A euforia do mercado com o resultado do primeiro turno revela como setores do poder econômico acompanham as eleições presidenciais de olho nas próprias expectativas. Quando uma pesquisa de segundo turno apresenta um cenário diferente daquele celebrado após a primeira votação, o entusiasmo dá lugar à frustração — e a narrativa construída em torno do resultado inicial começa a perder força.
O ponto central é que o primeiro turno não encerra a disputa nem determina o resultado do segundo. São momentos distintos, com novas estratégias, alianças, debates e movimentos do eleitorado. Transformar uma fotografia eleitoral em certeza antecipada é confundir expectativa com realidade.
O mercado comemorou antes da hora?
A reação foi expressiva: após o primeiro turno, a Bolsa brasileira subiu 7,7% e o dólar caiu 4,13%, refletindo as expectativas de investidores diante do desempenho de Flávio Bolsonaro.
Mas a pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta (8) mostra Flávio com 52% e Lula com 48% dos votos válidos, dentro de uma margem de erro de dois pontos percentuais, o que representa empate técnico.
A mensagem política e econômica é clara: a euforia dos investidores não é resultado eleitoral, assim como a reação negativa a uma pesquisa não significa que a disputa esteja decidida. O mercado reage às expectativas de lucro, às projeções fiscais e às perspectivas de governo. O eleitor, por sua vez, ainda precisa decidir seu voto.
E é justamente aí que mora o risco de transformar a Bolsa em torcida eleitoral: comemorar antecipadamente um cenário não faz com que ele se concretize. O segundo turno continua sendo uma disputa aberta, e os números das pesquisas devem ser lidos com atenção à margem de erro, à metodologia e às mudanças que podem ocorrer durante a campanha.
Queridos leitores
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.
Em eleição, sobretudo quando Lula está no jogo, não existe “escrita” capaz de antecipar o resultado. Essa mistificação supersticiosa que circula na mídia — segundo a qual quem vence o primeiro turno inevitavelmente vencerá o segundo — não passa de uma construção simplista apresentada como se fosse uma lei da política.
A tese é ainda mais frágil quando se tenta transformá-la em argumento para afirmar que uma eventual vantagem de Flávio Bolsonaro no primeiro turno significaria uma espécie de sentença definitiva sobre o segundo. Não significa.
Há um detalhe histórico que costuma ser convenientemente esquecido nessa narrativa: até 2022, nenhum presidente brasileiro que disputara a reeleição havia sido derrotado na tentativa de permanecer no cargo. Jair Bolsonaro rompeu essa sequência ao perder a reeleição para Lula. No segundo turno de 2022, Lula recebeu 60.345.999 votos, contra 58.206.354 de Bolsonaro, segundo a totalização oficial do TSE.
Ou seja: a própria história recente mostrou que uma regularidade eleitoral pode ser quebrada.
Por isso, vender ao PT a ideia de “terra arrasada” simplesmente porque Flávio teria terminado o primeiro turno à frente, ainda que por uma margem estreita, é transformar estatística em superstição. Primeiro turno e segundo turno são momentos distintos da mesma eleição, mas não são a mesma eleição.
Entre uma votação e outra, mudam as alianças, mudam os discursos, mudam as estratégias, muda a distribuição dos votos dos candidatos eliminados, muda o comportamento do eleitor e podem mudar até as prioridades que orientam a escolha de milhões de pessoas.
Não existe piloto automático eleitoral.
O fato de determinada característica ter se repetido em dez eleições não concede a ela autorização para se repetir automaticamente na décima primeira. Eleição não é uma fórmula matemática em que se apertam os mesmos botões e se obtém necessariamente o mesmo resultado.
Cada eleição tem sua própria voltagem. Cada disputa é determinada pelas circunstâncias políticas, econômicas e sociais do seu tempo. O eleitor também não é uma peça imóvel de um tabuleiro: ele pode mudar de posição, rever sua escolha e redefinir suas prioridades entre um turno e outro.
Foi justamente 2022 que deixou isso ainda mais evidente no plano da reeleição: uma sequência histórica que parecia consolidada foi interrompida.
Portanto, transformar uma vantagem de primeiro turno em garantia de vitória no segundo é muito mais do que uma análise eleitoral simplificada: é confundir recorrência histórica com destino.
E eleição não é destino.
Nostalgia não ganha jogo. Estatística passada não vota. E uma eleição não é obrigada a repetir a anterior apenas porque alguém encontrou uma sequência que parece conveniente para sustentar sua narrativa.
O segundo turno começa quando o primeiro termina. E é ali, diante de novas circunstâncias e de um novo cálculo do eleitor, que a disputa efetivamente recomeça.
Queridos leitores
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.
Flávio chegou ao segundo turno carregando um problema que nenhum treinamento de televisão consegue esconder: agora não haverá candidatos para dividir os ataques, nem espaço para discursos genéricos, nem a possibilidade de transformar adversários ausentes em espantalhos.
Será Lula contra Flávio. Um contra um.
Se Flávio for ao debate, terá de encarar Lula de frente, responder perguntas, sustentar suas propostas e explicar contradições, alianças e episódios que sua campanha preferiria manter longe dos holofotes. E, sobretudo, terá de demonstrar que existe por trás do sobrenome Bolsonaro alguma coisa além da herança política do pai.
Se fugir, o problema muda de forma, mas não desaparece. A ausência será interpretada como medo do confronto, incapacidade de sustentar suas próprias ideias e falta de preparo para ocupar a Presidência da República.
É o clássico dilema: se correr, o eleitor vê a fuga; se ficar, o eleitor vê o despreparo.
Flávio pode até escolher não comparecer. Pode tentar transformar a ausência em estratégia. Pode produzir lives, vídeos, discursos e acusações. Mas nada disso substitui o teste mais elementar de uma eleição presidencial: sentar diante do adversário e explicar, olho no olho, por que o país deveria entregar a ele o comando da República.
Por isso, o debate com Lula é uma armadilha política para Flávio.
Se for, corre o risco de afundar diante das câmeras. Se não for, corre o risco de afundar pela covardia.
E talvez seja justamente essa a maior fragilidade de sua candidatura: Flávio precisa desesperadamente do debate para provar que está preparado, mas o próprio debate pode provar o contrário.
Queridos leitores
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.
Plataforma independente cruza dados públicos do TSE, permite pesquisar endereços e aponta locais de votação com maior concentração de abstenções, brancos, nulos e votos em candidatos que ficaram fora da disputa
Em uma eleição decidida por uma diferença de pouco mais de dois milhões de votos no primeiro turno, uma iniciativa independente resolveu transformar os dados públicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em um mapa para mostrar onde ainda há eleitores em disputa no segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
O site “Onde dá pra conversar” permite que o usuário informe onde mora, trabalha ou estuda, ou escolha diretamente um ponto no mapa, para identificar locais de votação próximos em que há maior número de votos potencialmente disponíveis para Lula.
A ferramenta não pertence à campanha do presidente, ao PT ou à coligação. Segundo a própria plataforma, trata-se de uma iniciativa independente e voluntária, feita pela MACAPE Pesquisas e Consultoria em Tecnologia Ltda., com conteúdo sob responsabilidade de Matheus C. Pestana.
Na página inicial, o projeto resume sua proposta: “Tem gente perto de você que pode fazer esse resultado virar”.
Como funciona o mapa O sistema cruza os resultados do primeiro turno, seção por seção, com o cadastro dos locais de votação do TSE.
Entram no cálculo eleitores que não compareceram às urnas, votaram em branco ou nulo e aqueles que escolheram candidatos eliminados no primeiro turno, além da distribuição geográfica dessas votações.
A ferramenta exibe os pontos em um mapa do Brasil e permite pesquisar por bairro, cidade ou rua. A partir daí, mostra a dimensão do eleitorado que, segundo sua metodologia, ainda poderia ser disputado naquela região.
Na atualização exibida pelo site, baseada em 496.784 boletins de urna, a plataforma calculava 47.913.428 votos que poderiam ser disputados em todo o país e apontava 26.857 locais de votação nos quais apenas a soma de abstenções, votos brancos e nulos seria suficiente, segundo seus cálculos, para alterar o resultado local considerado pela ferramenta.
O próprio projeto ressalta que os números vêm dos boletins de urna publicados pelo TSE e do cadastro oficial dos locais de votação.
Para calcular as abstenções, compara quantas pessoas estavam aptas a votar em cada urna com o número de eleitores que efetivamente compareceram.
Dados agregados e voto continuam secretos Apesar do grau de detalhamento geográfico, a ferramenta não identifica eleitores individualmente nem revela em quem uma pessoa votou.
Os dados eleitorais utilizados são agregados por seção.
Segundo a Forum, é possível saber, por exemplo, quantos votos Lula, Flávio Bolsonaro ou outro candidato recebeu em determinada urna, assim como o número de abstenções, brancos e nulos, mas não quem deu cada voto.
O site informa também que não solicita nome, e-mail ou telefone de quem sinaliza que pretende realizar uma conversa em determinada região.
Ao clicar em “Vou conversar por aqui”, o mapa apenas registra mais uma pessoa naquela área, numa tentativa de distribuir os voluntários por diferentes locais.
A iniciativa foi inspirada no projeto “Como meus vizinhos votam”, que também utiliza dados eleitorais para mostrar a distribuição dos votos por local de votação.
Ferramenta também compara propostas O projeto não se limita ao mapa.
Há uma seção dedicada a orientar conversas com diferentes segmentos do eleitorado, incluindo quem não foi votar, votou em branco, anulou o voto ou escolheu Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado ou Romeu Zema no primeiro turno.
No caso dos candidatos eliminados, o site coloca lado a lado trechos de seus programas de governo e do programa de Lula registrado no TSE, destacando pontos que considera semelhantes.
Entre os temas comparados estão educação integral, saúde mental, segurança pública, digitalização da saúde, prontuário eletrônico, filas do SUS e saneamento.
A plataforma disponibiliza as referências dos programas e as páginas de onde foram retirados os trechos apresentados.
“Olho no olho e nas redes” O “Onde dá pra conversar” também apresenta uma espécie de roteiro de organização para quem pretende participar da mobilização eleitoral.
A orientação é consultar o mapa, formar grupos voluntários, dividir tarefas, conversar pessoalmente e atuar nas redes sociais.
Ao mesmo tempo, a página chama a atenção para limites da legislação eleitoral.
Orienta, por exemplo, a não adicionar pessoas sem consentimento a grupos de WhatsApp, não realizar disparos em massa e não pagar pelo impulsionamento de publicações.
A plataforma informa ainda que a mobilização de rua deve se encerrar às 22h de 24 de outubro, véspera do segundo turno.
No domingo (25), dia da votação, a orientação é não realizar campanha ou abordagem de eleitores.
A aposta do projeto é transformar a enorme quantidade de dados produzidos pelas urnas em uma pergunta mais concreta para a militância de Lula nesta reta final: não apenas quantos votos são necessários para virar a eleição, mas onde eles podem estar.
Queridos leitores
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.
Flávio Bolsonaro pode até ter terminado o primeiro turno com 1,87 ponto percentual de vantagem sobre Lula, mas há uma verdade política que esse número não consegue esconder: ele ganhou a apuração, mas não ganhou a eleição.
E essa diferença é fundamental.
Flávio teve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Foram cerca de 2,2 milhões de votos de diferença. Só que, para vencer no primeiro turno, era necessário ultrapassar a barreira de 50%. Não ultrapassou. Portanto, a suposta “vitória histórica” que seus aliados tentam vender terminou exatamente onde começa a verdadeira disputa: no segundo turno.
Flávio Bolsonaro não derrotou Lula. Flávio apenas chegou à frente de Lula na primeira etapa de uma eleição que continua aberta.
E há algo ainda mais importante: o segundo turno não será disputado entre Flávio e Lula contra os outros candidatos. Será disputado entre Flávio e Lula diante de todo o eleitorado brasileiro.
É aí que começa o problema para o candidato do PL.
Os votos de Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Zema e dos demais candidatos agora entram em uma disputa completamente diferente. Somados, os candidatos que ficaram fora do segundo turno receberam milhões de votos. Esses eleitores não pertencem a Flávio — e tampouco pertencem automaticamente a Lula. Serão disputados.
Mas existe uma diferença brutal entre os dois projetos.
Lula tem uma trajetória política própria. Flávio carrega o peso inteiro do sobrenome Bolsonaro.
E o sobrenome que o levou a 47% também pode ser exatamente o que o impede de chegar aos 50% mais um.
Flávio não está disputando apenas contra Lula. Está disputando contra a memória política do bolsonarismo, contra a rejeição acumulada pela família Bolsonaro e contra a necessidade de convencer uma parcela do eleitorado que votou em outros candidatos de que ele seria capaz de governar o país para além da guerra permanente contra o PT.
No primeiro turno, o voto antipetista funcionou como uma gigantesca âncora eleitoral. No segundo turno, porém, o eleitor precisa escolher quem quer colocar no Palácio do Planalto.
E aí aparece a fragilidade de Flávio.
Porque uma coisa é votar em Flávio para impedir Lula de vencer no primeiro turno. Outra, muito diferente, é entregar a ele quatro anos de Presidência da República.
É exatamente por isso que o resultado do primeiro turno pode ser enganoso.
Flávio conseguiu ampliar o desempenho do bolsonarismo em relação a Jair Bolsonaro em 2022. Mas Lula também continua com uma base eleitoral gigantesca: mais de 53,8 milhões de votos no primeiro turno.
E existe outro dado politicamente devastador para a narrativa de uma suposta “onda Flávio”: a diferença entre os dois foi de apenas 1,87 ponto — a menor distância entre primeiro e segundo colocados em um primeiro turno presidencial desde a redemocratização.
Isso não é uma avalanche.
É uma eleição absolutamente aberta.
E, quando a eleição chega ao segundo turno, a lógica muda.
Flávio terá de ampliar sua votação. Lula também. Só que Flávio precisa transformar um voto essencialmente bolsonarista e antipetista em uma maioria nacional. Precisa conquistar eleitores que não votaram nele. Precisa reduzir sua rejeição. Precisa convencer o centro. Precisa falar com quem não quer mais viver em permanente estado de guerra política.
E é justamente aí que o candidato Bolsonaro encontra seu maior obstáculo: para vencer, ele precisa deixar de ser apenas Bolsonaro.
Mas como fazer isso carregando Bolsonaro no sobrenome, Bolsonaro na campanha, Bolsonaro na identidade política e Bolsonaro como principal referência eleitoral?
É a contradição central da candidatura.
Lula, por outro lado, entra no segundo turno podendo apresentar uma narrativa muito mais simples: governar versus radicalizar; reconstrução versus conflito; experiência versus aventura.
Não se trata de dizer que a vitória de Lula está matematicamente garantida — não está. O resultado do primeiro turno prova justamente que a disputa será dura.
Mas há uma diferença fundamental entre estar na frente por 1,87 ponto e ter uma maioria consolidada capaz de vencer o segundo turno.
Flávio não tem essa maioria.
E é por isso que sua “vitória” no primeiro turno pode acabar sendo lembrada como aquilo que realmente foi: uma vitória de etapa, não uma vitória de projeto.
O primeiro turno mostrou que o bolsonarismo continua forte.
O segundo turno terá de mostrar se ele é forte o suficiente para governar o Brasil.
E essa é uma pergunta muito mais difícil de responder.
Flávio pode ter chegado em primeiro.
Mas, politicamente, a eleição começou de verdade agora.
Queridos leitores
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.
