Mês: janeiro 2025

Fernanda Torres cotada para o Oscar

Fernanda Torres, aclamada atriz brasileira, vem ganhando destaque na corrida pelo Oscar 2025, sendo apontada como uma das favoritas na categoria de Melhor Atriz, de acordo com o renomado portal americano Entertainment Weekly .

O site descreve a disputa como “uma categoria lotada”, referindo-se à intensa concorrência entre talentosas atrizes. Torres, que vem se destacando por seu desempenho notável, é vista como uma “nova líder” na categoria, com chances fortes de levar a estatueta para casa.

A principal adversária de Fernanda na disputa é a experiente atriz Demi Moore, vencedora do Globo de Ouro de Melhor Atriz em Comédia/Musical, que também se destacou por sua atuação em um projeto de grande visibilidade.

A corrida pelo prêmio de Melhor Atriz promete ser uma das mais emocionantes e equilibradas, com ambas as atrizes trazendo atuações intensas e memoráveis ​​que conquistaram tanto o público quanto a crítica especializada.

Erika Hilton denuncia Meta na ONU por mudanças que agridem comunidade LGBTQIA+

Zuckerberg anunciou o fim do programa de checagem de fatos da empresa, criado para conter a desinformação.

A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) protocolou, na quarta-feira (8), uma denúncia na Organização das Nações Unidas (ONU) contra as mudanças nas diretrizes das redes sociais controladas pela Meta – Facebook, Instagram e WhatsApp.

Na terça-feira (7), uma alteração na política da empresa de Mark Zuckerberg passou a permitir que usuários associassem transexualidade e homossexualidade a doenças mentais, especialmente em contextos de discurso político ou religioso. O ofício protocolado por Erika Hilton foi enviado à relatoria especial da ONU sobre questões de minorias.

Em uma postagem no X sobre a denúncia, a deputada afirmou que as “alterações promovem a disseminação de discursos de ódio, incitação à violência e desinformação contra minorias, impactando gravemente a comunidade LGBTQIA+”.

“No Brasil, onde a transfobia e a violência contra LGBTQIA+ já atingem níveis alarmantes, decisões corporativas como essas colocam vidas em risco e enfraquecem o trabalho árduo por justiça e igualdade”, concluiu Hilton.

Também na quarta-feira, a Associação Nacional de Travestis e Transsexuais (Antra) protocolou uma representação no Ministério Público Federal (MPF) contra a empresa. “O estado brasileiro precisa dar respostas contundentes a essa situação! Inadmissível que isso ocorra quando temos leis que nos protegem!”, informou a organização.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) não considera homossexualidade ou qualquer orientação sexual e identidade de gênero como doença desde maio de 1990, quando as retirou da “Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde”.

Meta

Mudanças na Meta
Na terça-feira (7), juntamente com a alteração nas diretrizes sobre discurso de ódio, o empresário Mark Zuckerberg, dono da Meta, anunciou o fim do programa de checagem de fatos da empresa, criado em 2012 para conter a disseminação de desinformação em seus aplicativos de mídia social.

No mesmo pronunciamento, ele também destacou que a eleição do extremista de direita Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos marcou um período em que seria possível priorizar a liberdade de expressão e afirmou que países latino-americanos “têm tribunais secretos que podem ordenar que empresas removam conteúdos de forma silenciosa”.

Na quarta-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes afirmou, em resposta ao pronunciamento, que as redes sociais só continuarão a operar no Brasil se respeitarem a legislação do país.

“A nossa Justiça Eleitoral e o nosso STF, ambos já demonstraram que aqui é uma terra que tem lei. As redes sociais não são terra sem lei”, declarou o ministro.

Alinhamento da Meta com Trump causa apreensão no governo Lula e no TSE

Planalto prevê acionar mais braço da AGU voltado a combater desinformação e Corte prevê mais judicialização de casos.

O alinhamento da Meta (dona do Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp) com o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, provoca temores no Palácio do Planalto e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de retrocesso no enfrentamento da disseminação das fake news, informa a coluna de Malu Gaspar, no jornal O GLOBO.

Na última terça-feira, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, anunciou o fim do programa de checagem de fatos, em vigor há oito anos para combater a desinformação. A medida inicialmente valerá para os Estados Unidos, mas já provoca preocupação de ser replicada por aqui.

“O Trump nem assumiu a Casa Branca e já botou as garras de fora”, disse ao blog um integrante do governo que acompanha de perto os desdobramentos da discussão. “O Facebook e o Instagram correm o risco de se tornarem um novo X.”

Por ora, o governo Lula tem reforçado o posicionamento público de defender a regulamentação das big techs, que enfrenta resistência no Congresso, principalmente de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nos bastidores, integrantes da administração petista já fazem projeções sobre os efeitos práticos da medida anunciada por Zuckerberg, que podem tornar a empresa menos cooperativa com as autoridades brasileiras.

Um das consequências é que. com a mudança na postura da Meta e a eventual implementação da nova política no Brasil, o governo Lula deve acionar mais a Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia, braço da Advocacia-Geral da União (AGU) voltado ao combate à disseminação de fake news contra políticas públicas ou que prejudiquem a atuação de servidores públicos – como a difusão de desinformação sobre campanhas de vacinação ou o uso de inteligência artificial para criar discursos falsos de autoridades, por exemplo.

Criada no início do atual governo Lula, sob críticas da oposição, que a chama de “Ministério da Verdade”, a PNDD não tem o poder de remover unilateralmente fake news, mas pode intimar as redes sociais para que elas retirem o conteúdo do ar – e até acionar a Justiça para garantir a exclusão de postagens e a responsabilização civil das plataformas.

Diante de uma postura mais permissiva da Meta, nos bastidores a avaliação é a de que o órgão vinculado à AGU precisará atuar mais – e, por tabela, aumentará a judicialização de casos para barrar a disseminação de notícias falsas nas redes de Zuckerberg, o que também levanta preocupação no TSE.

“Essa decisão não auxilia a democracia, o respeito à dignidade humana, às diversidades. É um retrocesso para a humanidade”, diz um ministro do TSE ouvido reservadamente pela equipe da coluna.

Nas eleições municipais de 2024, Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp assinaram um memorando de entendimento com o TSE prevendo a adoção de uma série de medidas para combater a disseminação de notícias falsas, como a criação de uma ferramenta para divulgar informações sobre as eleições.

Mas a nova política de Zuckerberg lança dúvidas sobre a disposição da empresa de seguir colaborando com o Judiciário brasileiro. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o executivo bilionário afirmou que “os países latino-americanos têm tribunais secretos que podem ordenar que as empresas retirem as coisas (das redes sociais) silenciosamente”, em uma indireta ao Brasil.

Para uma fonte do Judiciário que acompanha de perto as discussões, “estamos entrando numa realidade distópica”. “Os tribunais seguem aplicando a lei. Mas é um retrocesso, sem dúvida, a postura da Meta por substituir uma ação colaborativa por confronto. Vão deixar tudo a depender de ordem judicial.”

Nesta quarta-feira (8), o Ministério Público Federal cobrou explicações do Facebook se a nova política de moderação de conteúdos das plataformas digitais da Meta serão aplicadas também no Brasil. O MPF também quer esclarecimentos sobre eventuais mudanças que eventualmente sejam implantadas no Brasil e a partir de quando elas entrariam em vigor.

No comunicado divulgado na última terça-feira, a Meta afirmou que “começando pelos Estados Unidos, estamos encerrando nosso programa de verificação de fatos via parceiros e migrando para um modelo baseado em notas da comunidade”. É um modelo similar ao adotado pelo X de Elon Musk, em que os próprios usuários elaboram notas ou correções das postagens que possam conter informações falsas ou enganosas.

Para Zuckerberg, o sistema atual de checagem de fatos da empresa “chegou a um ponto em que há muitos erros e censura demais”, mas para as autoridades brasileiras, a avaliação é a de que o novo sistema vai tornar as plataformas da Meta um “faroeste digital”.

