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Vídeo: Dra. Margareth Dalcolmo afirma que mais de 2 milhões de brasileiros morreram em consequência da Covid

Essa súbita volta do negacionismo contra as vacinas de Covid, tem um motivo macabro. Tentar esconder os dados de uma revelação oficial de um estudo que mostra que Bolsonaro não matou 700 mil por falta de vacina, e sim, o número real passa de dois milhões de vítimas fatais por falta de vacina no governo Bolsonaro.

O relatório de estatísticas mundiais de saúde, divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), atualizou os números da Covid no mundo: 22,1 milhões de pessoas morreram em decorrência da doença entre 2020 e 2023.

É como se duas cidades de São Paulo tivessem desaparecido nos quatro anos da pandemia. E esse número é três vezes maior do que a estatística oficial, levando em consideração não apenas as vítimas diretas da doença, mas também as mortes por causa da interrupção no atendimento médico e a sobrecarga nos hospitais.

O quadro Extraordinários, do J10, no dia 16 de maio, foi ao vivo com a médica Margareth Dalcolmo, uma das principais vozes da ciência para garantir informação de qualidade à população, principalmente durante a pandemia.

Margareth é pesquisadora da Fiocruz, foi criadora e coordenadora do Centro de Referência Professor Hélio Fraga para o tratamento de tuberculose e é membro titular da Academia Nacional de Medicina.

O governo Lula instituiu o 12 de março como o Dia Nacional em memória às vítimas da Covid-19 – no Brasil, a pandemia matou, desde 2020, mais de 721 mil pessoas, e as mortes não cessaram com o fim da emergência sanitária. Desde o começo deste ano, foram 271, média de quase duas mortes por dia.


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Desenrola faz sucesso e dois milhões de brasileiros já limparam o nome em apenas cinco dias

O programa Desenrola Brasil, do governo federal, já limpou o nome de mais de 2 milhões de consumidores, segundo balanço divulgado pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos) neste sábado (22). Nos cinco primeiros dias, mais de R$ 500 milhões em dívidas foram renegociados pelos bancos.

O Desenrola passou a valer na segunda-feira (17). Podem participar do programa, na faixa 2, em vigor atualmente, cidadãos com renda entre R$ 2.640 (dois salários mínimos) e R$ 20 mil por mês, com dívidas negativadas de 2019 a 31 de dezembro de 2022.

O prazo mínimo de pagamento é de 12 meses. Os bancos dão descontos de até 96% no débito. Dívidas de até R$ 100 são automaticamente retiradas dos cadastros de inadimplentes.

É importante ressaltar que o Desenrola Brasil contempla, nessa fase inicial, apenas negociações de dívidas bancárias, não permitindo a renegociação de outros débitos, como contas de água, luz e serviços, bem como carnês de lojas. A faixa 1, que deverá entrar em vigor a partir de setembro, será destinada a quem possui renda mensal de até R$ 2.640 ou está inscrito no CadÚnico e teve a dívida negativada entre 1º de janeiro de 2019 e 31 de dezembro de 2022. Nesta fase, será possível renegociar dívidas de até R$ 5.000, com algumas exceções específicas. O pagamento poderá ser feito à vista ou parcelado em até 60 meses, com parcelas superiores a R$ 50 e taxa de juros de, no máximo, 1,99% ao mês. O governo espera beneficiar aproximadamente 30 milhões de pessoas nesta fase, buscando a renegociação de R$ 50 bilhões em dívidas.

Conforme dados da Serasa Experian, antes do início do Desenrola Brasil, a inadimplência no Brasil apresentava uma tendência de crescimento. Contudo, com a entrada em vigor do programa, foi possível observar, pela primeira vez em 2023, uma queda na inadimplência, com redução de 450 mil pessoas endividadas em relação ao mês anterior. Em junho, cerca de 71,45 milhões de brasileiros ainda se encontravam em situação de endividamento, aproximando-se dos números registrados em abril, quando o total de inadimplentes foi de 71,44 milhões. Com a continuidade e abrangência do Desenrola Brasil, espera-se que mais pessoas tenham a oportunidade de regularizar suas dívidas e reconquistar sua estabilidade financeira.

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