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Política

Bolsonaro perderá a oportunidade de emplacar mais um filho no Senado em troca de uma improvável vitória de Flavio na disputa presidencial?

Ainda está no alcance de nossa memória, Bolsonaro dizendo que, se tivesse domínio sobr o Congresso, não precisaria ter ele ou gente dele na Presidência da República.

A matemática de Bolsonaro sempre foi objetiva e simples: não se faz fortuna sem poder, e ter no Senado três membros de sua família, Flavio, Carluxo e Michelle, ou seja, a tríplice picaretagem dentro da correria do Congresso, já seria meio caminho andado para sua ambiciosa busca pelo grande poder dentro do Estado brasileiro.

Por isso, Bolsonaro dificilmente aceitaria que Flavio saísse da disputa de mãos abanando e com risco iminente de ir para a cadeia

Qualquer outro candidato à presidência fora da família, sendo de direita, ou extrema direita jamais terá qualquer apoio de Jair Bolsonaro, porque ele não vai querer perder o espólio de líder de uma direita totalmente depalperada e, por isso mesmo, direta ou indiretamente, o faz como o grande patrão do lixão.

Bolsonaro não é ingênuo a ponto de entregar a rapadura nas mãos de Tarcísio, menos ainda de Zema ou Caiado. Na verdade, esse dualismo irredutível entre se colocar como extrema direita e ser contra a ascensão de um candidato de direta nesse campo político, porque ele sabe que será sumariamente traído e terá sua liderança definitivamente cancelada.

Ou seja, Bolsonaro não mistura as coisas, não filosofa princípios republicanos, muito menos os de lealdade partidária, nunca o fez, sempre preferiu a solidão para buscar uma força individual, mesmo que tumultuasse o ambiente nos inúmeros partidos que trafegou.

Seu pensamento, portanto, equivale à sua própria trajetória. Pobre de ação em benefício do Brasil e dos brasileiros, mas muito rica no tempo em busca de um lugar que lhe some ganhos. Daí um clã inteiro colocado na política como num jogo de xadrez.

Todos sabem que o poder afortunou toda a fauna familiar, sempre com um pensamento primitivo e um caminho absolutamente lodado no fundo do esgoto do baixo clero.

Nada na vida política de Bolsonaro “veio a calhar”, tudo foi farejado pelo cachorro louco para utilizar, de forma teratológica, disciplinada para subir degraus de poder sem a menor preocupação com sua reputação, contanto que, no fundo do escuro do poder, o cofre do clã aumentasse o formidável peso da massa de dinheiro que eles acumularam e pretendem acumular ainda mais.

Ou seja, minha gente, ainda tem muita água de esgoto para correr no campo da direita.


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Brasil Mundo

O que EUA fizerem conosco, vamos fazer com eles, diz Lula sobre credencial de americano

Presidente diz esperar que estejam dispostos a voltar a conversar para coisas voltarem à normalidade

O presidente Lula (PT) elogiou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, pelo bloqueio das credenciais de um agente de imigração americano após o governo de Donald Trump ordenar a retirada de um delegado brasileiro dos Estados Unidos.

“Parabéns pela sua posição com relação ao delegado americano, colocando a reciprocidade. Ou seja, o que eles fizeram conosco, a gente vai fazer com eles, esperando que eles estejam dispostos a voltar a conversar e as coisas voltarem à normalidade”, disse Lula nesta quarta-feira (22).

A fala foi feita durante encontro entre Lula, Andrei e o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, no Palácio da Alvorada. Os três participavam da assinatura da contratação de mil novos policiais federais.

O governo Trump informou na manhã desta quarta que o policial, que trabalhava no setor de imigração dos EUA, teria atuado para manipular o sistema de imigração e “contornar tanto pedidos formais de extradição quanto prolongar caças às bruxas políticas em território” americano.

Mais cedo, Andrei afirmou em entrevista à Globonews que o bloqueio ao sistema de dados da PF contra o servidor americano vai durar até que seja esclarecido o motivo que levou os EUA a tomarem as atitudes contra o agente brasileiro.