Na avaliação do advogado Diogo Rais, professor de direito digital do Mackenzie, a nova postura da Meta representa um retrocesso.

“A pior parte talvez seja o sinal que ele traz com a questão da confiança. Um dos motivos que Zuckerberg alega é que os checadores não construíram a confiança necessária e que, na verdade, destruíram essa confiança devido aos vieses ideológicos. Isso é muito grave e traz nos diversos recados do pronunciamento uma forma de se aliar ao do presidente eleito dos Estados Unidos, mudando toda uma política na qual de alguma maneira favorece o chamado mercado livre de ideias”, critica Rais.

“É como se a própria comunidade tivesse condições de se autorregular, mas o que a gente tem visto é que as experiências nesse sentido têm piorado o ambiente digital.”

Procurada pela reportagem, a Meta não se manifestou.

 

Perigo atômico: a bomba israelense contra os palestinos e a indústria nuclear no Brasil

A dissuasão como estratégia para manter a paz é uma ilusão; em vez de evitar conflitos, a disponibilidade de armas nucleares é um convite a usá-las.

Em um mundo à beira de uma catástrofe nuclear e, tendo ainda de enfrentar a emergência climática com a resistência de grandes corporações em abolir o uso do principal responsável pelo aquecimento global, os combustíveis fósseis, a população mundial se depara diante de um impasse que coloca em risco a existência dos moradores do planeta.

Desde a criação de armas de destruição em massa, as chamadas bombas atômicas, o mundo se curvou perante alguns países que detém a tecnologia e fabricam tais artefatos (USA, Rússia, França, Reino Unido, China, Israel, Paquistão, Índia e Coreia do Norte).

O urânio natural encontrado na natureza é composto de 99,3% de urânio-238 e apenas 0,7% de urânio-235, combustível explosivo (fissionável). Para a fabricação da bomba é necessário aumentar a quantidade de urânio-235. Isto é feito separando o urânio-235 do urânio-238, atingindo níveis acima de 80%. Este processo é denominado de enriquecimento isotópico, e a ultracentrifugação é a tecnologia mais utilizada neste processo. Para a produção de energia elétrica em usinas que utilizam o urânio-235, seu nível de enriquecimento deve ser em torno de 3 a 4%.

A bomba (urânio) foi usada como arma pela primeira vez em 6 de agosto de 1945, contra Hiroshima, e a segunda bomba (plutônio) em 9 de agosto de 1945, contra Nagasaki, cidades japonesas. Segundo estimativas, juntas elas mataram mais de 200 mil pessoas. Desde então não foi mais utilizada em guerras e conflitos, até nos dias atuais, com denúncias internacionais de uso da bomba por Israel na guerra contra os palestinos.

A acusação, com fortíssimos indícios de veracidade, segundo o noticiário internacional, é de que em 16/12/2024, Israel lançou em uma zona montanhosa, próximo a cidade de Tartus, uma bomba nuclear tática, de fabricação americana, a B61, provavelmente a variante Mod 11, destinada a destruição de bunkers, de penetração no solo. Localizada na parte ocidental da Síria, na fronteira com o Líbano, a 220 quilômetros a noroeste de Damasco, está situada na costa do Mediterrâneo e conta com uma população de cerca de 450 mil habitantes.

Segundo relatos divulgados, a bomba lançada provocou um abalo sísmico de 3 graus na Escala Richter (escala de magnitude), sentido no Chipre e na Turquia. Além de picos de radiação, medidos por centros de monitoramento do clima. O artefato nuclear, caso seja confirmado, mesmo com poder explosivo reduzido, provocará uma série de efeitos devastadores, incluindo: calor, onda de choque e radiação ionizante, que pode causar câncer, doenças graves e mortes.

Lamentavelmente, pelas denúncias, nem sempre divulgadas pelas agências de imprensa do Ocidente, a suspeita é que o atual governo de extrema direita de Israel tem usado tudo que as convenções internacionais proíbem, como as Convenções de Haia (1899 e 1907), que regulamentam a condução das hostilidades, e a de Genebra (1949), que protegem as vítimas da guerra – doentes e feridos, náufragos, prisioneiros de guerra, civis em territórios inimigos e todos os civis que se encontrem em territórios de países em conflito. O uso de balas dum-dum, bombas incendiárias, fósforo branco, bombas de fragmentação, são artefatos recorrentemente utilizados, segundo denúncias. Então, usar armas nucleares não seria nenhum espanto, nem novidade.

Confirmado o uso da bomba no atual conflito, a guerra deixa de ser convencional (considerada regular?), para passar a ser irregular, se caracterizando como um extermínio étnico, limpeza étnica, genocídio. Seria mais um passo para atingir os objetivos de avanços e controle de territórios palestinos que contam com reservas consideráveis de petróleo e gás, na área C da Cisjordânia (costa do mediterrâneo) e ao longo da Faixa se Gaza. Tais informações podem ser encontradas no estudo O Custo Econômico da Ocupação do Povo Palestino: O Potencial Não Realizado de Petróleo e Gás Natural, da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad).

O uso da violência nos conflitos armados, sobretudo quando os Estados Nacionais não estão envolvidos, de forma direta, permite que sejam cometidas atrocidades com incomensuráveis consequências não só para os povos envolvidos, mas para toda a humanidade.

O perigo nuclear que nos ronda está não somente na fabricação e uso de bombas nucleares, mas também na proliferação de usinas nucleares para produção de energia elétrica, as chamadas usinas nucleoelétricas. Tais usinas, utilizando como combustível o urânio-235, enriquecido a 4%, aproximadamente, produzem resíduos altamente radioativos, nocivos à saúde humana por milhares de anos. Um dos resíduos produzidos é o plutônio-239, isótopo físsil utilizado na bomba lançada em Nagasaki.

O Brasil domina a tecnologia do ciclo do combustível nuclear, mas não fabrica armas nucleares, pois além do veto explícito na Constituição de 1988, também é signatário do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), assinado em 1998. O que preocupa, é que segundo a World Nuclear Association, o Brasil é uma das 13 nações capazes de enriquecer o minério. Para a fabricação da bomba atômica tupiniquim, seria necessário realizar uma reconfiguração, aumentando o número de centrífugas na fábrica de Combustível Nuclear (FCN) da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), localizada em Resende (RJ). Além de uma mudança constitucional e o abandono do TNP.

Um aspecto a ser ressaltado que está presente na cabeça dos militares e de muitos civis no país, é a fabricação da bomba atômica tupiniquim. E, assim, o Brasil entraria no clube fechado dos países detentores dessa arma. Durante o governo da extrema-direita, em 2019, o presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, em uma palestra declarou explicitamente ser a favor do país ter a bomba, alegando “que assim a paz seria garantida”. Este parlamentar foi nada menos do que um dos filhos do ex-presidente, Eduardo Bolsonaro.

*Diálogos do Sul

Celebridades perdem casas e fogem enquanto incêndios em Los Angeles se espalham

Jamie Lee Curtis, Mandy Moore, Maria Shriver e outras celebridades estão entre as mais de 100 mil pessoas obrigadas a evacuar suas casas

Reuters – Uma casa que supostamente pertencia aos atores de Hollywood Leighton Meester e Adam Brody, além de outra propriedade do ator Billy Crystal, está entre os mais de 1.000 edifícios destruídos pelos incêndios florestais que assolam Los Angeles, incluindo um fogo que começou na quarta-feira nas colinas de Hollywood.

Jamie Lee Curtis, Mandy Moore, Maria Shriver e outras celebridades estão entre as mais de 100.000 pessoas obrigadas a evacuar suas casas para escapar dos incêndios fora de controle que atingem algumas das áreas mais desejadas de Los Angeles.

O maior incêndio devastou quase 12.000 acres (4.856 hectares) em Pacific Palisades, um bairro pitoresco entre as cidades praianas de Santa Monica e Malibu, lar de muitas estrelas do cinema, televisão e música.

