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“Dark Horse”, o azarão indomável que pode derrubar Flávio Bolsonaro

Ao invés de um filme, talvez o melhor formato para o “Azarão” fosse uma série — afinal, a cada semana um novo episódio vem a público, sempre com lances mal explicados

A teia envolvendo Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o suposto financiamento milionário da tosca cinebiografia sobre seu pai está cada vez mais intrincada, aumentando as suspeitas sobre os reais motivos por traz dos vultosos valores aportados e o que pode ter sido prometido ou dado em troca. Em vez de um longa metragem, talvez o melhor formato para o “Azarão” fosse uma série — afinal, a cada semana um novo capítulo vem a público.

Como se não bastasse o ainda mal explicado pedido de R$ 134 milhões (dos quais R$ 61 milhões foram pagos) feito pelo senador ao banqueiro Daniel Vorcaro — cujo patrimônio decorre das fraudes do banco Master —, há ainda uma série de zonas bastante cinzentas em relação à produção da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Um dos pontos que têm sido investigados sobre o caso é o contrato entre a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a prefeitura de São Paulo, no valor de R$ 108 milhões anuais para a instalação de wi-fi na cidade. A suspeita — que motivou operação da Polícia Cilvil nesta segunda-feira (1º) — é de que parte desses recursos tenha sido desviada para financiar a produção do filme. A ONG é de propriedade da empresária Karina Ferreira da Gama, sócia da Go UP, produtora do filme.

Leia também: “Dark Horse”, Flávio Bolsonaro e a degradação moral da política brasileira

As investigações apontaram “possível cenário de grave comprometimento da lisura administrativa e financeira desde a origem da contratação da organização parceira”. De acordo com informações apuradas pelas autoridades, estava prevista a entrega de 5 mil pontos de conectividade até junho de 2025; no entanto, apenas 3,2 mil foram instalados.

Flávio disse que estaria sendo perseguido e negou envolvimento, assim como fizera antes sobre suas relações com Vorcaro, investigadas pela Polícia Federal e explicitadas pelo site Intercept Brasil.

Mas, de acordo com o Vermelho, as falas do senador sobre todo esse imbróglio não têm convencido nem mesmo o seu entorno, que vem demonstrando incômodo com as mentiras contadas para abafar sua proximidade com o banqueiro fraudador.

Até o bolsonarista Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo — cargo ao qual a Polícia Civil está submetida —, aliviou para o filho do ex-presidente. Questionado sobre as apurações, não saiu em defesa dos envolvidos; apenas disse que a corporação tinha “autonomia para fazer suas investigações”.

Após a operação, o vice-líder do governo na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), protocolou petição no Supremo Tribunal Federal (STF) em que pede a abertura de apuração sobre a ligação entre o contrato com a prefeitura, emendas parlamentares e o financiamento da cinebiografia.

“Estamos diante de uma engrenagem que mistura emenda parlamentar, dinheiro público municipal, ONG sem capacidade comprovada, produtora política e suspeita de lavagem. O Brasil precisa saber quem pagou, quem recebeu, quem ocultou e quem se beneficiou”, declarou o parlamentar.

O caso foi passado para o ministro Flávio Dino, que já está à frente de uma ação protocolada recentemente pela deputada Tábata Amaral (PSB-SP). A denúncia questiona o uso indevido de emendas parlamentares destinadas pelo deputado federal Mario Frias (PL-RJ) para a empresa produtora do filme — o parlamentar, aliás, é também um dos produtores da película.

Flávio, assim como o clã e seu patriarca preso, sempre tentou vender a imagem de probo, de inimigo da corrupção. Mas, como ensina o dito popular, “nada como um dia após o outro”.

Assim como as instituições brasileiras investigaram e julgaram os responsáveis pela trama golpista liderada por Jair, o caso Master e essa nova frente de investigação sobre a ONG da produtora será mais um desmascaramento público do “patriota de bem”. No final das contas, “Dark Horse” virou o azarão indomável que pode derrubar Flávio Bolsonaro da sela.


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Pesquisa Vox Brasil: Lula dispara e deixa o azarão para trás

Pesquisa mostra queda de 5,7% nas intenções de voto em Flávio Bolsonaro após escândalo com Daniel Vorcaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno das eleições presidenciais de 2026, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira (20) pela Vox Brasil.

De acordo com os dados, Lula soma 46,8% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 38,1%. A pesquisa foi realizada após a divulgação do caso envolvendo um áudio em que o senador negocia recursos com o empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.

O episódio veio a público em 13 de maio, em reportagem do Intercept Brasil. Na conversa, datada do início de 2025, Flávio Bolsonaro trata do pagamento de US$ 24 milhões para financiar o filme “Dark Horse”, produção sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo a Vox Brasil, a diferença entre os dois candidatos aumentou após a repercussão do caso. O levantamento indica que Flávio perdeu 5,7 pontos percentuais desde a revelação do áudio, enquanto Lula avançou 6,6 pontos no mesmo período.

A pesquisa da Vox é a segunda de alcance nacional a apontar impacto negativo do episódio sobre a pré-candidatura do senador. Na terça-feira (19), levantamento da AtlasIntel também mostrou desgaste da imagem de Flávio Bolsonaro entre os eleitores.

A pesquisa ouviu 2.100 pessoas em todo o país entre os dias 17 e 19 de maio de 2026. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02416/2026 e, segundo a Vox Brasil, foi financiado com recursos próprios ao custo de R$ 50 mil.

Lula tem 46,6% e Flávio Bolsonaro 38,1% no 2º turno

Veja:


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Depois de apoiar aferradamente a eleição de Bolsonaro, Merval, o mais hipócrita dos hipócritas, o chama de louco

Está cansativo ver a turma do “quem peidei” fazendo cena pior do que a da Carminha no vale a pena ver de novo da novela “Avenida Brasil”.

Quem é louco, Bolsonaro ou os Marinho, para quem Merval Pereira assina a sua coluna?

FHC, depois de quebrar o Brasil três vezes, dizimando estatais com a sua privataria, entregou o Brasil aos frangalhos a Lula. Saiu do governo tão desmoralizado pela porta dos fundos do Palácio do Planalto que pegou um avião para Paris e lá ficou numa praça jogando milho para os pombos.

Naquele período, o Brasil sofreu um baque, uma decadência que o colocou na 14ª posição entre as economias globais. A coisa foi tão feia que FHC conseguiu detonar a cadeia têxtil de A a Z, e digo isso, referindo-me até mesmo às marcas piratas. Sim, FHC conseguiu conseguiu essa proeza depois do “sucesso” do real quando, artificialmente, o dólar chegou a custar R$ 0,86 do real.

Isso aconteceu até vir o estouro do boiada, a super desvalorização da nossa moeda, da noite para o dia, a disparada dos juros e o apagão geral do seu governo diante dos salários congelados e da precarização da indústria nacional.

A Globo tem a cara de pau de tratar  Fernando Henrique Cardoso como o pai da estabilidade econômica no país. Isso depois de apoiar a ditadura militar, que produziu uma hiperinflação que estourou nos colos de Figueiredo, Sarney e Collor. Ou seja, os patrões do Merval têm dedo podre para escolher seus preferidos.

Por outro lado, Lula revolucionou, inverteu a lógica da economia brasileira, começando de baixo para cima, fazendo o dinheiro circular pesadamente nas camadas mais pobres da população, tirando 40 milhões de brasileiros da miséria e colocando o Brasil como a 6ª maior potência econômica do planeta.

Mas a Globo segue firme martelando que Lula quebrou o Brasil, que montou o maior esquema de corrupção da história das galáxias e toda a bobagem que só faz sentido para quem tem fígado podre a a alma amargurada, porque o povo que viveu o período de FHC e de Lula, sabe quem é quem.

Parece que a Globo, que ajudou a eleger Bolsonaro, através da condenação política de Lula, não aprendeu nada, achando que, ao chamar Bolsonaro de louco, agora, vai lhe tirar das costas o peso de ser a principal culpada do que aí está desse Brasil trágico, que só não está pior porque a população, com sua sabedora mantém uma desobediência civil, em sua grande maioria, aos apelos do miliciano que a Globo sabia muito bem que era o lixo do lixo da ditadura e, mesmo assim, resolveu anabolizar a sua candidatura.

Não venham agora, pela de boca de Merval Pereira, tentar mudar os fatos através uma falsa indignação.

Até dias atrás, enquanto os pobres empobreciam e os ricos faziam um banquete com as políticas de Guedes, a Globo era bolsonarista. E os ventos só mudaram porque, depois que Guedes cumpriu toda a agenda dos Marinho, a economia solou e o PIB agarrou no fundo da panela.

Assim, Guedes passou de bezerro de ouro ou vaca sagrada a azarão, a mula manca.

Para piorar, Bolsonaro, no desespero de salvar os filhos e a si próprio da cadeia, faz um discurso suicida em prol do vírus para salvar o mercado, o mesmo mercado tratado como o deus maior pela Globo. Na verdade, Bolsonaro sabe que, se o mercado perder com a pandemia do coronavírus, arranca-lhe, junto com os filhos, a calça pela cabeça com couro e tudo num estalar de dedos.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas