Dia: 25 de dezembro de 2024

Sumiram das manchetes o terrorismo econômico depois do recorde das vendas de natal.

Sob mil disfarces, a burguesia rentista, que renegou a melhoria da nossa economia com uma invenção mal-ajambrada de crise econômica no Brasil, teve que enfiar a viola no saco e sair de fininho, depois do resultado extraordinário das vendas de natal.

Os 10 mandamentos econômicos, todos contra os pobres, aos quais assistimos nos últimos dias, foram intimados pela realidade a explicar esse buraco n’água.

Fechar 2024 com um recorde acima de 7% de crescimento nas vendas de natal, foi um espetáculo contra a especulação e a sabotagem.

O último figurino é o que fica. Assim, fica claro que o Brasil, ao contrário do que tentaram emplacar, terá em 2025 uma economia coletiva muito mais aliviada e forte.

Sim, não podemos esquecer o velho e arcaico Estadão, o mais bolsonarista dos periódicos que, atravessando o samba da virada, ainda com cheiro de naftalina, que é o cheiro da burguesia perfumada, ainda tenta confundira a cabeça oca e miserável dos minions.

Balança comercial do petróleo dispara 22% em 12 meses e supera R$ 200 bilhões

As exportações brasileiras de petróleo bateram recordes históricos nos últimos 12 meses. Segundo dados oficiais, o Brasil exportou um total de US$ 59 bilhões nos 12 meses até novembro, um aumento de 7% sobre o ano anterior e mais de 185% em 10 anos. Ao câmbio de hoje (R$ 6,10), esse valor correspondeu a R$ […]

Para ter uma ideia da magnitude desse valor, o famigerado déficit primário nos últimos 12 meses (até outubro) do governo brasileiro foi de R$ 225 bilhões.

Para ter uma ideia da magnitude desse valor, o famigerado déficit primário nos últimos 12 meses (até outubro) do governo brasileiro foi de R$ 225 bilhões.

O gasto do governo federal com pessoal, no mesmo período, foi de R$ 386 bilhões.

Quase 40% dessa exportação, ou pra ser mais exato, 37%, foi destinada à China.

Quando consideramos apenas a exportação de petróleo cru, a China respondeu por 45% das exportações brasileiras.

A balança comercial do petróleo, ou seja, exportações menos importações, ficou em US$ 33 bilhões nos últimos 12 meses até novembro, um aumento de 22% sobre o ano anterior. Ao câmbio de hoje, esse valor corresponderia a R$ 201 bilhões.

Ainda para comparar, o governo federal gastou, nos 12 meses até outubro, R$ 110,6 bilhões com BPC, e mais R$ 171 bilhões com Bolsa Família.

Apesar das exportações de petróleo estarem superando, em muito, as importações, o Brasil continua importando grandes quantidades de petróleo refinado. Nos últimos 12 meses, as importações brasileiras de petróleo atingiram US$ 23,39 bilhões.

Os dois principais fornecedores de petróleo para o Brasil são Rússia e Estados Unidos, que responderam, somados, por quase metade de todo o produto importado pelo Brasil em 2024 (até novembro).

Apesar das exportações de petróleo estarem superando, em muito, as importações, o Brasil continua importando grandes quantidades de petróleo refinado. Nos últimos 12 meses, as importações brasileiras de petróleo atingiram US$ 23,39 bilhões.

Os dois principais fornecedores de petróleo para o Brasil são Rússia e Estados Unidos, que responderam, somados, por quase metade de todo o produto importado pelo Brasil em 2024 (até novembro).

Chama atenção o forte aumento das exportações russas de petróleo para o Brasil, que cresceram de menos de US$ 500 milhões em 2021 para mais de US$ 7 bilhões em 2024 (12 meses até novembro), um crescimento de 1.400%. As sanções americanas e europeias contra o petróleo russo abriram espaço para que o Brasil pudesse importar o produto a preços melhores do que aqueles oferecidos pelos EUA.

*O Cafezinho

 

 

 

 

ONU denuncia que Israel negou mais de 100 envios de ajuda humanitária a Gaza

Segundo Nações Unidas e Oxfam, militares israelenses obstruem de forma sistemática a entrada de alimentos e água para população palestina.

A Organização das Nações Unidas (ONU) revelou nesta segunda-feira (23/12) que mais de 100 pedidos de ajuda para Gaza teriam sido negados por Israel desde 6 de outubro passado.

Segundo declarações do subsecretário-geral dos Assuntos Humanitários, Tom Fletcher, após visitar a região, Gaza se tornou o “local mais mortal e perigoso para trabalhadores humanitários”.

Segundo ele, mesmo com toda a enorme necessidade de auxílio, tem sido “quase impossível entregar até mesmo uma fração da assistência urgentemente necessária”.

Fletcher inclusive relatou uma situação fora da lei com gangues armadas locais saqueando de forma sistemática os suprimentos de ajuda.

O representante da ONU ainda lembrou que o norte de Gaza está sob cerco quase total há mais de dois meses, exacerbando os temores de fome. Fletcher também alertou para a situação humanitária na Cisjordânia, que é administrada pela Autoridade Palestina, e que também está se deteriorando.]

Apenas 12 caminhões de ajuda em dois meses
O relato da ONU condiz com o relatório da organização contra pobreza e desigualdades Oxfam, emitido também nesta segunda-feira (23/12). Ao fazer um apelo à crise humanitária que a Palestina ocupada enfrenta, informou que apenas 12 caminhões distribuíram alimentos e água no norte de Gaza em dois meses e meio.

“Dos escassos 34 caminhões de alimentos e água que foram autorizados a entrar na província do Norte de Gaza nos últimos dois meses e meiImagem

Segundo a Oxfam, “no caso de três deles, assim que comida e água foram distribuídas a uma escola onde os moradores se abrigaram, que foi evacuada e bombardeada poucas horas depois”.

“A situação em Gaza é nada menos que um pesadelo apocalíptico”, sublinhou Bushra Khalidi, responsável político da Oxfam, para a Sky News.

A Oxfam disse ainda que ela e outras organizações humanitárias internacionais têm sido continuamente impedidas de fornecer assistência vital no norte de Gaza desde 6 de Outubro, quando o exército sionista intensificou os seus bombardeamentos.

 

 

Folha de SP é uma fachada do partido do rentismo

‘Os ganhos maiores do Grupo Folha são com lucros financeiros, oriundos

O editorial na capa da edição dominical [22/12] é um artefato bélico do jornalismo de guerra da Folha a serviço do terrorismo do mercado. O objetivo: combater e inviabilizar o governo Lula.

Desde a primeira até a última linha do texto, o editorial pinta um cenário catastrofista sobre a situação orçamentária e fiscal do Brasil. Com a retórica de um partido de oposição, conclui que isso se deve à “irresponsabilidade orçamentária de Luiz Inácio Lula da Silva”.

A Folha não economiza na hipocrisia alarmista. Assim, esconde a verdadeira verdade sobre a reconstrução das finanças públicas pelo atual governo e legitima o brutal ataque especulativo do rentismo, que fez o dólar alcançar a cotação de 6,30 reais.

Na estratégia modo pânico a Folha menciona a “inflação rumando para níveis preocupantes”, “a opção pela gastança”, a ameaça da “hiperinflação”, a necessidade de “freio de arrumação urgente na política fiscal”, o risco de “colapso” da máquina pública, o “descalabro da dívida”, e “riscos palpáveis de ruína”.

Naquele período sombrio da nossa democracia e ruinoso para nossa economia, o Teto dos Gastos foi estourado em 795 bilhões de reais, a inflação furou a meta em dois anos consecutivos, o comprometimento do PIB com a dívida pública chegou a quase 80% e a SELIC atingiu 13,75% ao ano.

Mas, para a Folha, Lula é o problema. E o fascismo pode ser a solução, se for o caso. Em tom de ameaça, o jornal diz que “sem a redução de despesas”, Lula não conseguirá evitar “um fiasco parecido com o de Dilma Rousseff”.

A guerra contra o governo Lula é uma guerra contra as políticas distributivas mínimas, que sequer modificam a desigualdade estrutural e a exclusão social imposta pelas oligarquias dominantes.

No capitalismo de rapinagem defendido pela Folha, o povo pobre e miserável não conta, é jogado na linha de produção da necropolítica.

A escolha editorial da Folha tem raízes na sua ideologia conservadora, antidemocrática e antipopular que inclusive flerta com ditaduras, como mostra a colaboração do Grupo da família Frias com a ditadura sanguinária instalada em 1964 – considerada uma “ditabranda” pela Folha, segundo aquele editorial vergonhoso de 17 de fevereiro de 2009.

A respeito da cumplicidade com a repressão e o terror de Estado, é bastante esclarecedora a matéria da Agência Pública com documentos que indicam que a aliança da Folha com a ditadura foi mais forte do que o jornal admite.

Além de motivada pelo seu antipetismo, antilulismo e pela ideologia anti povo, a Folha também atua na “dinâmica informacional” do mercado tendo interesses materiais e financeiros diretos.

O Grupo Folha é um conglomerado com atuação nos campos financeiro e da comunicação. No entanto, o negócio principal do Grupo nem de longe é a comunicação, mas o mercado financeiro.

Os ganhos maiores do conglomerado não são com os lucros operacionais por serviços de imprensa e jornalismo, mas com os lucros financeiros, oriundos da parasitagem rentista.

O negócio mais rentável do Grupo Folha é a empresa PagSeguro, que só no 3º trimestre deste ano teve uma receita de R$ 4,8 bilhões e um lucro líquido recorde, de R$ 572 milhões.

A Folha, como de resto a mídia neoliberal hegemônica, não é um jornal ou um órgão de imprensa imparcial e confiável, porque são fachadas do Partido do rentismo.

O status de grupo de mídia serve de salvo-conduto para a prática de terrorismo econômico e financeiro contra o governo Lula e arma ideológica de difusão do pensamento único ultraliberal.