Dia: 24 de janeiro de 2025

Bolsonaro e Trump: como dói amar sozinho

“Pelo abandono da comitiva bolsonarista na posse de Trump, fica claro que o amor do ‘mito’ por Trump não é correspondido”, escreve Florestan Fernandes Jr.

Revelador o desprezo com que Trump trata os latinos. Em resposta à pergunta da correspondente Raquel Krähenbühl, sobre como será a relação do governo estadunidense com o Brasil e a América Latina, Trump, com ar blasé, disse que os EUA não precisam de nós, mas que nós, os latinos, é que precisamos deles. Eis o ídolo da extrema-direita brasileira, por quem Bolsonaro declarando amor eterno, gastou todo o seu vocabulário em inglês, ao dizer “I love you”. Pelo abandono da comitiva bolsonarista na posse de Trump, fica claro que o amor do “mito” não é correspondido. O filho e a mulher do ex-presidente sequer tiveram acesso à cerimônia de posse, no Capitolio. Os dois tiveram que se contentar em assistir a posse de Trump em um telão, instalado num estádio de basquete e hóquei. Fico só imaginando quantas lágrimas Bolsonaro teria derramado, se Moraes tivesse liberado o passaporte para ele viajar aos EUA.

Aliás, o ex-presidente deveria agradecer ao Xandão. Não fosse ele, Bolsonaro iria pagar o maior mico de ficar andando no frio de menos 14 graus em Whashington, tentando ser penetra na festa para qual não foi convidado. Mais que claro que o tal convite era lorota. Também muito claro que o desprezo de Trump pelos latinos inclui Bolsonaro e a elite do gado bolsonarista. Alguém tem notícias de fotos do Mito desfrutando Mar-a-lago no período em que esteve na Flórida? Nunca vi.

Tenho cá pra mim que Marco Rubio, o secretário de estado do governo Trump 2, tem informações da inteligência estadunidense de que Bolsonaro deve ser preso e que não tem qualquer chance de ser candidato. Além disso, Bolsonaro, por ter arrastado parte dos militares para a tentativa de um golpe mequetrefe, não é mais visto com toda a simpatia dentro das Forças Armadas brasileiras. As intrigas golpistas contaminaram a relação dele com os principais comandantes das três armas. Isso é fato.

Ao colocar o boné de campanha na cabeça, comemorando em um post no X, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, correu a se apresentar como um nome viável e fiel ao líder maior do chamado tecnofeudalismo. Para Bolsonaro, restou encarar, com muitos lamentos e lágrimas nos olhos, ao lado dos seus aliados golpistas, o julgamento no STF por tentativa de golpe de estado. Se depender do decano do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, o julgamento deverá acontecer ainda em 2025, evitando assim “tumultos” desnecessários na eleição presidencial de 2026.

Se condenado, como é o esperado, restará a Bolsonaro, covarde que é, viajar sem passaporte para um país vizinho ao Brasil e, quem sabe, implorar ao seu ex-amor um pedido de asilo como imigrante cucaracha nos Estados Unidos.

E a espera é difícil, são vários inquéritos, além da tentativa de golpe, Bolsonaro responde pela fraude nos cartões de vacinação e da venda ilegal de joias da Arábia Saudita.

A coragem que o “mito” demonstrava quando estava no poder, deu lugar a um homem frágil, que chora em público e tem insônia só de pensar nas condenações que virão. O próprio Bolsonaro declarou nessa quarta-feira (22/01) que: “Eu acordo todo dia com a sensação da PF na porta. Qual acusação? Não interessa”. Ao invés de passear na terra do Pateta, Bolsonaro deveria arrumar uma receita de sonífero. Vai precisar agora e no futuro próximo.

*Florestan Ferbabdes Jr/247

Governo quer reduzir impostos de importação para baratear alimentos

Segundo o ministro Rui Costa, ao facilitar a importação desses alimentos, o governo contribuiria para aumentar a oferta do produto e, por consequência, a queda do preço.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou nesta sexta-feira (24) que o governo estuda a possibilidade de reduzir o imposto de importação de alimentos que, por algum motivo, estiverem mais baratos no exterior que no Brasil.

Segundo o ministro Rui Costa, ao facilitar a importação desses alimentos, o governo contribuiria para aumentar a oferta do produto e, por consequência, a queda do preço.

“Não tem explicação para [o preço interno] estar acima. Todo produto que o preço externo estiver menor que o interno, vamos atuar. O preço se forma no mercado. Se tornarmos mais barata a importação, vamos ter atores do mercado importando. E vão ajudar a abaixar o preço do produto interno”, disse.

Rui Costa disse ainda que o governo não pretende adotar nenhuma medida “heterodoxa” (fora do padrão) para abaixar o preço dos alimentos nos supermercados. “Não haverá congelamento de preços, tabelamento, fiscalização”, afirmou o ministro.

A fala do ministro aconteceu após reunião nesta sexta entre o presidente Lula e ministros sobre propostas para baratear o preço dos alimentos, tema que se tornou prioridade para o governo federal neste início de ano.

Rui estava acompanhado dos ministros Carlos Fávaro (Agricultura) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário). Também participaram da reunião Fernando Haddad (Fazenda), Esther Dweck (Gestão) e o diretor-presidente da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). O encontro durou cerca de três horas.

Redução de taxas do vale-alimentação também deve diminuir preços dos alimentos
O governo Lula diz que vai trabalhar para intensificar iniciativas de estímulo à produção agrícola já existentes, em particular aquelas destinadas aos produtos que compõem a cesta básica.

“Eu diria que o carro-chefe, para resumir, é que o presidente pediu para que deem uma lente de aumento, foco maior, na hora da definição de políticas públicas já existentes”, afirmou Rui Costa.

O ministro disse que a ênfase será dada aos produtos que fazem parte da cesta básica.

Entre as iniciativas a curto prazo, Rui Costa apenas mencionou mudanças nas regras de vale-alimentação e vale-refeição, como haviam sido divulgadas por Fernando Haddad. O chefe da equipe econômica vai apresentar nos próximos dias uma análise ao Palácio do Planalto.

Segundo Haddad, o governo deve avançar com a portabilidade dos tíquetes refeição e alimentação, o que poderia baratear a taxa de 1,5% a 3% cobrada pelas administradoras dos cartões. O ministro informou que o governo federal estuda a regulamentação da Lei 14.422, sancionada há três anos, que mudou o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) e cria a portabilidade, por meio da qual o trabalhador poderá escolher a empresa gestora dos tíquetes, atualmente definida pelos recursos humanos de cada empresa.

“Penso que tem um espaço ali, regulatório, que caberia ao Banco Central, já pela lei, mas que não foi feito até o término da gestão anterior. Eu penso que há um espaço regulatório que nós pretendemos explorar no curto prazo”, afirmou Haddad, ao retornar de encontro de cerca de nove horas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e os ministros da Casa Civil, Rui Costa, e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira.

Para Haddad, a maior concorrência entre as bandeiras de vale-alimentação e refeição poderá resultar na redução das taxas de cartões. De acordo com o ministro, isso, em tese, barateará o preço dos alimentos, tanto nos restaurantes quanto nos supermercados. A lei também prevê que as máquinas serão obrigadas a aceitar todas as bandeiras de cartões, em vez de serem atreladas apenas aos estabelecimentos credenciados.

“Regulando melhor a portabilidade, nós entendemos que há espaço para queda do preço da alimentação. Tanto do vale-alimentação quanto do vale-refeição. Porque a alimentação fora de casa é tão importante quanto a compra de gêneros alimentícios no supermercado. Entendendo que, regulando bem a portabilidade, dando mais poder ao trabalhador, ele vai encontrar um caminho de fazer valer o seu recurso, daquele benefício [a] que ele tem direito”, declarou o ministro.

A regulamentação do tema depende do Banco Central, que seguirá diretrizes estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Nesta quinta-feira, haveria a reunião de janeiro do órgão, mas o encontro foi cancelado por falta de temas a serem votados.

*Com informações da Folha de S. Paulo, do G1 e da Agência Brasil

EUA detém imigrantes para serem deportados

Desde a posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos em 20 de janeiro, o governo anunciou a detenção de 538 imigrantes em situação irregular, muitos classificados como criminosos.

A informação foi divulgada pela Casa Branca através da rede social X e confirmada por fontes como a AFP e Folha. Segundo o governo, várias deportações já foram realizadas utilizando aviões militares.

A administração Trump, que tem adotado uma postura rigorosa em relação à imigração, não especificou claramente se todos os detidos foram condenados por crimes, incluindo indivíduos apenas acusados.

Exemplos dados incluem um dominicano condenado por abuso sexual de menor e um equatoriano sentenciado por estupro. A opacidade das informações sobre as prisões e as legalidades das deportações provocou críticas de organizações internacionais.

Nos primeiros dias de seu mandato, Trump implementou várias medidas controversas, como a suspensão da concessão automática de cidadania para filhos de imigrantes nascidos nos EUA, desafiando a 14ª Emenda da Constituição, e a declaração de “emergência nacional” na fronteira com o México, uma ação que entra em conflito com o Código Federal que permite a solicitação de asilo.

A porta-voz da ONU para direitos humanos, Ravina Shamdasani, expressou preocupações sobre essas políticas, enfatizando a necessidade de conformidade com as obrigações internacionais.

Além disso, a nova administração começou a revogar programas estabelecidos pelo governo anterior de Joe Biden que visavam reduzir a imigração ilegal. Um memorando interno revelou que os agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) foram autorizados a deportar imigrantes que haviam obtido vistos temporários por meio de programas que permitiam a cidadãos de países como Cuba, Haiti, Nicarágua e Venezuela residir nos EUA temporariamente ou usar um aplicativo para formalizar pedidos de asilo. Desde 2023, aproximadamente 1,4 milhão de migrantes entraram nos EUA por esses métodos.

Essas ações de Trump levaram a várias reações legais. A União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) processou o governo, alegando violações da legislação federal. Em Newark, Nova Jersey, o prefeito Ras Baraka acusou agentes do ICE de deter pessoas sem ordens judiciais. Simultaneamente, o Congresso aprovou uma lei que amplia a detenção preventiva de estrangeiros suspeitos de crimes.

Essas medidas indicam um endurecimento significativo da política de imigração sob a administração Trump, refletindo seu compromisso de campanha com a retórica anti-imigração e gerando uma série de desafios legais e críticas por parte de defensores dos direitos humanos.

Quem está interessado na opinião de um político morto-vivo como Bolsonaro? Nem Bolsonaro aguenta mais o Bolsonaro

A mídia parece mais desesperada que Bolsonaro pra arrumar, ao menos um mata burro que reduza a velocidade do crescimento de Lula para a eleição de 2026.

A direita não tem nada além do nada Bolsonaro.

Quem é o fantasma político de Bolsonaro na fila do pão pra mídia relatar qualquer traque que o peidorreiro solta?

O sujeito é um ovoide que nem vidente enxerga o encosto.

Bolsonaro tá naquela de chutar pra onde o nariz aponta pra não ser totalmente esquecido.

É a tática funesta do Steve Bannon do clã, Eduado Bolsonaro.

Aliás, os primeiros brasileiros deportados por Trump foram os 20 vagabundos do congresso, comandados por Eduardo e Michelle

Bolsonaro pra fazer papel de suplentes de porteiro do Capitólio no dia da posse do Trump.

A mídia noticia uma coisa e no dia seguinte desnoticia com outra fala diversionista do idiota.

Imaginar que a unica “luz” que a mídia tem pra se agarrar contra Lula, é a da “estrela” de Bolsonaro, é rir de chorar.

Tribunal impede decreto de Trump que ataca cidadania por nascimento

Um juiz federal dos Estados Unidos emitiu, nesta quinta (23), uma ordem de restrição temporária para bloquear a ordem executiva do presidente Donald Trump que busca encerrar a cidadania por direito de nascimento.

A decisão representa o primeiro revés de Trump na Justiça desde que retornou à Casa Branca, na segunda (20), e ocorre após 22 estados entrarem com processos contra a medida, assinada um dia após a sua posse.

“Este é um decreto flagrantemente inconstitucional”, disse o juiz distrital de Washington John Coughenour durante a audiência. “Olhamos para trás na História e dizemos: ‘onde estavam os juízes, onde estavam os advogados?’. Francamente, tenho dificuldade em entender como um membro da ordem dos advogados possa afirmar com confiança que esse é um decreto constitucional”, afirmou, questionando a medida de forma mais ampla.

Uma ordem executiva de Trump, assinada no primeiro dia de seu mandato, tenta restringir esse direito para filhos de imigrantes indocumentados e visitantes temporários. A medida provocou reações imediatas: 22 estados ingressaram na Justiça para barrar a medida, alegando que ela viola princípios constitucionais e pode deixar milhares de recém-nascidos apátridas.

Tribunais federais, incluindo o estado de Washington, emitiram liminares contra a implementação da ordem. O caso deve chegar à Suprema Corte, reabrindo um debate jurídico que remonta ao caso Wong Kim Ark, de 1898.

Wong Kim Ark nasceu em São Francisco, Califórnia, em 1873, filho de imigrantes chineses que estavam sujeitos às leis de exclusão racial e imigração restritiva da época. Apesar de ter nascido nos Estados Unidos, Wong teve sua cidadania contestada pelo governo americano após retornar de uma viagem à China, sob a alegação de que, como filho de imigrantes chineses, ele não teria direito à cidadania americana.

A Suprema Corte decidiu a seu favor, estabelecendo que qualquer pessoa nascida nos Estados Unidos, independentemente da cidadania ou status migratório de seus pais, é cidadã americana, conforme a 14ª Emenda. Este precedente é um dos pilares da interpretação moderna do princípio do jus soli (direito de solo) nos Estados Unidos.

Para muitos juristas, o decreto de Trump fere a 14ª Emenda da Constituição, que garante o chamado jus soli (“direito de solo”), ou seja, o acesso à cidadania aos nascidos em um território, independentemente da nacionalidade dos seus pais.

O entendimento é comum em diversos países nas Américas, como o Brasil, e contrasta com o jus sanguinis (“direito de sangue”), frequente em nações europeias como a Itália, por exemplo, que permite a cidadania sob o critério da ascendência.

No texto original da lei, “todas as pessoas nascidas ou naturalizadas nos Estados Unidos, e sujeitas à sua jurisdição, são cidadãos dos Estados Unidos e do estado em que residem”.

Representando o estado de Washington, a advogada Lane Polozola argumentou que “os nascimentos não podem ser interrompidos” enquanto o tribunal analisa o caso e, por isso, fazia-se necessário a restrição imediata ao decreto.

“Os bebês estão nascendo hoje aqui, nos estados demandantes e em todo o país, com uma nuvem sobre sua cidadania”, disse Polozola, afirmando que crianças com a cidadania negada sofrerão “impactos negativos substanciais de longo prazo”.

De acordo com a contestação dos estados, 255 mil bebês de mães indocumentadas ou com visto temporário nasceram nos Estados Unidos em 2022 e 155 mil com os dois pais nessas condições. Um estudo do Instituto de Política Migratória em parceria com a Universidade Estadual da Pensilvânia aponta que o decreto pode aumentar exponencialmente o número de pessoas em situação irregular no país — o exato oposto do que a plataforma republicana diz almejar.

“Em um cenário que negasse a cidadania americana a bebês com um dos pais não autorizado, nossa análise conclui que a população não autorizada aumentaria para 24 milhões em 2050, em comparação com os 11 milhões atuais”, afirmou o instituto à rede britânica BBC.

Trump amplia poderes policias

Enquanto enfrenta resistências legais, o decreto de Trump ampliou o alcance das operações de deportação. Agências como a DEA (Agência Antidrogas dos EUA), o FBI (Departamento Federal de Investigação) e o ATF (Agência de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos) passaram a atuar diretamente em casos migratórios, desviando-se de suas atribuições originais.

Essa expansão tem gerado críticas internas: servidores alertam que a medida sobrecarrega as instituições, comprometendo a eficiência no combate ao crime organizado.

Além disso, as diretrizes das ordens do republicano eliminam restrições para prisões em locais sensíveis, como escolas e hospitais, intensificando o clima de medo entre comunidades imigrantes.

O Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos deteve quase 500 imigrantes ilegais em todo o país durante as primeiras horas do mandato do presidente Donald Trump, informou a imprensa internacional citando a agência nesta quinta-feira.

Foram aproximadamente 460 prisões em um período de 33 horas, incluindo pessoas com históricos criminais como agressão sexual, roubo, violência doméstica e outros delitos.

Na fronteira sul, a situação é descrita como caótica. O programa “Remain in Mexico” é reinstaurado, obrigando solicitantes de asilo a aguardarem no território mexicano até que seus casos sejam julgados. Cidades como Tijuana e Ciudad Juárez enfrentam uma crise humanitária, com abrigos superlotados e cartéis explorando a vulnerabilidade dos migrantes.

O governo mexicano, liderado por Claudia Sheinbaum, tenta mitigar os efeitos dessa política com a criação de novos abrigos e distribuição de auxílio financeiro. No entanto, especialistas apontam que os recursos são insuficientes frente à magnitude do problema.

Dólar abre o dia a 5,90 e mata o terrorismo econômico da mídia

Quem consegue ser mais urubuzento na mídia antipetista?

A disputa é dura.

Não pela qualidade dos argumentos que nem existem, mas pela gesticulação dos braços e a pressa em dar notícias ruins para a sociedade brasileira em tom solene-tosco.

O importante é fechar os olhos da audiência fretando opiniões de “economistas” de salão da Faria Lima.

Aqui na terra das lendas urbanas, há um estranho caso de uma “economia aos cacos” que só apresenta números reais opostos ao que está na língua de trapo dos neoliberais via lixo achista.

Convence mas não vence.

Esse é o dilema de quem fala ao próprio fígado.

No final da peleja discursiva, o governo Lula tem levado todas de braçada.

O arco de alianças contra o governo na mídia, consegue convencer as pessoas, mas não consegue vencer a realidade.

Não sei se isso é um fenômeno exclusivo do Brasil, mas criar fantasmas contra o país, é tradição da Casa Grande.

Aí, é asneira de pedra, todo santo dia no universo corporativo, a começar pela mídia.

O filme Ainda Estou Aqui, cumpre o principal papel da arte, o de mobilizar a sociedade.

Há um claro desconforto na Globo que apoiou a ditadura, com o filme Ainda Estou Aqui.

Não só a Globo, a Folha e Estadão também soltaram rojões em 1964 pendurados nas fardas dos generais.

A dificuldade da grande mídia em jogar luz no enredo do filme, é gritante e justificável.

A verdade sempre virá a seu tempo.

E essa verdade é que a mídia não tem o menor interesse em propagar porque estava do lado oposto da sociedade na hora do golpe militar que assassinou Rubens Paiva, assim como muitos que se opuseram a ditadura militar.

O principal papel da arte, é mobilizar e manter uma sociedade atenta a seus próprios destinos.

Cada premiação que o filme recebe, a atenção da sociedade, aumenta e o público também.

Certamente Ainda Estou Aqui, terá recorde de público.

Este público, produzirá questionamentos, terá uma visão mais crítica sobre o fato e assim cumpre o que mais importa na arte.

A capacidade incomparável de manter a sociedade em movimento.

A catequese da violência policial regida por Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo

Um vídeo que viralizou nas redes em que a guarda municipal paulistana berra “gás de pimenta na cara do vagabundo” e que tem como regente o próprio prefeito de São Paulo, é inacreditável.

A pergunta que fazemos é: será que eles estão entre nós?

A marcha é fúnebre.

O palmeado busca o engajamento de uma guarda fardada em prol da violência praticada pela própria prefeitura sob o comando do próprio prefeito.

Se isso, não é o sinal dos tempos, em que seres humanos se transformam em animais selvagens, eu não sei o que é.

Essa é a grande obra erguida pelo bolsonarista Ricardo Nunes,

Nunes não quer saber de medidas para reduzir a violência em SP,
ao contrário, quer aumentar.

É parte de seu regulamento.

Certamente a parte que ele julga ser a mais importante por acreditar que pintar a cara para a guerra contra a população é sua maior tarefa.

Palestinos na Cisjordânia fogem de ataques israelenses; Tel Aviv afirma que não emitiu ordem de evacuação

‘Estamos em guerra em várias frentes e agora é a vez da área norte da Cisjordânia’, afirmou governo de Israel.

Centenas de palestinos abandonaram, nesta quinta-feira (23), o acampamento de refugiados de Jenin, na Cisjordânia, em meio a uma operação do Exército de Israel contra a região ocupada.

“Centenas de moradores do campo começaram a sair depois que o Exército israelense ordenou que eles evacuassem, por meio de alto-falantes em drones e veículos”, declarou o governador de Jenin, Kamal Abu al Rub.

Salim Al Sadi, membro do comitê de gestão do campo, confirmou as ordens de evacuação. “Pediram aos moradores do campo que saíssem antes das 17h locais (12h de Brasília) e há dezenas de pessoas que começaram a ir embora.”

Segundo a emissora Al Jazeera, além de forçados ao deslocamento, alguns palestinos, incluindo homens, mulheres e crianças, também foram presos após serem revistados em postos de controle.

Apesar do relato, o porta-voz do governo de Israel, David Mencer, afirmou que “pessoas que vivem em Jenin e não estão ligadas ao terrorismo são livres para sair, para se afastarem de nossas ações”.

