Dia: 22 de agosto de 2025

Não são somente R$ 30 milhões: os casos de corrupção do clã Bolsonaro

Da adulteração de notas de combustível às joias árabes, passando por rachadinhas, Wal do Açaí, entre outros, família Bolsonaro acumula escândalos

Em dezembro de 2020, prestes a completar dois anos de governo, Jair Bolsonaro reagiu às críticas da imprensa com um desafio provocativo: “Me chama de corrupto, porra!”.

A frase reforçava a narrativa que o ex-presidente sempre buscou sustentar: a de que poderiam acusá-lo de qualquer coisa, menos de corrupção.

De lá para cá, porém, multiplicaram-se os casos que levantam suspeitas de corrupção envolvendo Bolsonaro e seu núcleo familiar mais próximo.

Réu por tentativa de golpe de Estado, o episódio mais recente que o coloca sob suspeita é a movimentação de R$ 30,5 milhões em suas contas bancárias em apenas um ano. O caso, tratado como possível lavagem de dinheiro, foi apontado em relatório da Polícia Federal (PF) que indiciou Bolsonaro e seu filho Eduardo por obstrução de Justiça.

um raio-x dos principais casos de corrupção e suspeitas de lavagem que marcam a trajetória da família Bolsonaro:

Jair Bolsonaro
R$ 30,5 milhões sob suspeita (2023–2024)
Entre março de 2023 e fevereiro de 2024, Bolsonaro recebeu R$ 30,5 milhões em suas contas, valor incompatível com sua renda declarada. Segundo a PF, parte desse dinheiro veio de vaquinhas virtuais e doações de apoiadores, mas teria sido “lavado” por meio de transferências em cadeia e PIX a familiares e assessores. O caso, revelado em agosto de 2025, ainda está em investigação.

Joias sauditas (2019–2023)
O escândalo eclodiu em março de 2023, quando se descobriu que Bolsonaro e auxiliares se apropriaram de conjuntos de joias de diamantes avaliadas em até R$ 16 milhões, presentes do governo da Arábia Saudita em 2019 e 2021. O ex-presidente ainda teria tentado vender nos Estados Unidos estes e outros presentes caros dados ao Estado brasileiro. Em agosto de 2023, a PF indiciou Bolsonaro por peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. O caso tramita no STF.

Fraude do cartão de vacinação (2021–2024)
Em maio de 2023, a PF apreendeu o celular de Bolsonaro em operação que investigava adulterações no sistema do SUS. Descobriu-se que, em 2021, seus dados foram manipulados para indicar uma vacinação contra Covid-19 que nunca ocorreu. Em março de 2024, ele foi indiciado por associação criminosa, inserção de dados falsos e uso de documento falso.

“Wal do Açaí” (2003–2018)
Caso clássico de funcionário fantasma. Walderice Santos, lotada no gabinete do então deputado Bolsonaro na Câmara desde 2003, admitiu ao MPF em 2018 que nunca trabalhou em Brasília. Mantinha, em Angra dos Reis, uma loja de açaí. O MPF ajuizou ação de improbidade, que segue em tramitação no TRF-1.

Notas frias de combustível (anos 2000–2010)
Reportagens da época mostraram que Bolsonaro usava notas fiscais adulteradas de postos de gasolina para justificar gastos da cota parlamentar. Apesar das evidências de irregularidade, o caso não gerou denúncia criminal.

Possível rachadinha no Gabinete “Valle” (2001–2018)
Parentes de Ana Cristina Valle, segunda ex-esposa de Bolsonaro, foram nomeados em seus gabinetes. Investigações do MPRJ apontam que até 99% dos salários eram sacados por eles. A prática é considerada típica de esquemas de rachadinha.

Nathália Queiroz (2016–2018)
Filha de Fabrício Queiroz, Nathália foi nomeada assessora em Brasília, mas trabalhava como personal trainer no Rio. A Câmara constatou que terceiros assinavam seu ponto. Caso tratado como “funcionária fantasma”.

Flávio Bolsonaro (01)
Rachadinha na Alerj (2007–2018)
Estourou em 2018 após relatórios do Coaf. Fabrício Queiroz recolhia parte dos salários de assessores e fazia depósitos fracionados na conta de Flávio. O MPRJ o denunciou por peculato, lavagem e organização criminosa, citando até a loja de chocolates Kopenhagen como fachada. Em 2021, decisões judiciais anularam provas, mas o caso ainda não foi encerrado.

Laços com a milícia (2007–2018)
A mãe e a ex-mulher de Adriano da Nóbrega, chefe da milícia de Rio das Pedras, foram empregadas no gabinete de Flávio. O MP-RJ identificou que parte dos recursos das rachadinhas financiava empreendimentos ligados ao grupo. Flávio sempre negou envolvimento.

Imóveis em dinheiro vivo (1990–2022)
A família Bolsonaro adquiriu 51 imóveis em espécie ao longo de três décadas. Flávio é o principal protagonista dessas transações, com valores subfaturados em cartórios e diferença milionária entre preço declarado e valor de mercado.

Mansão de Brasília (2021)
Em março de 2021, Flávio Bolsonaro comprou uma mansão de R$ 6 milhões no Lago Sul, bairro nobre da capital, com financiamento do Banco de Brasília (BRB). O caso levantou suspeitas por três motivos: o valor era incompatível com seus rendimentos declarados como senador; a operação envolveu condições facilitadas pelo BRB, banco controlado pelo governo do DF, então aliado de Jair Bolsonaro. Embora não tenha resultado em denúncia formal, a mansão tornou-se símbolo do enriquecimento súbito e suspeito de Flávio.

Carlos Bolsonaro (02)
Rachadinha na Câmara do Rio (2001–2019)
Em 2024, o MPRJ denunciou sete ex-assessores por peculato, acusados de devolver parte dos salários recebidos. Carlos não foi denunciado, mas a Justiça pediu que explicasse sua participação política no esquema.

Eduardo Bolsonaro (03)
Possível manipulação financeira
Em petição apresentada em julho ao Supremo, a Advocacia Geral da União (AGU) pediu que seja investigada uma possível utilização de informação privilegiada (insider trading) para lucrar com a alta do dólar registrada pouco antes do anúncio tarifaço imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, às exportações brasileiras. O pedido foi anexado ao inquérito que já apura a atuação de Eduardo Bolsonaro em articulações para pressionar e coagir autoridades brasileiras, especialmente ministros do STF.

Segundo a petição, há uma ligação entre a tentativa de desestabilizar a economia brasileira para pressionar o STF e a realização de movimentações financeiras que geram lucro com este tipo de crise.

“A AGU enfatiza que o inquérito, instaurado a pedido da Procuradoria-Geral da República para apurar a conduta delitiva do Deputado Federal licenciado, Eduardo Nantes Bolsonaro, decorre do uso de instrumentos comerciais internacionais como mecanismo de coação premeditada contra a Justiça brasileira”, diz o órgão.

Jair Renan Bolsonaro (04)
Operação Nexum (2022–2024)
O filho mais novo de Bolsonaro foi indiciado em fevereiro de 2024 por falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem de dinheiro. Ele inflou o faturamento de sua empresa para obter empréstimos bancários que não foram pagos. Em março de 2024, o MPDFT ofereceu denúncia, aceita pela Justiça. Jair Renan é réu.

Outros casos
Cheques para Michelle Bolsonaro (2011–2016)
Entre 2011 e 2016, Fabrício Queiroz e sua esposa depositaram 27 cheques somando R$ 89 mil na conta de Michelle Bolsonaro. Jair Bolsonaro alegou empréstimo pessoal, mas a explicação nunca foi comprovada documentalmente.

Patrimônio imobiliário (1990–2022)
Entre 1990 e 2022, a família Bolsonaro negociou 107 imóveis, avaliados em R$ 25 a R$ 30 milhões. Em pelo menos 51 operações, os pagamentos foram feitos em espécie, prática comum em esquemas de lavagem de dinheiro.

*Ivan Longo/Forum


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Bolsa dispara e dólar desaba

Hoje, 22 de agosto de 2025, o mercado financeiro brasileiro apresentou forte movimentação, impulsionado por fatores globais e domésticos.
Ibovespa: O principal índice da B3 subiu 2,34%, fechando aos 137.656 pontos, conforme dados de 13h39.

A alta foi impulsionada pelo discurso de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, que sinalizou um possível corte de juros nos EUA em setembro, animando bolsas globais, incluindo a brasileira. Ações de bancos como Banco do Brasil (+3,4%) e Itaú (+2,39%) lideraram os ganhos, recuperando perdas recentes ligadas a tensões com a Lei Magnitsky.

Dólar: A moeda americana caiu 0,95%, cotada a R$ 5,425 no mercado comercial às 13h53, e o dólar turismo recuou 0,89%, a R$ 5,622. A desvalorização reflete a expectativa de juros mais baixos nos EUA, reduzindo a atratividade de ativos americanos e fortalecendo moedas emergentes como o real.

O otimismo também foi alimentado por dados econômicos recentes, como a inflação controlada no Brasil e nos EUA, além da recuperação parcial de bancos após incertezas jurídicas.

No entanto, o mercado segue atento a desdobramentos da Lei Magnitsky e a questões fiscais internas.
impacto de cortes de juros


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Jones Manoel é ameaçado de morte por grupo neonazista internacional: ‘Não me intimido’

Mensagens foram assinadas pela Brigada Hitlerista Brasileira (Atomwaffen Brasil), uma organização neonazista e terrorista internacional fundada em 2015

O historiador e youtuber de esquerda Jones Manoel denunciou, em suas redes sociais, ataques e ameaças que recebeu, por e-mail, de uma organização neonazista internacional, na quarta-feira (20). O caso ocorreu semanas após os perfis dele no Instagram e Facebook serem excluídos temporariamente pela Meta, dona das redes sociais.

O e-mail, de acordo com publicação do youtuber, continha ataques racistas, ameaças de morte, demanda por pagamentos em dinheiro para não morrer, além da exposição de dados e imagens de viagens feitas por Jones nos últimos anos. As mensagens foram assinadas pela Brigada Hitlerista Brasileira (Atomwaffen Brasil), uma organização neonazista e terrorista internacional fundada em 2015.

Segundo Jones, as ameaças se diferenciavam de algumas que já recebeu anteriormente por conter dados pessoais dele. Na visão do youtuber, isso pode representar o vazamento de dados de algum órgão público ou, até mesmo, o envolvimento de algum servidor público.

“Tinha dado meus que não são públicos. O e-mail começa com o emblema nazista e depois vem uma compilação de dados de várias páginas. Dados públicos da minha pessoa jurídica, nome, CPF, endereços que eu morei nos últimos anos e também dados sobre várias coisas da minha vida. Isso significa que, basicamente, ou algum órgão público foi hackeado ou tem alguns funcionários públicos envolvidos. E é isso que demanda uma preocupação maior”, disse Jones ao ICL Notícias.

Diante da gravidade das ameaças, Jones tomou medidas para reforçar sua segurança pessoal. O youtuber, porém, não vai alterar sua agenda de atividades públicas. “Tomei algumas medidas de segurança que prefiro não revelar se não perdem a eficácia”. Neste sábado (23), Jones vai participar do III Encontro da Rede de Educação Popular da Baixada Fluminense, no Pré-Vestibular para Negros e Carentes (PVNC), localizado no bairro Vila Operária, em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro.

“Alterar as agendas públicas significa dar o que eles querem. Historicamente, o fascimo e o nazismo buscam intimidar as organizações da classe trabalhadora para fazer com que a gente suma do debate público. Isso não vai acontecer de jeito nenhum”.

