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Vitória de Lula, vitória do povo: Senado aprova fim da escala 6×1

O Senado aprovou nesta quarta-feira (14) o fim da escala 6×1, de seis dias de trabalho para um dia de repouso. A PEC 221/2019 foi aprovada em dois turnos, com a mesma votação em ambos: 75 votos favoráveis e apenas um contrário. A PEC vai à promulgação.

Com a aprovação, o trabalhador terá direito a repouso semanal remunerado de dois dias, um deles preferencialmente aos domingos, sem redução salarial.

Além disso, o texto reduz a jornada máxima de trabalho semanal de 44 para 40 horas. Serão até oito horas diárias de trabalho, com possibilidade de compensação de horários e redução da jornada por acordo ou convenção coletiva de trabalho. Algumas das mudanças serão implementadas de forma progressiva.

— Neste momento, milhões de brasileiros, milhões de trabalhadores e trabalhadoras estão acompanhando esta sessão com esperança. São pessoas que conhecem na própria rotina o valor de um dia a mais de descanso. Tenho certeza absoluta de que vamos cumprir o nosso dever com absoluta responsabilidade, pensando, acima de tudo, no que é melhor para o nosso país — disse o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ao abrir a votação.

A proposta, que tinha como primeiro signatário o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), foi relatada pelo senador Omar Aziz (PSD-AM).

A PEC, que havia sido aprovada em maio pela Câmara e em setembro pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, foi aprovada em Plenário com calendário especial, após passar por cinco sessões de discussão em primeiro turno. Requerimento assinado por líderes e aprovado pelo Plenário dispensou as três sessões de discussão em segundo turno.

O único voto contrário foi do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que não se manifestou na sessão.

Discussão
A discussão durou mais de cinco horas. Todos os senadores que se manifestaram, governistas e de oposição, se declararam favoráveis à aprovação da PEC, ainda que com ressalvas e pedidos de mudanças futuras por parte da oposição.

— Eu vi muitos discursos, aqui, preocupados pontualmente com algumas questões, mas muito me alegra que a unanimidade do Senado vai votar a favor da PEC. A gente entra para a história, Câmara e o Senado — disse o relator Omar Aziz.

Paulo Paim (PT-RS), que se manifestou pela aprovação da proposta em diversos pronunciamentos ao longo da tramitação, não escondeu a emoção durante a sessão. Ao longo da carreira, Paim apresentou várias proposições para reduzir a jornada dos trabalhadores para 40 horas.

—  Tenho certeza de que, em cada canto do Brasil, o nosso povo está cantando, está dançando, está chorando de emoção por ver que, depois de 40 anos, nós estamos dando a liberdade a eles de não terem que trabalhar de segunda a sábado — disse o senador, que comemorou a presença de trabalhadores nas galerias.

Paim, que não disputou a reeleição e encerra seu mandato no início de 2027, recebeu homenagens dos colegas.

A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) criticou o discurso dos que alegam que a mudança pode quebrar o país. Ela e Fabiano Contarato (PT-ES) citaram exemplos de outras conquistas dos trabalhadores que foram combatidas com esse mesmo discurso, como as férias anuais, o 13º salário e a licença-maternidade.

Vitória do Lula!!, Vitória do povo!!


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Política

Flávio Bolsonaro, o Usuário Master

A Polícia Federal identificou documentos que expõem a relação entre Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz, que o convidou para viajar em um jatinho ligado a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Segundo a reportagem de O Globo, Flávio figurava como “usuário master” de uma conta bancária da Alcazar Holdings, empresa de Willer que detinha um terço da companhia proprietária do avião.
Na época, outra cotista era a Prime You, empresa da qual Vorcaro foi sócio até setembro de 2025.

A investigação também identificou registros de viagens de Flávio e familiares com Willer, além de conversas entre os dois por um aplicativo que apaga o registro de todas as mensagens.

A PF considera que os documentos podem indicar uma participação econômica ou societária de fato na holding.

Tudo indica que Flávio não só pediu dinheiro “pro filme do pai”, mas tinha negócios conectados a Vorcaro. Essa história precisa ser tirada a limpo!

