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Viúvas de Bolsonaro e mídia comemoram suposta derrota de Lula no Senado

Os últimos dias, a mídia passou colocando todos os seus farois e megafones para um jeca de casaca e cartola felpuda, Zema, para, segundo cálculo dessa mesma direita, atacar Gilmar Mendes e acertar Lula.

Sabe-se lá que cálculo é esse da mídia para uma equação tão estrambótica. Na verdade, isso só mostra a falta de rumo, pois Zema, além de se manter com 3% nas pesquisas atuais, sem avançar 00,1%, mostrando que a população deu de ombros para o seu besteirol, o tapado “ouvo” foi ultrapassado até por Renan Santos, do famigerado MBL

Ou seja, o banho de água fria foi mais gelado do que se imaginava. Agora, num rodopio infrene de uma perna só, o giroscópio da mídia, tentando fazer piruá virar pipoca na marra, mancheteia em garrafais uma suposta derrota de Lula com a negativa do Senado ao impedir que Jorge Messias fosse para o STF.

Messias sai com elegância, mas deixa cocô na corda, dizendo para a direita e a mídia que respeita o resultado por respeitar a soberania do Senado, coisa que os senadores que o barraram e a própria mídia não fazeram quando, de forma direita ou escamoteada, seguem par e passo com o genocida golpista, corrupto de pai e mãe e presidiário, Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado e de assassinato de Lula, Alckmin e Moraes, deixando claro que essa choldra sempre operou em conjunto contra a sociedade brasileira.

As garrafais dos articulistas dos jornalões, não deixam dúvida, estão comendo lavagem com a previsão de uma possível vitória de Lula já no primeiro turno e a possibilidade de Flavio pular fora do certame presidencial e tentar a reeleição ao Senado para não perder a imunidade e terminar na cadeia pela montanha de crimes que responderá em nome da quadrilha Bolsonaro.

Não deixa de ser divertido esse flagrante desespero que toma conta do complexo da extrema direita, bolsonarismo e grande mídia, com a inevitável, indubitável e inquestionável sexta vitória de Lula num quarto mandato.


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Pesquisa

Pesquisa Atlas: Lula abre frente no 1º turno e Flávio Bolsonaro para de crescer

Novo levantamento mostra presidente ampliando vantagem na simulação principal por pequena margem. Disputa de 2º turno aponta empate técnico

nova pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada nesta terça-feira (28), traz uma interrupção na tendência de aproximação que vinha sendo registrada nos meses anteriores do levantamento em relação à disputa no primeiro turno.

Enquanto o presidente Lula voltou a oscilar positivamente no principal cenário estimulado, passando de 45,9% para 46,6% em comparação com a pesquisa do instituto divulgada em março, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) parece ter batido no teto de seu eleitorado no momento, recuando de 40,1% para 39,7%.

Mais atrás, aparecem Renan Santos (Missão) com 5,3%, acima dos 4,4% de março, Ronaldo Caiado (PSD) com 3,3% e Romeu Zema (Novo) com 3,1%. Votos brancos, nulos e indecisos somam apenas 0,6%.

pesquisa Atlas

Em um segundo cenário de primeiro turno, com uma lista ampliada de candidatos, Lula mantém a liderança com 44,2%, seguido por Flávio Bolsonaro com 39,3%. Renan Santos marca 5,1%, Romeu Zema tem 3,5% e Ronaldo Caiado fica com 3,0%. Samara Martins (UP) e Ciro Gomes (PSDB) registram 2,0% e 1,3%, respectivamente.

pesquisa atlas 2

O instituto também testou um cenário de primeiro turno sem a presença de Lula, substituído pelo ministro Fernando Haddad (PT). Nessa simulação, há um empate técnico na liderança: Haddad marca 40,5% contra 39,2% de Flávio Bolsonaro. Renan Santos anota 5,8%, seguido por Zema (3,8%) e Caiado (3,6%). Neste quadro, brancos e nulos sobem para 4,8%.

pesquisa atals 3

Simulações de segundo turno na pesquisa Atlas
As projeções para um eventual segundo turno mostram uma disputa acirrada. No confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro, o senador do PL aparece numericamente à frente com 47,8%, contra 47,5% do atual presidente, configurando empate técnico.

Lula venceria em outros cenários testados. O presidente superaria Jair Bolsonaro (PL), inelegível e cumprindo pena em prisão domiciliar, por 48% a 46,8%, Romeu Zema por 47,4% a 46,5%, Ronaldo Caiado por 46,8% a 42,2% e Renan Santos por 47,1% a 23,5%.

Já nos cenários de segundo turno sem a participação de Lula, Flávio Bolsonaro venceria os eventuais adversários substitutos do presidente. O senador derrotaria Fernando Haddad por 48,1% a 44,3% e também superaria o vice-presidente Geraldo Alckmin por 47,5% a 45,9%.

