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O fantasma de uma bolha das big tech que ronda Wall Street, não é fantasma, é real.

Howard Marks previu a bolha da internet e, na última terça-feira (7), publicou carta a investidores alertando para novos riscos.
Howard Marks, o fundador da Oaktree Capital, elaborou uma carta a clientes para decifrar se o mercado pode estar diante de uma bolha envolvendo as principais empresas de tecnologia americanas.
Suas credenciais dão peso ao memorando.

O comportamento dos investidores hoje é similar a algumas das últimas grandes bolhas nos Estados Unidos, como a da internet, prevista por ele mesmo, e a das Nifty Fifty na década de 1970, avalia Marks.

Ele cita o exemplo da Nvidia (NVDC34), a desenvolvedora de chips que se tornou a queridinha dos investidores em tecnologia. Pelos atuais múltiplos baseados em lucros futuros aos quais as ações da companhia são negociadas hoje, as projeções dos investidores são de que empresa seguirá crescendo até 2030, sem ser suplantada por concorrentes.

Preocupação em Wall Street
O fundador da Oaktree não é a única voz a defender que há riscos de uma bolha estourar. No final do ano passado, o hedge fund Elliott Management disse em uma carta a seus investidores que a Nvidia está em uma “bolha” e que a tecnologia de inteligência artificial (IA) que impulsiona o preço das ações da companhia está “superestimada”.

Muitos dos supostos usos da IA “nunca serão economicamente viáveis, nunca funcionarão corretamente, consumirão muita energia ou se mostrarão suspeitos”, dizia uma carta divulgada internamente, segundo o Financial Times.

Roger McNamee, CEO da firma de venture capital Elevation Partners, afirmou em uma entrevista à CNBC em julho que os Estados Unidos “adoram uma mania financeira” e avaliou que as projeções feitas pelos investidores para bancar os elevados investimentos em infraestrutura para IA generativa são difíceis de avaliar. O especialista acredita que uma bolha pode estar sendo formada.

O que é a lei de Murphy mesmo?

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Autoridades alemãs cogitam abandonar o X após apoio de Musk à AfD

Governo alemão recebe apelos para se desvencilhar da plataforma, enquanto várias organizações no país já o fizeram.

O que a estrela da NBA LeBron James, o icônico escritor de terror Stephen King e o jornal britânico The Guardian têm em comum? Todos eles abandonaram o X, a rede social anteriormente conhecida como Twitter, desde a vitória eleitoral de Donald Trump em novembro de 2024. Eles, no entanto, estão longe de serem os únicos. Na semana passada, mais de 60 universidades de língua alemã anunciaram que não usariam mais o X.

Comandada pelo cabo eleitoral de Trump mais rico do mundo, Elon Musk, a rede parece estar perdendo a preferência dos usuários fora do campo político conservador e – apesar da promessa do bilionário em 2022 de manter a plataforma “politicamente neutra” – muitos observadores acreditam que ele está trabalhando ativamente para transformar o X em um megafone extremista.

Especialistas ouvidos pela DW disseram que não há como dizer com segurança se o sistema foi ou não atualizado para impulsionar postagens de direita desde o início da era Musk, já que seus algoritmos estão constantemente sendo ajustados e reagindo a uma base de usuários em mutação.

“O resultado para os usuários é o mesmo, independentemente da causa: significativamente mais conteúdo de extrema direita na plataforma e nos feeds recomendados pelas pessoas”, disse o cientista social e pesquisador de mídia digital Colin Henry à DW.

Musk também alavancou seu status como o perfil mais seguido no X para amplificar vozes e narrativas pró-Trump na preparação para a eleição dos EUA, até mesmo se referindo a si mesmo como o “primeiro-amigo” de Trump, parodiando o termo “primeira-dama”.

“Não alimente o troll”
Atualmente com os olhos voltados para a política da União Europeia (UE), Musk disse a seus mais de 211 milhões de seguidores que o chanceler federal alemão, Olaf Scholz, é um “tolo” e o presidente Frank-Walter Steinmeier – cujo cargo é essencialmente cerimonial – é um “tirano”.

Musk também endossou publicamente a legenda de ultradireita Alternativa para a Alemanha (AfD), dizendo que era o único partido que poderia “salvar a Alemanha”. Na última quinta-feira (09/01), Musk realizou uma live no X com a colíder da AfD e candidata a chanceler nas próximas eleições alemãs, Alice Weidel.

