27 de outubro de 2020
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O Ministério Público do Rio de Janeiro investiga 11 servidores do gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) como supostos funcionários fantasmas na Câmara do Rio. De acordo com uma reportagem da Globonews, eles teriam recebido um total de R$ 7 milhões, desde 2001.

O canal afirma que o valor, que não foi atualizado pela inflação, está anexado à investigação por peculato contra o filho do presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a Globonews, um funcionário identificado como Guilherme Hudson recebeu quase R$ 1,5 milhão no intervalo de 10 anos. Ele faria um trajeto diário de cinco horas de ida e volta para levar a mulher, Ananda Hudson, para estudar. Ela também fez parte do gabinete e recebeu R$ 117 mil em um ano e cinco meses.

O MP tenta esclarecer como ele fazia para cumprir suas obrigações como servidor. Ele teria dito em depoimento que sua função no gabinete era de assessoria jurídica e análise da constitucionalidade de projetos de lei apresentados.

Segundo a Globonews, um funcionário identificado como Guilherme Hudson recebeu quase R$ 1,5 milhão no intervalo de 10 anos. Ele faria um trajeto diário de cinco horas de ida e volta para levar a mulher, Ananda Hudson, para estudar. Ela também fez parte do gabinete e recebeu R$ 117 mil em um ano e cinco meses.

O MP tenta esclarecer como ele fazia para cumprir suas obrigações como servidor. Ele teria dito em depoimento que sua função no gabinete era de assessoria jurídica e análise da constitucionalidade de projetos de lei apresentados.

Além disso, ele afirma ter tido poucos contatos por e-mail com Carlos Bolsonaro e não tem nenhum documento guardado do período em que trabalhou para o filho do presidente. Guilherme Hudson teria virado chefe de gabinete após a prima e ex-mulher do presidente Bolsonaro, Ana Cristina Siqueira Vale, deixar o posto.

A Globonews ainda diz que, entre os 11 funcionários que tiveram os vencimentos informados ao MP, Ana Cristina ocupa o quinto lugar, com aproximadamente R$ 670 mil.

A reportagem também mostrou o caso do militar da reserva Edir Barbosa Goes. Ele, que ainda trabalha como assessor do vereador, disse ao MP que sua função era entregar informativos sobre as atividades do vereador na Zona Oeste do Rio. As entregas seriam feitas de porta em porta e nas filas dos bancos. Para cumprir a função, ele recebeu R$ 1,5 milhão em 11 anos. Segundo a reportagem, o último salário foi pago em maio do ano passado, no valor de R$ 17 mil.

A investigação também cita servidores idosos que moram em outros municípios e até estados, o que impossibilitaria o cumprimento do trabalho. Uma mulher de 72 anos e moradora de Nova Iguaçu, chamada Diva da Cruz Martins, teria recebido R$ 3 mil por mês entre 2003 e 2005.

“Eu não encontrava com ninguém. Eu ia lá e voltava, não sei nem quem trabalhava lá. Não sei nem quem era funcionário, quem não era”, teria dito ela.

A Globonews diz que procurou a defesa do vereador Carlos Bolsonaro, mas ninguém quis se pronunciar uma vez que a investigação está sob sigilo da Justiça. Já Edir Goes afirmou que não iria falar.

Enquanto isso, a defesa de Ana Cristina Valle afirmou o valor citado na reportagem diz respeito a vários funcionários que trabalharam por quase duas décadas no gabinete do filho do presidente e que não há indícios de que ela tenha sido funcionária fantasma.

Por último, em nota enviada ao canal, a Câmara dos Vereadores do Rio afirmou que possui um portal da transparência para que a população tenha acesso aos dados das atividades e que também podem ser consultados a quantidade de servidores, lista nominal de funcionários e salários.

A Câmara também reafirmou “o compromisso com a publicidade e a transparência das informações, como princípio fundamental para o aprimoramento da democracia”.

 

*Do Uol

 

Celeste Silveira

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