Como mostrou a Folha, o policial em questão seria o delegado da PF Marcelo Ivo de Carvalho, que atua em Miami. Ele é adido da PF na cidade e teve participação no caso que levou à prisão do ex-delegado federal e ex-deputado Alexandre Ramagem, na semana passada pelo ICE, a agência de imigração dos EUA. Ramagem, que é considerado foragido no Brasil, foi solto dois dias depois, na quarta (15).

Durante passagem por Hannover (Alemanha) na terça (21), Lula já havia afirmado a jornalistas que, se fosse identificado abuso por parte das autoridades americanas com o policial, o Brasil tomaria medidas de reciprocidade contra os EUA.

“Queremos fazer as coisas da maneira mais correta possível, mas não podemos aceitar esse tipo de ingerência que alguns personagens querem ter em relação ao Brasil”, disse o presidente, antes de seguir para a última etapa de sua viagem à Europa, Portugal.

*ICL


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Política

Mídia em pânico com a possibilidade da vitória de Lula no primeiro turno porque isso mata seus negócios

Lula vencendo no primeiro turno, de estalão, morre a narrativa de “polarização”.

O que hoje a mídia vende, é: país dividivo, disputa acirrada, qualquer coisa pode acontecer.

Se Lula vence no primeiro turno, a percepção passa a ser outra, o país decidiu, não está dividido, acabou a novela.

Sem o segundo turno, as especulações que dão notícias nos jornalões, perdem esse filão. Não tem capa da Veja com Lula e Flavio se encarando. Não tem Roda Viva com Flavio repetindo a mesma baba de quiabo, não tem mais nada. São mais 4 anos de governo Lula e fim de papo.

A mídia vive um pesadelo, pois Lula está muito próximo, ou melhor, cada vez mais próximo de uma vitória já no primeiro turno. Uma arrancada mínima de menos de 2%, pode dar o troféu de quarto mandato a Lula.

Resumo da ópera: a mídia parece viv um velório atecipado, pedindo pelo amor de Deus para alguém tirar esses 2% de Lula.

Zema abriu a boca para cumprir esse papel e perdeu 2% dele mesmo.

Claro que a mídia lancará um solgan em prol do segundo turno para tentar embarreirar a vitória de Lula no primeiro tempo e mandará coisas do tipo, segundo turno é pedagógico para o eleitor, o que traduz, precisamos de mais 30 dias de Flavio Bolsonaro no JN para vender anúncio.

Democracia se fortalece no confronto de ideias. Primeiro turno abrevia esse processo, e por aí vai.

Ou seja, o manual da manchete desesperada já está na praça.


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Brasil Mundo

Lula na Alemanha: “Brasil é um dos países menos afetados pela maluquice da guerra contra o Irã”

Presidente afirma que medidas adotadas pelo governo evitaram alta do petróleo no mercado interno e critica conflito no Oriente Médio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “o Brasil é um dos países menos afetados pela maluquice da guerra feita contra o Irã”, e destacou que as medidas adotadas pelo governo têm reduzido os impactos econômicos do conflito, especialmente no setor de energia. A declaração foi feita durante a abertura da Feira Industrial de Hannover, na Alemanha, neste domingo (19), onde o presidente também criticou as ações militares no Oriente Médio e seus efeitos globais.

Críticas à guerra e à ONU
O presidente também fez críticas diretas às ações militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, além de questionar a postura de membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, de acordo com o 247>

“Enquanto astronautas sobrevoam a lua, bombardeios matam de forma indiscriminada civis, mulheres e crianças no Oriente Médio (…) Alguns membros permanentes do Conselho de Segurança agem sem amparo da carta da ONU”, disse.

Efeitos globais e sociais do conflito
Lula ainda mencionou o uso ilegal de inteligência artificial em operações militares e alertou para os impactos econômicos da guerra. Segundo ele, o conflito contribui para o aumento dos custos de energia e transporte, além de intensificar a escassez agrícola e a insegurança alimentar.

“São os mais vulneráveis que pagam o preço da inflação dos alimentos, o protecionismo ressurge como resposta falaciosa para problemas econômicos e sociais complexos”, declarou.

