Dia: 23 de julho de 2024

Pesquisa aponta que Kamala Harris assumiu a liderança na corrida pela Casa Branca

Pesquisa Reuters/Ipsos aponta que Kamala Harris possui 44% das intenções de voto, ante 42% de Donald Trump. A diferença está dentro da margem de erro.

A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, abriu uma vantagem de dois pontos percentuais sobre o ex-presidente Donald Trump, segundo pesquisa divulgada pela Reuters/Ipsos nesta terça-feira (23), diz a CNN. Este resultado surge após o presidente Joe Biden anunciar sua desistência da campanha de reeleição,

O levantamento, conduzido na segunda e terça-feira, revelou que Kamala Harris possui 44% das intenções de voto, em comparação aos 42% de Donald Trump. A diferença, embora pequena, está dentro da margem de erro de três pontos percentuais.

A saída de Biden da corrida eleitoral e a aceitação formal da nomeação de Trump pelo Partido Republicano têm sido eventos recentes e significativos que moldaram o cenário político atual. Na pesquisa realizada entre 15 e 16 de julho, Harris e Trump estavam empatados com 44% dos votos. Anteriormente, na pesquisa feita entre os dias 1 e 2 de julho, Trump liderava com uma vantagem de um ponto percentual, também dentro da margem de erro.

Além das intenções de voto, a pesquisa mais recente destacou percepções sobre a capacidade mental dos candidatos. Um total de 56% dos eleitores registrados acreditam que Kamala Harris é “mentalmente capaz de lidar com desafios”, enquanto apenas 49% disseram o mesmo sobre Trump, que tem 78 anos. Biden, por outro lado, foi avaliado positivamente por apenas 22% dos eleitores nesse quesito.

Trump repetirá o indigesto discurso que o derrotou em 2020?

Nenhum time joga para perder e, certamente, os republicanos evitar bola dividida.

Trump, de alguma maneira, tem que alimentar seu eleitorado faminto de xenofobia, racismo e outros suplementos fascistas, mas ficará comprimido numa zona cinzenta na tentativa de ser mais digestivo para os indecisos e menos indigesto para os que não aprovaram os resultados concretos do governo Biden, tendo Kamala como uma espécie de continuação de seu mandato.

O fato é que, se sua mudança de estilo pode lhe auxiliar a avançar sobre um território minimamente neutro, também pode criar um certo  azedume na boca do trumpismo raiz e baixar o entusiasmo que contamina os mais discretos e Trump acaba sendo confinado à condição de um ornitorrinco caminhando à beira de um precipício.

A eleição americana, do ponto de vista hegemônico, segue o mesmo lado da mesma moeda. “Deus salve a América, mas só a América e dane-se o resto do mundo”.

Mas só isso não basta. Existe um conflito sério, fruto do racismo, da xenofobia e da questão que envolve o genocídio em Gaza, provocado pelo Estado terrorista de Israel.

Como Trump alimentará seus fanáticos seguidores e cativar o merecimento que ele não teve na última eleição de boa parte do eleitorado, que acabou lhe custando a derrota amarga, já que tinha a máquina na mão, é que são elas.

Um Trump com 20% de desconto, apresentando-se como um candidato multiuso, é bem improvável que aumentem as suas chances, mas ele terá que vir com uma nova fórmula, do contrário, já entra derrotado na eleição.

O genocídio promovido por Israel na Palestina estará no centro do debate entre Trump e Kamala

É difícil saber os primeiros passos de cada candidato na disputa presidencial dos EUA, pois, tudo leva a crer que será entre Kamala Harris e Donald Trump.

Uma coisa é certa, nenhum dos dois erguerá a bandeira da Palestina para denunciar o holocausto promovido pelo Estado terrorista de Israel.

Isso seria fatal, pois tanto Trump quanto Kamala estiveram entre os primeiros norte-americanos a comprarem o massacre de crianças e mulheres na Palestina, com o direito exclusivo de Israel, em nome de uma suposta defesa.

Fica difícil imaginar que um deles tenha como meta estratégica atingir o outro com esse tema, hoje, predominante no planeta.

Quem acionará esse debate, Trump ou Kamala? Os dois têm pés de barro nessa questão.

Confesso que estou curioso para saber como isso pode impactar na campanha dos candidatos, positiva ou negativamente. Mas que a questão da Palestina, mesmo que não apareça nos debates, será senão o ponto de maior controversa entre os candidatos, pairará sobre a cabeça dos dois como uma espada afiada.