O apoio de Musk a Trump e a intromissão contínua na política da UE geraram indignação na Alemanha. No entanto, as postagens de Musk provocaram pouco mais do que um dedo em riste de Scholz, que disse que sua abordagem era simples: “Não alimente o troll”.

“O que conta na Alemanha é a vontade dos cidadãos, não as declarações erráticas de um bilionário nos EUA”, disse Scholz à revista alemã Stern.

Vale a pena o esforço?
O autor de ficção científica e ativista da internet Cory Doctorow disse à DW que Musk já exerce poder suficiente para influenciar o voto em disputas eleitorais acirradas. Para ele, essa influência se deve em parte ao fato de a mídia tê-lo idolatrado por muitos anos como “uma espécie de herói”.

Para ele, Musk seria capaz de usar X para convencer para seus mais de 211 milhões de seguidores de que “a AfD é formada por sujeitos bacanas e sua associação com o fascismo e a limpeza étnica é exagerada”.

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O emocionante pedido de Mujica sobre o local onde quer ser enterrado

Ex-presidente do Uruguai comoveu a todos ao anunciar que o câncer se espalhou pelo seu corpo e que está preparado para morrer.

José Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai e um dos maiores nomes da esquerda latino-americana, revelou na última quinta-feira (9) que está enfrentando o estágio terminal de sua luta contra o câncer de esôfago, diagnosticado em abril de 2024. O anúncio comovente foi feito em entrevista ao semanário uruguaio Búsqueda, na qual o ex-mandatário, de 89 anos, disse estar “morrendo” e compartilhou um pedido emocionante sobre onde deseja ser enterrado.

“O câncer no esôfago está colonizando meu fígado. Não paro com nada. Por quê? Porque sou um ancião e porque tenho duas doenças crônicas”, afirmou Mujica, explicando que optou por não continuar com os tratamentos médicos devido à sua fragilidade. “Não me cabe nem um tratamento bioquímico nem a cirurgia porque meu corpo não aguenta.”

O pedido
Vivendo seus últimos dias na emblemática chácara em Rincón del Cerro, onde compartilha a vida com sua esposa, Lucía Topolansky, Mujica revelou que deseja ser enterrado ali, próximo à natureza que tanto ama.

“Eu vou morrer aqui. Ali fora há uma secoia grande. A Manuela (sua cadela) está enterrada lá. Estou fazendo os papéis para que também me enterrem ali”, declarou.

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Argentina de Milei, novo queridinho da mídia brazuca, fechou mais de 12 mil empresas em um ano

Nos primeiros dez meses da gestão de Javier Milei, a economia argentina já enfrentava um panorama crítico. Hecatômbico!

Fecharam 11.931 empresas e foram perdidos 215.981 empregos registrados, segundo um relatório do Centro de Economia Política (CEPA), baseado em dados da Superintendência de Riscos do Trabalho (SRT).

Entre novembro de 2023 e setembro de 2024, o número de empregadores desabou, sendo a construção o setor mais impactado, com uma redução de 6,5% no número de empregadores e 17,9% do total de demissões, o que equivale a 85.233 trabalhadores.

Milei deixou a economia argentina mais bagunçada que sua cabeleira em apenas um ano.

O novo inventor da roda portenha, não passa de um lacrador neoliberal que vende o que não entrega, pra vender mais caro o concerto que o próprio detonou e seguir não entregando nada do que vende na base da conversa fiada.

O neoliberalismo, como sabemos, é apenas uma peça manipuladora que glorifica a falência em nome da austeridade fiscal.

Milei, com seu marketing da motosserra está decapitando as empresas e os empregos argentinos.

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CIA pode ler mensagens privadas de WhatsApp, revela Zuckerberg

CEO da Meta cita uso do spyware Pegasus, de Israel, para explicar como autoridades podem acessar dados de celulares, mesmo com criptografia ponta a ponta.

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, revelou que autoridades dos Estados Unidos, incluindo a CIA, podem acessar mensagens do WhatsApp ao invadir remotamente os dispositivos dos usuários, contornando a criptografia de ponta a ponta da plataforma. A declaração foi feita durante participação no podcast Joe Rogan Experience nesta sexta-feira (11) e repercutida pela agência RT.

