porque ser contra Lula não é programa de governo.

Ser bolsonarista não é programa de governo.

Ser liberal não é programa de governo.

Ser “nova direita” também não é programa de governo.

O Brasil não precisa apenas de candidatos que saibam apontar inimigos. Precisa de alguém capaz de apresentar caminhos e segui-los, como faz Lula.

E, até agora, entre Flávio Bolsonaro, Caiado, Zema e Renan Santos, o eleitor recebeu muitos discursos sobre o que eles combatem — mas ainda muito pouco sobre o Brasil que pretendem entregar.


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Direita unifica discurso contra pobres, trabalhadores, aposentados e crianças

Entraram em campo os mercenários dos discursos de direita. Ou seja, essa gente está sendo paga para defender pauta única de direita que nunca foi tão descaradamente contra a população brasileira, Flavio Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos, quatro candidatos, um só pensamento.

Que essa gente estará unida contra Lula num eventual segundo turno, todos nós sabemos de boca própria desses candidatos, mas nunca imaginar um discurso tão odioso contra a infância, em prol do trabalho escravo, contra a escola, contra um princípio civilizatório dessa monta e, junto, o ataque aos aposentados, tratados como vagabundos que não devem ter direito a qualquer forma de reajuste. Aos trabalhadores, o ataque cirúrgico é contra o fim da escala 6 x 1, campanha encampada por Lula. Contra os pobres, contra qualquer programa social criado ou retomado pelo governo Lula, sobretudo o Bolsa Família.

O principal cabo eleitoral do evangelhistão da extrema direita unificada, entrou em campo nesta segunda (04) e tem uma carranca pra lá de manjada no Brasil, que é o charlatão Silas Malafaia, em campanha antecipada, ilegal, na sua igreja, ao lado de Flavio Bolsonaro, atacou os católicos para puxar o dízimo para sua brasa e bombardear os trabalhadores, os aposentados, os pobres e as crianças.

Um sujeito que, em 2013, já ostentava uma fortunade R$ 130 milhões, segundo a revista Forbes, com seu charlatanismo compulsivo, Malafaia acaba se apresentando como cabo eleitoral do inferno, pastor das trevas, gerente do umbral na sua luta do mal contra o bem. Mas lógico, nada do que fala é sem ensaio para a direita construir sua obra indispensável contra a população brasileira.

Pior é constatar que tem gente que, mesmo sabendo que será massacrada pela escória da direita, não só vota, como faz discurso contra si, numa panaceia de hospício.

É louco isso, mas essa gente trabalha para os bilionários e a exploração humana da infância à velhice, tem que ser máxima e sem qualquer limite ético ou moral, muito menos humanitário.

Na verdade, é a pauta global da extrema direita. O fato é que subestimamos o nível de crueldade, de covardia que esse discurso revela como ferramenta de segregação que está embutida na candidatura dessa direita vigarista.

A régua é uma só, a regra também, todas esritas em caixa alta, absolutamente transparente, sem açúcar e sem afeto. O cartaz é uma tesoura que culpa os pobres, os trabalhadores, os aposentados e as crianças de impedirem que os ricos fiquem mais ricos.

Sim, em última análise, é isso. É o cordel da tesoura que cortará no bolso do povo para encher as burras da goma fina desse país.

E a coisa está tão descarada que isso está sendo dito em um megafone, cuspindo ódio contra a população e o governo Lula, que traz cotidianamente melhorias de vida para o povo.

O cerne do discurso é, o povo brasileiro custa caro. O projeto é, cortar o máximo de benefícios e avanços sociais na grita, na marra, mesmo que para isso tenha que usar bomba, porrada e bala.

É o fascismo na íntegra, na fonte, é o discurso da faca e do facão, que coloca crianças de volta à lavoura de cana de açúcar para ampliar osl ucros do latifúndio e, lógico, reprovar todo e qualquer direito à infância, pois, os donos da terra acham que, proibir o uso de crianças para trabalho escravo, qualqauer trabalho, é um desperdício, assim como qualquer serviço público que beneficie diretamente a grande massa do povo.

