25 de outubro de 2020
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É inacreditável que, dentro de um jornal como O Globo, não uma, mas duas jornalistas, assinem um artigo que define que “Macunaíma, o herói sem nenhum caráter”, de Mário de Andrade, está relacionado à moral ou a ética.

Será que não tem ninguém dentro daquele jornal que possa esclarecer às jornalistas Selma Schmidt e Vera Araújo que meteram o chamegão nessa rata, que o caráter a que Mário de Andrade se refere é o de característica cultural indefinida, livre de qualquer caráter definitivo?

Já se viu muita gente falar essa batatada, mas isso vindo de jornalistas do maior jornal do país, explica que tipo de imprensa industrial o Brasil tem.

É preciso ler Mário de Andrade, mas principalmente, interpretar.

Abaixo, o trecho da matéria que trata da corrupção no estado do Rio de Janeiro:

“Desde “Macunaíma, o herói sem nenhum caráter”, publicado por Mário de Andrade em 1928, as definições de corrupção no Rio foram tão atualizadas que passam longe dos malfeitos do clássico anti-herói. Nas últimas décadas, foram inúmeros os escândalos no estado que levaram para a cadeia governadores, deputados e até conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que deveriam zelar pelo dinheiro público. Levantamento feito pelo GLOBO em publicações e junto a órgãos de controle identificou que esquemas de propinodutos movimentaram, segundo denúncias, mais de R$ 6,1 bilhões desde 1999 em superfaturamento, pagamentos irregulares e lavagem de dinheiro envolvendo autoridades. O céu é o limite se a esse valor fossem acrescentados desvios de prefeituras e da União no Rio.”

 

*Carlos Henrique Machado Freitas e Celeste Silveira

 

 

 

Celeste Silveira

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