Brody, mais conhecido por seus papéis na série “The O.C.” e no filme “Nobody Wants This”, e Meester, protagonista de “Gossip Girl”, compraram sua casa em Pacific Palisades em 2019 por US$ 6,5 milhões, segundo sites de entretenimento e mercado imobiliário. Crystal e sua esposa, Janice, disseram em comunicado que moravam na casa de Pacific Palisades desde 1979.

“Estamos desolados, é claro, mas com o amor dos nossos filhos e amigos, vamos superar isso”, disseram.

Shriver, jornalista e ex-primeira-dama da Califórnia durante seu casamento com o ex-governador Arnold Schwarzenegger, descreveu a destruição no enclave de luxo como devastadora.

“Está tudo acabado. Nosso bairro, nossos restaurantes”, escreveu ela na rede social X na quarta-feira. “Os bombeiros fizeram e continuam fazendo o melhor possível, mas este incêndio é massivo e está fora de controle.”

No dia seguinte à evacuação de sua casa em Pacific Palisades, o ator James Woods afirmou que “todas as casas ao nosso redor estavam em chamas”.

“Estávamos literalmente no epicentro do incêndio quando ele começou”, disse Woods, conhecido por seus papéis em “Ghosts of Mississippi” e “Any Given Sunday”, à CNN na quarta-feira. “Havia tanto caos. Era como um inferno.”

Incêndios nas colinas de Hollywood – Na noite de quarta-feira, um incêndio irrompeu nas colinas de Hollywood e rapidamente dobrou de tamanho, forçando mais evacuações em uma área sinônimo da indústria do entretenimento.

Embora relativamente pequeno em comparação aos outros, o incêndio em Sunset atingiu a região acima da Hollywood Boulevard e da Calçada da Fama. Ele precisaria atravessar a rodovia 101 para ameaçar o letreiro de Hollywood e o Observatório Griffith mais acima nas colinas.

Dentro dessa área está o Dolby Theater, onde ocorre a cerimônia do Oscar. O anúncio das indicações ao Oscar, programado para a próxima semana, foi adiado em dois dias devido ao incêndio, segundo os organizadores.

A entrega do Critics Choice Awards deste fim de semana também foi adiada em duas semanas, disseram os organizadores.

Com um preço médio de US$ 4,5 milhões por casa, Pacific Palisades abriga celebridades e o Getty Villa, um dos museus mais populares de Los Angeles.

A vencedora do Oscar Jamie Lee Curtis disse que “minha comunidade e possivelmente minha casa estão em chamas”.

“É uma situação aterrorizante”, escreveu Curtis no Instagram. “Rezem se acreditarem nisso, e mesmo que não acreditem, rezem por aqueles que acreditam.”

Lula afirma ter escapado de tentativa de atentado planejada por “bando de aloprados”

Presidente falou durante a cerimônia para lembrar os ataques bolsonaristas de 8 de janeiro de 2023 às sedes dos Três Poderes.

(Reuters) -O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira, em cerimônia para lembrar os ataques de 8 de janeiro de 2023 às sedes dos Três Poderes, que escapou de um atentado planejado por um “bando de aloprados” que achavam que seria fácil tomar o poder.

Lula se referia às investigações da Polícia Federal sobre uma tentativa de golpe de Estado, que teria sido elaborada por militares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro e que incluiria um plano de assassinar Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin, além do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Escapei… de um atentado de um bando de irresponsáveis, um bando de aloprados que achavam que não precisavam deixar a Presidência depois do resultado eleitoral e que seria fácil tomar o poder. Se tivesse dado certo a tentativa de golpe deles, o que aconteceria neste país?”, questionou Lula, durante o evento realizado no Palácio do Planalto.

O presidente defendeu a punição dos envolvidos na tentativa de golpe, que, segundo a PF, foi orquestrada por aliados de Bolsonaro após a derrota do então presidente para Lula nas eleições de outubro de 2022.

A solenidade ocorreu em meio à expectativa de uma eventual denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bolsonaro e dezenas

de militares, inclusive de alta patente, pela suposta tentativa de golpe.

“Sempre seremos implacáveis contra quaisquer tentativas de golpe. Os responsáveis pelo 8 de janeiro estão sendo investigados e punidos. Ninguém foi ou será preso injustamente. Todos pagarão pelos crimes que cometeram, inclusive os que planejaram o assassinato do presidente, vice-presidente da República e do (então) presidente do Tribunal Superior Eleitoral”, disse.

Em sua fala, com momentos iniciais de improviso, Lula brincou com Alexandre de Moraes, dizendo que o ministro do STF agora é conhecido pelo país como “Xandão”, e que não era acostumado a ver apelidos para magistrados da Suprema Corte.

Na porta da cadeia, Bolsonaro, que sempre atacou a lei da saidinha, pede seu passaporte a Moraes pra ir na posse de Trump

A língua dos linguarudos sempre foi chicote da própria bunda,
Ver Bolsonaro pedindo penico para Moraes devolver seu passaporte para ir à posse de Trump, não tem preço.

Ele, que está a um passo da Papuda quer o que, fazer self com Trump e postar nas redes? Que coisa tocante.

Agora muda a fisionomia na hora de sua “saidinha” porque roncava grosso e alto cuspindo ódio quando falava de saidinha de presos no final do ano.

Quando de frente pro espelho, apela para o humanismo que sempre achou absurdo. O criminoso agora é solidário a outros tantos condenados que ele dizia que deveriam jogar a chave da cadeia deles no rio.

Mesmo sabendo que é inútil seu pedido, Bolsonaro meteu um “vai que cola”

A Força imponderável da obra de arte

Às vésperas de ver sua prisão decretada ,por comandar a tentativa de golpe há dois anos, Bolsonaro, que cuspiu no busto de Rubens Paiva, anos atrás, leva uma escarrada na cara do filme Ainda Estou Aqui com a premiação de Fernanda Torres, que interpretou Maria Eunice esposa de Rubens Paiva.

A grande arte tem desses misteriosos caprichos.

Diretor denuncia situação de arquivo com dados da ditadura e é exonerado por Castro

Diretor denuncia a existência de 26 funcionários fantasmas dentro do Aperj.

Salas com piso totalmente quebrado, buracos no chão, rachaduras em pilares e fiação elétrica exposta e sem renovação. Esses são apenas alguns dos principais problemas do Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro, o Aperj, que foram expostos pelo agora ex-diretor Victor Travancas. Após a coluna revelar o fechamento do Aperj devido às péssimas condições do local, o governador Cláudio Castro decidiu exonerar Travancas sem nem comunicá-lo antes.

“O governador não falou comigo. Soube pela imprensa”, afirma o ex-diretor. Ele assumiu o cargo há cerca de 10 dias e denuncia que identificou 26 funcionários fantasmas nomeados na instituição, mas não conseguiu exonerá-los. “A própria reunião de equipe, de funcionários que trabalham, eles identificaram que 26, ou 70% do efetivo, não vinham trabalhar. O secretário Nicola foi comunicado e disse que não podia exonerar porque fazia parte de um acordo com deputados”, denuncia Travancas, que diz ter encaminhado a situação para ser investigada pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro). O ex-diretor disse que também fará medidas judiciais para garantir que o acervo seja preservado ou transferido nos próximos dias.

A coluna revelou ontem que o governo do Rio tinha anunciado o fechamento do Aperj, uma instituição que possui mais de 90 anos de história e guarda toda a documentação do Dops (Delegacia de Ordem Política e Social) desde os anos 1930, incluindo os registros do estado novo e depois da ditadura militar. Não há previsão para o retorno das atividades.

No comunicado que informou o fechamento da instituição, Travancas afirmou que o prédio do Aperj está em condições críticas e apresenta “risco iminente de desabamento e incêndio”. O diretor disse que consultou uma série de instituições para avaliar a situação do prédio antes da instituição e abriu o local para visitação da imprensa nesta quarta-feira (8) para mostrar como em diversas salas o piso está rompendo e a fiação elétrica está exposta inclusive na sala em que o acervo do arquivo está guardado.