Essa é a regra fiscal única e absoluta da direita, com o corte no talo de qualquer benefício, subsídio ou transferência. O discurso é o do cobertor curto, na prática, é o cidadão sem cobertor. e cada vez mais tributado no consumo.

Isso não é um discurso político, é um veredito, é uma bandeira fria, curta e grossa, unificada contra o governo Lula e os brasileiros.


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Vídeo: Vai ser conservador assim lá na casa do Caiado

Quem vê Ronaldo Caiado rubricando uma opinião de que Lula será derrotado nas próximas eleições, imagina que ele é o detentor da  maior quantidade de intenção de votos.

De relance, essa situação pode passar batida, até porque, se há uma coisa que não paira nas ideias bebericadas fora da realidade, é uma opinião medrada de Caiado. É uma subvenção estética numa pescaria em rio sem peixes, mas ele confia, mesmo que sua campanha esteja bichada e que, como mostraram os números da mais recente pesquisa, ele pena em seu naufrágio um redobro numérico absolutamente idêntico ao de 37 anos atrás, quando Lula, tratorando-o em um debate de presidenciáveis, disse a Caiado que lhe cobrou uma pergunta, Lula, prontamente e ironicamente, respondeu, faço-lhe uma pergunta quando você chegar a 1,5% nas pesquisas.

Mais não digo, mais não falo, assistam ao vídeo e comparem com as recentes pesquisas que mostram Caiado conservando o mesmo percentual quase 40 anos após, 1,4%:


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O grande projeto da “terceira via” de Ronaldo Caiado, é dar anistia a Bolsonaro

Um sujeito em fim de linha, politicamente carcomido e sarcopênico de perna fina, chega numa idade dessa para dizer que o seu grande projeto para o Brasil, que merecerá urgência urgentíssima, é anistiar Bolsonaro.

O interessante é ver Merval Pereira dizer que Caiado é uma tentativa de abrir espaço alternativo à polarização. Ao lado dele, no mesmo Globo, Miriam Leitão praticamente enterra o trapaleão de Goiás, com a chamada, “golpismo da direita permanece no centro da política eleitoral”.

Isso mostra que a direita, com Bolsonaro, que durante quatro anos, não apresentou um projeto sequer para o país, além do genocídio por covid, tentativa de golpe de Estado com o assassinato de Lula, Alckmin e Moraes.

Já Ronaldo Caiado e Flavio Bolsonaro têm como principal plataforma a anistia do golpista genocida.

Se isso não é o cachorro vira-lata correndo atrás do próprio rabo, não se sabe o que é.

No caso de Flavio, surgiu um agravante criminoso, quando, em pleno evento da extrema direita nos EUA que, diga-se de passagem, estava esvaziado, o sabujo fez um discurso entreguista, dizendo que, se eleito, entregaria para os EUA as terras raras do Brasil, assim como já é sabido que quer fazer o mesmo com a Amazônia, como sempre sonhou seu pai.

Ou seja, Flavio é um borralho de Bolsonaro, e Caiado um borralho de Flavio. Todos contra o Brasil.


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Centrão vê blefe em candidaturas do PSD ao Planalto e avalia apoio informal a Lula

Partidos avaliam que movimento de Kassab é tática de negociação e veem neutralidade como caminho para ampliar espaço político em um novo mandato de Lula

Lideranças de partidos do centrão avaliam que o lançamento de três pré-candidaturas à Presidência da República pelo PSD não passa de uma estratégia tática do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab. A leitura predominante é a de que não há disposição real para sustentar esses nomes até o fim do processo eleitoral, nem para apoiar outras candidaturas da direita, como a de Flávio Bolsonaro (PL). Nesse cenário, essas legendas já discutem movimentos que possam favorecer a vitória do presidente Lula (PT) e, ao mesmo tempo, fortalecer sua posição institucional em um eventual novo governo, informa a CNN Brasil.

