Dia: 29 de dezembro de 2024

Banco Central é autônomo do Executivo, não da Constituição econômica, diz representante da banca que acionou o STF

Ao GGN, advogada explica ação no STF para fazer Copom considerar interesses econômicos da sociedade na definição da Selic; assista

O Banco Central é uma instituição autônoma dos interesses políticos do Poder Executivo, mas não é autônomo em relação à Constituição econômica, porque é um órgão de Estado e, como tal, deve obediência aos parâmetros constitucionais. Nesse sentido é que deve observar também os objetivos fundamentais da República brasileira, inclusive, o da redução da desigualdade e da erradicação da pobreza. Esses valores devem ser considerados na definição da taxa básica de juros (Selic) pelo Copom (Comitê de Política Monetária).

O entendimento acima é o ponto central da ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceitos Fundamentais) apresentada pelo partido PDT ao Supremo Tribunal Federal. Representante da banca que assina a ação – Walber Agra -, a advogado Nara Cysneiro falou com exclusividade ao GGN sobre a iniciativa que visa promover um debate institucional que reconheça a omissão do Banco Central em definir parâmetros transparentes e mais plurais do que apenas observar as expectativas do mercado financeiro na definição da Selic pelo Copom.

“Nosso propósito não é que o Judiciário se substitua à autoridade monetária. Nosso propósito é que o Judiciário promova o estabelecimento de critérios objetivos para que as decisões do Copom atendem à Constituição econômica. Não queremos que o STF passe a fixar a Selic. O que queremos é que o STF determine ao Banco Central que considere valores como, por exemplo, a manutenção de postos de trabalho como [valores] relevantes para a tomada de decisão”, disse Nara Cysneiro em entrevista ao jornalista Luis Nassif, na noite de quinta (26).

“Não tiramos nada disso da cartola, isso é parâmetro constitucional para qualquer órgão público. O Banco Central é autônomo do Poder Executivo, mas não é autônomo em relação à sociedade brasileira e à Constituição Federal. Ele ainda é órgão de Estado e, portanto, deve obediência às regras constitucionais“, acrescentou.

“O Boletim Focus reflete a expectativa de um mercado específico: ele representa a expectativa do mercado financeirizado, especulativo. Mas no plano mercadológico há ainda o mercado produtivo – indústria, comércio e setores produtivos – que sofrem com o aumento da taxa Selic. Quando falamos em parametrização dessa decisão, é claro que admitimos que tem de se levar em conta o mercado financeiro, que financia muitas atividades. Mas também é preciso levar em conta a expectativa de outros mercados econômicos brasileiros. Estamos falando de ‘retirar a exclusividade de expectativa’ e ampliar a margem de discussão sobre o quanto essa taxa deveria favorecer os objetivos que a Constituição”, defendeu Nara Cysneiro.

Na visão da representante da banca Walber Agra, “no processo de fixação da taxa básica de juros, é preciso que se considere – para além das expectativas do mercado financeiro – outras expectativas que estão no parâmetro constitucional. Estamos falando de estabilidade de postos de trabalho, de desenvolvimento industrial nacional;

*GGN

 

Mercado financeiro quer um Brasil exclusivo a seu modo e gosto

O mercado é como uma Taipan-costeira: a cobra capaz de liberar veneno para matar muitas pessoas de uma única vez.

É essa lógica capitalista, absolutamente selvagem, rastejante e peçonhenta, que está em guerra, não com Lula, mas com a sociedade brasileira, sobretudo as das camadas mais pobres da população.

Por isso quer moldar o figurino político de Lula para renegar os pobres e garantir os dividendos da criminosa especulação.

Lógico que se apresentam com perfumes vaporosos e linguajar “técnico” para cristalizar lucros fáceis no lombo da nação, defendendo arrochos e miséria em troca de “estabilidade fiscal”

Essa é a principal matéria cósmica das lendas do mercado.
Prometer o que tiver que prometer e jamais entregar a encomenda.

O esquecimento coletivo é praticamente uma regra nesse país. Só olhar o resultado concreto das privatizações das era Collor e FHC.

É deturpando e realidade que essa falange de vampiros suga o sangue do país direto nas artérias.

Esse clube dos bem nascidos vive nos intermúndios dos sonhos.

A recuperação rápida de Lula no acidente doméstico, assanhou os Apolos mais raivosos da Faria Lima

Os Zeus do olimpo rentistas, gostaram da brincadeira de ver, temporariamente, Lula fora cadeira presidencial.

Mas Lula é osso duro de roer, é couraçado pela vida e por dois mandatos.

Assim, essa papa de ataques orquestrados pela Faria Lima, nem cosquinha fez, mas qualquer conselheiro com um mínimo de juízo deve ter dito a Lula para não dormir no poto que os fascistas estão alimentando um ódio eclético para lhe atacar por vários flancos.

Essas traças agiotas e rentistas, não querem saber de crescimento do PIB, redução de desemprego ou queda da inflação.

As pedras da catedral da especulações abem que do pescoço pra cima, para a barãozada endinheirada, tudo é canela. A semelhança dos ataques que Dilma sofreu quando foi golpeada, coloca-nos de orelha em pé e nos obriga a começar já agora uma mobilização contra os cartolas dos bastidores da Faria Lima.

O advogado bufão que Daniel Silveira arrumou para se defender, vai lhe enfiar 100 anos de prisão.

Daniel Silveira tem um advogado bem estranho. Em vez de defender seu cliente, resolveu lacrar pra cima de Moraes.
Certamente esse advogado quer ver seu cliente como um chester empalhado.

Na sua engenhoca apresentada como defesa, o sujeito, certamente inspirado em Pablo Marçal, resolveu fazer recortes e ir para as redes fardado de imortal da ABL para corrigir, segundo o próprio, os supostos erros de português de Moraes.

Assim, ele defendia seu cliente das garras de um juiz com demonstração gráfica sofrível e arrebataria um rebanho inteiro de colegas em defesa da sua tese. É a própria revolução!

Com um escudo desses, Silveira não precisa de espada atravessada no próprio peito.

Caso Lira: Para a extrema direita, o Brasil se restringe ao próprio bolso de seus parlamentares

O hábil manipulador Athur Lira, está enfiando seus comparsas, na maior roubada. Além de não conseguir nada sobre os 4,2 bi com Dino, ta levando pela proa um pente fino da PF que vai acabar em cadeia para todo mundo.

A glória de Lira vai ser a de fazer, ele e todos os seus cúmplices puxarem uma cana dura por corrupção com o orçamento público.

É esticar a corda da forca, num exemplo de auta-maldade e ainda levar pro purgatório seu bonde inteiro do orçamento secreto.

O sujeito, com suas asas de ganso, está dando de bandeja, o caminho do ouro que eles usaram como um malandro manco e amarrotado que sairá disso, com as orelhas murchas e um par de algemas.

A conferir