A velha e apodrecida mídia não precisa declarar apoio explícito à extrema direita, ao fascismo para cumprir esse papel. Basta tratá-los como uma força política “normal”, apresentar seus representantes como candidatos comuns e fabricar uma falsa equivalência entre quem defende a democracia e quem ameaça as instituições e quer transformar o Brasil num caos.
É assim que o extremismo deixa de ser apresentado como extremismo. O discurso autoritário vira “opinião”; o golpismo vira “polarização”; a ameaça à democracia vira apenas mais uma “posição política”.
Na reta final da eleição, o que está em jogo não é simplesmente a preferência editorial de três grandes veículos, O Globo, Folha e Estadão, é algo muito maior: a tentativa de moldar o eleitorado para transformar a extrema direita em alternativa legítima e, ao mesmo tempo, desgastar Lula a qualquer custo.
Quando a imprensa naturaliza o fascismo, o banditismo para derrotar Lula, ela deixa de ser apenas espectadora da disputa política e passa a fazer parte dela.
A democracia não pode ser defendida colocando fascistas e democratas no mesmo plano.
Queridos leitores
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.
Mais de 915 mil brasileiros estão aptos a votar no exterior em 2026; Flávio vence no Japão, mas com queda de voto em comparação a Jair Bolsonaro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu como o vencedor no primeiro turno das eleições nos postos na Austrália e Nova Zelândia. Os resultados da votação nesses dois países já foram divulgados pelos respectivos consulados, revelando uma forte presença de eleitores e uma ampla vantagem do petista.
Na Austrália, Lula somou 57,4% dos votos, contra apenas 30,7% para Flávio Bolsonaro. Foram 7,1 mil votos computados.
Em 2022, Lula havia obtido 54% dos votos dos brasileiros na Austrália. Flávio ainda teve um melhor resultado que seu pai, há quatro anos. Naquele momento, Jair Bolsonaro somou 28%.
No caso da Nova Zelândia, Lula venceu com ampla folga. Foram 234 dos 332 votos no país, cerca de 70%. Flávio somou apenas 19%. Renan Santos obteve um voto.
Na China, os resultados do consulado de Pequim apontam para uma vitória de Lula. O petista somou 104 votos, contra apenas 22 para Flávio. Augusto Cury teve três votos.
Em Xangai, Lula somou 116 votos, contra 41 para Flávio Bolsonaro e 9 para Renan Santos.
No total na China – sem contar Honk Kong – Lula somou 268 votos (65%), contra 98 de Flávio.
Os votos de Hong Kong deram um resultado favorável para Flávio, mas com uma diferença de apenas seis votos em comparação ao apoio recebido pelo petista.
Na Coreia do Sul, Lula somou 123 votos, 56%. O candidato do PL teve 72 votos, 33%.
Na Malásia, foram 44 votos para Lula, 53%, contra 27 para Flávio. Cingapura também deu Lula, com 54%.
Flávio perde espaço no Japão No Japão, foi Flávio Bolsonaro que venceu, com 70% dos votos. O país abriga o terceiro maior contigente de brasileiros que votam no exterior. O representante do PL somou 24,6 mil votos, contra 5,2 mil de Lula. Mas sua votação ficou abaixo do desempenho de Jair Bolsonaro em 3 mil votos.
Pela Europa, as filas se formaram logo cedo. Em algumas capitais, brasileiros enfrentaram mais de duas horas de espera para conseguir votar.
Pelo mundo, o número de eleitores brasileiros aptos a votar cresce de forma exponencial e, em apenas quatro anos, a alta foi de 32%. Para este ano, são mais de 918 mil, um volume superior aos estados de Roraima (401,5 mil), Amapá (577,5 mil) e Acre (614,4 mil).
No total, o TSE enviou as urnas eletrônicas para 186 cidades de 134 países. Além dos EUA, Portugal, com 134,8 mil eleitores inscritos, e Japão, com 88,4 mil, são os maiores colégios eleitorais de brasileiros no exterior.