Avaliação e aprovação do governo
Além dos cenários eleitorais, a pesquisa Atlas/Bloomberg mediu a percepção dos eleitores sobre a atual gestão. A avaliação do governo do presidente Lula manteve-se praticamente estável em relação ao mês de março. Atualmente, 42% dos entrevistados consideram o governo ótimo ou bom, mesmo patamar do levantamento anterior. Já a parcela que avalia a gestão como ruim ou péssima oscilou ligeiramente de 51% para 51,3%, enquanto 6,8% a consideram regular.

Quando questionados especificamente sobre o desempenho pessoal do presidente Lula, os números mostram um cenário dividido. Segundo o levantamento de abril, 52,5% dos eleitores desaprovam seu desempenho (eram 54% em março), contra 46,8% que o aprovam (eram 46% no mês anterior). Apenas 0,7% não souberam responder.

A pesquisa Atlas/Bloomberg ouviu 5.008 eleitores da população adulta brasileira entre os dias 22 e 27 de abril de 2026. O levantamento utilizou a metodologia de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR) e a margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07992/2026. Forum.


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Política

A cinco meses da eleição, pesquisas, se sérias, trazem a luz do momento

O fato concreto é que, criar expectativas quando nem a organização das campanhas eleitorais está pronta, se muito, as pesquisas trazem uma fotografia precipitada, porque é apenas do momento. Ou seja, não há justeza de valores. Talvez a próxima resposta para quem tem obsessão por pesquisas eleitorais, é a que afere os votos já consagrados, que, por conta de uma escolha definitiva, as pessoas colocam seus votos como certos em determinado candidato.

Aí nessa questão, Lula nada de braçada em relação aos outros candidatos. No caso da próxima eleição, por exemplo, Lula, nas suas intenções de voto, tem 76% sacramentadas, deixando uma margem de 24% que ainda podem ou não declinar da escolha.

Flavio Bolsonaro, por exemplo, tem como votos garantidos de seus eleitores, infinitamente menos, 39% e 61% podem mudar a escolha.

Ainda assim, a validade técnica disso é fugaz. Todos sabem que um voto pode ser mudado no portão de uma zona eleitoral, dependendo de fatores que possam estimular tal comportamento.

Por isso, vendo alguns chiliques, absolutamente precipitados, na eleição que ainda está na superfície com uma longa estrada de ferro pela frente, qualquer avaliação, agora, é especulação.


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Pesquisa

Atlas: Crescem a aprovação e a avaliação positiva do governo Lula

Ao mesmo tempo em que cresce nas intenções de voto para a presidência, Lula recupera popularidade, mostra levantamento; confira

A nova pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (28) mostra uma melhora na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tanto na aprovação pessoal quanto na avaliação do governo, em comparação com a rodada anterior.

De acordo com o levantamento, a aprovação de Lula chegou a 46,8%, um avanço em relação aos 46% registrados na pesquisa anterior. Já a desaprovação recuou, saindo de aproximadamente 54% para 52,5%.

Veja a série histórica:

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A avaliação do governo segue a mesma trajetória. O percentual de brasileiros que consideram a gestão positiva atingiu 42%, acima dos 41% da rodada anterior, indicando crescimento gradual e sustentado na percepção favorável. Outros 6,8% avaliam como regular ou não opinaram.

Crescimento simultâneo reforça recuperação
A comparação direta entre as duas rodadas evidencia um dado politicamente relevante: tanto a figura do presidente quanto a avaliação do governo avançaram ao mesmo tempo — um sinal mais robusto de recuperação de imagem.

Lula cresce na corrida à presidência
As projeções para um eventual segundo turno mostram uma disputa acirrada. No confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro, o senador do PL aparece numericamente à frente com 47,8%, contra 47,5% do atual presidente, configurando empate técnico.

Lula venceria em outros cenários testados. O presidente superaria Jair Bolsonaro (PL), inelegível e cumprindo pena em prisão domiciliar, por 48% a 46,8%, Romeu Zema por 47,4% a 46,5%, Ronaldo Caiado por 46,8% a 42,2% e Renan Santos por 47,1% a 23,5%.

Já nos cenários de segundo turno sem a participação de Lula, Flávio Bolsonaro venceria os eventuais adversários substitutos do presidente. O senador derrotaria Fernando Haddad por 48,1% a 44,3% e também superaria o vice-presidente Geraldo Alckmin por 47,5% a 45,9%.

A pesquisa foi realizada entre 22 e 27 de abril de 2026, com 5.008 entrevistados, margem de erro de ±1 ponto percentual e nível de confiança de 95%. Forum.


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Política

Lula anuncia R$ 909 milhões para reforma agrária e agricultura familiar

Pacote inclui crédito para produção de leite, desapropriações, assistência técnica e primeira agroindústria de leite em pó em cooperativa de assentados em SP

O governo Lula anunciou nesta segunda-feira (27), em Andradina (SP), um pacote superior a R$ 909 milhões em medidas estruturantes para a reforma agrária e a agricultura familiar. Com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e da ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, as ações integram crédito rural subsidiado, desapropriações de terras, assistência técnica, agroindustrialização e segurança alimentar. É o maior conjunto de investimentos no campo popular anunciado pelo governo em 2026.

A reforma agrária do século 21

As medidas anunciadas fazem parte do Programa Terra da Gente, criado em 2024 com o objetivo de ampliar o acesso à terra e estruturar uma reforma agrária produtiva e sustentável. Em três anos de governo, o programa já incluiu cerca de 230 mil famílias na reforma agrária, com a destinação de 27 mil lotes e a criação ou reconhecimento de 144 assentamentos em todo o país. Para garantir que essas famílias tenham condições reais de produzir, foram pagos mais de R$ 1,7 bilhão em crédito de instalação para aproximadamente 78 mil famílias assentadas — assegurando moradia, infraestrutura e início da atividade produtiva.

Nesta segunda, foram assinados dois novos decretos de desapropriação por interesse social. O primeiro abrange a Fazenda Sítio Boa Vista, em Americana (SP), com 103,45 hectares destinados a cerca de 70 famílias, onde será criado o Projeto de Desenvolvimento Sustentável Milton Santos. O segundo contempla a Fazenda Caraúbas, em Santa Quitéria (CE), com expressivos 3.130,91 hectares e potencial para beneficiar 48 famílias. Ambas as áreas serão incorporadas ao sistema nacional de assentamentos voltados à produção sustentável.

A ministra Fernanda Machiaveli traduziu em palavras o modelo de reforma agrária que o governo defende: “É uma reforma agrária que gera renda, que tem acesso a maquinários e implementos agrícolas, que produz bioinsumos, que faz restauro ambiental, que produz agrofloresta, que trabalha com a agroecologia, que estimula a transição agroecológica, que cuida dos nossos recursos naturais. Essa reforma agrária traz bem viver para o rural brasileiro, para o povo do campo, para os homens e mulheres que acordam debaixo de sol, debaixo de chuva e trabalham para produzir o alimento saudável que chega nas mesas do povo brasileiro.”

Pronaf Mais Leite: tecnologia para quem mais precisa

O maior investimento do pacote é o Pronaf Mais Leite: R$ 450 milhões em crédito rural subsidiado estruturados a partir do Programa Nacional de Transferência de Embriões da Agricultura Familiar, lançado no último Plano Safra. A iniciativa democratiza o acesso a uma tecnologia de melhoramento genético dos rebanhos que, até então, era um privilégio do agronegócio. Nesse sentido, a produção por animal pode saltar de uma média de 3 a 8 litros de leite por dia para patamares entre 15 e 30 litros — multiplicando a renda do pequeno produtor sem necessidade de expandir áreas de pasto.

O contexto justifica o investimento. O Brasil é um dos maiores produtores de leite do mundo, com cerca de 1,17 milhão de propriedades rurais dedicadas à atividade. Dessas, aproximadamente 950 mil pertencem à agricultura familiar, responsável por mais da metade da produção nacional. Como afirmou a ministra Machiaveli, “o leite é uma cadeia produtiva constituída majoritariamente nas pequenas propriedades dos assentamentos da reforma agrária e nas propriedades da agricultura familiar.”

Para acessar o crédito, o produtor deve procurar sua cooperativa ou uma instituição financeira e elaborar o projeto de financiamento. As principais linhas disponíveis são o Pronaf Mais Alimentos, com juros de 3% ao ano e limite de até R$ 250 mil por produtor; o Pronaf A, voltado a assentados da reforma agrária, com juros de 0,5% ao ano e teto de R$ 50 mil; e o Pronaf B, direcionado a pequenos produtores de baixa renda, também com 0,5% ao ano e limite de R$ 12 mil. Para cooperativas, destacam-se o Pronaf Mais Alimentos — com até R$ 8 milhões a 3% — o InvestAgro–Renovagro, com até R$ 5 milhões a 8,5% ao ano, e uma nova linha de crédito do Pronaf voltada exclusivamente a cooperativas de leite, com R$ 150 milhões em recursos disponíveis.

A Coapar e o poder da luta coletiva

Um dos momentos mais carregados de significado político foi a assinatura do contrato de R$ 15 milhões entre o governo federal, o Banco do Brasil e a Coapar — Cooperativa de Produção, Industrialização e Comercialização Agropecuária dos Assentados e Agricultores Familiares da Região Noroeste do Estado de São Paulo. O investimento viabilizará a construção da primeira fábrica de leite em pó do estado, com capacidade para processar 25 mil litros de leite fluído por dia, substituindo a produção hoje terceirizada e agregando valor diretamente na cooperativa.

Alckmin celebrou o feito com entusiasmo: “Eu estive aqui há quatro anos e vi o quanto a Coapar cresceu, fabricando queijo, iogurte, manteiga e agora será a primeira fábrica a produzir leite em pó no nosso estado. A Coapar é um exemplo de sucesso. Aqui ficam duas lições: a do associativismo e a do cooperativismo.”

O vice-presidente da Coapar, Lourival Placido de Paula, lembrou as origens humildes e a força da resistência coletiva: “A Coapar é a resistência dos pequenos, daqueles que não têm nada. Todos em assentamento, para resistir contra os grandes e mostrar que unidos, juntos, podemos muito mais.”