*Texto da deputada federal, Tabata Amaral


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Pesquisa

Quaest mostra empate técnico na pesquisa espontânea

A pesquisa Quaest divulgada hoje, 14 de outubro, trouxe empate técnico na espontânea entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Quaest — pesquisa espontânea para presidente

  • Lula (PT)
    42%
  • Flávio Bolsonaro (PL)
    43%
  • Brancos, nulos ou não votarão 8%
  • Indecisos7%

Fonte: Quaest, divulgada em 14/10/2026.

Flávio aparece numericamente apenas 1 ponto percentual à frente de Lula, diferença insuficiente para apontar uma vantagem estatisticamente segura.
– Entrevistados: 2.154 eleitores.
– Período: 10 a 13 de outubro.
– Margem de erro: 2 pontos percentuais.
– Registro no TSE: BR-08729/2026.

Na espontânea, o entrevistador não apresenta os nomes dos candidatos. Isso torna o resultado especialmente interessante para acompanhar o grau de consolidação do voto.


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Pesquisa

Quaest divulga 1ª pesquisa para presidente no 2º turno

Flávio Bolsonaro, 46%; Lula, 44%

Flávio Bolsonaro tem 46% e Lula 44%; pesquisa ouviu 2.154 eleitores entre os dias 10 e 13 de outubro

A Quaest divulga nesta quarta-feira (14/10) a primeira pesquisa para presidente no 2º turno das eleições de 2026, medindo a intenção de voto na disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Confira os números Quaest para segundo turno.

Flávio Bolsonaro: 46%
Lula: 44%
Indecisos: 1%
Branco/nulo/não vai votar: 9%
O cenário é de empate técnico, dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais.

Votos válidos
Sem contar brancos, nulos e indecisos, os números da Quaest de 14 de outubro são:

Flávio Bolsonaro (PL): 51%
Lula (PT): 49%

Rejeição de Lula x Flávio Bolsonaro
A pesquisa Quaest também mediu o índice de rejeição dos candidatos:

Flávio Bolsonaro (PL): 54%
Lula (PT): 53%

Pesquisa espontânea
Na pesquisa espontânea, em que os entrevistados respondem sem ver antes os nomes dos candidatos:

Flávio Bolsonaro: 43%
Lula: 42%
Branco e nulo: 8%
Indecisos: 7%
Transferência de voto
A pesquisa Quaest mediu a transferência de voto do primeiro para o segundo turno.

Eleitores de Caiado – 2% do total

42% declaram voto em Flávio Bolsonaro
23% escolhem Lula
2% estão indecisos
33% votam em branco ou nulo ou não vão votar
Eleitores de Renan Santos – 2% do total

40% declaram voto em Flávio Bolsonaro
14% escolhem Lula
3% estão indecisos
43% votam em branco ou nulo ou não vão votar
Eleitores de Augusto Cury – 2% do total

30% declaram voto em Flávio Bolsonaro
34% escolhem Lula
6% estão indecisos
30% votam em branco ou nulo ou não vão votar
Outros – menos de 1% do total

38% declaram voto em Flávio Bolsonaro
33% escolhem Lula
7% estão indecisos
22% votam em branco ou nulo ou não vão votar
Entre eleitores ausentes e que votaram em branco ou nulo

43% escolhem Lula
38% declaram voto em Flávio Bolsonaro
2% estão indecisos
17% votam em branco ou nulo ou não vão votar

A pesquisa de intenção de votos, encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo, ouviu 2.154 eleitores entre os dias 10 e 13 de outubro e tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08729/2026.

Série histórica da pesquisa Quaest Lula x Flávio Bolsonaro
Como a pesquisa Quaest mostrou Lula x Flávio Bolsonaro ao longo das eleições.

*TVTNews

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Política

Observadores demonstram ‘preocupação’ com atuação do TSE e influência das big techs na eleição

Atos de Nunes Marques e de big techs em favor de Flávio Bolsonaro têm sido denunciados durante a eleição

A missão de observação eleitoral coordenada pelo Núcleo de Estudos e Pesquisa em Direito Internacional da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (NEPEDI/UERJ) apontou “preocupação” com a atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a possibilidade de interferência estrangeira na disputa presidencial brasileira durante o segundo turno. O grupo de pesquisa, que atua como observador das eleições brasileiras com autorização do TSE, cobrou ainda “particular rigor na fundamentação das decisões e na aplicação uniforme da legislação eleitoral”. O documento foi obtido pelo ICL Notícias.

O comunicado extraordinário divulgado pelo Nepedi nesta quarta-feira (14) representa uma mudança de entendimento sobre os riscos de interferência estrangeira –notadamente do governo Donald Trump, que atua desde 2025 para beneficiar a candidatura de Flávio Bolsonaro– na eleição presidencial. Em comunicado divulgado após o fechamento das urnas no primeiro turno, o grupo afirmou não ter verificado “incidentes ou ocorrências que pudessem indicar interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro durante o período observado”.

A afirmação foi citada textualmente por Nunes Marques para minimizar a denúncias de interferência do governo Trump nas eleições, inclusive por meio dos algoritmos das redes sociais. No segundo turno, ganharam força denúncias de boicote na entrega de conteúdos favoráveis a Lula ou críticos a Flávio Bolsonaro, exclusão arbitrária de conteúdos e mesmo bloqueio de perfis que estivessem tratando de política por um viés progressista.

A manifestação ocorre em meio às críticas feitas por juristas e atores políticos à condução do processo eleitoral dada pelo ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE. Reportagens e levantamentos acadêmicos indicam que o ministro tem adotado prazos e critérios diferentes para decisões em pedidos formulados por Flávio Bolsonaro (PL) e pela campanha do presidente Lula (PT) –dando celeridade e tratamento favorável aos pleitos do bolsonarista, enquanto atrasa a análise e nega pedidos similares feitos pela campanha do PT.

Críticas à atuação do TSE
Embora não cite nominalmente o Tribunal Superior Eleitoral, o comunicado do grupo de observação destaca as denúncias de que a corte, sob o comando de Nunes Marques, tem agido sistematicamente de maneira parcial na disputa eleitoral. O caso de maior repercussão é a exclusão do canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para distribuir conteúdo sobre a candidatura petista e articular a militância progressista nas redes sociais.

“A Missão acompanha com preocupação as recentes controvérsias institucionais relacionadas à atuação da Justiça Eleitoral, mantendo-se igualmente atenta a suas repercussões no debate público. Os questionamentos relacionados à coerência das decisões judiciais, à igualdade de tratamento entre as candidaturas, aos limites da intervenção judicial no processo eleitoral e ao pleno exercício de direitos civis e políticos possuem especial relevância para o trabalho de acompanhamento e observação em curso”, diz o comunicado.

Nunes Marques determinou a suspensão do canal “Exército do Lula” –que já conta com mais de 3 milhões de contas inscritas– sob a alegação genérica de que a lista administrada por Janones distribuiria desinformação.

Uma decisão do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, manteve o funcionamento da lista de Janones. No entanto, Nunes Marques voltou a derrubar o canal, sob o argumento de que ele deveria ser registrado oficialmente pela campanha de Lula e cumpra as exigências estipuladas na primeira decisão de suspensão.

Primeiro indicado ao STF por Jair Bolsonaro, Nunes Marques deixou de tomar qualquer providência similar contra o canal “Tropa do Flávio”, mantido pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), mesmo diante de casos provados de distribuição de fake news –caso de um vídeo que circulou na Argentina meses atrás, manipulado para afirmar que uma suposta militante petista estaria usando drogas durante a manifestação na Avenida Paulista, no último domingo (11).

O documento divulgado pelo Nepedi ainda cobra “particular rigor na fundamentação de decisões e na aplicação uniforme da legislação eleitoral”.

“A Missão ressalta que a independência da Justiça Eleitoral constitui garantia fundamental da democracia e deve estar permanentemente fundada em imparcialidade, transparência, segurança jurídica e respeito ao devido processo legal. A proximidade do segundo turno exige particular rigor na fundamentação das decisões e na aplicação uniforme da legislação eleitoral, de modo a preservar a confiança da cidadania nas instituições brasileiras”, afirma o documento em outro trecho.

A manifestação do Nepedi tem peso dado o histórico do grupo de pesquisa: o chefe da missão de observação –o jurista Raphael Carvalho de Vasconcelos– participou da formulação da resolução do TSE que instituiu a observação eleitoral no Brasil, em 2021. Desde então, o Nepedi tem participado do acompanhamento de eleições no país, como já faz em toda a América Latina, sendo referência internacional no tema.