Zuckerberg explicou que, embora a criptografia do WhatsApp impeça que a Meta visualize o conteúdo das mensagens, ela não protege contra o acesso físico ao celular do usuário. “O que a criptografia faz de bom é garantir que a empresa que opera o serviço não veja [as mensagens]. Se você usa o WhatsApp, em nenhum momento os servidores da Meta veem o conteúdo dessa mensagem”, afirmou. No entanto, ele destacou que a criptografia não impede autoridades de acessar mensagens armazenadas nos aparelhos.

Segundo Zuckerberg, ferramentas como o Pegasus — spyware desenvolvido pela empresa israelense NSO Group — podem ser instaladas secretamente em celulares para acessar dados. “O que eles fazem é acessar seu telefone. Então, não importa se algo está criptografado, eles podem simplesmente ver em texto claro”, explicou.

O CEO da Meta mencionou que essa vulnerabilidade foi um dos motivos para a criação das mensagens temporárias no WhatsApp, recurso que permite apagar automaticamente conversas após um período. “Se alguém comprometeu seu telefone e pode ver tudo o que acontece lá, obviamente poderá ver as mensagens assim que chegam. Então, ter a criptografia e a opção de desaparecer é um bom padrão de segurança e privacidade”, disse.

O tema surgiu após Joe Rogan questionar Zuckerberg sobre as denúncias do jornalista Tucker Carlson, que acusou a CIA e a NSA de espioná-lo para impedir uma entrevista com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Carlson alegou que suas mensagens e e-mails foram monitorados e vazados para a imprensa, o que inicialmente teria desmotivado Moscou a prosseguir com a entrevista.

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Imagens mostram Malibu destruída por incêndios, deixando mortos e desabrigados

Incêndios históricos devastam Los Angeles, destruindo mansões de celebridades, deixando dez mortos e quase 180 mil desabrigados

Um dos cartões-postais de Malibu, em Los Angeles, foi tomado por destruição após os incêndios que atingiram a região na última semana. O fogo em Pacific Palisades, no oeste da cidade, transformou bairros inteiros em cinzas, destruindo mansões milionárias de celebridades e levando consigo quarteirões inteiros.

Segundo autoridades, os incêndios de Palisades e Eaton já são considerados os mais destrutivos da história de Los Angeles. Juntos, devastaram mais de 11 mil hectares, equivalente a cerca de 110 km². O saldo, até agora, é de dez mortos, milhares de construções consumidas pelas chamas e quase 180 mil pessoas obrigadas a abandonar suas casas.

Até o momento, 10 pessoas morreram nos incêndios

Em coletiva de imprensa, o xerife do Condado de Los Angeles, Robert Luna, falou sobre o estado de caos e destruição devido aos incêndios que atingem a região. “Parece que caiu uma bomba atômica. Não espero boas notícias, e não estamos ansiosos por esses números”, mencionando a possibilidade de ver  o número de mortos aumentar rapidamente.

Incêndio atinge Malibu, força evacuação e isola alunos em universidade |  Metrópoles

Novo foco de incêndio em Los Angeles se espalha rapidamente perto de  endereço das Kardashians, John Travolta e outras celebridades | Mundo | G1

Antes e depois em FOTOS: o pior incêndio da história de Los Angeles | Mundo  | G1

Incêndio "Franklin" avança rapidamente em Malibu, próximo a Los Angeles |  GZH

Aparentemente, a casa da Miley Cyrus em Malibu, pegou fogo mais uma vez  devido a todo incêndio que está acontecendo na região de Los Angeles, a  primeira vez foi em 2018!

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Guerra de Milei contra setores populares da Argentina terá uma resposta, adverte sociólogo

Segundo Jorge Elbaum, também jornalista e pesquisador, políticas de Milei se assemelham às aplicadas durante a ditadura argentina, que “terminaram em surto social”

O sociólogo, jornalista, pesquisador e professor universitário Jorge Elbaum, avaliou que o governo libertário de Javier Milei, que completou um ano no dia 10 de dezembro, constitui uma “política de guerra contra os setores populares” da Argentina e previu uma “resposta, mais cedo do que mais tarde”, dos setores afetados pelo ajustamento brutal.

Embora admitisse que os eleitores de Milei relutam em reconhecer que o presidente é um “vendedor de fumaça” da bonança de seu plano, comparou-o com os planos econômicos da ditadura civil-militar, de Cavallo ou De la Rúa, que “terminaram em um surto social”.