*Jamil Chade/ICL
Queridos leitores
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, encerrou neste sábado (3) a campanha para o primeiro turno das eleições com uma caminhada na região da avenida Paulista, em São Paulo. Ao lado de aliados, Lula fez um discurso de mobilização da militância e relacionou a disposição para continuar na política à existência de uma causa. “A minha causa é o povo brasileiro. A minha causa é a educação. A minha causa é a soberania brasileira”, disse Lula.
Em seu discurso, o presidente lembrou o fim do ministério do Trabalho e da Indústria e Comércio durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022) e voltou a se referir à eleição como uma oposição entre democracia e barbárie. O presidente fez, ainda, críticas ao bolsonarismo e mencionou investigações envolvendo a Previdência Social e o sistema financeiro. Ao citar o banqueiro Daniel Vorcaro, Lula afirmou que as investigações estariam revelando novos elementos e disse que seus adversários estariam preocupados com o avanço das apurações.
O presidente ainda pediu que os presentes não fossem descansar, e sim convencer outros eleitores e brincou: “Não existe essa de Gavião ser de direita”, em referência à maior torcida do Corinthians, time do presidente.
A concentração ocorreu nas proximidades da avenida Paulista e da rua Augusta, com participação do candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do candidato a vice-governador Márcio França (PSB) e das candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). A primeira-dama, Janja Lula da Silva, também participou do ato.
A caminhada havia sido autorizada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) na sexta-feira (2), depois de um impasse entre a campanha petista e a Prefeitura de São Paulo. A Justiça Eleitoral permitiu a realização do evento, mas determinou que as vias públicas permanecessem desobstruídas e que os organizadores seguissem as orientações da Polícia Militar e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
Aliados reforçam discurso de campanha O candidato ao governo do estado de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, comentou a tentativa da prefeitura de barrar o ato deste sábado (3) tendo como justificativa o tumulto. “Mas essa é uma manifestação da paz, com amor, com respeito, da solidariedade”, rebateu o ex-ministro da Fazenda do governo Lula.
Marina Silva agradeceu a militância e pediu que os apoiadores continuassem engajados na campanha. Simone Tebet afirmou que a mobilização na Paulista representava uma demonstração em defesa da democracia e da soberania e pediu votos para Lula e Haddad.
Geraldo Alckmin agradeceu a presença dos apoiadores e destacou a participação popular no encerramento da campanha. Márcio França, candidato a vice-governador na chapa de Haddad, elogiou a disposição de Lula durante a campanha e também convocou a militância para as últimas horas antes da votação.
Janja concentrou sua fala nas mulheres presentes no ato e pediu que elas continuassem conversando com eleitores até o domingo. “Nós é que vamos entregar o tetra ao presidente Lula”, disse.
Tensão com a PM durante ato A realização da caminhada foi precedida por um impasse entre a campanha de Lula e a Prefeitura de São Paulo. A administração municipal havia questionado a realização do evento na véspera da eleição, alegando a necessidade de garantir a circulação nas vias durante o período eleitoral.
O TRE-SP, porém, autorizou a caminhada, desde que não houvesse bloqueio das vias e fossem respeitadas as orientações das autoridades de trânsito.
Na manhã deste sábado, houve um princípio de confusão entre integrantes da organização e policiais militares por causa da posição dos carros de som. A PM determinou o deslocamento dos veículos para liberar a circulação, enquanto integrantes da campanha questionaram a medida.
A discussão ocorreu antes da chegada de Lula e foi acompanhada por apoiadores. Posteriormente, os carros de som foram deslocados e o ato prosseguiu.
*BdF
Queridos leitores
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.
Em pesquisa divulgada neste sábado (3) pela CNT/MDA, o presidente Lula tem 47,8% do total de votos válidos (desconsiderando brancos e nulos) da preferência no cenário de primeiro turno da disputa à Presidência. O senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL) registra 42,1%.
