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Datafolha: católicos, mulheres e idosos reforçam vantagem de Lula na reta final

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega à reta final do primeiro turno com vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL) entre católicos, mulheres e eleitores de 60 anos ou mais, segundo o Datafolha. Lula registra 50%, 45% e 49% nesses segmentos, respectivamente. Os números aparecem em uma campanha atravessada pela controvérsia sobre Nossa Senhora Aparecida, pelo reajuste do Bolsa Família e pela proibição das bets.

Entre católicos, o presidente passou de 45% para 50%, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou de 33% para 32%. A distância nominal aumentou de 12 para 18 pontos. O movimento ocorreu durante a repercussão das publicações que associavam o senador à retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Flávio Bolsonaro nega essa intenção, e a controvérsia levou a disputas judiciais sobre a remoção das postagens.

No eleitorado feminino, Lula foi de 42% para 45%, contra uma passagem de 33% para 35% do adversário. O período foi marcado por iniciativas que atingem o orçamento das famílias, como o reajuste do Bolsa Família, com piso de R$ 691, previsto para começar a ser pago em outubro, e pela proibição das apostas online.

A maior variação de Lula nesses três grupos ocorreu entre os eleitores de 60 anos ou mais: de 42% para 49%. Flávio Bolsonaro passou de 37% para 36%, deixando uma diferença nominal de 13 pontos. Na reta final, o presidente intensificou os acenos à participação dos idosos, enquanto o INSS reforçou que o comparecimento às urnas vale como prova de vida automática. Quem não votar pode ter a comprovação realizada por outros registros consultados pelo instituto.

Nos três segmentos, Lula alcança seus maiores percentuais na série recente da campanha. As vantagens nesses públicos contrastam com a disputa mais apertada no conjunto do eleitorado: nacionalmente, o presidente tem 42% dos votos totais, contra 38% de Flávio Bolsonaro, em empate técnico no limite da margem de erro de dois pontos.

Datafolha

As margens específicas da rodada atual são de três pontos entre católicos e mulheres e de quatro pontos entre eleitores de 60 anos ou mais. Os movimentos entre pesquisas são variações numéricas e não demonstram, por si só, que um episódio ou uma medida do governo tenha causado a mudança de preferência.

Contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, o levantamento realizou 2.506 entrevistas presenciais em pontos de fluxo populacional, em 152 municípios, entre 29 de setembro e 1º de outubro. Foram ouvidos eleitores de 16 anos ou mais. A margem nacional é de dois pontos, para mais ou para menos, com confiança de 95%. O relatório do Datafolha informa o registro BR-08039/2026 no Tribunal Superior Eleitoral.

*DCM


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Política

Lula e a frase do século: “Bolsonaro transformou um agiota em banqueiro, eu transformei um banqueiro em prisioneiro”

Há frases políticas que passam pelo noticiário. E há frases que condensam, em poucas palavras, uma disputa inteira sobre dois projetos de país. É nessa segunda categoria que se encaixa a declaração atribuída a Lula.

“Bolsonaro transformou um agiota em banqueiro. Eu transformei um banqueiro em prisioneiro.”

A força da frase está justamente no contraste: de um lado, a acusação de que um determinado poder político teria permitido a ascensão e a expansão de interesses privados no sistema financeiro; de outro, a afirmação de que, sob Lula, o Estado passou a agir para investigar e responsabilizar quem estivesse envolvido em irregularidades.

É uma frase construída para marcar uma mudança de postura diante do poder econômico: ninguém deveria estar acima da lei — banqueiro, empresário, político ou quem quer que seja.

Mais do que uma provocação eleitoral, o enunciado coloca no centro uma questão essencial para qualquer democracia: quem controla o dinheiro e quem controla aqueles que controlam o dinheiro?

A frase também funciona porque transforma uma disputa complexa em uma imagem política impossível de ignorar. O banqueiro que antes simbolizaria poder, influência e relações privilegiadas aparece, na narrativa de Lula, submetido ao mesmo princípio que deve valer para qualquer cidadão: a lei.

Mas é justamente aí que está o ponto que não pode ser perdido no barulho político: acusações de crimes e responsabilidades individuais precisam ser estabelecidas por investigação, provas e decisões judiciais, não por slogans. A força de uma democracia está exatamente em fazer com que a Justiça alcance os poderosos sem transformar investigação em espetáculo nem poder econômico em salvo-conduto.

Se a frase de Lula entrou no debate público com a força de um golpe de efeito, é porque ela toca numa ferida antiga: a ideia de que, no Brasil, dinheiro e influência poderiam comprar distância da Justiça.

E essa é a mensagem política que a frase procura deixar: o poder econômico pode ser grande, mas não pode ser maior que o Estado de Direito.


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Política

A hipocrisia da mídia, que já espancou a democracia, tenta acabar com ela por asfixia

Há momentos em que a hipocrisia deixa de ser apenas um vício editorial e passa a representar um risco concreto para a própria democracia. Quando veículos que deveriam exercer o papel de fiscalizar o poder escolhem seletivamente o que denunciar, o que esconder e contra quem direcionar seus holofotes, a imprensa deixa de cumprir sua função pública e passa a interferir no debate político.

O problema não está em criticar governos, partidos ou candidatos. Isso faz parte da democracia. O problema começa quando a régua muda conforme o personagem. Um fato grave que seria manchete contra um adversário desaparece quando envolve um aliado; uma denúncia recebe tratamento explosivo de um lado e silêncio constrangedor do outro; uma polêmica é transformada em escândalo quando interessa e em nota de rodapé quando incomoda.

Essa seletividade corrói a confiança pública. E uma democracia não sobrevive apenas de eleições, ela precisa de informação confiável, pluralidade, transparência e imprensa disposta a confrontar todos os poderes — inclusive aqueles que lhe são próximos.

Mas no Brasil, a grande mídia tem seu lado, sempre o mesmo, contra os pobres, contra os desvalidos. Com isso, manipula as eleições.

A mídia brasileira já cometeu erros históricos que tiveram consequências políticas profundas. Repetir a mesma lógica, agora sob novas embalagens e com novos personagens, significa brincar perigosamente com uma instituição que pertence à sociedade, não aos seus donos, acionistas ou interesses circunstanciais.

Quando a imprensa abandona a coerência para escolher quem merece ser investigado, quem merece ser protegido e quem deve ser destruído, ela não está apenas narrando a disputa política. Está ajudando a moldá-la.

Pior, compara o incomparável. Entre Lula e Flavio Bolsonaro, não há termo de comparação.

E é justamente aí que mora o perigo, uma mídia que já espancou a democracia pode, pela omissão, pela seletividade e pelo duplo padrão, contribuir para algo ainda mais grave — a sua morte por asfixia.


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Política

Entrevista do Lula hoje no Flow Podcast durante o debate presidencial da Globo

O presidente Lula (PT) dará entrevista ao Flow Podcast nesta quinta (1º), às 20:45h, no mesmo horário do debate presidencial promovido pela Globo. O petista já comunicou à emissora que não participará do encontro televisivo, enquanto o podcast confirmou sua presença nas redes sociais.

A decisão repete a estratégia adotada na data do debate da Band, quando Lula concedeu uma entrevista exclusiva à Record. A campanha do presidente tem priorizado aparições em formatos nos quais ele responde a perguntas sem a dinâmica de confronto direto do debate.

Aliados de Lula avaliam que os debates podem desgastar sua imagem porque os adversários concentrariam críticas contra o presidente. Na leitura do grupo, o tempo limitado para respostas dificultaria rebater todos os ataques durante o programa.

Com Lula fora do estúdio da Globo, integrantes da campanha esperam que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se torne o principal alvo dos demais participantes e precise responder aos ataques e questionamentos dos concorrentes.

Lula chegou a considerar comparecer ao programa, mas a tendência de ausência ganhou força entre seus aliados nos últimos dias. O grupo defendia que o presidente poderia ficar isolado diante das investidas dos outros candidatos.

O Flow Podcast anunciou nas redes sociais que receberá Lula no horário reservado ao debate da Globo. A entrevista coloca o presidente em uma plataforma digital de grande alcance, fora da programação tradicional da televisão.

A escolha pelo podcast mantém a campanha de Lula em uma linha já usada no confronto marcado pela Band: substituir o debate por uma entrevista exclusiva em outro veículo de comunicação.


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Pesquisa

Lula abre 9,3% sobre Flavio em Minas Gerais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a disputa pelo Palácio do Planalto entre eleitores de Minas Gerais, com 40,2% das intenções de voto, ante 30,9% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A diferença de 9,3 pontos percentuais supera a margem de erro da pesquisa DataTempo, de 3,1 pontos.

Na estimativa de votos válidos, que exclui brancos, nulos, indecisos e quem não respondeu, Lula alcança 45,8%, enquanto Flávio Bolsonaro marca 35,2%. Nesse recorte, a distância entre os dois sobe para 10,6 pontos percentuais.

O levantamento indica crescimento de Lula em relação à rodada anterior do instituto. Na pesquisa anterior, o petista tinha 35,6% das preferências em Minas, e Flávio Bolsonaro, 31,2%.

Os dois candidatos concentram cerca de sete em cada dez intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno. Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro lugar, com 5,8%, seguido pelo ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo), com 4,3%, e pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 4%.

Pesquisa DataTempo divulgada em 30 de setembro
Zema cai em Minas e é lembrado por 1,1% no cenário espontâneo
Zema registrava 10,8% das intenções de voto na primeira rodada da DataTempo divulgada em março e caiu para 4,3% no levantamento atual. No cenário espontâneo, sem uma lista de candidaturas apresentada ao entrevistado, ele é citado por 1,1% dos eleitores mineiros.

Lula também lidera o cenário espontâneo, com 35,9% das menções. Para a analista sênior da DataTempo Mariela Rocha, a concentração de votos nos dois primeiros colocados reduz o espaço para candidatos alternativos.

“Uma hipótese é que, à medida que a eleição se aproxima, parte do eleitorado passe a considerar com mais peso quais candidaturas percebe como efetivamente competitivas”, afirmou Rocha. A pesquisadora acrescentou que o levantamento não investigou as razões da escolha dos eleitores.

A pesquisa também apontou que 68,6% dos mineiros consideram o voto para presidente uma decisão que não deve mudar. O instituto entrevistou 1.000 pessoas em domicílios entre 24 e 27 de setembro de 2026, com intervalo de confiança de 95%; o levantamento está registrado sob os números MG-01851/2026 e BR-04527/2026. DCM.


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N. Sra Aparecida: Lula cresce entre católicos e Flávio despenca entre evangélicos, diz Quaest

Presidente Lula, que lidera intenções de voto no primeiro turno e empata com Flávio no segundo, disparou 4 pontos percentuais entre o eleitorado católico, ao passo que o senador caiu 4 pontos entre os eleitores evangélicos

Um dos recortes mais significativos da nova pesquisa Quaest, divulgada nesta segunda-feira (28), está no voto religioso. Em uma eventual disputa de segundo turno, o presidente Lula (PT) saltou de 46% para 50% entre os católicos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) permaneceu com 37%. Entre os evangélicos, ocorreu o movimento inverso: o senador caiu de 58% para 54%, enquanto Lula passou de 28% para 30%.

Com isso, a vantagem de Lula entre os católicos passou de 9 para 13 pontos percentuais em uma semana. Entre os evangélicos, a diferença favorável a Flávio diminuiu de 30 para 24 pontos. A margem de erro específica é de três pontos entre católicos e de quatro pontos entre evangélicos, segundo o levantamento da Quaest.

A mudança ocorre justamente na semana em que a campanha presidencial foi atravessada pela polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida, que ganhou enorme repercussão nas redes sociais e colocou católicos e evangélicos no centro da disputa política. Como a pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 27 de setembro, o trabalho de campo coincidiu com a explosão do episódio. O levantamento, porém, não permite estabelecer uma relação causal entre a controvérsia e as oscilações registradas.

Lula chega a 50% entre católicos
Na rodada anterior, divulgada em 21 de setembro, Lula tinha 46% entre os católicos em uma eventual disputa com Flávio. O candidato do PL aparecia com 37%. Agora, o presidente alcança 50%, enquanto Flávio continua no mesmo patamar.

Os votos em branco, nulos ou de quem afirma que não vai votar recuaram de 14% para 10% nesse segmento, enquanto os indecisos permaneceram em 3%.

A série da Quaest mostra que Lula tinha 48% entre católicos em 2 de setembro, passou por 47%, 46% e 46% nas rodadas seguintes, até chegar agora aos 50%. Flávio oscilou entre 35% e 38% ao longo do mesmo período.

