Dia: 1 de abril de 2024

Sergio Moro usou “contrato fake, advogado fake e assessoria fake” na campanha ao Senado

TRE-PR começa julgamento da cassação de Sergio Moro; advogados relatam “fortes indícios de corrupção”.

A campanha de Sergio Moro ao Senado nas eleições 2022 teve “contrato fake, com advogado fake, para fazer assessoria fake”. O advogado favorecido teria sido o próprio suplente de Moro, Luís Felipe Cunha, que também é amigo do ex-juiz da Lava Jato há mais de 20 anos. A declaração é do advogado Luiz Eduardo Peccinin, que defendeu a cassação de Moro e seus suplentes na tarde desta segunda (1º), durante o início do julgamento no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR).

O TRE-PR começou hoje a analisar em conjunto as duas ações eleitorais (da Federação Brasil da Esperança e do PL) que pedem a cassação do mandato de Moro e suplentes, além da declaração de inelegibilidade por 8 anos.

Moro é acusado de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação por ter extrapolado os gastos de campanha ao Senado, o que viola o princípio da paridade de armas, entre outras regras.

Embora existam divergências e imprecisão nos gastos para eleger Moro, os autores das ações calcularam que a campanha do ex-juiz teria excedido em pelo menos 20 vezes o valor limite estabelecido em lei para um candidato ao Senado. O dado foi compartilhado pelo advogado Bruno Cristaldi, defensor do PL.

Tanto Cristaldi quanto Piccinin sustentaram que um dos fatos mais graves da campanha de Moro foi a contratação do advogado e suplente Luiz Felipe Cunha – que não é especialista em Direito Eleitoral, mas ganhou cerca de 1 milhão de reais do Podemos para fazer uma assessoria jurídica na área eleitoral.

Segundo Peccinin, o valor é cinco vezes superior ao que se pratica no mercado, e pior: não foi juntada aos autos qualquer prova da contraprestação do serviço.

“A partir do momento que ele pega um contrato sem identificação de serviços, com valor muito acima do mercado, para um suplente amigo dele… Está claríssimo que é um contrato guarda-chuva! (…) É contrato fake, com advogado fake, para fazer assessoria fake”, disparou Peccinin.

Além disso, Cunha tornou-se suplente de Moro no Senado, o que demonstra que, no final, dinheiro público do fundo partidário foi usado para beneficiar o próprio candidato. “Aqui é o candidato se contratando. Além de serem amigos há 20 anos, ele [Moro] escolheu bem o primeiro suplente que acabara de ser contratado por 1 milhão de reais, sem comprovação de serviço”, comentouPeccinin.

Para Peccinin, “somente reconhecer a irregularidade das despesas [da pré-campanha e campanha de Moro] para fins de cassação é muito pouco. Precisamos de mais. Precisamos investigar para onde foi, de fato, esse dinheiro. Porque é dinheiro público. É fundo partidário.”

Indícios de corrupção
Na tribuna, Bruno Cristaldi, advogado do PL, também falou da contratação de Cunha, o suplente de Moro, para prestar assessoria jurídica eleitoral, ao custo de 1 milhão de reais, sendo que o advogado jamais teve experiência na área eleitoral.

Cristaldi falou que é uma das questões mais delicadas do processo da cassação de Moro, pois sugere “fortes indícios de corrupção”.

Ao longo de 2022, Moro transitou de uma pré-campanha de virtual presidenciável pelo Podemos para efetivamente a campanha ao Senado pelo União Brasil. Segundo as denúncias feitas ao TRE-PR, Moro só mudou de partido porque o Podemos teria se recusado a continuar fazendo pagamentos à empresa de consultoria do suplente de Moro.

*GGN

Comandante militar do Irã é morto em atentado na Síria; agência local atribui ação a Israel

Um dos principais generais da Guarda Revolucionária Iraniana foi uma das seis vítimas fatais de ataque explosivo contra consulado.

Um ataque explosivo realizado nesta segunda-feira (01/04) contra o edifício do consulado do Irã em Damasco, capital da Síria, resultou na morte de ao menos seis pessoas, entre elas um dos principais comandantes da Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC), o general Mohammad Reza Zahedi.

Segundo a SANA, agência de notícias estatal síria, o prédio inteiro foi reduzido a escombros, o que poderia levar à identificação de novas vítimas fatais nas próximas horas.

Além disso, a agência atribui a autoria do ataque a uma ação promovida pelos serviços de inteligência de Israel.

A primeira declaração oficial israelense a respeito do ocorrido não desmente nem descarta essa possibilidade. O comunicado de Tel Aviv afirma somente que “não iremos comentar relatos de meios de comunicação estrangeiros”.

O canal de notícias Al Jazeera, do Catar, afirma que alguns edifícios anexos ao do consulado também foram afetados pela explosão.

Um desses edifícios seria a residência oficial do embaixador do Irã na Síria. Entretanto, o atual embaixador iraniano em Damasco, Hossein Akbari, teria sido encontrado com vida e aparentemente sem ferimentos, assim como todos os membros da sua família.

Por essa razão, diversos meios de imprensa árabes e iranianos tem descrito o atentado como uma ação que tinha justamente o general Reza Zahedi como alvo principal.

*Opera Mundi

O falecimento do PSDB e a possível cassação de Moro fecham o caixão dos golpistas de 2016 e 2018

Sergio Moro, aquele que já foi “herói nacional”, causa urticária naqueles que são alérgicos à falência.

Na verdade, existem dois Moros e sua Lava Jato, assim como dois FHCs, o seu plano real. No mundo real, Moro virou uma assombração de si mesmo, assim como seu ajudante de ordens, Deltan Dallagnol, hoje, vivendo de uma patética memória de uma Lava Jato totalmente desmoralizada, mas que, em sua cabeça, as portas dessa mentira continuam abertas para outras fábulas.

Na verdade, FHC e seu plano real e Moro com sua Lava Jato, só existem como forma eficiente para a mídia, que povoa o mesmo imaginário da cidade de Ratanabá.

Para a população, tanto o PSDB quanto Ratanabá estão enterrados.

O fato é que toda essa gente, junto e misturada, trabalhou em rede como se fosse uma entidade para derrubar Dilma, em 2016, condenar e prender Lula sem sobra de prova, em 2018, para Bolsonaro chegar ao poder deixou morrer mais 700 mil brasileiros por covid, sem falar de uma série de crimes que o sujeito não para de cometer, mesmo fora da presidência.

Esse extrato de mentiras, criado pela mídia, seguirá. Hoje mesmo vimos a venenosa Andreza Matais, no Uol, destilando seu já conhecido veneno antipetista, na tentativa de ressuscitar a finada direita golpista no Brasil.

Exército de Israel ‘conclui operação’ no hospital Al-Shifa em Gaza, com saldo de centenas de mortos

Operação deslocou centenas de refugiados e vitimou diversos pacientes e civis que estavam no maior hospital da Faixa de Gaza.

O exército israelense anunciou na segunda-feira (01/04), ter “concluído” as operações no hospital Al-Shifa, o maior da Faixa de Gaza. Os soldados retiraram seus tanques e outros veículos do hospital, encerrando uma operação que durou duas semanas.

Em 18 de março, o exército israelense, que acusa os combatentes do Hamas de se esconderem em hospitais, lançou o que descreveu como uma “operação precisa” contra o Al-Shifa, no norte do território palestino.

O governo de Israel afirmou ter “eliminado cerca de 200 terroristas” na área desde então. A operação começou no momento em que centenas de pessoas deslocadas se refugiaram no complexo do hospital.

Um comunicado do exército diz que a investida “matou terroristas em confrontos”. De acordo com o Tzahal, acrônimo hebraico das Forças de Defesa de Israel, combatentes foram mortos e armas e documentos foram apreendidos.

Já o movimento islâmico palestino Hamas, pediu desculpas pela primeira vez ao povo de Gaza pelo sofrimento causado pela guerra que já dura quase seis meses, em uma longa declaração publicada em seu canal Telegram na noite de domingo (31/03).

O Hamas também reiterou seu desejo de continuar a guerra, que, segundo a declaração, deve levar à “vitória e à liberdade” dos palestinos.

Corpos em decomposição
Um jornalista da agência de notícias AFP e testemunhas no local viram tanques e veículos deixando o complexo hospitalar, cobertos por fogo de artilharia e ataques aéreos. Até o momento, o exército israelense não confirmou a retirada.

O exército israelense “se retirou do complexo médico de Al-Shifa depois de incendiar os prédios do complexo e desativá-lo completamente”, detalhou um comunicado do Ministério da Saúde do Hamas.

“Dezenas de corpos de mártires, alguns em estado de decomposição, foram encontrados dentro e ao redor do hospital Al-Shifa”, continuou. “A extensão da destruição dentro do complexo e dos prédios que o cercam é muito significativa”, acrescentou o comunicado.

Um médico disse à agência que mais de 20 corpos foram recuperados. Segundo ele, alguns deles foram atropelados pelos veículos militares durante a saída das tropas.

“Uma garrafa de água para cada 15 pessoas”
No domingo, o diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, disse que 21 pacientes do hospital Al-Shifa haviam morrido desde o início da operação israelense.

De acordo com ele, 107 pacientes permanecem no hospital, incluindo quatro crianças e 28 pacientes em estado crítico. “Muitos têm feridas infectadas e estão desidratados”, disse o diretor da OMS, acrescentando que, desde sábado (30/03), “há apenas uma garrafa de água para cada 15 pessoas”.

“Os alimentos são extremamente limitados, o que pode representar risco de vida para os pacientes diabéticos, cuja condição está piorando. Pedimos a Israel que facilite urgentemente o acesso e um corredor humanitário para que a OMS e seus parceiros possam realizar a transferência de pacientes que salvam vidas”, insistiu ele na rede X.

Uma fonte israelense informou que está prevista uma reunião virtual, nesta segunda-feira, entre autoridades israelenses e americanas sobre uma trégua na ofensiva em Rafah.

Ainda no domingo, Ghebreyesus disse que “um campo no complexo hospitalar de Al-Aqsa foi atingido por um ataque aéreo israelense”, matando quatro pessoas. O exército israelense alegou ter atingido “um centro de comando operacional terrorista” no pátio desse hospital em Deir al-Balah (centro).

Irmã de comandante do Hamas é presa em Israel
O exército israelense anunciou na segunda-feira que 600 de seus soldados foram mortos desde 7 de outubro, 256 deles na ofensiva terrestre na Faixa de Gaza.

A polícia israelense informou ter prendido Sabah Abdel Salam Haniyeh, irmã de 57 anos do líder do Hamas, Ismail Haniyeh, que mora no Catar. A mulher é cidadã israelense e estava em sua casa em Tel-Sheva, no sul de Israel. Ela é “suspeita de incitar a prática de atos de terrorismo em Israel”.

Foi no Catar e no Egito que, nos últimos meses, ocorreram conversas indiretas entre Israel e o Hamas por meio de mediadores internacionais – Egito, Catar e Estados Unidos – com o objetivo de concluir um acordo de trégua associado à libertação dos reféns.

Mas esse acordo está longe de ser alcançado, e os dois protagonistas se acusam mutuamente de intransigência.

*Opera Mundi