O representante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Gilmar Mauro, foi direto ao situar historicamente aquele momento: “Se hoje estamos produzindo comida para o povo brasileiro, é sempre bom lembrar: tudo isso começou com a ocupação do latifúndio.”

Assistência técnica, leite solidário e crédito para assentados

O pacote vai além do crédito produtivo. O Ministério do Desenvolvimento Agrário, por meio da Anater, lançou um edital de R$ 28,5 milhões para Assistência Técnica e Extensão Rural voltada ao setor leiteiro, beneficiando diretamente 4.050 famílias em todo o território nacional. O programa está dividido em 27 lotes, cobrindo todos os estados e o Distrito Federal, com prazo de execução de 18 meses e prioridade para assentados da reforma agrária, comunidades tradicionais e pescadores artesanais.

Também foi anunciada a destinação de R$ 100 milhões em leite em pó adquirido via Programa de Aquisição de Alimentos para as Cozinhas Solidárias — conectando diretamente a produção da agricultura familiar às políticas de segurança alimentar nas periferias do país.

Para os assentados, foram liberados mais de R$ 155 milhões em créditos para mais de 9 mil beneficiários em todo o Brasil. Somente em São Paulo, R$ 24,5 milhões em créditos de fomento e habitação atenderão 794 famílias assentadas.

Oito décadas de crédito em três anos

Os números acumulados desde 2023 revelam a dimensão da transformação em curso. O Pronaf disponibilizou R$ 33,9 bilhões em financiamentos para a cadeia produtiva do leite, distribuídos em cerca de 777,7 mil operações — sendo R$ 20,2 bilhões para custeio da produção, R$ 12,6 bilhões para investimentos produtivos e cerca de R$ 1 bilhão para industrialização. Em relação ao período anterior, o volume de crédito para a atividade cresceu 81%.

Os anúncios desta segunda reafirmam, com números concretos, a aposta do governo Lula na integração entre acesso à terra, produção cooperativa, agroindustrialização e assistência técnica como pilares de soberania alimentar e desenvolvimento territorial. É a demonstração de que a reforma agrária do século 21 não se faz apenas com a distribuição de lotes — mas com tecnologia, crédito, cooperativismo e o compromisso de que o campo que alimenta o Brasil seja também o campo que prospera.

*com informações do Governo Federal/Vermelho


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Política

Roberto Justus: Lula é um líder genuíno, Bolsonaro é um lambão

Na realidade, Justus deixou claro que, mesmo com reticências ideológicas, as ações do governo Lula são republicanas, por ser Lula um grande líder.

Já Bolsonaro, guiado por seu temperamento bruto e golpista, recebeu de Justus a pecha de mau perdedor e de um lambão que fez uma série de bobagens durante seus quatro anos de mandato.

Não! Roberto Justus não mudou de bandeira, segue acreditando piamente no anacronismo neoliberal, mas enxerga em Lula alguém extremamente confiável no sentido literal, republicano, democrata.

Para quem acha que Bolsonaro nem besteira fez, porque, como um vagabundo que é que jamais trabalhou na vida e é um agitador barato, o que lhe custou a cassação no Exército, por ameaça de terrorismo dentro da própria instituição, as palavras de Justus podem soar lógicas, na medida em que a falta de caráter de Bolsonaro é algo indelével.

No entanto, essa realidade dita por um declarado opositor ideológico da esquerda, acaba por colocar luz de farol dentro do próprio campo liberal, sobretudo quando afirma que jamais votaria novamente em Bolsonaro.

Esse é um ponto perceptível até na Faria Lima contra Flavio, que tem como único projeto para o Brasil, livrar o pai da cadeia. Aliás, é essa receita de país que foi aprendida por Flavio com seu pai, de cor e salteado.


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Pesquisa

Aprovação do governo Lula oscila para cima e chega a 46%, mostra pesquisa BTG/Nexus

Governo tem 33% de “ótimo” ou “bom” e 23% de “regular”

A aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oscilou positivamente e alcançou 46%, segundo pesquisa BTG/Nexus. O levantamento também indica que 33% dos entrevistados avaliam a gestão como “ótima” ou “boa”, enquanto 23% classificam como “regular”. Os dados fazem parte do estudo conduzido pela Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados em parceria com o BTG Pactual, que analisou a percepção dos brasileiros sobre o desempenho do governo federal .

De acordo com a pesquisa, 46% dos entrevistados afirmam aprovar o governo Lula, enquanto 49% dizem desaprovar. Outros 5% não souberam ou não responderam. Em comparação com a rodada anterior, houve uma leve melhora na aprovação, acompanhada de uma redução na taxa de desaprovação .

Na avaliação qualitativa da gestão, 33% classificam o governo como “ótimo” ou “bom”. Já 23% consideram a administração “regular”. Por outro lado, 43% avaliam o governo como “ruim” ou “péssimo”, indicando um cenário ainda marcado por divisão de opiniões entre os eleitores.

