Dia: 2 de julho de 2024

BC é um banco do estado brasileiro e não pode estar a serviço do mercado, diz Lula

Presidente disse que Campos Neto comanda banco “com viés político” e declarou que o órgão precisa funcionar “de maneira correta, com autonomia”

“O Banco Central é um banco do Estado brasileiro, para cuidar da política monetária. Ele não pode estar a serviço do sistema financeiro. Ele não pode estar a serviço do mercado”, disse Lula em entrevista à rádio Sociedade, em Salvador, onde cumpre agenda.

Questionado, Lula afirmou ser preciso manter o BC funcionando “de forma correta, com autonomia, para que o presidente do banco não fique vulnerável às pressões políticas”.

“Se você é um presidente democrata, você permite que isso aconteça sem nenhum problema. Agora, quando você é um autoritário, você resolve que o mercado se apodere de uma instituição que deveria ser do Estado”, acrescentou Lula.

Além disso, o chefe do Executivo voltou a fazer críticas ao presidente do BC, Roberto Campos Neto, e declarou que o economista dirige o órgão “com viés político”.

Presidente disse que Campos Neto comanda banco “com viés político” e declarou que o órgão precisa funcionar “de maneira correta, com autonomia”

“Definitivamente, eu acho que ele tem um viés político, mas eu não posso fazer nada, porque ele é o presidente do BC, tem mandato. Eu tenho que esperar terminar o mandato e indicar alguém”, concluiu o petista.

O mandato de Campos Neto à frente da Presidência do BC se encerra no dia 31 de dezembro deste ano. Caberá a Lula escolher o nome que ocupará a função a partir de 2025. Segundo a Lei de Autonomia do Banco Central, a indicação do presidente deve ser aprovada pelo Senado.

Também na entrevista, Lula falou mais sobre a economia brasileira e argumentou que há “um jogo de interesse especulativo contra o real”.

Escolas de samba do Grupo Especial do Rio podem ter financiamento de R$ 50 milhões do governo federal para realização dos desfiles

Pedido de verba será oficializado nesta terça-feira, em Brasília

O presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) Gabriel David e diretores da entidade, que representa o grupo de elite do carnaval carioca, se reúnem com o ministro das Relações Internacionais Alexandre Padilha, nesta terça-feira, em Brasília, para oficializar um pedido de ajuda ao governo federal para a realização do desfile na Marquês de Sapucaí.

Segundo o deputado federal Washington Quaquá, presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Samba e Valorização do Carnaval da Câmara dos Deputados, que também estará presente à reunião, o valor do pedido é R$ 50 milhões.

A reunião com o ministro está marcada para às 17 horas. Quaquá, vice-presidente nacional do PT, é presidente de honra da escola de samba União de Maricá, que este ano desfilou pela primeira vez pela Série Ouro, antigo Grupo de Acesso, na Marques de Sapucaí. A escola ficou em segundo lugar na disputa pelo título e garantiu uma vaga no desfile do Grupo Especial em 2025.

Em nota, a Liesa afirmou que já apresentou projetos de financiamento ao Governo Federal e, agora, conversará pessoalmente com o ministro sobre o tema.

Campos Neto é o principal culpado pela política de segregação de Bolsonaro que devolveu 33 milhões à miséria

Quem se esquece de Paulo Guedes dizendo que eles governavam para os ricos, os que mandam, tratando as camadas mais pobres da população como resíduo social?

Quem foi o homem escolhido por Guedes e Bolsonaro para agradar os banqueiros e segregar o povo? Não foi Campos Neto com o apoio luxuoso da mídia?

Enquanto os patetas bolsonaristas procuravam ETs, rezavam para pneu, Campos Neto estava ligando para banqueiros para saber qual taxa de juros o Banco Central deveria cobrar da população, transformando o Brasil num país com a maior taxa real  de juros do planeta. Miriam Leitão, do Globo, ainda diz que é o Lula que, quando critica o carregador de chuteiras da agiotagem nacional, faz o dólar disparar.

Ou seja, é uma cretinice que anda, par e passo, com quem vive de especulação arrancando o couro da população. O que eles não querem é que Lula não denuncie essa falange para que ela não seja exorcizada do corpo da sociedade brasileira.

Isso é a treva, é o umbral dando as cartas para quem deveria zelar pelo povo, pelas empresas, pelos trabalhadores, pelas crianças, enfim, pelo conjunto da população.

Mas o cangaço financeiro nunca lucrou tanto, porque nunca foi tão ousado como agora.

Essa gente perfumada, que tem pavor de cheiro de povo, porque é sim resquício de todos os anos em que a direita governou o país, não pode se comportar como uma casta manipulando, via mídia, qualquer informação para atender seus interesses, enquanto o povo trabalha de sol a sol, sendo miseravelmente explorado pelo rentismo e pela banca dos agiotas, que operam como morcegos chupando o sangue do país.

Que Lula dobre a aposta na sua política de denunciar todos os cretinos que, descaradamente e deslavadamente, operam para benefício próprio, um sistema cruel e covarde contra o povo brasileiro.