Entre os evangélicos, Flávio Bolsonaro continua numericamente à frente, mas perdeu quatro pontos em relação à semana passada. O senador passou de 58% para 54%, enquanto Lula foi de 28% para 30%.

Há uma semana, a Quaest havia registrado a maior vantagem de Flávio nesse grupo desde o início de setembro: 30 pontos. Agora, a distância caiu para 24. A rodada anterior havia mostrado o senador avançando de 51% para 58% entre os evangélicos, diz Forum.

Veja os percentuais:

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Lula abre cinco pontos no primeiro turno
No quadro geral da eleição, a Quaest mostra Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 34% de Flávio Bolsonaro. Na rodada anterior, o placar era de 37% a 33%.

Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD) aparecem com 4% cada, Renan Santos (Missão) tem 3% e Romeu Zema (Novo), 1%. Indecisos são 5%, enquanto brancos, nulos e os que dizem não votar somam 10%.

A diferença numérica entre Lula e Flávio, portanto, passou de quatro para cinco pontos. Na rodada de 21 de setembro, os dois estavam no limite do empate técnico, com 37% a 33%.

Segundo turno tem empate numérico
No confronto direto de segundo turno, a disputa permanece apertada. Lula e Flávio Bolsonaro aparecem com 42% cada, em empate numérico. Outros 13% dizem que votariam em branco, nulo ou não compareceriam, e 3% estão indecisos.

Na semana anterior, Flávio tinha 42% e Lula, 41%. O presidente, portanto, oscilou um ponto para cima e igualou numericamente o adversário. A diferença continua dentro da margem de erro geral de dois pontos percentuais. Na rodada anterior, o cenário já era de empate técnico.

A Quaest ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre 24 e 27 de setembro. A margem de erro para o conjunto da amostra é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa, contratada pela Globo e pelo jornal O Globo, está registrada no TSE sob o número BR-06520/2026.


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Pesquisa

BTG/Nexus: Lula amplia vantagem e se aproxima da vitória no primeiro turno

No cenário espontâneo, Lula já tem 47,7% dos votos válidos

O presidente Lula (PT) avançou na mais recente pesquisa BTG/Nexus sobre a disputa pela Presidência da República e chegou a 47,7% dos votos válidos no cenário espontâneo, aproximando-se da marca necessária para uma vitória ainda no primeiro turno. O levantamento foi realizado entre os dias 25 e 27 de setembro de 2026, em todo o país.

Nos votos totais da pesquisa espontânea, Lula aparece com 41%, crescimento de um ponto percentual em relação ao levantamento anterior, realizado entre 18 e 20 de setembro. Flávio Bolsonaro (PL) também oscilou um ponto para cima e chegou a 35%. A diferença entre os dois é de seis pontos percentuais.

Quando são considerados apenas os votos válidos — excluindo brancos, nulos e indecisos —, Lula alcança 47,7%, alta de 1,7 ponto em relação à rodada anterior. Flávio Bolsonaro registra 40,7%, avanço de 1,6 ponto. A distância entre os dois chega, portanto, a sete pontos percentuais.

Renan Santos (Missão) aparece em terceiro lugar no cenário espontâneo, com 4% dos votos totais, um ponto acima da pesquisa anterior. Augusto Cury (Avante) tem 3%, após recuar um ponto, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) registra 2%, também com queda de um ponto. Outros candidatos somam 1%, e Romeu Zema (Novo) aparece com 0%. Brancos e nulos representam 5%, enquanto 9% não souberam ou não responderam.

Entre os votos válidos, Renan Santos alcança 4,7%, Augusto Cury tem 3,5%, Ronaldo Caiado registra 2,3% e outros candidatos somam 1,2%.

Lula também avança no cenário estimulado
O movimento de crescimento do presidente também aparece no cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados. Lula chega a 42%, dois pontos acima da rodada anterior, enquanto Flávio Bolsonaro permanece estável em 37%. A vantagem do presidente passa, assim, a cinco pontos percentuais.

Augusto Cury e Ronaldo Caiado aparecem empatados com 5%. Cury recuou um ponto, enquanto Caiado permaneceu estável. Renan Santos avançou um ponto e chegou a 4%. Romeu Zema e Samara Martins (UP) registram 1% cada. Outros 3% afirmam que votariam branco ou nulo, e 2% não souberam ou não responderam.

Os resultados mostram avanço de Lula nos dois recortes divulgados. No espontâneo, além de atingir 41% dos votos totais, o presidente chega a 47,7% dos votos válidos. No estimulado, sobe dois pontos, enquanto Flávio Bolsonaro permanece no mesmo patamar da rodada anterior.

A pesquisa BTG/Nexus tem abrangência nacional e foi realizada entre 25 e 27 de setembro de 2026. Nos dados disponibilizados ao 247, não foram informados o tamanho da amostra, a margem de erro, o nível de confiança, o contratante e o número de registro do levantamento na Justiça Eleitoral.

*247


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Bolsonaro abriu a porta para o Master e para as bets. Lula fechou as duas portas. Ponto final

Há uma gigantesca diferença política que merece ser lembrada sem maquiagem, mas a grande mídia faz questão de não ver e reportar, mesmo que tenha diferença cristalina entre o governo do clã Bolsonaro, do qual Flavio é um dos componentes centrais, já Lula, um velho alvo dos ataques mais vis da mídia, por representar os trabalhadores e as camadas mais pobres da população. Fato reconhecido pelos principais jornais estrangeiros, como ressaltou neste sábado (26), o Financial Times.

Enquanto o governo Bolsonaro convivia harmonicamente com o banditismo e expansão do Banco Master de Vorcaro, irmãozão de Flavio, que até agora não explicou os R$ 134 milhões que recebeu do banqueiro, Lula triturou a máquina que produziu o maior roubo do sistema financeiro brasileiro, que deveria ter um busto na Faria Lila, se o sistema financeiro fosse sério, mas não é. Por isso segue apoiando Flavio Bolsonaro.

O mesmo precisa ser dito sobre a abertura do mercado das apostas de quota fixa, das bets,  por Bolsonaro. Lula foi enfático, certeiro e recebeu o apoio de quase 80% da sociedade nas redes sociais, até porque 75% da população clamava por essa decisão.

No caso do Master, a transferência do controle do então Banco Máxima para Daniel Vorcaro foi autorizada pelo Banco Central em outubro de 2019, durante o governo Bolsonaro e sob a presidência de Roberto Campos Neto. Em 2021, a instituição passou a se chamar Banco Master. Em novembro de 2025, já no governo Lula, o Banco Central decretou sua liquidação extrajudicial, citando grave crise de liquidez e graves violações das normas do sistema financeiro.

Nas bets, a cronologia também é eloquente: a legislação de 2018, sancionada por Bolsonaro, criou a modalidade de apostas, as bets. Lula, por sua vez, em 25 de setembro de 2026, assinou uma medida provisória proibindo a oferta, a intermediação e a publicidade das bets em todo o território nacional.

Ou seja: de um lado, a expansão de um sistema que posteriormente entrou em profunda crise e um mercado de apostas que se espalhou pelo país desttroçando a vida de milhões de brasileiros e suas famílias, como revelam incontáveis histórias. De outro, medidas de contenção, fiscalização e, agora, a proibição das bets.

A comparação é direta, um governo abriu espaço; o outro decidiu fechar.

Com um detalhe: Flavio já anunciou que, se eleito, reabrirá as bets. Alguém tem dúvida de que ele fará o mesmo para reabrir o Banco Master do comparsa, Danie Vorcaro?

E é justamente essa cronologia que precisa ser colocada sobre a mesa quando se discute quem criou as condições para determinados problemas e quem tomou medidas drásticas para enfrentá-los, em favor do povo brasileiro.

Diferente disso, qualquer análise ou é de bolsonarismo malandro ou descarado, com as falas do grande mentiroso, Flavio Bolsonaro. Que fique claro, que votar nele, votará pela volta das bets e do Banco Master de Vorcaro.


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Política

Mídia corporativa em peso, e a peso de ouro, mergulha de cabeça na campanha de Flávio Bolsonaro

A mídia corporativa e o candidato que não deveria ser candidato.

Há momentos em que a cobertura eleitoral parece menos interessada em fazer perguntas a Flávio Bolsonaro do que em encontrar novas maneiras de atacar Lula.

Enquanto o candidato tenta se apresentar como alternativa para o país, questões graves continuam exigindo respostas claras: propostas concretas para governar, relações políticas controversas e explicações sobre acusações de crimes que cercam sua trajetória pública. Nada disso deveria ser tratado como detalhe — muito menos convenientemente empurrado para o rodapé do noticiário.

O problema não é a imprensa criticar Lula. É cobrar de Lula como se estivesse diante de um tribunal permanente e, diante de Flávio, baixar o volume das perguntas, pior, não perguntar, não cobrar.

Flávio não pode disputar a Presidência protegido por slogans, sobrenome e silêncio seletivo. Quem pretende comandar o Brasil precisa apresentar programa, explicar suas escolhas e responder pelos crimes dos quais é acusado.

E quanto mais a mídia tenta transformar Lula no assunto de todas as horas, mais deveria ser cobrado o candidato que quer chegar ao Planalto carregando o peso político do clã Bolsonaro.

Eleição presidencial não pode ser operação de blindagem. E jornalismo não pode virar escudo eleitoral.

Resumindo, a candidatura de Flavio Bolsonaro à Presidência da República é um acinte.


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Política

Governo Lula proíbe bets no Brasil

A nove dias das eleições, o presidente Lula (PT) anunciou uma medida provisória que proíbe as bets no país. O governo também vai enviar ao Congresso um projeto de lei, em regime de urgência, para punir quem promover apostas online no país.

Lula comparou o vício em bets à época em que o uso de crack começou no país. “Tem coisa que é estarrecedora, me lembrou um pouco no começo do crack nesse país. A sociedade ficou absolutamente desprotegida. Esse país que era contra cassino, contra briga de galo, trouxe o cassino para dentro de casa”, declarou.

“Tomei a decisão de tomar uma medida dura, drástica e necessária. É como um tumor, ou a gente tira, ou o tumor vai matar a gente.” Lula.

“Virou uma espécie de jogatina sem controle”, afirmou Lula. “Já faz algum tempo que nós estamos discutindo essa questão das bets, desde o começo do governo. Vai aumentando na nossa cabeça a certeza de que algo está acontecendo na sociedade além do endividamento”, disse.

Quais são as medidas

As principais explicações foram dadas pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Ele classificou as bets como uma “doença que acometeu o país” e um “problema de saúde pública” e mencionou consequências causadas pelo vício em apostas, como o endividamento das famílias brasileiras e casos de suicídio de apostadores.

Apostadores terão até 23h59 de segunda-feira para retirar voluntariamente o dinheiro das plataformas de apostas. Caso não consigam retirar o valor até 5 de outubro, os bancos que operam para as bets farão a devolução ao apostador, segundo Durigan.

Sites e aplicativos de apostas saem do ar a partir do dia 6 de outubro. Segundo o governo, as empresas também terão até o dia 5 para retirar todas as peças e ações de publicidade, tanto em meios físicos como digitais O mesmo prazo será dado para a retirada de marcas oriundas de contratos de patrocínio.

A medida provisória passa a valer assim que for publicada no Diário Oficial da União. No entanto, precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias para se tornar uma lei. Caso não seja votado no prazo, o texto perde a validade.

O governo também anunciou medidas de fiscalização. Entre elas, a proibição de qualquer transferência bancária para apostas, o bloqueio de contas usadas para apostar ilegalmente, a identificação e a derrubada de sites ilegais.

A MP ainda cria o Comitê Institucional de Fiscalização e Combate à Exploração Ilegal de Apostas, coordenado pela Casa Civil. Segundo o governo, o órgão vai coordenar as ações para a prevenção, a fiscalização e a repressão à oferta,

a exploração e a publicidade das bets. Empresas e pessoas físicas que descumprirem as regras podem ter de pagar R$ 2 bilhões, e pessoas jurídicas podem ter as atividades suspensas.

Durigan atribuiu ao governo Bolsonaro a ampliação do mercado de apostas no país. “Medidas fundamentais, como a proteção de crianças e adolescentes, o combate à lavagem de dinheiro, a tributação e normas básicas de civilidade, foram ignoradas”, afirmou. As apostas esportivas foram liberadas no último ano do governo de Michel Temer (MDB), em 2018. A regulamentação ocorreu no governo Lula, fora do prazo previsto.

De acordo com o Uol, no evento de anúncio, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apresentou dados de riscos causados pelas bets. Ele afirmou que a mortalidade por suicídio é 15 vezes maior em pessoas com vício em jogo. O risco aumenta para pessoas mais pobres. Danos associados ao jogo causam custo social de R$ 38,8 bilhões anuais para o Brasil.


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