A pesquisa BTG/Nexus foi realizada por telefone entre os dias 24 e 26 de abril de 2026, com 2.028 eleitores em todo o país. O levantamento possui margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, com registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01075/2026.  Com 247.


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Brasil

Minerais críticos colocam o Brasil no centro da disputa global

País tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo, mas segue sem marco legal e sob pressão de interesses estrangeiros sobre seu subsolo

O Brasil está sentado sobre uma das maiores riquezas minerais do planeta. Tem a segunda maior reserva mundial de terras raras, lidera o ranking global de nióbio e figura entre os primeiros em grafita e níquel. São recursos essenciais na fabricação de baterias, turbinas eólicas, carros elétricos, drones e sistemas de defesa — os insumos da transição energética que o mundo inteiro disputa. A questão que o país ainda não respondeu, e que está no centro de uma acalorada disputa política, é: dessa vez, o Brasil vai agregar valor à sua riqueza ou vai, mais uma vez, vender barato o que tem de mais precioso?

Entenda — Terras raras, minerais críticos e estratégicos: não são a mesma coisa

Antes de entrar na disputa política, vale entender o que está sendo disputado. Os três termos — terras raras, minerais críticos e minerais estratégicos — aparecem frequentemente como sinônimos, mas têm significados distintos.

Segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB), Elementos Terras Raras (ETR) são um grupo específico de 17 elementos químicos da tabela periódica: 15 lantanídeos — como lantânio, cério, neodímio e disprósio —, mais escândio e ítrio. O nome “raras” é um equívoco pois esses elementos não são necessariamente escassos na natureza, mas costumam estar dispersos no solo, o que torna sua extração economicamente difícil.

Já os minerais estratégicos são aqueles essenciais para o desenvolvimento econômico, com aplicação em produtos de alta tecnologia, defesa e transição energética. Os minerais críticos, por sua vez, são definidos pelo risco de desabastecimento: concentração geográfica da produção em poucos países, dependência externa, instabilidade geopolítica e dificuldade de substituição. A lista muda conforme o tempo, os avanços tecnológicos e as disputas geopolíticas. Exemplos comuns hoje são o lítio, cobalto, grafita, níquel e nióbio.

Uma terra rara pode ser, ao mesmo tempo, mineral crítico e estratégico — mas nem todo mineral estratégico é terra rara. O que une esses três conceitos é a centralidade que ganharam na economia global do século 21, especialmente porque a China domina amplamente o refino e a produção desses elementos, gerando enorme preocupação em países como Estados Unidos e União Europeia, que correm para diversificar fornecedores. É nesse cenário que o Brasil entra como ator de peso.

O que o Brasil tem — e o que ainda falta

O Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, com cerca de 21 milhões de toneladas, representando cerca de 23% das reservas globais, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). A maior parte está concentrada em Minas Gerais, Goiás, Amazonas, Bahia e Sergipe.

Entre os minerais considerados críticos ou estratégicos na maior parte dos países, o Brasil se destaca por ter as maiores reservas de nióbio do mundo (94%), com 16 milhões de toneladas. Também é o segundo no ranking global de reservas de grafita (26%), com 74 milhões de toneladas, e o terceiro em reservas de níquel (12%), com 16 milhões de toneladas.

Mas ter a reserva não significa dominar a cadeia. O professor de Geografia da Universidade Federal Fluminense (UFF), Luiz Jardim Wanderley, especialista na interseção entre política, economia e mineração, é direto ao apontar o padrão histórico que se repete: “O Brasil mantém o mesmo padrão de dependência que teve ao longo de sua história. Foi assim com o ouro colonial, passando pelo ferro e até o petróleo. Servindo para o mundo como um país primário-exportador. A gente exporta muitos minerais e os consome muito pouco no mercado nacional”, disse em entrevista à Agência Brasil.

Sem avançar nas etapas de beneficiamento e refino — ainda pouco desenvolvidas no país —, o Brasil tende a continuar importando produtos de maior valor agregado, mesmo sendo dono da matéria-prima bruta.

Um caso emblemático dessa lacuna é a mineradora Serra Verde, que opera em Minaçu, em Goiás. A empresa é a única produtora, fora da Ásia, de quatro elementos críticos e valiosos: o disprósio, o térbio, o neodímio e o ítrio, fundamentais para a fabricação de ímãs permanentes usados em veículos elétricos, turbinas eólicas, robôs, drones e aparelhos de ar-condicionado de alta eficiência, como nas áreas de semicondutores, defesa, nuclear e aeroespacial. Ou seja, o Brasil tem — e está deixando esse ativo estratégico escorrer pelos dedos.

O que está em jogo — Acordos, venda polêmica e disputa por regulação

Foi justamente a venda da Serra Verde que acendeu o debate político nas últimas semanas. A declaração foi feita no contexto da compra da mineradora Serra Verde pela norte-americana USA Rare Earth, por cerca de US$ 2,8 bilhões. A negociação foi festejada pelo governo de Goiás, cujo ex-governador Ronaldo Caiado assinou com o governo dos Estados Unidos, em março deste ano, um memorando de entendimento para fortalecer a cooperação bilateral entre o estado e os EUA, autorizando a realização de pesquisa e desenvolvimento tecnológico em parceria e também a facilitação de investimentos para a exploração de minerais críticos.