Os advogados de Jones acionaram o Ministério Público Federal e a Polícia Federal. O youtuber e historiador também trabalha em uma articulação política, junto à Comissão de Cidadania, Direitos Humanos e Participação Popular da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Também serão acionados o Ministério dos Direitos Humanos e o Ministério da Justiça, do governo federal.

“A gente tem dúvidas se estamos falando de um órgão público que foi hackeado ou um funcionário público que usou de má fé do cargo. Se for a segunda hipótese, acho que trata-se de uma pessoa que calculou os riscos e pode ser que tenha cobertura política de gente importante”, disse Jones.

“Diante da gravidade da ameaça contra a integridade física de Jones Manoel, tornamos pública a preocupação quanto à sua segurança e pedimos a solidariedade da sociedade civil e a atenção das autoridades competentes”, dizem os advogados do historiador, em nota.

Em post no X, Jones Manoel disse:

Camaradas, hoje chegou uma ameaça gravíssima de uma organização nazista. Ataque racista, ameaça de morte, demanda por pagamento em dinheiro para não morrer, exposição de dados meus e várias viagens que fiz nos últimos anos (para criar medo e dizer que estão me vigiando).

Imagem

‘Não me intimido’, diz Jones Manoel
Em entrevista ao ICL Notícias, Jones Manoel afirmou não se sentir intimidado, mesmo diante das graves ameaças de morte. “Intimidado eu não me sinto nunca. Não quero pagar de um valentão, mas eu sou militante comunista. A gente conhece a história da luta pela revolução na América Latina. A gente sabe o que aconteceu com vários e vários”.

“Eu fiquei cauteloso porque ao mesmo tempo que eu não me intimido, eu também não brinco com a minha segurança. Sou muito cuidadoso, adoto faz mais de três anos alguns protocolos básicos de segurança nas atividades que eu faço pelo Brasil. Fiquei cauteloso no sentido de mobilizar tanto a frente jurídica quanto uma frente política para ter respostas o mais rápido possível e prender os responsáveis por isso”, completou Jones Manoel.

*ICL


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O babaca pela saco do fariseu Silas Malafaia

Segundo o Globo, após ser chamado de “babaca” pelo pastor Silas Malafaia, em áudios vazados, Eduardo Bolsonaro enviou um recado particular ao pastor por meio do líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante.

No recado, Eduardo pediu que Sóstenes transmitisse a Malafaia que ele o considera “o nosso tiozão”, afirmando que o pastor tem “crédito para criticar a gente” e que não haveria divisão entre eles. Além disso, Eduardo publicou um vídeo nas redes sociais minimizando o ocorrido, classificando os vazamentos como uma “cortina de fumaça” e expressando apoio a Malafaia, dizendo: “Pastor Silas Malafaia, tamo junto”.

Lógico que o bananeiro bananinha fez cálculo político na guerra intestina que trava com Tarcísio para ser ele e não o outro embusteiro de São Pailo o representante do bolsonarismo nas eleições de 2026 para a Presidência da República e, claro, Malafaia é peça fundamental nessa batalha sangrenta, já que o charlatão não nutre simpatia ao nome de Tarcísio, a quem Malafaia já classificou como traíra de Bolsonaro.


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Esse aí

Depois de tudo que já se sabe sobre o delinquente fascista Jair Bolsonaro, choca ouvir as mensagens de seu universo familiar adicionado com a fala, agora pública, do charlatão grotesco Silas Malafaia.

Impressiona observar que a revista Veja optou pela delícia do silêncio em sua chamada de capa. Só platitudes funestas para não destacar o que o país inteiro não para de comentar. o destino selado de Bolsonaro, que é a condenação e prisão que pode até ocorrer antes mesmo do julgamento pelos motivos óbvios que todos nós ouvimos.

Bolsonaro, em conversa com Malafaia, não deixa pó de dúvida que é ele o timoneiro das tarifas de Trump contra o Brasil.

Lógico que o pedófilo americano, vendo o império abrindo crateras debaixo de seus pés, deixando-o sem chão, não vacila em culpar o mundo pela decadência dos EUA. O Brasil, mesmo em desvantagem na balança comercial com os norte-americanos, acaba tendo o mesmo destino de todo o resto do mundo.

Mas é Bolsonaro, que exerce a função principal de traidor da pátria para o próprio pimpão ser, e somente ele, anistiado para não enfrentar o rigor da lei.

Eduardo só cumpre as ordens do pai, a quem chamou de ingrato do C…!

Em suma, é Bolsonaro que usa o ar, a água e o fogo contra todo o povo brasileiro na sua fórmula miliciana para o Brasil sofrer sanções dos EUA em seu próprio gozo.



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A imagem apagada que apavora Eduardo Bolsonaro: “Torce pra Inteligência dos EUA não levar ao Trump”

PF afirma que deputado tentou enganar o governo dos EUA e obteve mensagens enviadas ao seu pai em que ele revela temor que o governo Trump descubra

A Polícia Federal (PF) concluiu que Eduardo Bolsonaro (PL-SP) tentou enganar autoridades dos Estados Unidos como parte da articulação golpista que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro. O relatório que indiciou pai e filho revela que os dois coordenaram discursos e mensagens com o objetivo de induzir o governo de Donald Trump ao erro, pressionando para que fossem impostas sanções contra o Brasil e contra integrantes do judiciário e do governo.

De acordo com Ivan Longo, Forum, em mensagens obtidas pelos investigadores no celular apreendido de Jair Bolsonaro, Eduardo demonstra temor de que a estratégia fosse descoberta pelo presidente Donald Trump. Em uma mensagem enviada ao seu pai, o deputado escreveu:

“Torce para a inteligência americana não levar isso aqui ao conhecimento do Trump”.

A mensagem trazia uma imagem, que foi apagada não pôde ser recuperada pela perícia.

Mensagens revelam pavor de Eduardo
De acordo com a PF, essa não foi a única comunicação que revela a tentativa de manipular autoridades estrangeiras. Em outro trecho, Eduardo alerta o pai sobre os riscos de comentários que poderiam comprometer a pressão feita em Washington: “Aqui é tudo muito melindroso, qualquer coisinha afeta. Na situação de hoje, você nem precisa se preocupar com cadeia, você não será preso, mas tenho receio que por aqui as coisas mudem”.

O relatório da Polícia Federal descreve de forma categórica a conduta dos dois:

“Os investigados atuaram com consciência e vontade no intuito de convencer autoridades governamentais estrangeiras, induzindo-as em erro, para aplicar sanções contra o Estado brasileiro e autoridades nacionais constituídas, de forma a satisfazer interesses pessoais ilícitos, qual seja, garantir a impunidade decorrente de uma eventual condenação criminal dos acusados de constituir e integrar uma organização criminosa voltada para a prática dos crimes de tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito”.

Além da atuação internacional, o documento também aponta que os investigados coordenaram publicações e narrativas nas redes sociais para pressionar e coagir ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Moraes cobra explicações de Jair Bolsonaro
O relatório foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, que determinou que Jair Bolsonaro preste esclarecimentos até esta sexta-feira (22) sobre a coação ao STF, o descumprimento de medidas cautelares e a tentativa de fuga para a Argentina. A PF afirma ter encontrado no celular do ex-presidente um pedido de asilo político endereçado a Javier Milei, no qual alegava perseguição no Brasil.

Agora, caberá à Procuradoria-Geral da República se manifestar sobre o indiciamento de Jair e Eduardo Bolsonaro em até 48 horas.

Há a possibilidade de, após analisar a manifestação da defesa de Jair Bolsonaro, Moraes determinar a prisão do ex-presidente.


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PF já preparou a cela para receber Bolsonaro

Segundo informações da ‘CNN Brasil’, PF preparou um espaço no térreo da Superintendência da PF no Distrito Federal, localizada no Setor Policial de Brasília

A Polícia Federal (PF) já tem uma cela especial temporária pronta para o caso de prisão em regime fechado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que atualmente cumpre recolhimento domiciliar. A informação foi dada pela jornalistas Débora Bergamasco e Elijonas Maia, da “CNN Brasil”.

Segundo informações das jornalistas, a PF preparou um espaço no térreo da Superintendência da PF no Distrito Federal, localizada no Setor Policial de Brasília. O local é uma sala improvisada, com banheiro reservado, cama, mesa de trabalho, cadeira e televisão.

O ex-presidente Fernando Collor de Mello ficou temporariamente preso em uma sala especial, como cela preparada para Bolsonaro, em Maceió (AL) – a sala do diretor do presídio estadual.

A “cela de Bolsonaro”, como vem sendo chamada por policiais no DF, é para custódia individual e pode ser ocupada por outras autoridades. O espaço foi montado há mais de três meses para ser usado para qualquer autoridade presa.

Segundo a “CNN”, delegados avaliam possibilidades, caso o STF (Supremo Tribunal Federal) determine a medida de prisão fechada. Com isso, haveria alternativas de prisão militar, já que Bolsonaro é do Exército; em batalhão da Polícia Militar do DF, como foi no caso do ex-ministro Anderson Torres; ou a própria Superintendência da PF.

Se essa terceira possibilidade for concretizada, a cela especial está pronta para cumprimento do mandado.

Cela preparada para Bolsonaro
A sala foi montada e reestruturada após a cúpula da PF e a Vara de Execuções Penais do DF consultarem a Superintendência para checar se haveria um lugar específico para custodiar o ex-presidente – e esta foi a cela destacada para ele. Na sede da PF não há espaço para acomodação.

Bolsonaro foi indiciado em mais um inquérito nesta quarta-feira (20) pela PF por coação no curso de processo e Abolição do Estado Democrático de Direito. A PF entende que ele e seu filho, deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) atuaram juntos para que os Estados Unidos sancionaram o Brasil e a Justiça brasileira para interromper o processo e julgamento de plano de golpe de Estado, onde Bolsonaro é réu.

*CNN/ICL


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Clã Bolsonaro e o show dos milhões

A montanha de dinheiro referente às movimentações financeiras de R$ 30 milhões nas contas de Bolsonaro entre março de 2023 e fevereiro de 2024, foi amplamente reportada com base em relatórios da Polícia Federal (PF) e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

O relatório aponta ainda repasses significativos para familiares, como R$ 2 milhões para Michelle Bolsonaro, R$ 2,1 milhões para Eduardo Bolsonaro e R$ 4,8 milhões para Carlos Bolsonaro, além de R$ 6,6 milhões para escritórios de advocacia.

Esses valores, incompatíveis com a renda declarada do genocida sugerem, segundo a PF, um esquema de blindagem patrimonial e dissimulação de recursos, enquadrando-se em práticas associadas à lavagem de capitais.

Além disso, a PF vincula essas movimentações a inquéritos que investigam tentativa de obstrução de julgamento e ações contra o Estado Democrático de Direito, com Jair e Eduardo Bolsonaro já indiciados.

A representação, protocolada no STF por Lindbergh Farias e Reinaldo Santos de Almeida, reforça a acusação de um arranjo familiar para ocultar a origem de recursos, apontando indícios de organização criminosa e fraude processual.

A PF destaca que as movimentações apresentam características típicas de lavagem, como transferências fracionadas e uso de familiares como possíveis “laranjas”, o que reforça a necessidade de investigação mais profunda.

A gravidade das acusações, somada a outros escândalos envolvendo o clã Bolsonaro, como o caso das joias sauditas (desvio de R$ 6,8 milhões) e as “rachadinhas” (desvio de mais de R$ 6 milhões por Flávio Bolsonaro), alimentou o esquema de corrupção sistêmica e abuso de poder do clã.

A Justiça, sob o STF, está analisando os relatórios, e a Procuradoria-Geral da República (PGR) decidirá sobre denúncias formais.


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