26 de fevereiro de 2021
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Policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) realizam, na tarde desta terça-feira, a Operação Freedom para cumprir nove mandados de busca e apreensão contra servidores que faziam parte do grupo “Guardiões do Crivella”.Os funcionários eram pagos para atacar jornalistas, pacientes e parentes que faziam reclamações sobre a rede municipal de saúde. A denúncia foi divulgada pelo “RJTV”, da TV Globo, na noite de segunda-feira.

O grupo será investigado pelos crimes de atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, associação criminosa e advocacia administrativa. Somadas, as penas podem chegar a nove anos de reclusão. Os mandados foram expedidos pelo juízo do plantão noturno do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ).

Apontado como chefe dos ‘guardiões’ pela Draco, o assessor especial da prefeitura, Marcos Luciano, foi alvo da operação e levado para prestar depoimento. Ele é acompanhado por um advogado. O GLOBO apurou que o assessor de Crivella é investigado em três inquéritos sobre possível envolvimento com a milícia. Mais cedo, em entrevista ao GLOBO, Luciano disse que “não tinha nada a esconder” e acrescentou que seria apenas “um servidor servindo a cidade”.

Na casa do assessor, em Olaria, os investigadores encontram um pacote escrito “Crivella”. O material será periciado. Foram apreendidos também o celular de Luciano, cerca de R$ 10 mil e documentos.

Segundo delegado William Pena, titular da Draco, o servidor Marcos Aurélio Poydo Mendes, que mora no Morro da Galinha, no Engenho da Rainha, na Zona Norte, debochou dos agentes quando foi comunicado por telefone que teria que ir a Draco. Ele disse que os agentes deviam mandar uma intimação para o “gabinete do Crivella”. Três dos investigados vão prestar depoimento na especilizada ainda nesta terça-feira e os demais serão convocados durante a semana. Luís Carlos Joaquim da Silva, o Dentinho, também foi encaminhado para a delegacia.

Para a Polícia Civil a operação precisou ser rápida para que os envolvidos não destruíssem provas. De acordo com Pena, caso Marcelo Crivella esteja envolvido no crime, o inquérito será remetido ao Gaocrim, do Ministério Público. Havia um número de telefone atribuído ao prefeito do grupo de mensagens dos funcionários.

— Se em algum momento da investigação chegarmos em algum agente com foro, vamos encaminhar ao Coordenadoria de Investigação para Agentes com Foro (Ciaf) que atua em parceria com o Gaocrim — disse Pena.

 

*Com informações de O Globo

 

Celeste Silveira

Produtora cultural, parecerista de projetos culturais em âmbito nacional

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