Risco de interferência estrangeira
O documento ainda cobra do TSE providências sobre denúncias de interferência estrangeira na disputa eleitoral, sobretudo quanto à atuação de big techs americanas aliadas ao governo Trump. A campanha de Lula, militantes políticos e atores da sociedade civil têm denunciado sistematicamente o tratamento diferenciado dado por empresas como a Meta (dona do WhatsApp, do Instagram e do Facebook) e X (dona do antigo Twitter) a publicações com teor político sobre a disputa presidencial, impulsionando posts pró-Bolsonaro, recomendando perfis de extrema direita e restringindo o alcance de contas e publicações progressistas.

A campanha de Lula denunciou ao TSE e à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) a desativação indevida da conta de anúncios da campanha de Lula e uma falha na exibição dos views de vídeos no Instagram. Para o PT, os dois fatos fazem parte de um favorecimento sistemático à Flávio Bolsonaro. Entre os argumentos utilizados pelo partido para sustentar a afirmação está um levantamento realizado pela Secretaria Nacional de Comunicação do PT, que encontrou um engajamento na página de Flávio 2,96 vezes superior ao de Lula, mesmo com o perfil do senador tendo 17% menos seguidores que o do presidente.

“As denúncias amplamente divulgadas sobre a atuação de grandes plataformas digitais no processo eleitoral, diante da ausência de respostas contundentes por parte do Tribunal Superior Eleitoral, suscitam preocupações que não podem ser minimizadas. A gravidade dos fatos noticiados exige esclarecimentos e providências concretas, sob pena de comprometer a confiança pública na integridade do processo eleitoral e na capacidade das instituições de protegê-lo”, afirma o comunicado da missão de observação eleitoral.

Por fim, o Nepedi destaca os riscos que o sistema eleitoral brasileiro corre diante da percepção de que a disputa presidencial está sendo conduzida de maneira parcial pelo TSE.

“A credibilidade das eleições depende não apenas da regularidade da votação e da apuração, mas também da confiança na atuação das autoridades responsáveis pela condução de todo o processo eleitoral. Eventuais dúvidas sobre essa atuação, independentemente de sua procedência, merecem atenção pelas consequências que podem produzir sobre a percepção pública da integridade do pleito”, alerta o grupo de pesquisa.

*Igor Mello?ICL

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Vídeo: Lula sobe nos trackings e pesquisas leva Flávio Bolsonaro recuar e decidir ir a debate da Band

Após descartar confronto na véspera, candidato do PL muda de posição em meio à redução da vantagem sobre Lula nas pesquisas e ao acirramento da disputa a 11 dias do segundo turn

Oavanço do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em levantamentos recentes e os sinais de acirramento da disputa presidencial coincidem com uma mudança brusca na estratégia de Flávio Bolsonaro (PL). Depois de anunciar na terça-feira (13) que não participaria do debate da Band, o candidato bolsonarista voltou atrás nesta quarta-feira (14) e confirmou presença no confronto marcado para domingo (18).

A reviravolta acontece em meio a pesquisas que começam a mostrar redução da vantagem conquistada por Flávio na largada do segundo turno e à circulação, nos bastidores das campanhas, de trackings — levantamentos internos realizados diariamente para orientar decisões estratégicas, inclusive sobre propaganda e participação em debates.

Na pesquisa PoderData/AYA divulgada nesta terça-feira (13), por exemplo, a distância entre os candidatos nos votos válidos caiu de seis para apenas dois pontos em cinco dias. Flávio passou de 53% para 51%, enquanto Lula avançou de 47% para 49%. Como a margem de erro é de 1,8 ponto percentual, os dois aparecem em empate técnico.

A BTG/Nexus, também divulgada na terça, trouxe Flávio com 52% dos votos válidos e Lula com 48%, igualmente em situação de empate técnico dentro da margem de erro. Um dos movimentos mais expressivos ocorreu entre os eleitores de 16 a 24 anos: Lula saltou de 49% para 57% nesse segmento.

Trackings aumentam pressão na reta final
Além das pesquisas públicas, números atribuídos a levantamentos internos das campanhas passaram a circular intensamente nos últimos dias. Os chamados trackings são utilizados justamente para detectar movimentos do eleitorado com maior rapidez e orientar mudanças de estratégia — entre elas a decisão de participar ou não de debates.

Esses números, porém, exigem cautela: como pesquisas internas não são necessariamente divulgadas com metodologia, amostra e demais informações exigidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para levantamentos públicos, os supostos vazamentos que circulam nas redes não podem ser tratados com o mesmo grau de confirmação das pesquisas registradas.

O jornalista Guga Noblat, por exemplo, relatou nesta quarta-feira (14) que teve acesso a um tracking do PL que mostra Lula já à frente de Flávio Bolsonaro, causando apreensão na campanha bolsonarista.

Flávio dizia que não iria; menos de 24 horas depois, mudou de ideia
Foi nesse ambiente que Flávio protagonizou a segunda mudança importante de posição em poucos dias — depois de também recuar sobre o fim da escala 6×1.

Na terça-feira, após um evento com integrantes do MDB em São Paulo, o senador havia sido taxativo ao ser questionado sobre o debate da Band.

“Não vou, não está previsto esse debate domingo. Estamos analisando, quem vai dar a palavra final vai ser a minha equipe técnica de ir no último debate”, afirmou, referindo-se ao confronto da TV Globo na reta final da campanha.

Lula respondeu confirmando imediatamente que estaria na Band.

“Domingo eu estarei no debate da Bandeirantes. Eu espero que o meu adversário compareça para que a gente possa fazer com que o povo tenha conhecimento da diferença de programa, da diferença de candidatura”, afirmou o presidente.

De acordo com a Forum, a emissora aumentou a pressão ao anunciar que o programa seria realizado mesmo sem Flávio. Pelas regras acertadas, o púlpito do candidato ausente permaneceria vazio durante a transmissão.

Menos de 24 horas depois, Flávio recuou.


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BTG/Nexus: Lula cresce oito pontos entre os mais jovens e chega a 57%

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu oito pontos percentuais entre eleitores de 16 a 24 anos em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), aponta pesquisa BTG/Nexus divulgada na terça-feira (13). Lula passou de 49% para 57% das intenções de voto nessa faixa etária.

A oscilação supera a margem de erro de seis pontos percentuais prevista para o segmento de eleitores mais jovens. O levantamento anterior havia sido realizado no fim de setembro.

A BTG/Nexus entrevistou eleitores entre 10 e 12 de outubro. No período, entidades estudantis promoveram atos de apoio à candidatura de Lula na avenida Paulista, em São Paulo, e na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Flávio Bolsonaro avançou em outros grupos do eleitorado. Entre os homens, o senador passou de 50% para 57%, uma alta de sete pontos percentuais na comparação com a rodada anterior.

Flávio cresce entre homens e eleitores de meia-idade
Na faixa de 41 a 59 anos, Flávio subiu de 44% para 50% das intenções de voto, segundo os dados divulgados. O resultado indica movimentos distintos na disputa: Lula cresce entre os mais jovens, enquanto o candidato do PL amplia sua preferência entre homens e eleitores de meia-idade.

Registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07997/2026, a pesquisa BTG/Nexus mostra Lula com percentual de 57% entre os jovens, acima dos 45% que ele obtém no total dos entrevistados.


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Agentes ligados a Trump e Bolsonaro estariam agindo para derrubar páginas de apoio a Lula

A ex-companheira de Fernando Cerimedo alertou que equipe do consultor estaria agindo para reduzir o alcance de postagens do campo progressista no Brasil nas redes sociais.

A ex-companheira de Fernando Cerimedo, Nádia Beller, alertou que o argentino aliado do clã Bolsonaro e do governo de Donald Trump estaria agindo para reduzir o alcance de postagens do campo progressista no Brasil nas redes sociais.

Nos últimos anos, o consultor argentino teve um papel central na estratégia digital de campanhas no Brasil, Argentina, Honduras, Chile e Bolívia. No país, depois da derrota de Jair Bolsonaro em 2022, ele foi um dos artífices do questionamento das urnas eletrônicas e difundiu desinformação neste sentido.

Hoje, Cerimedo está preso em La Paz, acusado de tentativa de assassinato de Nádia.

Em uma entrevista concedida à imprensa mexicana, ela revelou que a baixa penetração das postagens do campo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não seria um acaso.

“Nos primeiros dias de agosto, Fernando me mandou uma foto com um dos Bolsonaro nos EUA. Não posso te precisar agora a data exata porque meu celular está no Ministério Público, mas do dia 1º ao dia 5 que ele esteve nos Estados Unidos, nesse intervalo, ele me mandou uma foto”, disse.

“Ele me disse que estavam tratando do tema da campanha, que ele ia buscar financiamento e que ele ia participar sim ou sim dessa campanha, dessa eleição”, afirmou.

A ex-companheira, porém, garante que a prisão de Cerimedo não significou o fim da operação.

“O que eles fizeram com a Meta é de manual. Eles têm contatos muito bons com a Meta — inclusive, aqui na Bolívia, um jornalista que eles mesmos fizeram derrubar a página, o Fernando interveio para devolverem. Ele me manifestou mais de três vezes, pelo menos, que tinha relações muito boas com a Meta e podia fazer derrubar ou devolver qualquer página”, contou.

“Eu não tenho a menor dúvida de que a equipe dele, o grupo dele, interveio para isso. Entendo que há denúncias de infrações eleitorais por parte da Meta que teriam deixado passar algumas campanhas de guerra suja e a suspensão das contas do Lula. Eu não tenho a menor dúvida de que foi parte de uma estratégia desta equipe para tirar a visibilidade dele”, disse.

Nádia ainda contou que Cerimedo mantinha “fazendas de bots”, atuando para difundir desinformação. “Usa em todos os países”, garantiu.

No mês passado, ela revelou que o estrategista argentino ligado ao clã Bolsonaro manteve vínculos com a cúpula do governo de Donald Trump.

Já vivendo nos EUA, Eduardo Bolsonaro ainda manteve contato com Cerimedo. Em julho, dias antes do lançamento oficial da campanha de Flávio Bolsonaro, o ex-deputado e o consultor argentino promoveram uma live na qual voltaram a questionar a credibilidade das urnas no Brasil.

No final do mês passado, sem dar explicações, o governo de Donald Trump anunciou sanções contra o procurador-geral da Bolívia, Roger Mariaca, que conduz justamente as investigações contra Cerimedo. A juíza que decretou sua prisão também foi alvo de sanções do Departamento de Estado.

Um dia depois, Mariaca denunciou uma ingerência dos EUA e garantiu que as sanções não irão forçar a Bolívia a abandonar as investigações contra Cerimedo. Além do processo de agressão, ele é alvo de uma investigação sobre um esquema de corrupção envolvendo o abastecimento de combustível. Mas, naquela noite, ele foi preso pela polícia boliviana em seu próprio país.

Proteção da rede MAGA?
Em suas redes sociais, Nadia Beller publicou fotos de Cerimedo com alguns dos nomes mais poderosos da estrutura de poder de Donald Trump. No título da postagem, uma provocação relacionada à criação do Escudo das Américas, a aliança militar da Casa Branca com a extrema direita regional:

É a luta pelo “Escudo das Américas” ou a proteção da rede MAGA?

Na postagem, ela mostra fotos de Donald Trump Jr. (filho de Donald Trump), Brad Parscale, Andy Rivas e Fernando Cerimedo. “Isso ganha enorme relevância quando colocada ao lado do que está acontecendo hoje na Bolívia”, explicou Nadia.

“É preciso desvendar os supostos negócios desses atores que instrumentalizam o movimento MAGA”, insistiu.

Nadia conta que apresentou ao Ministério Público áudios, conversas, fotografias e documentos “sobre a participação de Cerimedo em decisões da YPFB (a empresa de energia da Bolívia), incluindo a nomeação e a demissão de funcionários, além de informações relacionadas a combustível, ouro e outras operações”.

“Também apresentei áudios e conversas sobre a FUTURA, empresa ligada ao fornecimento de combustível para a Bolívia. Nessas conversas, fala-se em comissões para Brad Parscale, sócio de Cerimedo e ex-chefe de campanha de Trump”, explica.

Para ela, não se trata apenas de uma ingerência de Cerimedo em campanhas eleitorais. “Estamos falando de uma estrutura política internacional que, após chegar ao governo, aparece vinculada a negócios empresariais questionáveis na Bolívia”, denunciou.

Segundo ela, portanto, as sanções anunciadas pela Casa Branca devem ser entendidas nesse contexto.

“Enquanto tudo isso é investigado, o governo de Donald Trump revoga o visto do Procurador-Geral da Bolívia, Róger Mariaca, e o acusa de corrupção relacionada ao narcotráfico, sem apresentar, até o momento, qualquer denúncia ou prova”, apontou.

“Cerimedo não está sendo investigado por apenas um fato. Entre os fatos denunciados e investigados figuram, em primeiro lugar, a tentativa de feminicídio, além de possíveis casos de encobrimento do narcotráfico, corrupção, lavagem de dinheiro, usurpação de funções e outros delitos”, insistiu a ex-companheira.

*Jamil Chade/ICL


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Política

O plano da extrema direita para desmontar 30 anos de avanços democráticos e sociais

Eventual vitória de Flávio Bolsonaro abriria as portas para a implementação de um projeto reacionário na sociedade brasileira

Mais armas, mais desmatamento, grilagem de terras, asfixia da sociedade civil, privatização de praias, fim de assistência para meninas e controle ideológico sobre as escolas. Numa eventual vitória de Flávio Bolsonaro na eleição presidencial e diante de um Senado com maioria de extrema direita, este poderia ser o cenário para o Brasil nos primeiros meses de 2027.

Nos últimos anos, a bancada mais ideológica do PL apresentou dezenas de projetos de lei no Congresso que, se aprovados, representariam uma guinada autoritária no país, o desmantelamento de conquistas sociais dos últimos 30 anos e uma transformação do papel da sociedade civil.

Mas, pelo menos por enquanto, parte deles tem sido freado diante da existência de um Poder Executivo progressista e de decisões do Supremo Tribunal Federal.

O risco, porém, é de que essa blindagem acabe com uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro para a presidência e sua capacidade de escolher quatro ministros dos STF, nos próximos anos.

O candidato do PL já falou abertamente sobre seu projeto de promover uma mudança da Constituição e insinuou que seu grupo permanecerá por décadas no poder. Mas, para grupos que acompanham os debates legislativos, serão os cem primeiros dias que podem marcar uma guinada autoritária sem precedentes na história democrática do país.

Um risco real é de que comissões constituídas pela sociedade civil e governo sejam desmobilizadas ou que tenham recursos cortados, repetindo o que o Jair Bolsonaro implementou a partir de 2019. O projeto de lei 1659 de 2024, ainda busca restringir o financiamento de recursos estrangeiros para ONGs, num esforço para asfixiar a sociedade civil e repetir o modelo adotado pela Rússia de Vladimir Putin. No dia 25 de novembro de 2025, a iniciativa já foi aprovada pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional.

O PL também fala abertamente numa anistia para os envolvidos nos atos criminosos de 8 de janeiro de 2023 e mesmo um indulto para atores centrais da tentativa de golpe de estado, incluindo Jair Bolsonaro.

Desmatamento legalizado
O que os projetos indicam, porém, é que o desmonte poderia ser muito mais amplo, inclusive com ações para secar o financiamento da Funai e do Ibama, atendendo a uma reivindicação do agronegócio.

Não por acaso, um dos maiores abalos seria no setor ambiental, com a aprovação de projetos que teriam consequências devastadoras para os compromissos internacionais do país na redução do desmatamento.

Isso incluiria a aprovação do PL 2159/2021 (“PL da Devastação”), que propõe flexibilizar o licenciamento ambiental no Brasil, reduzindo exigências e controles para empreendimentos com potencial impacto ambiental.

Depois de o PL do Veneno já ter sido aprovado, alterando as regras sobre agrotóxicos, uma nova ofensiva tem como meta substituir o termo “agrotóxico” por “defensivo agrícola”.

Os projetos ainda facilitarão a mineração em terras indígenas e reservas ambientais, a regularização fundiária e estímulo à grilagem de terras públicas, como no caso do PL 510/2021.

Já a PEC 59 transfere do Poder Executivo para o Congresso Nacional a competência final sobre a demarcação de terras indígenas, deixando na mão da extrema direita um processo crítico para os grupos autóctones.

O financiamento climático também será abalado com uma eventual aprovação dos PL nº 5082/2025 e PL nº 5080/2025, que permitem o enfraquecimento da Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental e do financiamento da política ambiental.

A água também está no foco. O PL nº 3686/2023 permitirá o represamento de cursos d’água para uso agropecuário, enquanto a PEC nº 03/2022 fala na privatização de praias. Existem ainda projetos de redução de Unidades de Conservação marinhas e a autorização para a mineração marinha.

A lista de projetos conduzidos pela extrema direita no Congresso ainda inclui o PL nº 2374/2020, que prevê anistia a desmatamento em reserva legal, além de mais de uma dezena de outros que falam na flexibilizam o Código Florestal, anistia para desmatamento, grilagem ou o enfraquecimento da fiscalização e dos embargos ambientais.

Estão ainda previstos cortes em prevenção de desastres, nos sistemas de alerta e infraestrutura, assim como o enfraquecimento da fiscalização ambiental.

Não faltam nem mesmo projetos que, sob o argumento de promover uma “transição energética justa”, recolocam o o carvão mineral como opção.

Mais armas
Com o modelo de Nayib Bukele, de El Salvador, com inspiração, uma das bandeiras ainda da extrema direita é a transformação das leis nacionais no que se refere à segurança pública. Nesse aspecto, projetos de lei visam ampliar o acesso às armas. Num deles, por exemplo, cria-se o “Programa Nacional de Proteção ao Agronegócio e Comunidades Rurais (PNPACR)”, com diretrizes de segurança rural, flexibilização de porte de armas para populações rurais e endurecimento penal contra crimes em áreas rurais.

No setor de segurança pública, alguns sinais já apontam para o caminho que deve ser adotado por Flávio Bolsonaro. O Projeto Anti-Facção (Projeto de Lei 5582/25), já aprovado, equipara facções a organizações terroristas, abrindo a possibilidade para que táticas de guerra e mesmo os militares sejam usados em territórios densamente urbanizados.

Risco contra populações de periferias e eventualmente contra atores da sociedade civil. Nos EUA, isso já acontece.

Mas isso seria apenas o início de um processo mais profundo que incluiria a aprovação da PEC 32, que propõe a redução da maioridade penal, o aumento do tempo de internação, a revogação do instituto da audiência de custódia ou propostas que vedam a liberdade provisória.

Um pacote ainda de projetos fala abertamente na garantia de ampliar as autorizações para o porte de armas no Brasil, inclusive para agentes socioeducativos e oficiais de Justiça. O PL 302/2026 também prevê a ampliação do porte para várias categorias, incluindo guardas, vigilantes e até agentes de trânsito.

Controle dos corpos…femininos
O avanço da extrema direita também pode ser crítico para a aprovação de dezenas de projetos que restringem as liberdades, principalmente para mulheres e meninas.

Tramita no Congresso, por exemplo, o PL 4844/2023, que proíbe o debate sobre educação sexual nas escolas. Já o PL 5069 pretende criminalizar a “indução ao aborto” e a divulgação de meios abortivos. O PL 6335 ainda cria a chamada “objeção de consciência”, permitindo que profissionais se recusem a cumprir normas legais por motivos morais, éticos ou religiosos.

A ofensiva contra o aborto é ainda um carro chefe da extrema direita, mesmo diante da Constituição autorizar o procedimento em casos muito limitados no Brasil, como em um estupro.

O PL 1515, por exemplo, busca proibir os procedimentos abortivos realizados por telemedicina, enquanto outras iniciativas já derrubaram decisão do Conanda que facilitava o acesso de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual ao aborto.

Se aprovados, os projetos de lei da extrema direita tornarão o aborto legal no Brasil em um trâmite impossível de ser realizado. Algumas iniciativas, por exemplo, vedariam o aborto após 22 semanas, equiparando o ato a um homicídio. O PL 1125, se aprovado, exigiria que a vítima apresente um Boletim de Ocorrência e exame de corpo de delito para realização do aborto legal.

Medidas que tramitam no Congresso desde 2012 ainda sugerem alterar a Constituição para estabelecer o direito à vida como inviolável desde a concepção.

Controle do currículo escolar
Não faltam ainda projetos que visam transformar as escolas públicas no Brasil. O Projeto de Lei de Homeschooling (PL 1338/2022) abriria a possibilidade de oferta domiciliar da educação básica, enquanto o PL 2.154/2023 criaria o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares, ampliando a todo território nacional experiências que já vêm sendo adotadas em alguns estados.

Em 2026, o PL 1.765 propôs a criação do Programa Nacional de Consentimento Parental na Educação (PNCE), permitindo que pais possam autorizar ou vedar participação dos filhos em atividades sobre “ideologias de gênero”.

Júlia Neiva, representante da Conectas, afirma que como projetos como os apontados acima demonstram como a ascensão de governos autoritários alteram estruturas tidas como inabaláveis, demonstrando como proteções de direitos e da democracia que pareciam invioláveis são destruídas de forma orquestrada.

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