Dia: 28 de fevereiro de 2024

Congresso não prioriza matérias essenciais à população, diz senador Omar Aziz

Senador ilustra desordem ao citar a matéria sobre o tratamento de doenças raras pelo SUS, que está há sete anos sem votação.

O Congresso Nacional tem deixado de priorizar matérias que atendem às necessidades da população. Há aquelas, inclusive, que estão paralisadas há muito tempo, em educação, segurança e saúde, como o tratamento de doenças raras pelo SUS.

A opinião é do senador Omar Aziz (PSD-AM), entrevistado pelo jornalista Luis Nassif no programa TVGGN 20 Horas [assista abaixo]. Omar exemplifica a desordem ao citar a matéria sobre o tratamento de doenças raras pelo SUS, que está há sete anos sem votação.

“O Senado tem uma matéria que voltou à Comissão de Assuntos Econômicos na terça-feira, que está há 7 anos no Congresso Nacional e não foi votada, mas em 24 horas se votou a saidinha [de presos]. É uma loucura, tem que fazer um levantamento”, defende. 

Para impedir que assuntos cruciais se arrastem por tanto tempo, de acordo com o senador, deve-se evitar que possibilidades sobre decisões monocráticas do Supremo Tribunal Federal ou outras pautas menos urgentes, mas midiáticas, ocupem o espaço que deveria ser dedicado a resolver problemas essenciais para o país, e que não podem esperar.

“O presidente Arthur Lira [Câmara] e o presidente Rodrigo Pacheco [Senado] deveriam pegar essas matérias que estão há muitos anos [paradas] e definir o que é prioridade para a população brasileira. Matérias que diariamente a população está precisando que seja aprovada, algo que a beneficia, e que são engavetadas no Congresso. Por ser bicameral, não adianta aprovar no Senado e quando chega na Câmara, ela não anda, ou vice-versa”, explica o senador.

 

Em busca de um terceiro turno, mídia continua tratando um delinquente perigoso como um político qualquer

Ora, quando alguém fizer qualquer matéria sobre Bolsonaro, a primeira coisa que precisa ser dita é que o capitão foi expulso do exército por terrorismo, dentro e fora dos quartéis, o que faz desses oficiais, que adularam a presidência da República, alguém sem classificação, para dizer o mínimo.

Boa parte da grande mídia, que é antipetista, que assim já o é, antes mesmo da criação do Partido dos Trabalhadores, já que ela é cão de guarda da oligarquia, pega carona no discurso de Bolsonaro, de maneira enviesada para causar vertigem política nos brasileiros.

Assim, desaparece o terrorista, expulso do exército, o genocida, que cometeu uma série de práticas criminosas, matou mais de 700 mil brasileiros, que devolveu ao mapa da fome 33 milhões de brasileiros para transformar o Brasil na pátria dos acionistas, rentistas e dos banqueiros, dando a eles, em plena pandemia, recordes de ganhos nunca vistos. Daí o apoio quase total ao delinquente, vindo das classes economicamente dominantes.

Acho que seria um motivo para passar o dia dando a folha corrida desse sujeito, que tem um portfólio de crimes invejável, em quantidade e variedade.

destacando o papel dos quatro filhos que, assim como o pai, nunca trabalharam na vida, sempre mamaram deliciosamente nas tetas do Estado e se dizem conservadores ortodoxos, liberais convictos e sonhadores de um Estado transformado em Estadinho.

Mas a mídia brasileira quer, a fórceps, parir um Bolsonaro, que vive seus últimos horizontes na vida pública, com páreo para Lula, que hoje já tem 62% de aprovação de seu governo e que, se a projeção do mercado estiver correta, como prevê um crescimento de 10% do PIB, resultado dos quatro anos do governo Lula, certamente, o presidente da República alcançará os mesmos 87% de aprovação que teve após oito anos de seus dois primeiros mandatos.

O que se imagina é que a mídia brasileira descreve sua sinopse noveleira plantando bananeira, ´porque não consegue se libertar do ranço preconceituoso que sempre marcou a relação dela com um presidente de fato popular, sobretudo nas ações e que, portanto, muda efetivamente, qualitativamente, determinantemente a vida das camadas mais pobres da população.

Por isso, essa forçação de barra de tentar transformar uma manifestação inflada por números ridículos que, perto do que foi anunciado, apresentou um traque, numa espécie de terceiro turno para ver se empareda Lula, o que significa dar mais benefício aos ricos e menos aos pobres.

