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Direita, a bicheira do Brasil

A injustiça é intolerável, mesmo que ela seja cometida contra um genuíno genocida como Bolsonaro.

Lógico que isso não muda em absoluto a sua imagem e pena por ser golpista e ladrão de joias, além de sua indústria familiar de formação de quadrilha e peculato, chamada eufemicamente de “rachadinha”.

Bolsonaro garantiu ganhos estratosféricos aos bancos, enquanto a população se mantinha paralisada, atônita com a pandemia de Covid que chegou ao absurdo de matar mais de quatro mil brasileiros por dia.

Toda aquela gritaria de Bolsonaro contra a vacina tinha objetivo de barganhar mais e mais propina por dose, como comprovado pela CPI do genocídio.

Por outro lado, quietos e na moita, os banqueiros-agiotas agiram sorrateiramente para manter e ampliar enormemente seus ganhos durante aquele quadro trágico, batendo recorde de lucros com os maiores juros do planeta.

Mas essas são particularidades de um genocida.

No compito geral, Bolsonaro não fez nada além do que fez Collor, candidato da Globo, que sequestrou a poupança de todos os brasileirose deu inicio à privataria.

Privataria que. diga-se de passagem, FHC e Itamar herdaram, com gosto na queda de Collor, para transferir o grande patrimônio público dos brasileiros para as mãos do setor privado utilizando uma campanha de manipulação difamatória contra o Estado e os trabalhadores.

Nessa sangria aberta e covarde a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) de Volta Rdonda, foi parar nas mãos de um sujeito que tinha como patrimônio uma participação minoritária em uma fabriqueta de tecidos planos da família que, se comparada à CSN, podia ser vista como um pingo de orvalho no oceano.

Para ser bem claro, em condições normais, nem a centésima geração do atual dono da CSN, poupando em vários séculos todos os seus lucros, conseguiria juntar 1% de capital correspondente ao valor real da CSN.

A barbada, paga com moeda podre ao BNDES, que entregou a mixaria nas mãos do, agora super poderoso dono da CSN, ainda contou com a sobremesa de muitos terrenos e imóveis na cidade que, somados, daria para comprar muito mais que 100 galpões da sua empresa de tecidos.

Um escárnio na cara de todos nós e com apoio de alguns que sofreram lobotomia cerebral da grande mídia. Sempre ela.

Sim, sem a grande mídia martelando na cabeça dos brasileiros diuturnamente que o Estado e os trabalhadores das estatais eram o mal do país, jamais esse roubo aconteceria.

Ou seja, na guerra de classes, a propaganda dos podres de rico sempre foi a alma dos negócios.

Pois bem, muitos imaginavam que, com esse prêmio bilionário de loteria que FHC e Itamar deram a Benjamin Steinbruck, estaria satisfeito para o resto da vida.

Mas o atual presidente da CSN, em entrevista na Folha, mostrou que a ganância é incurável.

Como proposta de “modernização” da CSN, agora em suas mãos, ele disse que a maneira de fomentar ainda mais seus lucros era cortar feriados, e hora de almoço.

Como?

O trabalhador seguiria trabalhando no seu sagrado horário de almoço, comendo um sanduiche com uma das mãos, enquanto a outra mão operava a máquina.

Nem um pio foi dito na grande mídia sobre essa proposta de escravidão moderna do atual dono da CSN.

Estamos aqui, recordando somente um pequeno capítulo da direita no comando da nação, para dizer que não existe direita civilizada ou extrema direita. Nunca existiu e jamais existira, porque a selvageria capitalista é a alma dos grandes negócios dos abutres do grande capital.

Por Celeste Silveira

Produtora cultural

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