O movimento foi duramente criticado pelo governo federal. Para o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, a iniciativa do ex-governador avança sobre temas de competência exclusiva da União. Em entrevista ao ‘Bom dia, Ministro’ desta sexta-feira (24), o ministro enfatizou que “o subsolo brasileiro pertence à União. A competência para regulamentar [a exploração de recursos naturais] é da União. E quem estabelece relações com outros países é a União.”

Sobre a validade jurídica do memorando, Márcio Elias foi igualmente enfático: “É possível que haja boa intenção e um pressuposto legítimo de levar o desenvolvimento para o estado motivando alguém a fazer uma negociação desse tipo, mas do ponto de vista jurídico, ela não se sustenta.” Na prática, o acordo não produz nenhuma obrigação legal e não há risco de o país sofrer qualquer sanção se o descumprir.

Aliados de Lula, os deputados federais Orlando Silva (PCdoB-SP) e Talíria Petrone (Psol-RJ) pediram à Procuradoria-Geral da República (PRG) que investigue a venda e a regularidade da atuação da Agência Nacional de Mineração (ANM) ao dar aval à transferência de controle da Serra Verde. O episódio escancarou a ausência de um marco regulatório claro para o setor — e a velocidade com que interesses estrangeiros se movem sobre as riquezas brasileiras.

No plano internacional, o governo federal tenta construir uma alternativa diferente. Brasil e Alemanha assinaram, na última semana em Hannover, uma declaração conjunta de intenções para ampliar a cooperação científica e tecnológica na área de minerais críticos e estratégicos, considerados essenciais para a transição energética e o desenvolvimento de tecnologias emergentes. O ato foi firmado durante visita oficial do presidente Lula, que se reuniu com o chanceler Friedrich Merz.

Uma semana antes, em Barcelona, depois de assinar acordos que também envolvem a cadeia de minerais estratégicos com o presidente da Espanha, Pedro Sánchez, o presidente foi enfático ao dizer que “nós iremos construir parceria com quem quiser construir, quem quiser compartilhar tecnologia conosco, e o processo de transformação se dará dentro do Brasil. Ninguém, a não ser o Brasil, será dono da nossa riqueza mineral.”

O que muda — Ou o que o governo quer que mude

O discurso oficial é claro. Em Hannover, Lula foi direto ao afirmar que o Brasil não pretende ser coadjuvante nessa disputa global: “Nossas reservas também nos tornam atores incontornáveis no debate sobre minerais críticos. Queremos atrair cadeias de processamento para o território brasileiro, sem fazer exportações excludentes. A colaboração em setores intensivos em tecnologia é uma prioridade para um país que não quer se limitar a ser um mero exportador de commodities.”

O ministro Márcio Elias reforçou a posição ao defender a urgência de uma legislação específica para o setor: “Não queremos ser um exportador de matéria-prima. Não vamos cometer o equívoco de imaginar que minerais críticos ou terras raras sejam objeto de exportação. Têm que ser de industrialização.”

Para avançar nessa direção, o governo federal pediu ao presidente da Câmara, Hugo Motta, que retirasse de pauta o Projeto de Lei 2780/24, que trata da criação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A justificativa foi a necessidade de aprimorar o texto antes de submetê-lo aos parlamentares. O ministro foi preciso sobre o que falta no projeto: “O governo federal quer apresentar propostas e sugestões que, sobretudo, aperfeiçoem o dever de industrialização dos minerais críticos.”

A regulação, segundo Elias, precisa cobrir todo o espectro. “Precisamos legislar e regular logo esse tema, porque ele suscita não apenas dúvidas, mas, sobretudo, insegurança [jurídica] sobre quem pode explorar, as mudanças, as fusões e as transformações dessas empresas, quem pode acessar o alvará para explorar e minerar. Tudo tem que estar regulado.”

O ministro rejeita a criação de uma estatal para o setor, argumentando que já existem instrumentos legais que permitem subvenções e associações com o setor privado, e que uma estatal não seria sinônimo de melhor aproveitamento dos ativos.

A crítica que ninguém quer ouvir

Por trás dos acordos diplomáticos e dos discursos de soberania, há uma contradição histórica que especialistas se recusam a ignorar. Para o professor Wanderley, da UFF, sem avançar nas etapas de industrialização, o Brasil vai continuar preso à mesma armadilha de sempre. E o peso disso não será apenas econômico.

O geógrafo é contundente ao tratar dos impactos socioambientais da mineração: “Não existe mineração sustentável. Toda mineração causa impactos ambientais pesados, como o comprometimento de recursos hídricos. Também causa pressão econômica nos municípios em que ocorre: aumento da pobreza, desigualdade e violência urbana. O que temos hoje é um modelo completamente insustentável de mineração.”

Mesmo um modelo menos agressivo, avalia o especialista, não seria isento de danos: ainda seriam feitos grandes buracos para extrair os minérios, montanhas seriam desmontadas e cursos d’água afetados. Para Wanderley, é preciso pensar com calma se realmente vale a pena, considerando a magnitude dos efeitos socioambientais envolvidos.

O debate, portanto, vai muito além de quem assina o acordo ou quem compra a mineradora. Envolve decidir para quem essa riqueza vai servir, quem vai pagar o custo ambiental e quem vai ficar com o valor agregado quando o minério virar bateria, turbina ou chip.

*Vermelho


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Vídeo – Lula no Congresso do PT: “Serei presidente outra vez”

Em vídeo exibido no encerramento do 1º dia do congresso partidário, presidente reforça realizações do governo como arma eleitoral, defende reformas nas instituições e mobilização nas ruas

No encerramento do primeiro dia do 8º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores, realizado nesta sexta-feira, 24, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva transmitiu uma mensagem contundente aos cerca de 600 delegados reunidos. Impedido de comparecer pessoalmente por causa de um procedimento médico em São Paulo, Lula gravou um vídeo exibido à plenária ao final das atividades e encerrou com uma promessa: “Preparem-se, pois serei presidente outra vez porque o Brasil precisa de alguém democrático, que saiba ouvir e conversar com o coração das pessoas.”

Realização como arma eleitoral

O tom do discurso foi de confiança e ofensiva. Para Lula, a principal munição da campanha petista está nas conquistas concretas do governo atual — e na comparação direta com as gestões anteriores. “Quem está no governo deve usar as realizações como sua principal arma eleitoral”, afirmou, destacando crescimento acima de 3%, controle da inflação, aumento da massa salarial e ampliação dos investimentos em saúde e educação.

“Se nós fizemos as coisas corretas, e acreditamos que nós fizemos as coisas corretas, não perderemos a eleição para ninguém neste país. […] O partido que está no governo não corre atrás do adversário, é o adversário que corre atrás dele. É ele que tem que colocar a bola na frente” – Lula, em vídeo ao Congresso do PT

O presidente não citou adversários pelo nome, mas foi direto na estratégia: “Essa comparação com o que os outros fizeram é a nossa arma.”

Propostas para o futuro

Além de defender o legado do atual mandato, Lula apresentou as bandeiras que devem guiar o próximo período: transformação energética, exploração soberana de minerais críticos e desenvolvimento de uma nova indústria nacional de base tecnológica. Na educação, reafirmou a defesa de uma “revolução” com escolas de tempo integral e o fortalecimento dos institutos federais como motores de formação da classe trabalhadora brasileira.

O presidente alertou ainda para a importância de apresentar propostas concretas e factíveis: “Nós temos que mostrar com muita clareza uma proposta séria, que seja uma coisa factível, que a gente possa executar. Porque senão a gente fica prometendo e o cara: ‘Por que vocês não fizeram?’”

Reforma das instituições e defesa da democracia

Lula também defendeu reformas nas instituições — incluindo o Poder Judiciário, que atravessa uma crise de imagem agravada pelo escândalo financeiro do Banco Master. Sem detalhar os contornos das mudanças, foi enfático ao situar o Brasil como referência global: “Ninguém tem defendido multilateralismo como o Brasil, ninguém tem defendido a democracia como o Brasil, ninguém tem defendido as instituições como o Brasil. Tem defendido que elas precisam de reforma, precisam, até as instituições internas no Brasil precisam de reforma, mas é importante que a gente fale com muita clareza para o povo saber o que nós estamos querendo.”

E completou, reforçando o dever histórico do país: “Temos o dever de defender a democracia, a soberania nacional e o multilateralismo.”

“Nada, nada, nada supera a gente ter coragem de pegar um panfleto, andar na rua, bater com a palma no portão das pessoas e olhar no olho das pessoas. É assim que a gente faz política, não é sentado em um sofá fazendo zap. O zap é muito importante, mas a gente não vê o olho da pessoa.” – Lula, sobre mobilização política

Em um dos momentos mais vibrantes do discurso, Lula cobrou a militância a ir além do ambiente digital. Reconhecendo a importância das redes sociais, o apelo foi claro: é preciso sair do sofá, bater de porta em porta e construir política no contato direto com as pessoas.

Hora de ouvir a sociedade

Ainda pela manhã, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, fez um discurso que soou como autocrítica construtiva. Para ele, o momento histórico exige humildade para escutar as dores da sociedade brasileira — da mesma forma que o partido soube ouvi-la no fim dos anos 1970, na luta pela redemocratização, e em 2002, na primeira vitória de Lula. “Tem momentos na história que a gente tem que ter humildade para ouvir, para sentir o que a sociedade espera de nós. Eu não tenho nenhuma dúvida que esse é o momento que estamos vivenciando. É hora de ouvirmos”, afirmou.