Na sequência, o candidato Augusto Cury (Avante) pontua 3,6%, seguido de Ronaldo Caiado (PSD) com 3,4%, Renan Santos (Missão) com 1,7% e Romeu Zema (Novo) com 0,9%.
No cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece com 43,1% das intenções de voto, seguido pelo candidato do PL Flávio Bolsonaro, com 38,0%. Em seguida, aparecem Augusto Cury, com 3,2%; Ronaldo Caiado, com 3,0%; Renan Santos, com 1,5%; e Romeu Zema, com 0,8%. Outros candidatos somam 0,5%, enquanto 4,0% dos entrevistados declararam voto em branco ou nulo e 4,7% permanecem indecisos.
Em cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, 47,3% dos entrevistados dizem que votariam em Lula, enquanto 43,1% escolheriam Flávio Bolsonaro. Brancos e nulos somam 7,6%, e 1,9% não souberam ou não responderam.
O levantamento também mostra avaliação do governo do presidente Lula: 35,3% dos entrevistados consideram o desempenho do governo como positivo, enquanto 22,7% avaliam como regular e 41,1%, como negativo. Já em relação ao desempenho pessoal do presidente, 47,4% aprovam e 49,2% desaprovam sua atuação.
Em relação à decisão de voto, pesquisa mostra que 87,6% dos eleitores afirmam que sua decisão de voto é definitiva, enquanto 12,4% ainda podem mudar de opinião até o dia da eleição.
A pesquisa CNT/MDA ouviu 2.002 eleitores, entre os dias 29 de setembro e 02 de outubro, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
*ICL
Queridos leitores
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.
Lula aparece com 43,1% das intenções de voto estimuladas no primeiro turno, seguido por Flávio Bolsonaro, com 38,0%. Já no segundo turno, Lula tem 47,3% e Flávio, 43,1%
Na véspera do primeiro turno das eleições, a Pesquisa CNT de Opinião atualiza o cenário da disputa presidencial e apresenta um retrato do eleitor na reta final da campanha. A 171ª rodada, divulgada neste sábado (3) pela CNT, em parceria com o Instituto MDA Pesquisa, também aborda a percepção do eleitor em relação ao desempenho do governo.
Nos cenários analisados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se mantém à frente no primeiro e no segundo turnos. No levantamento estimulado de primeiro turno, Lula aparece com 43,1% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 38,0%. Na sequência, aparecem Augusto Cury, com 3,2%; Ronaldo Caiado, com 3,0%; Renan Santos, com 1,5%; e Romeu Zema, com 0,8%. Outros candidatos somam 0,5%, enquanto 4,0% dos entrevistados declararam voto em branco ou nulo e 4,7% permanecem indecisos.
Em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, 47,3% dos entrevistados dizem que votariam em Lula, enquanto 43,1% escolheriam Flávio Bolsonaro. Brancos e nulos somam 7,6%, e 1,9% não souberam ou não responderam. A Pesquisa também testou cenários de segundo turno entre Lula e outros candidatos. O atual presidente aparece com 46,8%, frente a 37,9% de Augusto Cury; 47,0% para 37,3% de Ronaldo Caiado; 48,1% versus 34,3% de Renan Santos; e 49,2% ante 34,2% de Zema.
A 171ª rodada também traz a avaliação do governo do presidente Lula: 35,3% dos entrevistados consideram o desempenho do governo como positivo, enquanto 22,7% avaliam como regular e 41,1%, como negativo. Já em relação ao desempenho pessoal do presidente, 47,4% aprovam e 49,2% desaprovam sua atuação.
A Pesquisa também mostra que 87,6% dos eleitores afirmam que sua decisão de voto é definitiva, enquanto 12,4% ainda podem mudar de opinião até o dia da eleição.
Pesquisa CNT acompanha cenário eleitoral de 2026 A Pesquisa CNT de Opinião foi realizada entre 30 de setembro e 2 de outubro de 2026, com 2.007 entrevistas, margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A coleta ocorreu de forma presencial, em domicílios e pontos de fluxo, e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04756/2026.
Queridos leitores
Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.