 

 

Com bloqueios de Israel por terra, aviões lançam ajuda humanitária sobre a Faixa de Gaza

Imagens foram divulgadas com um avião sendo abastecido com alimentos e medicamentos numa operação com apoio dos Emirados Árabes Unidos e Jordânia.

Pela primeira vez desde o início dos conflitos, as Forças Aéreas Egípcias anunciaram o envio de ajuda humanitária por via aérea para a Faixa de Gaza. Imagens foram divulgadas com um avião sendo abastecido com alimentos e medicamentos numa operação com o apoio dos Emirados Árabes Unidos e a Jordânia.

No início da semana, o Exército jordaniano divulgou que fez uma série de entregas de ajuda humanitária de alimentos e outros suprimentos em Gaza, inclusive usando um avião do Exército francês em uma dessas entregas. Vídeos com imagens de palestinos recolhendo as doações que caiam do céu com paraquedas circulam em redes sociais.

Um deles foi gravado por um jovem que carregava nos ombros o que recolheu e celebrava. “Um saco de farinha. Depois de um mês. Que um mês, um milhão de anos. Eu sinto como se fossem milhares de anos”, disse, mostrando ainda outras muitas pessoas que também carregavam na praia as doações. Em outro vídeo, uma palestina agradece, mas lembra que aqueles que continuam no norte de Gaza passam mais necessidades do que os que se deslocaram para o sul, na fronteira com o Egito.

O responsável pelo UNICEF no Egito, Jeremy Hopkins, disse à RFI estar extremamente preocupado, principalmente, com as 600 mil crianças atualmente deslocadas em Rafah entre toda a população civil que vive em circunstâncias tão terrivelmente difíceis.

Riscos

A falta de água potável, de serviços de saneamento e de instalações sanitárias e de higiene básica está aumentando rapidamente para uma emergência de saúde pública, com o risco de surtos de doenças em grande escala. “Agradecemos a facilitação do governo egípcio no fluxo de suprimentos humanitários para Gaza e continuamos a trabalhar em estreita colaboração com o Crescente Vermelho Egípcio a este respeito. Contudo, isto não é o suficiente”, afirmou.

“Os fornecimentos humanitários que entram em Gaza não são suficientes e o setor privado também deve ser autorizado e habilitado a operar em conjunto com as organizações de ajuda. Mais importante ainda: nenhuma criança em Gaza estará segura até que haja um cessar-fogo e reitero este apelo às partes em conflito, a fim de permitir que o Unicef e outros forneçam apoio humanitário vital onde é tão desesperadamente necessário, e para todas as crianças”, acrescentou.

Críticas a Israel

Organizações internacionais vêm criticando os obstáculos impostos por Israel para a entrega desse tipo de ajuda através de caminhões vindos do Egito, que já recebeu mais de 500 aviões, de diferentes países, incluindo o Brasil, trazendo ajuda para palestinos mantidos em Gaza.

Foram cerca de 15.000 toneladas até agora. Essas doações se concentram na cidade de Al-Arish e vão em caminhões para a Faixa de Gaza, através das passagens de Rafah e Karm Abu Salem. Segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), “os comboios de ajuda têm sido atacados e o acesso às pessoas necessitadas tem sistematicamente sido negado. Os trabalhadores humanitários foram assediados, intimidados ou detidos pelas forças israelenses e as infraestruturas humanitárias foram atingidas”.

A Sociedade do Crescente Vermelho Palestino (PRCS) decidiu suspender todos os procedimentos de coordenação humanitária em missões médicas na Faixa de Gaza “devido à falha em garantir a segurança das equipes de serviços médicos de emergência, dos feridos, e os doentes nos hospitais.”

A organização disse que a ocupação israelense deteve sete integrantes de sua equipe, incluindo técnicos de anestesia e um médico. “Eles foram presos durante o ataque da ocupação israelita ao Hospital Al-Amal e o seu destino permanece desconhecido neste momento”, afirmou o PRCS, que criticou a falta de compromisso e respeito demonstrados pelas forças de ocupação israelenses para com os procedimentos e mecanismos de coordenação acordados com as organizações das Nações Unidas.

Em novo balanço divulgado nesta quarta-feira (28/02), o Ministério da Saúde palestino informou que desde o início do conflito entre Israel e Hamas, 29.954 pessoas morreram e 70.325 ficaram feridas. Estima-se que outras milhares de vítimas ainda estejam sob os escombros, enquanto equipes de resgate tentam encontrá-las mesmo sob ataques israelenses.

Proposta de trégua

O Hamas recebeu e analisa uma espécie de rascunho de uma proposta de trégua em Gaza. Segundo a imprensa, a entrega do documento foi em Paris, durante uma roda de conversas com mediadores que tentam chegar a um cessar-fogo. Esta proposta fala em uma pausa nas operações militares e troca de prisioneiros palestinos por reféns israelenses, inicialmente durante 40 dias.

Também consta na proposta:

– Retorno gradual de todos os civis deslocados – exceto homens em idade de serviço militar – ao norte da Faixa de Gaza.

– Depois de iniciar a primeira fase, Israel reposicionará as suas forças longe das áreas densamente povoadas da Faixa de Gaza.

E sobre ajuda humanitária para a Faixa de Gaza:

– Compromisso de trazer 500 caminhões por dia de ajuda humanitária.

– Fornecer 200 mil tendas e 60 mil caravanas.

– Permitir a reabilitação de hospitais e padarias em Gaza

– Israel concorda com a entrada de máquinas e equipamentos pesados para remoção de escombros e assistência com outros fins humanitários, com o fornecimento de remessas de combustível necessárias para esses fins. O Hamas se compromete a não utilizar estas máquinas e equipamentos para ameaçar Israel.

“Um cessar-fogo humanitário imediato e duradouro é a única forma de acabar com a matança e os ferimentos de crianças, a única forma de proteger os civis e a única forma de permitir a entrega urgente da ajuda vital desesperadamente necessária. Mais do que tudo, as crianças de Israel e o Estado da Palestina precisam de uma solução política duradoura para a crise, para que possam crescer em paz e livres da sombra da violência”, reforçou Jeremy Hopkins.

Enquanto os Estados Unidos anunciaram mais US$ 53 milhões em assistência humanitária aos palestinos, há no mundo árabe uma expectativa para que se chegue logo a uma decisão antes do dia 11 de março, quando começa o Ramadã, mês sagrado para os muçulmanos dedicado a jejum e orações.

*Opera Mundi

Boulos recebe ameaças de morte em campanha e decide andar de carro blindado; PF investiga

Advogados não acionaram polícia de SP pois agressões envolvem integrante da força de segurança estadual.

A Polícia Federal decidiu abrir inquérito para investigar ameaças de morte recebidas pelo deputado federal e pré-candidato a prefeito de São Paulo Guilherme Boulos (PSOL-SP).

Segundo a colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, o inquérito foi aberto depois que Boulos encaminhou uma representação ao diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues.

A intensificação das ameaças levou o parlamentar a tomar outra decisão: ele não vai mais se locomover pela cidade com o já célebre Celta que costuma usar. Durante a campanha, Boulos só usará um carro blindado.

Ele fez a opção depois de dialogar com pessoas de sua confiança na área da segurança, que veem nas ameaças um potencial risco à sua integridade física.

No documento que encaminharam à PF, os advogados de Boulos explicam que decidiram acionar a instituição, e não a Secretaria de Segurança de São Paulo (SSP-SP) porque “um dos potenciais autores dos delitos é integrante das forças de segurança pública estadual”.

Além disso, dizem, o atual secretário de Segurança, Guilherme Derrite, “é um conhecido opositor do campo político do peticionário e do próprio Guilherme [Boulos]”.

A defesa de Boulos afirma que ele já estava até “acostumado” a ser xingado e ofendido nas redes sociais, mas que as atuais mensagens que ele tem recebido “ganharam contornos mais preocupantes”.

Eles elencam algumas das que têm “cunhos ameaçadores como ‘tu vai morrer miserável’, ‘faça um favor para o Brasil: MORRA!’, ‘que vontade de dar na tua cara seu filho da puta’, ‘filho da puta sai na rua seu arrombado você vai sofrer muito desgraça alheia’, ‘ta fudido’, ‘vai morrer’, ‘se falar mais merda vou ter que te levar pro inferno’, ‘meu sonho é te pegar na porrada’ e ‘vou fazer de tudo para acabar com esse vagabundo invasor’”.

Questionado, o advogado de Boulos, Alexandre Pacheco Martins, confirmou a informação e enviou a seguinte mensagem à reportagem:

“Desde que o Guilherme se colocou publicamente como pré-candidato, aumentou-se consideravelmente a quantidade e também a violência no teor das ameaças que ele tem recebido, em especial de segmentos identificados como bolsonaristas. Por isso, além de medidas preventivas, apresentamos um pedido de instauração de inquérito policial perante o diretor-geral da Polícia Federal, para que os autores dos crimes seja identificados e responsabilizados.”