Dia: 17 de agosto de 2024

Por que Pablo Marçal se borra de medo de Malafaia? Para ter medo de Malafaia tem que ser muito cagado

Tudo indica que existe algo de mais podre na folha corrida de Pablo Marçal.

A maneira como Malafaia fala é de quem conhece Marçal de outros carnavais, é algo personalíssimo. Mesmo desafiado por Malafaia, Pablo não abre o bico contra o camarada, ao menos para dar satisfação à sociedade.

O ataque inaugural, que não foi pequeno, de Malafaia contra Marçal, o pastor bolsonarista nitidamente faz ameaças a ele sobre fatos graves que vão muito além dos folclorizados pelo próprio Marçal.

Todos sabem que o sujeito é um embusteiro, mentiroso, picareta, além de um balde de crimes.

Mas não é sobre isso que Malafaia fala, o tom dele é de quem sabe de coisas muito piores e Pablo Marçal acaba por endossar a fala de Malafaia, fugindo de um ratão como um camundongo assustado.

Secretário-geral da ONU pede pausa humanitária para vacinação contra poliomielite em Gaza

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Guterres, pediu nesta sexta-feira (16) para que as partes envolvidas no massacre em Gaza deem garantias concretas de pausas humanitárias de 7 dias, para que seja realizada uma campanha de vacinação contra a poliomielite.

O genocídio palestino cometido por Israel já matou praticamente 2% da população palestina de Gaza e destruiu infra-estrutura, incluindo o sistema de água e esgoto, tornando a região mais propensa a doenças contagiosas.

Guterres alerta que a prevenção e contenção de propagação da doença na Faixa de Gaza será um esforço coordenado e urgente. “Uma pausa [humanitária] é obrigatória. É impossível conduzir uma campanha de vacinação contra a pólio com ataques por todo o lugar”, disse Guterres. O sistema de saúde do território entrou em colapso com os ataques constantes desde outubro.

Por conta da devastação em Gaza, pelo menos 95% de cobertura vacinal será necessária para reduzir a emergência de propagação do vírus, informou o secretário-geral. Para isso, a campanha deve contar com o transporte de vacinas e refrigeração de equipamentos, entrada segura de especialistas na doença, internet estável e serviços telefônicos durante todas as etapas.

Epidemia em Gaza

Desde julho, o ministro da Saúde de Gaza vem alertando para uma possível epidemia de poliomielite no território palestino, culpando as ofensivas militares contínuas de Israel. Ainda nesta sexta-feira, o ministério palestino confirmou o primeiro caso da doença na região em 25 anos.

O vírus foi detectado na rede de esgoto das cidades de Khan Younis e Deir Al-Balah, segundo o especialista em pólio da Organização Mundial da Saúde (OMS), Hamid Jafari.

A poliomielite é um vírus altamente transmissível através de contato direto com fezes e secreções bucais, que pode invadir o sistema nervoso e causar paralisia. Desde que campanhas contra a doença foram interrompidas desde o conflito em outubro do ano passado, as crianças abaixo de 5 anos de idade, especialmente até os 2 anos, são as mais vulneráveis.

Sem serviços de saúde adequados, a população de Gaza é especialmente vulnerável a surtos da doença, dizem oficiais de saúde e grupos de ajuda humanitária. Dos 40 mil palestinos mortos por Israel desde outubro, mais de 16 mil foram crianças.

A ameaça da doença não está confinada somente a Gaza. Quando o período de chuvas começar, no final do outono, o esgoto contaminado pode ser “empurrado” para um aquífero no qual Israel, Egito e Jordânia retiram sua fonte de água.

*Com Monitor do Oriente Médio e AFP

X, antigo Twitter, convoca reunião de emergência e encerra atividade no Brasil

Funcionários foram comunicados do desligamento após terem sido convocados para reunião de última hora neste sábado.

O X, antigo Twitter, anunciou o encerramento das operações no Brasil. O escritório funcionava no país desde 2012 e, atualmente, tinha cerca de 30 funcionários no país. A empresa chegou a ter mais de 100 trabalhadores no Brasil até ser comprada por Elon Musk, que, em novembro de 2022, fez a primeira demissão em massa.

Os funcionários foram informados do desligamento neste sábado após terem sido convocados para uma reunião no mesmo dia. “Avisaram num all hands (reunião geral) hoje, que foi marcado hoje. Um monte de gente nem viu o invite (convite da reunião)”, disse um funcionário, que prefere não se identificar, ao ICL Notícias. O anúncio foi feito pela CEO da empresa, Linda Yaccarino.

O X justificou a decisão como forma de proteção da equipe. “Falaram que estão ameaçando prender nosso time jurídico, então, para proteger a gente, vão fechar [o escritório]”, contou a fonte ouvida pelo ICL Notícias.

Após a reunião, o X afirmou em nota que o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes “optou por ameaçar nossa equipe no Brasil em vez de respeitar a lei ou o devido processo legal.”. A empresa divulgou uma ordem sigilosa de Moraes que prevê prisão por descumprimento de ordem judicial a representantes do X.

X: trabalhadores
Os trabalhadores ainda não foram informados sobre a indenização a que terão direito. O RH da empresa disse que conversará individualmente com cada um deles nos próximos dias. Os acessos ao sistema interno já estão sendo revogados.

“Silvio Santos foi a maior personalidade da história da TV brasileira”, diz Lula

Silvio Santos morreu neste sábado (17), aos 93 anos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou suas redes sociais neste sábado (17) para lamentar a morte do comunicador Silvio Santos e ressaltar o seu legado para o Brasil.

Silvio Santos morreu neste sábado (17), aos 93 anos. Em 18 de julho de 2024, o comunicador foi internado no Hospital Albert Einstein, na capital paulista, para se recuperar de H1N1. Teve alta dois dias depois. Em 1º de agosto do mesmo ano, voltou a ser hospitalizado, segundo a assessoria de imprensa da emissora, para passar por exames de imagem.

Leia a íntegra do comunicado:

Sílvio Santos foi a maior personalidade da história da televisão brasileira, e um dos grandes comunicadores do país.

Carioca, filho de imigrantes, Senor Abravanel, seu nome de batismo, foi um empreendedor que iniciou sua vida como vendedor ambulante e construiu uma grande rede de TV e empresas dos mais diversos setores: financeiro, industrial e de comércio. Mas será sempre lembrado como Sílvio Santos, o rosto e a voz dos domingos de milhões de brasileiros e brasileiras, querido pelas suas “colegas de trabalho”, como carinhosamente chamava as telespectadoras.

Com seu talento e carisma lançou e deu apoio a muitos talentos da televisão, do humor e do jornalismo. Era uma das pessoas mais conhecidas e queridas do nosso país. Ao longo dos anos, nos encontramos em programas de TV, reuniões e conversas, sempre com respeito e carinho. A sua partida deixa um vazio na televisão dos brasileiros e marca o fim de uma era na comunicação do país.

Meus sentimentos e solidariedade para sua esposa, suas seis filhas, todos os familiares, amigos, trabalhadores de suas empresas e fãs pelo Brasil.

Governo Lula busca conciliação sobre emendas com Congresso e quer adiar regras impostas por STF

Técnicos veem dificuldade de cumprir todas as novas normas relativas a ‘emendas Pix’; Lula ainda dará aval a solução.

Com a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de suspender a execução de emendas parlamentares impositivas até que haja maior transparência, integrantes do governo Lula (PT) trabalham em uma contraproposta que atenue a crise entres os Poderes.

Técnicos propõem que só valha a partir de 2025 parte das regras a serem aplicadas, por determinação do ministro Flávio Dino, às chamadas “emendas Pix”. Esse tipo de emenda tem baixa transparência, pois não é necessário apontar para qual área ou projeto será destinada a verba, aplicada direta no caixa das prefeituras.

A apresentação dessa contraproposta ainda depende do aval do presidente Lula. As sugestões devem ser apresentadas em reunião ministerial na segunda-feira (19).

A ideia de integrantes do governo é construir uma alternativa para ser apresentada quando Dino criar uma comissão de conciliação para discutir a implementação das novas regras —o que ainda não ocorreu.

Nas últimas semanas, Dino proferiu decisões suspendendo a execução de emendas parlamentares. O Congresso chegou a recorrer da decisão liminar e argumentou que não seria possível dar maior transparência aos recursos, mas a tentativa não prosperou. Na sexta-feira (16), o entendimento de Dino foi acompanhado por toda a corte.

As emendas são uma forma pela qual deputados e senadores conseguem enviar dinheiro para obras e projetos em suas bases eleitorais e, com isso, ampliar seu capital político. A prioridade do Congresso, porém, é atender seus redutos eleitorais, não as localidades de maior demanda no país. A aplicação desses recursos também já foi alvo de diversas denúncias de irregularidades.

Dentro do governo, o argumento usado por auxiliares do presidente é o de que, uma vez que já há recursos direcionados, algumas das normas estipuladas pelo magistrado são de difícil implementação este ano.

O governo já empenhou R$ 7,6 bilhões dos R$ 8,2 bilhões de verbas, no modelo vigente, disponíveis em 2024. Desse total, pagou R$ 4,4 bilhões, restando, assim, R$ 3,8 bi a liberar este ano. Este montante só poderá ser liberado a partir do fim das eleições municipais, em outubro.

Outro argumento em favor dessa postergação é o de que não haveria tempo hábil para atendimento de uma exigência do STF: a análise de cerca de 10 mil planos de trabalho de projetos herdados do governo passado e implementados pelas regras em vigor, sem transparência. Na avaliação de técnicos, essa tarefa exigiria cerca de 90 dias.

Além disso, há o temor de paralisação de obras que ainda não tenham sido iniciadas, mas cujos projetos e estudos para execução estejam em curso. Em sua decisão, Dino determinou a continuidade das ações em andamento.

Embora o presidente venha criticando publicamente o modelo de liberação de emendas em vigor, uma ala do governo tem recomendado cautela. O objetivo é não reforçar uma interpretação de que Lula tenha incentivado Dino a suspender a execução do Orçamento.

Lula afirmou, na sexta, que os parlamentares estão viciados no modelo. Ele havia chamado de “loucura” o volume de recursos nas mãos do Congresso, na quinta-feira (15).

Como a Folha mostrou, a cúpula do Congresso já vê uma suposta interferência de representantes do governo nas decisões de Dino, e articula um pacote de medidas mirando os dois Poderes.

Na sexta, mesmo dia em que o STF formou maioria para acompanhar o entendimento de Dino, o presidente da Câmara, o deputado Arthur Lira (PP-AL), deu encaminhamento a duas PECs (propostas de emenda à Constituição) que miram a atuação da corte.

Uma delas limita as decisões individuais de ministros do STF —texto já aprovado no Senado em 2023 e que estava parado na Câmara. A outra PEC permite que as decisões da Corte possam ser derrubadas pelo Congresso.

Parte do governo compartilha do receio de um revide do Congresso em votações de interesse do Planalto, mesmo que o governo não tenha interferido. E que, por isso, deve atuar para amenizar a crise.

Na quinta-feira, o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) afirmou à Folha que o governo busca uma solução em conjunto com o Congresso para as emendas parlamentares num esforço para minimizar atritos com o Legislativo.

O governo também atuou para postergar a implementação de regras definidas por Dino em relação a verbas cobiçadas pelos parlamentares, como as emendas de comissão e o resto a pagar das emendas de relator.

Em petição enviada ao magistrado do Supremo com pedido de esclarecimento, a AGU (Advocacia Geral da União) pediu que os recursos empenhados até agora relativos a estas duas modalidades de emenda sejam liberados —Dino havia mandado suspendê-los até que novas regras fossem aplicadas.

A justificativa é que os parlamentares enviaram os pedidos anteriores com base nas normas vigentes até então, guiadas por decisão anterior do STF, e que seria de difícil execução alterá-las agora porque o próprio Congresso já informou não ter as informações pedidas por Dino.

Na prática, o governo quer aplicar as novas diretrizes de transparência a partir do próximo ciclo de execução das emendas de comissão. Ainda restam cerca de R$ 5 bilhões dessa modalidade a serem aplicados neste ano.

Os recursos de comissão são enviados aos ministérios para serem encaminhados aos municípios pelos presidentes de colegiados temáticos no Congresso. Dino determinou que fique claro qual parlamentar pediu o envio de determinado recurso e qual seria a finalidade dele.

O Congresso argumenta que o remetente do dinheiro já está definido –sob pretexto, de que são as próprias comissões. O ministro do STF, por sua vez, entende que a destinação desse dinheiro é fruto de uma negociação entre parlamentares e quer a identificação do autor original.

Como mostrou a Folha, a Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional da Câmara distribui verba bilionária de emendas conforme orientações repassadas por uma assessora de confiança do Lira, e com destino desconhecido por membros do próprio colegiado.

Nesta sexta, a AGU encaminhou a ministérios orientação para que se cumpra a determinação de Dino em outra ação, sobre as emendas impositivas. A pasta ressalva que só não deve ser interrompida a liberação dessas verbas relacionadas a obras que já tenham sido iniciadas ou em caso de calamidade pública.