STF derruba legislações estaduais e municipais ligadas a pautas de costumes e à extrema direita

Entre as medidas derrubadas estão a flexibilização do porte de armas, a proibição do uso de linguagem neutra e o ensino de temas relacionados ao gênero.

Nos últimos meses, o Supremo Tribunal Federal (STF) tem derrubado leis estaduais e municipais que atendem a demandas conservadoras e ligadas à extrema direita. Entre as medidas derrubadas estão a flexibilização do porte de armas, a proibição do uso de linguagem neutra e o ensino de temas relacionados ao gênero. A Corte ainda irá analisar a legalidade de outras medidas defendidas pela direita, como o funcionamento das escolas cívico-militares, leis que proíbem a participação de crianças em paradas LGBTQIA+ e o uso de banheiros de acordo com a identidade de gênero ou mesmo unissex.

Segundo o jornal O Globo, apesar de esses temas gerarem divisões na sociedade, as decisões do STF têm sido unânimes. Contribui para isso o fato de que não está sendo analisado o mérito das questões — por exemplo, se a linguagem neutra deve ser utilizada ou não — mas sim a competência dos entes federativos em legislar sobre esses temas. Nos casos já julgados, o entendimento foi de que os Legislativos locais extrapolaram suas funções.

A maioria dos processos tem chegado em bloco para serem avaliados pelo STF. Algum órgão ou entidade reúne diversas leis similares e apresenta de uma só vez diferentes ações questionando cada uma delas.

No ano passado, a Advocacia-Geral da União (AGU) contestou dez leis que facilitavam o acesso a armamentos, a maioria editadas nos últimos anos. Em abril, outras duas ações de teor semelhante foram apresentadas. Os ministros já foram favoráveis à AGU em cinco ações, invalidando legislações do Paraná, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Muriaé (MG).

Outro ponto discutido nos últimos meses é se estados e municípios podem restringir o uso da linguagem neutra — quando não há diferenciação entre os gêneros masculinos e femininos. Já houve seis decisões contra a restrição, entre definitivas e provisórias.

Os ministros consideraram no ano passado inconstitucional uma lei de Rondônia que proibia a prática em instituições de ensino e editais de concurso, por entenderem que cabe à União definir as diretrizes sobre a Educação. Neste ano, já houve cinco decisões liminares suspendendo legislações semelhantes, e duas já foram confirmadas por todos os integrantes do Supremo. Elas fazem parte de um pacote de 18 ações apresentadas pela Aliança Nacional LGBTI+ contra leis de diversas cidades, incluindo Belo Horizonte e Porto Alegre, e do Amazonas.

Apesar da unanimidade no entendimento da falta de competência, alguns ministros fizeram ressalvas ao uso da linguagem neutra. Em uma dessas ações, Cristiano Zanin afirmou que “o corpo normativo vigente” deveria ser respeitado e ele “não prevê a modalidade dita neutra de linguagem”. Mas Zanin concordou que a questão deve ser tratada em âmbito nacional. Nunes Marques destacou em outro julgamento que uma lei municipal que obrigasse a linguagem neutra seria igualmente irregular.

Um pacote de ações foi apresentado em 2017 pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra leis que proibiam ensinos sobre gênero e sexualidade nas escolas. O Supremo decidiu a favor da PGR em seis ações, e uma ainda será julgada. Outro processo semelhante foi apresentado no ano passado pelo PDT, contra uma lei de Uberlândia (MG), e ainda não foi analisado.

Ainda conforme a reportagem, nas próximas ações sobre leis na área de costumes, a que envolve banheiros pode gerar divisões no STF. No mês passado, a Corte rejeitou um processo pedindo que transexuais pudessem usar banheiros de acordo com o gênero com o qual se identificam. A decisão foi por questões processuais: a maioria considerou que o caso discutido não envolvia temas constitucionais.

Relator do caso, o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, ressaltou que o tema irá voltar em outros processos. E no início do ano, a Associação de Travestis e Transexuais (Antra) apresentou ações contra cinco leis estaduais que proíbem banheiros unissex ou o uso de sanitários por pessoas trans de acordo com seu gênero. Outra ação é contra leis do Amazonas e de Betim (MG) que proíbem crianças e adolescentes em Paradas do Orgulho LGBT+.

Assim como no caso da flexibilização das armas, o STF se tornou palco de discussão de outra bandeira do governo Jair Bolsonaro (PL): as escolas cívico-militares. O Ministério da Educação encerrou o programa da gestão anterior, mas elas foram mantidas por alguns estados. Com isso, partidos progressistas e de esquerda questionaram no Supremo os projetos de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.