Contudo, rejeitou que o exército israelense tenha emitido ordens de evacuação ao povo de Jenin. Consultadas pela AFP, as forças de Tel Aviv fizeram declarações semelhantes: “por enquanto, não temos informações sobre a ordem de evacuação dos moradores de Jenin”.

A incursão militar, batizada de “Muro de Ferro” e que conta com retroescavadeiras, aviões e veículos blindados, foi iniciada na última terça-feira (21), dois dias após o início de uma trégua entre Israel e o grupo palestino Hamas na Faixa de Gaza.

“Estamos preparados para realizar uma série de operações no campo de Jenin que levarão o campo a uma situação diferente. Estamos em uma guerra em várias frentes e agora é a vez da área norte da Cisjordânia”, diz um comunicado emitido pelos chefes do Estado-Maior Militar de Israel e da agência de segurança Shin Bet.

A operação visa “erradicar o terrorismo em Jenin”, declarou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em referência à cidade e ao campo de refugiados no norte da Cisjordânia, território palestino ocupado por Israel desde 1967.

O Exército israelense indicou, também nesta quinta-feira, que matou dois combatentes do grupo de resistência palestino Jihad Islâmica na periferia de Jenin, ambos acusados de terem assassinado três israelenses em um ataque em janeiro.

O chefe do Exército, o general Herzi Halevi, classificou como “boa” a decisão de lançar a ofensiva na região: “uma vez que reconhecemos que o campo de Jenin se tornou um centro para aqueles que planejam ataques ou buscam refúgio depois de cometê-los, foi a decisão correta entrar lá por meio da força”, afirmou em comunicado.

Já o ministro israelense da Defesa, Israel Katz, justificou a operação em Jenin por uma “mudança na abordagem de segurança”. “Vamos atacar decisivamente os tentáculos de polvo até que sejam cortados”, afirmou.

Na Faixa de Gaza, onde o cessar-fogo prossegue pelo quinto dia, em meio ao intenso frio de inverno e inundações provocadas por fortes chuvas, palestinos voltam às suas casas, completamente destruídas pelos bombardeios, e procuram os corpos de seus familiares mortos.

O Ministério da Saúde do enclave palestino adicionou outras 122 mortes em sua contagem oficial, apesar da trégua em vigor, devido à descoberta de novas vítimas que estavam sob os escombros, em um conflito que já deixou 47.283 mortos.

Os corpos das 122 pessoas “chegaram aos hospitais nas últimas 24 horas”, indicou o ministério, que também reportou “306 feridos”.

“Em defesa dos palestinos”

Os Houthis, grupo de resistência que atua no Iêmen, acusaram os Estados Unidos, nesta quinta-feira (23), de classificá-los como “organização terrorista” devido ao apoio ao “povo palestino oprimido”.

“A classificação aponta para todo o povo iemenita e sua posição honrosa em apoio ao povo palestino oprimido”, afirmou um comunicado do grupo, citado pelo canal de televisão Al Masirah.

A decisão também “reflete o grau de parcialidade da atual administração americana a favor da entidade sionista usurpadora”, acrescentou, fazendo referência a Israel.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto para classificar novamente os combatentes do Iêmen como “organização terrorista estrangeira”, segundo indicou a Casa Branca na última quarta-feira (22).

O ex-mandatário Joe Biden havia retirado o rótulo quando sucedeu Trump após seu primeiro mandato, antes de mais tarde classificá-los como uma entidade “terrorista global especialmente designada”, uma definição menos severa que ainda permitia que ajuda humanitária chegasse ao país devastado pela guerra civil.

O grupo controla a capital do Iêmen, Sanaa, bem como grandes áreas do país e, desde o início da guerra em Gaza em outubro de 2023, lançou dezenas de mísseis e drones contra Israel.

Desde novembro de 2023, os houthis têm realizado ataques contra navios que consideram estar ligados a Israel na costa do Mar Vermelho, alegando agir em solidariedade aos palestinos no contexto do genocídio na Faixa de Gaza.

Com estes ataques, o grupo rebelde, que faz parte do “eixo de resistência” do Irã, interrompeu o tráfego no Mar Vermelho e no Golfo de Áden, uma área crucial para o comércio mundial.

Em resposta, os EUA estabeleceram uma coalizão naval multinacional e atacaram alvos rebeldes no Iêmen, por vezes com a ajuda do Reino Unido.

*BdF