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Educação Política

Lula valoriza saberes ancestrais e autoriza 1ª universidade indígena

Com a oferta inicial de dez cursos e previsão de oferecer até 48 cursos de graduação, a Unind atenderá aproximadamente 2.800 estudantes indígenas

Ao sancionar a lei que cria a primeira universidade indígena do país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva consolidou uma luta de 30 anos do movimento indígena para que seus saberes ancestrais sejam reconhecidos.

“Não podemos prescindir do conhecimento milenar que os povos indígenas acumularam ao longo de tanto tempo neste país e no mundo”, disse o presidente durante o ato de sanção da lei nesta quinta-feira (28), no Palácio do Planalto.

Lula diz que a Universidade Federal Indígena (Unind), que funcionará no campus do Distrito Federal, também é uma forma de garantir direitos a todos.

“O diploma é a garantia de que esse país está preparando a sua sociedade para ser tratada como cidadã de primeira linha. Todo mundo tem direito ao conhecimento, e esse conhecimento vai permitir que as pessoas façam coisas que antes não sabiam”, afirma o presidente.

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Lula ressaltou que a Unind servirá para ensinar o mundo a conviver com a diversidade e combater a segregação histórica dos povos originários.

O Ministério dos Povos indígenas considera que o ato marca um momento histórico de reparação e o nascimento de uma ponte educacional entre mundos que foram mantidos separados por mais de cinco séculos.

O ministro dos Povos Indígenas, Luiz Eloy Terena, classificou a sanção como o ápice de uma trajetória de resistência, definindo a Unind como um “grande legado deixado por Lula na história brasileira”.

Para o ministro, cuja trajetória acadêmica é fruto das políticas de ação afirmativa e bolsista do Prouni, a universidade materializa a transição da aldeia para a universidade, algo que ele mesmo percorreu há 20 anos.

Terena ressaltou que a instituição é a realização de um sonho estratégico das lideranças ancestrais que decidiram “doutorar seus filhos, ocupando as universidades, e assim travar a luta por direitos”.

“A nova Universidade Federal, embora seja uma instituição de origem ocidental, será agora aldeada por nós indígenas, servindo como o espaço primordial para a defesa de direitos e o aperfeiçoamento constante das políticas públicas voltadas aos territórios”, afirma o ministro.

Unind

Com a oferta inicial de dez cursos e previsão de oferecer até 48 cursos de graduação, a Unind atenderá aproximadamente 2.800 estudantes indígenas, nos primeiros quatro anos de implantação.

De acordo com o Vermelho, os cursos de graduação e de pós-graduação a serem ofertados na universidade serão voltados às áreas de interesse dos povos indígenas.

A ênfase será em gestão ambiental e territorial, gestão de políticas públicas, sustentabilidade socioambiental, promoção das línguas indígenas, saúde, direito, agroecologia, engenharias e tecnologias, formação de professores e demais áreas consideradas estratégicas para o fortalecimento da autonomia dos povos indígenas, a atuação profissional nos territórios e a inserção profissional indígena em diferentes setores do mercado de trabalho.


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