Ao longo da visita em que ele conduzia esta colunista pelo prédio, o governo do estado do Rio enviou três viaturas de polícia ao local e um delegado da corregedoria da Polícia Civil.

O Aperj possui um acervo de cerca de 4 mil metros lineares de documentos de relevância para os estudos sobre a história do estado e da sociedade fluminenses a partir da segunda metade do século XVIII, constituindo um inestimável patrimônio histórico do país tais como o arquivo da Presidência da Província do Rio de Janeiro, tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC) e a documentação das Polícias Políticas no Estado do Rio de Janeiro, nominada no Programa Memória do Mundo da Unesco.

Uma parte significativa da documentação do Aperj foi digitalizada, mas está guardada exclusivamente em HDs que estão dentro do prédio e não está disponível para consulta online. Além disso, o material não foi digitalizado para viabilizar a consulta pública, mas funcionários trabalham dando acesso à documentação na medida do possível.

A instituição guarda, por exemplo, os prontuários de presos políticos no Rio de Janeiro e todos os livros de registros de ocorrências existentes daquele período. Esse material serviu de instrução para diferentes processos cíveis, criminais e investigações de crimes do período.

A coluna procurou o MP do Rio e foi informada de que a situação seria verificada. O governo do Rio de Janeiro informou, por nota, que a interdição do espaço foi uma decisão unilateral do diretor e que o prédio teria condições de funcionamento. A coluna mostrou as imagens do local com todos os problemas identificados e aguarda retorno.

O deputado federal Reimont (PT-RJ), com o apoio de várias instituições e cerca de 100 assinaturas, lançou nesta quarta-feira um manifesto contra o fechamento do Aperj. O abaixo-assinado exige do governador Claudio Castro informações quanto às providências para a recuperação física do prédio, incluindo cronograma de obras, e, principalmente, um plano de ação que possa garantir a preservação de toda a documentação.

Entre os que assinam o manifesto estão a ABI – Associação Brasileira de Imprensa, os Coletivos Filhos e Netos por Memória, Verdade e Justiça, Militantes em Cena e Memória Verdade, Justiça e Reparação e o Grupo Tortura Nunca Mais/RJ, além de familiares de perseguidos políticos, como Felipe Lott, bisneto do célebre Marechal Henrique Lott, Rosa Maria Freire D’Aguiar, viúva de Celso Furtado, e José Elmano de Alencar, filho do governador de Pernambuco Miguel Arraes, e de desaparecidos políticos.

*Juliana Dal Piva/ICL

O dia em que Bolsonaro cuspiu na estátua de Rubens Paiva

Neto de Rubens Paiva relembra o dia em que Jair Bolsonaro, aos gritos de “vagabundo… mereceu!”, deu uma cusparada na estátua de seu avô.

Este texto foi escrito em 2018 pelo neto de Rubens Paiva

Chico Paiva Avelino, via Facebook

Em 2014, a Câmara dos Deputados fez uma tocante homenagem ao meu avô, Rubens Paiva: inauguraram um busto com a sua imagem em função de sua incessante luta pela democracia – causa pela qual ele literalmente deu a vida. Minha família foi em peso. Emocionadas, minha mãe e minha tia fizeram discursos lindos e orgulhosos sobre a memória do pai. No meio de um deles, fomos interrompidos por um pequeno grupo que veio se manifestar. Era Jair Bolsonaro, junto com alguns amigos (talvez fossem os filhos, na época eu não sabia quem eram), que se deu ao trabalho do sair de seu gabinete e vir em nossa direção, gritando que “Rubens Paiva teve o que mereceu, comunista desgraçado, vagabundo!”. Ao passar por nós, deu uma cusparada no busto. Uma cusparada. Em uma homenagem a um colega deputado brutalmente assassinado.

Gostaria muito de poder conversar com o meu avô nesse momento político pelo qual passamos. Teria muito a acrescentar: foi eleito Deputado Federal por São Paulo em 1962, e cassado pelo AI-1 em 10 de abril de 1964. Como democrata exemplar que era, sempre lutou contra o autoritarismo e nunca encostou numa arma. Infelizmente essa oportunidade me foi arrancada quando, em janeiro de 1971, ele foi levado de casa junto com minha avó e minha tia, que na época tinha 15 anos, para os porões do DOI-Codi do Rio de Janeiro, na Tijuca. Lá, foi torturado até morrer pelo aparelho de repressão montado pelo regime militar, cuja filial paulista era comandada por ninguém mais nem menos do que o Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra.

Na época, não havia ficado claro o motivo dos militares levarem também a minha avó e minha tia. Hoje, conhecendo os métodos praticados por Ustra, sabemos que era para trazê-las à sala de tortura e pressionar o meu avô. Elas, em celas ao lado, separadas, ouviram seus gritos antes que ele fosse morto.

O atestado de óbito só foi entregue à família 25 anos após o assassinato, em 1995. O corpo jamais foi entregue. Na Comissão Nacional da Verdade, outros militares envolvidos no crime disseram que o corpo foi enterrado e desenterrado duas vezes. Sobre o assunto, Bolsonaro debochou: pendurou na entrada do seu gabinete em Brasília uma placa que dizia “quem procura osso é cachorro”.

Hoje em dia, Ustra é mais famoso não pelas atrocidades que cometeu, como torturar mães na frente de suas crianças, colocar ratos e baratas vivas dentro da vagina das mulheres, estupros, pau de arara, choques, entre outras; mas por ser o grande ídolo, chamado de herói, pelo nosso provável novo presidente, Jair Bolsonaro – que diz que seu livro de cabeceira é a história do coronel.

Em seu voto a favor do impeachment, Bolsonaro prestou homenagem ao torturador da ex-presidente. No púlpito do Congresso Nacional, com o país inteiro assistindo, ele decidiu lembrar de um ser asqueroso que era o contrário de tudo que a democracia representa, e que havia covardemente torturado a mulher que ele ali teve o sadismo de torturar psicologicamente mais uma vez.

Desde que me dou por gente, essa cicatriz já havia sido fechada na família. Não era um assunto tabu. E sempre fui ensinado que essa não era uma luta pessoal, que não devíamos denunciar e brigar contra essas práticas como vingança familiar, mas para evitar que isso ocorresse com outros. Não era uma briga nossa, mas de todo o país.

Minha mãe foi a muitos eventos e deu muitas entrevistas naquele ano por ocasião dos 50 anos do golpe de 1964. Em todas elas fazia questão de lembrar do caso Amarildo, pedreiro desaparecido e assassinado pela PM do Rio de Janeiro em 2013 – como aquela prática seguia mesmo na nossa frágil democracia, e como a dor da família de Amarildo era a mesma pela qual a nossa havia passado.

Estamos às vésperas de uma eleição na qual Bolsonaro não só reafirmou sua admiração por Brilhante Ustra, mas a todo aparato do regime militar. Meu avô lutou contra discursos como esse e por isso foi covardemente preso, torturado e assassinado. Deu a vida pela democracia.

Hoje, fica evidente que aquela cusparada não era algo meramente simbólico, mas um prenúncio daquilo que ele pretende fazer como Presidente, e que vem incansavelmente repetindo durante a campanha: prender e exilar seus adversários políticos, eliminar militâncias e desaparecer com as minorias.

Ainda dá tempo de evitar isso, e o poder está em nossas mãos, com nosso voto. Eu nunca imaginei que, em 2018, essas informações não bastassem para que as pessoas pudessem ter repulsa a um político que defende isso. Espero que ajude alguém a refletir, a tornar mais palpável quem é Jair Bolsonaro.

Em 1964, foi Rubens Paiva e milhares de outros.

Em 2018, pode ser eu, você, as pessoas que amamos.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10214888624463429&set=a.2085787698584&type=3&ref=embed_post