Marcelo Castro-VCF | O governo de Javier Milei completa um ano. Além das medidas econômicas radicais prometidas, Milei venceu com o slogan de que era um governo contra as castas. No entanto, essa não parece ser a luta. Qual é a sua leitura?

Jorge Elbaum | Diante das promessas do atual presidente, há duas respostas possíveis. A primeira é que a casta não era o que deveria ser e o que a sociedade entendia como tal, e o que eram os setores de privilégio. A outra é que a casta, na versão de Javier Milei, foi e é o povo argentino. Diante de qualquer uma destas duas possibilidades — um engano em referência ao fato de que a casta não era os setores privilegiados ou que havia cinismo na sua proposta de que iria punir os setores mais vulneráveis, como está a fazer — é evidente que o governo é especialista na crueldade que diariamente mina, destrói, fere a sociedade argentina como um todo e sobretudo aqueles que ele mais deveria proteger, e estou pensando nos aposentados, nos deficientes, nos doentes, nas crianças, nos adolescentes.

Para todos estes atores coletivos, existem inúmeras políticas que violam direitos. Os aposentados são alguns dos mais atingidos pelo ajuste fiscal. Quase reduziram as suas pensões e reformas em 30 ou 40%. Você também vê naquele grupo social que eles estão sendo punidos quase que mensalmente com redução no acesso aos medicamentos. Vemos, em relação aos deficientes, que as políticas que tornaram possível a igualdade de direitos em relação ao resto da população foram perturbadas.

Vemos os orçamentos dos estudantes universitários encolherem. Em relação aos cientistas, nosso país está condenado a uma economia primária alheia à política de desenvolvimento tecnológico. Vemos crianças punidas com a extinção do incentivo ao ensino, e poderíamos continuar assim até ficarmos fartos. É uma política de guerra contra os setores populares. Não tenho dúvidas de que você terá sua resposta mais cedo ou mais tarde.

*Diálogos do Sul

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Trump compartilha vídeo crítico a Netanyahu e levanta dúvidas sobre apoio do futuro governo dos EUA a Israel

No vídeo, o economista Jeffrey Sachs chama Netanyahu de “filho da p***”

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou nesta quarta-feira (8) em suas redes sociais um vídeo crítico ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, indicando uma possível ruptura no apoio irrestrito de Washington ao Estado judeu.

No vídeo, o economista dos EUA Jeffrey Sachs chama Netanyahu de “filho da p***”. Ele também culpa o premiê israelense por pressionar os EUA a adotarem políticas anti-iranianas. Segundo o acadêmico, Netanyahu acredita que somente derrotando o Irã grupos como o Hamas e o Hezbollah poderiam ser eliminados.

“De onde veio essa guerra? Sabe de uma coisa? É bastante surpreendente. Essa guerra veio de Netanyahu, na verdade”, disse Sachs no vídeo.

“Netanyahu tinha, desde 1995, a teoria de que a única maneira de nos livrarmos do Hamas e do Hezbollah era derrubando os governos que os apoiam. Isso inclui o Iraque, a Síria e o Irã. E ele não é nada menos que obsessivo, e ainda está tentando nos fazer lutar contra o Irã até hoje, nesta semana”, afirmou, chamando o líder israelense de “um filho da p*** profundo e obscuro”.

“Ele nos colocou em guerras intermináveis e, por causa do poder de tudo isso na política dos EUA, conseguiu o que queria, mas essa guerra foi totalmente falsa”, acrescentou Sachs, possivelmente referindo-se à chamada “guerra ao terror” liderada pelos EUA. (Com informações da Anadolu).

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Projeto expansionista de Trump é inspirado no “Espaço Vital” de Hitler

Num primeiro momento, o “Espaço Vital” de Trump é o de conquistar todo o território ao norte dos Estados Unidos.

“Make America Great Again” deixou de ser apenas um slogan de campanha, hoje é muito mais que isso. Trata-se de um projeto de inspiração nazista para a ampliação territorial durante o segundo governo de Donald Trump.

A poucos dias de retornar à Casa Branca, Trump promete incorporar o Canadá aos EUA e tomar o Canal do Panamá (ligação importante para navios cargueiros entre os oceanos Atlântico e Pacífico) e a Groenlândia, um território dinamarquês autônomo entre o Atlântico Norte e o Oceano Ártico.

Esse desejo de expansão do império estadunidense lembra muito a noção do “Espaço Vital” Nazista, que levou Hitler a anexar áreas no Leste europeu. As primeiras invasões, no início do nazismo, ocorreram na Polônia, Dinamarca, Noruega e Ucrânia.

Está claro que, num primeiro momento, o “Espaço Vital” de Trump é o de conquistar todo o território ao norte dos Estados Unidos. A Groenlândia, por exemplo, representa a rota mais curta entre a América do Norte e a Europa. Além disto, a região possui imensas reservas de zinco, ferro, chumbo, carvão, diamantes, ouro, platina, nióbio, tantalita e urânio (minerais vitais para a fabricação de baterias e aparelhos eletrônicos).

Está claro que o projeto neonazista da extrema-direita mundial é o de fazer frente à chamada “Nova Rota da Seda” – um programa chinês iniciado em 2013 que prevê investimentos trilionários na construção de obras para ampliar mercados da China, não só na Ásia, mas também em países da Europa, América Latina, África e Oceania.

No campo ideológico, Trump-Musk-Zuckerberg estão montando, como bem definiu o ex-governador Tarso Genro, a “Internacional Protofascista da Humanidade”. Para Tarso, a IPH tem como objetivo criar os espaços vitais de controle da opinião pública, de agressão à soberania nacional, tudo com o financiamento massivo de empresários fascistas.

A ameaça às democracias é algo concreto, cristalino e tem que ser enfrentado rapidamente. Ignorar ou dar pouca importância ao fato de a extrema-direita manipular as mentes, através do controle das plataformas digitais, é um erro grave e fatal. Alguém ainda tem dúvidas de que os donos das gigantes de tecnologia vão usar todas as suas estruturas para eleger o candidato de Trump no Brasil? A ameaça feita por Elon Musk de que “Eles (Lula e Janja) vão perder a próxima eleição” seria apenas uma brincadeirinha ou uma bravata?

Qual o recado dado pelos governadores e presidentes da Câmara e Senado ao não comparecerem ao evento dos dois anos do “8 de janeiro”, em Brasília? E pior ainda, como explicar a falta de apoio popular ao mais importante evento em defesa do estado democrático de direito?

Isso tudo me preocupa. A esquerda democrática governa não só o país, mas vários estados e municípios e, apesar da máquina do estado, não conseguimos fazer sequer médias mobilizações populares.

A ideia da pacificação com os militares é outro conto da carochinha. A presença dos comandantes das Forças Armadas na data de ontem (08/01) só aconteceu porque foram convocados pelo ministro da Defesa. O golpismo ronda o país desde 2016 e estamos todos inebriados pela ideia de que, em 8 de janeiro de 2023, a democracia venceu. Não venceu, apenas ganhou uma batalha. A guerra vai endurecer nos próximos anos e é urgente que estejamos preparados. Fingir que está tudo sob controle, crer que estamos em CNTP (condições normais de temperatura e pressão), é incorrer nos mesmos erros do passado, quando o presidente João Goulart foi traído pelo general Amaury Kruel, então comandante do Segundo Exército. Erro que, como sabemos, nos custou a democracia.

Em tempos como o nosso, quando a extrema-direita se espalha mundo afora, não há espaço para fantasia. Como cantava a inesquecível Gal Costa, em Divino Maravilhoso, “é preciso estar atento e forte”.

*Floretan Fernandes Jr/247

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Alinhamento da Meta com Trump causa apreensão no governo Lula e no TSE

Planalto prevê acionar mais braço da AGU voltado a combater desinformação e Corte prevê mais judicialização de casos.

O alinhamento da Meta (dona do Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp) com o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, provoca temores no Palácio do Planalto e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de retrocesso no enfrentamento da disseminação das fake news, informa a coluna de Malu Gaspar, no jornal O GLOBO.

Na última terça-feira, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, anunciou o fim do programa de checagem de fatos, em vigor há oito anos para combater a desinformação. A medida inicialmente valerá para os Estados Unidos, mas já provoca preocupação de ser replicada por aqui.

“O Trump nem assumiu a Casa Branca e já botou as garras de fora”, disse ao blog um integrante do governo que acompanha de perto os desdobramentos da discussão. “O Facebook e o Instagram correm o risco de se tornarem um novo X.”

