Dia: 3 de agosto de 2024

A geopolítica na América Latina e os ataques contra a Venezuela

O resultado das eleições presidenciais na Venezuela, reelegendo o presidente Nicolás Maduro (PSUV), movimentou todo o aparato da mídia burguesa internacional. A narrativa de que as eleições foram fraudadas é reproduzida a todo instante nos meios de comunicação alinhados com o neoliberalismo e a política externa dos Estados Unidos.

O ataque ao processo democrático da Venezuela não é fortuito, ele é parte da estratégia imperialista dos EUA para dominar politicamente e militarmente o território latino-americano. Segundo dados da própria CIA, a agência de inteligência dos EUA, a Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do mundo. A tentativa de intervencionismo no processo político, tem como objetivo desestabilizar o governo Maduro e obter o controle geopolítico das reservas de petróleo por representantes presidenciais alinhados a política privatista, neoliberal e submissa aos interesses dos EUA.

A política adotada pelo governo Maduro segue as diretrizes do programa da Revolução Bolivariana, iniciada por Hugo Chávez, em 1999, que rompe com a doutrina neoliberal, nacionaliza as reservas e a produção de petróleo. E distribui a riqueza gerada por meio de políticas públicas, elevando a dignidade do povo venezuelano com a ampliação e garantia de direitos. Além disso, a Revolução Bolivariana é marcada por uma forte atuação política internacional, de forma solidária, que aposta na integração das nações latino-americanas e no rompimento da submissão à política externa norte americana.

EUA tem interesse no petróleo do país
As contestações da oposição aos resultados eleitorais sempre ocorreram na Venezuela, desde as vitórias de Chavez. Porém, nunca conseguiram apresentar provas que atestassem uma possível irregularidade. E, ao contrário do que diz a oposição, centenas de observadores internacionais do processo eleitoral atestam que há plena segurança, transparência e respeito à legislação venezuelana.

Golpe lá e cá

No Brasil, também temos tido contestações daqueles candidatos neoliberais derrotados nas urnas. Em 2014, Aécio Neves reivindicou recontagem dos votos, o que abriu um clima para o golpe em 2016 contra Dilma Roussef. Em 2022, Bolsonaro não aceitou o resultado eleitoral e tentou um processo golpista, tendo como marco o atentado em 8 de janeiro de 2023.

Todos esses ataques à democracia tiveram a mídia burguesa como principal articuladora. A ação orquestrada para deslegitimar a vontade popular do povo venezuelano é mais um golpe conduzido pela política imperialista dos EUA. A solidariedade e defesa da revolução bolivariana é um dever, nestes tempos, daqueles que defendem uma América Latina mais justa e soberana.

*Brasil de Fato

*Charge: Nando Motta

Ministério da Saúde confirma primeiro óbito fetal por febre oropouche

Transmissão da febre oropouche ocorreu de gestante para o feto, de 30 semanas, em Pernambuco.

O Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso de óbito fetal causado por febre oropouche, em Pernambuco. O feto, de 30 semanas, foi contaminado por transmissão vertical, ou seja, a partir da mãe, de 28 anos.

“Continuam em investigação oito casos de transmissão vertical de Oropouche. São quatro casos em Pernambuco, um na Bahia e três no Acre. Quatro casos evoluíram para óbito fetal e quatro casos apresentaram anomalias congênitas, como a microcefalia”, informou o ministério.

Especialistas trabalham em conjunto com secretarias estaduais de Saúde, acompanhados pelo Ministério da Saúde, “para concluir se há relação entre Oropouche e casos de malformação ou abortamento”.

Entenda a doença

O vírus causador da doença, o Orthobunyavirus oropoucheense (OROV), foi registrado no Brasil pela primeira vez em 1960, mas os casos são mais comuns na região Amazônica. A doença é transmitida para os seres humanos principalmente pelo mosquito conhecido como maruim quando ele pica um animal ou pessoa infectados e depois pica uma pessoa sem o vírus.

No geral, os sintomas são parecidos com os da dengue, como dor muscular, náusea, dor de cabeça e diarreia.

Não existe um tratamento específico para a doença, por isso, as autoridades recomendam evitar viagens para regiões com alta incidência dos casos e se proteger contra a picada a partir de roupas que cubram a maior parte do corpo e repelentes.

Rebeca Andrade, 2 x prata!

Rebeca Andrade conquistou mais uma medalha de prata em Paris 2024, consolidando-se como uma das maiores medalhistas olímpicas do Brasil. Com dois saltos impecáveis e graciosos, ela garantiu sua quinta medalha olímpica, igualando-se aos velejadores Torben Grael e Robert Scheidt no panteão dos heróis olímpicos brasileiros.

ÉVencedora em Tóquio 2020, desta vez Rebeca ficou atrás apenas de Simone Biles, que executou o salto Biles II, considerado impossível por muitos. A americana mais uma vez desafiou a gravidade, realizando um elemento que só ela consegue. Sua compatriota Jade Carey conquistou a medalha de bronze.

Com suas notas na final do salto em Paris 2024, Rebeca Andrade alcançou 15.100 com seu Cheng, enquanto Simone Biles obteve 14.900 no mesmo salto. No segundo salto, Rebeca apresentou um Amanar deslumbrante, recebendo 14.833 e terminando com uma média de 14.966. No entanto, Simone Biles, com seu Biles II de dificuldade 6.4, conseguiu uma nota de 15.700 e uma média de 15.300, garantindo o ouro.