A avaliação foi feita por dirigentes de partidos como PP, União Brasil e Republicanos. Uma liderança graduada do grupo, ao ser questionada sobre a possibilidade de apoiar um dos três pré-candidatos apresentados pelo PSD — Eduardo Leite, Ronaldo Caiado e Ratinho Jr. — respondeu de forma irônica: “seria mais fácil apoiarem o Maduro”.

Para essas siglas, o próprio movimento de lançar três nomes simultaneamente indica fragilidade. A interpretação é a de que, ao final, o PSD poderá negociar a retirada das pré-candidaturas em troca de uma posição de neutralidade formal, o que, na prática, tenderia a beneficiar Lula na corrida presidencial. O entendimento é que o governo prefere enfrentar Flávio Bolsonaro no segundo turno a disputar votos com um nome competitivo do centro ou da direita tradicional.

Nesse contexto, lideranças do Centrão não enxergam o anúncio feito por Kassab como um fato consumado. Pelo contrário, avaliam que insistir nessa estratégia até o fim pode custar caro ao PSD, com o risco de redução de suas bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado na próxima legislatura. Além disso, haveria constrangimentos regionais, sobretudo em estados onde candidatos do PSD pretendem apoiar Lula, como no caso de Raquel Lyra, em Pernambuco.

A leitura dominante é que o plano final de Kassab seria retirar os três nomes da disputa presidencial e direcioná-los a candidaturas ao Senado, abrindo caminho para um apoio final a Lula. Diante disso, os partidos do Centrão afirmam que pretendem se antecipar a esse movimento, evitando o apoio a qualquer candidatura presidencial — tanto as associadas ao PSD quanto a de Flávio Bolsonaro, visto internamente como um nome preso à agenda bolsonarista, da qual essas legendas buscam se afastar.

Com isso, a estratégia desenhada passa pela neutralidade formal. A ideia é liberar as bancadas estaduais para apoiar livremente diferentes candidaturas, maximizando as chances de eleger mais deputados e senadores. Essa postura também se ancora na percepção de que Lula aparece hoje como favorito na disputa presidencial, avaliação compartilhada, segundo interlocutores, pelo próprio Palácio do Planalto, que defende a neutralidade do centrão.

Um alinhamento informal com Lula poderia garantir, no mínimo, a manutenção ou ampliação do espaço dessas siglas na Esplanada dos Ministérios e apoio em disputas-chave no Congresso, como as presidências da Câmara e do Senado. De acordo com Otavio Rosso, 247, a leitura predominante é a de que, na última década, o centro de gravidade do poder político no país se deslocou do Executivo para o Legislativo, tornando mais estratégico para os partidos consolidar força no Congresso do que investir em candidaturas nacionais com poucas chances de vitória.

Esse cenário, no entanto, não é visto como imutável. Lideranças do centrão admitem que a equação poderia mudar caso o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, aceitasse disputar o Palácio do Planalto. Internamente, ele é apontado como o único nome capaz de unificar o bloco. Ainda assim, cresce entre esses partidos a convicção de que Tarcísio deve priorizar a tentativa de reeleição no estado.


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A irritação de Bolsonaro com Caiado ao lado de Tarcísio, em Israel

Jair Bolsonaro mostrou a aliados que não gostou da presença do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, nas agendas realizadas em Israel ao lado de seu pupilo político, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Bolsonaro deixou claro a parlamentares próximos que ainda tem ressalvas em relação a Caiado, por terem entrado em choque durante a pandemia. Médico de formação, o governador de Goiás foi na contramão de Bolsonaro, ao defender a vacinação e o isolamento social para combater a Covid-19.

Como informou a coluna, Bolsonaro chegou a vetar a possibilidade de Caiado se filiar ao seu partido, o PL. O governador goiano, porém, tem buscado se reaproximar do ex-presidente, na tentativa de se cacifar como nome da direita para disputar a eleição presidencial de 2026. Caiado foi um dos governadores que estiveram presentes na manifestação de apoio a Bolsonaro, no mês passado.

O capitão reformado chegou a ser convidado para fazer a mesma viagem a Israel e se encontrar com o presidente Isaac Herzog e com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Como está com o passaporte apreendido pela Polícia Federal, Bolsonaro não pode deixar o Brasil.