Por ora, o governo Lula tem reforçado o posicionamento público de defender a regulamentação das big techs, que enfrenta resistência no Congresso, principalmente de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nos bastidores, integrantes da administração petista já fazem projeções sobre os efeitos práticos da medida anunciada por Zuckerberg, que podem tornar a empresa menos cooperativa com as autoridades brasileiras.

Um das consequências é que. com a mudança na postura da Meta e a eventual implementação da nova política no Brasil, o governo Lula deve acionar mais a Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia, braço da Advocacia-Geral da União (AGU) voltado ao combate à disseminação de fake news contra políticas públicas ou que prejudiquem a atuação de servidores públicos – como a difusão de desinformação sobre campanhas de vacinação ou o uso de inteligência artificial para criar discursos falsos de autoridades, por exemplo.

Criada no início do atual governo Lula, sob críticas da oposição, que a chama de “Ministério da Verdade”, a PNDD não tem o poder de remover unilateralmente fake news, mas pode intimar as redes sociais para que elas retirem o conteúdo do ar – e até acionar a Justiça para garantir a exclusão de postagens e a responsabilização civil das plataformas.

Diante de uma postura mais permissiva da Meta, nos bastidores a avaliação é a de que o órgão vinculado à AGU precisará atuar mais – e, por tabela, aumentará a judicialização de casos para barrar a disseminação de notícias falsas nas redes de Zuckerberg, o que também levanta preocupação no TSE.

“Essa decisão não auxilia a democracia, o respeito à dignidade humana, às diversidades. É um retrocesso para a humanidade”, diz um ministro do TSE ouvido reservadamente pela equipe da coluna.

Nas eleições municipais de 2024, Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp assinaram um memorando de entendimento com o TSE prevendo a adoção de uma série de medidas para combater a disseminação de notícias falsas, como a criação de uma ferramenta para divulgar informações sobre as eleições.

Mas a nova política de Zuckerberg lança dúvidas sobre a disposição da empresa de seguir colaborando com o Judiciário brasileiro. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o executivo bilionário afirmou que “os países latino-americanos têm tribunais secretos que podem ordenar que as empresas retirem as coisas (das redes sociais) silenciosamente”, em uma indireta ao Brasil.

Para uma fonte do Judiciário que acompanha de perto as discussões, “estamos entrando numa realidade distópica”. “Os tribunais seguem aplicando a lei. Mas é um retrocesso, sem dúvida, a postura da Meta por substituir uma ação colaborativa por confronto. Vão deixar tudo a depender de ordem judicial.”

Nesta quarta-feira (8), o Ministério Público Federal cobrou explicações do Facebook se a nova política de moderação de conteúdos das plataformas digitais da Meta serão aplicadas também no Brasil. O MPF também quer esclarecimentos sobre eventuais mudanças que eventualmente sejam implantadas no Brasil e a partir de quando elas entrariam em vigor.

No comunicado divulgado na última terça-feira, a Meta afirmou que “começando pelos Estados Unidos, estamos encerrando nosso programa de verificação de fatos via parceiros e migrando para um modelo baseado em notas da comunidade”. É um modelo similar ao adotado pelo X de Elon Musk, em que os próprios usuários elaboram notas ou correções das postagens que possam conter informações falsas ou enganosas.

Para Zuckerberg, o sistema atual de checagem de fatos da empresa “chegou a um ponto em que há muitos erros e censura demais”, mas para as autoridades brasileiras, a avaliação é a de que o novo sistema vai tornar as plataformas da Meta um “faroeste digital”.

Na avaliação do advogado Diogo Rais, professor de direito digital do Mackenzie, a nova postura da Meta representa um retrocesso.

“A pior parte talvez seja o sinal que ele traz com a questão da confiança. Um dos motivos que Zuckerberg alega é que os checadores não construíram a confiança necessária e que, na verdade, destruíram essa confiança devido aos vieses ideológicos. Isso é muito grave e traz nos diversos recados do pronunciamento uma forma de se aliar ao do presidente eleito dos Estados Unidos, mudando toda uma política na qual de alguma maneira favorece o chamado mercado livre de ideias”, critica Rais.

“É como se a própria comunidade tivesse condições de se autorregular, mas o que a gente tem visto é que as experiências nesse sentido têm piorado o ambiente digital.”

Procurada pela reportagem, a Meta não se manifestou.