Edinho contextualizou o avanço da ultradireita no mundo como expressão de uma crise do capitalismo que a classe trabalhadora não criou, mas sente na pele. E defendeu que o PT tem capacidade de apresentar alternativas: “Se a sociedade diz que esse sistema não serve e não resolve os problemas, nós temos capacidade de ouvir e construir os caminhos para as reformas permitidas para que um novo sistema comece a ser construído.” O presidente do PT também defendeu abertamente a reforma do Poder Judiciário, para que a instituição se aproxime da sociedade civil.

O manifesto e o caminho para 2026

O Congresso do PT, que vai até domingo, 26, debate um manifesto que servirá de base para as propostas da campanha à reeleição de Lula. O documento em análise é mais enxuto do que a versão elaborada pelo ex-ministro José Dirceu — decisão tomada para evitar divergências internas às vésperas do período eleitoral. O manifesto foca em reformas no Judiciário e na administração pública, defesa da escala de trabalho 6×1, soberania sobre minerais críticos e terras raras, além de críticas às políticas do presidente dos EUA, Donald Trump.

O evento contou com representantes de partidos aliados, como o PSB, PDT, PV e PCdoB, com destaque para a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães. Delegações de mais de 80 países também marcaram presença, reforçando o caráter internacionalista do partido.

Com tom combativo e olhos postos em 2026, o PT encerrou o primeiro dia do seu congresso com a certeza de que a campanha parte das conquistas e não das promessas em branco.


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Eurásia: Lula continua favorito e deve recuperar popularidade até julho

Analistas veem Lula em posição mais forte que em 2022, destaca o colunista Leopoldo Vieira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua sendo leve favorito para vencer a eleição presidencial e deve recuperar sua popularidade até julho, mas o senador Flávio Bolsonaro provavelmente liderará as pesquisas por dois ou três pontos até o final de maio, na esteira da pressão inflacionária decorrente da guerra dos Estados Unidos contra o Irã e do noticiário envolvendo escândalos de corrupção, segundo análise do Eurasia Group (EG), em conferência com clientes nesta semana.

“Se a aprovação de Lula estiver na faixa dos 45% em meados de agosto, quando a campanha eleitoral começa oficialmente, espera-se que ela suba ainda mais, mantendo sua ligeira vantagem. No entanto, se seus índices de aprovação caírem abaixo das expectativas do Eurasia Group, ou se não se recuperarem após a queda prevista, as chances de vitória da oposição aumentarão” , disseram Christopher Garman, diretor-geral para as Américas, e Leonardo Reis, analista da companhia de risco político.

Nesse contexto, o senador Bolsonaro ainda não é considerado favorito porque, de acordo com dados globais de 500 eleições, incumbentes com aprovação em torno de 45% vencem em aproximadamente 75% dos casos. Segundo o 247, os analistas ressaltam que os números do ex-presidente Jair Bolsonaro antes da campanha, em 2022, eram inferiores a 44%. Além disso, ele tinha 36% de aprovação e estava 20 pontos percentuais atrás nas intenções de voto em simulações de segundo turno, mas perdeu a disputa por apenas 1,5 ponto percentual. “A posição atual de Lula é significativamente mais forte”, avaliam.

Para auxiliar a recuperação do presidente, é muito provável que as tarifas da Seção 301 dos EUA sobre o Brasil cheguem perto de 40%, com as mesmas exceções previstas nas tarifas da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), que foi invalidada — aponta a EG, agora em relatório a empresários e investidores. Aliados de Flávio sinalizaram a seus homólogos americanos que novas tarifas poderiam impulsionar as chances de reeleição de Lula.

Em relação ao caso do Banco Master, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), vê-se em uma “missão divina” para levar as investigações adiante, segundo o EG, o que estaria gerando tensões com outros membros da Corte, interessados em protegê-la de desgastes. Isso indica que a disputa pela bandeira anticorrupção, em um cenário de reativação do sentimento antissistema, será praticamente inevitável.

Paralelamente, traders experientes consideram improvável que a guerra no Oriente Médio seja retomada, favorecendo a mitigação da pressão inflacionária nos próximos meses eleitorais brasileiros. Por ora, as chances de sucesso do presidente são de 55%, nos cálculos da consultoria internacional.

Em tempo: a estratégia da candidatura oposicionista, de tentar passar ao eleitorado uma imagem de moderação, aumenta o risco de banana republic associado a um estelionato eleitoral. Com o objetivo de se afastar dos estigmas do governo derrotado em 2022, o senador Bolsonaro tem sido aconselhado a defender o regime democrático, o respeito ao resultado eleitoral, políticas voltadas a grupos tradicionalmente atacados pela extrema-direita e a evitar a divulgação de propostas econômicas impopulares, o que sugere apenas uma operação de marketing político. Também voltaram à tona promessas de ajuste fiscal para “uma economia de até R$ 1,1 trilhão em dez anos”, já frustradas no governo Bolsonaro devido à erosão das condições políticas, provocada pela chamada ala ideológica, que ainda hoje é comandada pelos próprios filhos do ex-presidente.


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