Vestindo um collant branco decorado com pedrinhas azuis, Rebeca encantou a Bercy Arena com um Cheng impecável, atingindo a nota de 15.100 para um salto com dificuldade 6.4. No Amanar, de dificuldade 5.4, ela repetiu a performance que lhe garantiu o ouro em 2020, obtendo 14.833 e fechando com uma média de 14.966.

Simone Biles iniciou com o Biles II, o salto mais difícil e impressionante da ginástica artística feminina, conseguindo 15.700. Com um Cheng igualmente belo, ela recebeu 14.900, finalizando com uma média de 15.300.

A prova começou com Valentina Georgieva, da Bulgária, que obteve 14.100 em seu primeiro salto, de dificuldade 5.0, e 13.866 no segundo, com dificuldade 4.8, alcançando uma média de 13.983. Chang An, da Coreia do Norte, apresentou um DTY cravado, conseguindo 14.066 e, em seguida, um Cheng, recebendo 14.366 e finalizando com uma média de 14.216.

A canadense Shallon Olsen alcançou 13.366 com um Cheng e um DTY, enquanto sua compatriota Elizabeth Black obteve médias de 13.933 com 14.100 e 13.766 nos respectivos saltos.

“Brasil e China constroem uma comunidade com futuro compartilhado”, diz embaixador chinês Zhu Qingqiao

“A humanidade encontra-se em uma nova encruzilhada”, disse ele, no evento Brasil-China: 50 anos de amizade.

Em um evento especial realizado pelo Brasil 247, pela TV 247 e pela Vallya para comemorar os 50 anos de relações diplomáticas entre Brasil e China, o embaixador chinês Zhu Qingqiao fez um discurso enfático sobre a importância da parceria entre os dois países e os desafios e oportunidades que o futuro reserva. O embaixador Zhu Qingqiao abriu seu discurso agradecendo às autoridades brasileiras presentes e elogiou o papel do Brasil 247 na organização do seminário. Ele destacou que o Brasil 247 tem sido um veículo de notícias essencial para apresentar uma imagem verdadeira e objetiva da China ao público brasileiro e salientou que o evento foca em temas cruciais como o desenvolvimento verde e a cooperação econômica e comercial, refletindo a importância da relação bilateral. “Nos últimos anos, a cooperação em áreas emergentes como veículos elétricos, transporte moderno, tecnologia da informação e comércio eletrônico tem se desenvolvido rapidamente”, disse ele.

O embaixador relembrou a trajetória histórica das relações entre China e Brasil desde o estabelecimento de laços diplomáticos em 15 de agosto de 1974. Ele ressaltou que, ao longo de cinco décadas, os dois países construíram uma relação baseada no respeito mútuo e na cooperação vantajosa para ambos. O embaixador mencionou a visita do Presidente Lula à China no ano anterior e os resultados frutíferos da sétima sessão da COSBAN, co-presidida pelo Vice-Presidente Han Zheng e pelo Vice-Presidente Geraldo Alckmin.

Segundo Zhu Qingqiao, a China é, há 15 anos consecutivos, o maior parceiro comercial do Brasil e uma importante fonte de investimentos. O embaixador destacou projetos conjuntos de longa data, como o programa Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres, e mencionou a rápida evolução da cooperação em áreas emergentes, como veículos elétricos e tecnologia da informação. O embaixador Zhu também sublinhou a importância da colaboração em questões ambientais e climáticas, evidenciada pela criação de um Subcomitê de Meio Ambiente e Mudança Climática.

Diante dos desafios globais atuais, como a recuperação econômica lenta e a instabilidade geopolítica, Zhu afirmou que a humanidade está em uma nova encruzilhada, onde oportunidades e desafios coexistem. Ele defendeu que o desenvolvimento deve ser a chave para resolver os problemas da humanidade e destacou os esforços da China em promover a modernização econômica e abrir novas oportunidades de desenvolvimento para outros países, incluindo o Brasil.

O embaixador expressou a disposição da China em fortalecer a cooperação com o Brasil, promovendo a integração nas cadeias de produção e fornecimento, e explorando novas áreas de cooperação, como a economia digital e a agricultura de baixo carbono. Ele também incentivou a expansão da cooperação financeira e o aumento da liquidação em moeda local. “Ambos os lados devem seguir a orientação do planejamento estratégico dos presidentes dos dois países para injetar mais conteúdo do nosso tempo na Parceria Estratégica Global China-Brasil e promover conjuntamente a construção de uma comunidade com futuro compartilhado para a humanidade. Devemos promover a sofisticação da cooperação econômica e comercial pragmática entre os dois países. Ao mesmo tempo em que fortalecemos a cooperação nas áreas tradicionais de comércio, energia, mineração, agricultura e infraestrutura, devemos otimizar a estrutura comercial e promover a integração do comércio e dos investimentos nas cadeias de produção e fornecimento. Precisamos criar mais pontos de crescimento em cooperação nas áreas de economia digital, agricultura de baixo carbono e agricultura inteligente, biotecnologia, inteligência artificial, aeroespacial, saúde e medicina”, afirmou.

Zhu concluiu seu discurso com uma mensagem de otimismo, afirmando que a China está comprometida em unir esforços com o Brasil para construir uma comunidade com um futuro compartilhado, trazendo benefícios para os povos de ambos os países e contribuindo para a estabilidade global. Ele expressou esperança de que o próximo capítulo das relações sino-brasileiras seja ainda mais promissor, marcando os próximos 50 anos com uma parceria ainda mais forte e frutífera. Assista: