Dia: 17 de janeiro de 2024

A direita precisa exorcizar os dois encostos

Em última análise, as frases de desprezo a Bolsonaro, ditas por Valdemar da Costa Neto, erguendo ao grau máximo da capacidade política e sua importância na aldeia global, logo não foram ditas no calor do debate e muito menos de forma despretensiosa.

A entrevista de Valdemar buscou um remédio eficaz que elimine e desinfete a direita do vírus do bolsonarismo. Era esse o propósito de um macaco velho, que sabe que Bolsonaro, hoje, vive de uma liderança de superfície que, na verdade, sempre o caracterizou enquanto governante. O que lhe  dava um pouco de musculatura política era a máquina pública que tinha em mãos e que não tem mais.

Moro e Bolsonaro afundarão, juntos, no mesmo barco que utilizaram para praticar a criminosa e maior fraude eleitoral da história política desse país e, assim como Bolsonaro, Moro, além de cassado, ficará também inelegível,  que deverá acontecer no próximo dia 25, dia do seu julgamento pelo TRE do Paraná.

Como bem disse, Leonardo Sakamoto, Moro é apenas um ex-senador em exercício, inclusive para os seus pares no Senado.

Na verdade, mesmo de forma embrionária, a direita, ao se livrar de Moro e Bolsonaro, ela, praticamente, liberta-se de duas bolas de ferro presas às pernas, então, poderá pensar em um nome e estratégia que possa ter alguma identidade com os órfãos do bolsomorismo.

Ou seja, ninguém mais do que a direita tem interesse na degola dos dois estorvos, Bolsonaro e Moro.

É isso que, na entrevista, Valdemar deixou explícito.

Com Bolsonaro, renda da elite dobrou e desigualdade avançou

O governo de Jair Bolsonaro (PL) foi um paraíso – mas apenas para os 15 mil brasileiros mais ricos, que correspondem a apenas 0,01% da população. É o que aponta uma nota técnica publicada pelo Observatório de Política Fiscal do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas).

De autoria do economista Sérgio Gobetti, o estudo mostra que a renda dessa elite praticamente dobrou de 2017 a 2022. O crescimento médio, no período, foi de 96%. É quase três vezes o avanço registrado na renda dos 95% mais pobres, que saltou apenas 33%, em média.

Como a inflação acumulada nesses anos foi de 31%, é como se a imensa maioria da população não tivesse ganho real nenhum – o que levou ao aumento da desigualdade. “Ao que tudo indica, o nível de concentração de renda no topo bateu um novo recorde histórico, depois de uma década de relativa estabilidade”, declarou Gobetti à Folha de S.Paulo.

O levantamento teve como base dados das declarações de Imposto de Renda disponibilizados pela Receita Federal. Mesmo na faixa dos 0,1% mais rico – que inclui 154 mil pessoas –, a renda média cresceu 87%. Quem já estava num patamar privilegiado ficou ainda mais rico.

Para o economista, dois fatores contribuíram especialmente para uma desigualdade maior: o salto na renda do agronegócio, que é pouco taxada; e a disparada no pagamento de lucros e dividendos, “que passou de R$ 371 bilhões em 2017 para R$ 830 bilhões em 2022”. O Brasil é um dos poucos países que não isentam de impostos quem recebe dividendos.

Israel é principal responsável por mortes em rave, afirma site britânico após investigação

Fatos revelados pelo The Cradle vão na contramão da versão de Israel, que acusa o Hamas de ter premeditado o massacre que matou 364 civis.

Uma investigação da própria polícia de Israel, relatada pelo jornal israelense Haaretz, aponta que Tel Aviv causou o maior número de mortes no festival Universo Paralello – Supernova, nas proximidades da comunidade Re’im, perto de Gaza, em 7 de outubro. As informações são do jornalista William Van Wagenen, do site britânico The Cradle.

Os fatos vão na contramão da versão apresentada pelo governo de Israel sobre o massacre, que acusou as brigadas Qassam, o braço militar do Hamas, de ter premeditado o ataque contra festa rave, em que ao menos 364 civis foram assassinados.

Segundo documentos e relatos de militares, a Polícia de Fronteira de Israel foi enviada para o local em que acontecia a festa antes do Hamas tropeçar no festival, causando a eclosão de uma grande batalha.

Embora alguns participantes da festa tenham sido de fato mortos pelo Hamas, “as evidências sugerem agora que a maioria das mortes de civis foram provavelmente infligidas pelas próprias forças israelenses, devido ao poder de fogo esmagador utilizado pelos militares, incluindo os helicópteros de ataque Apache e adoção do Protocolo Aníbal para impedir o Hamas de sequestrar israelenses”, relata o texto.

Operação Cavaleiro Filisteu
Em 7 de outubro, às 6h30, os combatentes do Hamas lançaram a sua operação militar, disparando uma barragem de mísseis contra Israel. Embora o exército de Israel demorasse horas para responder ao ataque, unidades da Polícia de Fronteira foram rapidamente mobilizadas.

Às 6h42, apenas 12 minutos após o lançamento da operação do Hamas, o comandante do Distrito Sul da Polícia Israelense, Amir Cohen, deu uma ordem com o codinome “Cavaleiro Filisteu”, enviando policiais que estavam em alerta para diversos locais de combate.

De acordo com um alto oficial israelense em conversa com o The New York Times, os primeiros reforços formais ao sul de Israel vieram de comandos que chegaram em helicópteros. Sagi Abitbol, um polícia que trabalhava como segurança no festival, foi um dos primeiros a confrontar os combatentes do Hamas e testemunhou a chegada antecipada destes helicópteros.

A investigação da polícia israelense indica ainda que o Hamas não tinha conhecimento do festival e que o alvo era Re’im, a sede da Divisão de Gaza do exército de Israel, localizada na Rota 232, a mesma estrada do local do festival.

Em meio ao combate em Re’im, o comandante da base militar coordenou ataques aéreos de helicópteros Apache na própria base, para repelir o ataque do Hamas.

O Haaretz cita uma fonte policial que afirmou que os helicópteros Apache “dispararam contra os terroristas e aparentemente também atingiram alguns dos foliões que estavam lá”.

Rota 232 bloqueada por Israel

Já após o lançamento de mísseis a partir de Gaza e antes dos combatentes do Hamas chegarem na Rota 232, os organizadores do festival Supernova interromperam o evento e emitiram ordem de evacuação do local.

De acordo com um oficial da polícia citado pelo Haaretz, a maioria das cerca de 4.400 pessoas que participavam da festa “conseguiu escapar, após a decisão de acabar com o evento, que foi tomada quatro minutos após o lançamento de foguetes”.

No entanto, quando as pessoas saíram do local do festival de carro e seguiram para a Rota 232, a polícia israelense estabeleceu bloqueios na estrada, levando a um engarrafamento que prendeu muitos foliões na área onde o Hamas e a Polícia de Fronteira entraram em conflito.

Testemunhas relataram também que, em meio ao caos, as pessoas presas na estrada fugiram para o leste, para campos abertos, em carros ou a pé. Muitos conseguiram passar pelos campos e se esconderam perto de árvores e debaixo de arbustos.

Agora, imagens de câmeras corporais mostram também que os policiais israelenses, fortemente armados, atiraram contra as árvores onde os civis se abrigavam.

Protocolo Aníbal
Indícios apontam ainda que as forças israelenses não tinham apenas o poder de fogo, mas também uma ordem oficial para matar israelenses nas proximidades do festival.

Uma das principais razões pelas quais o Hamas lançou a operação contra Israel, era a possibilidade de sequestrar civis que pudessem ser trocados pelos milhares de palestinianos mantidos em prisões israelenses.

“Mas as forças de Israel estavam determinadas a impedir o Hamas de levar os prisioneiros de volta para Gaza, mesmo que isso significasse matar os civis capturados. Uma investigação sobre o controverso Protocolo Aníbal de Israel conclui que ‘do ponto de vista do exército, um soldado morto é melhor do que um soldado cativo que sofre e força o Estado a libertar milhares presos para obter a sua libertação’”, diz a reportagem do The Cradle.

De acordo com uma investigação do Yedioth Ahronoth, até então o Protocolo Aníbal só se aplicava aos prisioneiros do exército. Contudo, em 7 de outubro, foi emitido também contra civis israelenses. O diário de língua hebraica escreveu que “ao meio-dia de 7 de outubro, as Forças de Defesa de Israel ordenaram que todas as suas unidades de combate colocassem em prática o Protocolo Aníbal, embora sem mencioná-lo explicitamente pelo nome”.

A ordem era impedir “a todo o custo qualquer tentativa dos terroristas do Hamas de regressarem a Gaza, isto é, apesar do receio de que alguns deles tenham sido raptados”, concluiu a investigação.

Vídeo de defesa do Reino Unido mostra Brasil como alvo de ameaças militares

Um vídeo divulgado pelo Ministério da Defesa do Reino Unido gerou repercussão nas redes por mostrar que o Brasil é um ponto de ameaça de conflitos.

O material, parte de uma campanha de preparação para guerra, inclui um mapa com marcações específicas, colocando o Brasil em destaque na perspectiva britânica.

No vídeo, Grant Shapps, membro do governo, aborda as diversas “ameaças” enfrentadas pelo Reino Unido. “O mundo se tornou mais perigoso”, afirma Shapps, mencionando áreas de conflito globais.

No vídeo, são citados a Rússia, Mar Vermelho, Ucrânia, Oriente Médio, Mar do Sul da China, Coreia do Norte, África e América do Sul. Intrigantemente, o continente sul-americano é representado no vídeo com um ponto dentro do território brasileiro.

Shapps ressalta a necessidade de o Reino Unido dissuadir inimigos, liderar aliados e defender a nação. Embora o Brasil não seja mencionado nominalmente, a inclusão do país no mapa levantou especulações entre os usuários das redes sociais, diz O Cafezinho.

Alguns interpretam isso como uma visão britânica de potencial ameaça, possivelmente devido à posição não-alinhada do Brasil com a OTAN.

Contrastando com esta representação, o Brasil, sob a administração de Lula, tem adotado uma postura de não beligerância, buscando a mediação de conflitos, como os entre Rússia e Ucrânia e Israel e Palestina. Por fim, vale destacar que o Brasil tem se mantido neutro em

 

Financiamentos do BNDES para infraestrutura e transição energética em 2023 foi o maior em 5 anos e deve aumentar em 2024

Valores aprovados para investimentos somaram R$ 57,4 bilhões em 2023; o crescimento foi de 24%.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, por meio da diretoria de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática, financiamentos da ordem de R$ 57,4 bilhões em projetos voltados para infraestrutura e transição energética ao longo de 2023. O valor é 24% maior que o registrado no ano anterior e marca o maior volume dos últimos cinco anos.

Segundo o jornal O GLOBO, a expectativa para 2024 é que os financiamentos sejam ainda maiores devido à queda das taxas de juros no país e a posição de liderança do Brasil na defesa da energia renovável.

Luciana Costa, diretora responsável pela área, prevê que o total aprovado chegue a R$ 132 bilhões em projetos por meio de diversos setores, uma vez que o BNDES costuma financiar parte dos empreendimentos em parceria com outros investidores.

Mesmo diante da Taxa de Longo Prazo (TLP) sem redutor desde o ano passado, a demanda por empréstimos cresceu consideravelmente. Dos R$ 57,4 bilhões aprovados em 2023, os desembolsos totalizaram R$ 36,1 bilhões, um montante 27% superior ao ano anterior.

Um destaque do ano foi a participação do BNDES na emissão de 16 debêntures, totalizando R$ 14,5 bilhões. “Começamos a usar esse instrumento com mais frequência e a importância de apoiarmos as emissões é que o mercado de capitais no Brasil não tem muita profundidade ou volume”, disse Luciana à reportagem.

Entre as prioridades do banco estão investimentos em saneamento básico, com R$ 10,5 bilhões destinados a projetos no Rio de Janeiro, Amapá e Paraná. Energia eólica e mobilidade urbana também estão entre os focos. A diretora destacou o Rio de Janeiro como o local do maior projeto de saneamento do país, com investimentos de R$ 32 bilhões.

Além disso, o BNDES apoiou a operação da Atlas Renewable Energy e a Albras, concedendo um empréstimo de US$ 450 milhões para a construção de um complexo de 18 usinas fotovoltaicas em Minas Gerais, representando o maior financiamento em dólares para geração de energia renovável já realizado pela instituição.

Na área de mobilidade, foram aprovados R$ 10 bilhões para financiar dois projetos do Novo PAC no Estado de São Paulo, incluindo a implantação do Trem Intercidades Eixo Norte, que ligará São Paulo a Campinas, e a aquisição de 44 trens para a extensão da Linha 2 (Verde) do metrô de São Paulo.