Agenda na Alemanha
O presidente chegou à Alemanha neste domingo e foi recebido com honras militares no Palácio de Herrenhausen, em Hannover. Ele participa da Feira Industrial de Hannover, considerada a maior do mundo no setor de inovação e tecnologia industrial, da qual o Brasil é país parceiro. A agenda inclui ainda um jantar empresarial oferecido pelo chanceler alemão Friedrich Merz, com a presença de executivos brasileiros e alemães.


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Brasil Mundo

Lula: Nenhum presidente tem o direito impor regras a outros países

Em reunião com outros chefes de Estado na Espanha, presidente salientou necessidade de países se unirem para fortalecer multilateralismo e fazer frente ao extremismo e às guerras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, neste sábado (18), da 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia, em Barcelona, na Espanha. Em sua fala, enfatizou a necessidade de reformar a ONU, defender a democracia e combater o imperialismo e a extrema direita. Também falou sobre a urgência de se regular as redes sociais, lutar contra o machismo e o feminicídio e acabar com a escala 6×1.

“O que nos move, com muita força, é a questão do multilateralismo e a relação entre as nações. Porque esse tema que nós estamos discutindo aqui poderia estar sendo discutido nas Nações Unidas. E por que não está? Porque hoje as Nações Unidas não representam aquilo para o qual ela foi criada”, disse Lula.

Ele destacou que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU — cujo objetivo era garantir a paz no mundo após a Segunda Guerra Mundial — “viraram os senhores da guerra”.

Nesse cenário, prosseguiu o presidente, “a democracia que discutimos aqui, entre chefes de Estado, é se o mundo vai continuar do jeito que está ou se nós vamos tentar mudá-lo”. Além disso, enfatizou: “Nenhum presidente de nenhum país do mundo, por maior que seja, tem o direito de ficar impondo regras a outros países”.

Leia também: Lula critica “poderosos que se julgam divindades” e atacam defensores da paz

Sem citar diretamente o presidente Donald Trump, Lula salientou que “não podemos levantar e dormir com um tweet de um presidente da República ameaçando o mundo e fazendo guerra”.

O presidente brasileiro afirmou que “o extremismo e a falta de respeito às cartas da ONU, a falta de respeito à harmonia entre os países e as nações, é algo muito perigoso no mundo em que estamos vivendo”.

Na sequência, Lula defendeu a participação de outros países nos fóruns e conselhos da ONU. “Cadê a representação africana? Só no continente africano nós temos três países com mais de 120 milhões de habitantes. Cadê a participação do México e do Brasil, de uma Argentina, de uma Colômbia? Cadê a participação da Índia? Tantos países importantes, Alemanha, Japão, Indonésia, todos os países poderiam participar”.

A ONU, acrescentou Lula, “não pode ficar silenciosa diante do que está acontecendo no mundo”, sublinhando que hoje “o Trump invade o Irã e aumenta o feijão no Brasil, aumenta o milho no México, aumenta a gasolina no outro país. Ou seja, é o pobre que paga pela irresponsabilidade de guerras que ninguém quer”.

O presidente também se disse “muito preocupado com Cuba” e defendeu o fim das sanções e o direito do povo cubano a sua soberania. “Os problemas de Cuba é dos cubanos. Não é um problema do Lula, da Cláudia (Sheinbaum, presidente do México) ou do Trump”. E enfatizou: “Parem com esse maldito bloqueio à Cuba e deixem os cubanos viverem a vida deles”.

Plataformas digitais e extrema direita

Lula também abordou a necessidade de haver maior regramento ao funcionamento das big techs — o que precisaria partir da ONU para ter alcance global — e criticou a interferência de chefes de Estado nas eleições de outros países por meio das redes sociais, um risco que o Brasil corre neste ano.

“(É preciso) controlar as plataformas digitais, impor regras democráticas”, declarou, acrescentando que “a ONU é um instrumento muito valioso, se ela funcionar. E ela precisa funcionar para garantir que, por exemplo, as plataformas sejam reguladas no mundo inteiro, para todo mundo. Não pode um presidente da República de um país interferir na eleição de outro, pedir voto para outro. Cadê a soberania eleitoral? Cadê a soberania territorial?”.

Ao tratar da extrema direita brasileira, disse que “acabamos de derrotar o extremismo” porque “temos um ex-presidente preso, condenado a 27 anos de cadeia, e quatro generais de quatro estrelas presos porque tentaram um golpe”. Mas, salientou, “o extremismo não acabou. Ele continua vivo e vai disputar a eleição outra vez”. E acrescentou: “mas este é um problema nosso, do povo brasileiro, com o qual a gente lida com as nossas forças e com as nossas armas lá dentro”.

Lula também afirmou: “o que me incomoda é a volta dos imperadores que se acham dono do mundo. Nós não queremos mais czar, nós não queremos mais imperadores. O povo pobre merece uma chance de viver num sistema democrático. Nós precisamos juntar no mundo todos os que querem construir a democracia. A democracia dentro de cada país depende de cada país. Mas a democracia nas Nações Unidas depende de nós; fortalecer o multilateralismo depende de nós”.

Escala 6×1 e feminicídios

Em seu pronunciamento, o presidente Lula também tratou de outras questões que vêm sendo debatidas no Brasil, entre as quais o fim da escala 6×1 — a proposta, que vem sendo trabalhada nos últimos anos por parlamentares e movimentos sindicais e sociais, foi formatada num novo projeto de lei do Executivo, que tramitará em regime de urgência no Congresso.

Ao defender uma nova escala de trabalho, disse: “Hoje me parece que os ganhos tecnológicos, a sofisticação da produção, só vale para o rico. Para o pobre não vale nada. Ou seja, ele não ganha porque aumentou a produtividade da empresa?”.

Para Lula, pautas como essa ajudam a reconstruir a credibilidade da democracia. “A democracia está perdendo credibilidade porque muitas vezes ela não deu resposta aos anseios da sociedade”, completou.

O presidente ainda falou sobre a luta contra a violência de gênero, salientando que “o mundo segue sendo muito machista e no caso do meus país, o machismo é cada vez mais violento”.

Lula informou aos demais chefes de Estado da criação do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, envolvendo os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. “Estamos tentando chamar os homens à responsabilidade porque eles é que são violentos. Queremos criar a ideia de que o problema da violência contra a mulher não é um problema da mulher, mas do homem”.


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Política

Mudo, cai, se abre a boca, cai ainda mais

Certamente a coordenação da campanha de Flavio percebeu que a mídia, que mergulhou de cabeça em sua campanha, não bastou. Ele precisaria falar.

Abriu a boca, falou merda, mentiu, foi denunciado e, tentando jogar nas costas de Lula a miséria e a fome que 34 milhões de brasileiros enfrentaram com o governo do seu pai, sapecou um vídeo da fila do osso, fazendo os brasileiros lembrarem daquela tragédia humanitária que a política econômica do governo Bolsonaro proporcionou em quatro anos.

Lula, imediatamente, implementou programas sociais que tiraram da miséria essa gente toda segregada por Bolsonaro.

Trocando em miúdos, Bolsonaro devolveu o Brasil ao mapa da fome e, Lula, pela segunda vez, tirou o Brasil dessa miséria.

A tentativa de colocar a culpa em Lula da trágica situação dos brasileiros dinte do governp Bolsonaro, deu errado, muito errado para a campanha de Flavio.

A repercussão negativa foi imediata e intensa e isso gerou um impasse sem solução, porque se Flavio fica mudo, cai, se fala, ressuscita a imagem do governo de seu pai e a coisa piora ainda mais para ele.

No final das contas, a boia do sobrenome que ele contava para obter vantagem eleitoral, acaba se voltando contra ele num gigantesco tiro no pé.

O sujeito, agora, não tem discurso, projeto para o país, muito menos o salva-vidas do sobrenome do papai.


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Brasil Mundo

Lula à revista alemã Der Spiegel: “Vamos ganhar as eleições porque no Brasil não há lugar para fascistas”

Presidente afirma que a democracia brasileira sairá mais forte, critica Donald Trump, defende o multilateralismo e reafirma soberania do Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o campo democrático vencerá as próximas eleições no Brasil e declarou que o país não abrirá espaço para o fascismo. “Vamos ganhar as eleições porque no Brasil não há lugar para fascistas”, disse Lula em entrevista à revista alemã Der Spiegel, na qual também abordou o cenário internacional, criticou Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, defendeu o multilateralismo e reafirmou a soberania brasileira diante das pressões geopolíticas.

Na entrevista publicada pela Der Spiegel, Lula tratou ainda do acordo entre Mercosul e União Europeia, da relação com a Alemanha, da guerra no Oriente Médio, da crise internacional provocada pela escalada militar liderada por grandes potências e da situação política na América Latina. Segundo o 247, ao longo da conversa, o presidente apresentou o Brasil como uma democracia sólida e insistiu que o mundo vive um momento de desordem que exige mais diálogo, mais equilíbrio institucional e menos imposições unilaterais.

“Aqui não há lugar para fascistas”
Ao comentar o ambiente político brasileiro e a possibilidade de uma nova disputa presidencial, Lula demonstrou confiança na vitória das forças democráticas e fez a declaração mais forte da entrevista: “O Brasil continuará sendo um país democrático. Além disso, nós vamos ganhar esta eleição e fazer com que a nossa democracia fique ainda mais estável. Aqui não há lugar para fascistas; para pessoas que não acreditam na democracia”.

A fala sintetiza a visão do presidente sobre o momento político nacional, ainda marcado pelos efeitos da tentativa de ruptura institucional promovida por setores da extrema direita após sua eleição. Lula reforçou que o Brasil dispõe hoje de instituições mais preparadas para reagir a ataques contra a ordem democrática e ressaltou a responsabilização de envolvidos em ações golpistas.

“É a primeira vez na nossa história que um ex-presidente e quatro generais foram responsabilizados por seus atos”, afirmou, ao defender o funcionamento da Justiça como condição essencial para impedir recaídas autoritárias.

Lula critica Trump e diz que presidente dos EUA “não foi eleito imperador do mundo”
Um dos trechos centrais da entrevista foi a crítica direta de Lula a Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos. Ao analisar a postura de Washington diante de outros países, o presidente brasileiro afirmou: “Trump não foi eleito imperador do mundo. Ele não pode ameaçar outros países o tempo todo com guerra”.

Lula acrescentou que a ordem internacional vive um processo acelerado de deterioração. “Precisamos colocar este mundo em ordem; ele está se transformando em um único campo de batalha”, declarou. Em sua avaliação, o sistema global se tornou refém da lógica militar e do poder concentrado nas mãos de poucas nações, em prejuízo da paz e do desenvolvimento.

O presidente também criticou o volume de recursos despejados na indústria bélica. “No ano passado, foram gastos 2,7 trilhões de dólares com armas e militares. Esse dinheiro poderia ser melhor empregado no combate à fome ou ao analfabetismo na África ou na América Latina”, disse.

Soberania e respeito nas relações com os Estados Unidos
Ao recordar os atritos comerciais com os Estados Unidos, Lula afirmou que não existe fórmula mágica para lidar com Trump, mas insistiu que o respeito entre os países depende da capacidade de cada governo de se impor politicamente. “Ninguém respeita alguém que não se faça respeitar”, afirmou.

Segundo o presidente, ele próprio deixou claro a Trump que o Brasil não abrirá mão de seus interesses nacionais. “Eu disse a Trump: você pode dizer que tem os maiores navios, aviões e foguetes do mundo. Eu quero paz, meu país quer se desenvolver. Minha guerra com você é uma guerra de narrativas”, declarou.

Lula também contestou o argumento utilizado pelos Estados Unidos para justificar medidas tarifárias contra o Brasil. “Essas tarifas são um erro, porque os Estados Unidos têm há anos um superávit comercial com o Brasil. Então não vamos contar histórias falsas”, afirmou.

Ao mesmo tempo, deixou claro que o Brasil não aceitará ficar dependente de um único parceiro comercial. “Se Trump não quiser comprar nada de mim, eu procuro meus compradores em outro lugar. Em três anos e meio, abrimos 518 novos mercados para os produtos brasileiros. Eu não vou ficar sentado lamentando”, disse.


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Política

Com Lula, o Ibovespa praticamente dobrou em relação ao fim do governo Bolsonaro

Bolsonaro saiu do governo com o Ibovespa na casa de 110, com Lula, aproxima-se de 200 mil pontos

Quando Jair Bolsonaro deixou a Presidência da República, em 31 de dezembro de 2022, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrava o ano na casa dos 110 mil pontos (exatamente 109.735 pontos no último pregão).

Quase quatro anos depois, sob o governo Luiz Inácio Lula da Silva, o indicador se aproxima da marca histórica dos 200 mil pontos. Em abril de 2026, o Ibovespa já superou os 197 mil pontos em alguns pregões e tem renovado recordes com frequência, refletindo um forte rali acumulado ao longo do mandato.

Essa valorização de quase 80% no período representa uma das maiores altas da bolsa brasileira em um intervalo tão curto. O movimento foi impulsionado por uma combinação de fatores: recuperação econômica pós-pandemia, entrada de capital estrangeiro, alta de commodities (especialmente minério de ferro e petróleo), cortes na taxa Selic e otimismo com o cenário fiscal e político em determinados momentos.

No fim do governo Bolsonaro, o Ibovespa acumulou ganho de cerca de 25% em quatro anos, saindo de aproximadamente 88 mil pontos em 2018. Já no atual governo, o índice saiu dos 110 mil e caminha para dobrar de patamar, mesmo em meio a momentos de volatilidade causados por debates fiscais, inflação e incertezas eleitorais para 2026.

Essa trajetória reforça o papel da bolsa como termômetro das expectativas do mercado sobre a economia brasileira. Seja qual for a interpretação política, o dado objetivo é claro: o Ibovespa vive, atualmente, um dos períodos mais positivos de sua história recente.


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Política

Lula a dois passos da vitória no primeiro turno

Está explicado por que a mídia deu de ombros para o resultado da pesquisa CNT/MDA. Além de vencer no primeiro turno, Lula pode fechar a fatura já na largada.

Como a mídia sabe que os brasileiros, em boa quantidade, votam em quem está em primeiro lugar nas pesquisas, com real possibilidade de vencer, aumentando em até 7% o percentual de crescimento, os barões da mídia industrial preferem jogar para baixo do tapete a pesquisa do instituto que mais acertou em 2022 para não impulsionar, com números mais robustos, a vitória eleitoral de Lula já no primeiro tempo do jogo.

Isso traz duas fortes constatações, a de que Lula está a dois pontos do paraiso e, por outro lado, como a mídia tenta a todo custo esconder da população, já que Lula pode se reeleger para seu quarto mandato aos 45 do primeiro tempo.

Na cabeça do baronato, é melhor redirecionar os olhos do eleitor para futricas brejeiras e, assim, tirar da boca do povo essa informação que liquida de vez qualquer esperança do clã Bolsonaro.


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Política

Meio/Ideia: Lula tem 73% de votos consolidados; Flavio tem 39%

Resumindo: Lula tem um eleitorado mais fiel e consolidado, acima de 70% dos que declaram voto nele e não mudam de jeito nenhum, enquanto Flavio está na casa dos 39%.

A disputa está sim bem acirada, porém, as candidaturas de Lula e Flavio têm peculiaridades que, no detalhe, podem ser decisivas a favor do presidente da República.

Até o mês de outubro, muita coisa pode mudar, saúde, economia, eventos internacionais e, no caso de Flavio, até as candidaturas de Caiado e Zema podem mexer no tabuleiro da direita, mas é importante ressaltar a fidelidade do eleitorado de Lula que, há pelo menos duas décadas, mantém-se no mesmo patamar dando a ele três vitórias consecutivas.

Isso não é pouca coisa, por isso mesmo a mídia faz questão de esconder dados tão fundamentais.


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